<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Sebastian Lelio - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/sebastian-lelio/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/sebastian-lelio/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Tue, 20 Dec 2022 15:51:02 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Sebastian Lelio - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/sebastian-lelio/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Crítica: O Milagre (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-milagre-netflix/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-milagre-netflix/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Nov 2022 23:46:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Florence Pugh]]></category>
		<category><![CDATA[Kíla Lord Cassidy]]></category>
		<category><![CDATA[O Milagre]]></category>
		<category><![CDATA[Sebastian Lelio]]></category>
		<category><![CDATA[The wonder]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Burke]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=16158</guid>

					<description><![CDATA[<p>Procurando investigar as emoções de cada personagem em cena com seu trabalho, Sebastián Lelio (Desobediência) entrega uma adaptação digna da obra homônima de Emma Donoghue, O Milagre. Dentre os seus aspectos positivos, talvez o mais forte da obra seja realmente a direção de Lelio. Há uma segurança na sua composição de planos, que trazem movimentações mais contidas, com quadros mais fechados, para dar espaço para que as ações físicas aconteçam. Neste sentido, cada intérprete imprime em sua composição pistas para [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-milagre-netflix/">Crítica: O Milagre (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Procurando investigar as emoções de cada personagem em cena com seu trabalho, Sebastián Lelio (<em>Desobediência</em>) entrega uma adaptação digna da obra homônima de Emma Donoghue, <strong>O Milagre</strong>. Dentre os seus aspectos positivos, talvez o mais forte da obra seja realmente a direção de Lelio. Há uma segurança na sua composição de planos, que trazem movimentações mais contidas, com quadros mais fechados, para dar espaço para que as ações físicas aconteçam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste sentido, cada intérprete imprime em sua composição pistas para a resolução do suposto mistério inserido na trama. É preciso que os gestos sejam captados em toda a sua inteireza e a mise-en-scène é orquestrada de tal forma que o espectador consegue compreender as dinâmicas de todas as relações mostradas no filme. Um exemplo é o contraponto do tempo das sequências onde as pessoas estão comendo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como o plot fala sobre um possível milagre de uma criança que está fazendo jejum por quatro meses seguidos, o relacionamento das personagens com alimentos é fundamental para a construção de atmosfera. Desta maneira, não apenas a decupagem trabalha para fortalecer a contraposição da fome versus o consumo da comida, mas também a partitura dos atores coloca em evidência esta saciedade das personagens. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste sentido, um outro elemento que fomenta a narrativa em <em><strong>O Milagre</strong></em> é o estabelecimento da ambientação de clausura. A fotografia de Ari Wegner (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ataque-dos-caes/"><em>Ataque dos Cães</em></a>) estabelece a ideia de que do lado de fora é onde existe a luz, onde está a saída e, talvez, todas as respostas que a protagonista, Lib (Florence Pugh), precisa. A sensação de escuridão na casa de Anna (Kíla Lord Cassidy), a suposta menina miraculosa, é ainda mais intensa.</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16168" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/o-milagre-2-1.jpg" alt="O Milagre" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/o-milagre-2-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/o-milagre-2-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/o-milagre-2-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/o-milagre-2-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta estratégia passa a impressão de sufocamento, mas também eleva a potencialidade da relação entre Anna e Lib. </span><span style="font-weight: 400;">A luminosidade, inclusive, tem elevações em momentos de virada dentro do enredo, tanto quanto Lib vai desvendando o mistério sobre Anna, como na resolução do conflito principal do longa, quando, finalmente, ambas estão do lado de fora, a céu aberto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesta lógica, a equipe de arte também contribui para a elaboração deste sentido, como na cor azul do vestido de Lib, que é a cor do céu que a família de Anna projeta, mas não existe, porém é a salvação do renascimento de Anna.  E são através destas marcas simbólicas que o filme se faz. </span><span style="font-weight: 400;">Esta é uma produção que deseja provocar o espectador a ter um olhar atento aos detalhes e que consegue passar sensações táteis, através de imagens. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, após construir uma obra sólida em boa parte da projeção, após a descoberta de Lib sobre a verdade, há uma queda qualitativa aqui. Quando a trama se encaminha para a sua resolução, há uma demora para a resolução do conflito e uma reiteração de informações.  </span><span style="font-weight: 400;">Além disso, existe uma subestimação do público, porque há uma quantidade exagerada de explicações, tanto em termos de texto falado quanto de imagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta maneira, <strong><em>O Milagre</em></strong>, em sua totalidade, é exitoso em prender a atenção de quem assiste, mas apresenta um final morno e um tanto repetitivo. É uma sessão que vale a pena, porém que deixa uma sensação estranha depois da exibição, porque ao expor tão insistentemente o plano de Lib e suas razões, há um enfraquecimento de todo o trabalho feito anteriormente com o não dito e sutil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Sebastián Lelio</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Florence Pugh, Tom Burke, Kíla Lord Cassidy</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/htybz7XscIY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-milagre-netflix/">Crítica: O Milagre (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-milagre-netflix/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Uma Mulher Fantástica</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-uma-mulher-fantastica/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-uma-mulher-fantastica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Sep 2017 17:18:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Daniela Vega]]></category>
		<category><![CDATA[Sebastian Lelio]]></category>
		<category><![CDATA[Uma Mulher Fantástica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=8178</guid>

					<description><![CDATA[<p>Como fizera com Glória em 2013 através do arrebatador desempenho da atriz Paulina Garcia, o chileno Sebastián Lelio propõe em Uma Mulher Fantástica conduzir o público na jornada emocional da sua protagonista Marina Vidal, vivida pela igualmente formidável Daniela Vega. O filme já tem no &#8220;bolso&#8221; os prêmios de melhor filme e roteiro da última edição do Festival de Berlim e anda até mesmo rendendo burburinhos lá fora a respeito da inclusão do nome de Vega nas listas de algumas premiações como melhor desempenho [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-uma-mulher-fantastica/">Crítica: Uma Mulher Fantástica</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Como fizera com <i>Glória </i>em 2013 através do arrebatador desempenho da atriz Paulina Garcia, o chileno Sebastián Lelio propõe em <i>Uma Mulher Fantástica </i>conduzir o público na jornada emocional da sua protagonista Marina Vidal, vivida pela igualmente formidável Daniela Vega. O filme já tem no &#8220;bolso&#8221; os prêmios de melhor filme e roteiro da última edição do Festival de Berlim e anda até mesmo rendendo burburinhos lá fora a respeito da inclusão do nome de Vega nas listas de algumas premiações como melhor desempenho feminino do ano. Difícil prever onde <i>Uma Mulher Fantástica </i>irá parar com tamanha repercussão. Contudo, não resta dúvidas de que, mais uma vez o seu cineasta acertou.</p>
</div>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">No filme, acompanhamos um momento particular na vida de Marina Vidal, uma mulher trans em fase de transição que é surpreendida com a repentina morte do namorado, um homem de meia idade vítima de um ataque cardíaco fulminante quando estava dormindo. Conforme vai resolvendo as burocracias típicas de um falecimento, Vidal começa a se deparar com uma série de provas de que a sociedade, de fato, ainda não está preparada para entender a sua condição. A todo instante, a personagem encara um preconceito que se apresenta sem a menor cerimônia, ainda que camuflado por um véu de parcimônias e aparente gentileza e empatia.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Do ponto de vista da construção psicológica de sua protagonista, <i>Uma Mulher Fantástica </i>ostenta acertos. É interessante, por exemplo, perceber como Lelio gradualmente apresenta uma nova realidade a sua protagonista. Trata-se de um cenário cuja hostilidade é crescente. Marina parecia viver numa espécie de anestesia na sua relação envolta por uma redoma de proteção por Orlando, papel de Francisco Reyes. Como sugere a letra de &#8220;You make me feel like a real woman&#8221; de Aretha Franklin, que toca em dado momento do longa, naquele relacionamento, Marina se sentia tão plena e tão mulher que sequer conseguia se lembrar das batalhas diárias que uma trans tem que enfrentar.</p>
<p>Com a morte do namorado, gradualmente, a personagem passa a se sentir coagida pelos familiares do falecido, médicos e agentes públicos que, ainda que digam da boca para fora compreender sua condição, sequer conseguem dimensionar a dor e o constrangimento pelo qual Marina passa nas situações mais triviais possíveis e que cis algum sequer chegaria perto de passar. Tal choque de realidade e a maneira como a personagem reage ao mesmo ganha ainda mais tônus nas mãos de uma intérprete do calibre de Daniela Vega, que consegue passar todas suas emoções com muita cautela e sem afetações.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8180" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/09/UNA-MUJER-FANTÁSTICA.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Ainda que na maior parte da projeção <i>Uma Mulher Fantástica </i>seja um feito e tanto, ele também pode passar a sensação de uma certa pasteurização da realidade, algo que me soa proposital através das referências e diálogos com outras obras que o longa procura estabelecer. Em determinados momentos, como na cena em que Marina é raptada e sofre uma ameaça de agressão, fica perceptível que há um certo comedimento de Lelio em expor um mundo ainda mais cruel para seu público e para sua personagem. Em outra situação, o filme chega a fazer menção a <i>Uma Linda Mulher </i>e Marina é ironicamente comparada por uma personagem com a atriz Julia Roberts, o que nos faz entender um pouco as escolhas do realizador, já que o romance de Gary Marshall ficou conhecido por ser um filme que abordava o universo marginalizado da prostituição com filtros do conto de fadas. No caso de <i>Uma Mulher Fantástica</i> vemos uma realidade da nossa sociedade igualmente marginalizada se mostrar em desarmonia com a redoma que a personagem vivia em sua relação com Orlando. É esse choque que Lelio busca em sua história, uma vida de casinha de bonecas que desmorona diante dos olhos da protagonista, que tira como saldo um amadurecimento, mas também uma lembrança melancólica de uma relação que pareceu existir em uma realidade paralela.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Interessado numa protagonista que tem muito a dizer em tempos de intolerância camuflada como os nossos, o cinema de Sebastián Lelio segue humanista, psicologicamente arrebatador, instigante e demandando do espectador um constante exercício de se colocar no lugar de suas personagens, de empatia. Não existe um só momento em que a câmera do realizador segue os passos de Marina que o espectador não siga interessado em compreender o que existe por trás de cada um dos seus gestos e reações. Méritos também do trabalho de uma atriz que, assim como Paulina Garcia em <i>Glória</i>, está absoluta em cena.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/_5dwogj-5t8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-uma-mulher-fantastica/">Crítica: Uma Mulher Fantástica</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-uma-mulher-fantastica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
