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	<title>Arquivos Scarlett Johansson - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Scarlett Johansson - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica O Esquema Fenício</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 May 2025 12:52:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um ano e mais um filme do cineasta Wes Anderson (Asteroid City, de 2023) chega para o público. Desde 2023 que o diretor tem tido lançamentos consecutivos a cada ano, mostrando a sua já conhecida estética de simetria, tons pasteis e situações inusitadas. O Esquema Fenício, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29), não foge dessa lógica do diretor. Com situações ainda mais estapafúrdias e um humor ácido, o longa-metragem estreante parece ser um retorno do cineasta aos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um ano e mais um filme do cineasta Wes Anderson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-asteroid-city/"><em>Asteroid City</em></a>, de 2023) chega para o público. Desde 2023 que o diretor tem tido lançamentos consecutivos a cada ano, mostrando a sua já conhecida estética de simetria, tons pasteis e situações inusitadas. <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29), não foge dessa lógica do diretor. Com situações ainda mais estapafúrdias e um humor ácido, o longa-metragem estreante parece ser um retorno do cineasta aos seus tempos de ouro.</p>
<p>O roteiro de Anderson se desenrola a partir das interações entre um pai e uma filha que nunca tiveram uma relação sólida. A estranheza e o distanciamento conduzem o público durante os 105 minutos de duração por meio de inúmeras cenas absurdamente constrangedoras e satíricas. Anderson não deixa nada a desejar em <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>. As situações inusitadas que estabelecem as interações dos personagens definem o tom caótico e bem humorado do longa, fazendo com que os fãs do diretor retornem aos primórdios de sua carreira.</p>
<p>O diretor e roteirista sempre debateu os encontros da vida, ainda mais quando o assunto são os encontros dos desajustados e a tentativa de encontrar seus pares &#8211; mesmo que esses tenham seu próprio sangue. E essa dobradinha entre roteiro e direção continua a permitir que o texto ganhe forma em sua condução narrativa visual. As imagens ditam o que o roteiro expressa. Em <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>, as distância em tela não apenas balanceiam a conhecida simetria das imagens andersianas, mas também exemplificam o abismo que existe entre os personagens de Benicio del Toro (<em>A Crônica Francesa</em>, de 2021) e Mia Threapleton (<em>Firebrand</em>, de 2023).</p>
<figure id="attachment_19514" aria-describedby="caption-attachment-19514" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19514" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-750x500.jpg" alt="O Esquema Fenício (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2.jpg 1680w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19514" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;O Esquema Fenício (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Anderson jamais decepciona nessa harmonia entre roteiro e direção. Possam gostar ou não dos seus filmes, achar que eles são desvairados demais ou coisa do tipo, mas é inegável como o cineasta sabe conduzir bem as suas criações com identidade própria. O exagero, os melismas, o humor ácido e insano, tudo isso é formativo de quem é o diretor e o público consegue perceber isso do início ao fim do filme. O longa é um claro exemplo da essência do que é o cinema de Wes Anderson. Sem faltas e com muitos excessos, <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em> é a cara de Wes.</p>
<p>Por falar em identidade, a fotografia, a arte e a trilha sonora são elementos essenciais para construir essa cara tão andersiana para as suas obras. No caso desta produção, o cineasta contou com o talento de Bruno Delbonnel (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-tragedia-de-macbeth-apple-tv/"><em>A Tragédia de Macbeth</em></a>, de 2021) para conceber os dois momentos imagéticos &#8211; o real e o imaginário do personagem de del Toro &#8211; d&#8217;<em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>. A arte foi comandada por Esther Schreiner (<em>Ferrari</em>, de 2023), que se encarrega de dar vida às tonalidades pasteis com uma ludicidade teatral já conhecida das obras do diretor. E, por fim, a composição musical ficou a cargo de Alexandre Desplat (<em>Nyad</em>, de 2023) para embalar o público nessa jornada fantástica e insana.</p>
<p><em><strong>O Esquema Fenício</strong></em> encanta porque, tanto a equipe técnica como o elenco, consegue convencer o espectador da farsa &#8211; aqui usada no sentido teatral da palavra &#8211; mostrada na telona. Wes Anderson é o mestre da farsa cinematográfica e seu novo longa parece abraçar isso como há muito não fazia. A acidez do humor e a sátira ao capitalismo industrial, às trapaças dos magnatas e do governo estadunidense e à disfunção familiar dos personagens centrais promovem um divertimento absurdo. Do início ao fim, o filme se encarrega de entreter por ser e entender que é um grande e hilário absurdo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Wes Anderson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Benicio del Toro, Mia Threapleton, Michael Cera, Riz Ahmed, Tom Hanks, Bryan Cranston, Mathieu Amalric, Richard Ayoade, Jeffrey Wright, Scarlett Johansson, Benedict Cumberbatch, Rupert Friend e Hope Davis</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wxidk8ygmBo?si=9FiBlC8QLaATCJTC" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Como Vender a Lua</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Aug 2024 21:22:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Como Vender a Lua &#8220;brinca&#8221; com a teoria de que o homem não teria chegado à lua em 1969 durante a missão da Apolo 11 e que tudo o que fora visto na TV naquela época foi fruto de uma produção de profissionais da indústria cinematográfica contratados pelo governo durante a &#8220;corrida espacial&#8221; entre EUA e União Soviética. Greg Berlanti, produtor e roteirista de séries da DC Comics, como The Flash e Arrow, dirige essa história protagonizada por Scarlett Johansson, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Como Vender a Lua</strong></em> &#8220;brinca&#8221; com a teoria de que o homem não teria chegado à lua em 1969 durante a missão da Apolo 11 e que tudo o que fora visto na TV naquela época foi fruto de uma produção de profissionais da indústria cinematográfica contratados pelo governo durante a &#8220;corrida espacial&#8221; entre EUA e União Soviética. Greg Berlanti, produtor e roteirista de séries da DC Comics, como The Flash e Arrow, dirige essa história protagonizada por Scarlett Johansson, que interpreta aqui uma relações públicas contratada pela NASA para melhorar a imagem da agência governamental. Ao lado da atriz está Channing Tatum interpretando o chefe da missão, um ex-militar cansado após sucessivas falhas na empreitada espacial.</p>
<p>Além da TV, Berlanti já esteve na função da direção de filmes com trabalhos de relativo sucesso, como Com Amor, Simon em 2018. No entanto, <em><strong>Como Vender a Lua</strong></em> é um projeto repleto de hesitações e confuso a respeito do tom que a narrativa deseja adotar. Em determinados momentos, Berlanti quer empregar na história um tom mais leve, investindo na comédia. Em outros momentos, o cineasta parece apostar na comédia romântica centrando suas atenções na dinâmica de &#8220;gato e rato&#8221; da sua dupla de astros, Johansson e Tatum. Ocasionalmente, parece existir em <em>Como Vender a Lua</em> um comprometimento com fatos históricos, debruçando-se ainda sobre o lugar da publicidade na recepção pública externa e interna sobre os feitos do governo americano. Em outros momentos, por sua vez, Berlanti ainda parece querer ironizar ou fazer algum comentário crítico a respeito das ações de políticos com a presença de um agente interpretado por Woody Harrelson. Enfim, parecem existir muitas direções para um só filme. No fim das contas, <em>Como Vender a Lua</em> soa muito mais como o rascunho de uma sala de roteiristas do que um projeto propriamente acabado com uma orientação firme sobre o que de fato o filme é.</p>
<p>Claro que o longa poderia abarcar todas as suas pretensões, acontece que aqui essas diversas facetas da história não soam orgânicas e muitas vezes prejudicam a experiência do espectador que, subitamente, é surpreendido por mudanças na &#8220;chave de comunicação&#8221; do filme e dificultam sua leitura como uma experiência que de alguma forma faça sentido.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18521" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-7.png" alt="Como Vender a Lua" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-7.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-7-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-7-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O diretor também não consegue fazer com que a dupla de protagonistas tenha sinergia em cena. Juntos, Johansson e Tatum não dão liga. Scarlett Johansson ainda tem bons momentos sozinha como a relações públicas Kelly Jones, demonstrando um carisma na sua persona pública que contrasta com a triste história sobre sua infância, algo que a personagem procura deixar para trás. O problema é que o filme apresenta hesitações na exploração do lado mais ácido e antiético da personagem de Johansson. Logo, o roteiro cede à tentação de convertê-la em uma mocinha banal e isso prejudica bastante o trabalho de uma atriz que poderia atenuar muitos dos problemas da história. Já Channing Tatum tem muita dificuldade para imprimir a nobreza de caráter do militar Cole Davis. Inexpressivo, Tatum não consegue acessar momentos que demandariam mais emoção e que seriam fundamental para construir uma simpatia do público pelo drama do personagem. Juntos, os atores parecem sempre fora de sintonia, algo que não ajuda muito quando você tem uma direção que vacila tanto na definição do tom que o relacionamento dos dois deve adotar.</p>
<p>Para o público internacional, <em><strong>Como Vender a Lua</strong></em> ainda apresenta o grande incomodo de soar como aquele filme cheio de mensagens patriotas sobre a história dos EUA, ressaltando a nobreza dos ditos heróis americanos. <em>Como Vender a Lua</em> perde a oportunidade de trazer um olhar mais crítico para o seu pano de fundo histórico, preferindo o &#8220;lugar comum&#8221; de um tradicionalismo que o transforma em mais um entre tantos filmes que já abordaram o assunto. No fim das contas, Berlanti oferece uma colcha de retalhos de linhas narrativas e opta por encerrar sua obra com o mais seguro e banal dos seus possíveis direcionamentos, perdendo grandes oportunidades.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Greg Berlanti</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Scarlett Johansson, Channing Tatum, Jim Rash</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/4tPhYecCxfw?si=cZgV2QPriLldPNDD" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Asteroid City</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Aug 2023 21:06:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Asteroid City é o mais novo longa do cineasta Wes Anderson (Ilha dos Cachorros), que cada dia conquista mais fãs com seu estilo bem característico de roteiro e direção. Neste longa, que se passa nos anos 1950, acompanhamos a cidade fictícia de Asteroid City, que recebe pais e alunos para uma convenção, que acaba dando muito errado, levando todos à uma quarentena forçada. Mesclando cenas bem coloridas em tons pastéis agradáveis com o preto e branco da narração, o longo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Asteroid City</em> </strong>é o mais novo longa do cineasta Wes Anderson (<em>Ilha dos Cachorros</em>), que cada dia conquista mais fãs com seu estilo bem característico de roteiro e direção. Neste longa, que se passa nos anos 1950, acompanhamos a cidade fictícia de Asteroid City, que recebe pais e alunos para uma convenção, que acaba dando muito errado, levando todos à uma quarentena forçada.</p>
<p>Mesclando cenas bem coloridas em tons pastéis agradáveis com o preto e branco da narração, o longo se desenrola como uma peça teatral que é explicada pelo personagem de Bryan Cranston (<em>Breaking Bad</em>). É um modo de construção de enredo bem específico, que pode deixar alguns espectadores incomodados. É cult demais e de nicho (não que ele não possa agradar o grande público). Dito isso, é preciso apreciar o estilo de Wes para seguir na lógico distópica que mistura os dois mundos &#8211; fictício e &#8220;real&#8221;.</p>
<p>Augie (Jason Schwartzman, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-atraves-do-aranhaverso/"><em>Homem-Aranha: Através do Aranhaverso</em></a>) é um homem que vive o luto da perda recente da esposa. Ele não havia contado o evento para os quatro filhos e resolve fazer isso quando está à caminho da casa do avô das crianças e seu carro quebra. Justamente em Asteroid City. Logo na sequência, vários grupos vão chegando por conta da convenção, que é um grande mistério para todos.</p>
<p>O longa é agradável e confortável de assistir. Requer atenção do espectador, mas não exige uma dedicação intensa por parte dele. Flui com muita tranquilidade, nos mantendo atentos e interessados a todo momento. E isso se deve tanto ao estilo de gravação e fotografia, quanto à história em si, que é bem interessante.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16986" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319.jpg" alt="Asteroid City" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Logo somos apresentados ao personagem de Scarlett Johansson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-viuva-negra/"><em>Viúva Negra</em></a>), uma jovem artista que vive pelo holofote e tem um lado dramático bem acentuado. Com trejeitos de Marylin Monroe, ela começa a flertar com o protagonista, o deixando curioso e incomodado ao mesmo tempo. A atriz conta ainda com a companhia de sua filha, que claramente é fruto de uma gravidez na adolescência e se envolve com o filho mais velho de Augie.</p>
<p>A capacidade que Anderson tem de reunir grandes nomes de Hollywood e ainda gerir todos de maneira equilibrada é impressionante. Temos artistas de peso como Tom Hanks (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-dia-lindo-na-vizinhanca/"><em>Um Lindo Dia na Vizinhança</em></a>), Tilda Swinton (<em>Joias Brutas</em>), Steve Carrell (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-querido-menino/"><em>Querido Menino</em></a>), que fazem suas participações (pequenas ou grandes) sem que ninguém tente roubar o holofote. Afinal, o foco ali é a história mais que curiosa daquela cidade. Temos até uma breve aparição do cantor brasileiro Seu Jorge, que surge para dar a &#8220;carteirada&#8221; da sua voz espetacular e marcante.</p>
<p>É curioso como o diretor e roteirista consegue trabalhar temáticas complicadas dentro de uma escala de &#8220;fofura&#8221;. O luto pela perda da esposa e mãe é pautado em vários momentos e representa apenas um dos diversos dilemas existenciais que são apresentados ao espectador. É uma melancolia constante, especialmente quando percebemos que temos um sorriso no rosto e um lamentar constante. E isso se vale pois ele intercala com coisas mais leves, como o amor na adolescência, a pureza infantil e as trapalhadas do governo.</p>
<p><em><strong>Asteroid City</strong></em> é mais um acerto de Wes Anderson, ainda que não seja sua obra suprema. Tem algumas questões em termos de ritmo, especialmente por conta deste vai e vem que representa a narrativa contada de uma peça teatral. Ainda que eu particularmente goste do modelo, é algo que pode trazer inquietação aos espectadores, mesmo os mais fãs. Ainda assim, é uma grata experiência cinematográfica, que merece a sua atenção.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Wes Anderson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jason Schwartzman, Scarlett Johansson, Tom Hanks, Jeffrey Wright, Tilda Swinton, Bryan Cranston, Edward Norton, Adrien Brody, Liev Schreiber, Hope Davis, Rupert Friend, Stephen Park, Matt Dillon, Willem Dafoe, Margot Robbie, Steve Carell, Jeff Goldblum, Seu Jorge</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wDuQokhnLM4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Viúva Negra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jul 2021 23:23:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A chegada da quarta fase do Universo Cinematográfico Marvel (MCU*) trouxe consigo uma expectativa sobre as novas produções anunciadas. Com a estreia de seus seriados, exibidos pela plataforma Disney Plus – como Wandavision e Falcão e o Soldado Invernal –, este frisson ficou ainda maior para Viúva Negra. Isto porque nas séries do MCU, o público encontrou uma mescla de ação, com aprofundamento das personagens, desenvolvimento narrativo e os momentos corretos de evocar a comicidade. Ainda que possua longas que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A chegada da quarta fase do Universo Cinematográfico Marvel (MCU*) trouxe consigo uma expectativa sobre as novas produções anunciadas. Com a estreia de seus seriados, exibidos pela plataforma Disney Plus – como <em>Wandavision</em> e <em>Falcão e o Soldado Inverna</em>l –, este frisson ficou ainda maior para <strong><em>Viúva Negra</em></strong>. Isto porque nas séries do MCU, o público encontrou uma mescla de ação, com aprofundamento das personagens, desenvolvimento narrativo e os momentos corretos de evocar a comicidade.</p>
<p>Ainda que possua longas que fogem desta lógica – por exemplo, os ótimos<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pantera-negra/"><em> Pantera Negra</em></a> e<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-guerra-infinita/"><em> Vingadores: Guerra Infinita</em></a> –, o mais comum das obras do MCU é uma falta de ajuste em um ou mais de um destes elementos, contribuindo para a construção de uma qualidade mediana, na maioria de seus resultados trazidos para o cinema. Tudo isto é preciso ser pensado ao se analisar a nova estreia deste Universo Cinematográfico: <strong><em>Viúva Negra</em></strong>. Após 13 anos como coadjuvante, após a sua morte em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>, Nastasha Romanoff (Scarlett Johansson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>) ganha, finalmente, uma sequência solo, na qual o espectador se depara com uma história que se passa antes mesmo de <em>Guerra Infinita</em>, logo após <em>Guerra Civil</em>. Ou seja, obviamente, ela ainda estava viva.</p>
<p>Dois parecem ser os objetivos aqui. O primeiro é contar sobre a vida pregressa de Natasha, em 1995, quando ela fazia parte de um disfarce para dois agentes russos, Alexei (David Harbour, <em>Stranger Things</em>) e Melina (Rachel Weisz, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-favorita/"><em>A Favorita</em></a>), para procurar registrar certo aprofundamento em sua trajetória. O segundo é apresentar Yelena Belova (Florence Pugh, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-midsommar-o-mal-nao-espera-a-noite/"><em>Midsommar &#8211; O Mal Não Espera a Noite</em> </a>), que também fazia parte desta missão, mas que era muito mais nova que Natasha, na década de 1990, e não compreendia que aquela não era sua família verdadeira.</p>
<p>Entre tentar humanizar Romanoff e passar o bastão para Belova, através de uma jornada cheia de explosões e embates, <strong><em>Viúva Negra</em></strong> apresenta os incômodos costumeiros do MCU. Apesar de contar com uma interação carismática do quarteto – e isto se dá muito mais pela qualidade dos trabalhos dos quatro atores do que do roteiro – há um desequilíbrio aqui. A começar pelo tom de humor que quebra instantes de investigação das relações. Vindo, principalmente, da figura de Alexei, as <em>gags</em> ainda interferem com a instalação de atmosfera de ação.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14318" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg.jpg" alt="Viúva Negra" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>As piadas em si não são exatamente a questão, mas os momentos selecionados para suas aparições é que acabam por romper com a continuidade da progressão da suspensão, que as cenas de ação quase conseguem construir e com os diálogos sobre os sentimentos das personagens. Este fator, na verdade, possui complicações bastante imbricadas, porque cada rumo narrativo que se inicia, vem seguido de uma virada de instalação climática. O maior exemplo, talvez, seja quando Alexei, Melina, Natasha e Yelena se reencontram.</p>
<p>Ali é quando o enredo mantém menos uma linha contínua, seja quando eles abordam o grande caso que pauta a aventura do filme, quando Melina e Nathasha dialogam a sós ou quando Alexei e Yelena têm um momento pai e filha. São essas idas e vindas que rompem com o estabelecimento lógico progressivo da trama. Além disto, o próprio mistério investigado é mal trabalhado. O ponto central é justamente que os conflitos são apresentados como difíceis de serem resolvidos, mas o desenlace é repleto de <em>plot twists</em> que facilitam as soluções demasiadamente, deixando uma sensação de que milagres irão saltar na tela e os quatro salvarão o dia de qualquer maneira.</p>
<p>No geral, é um longa ingênuo, pautado em obviedades do gênero, porém mais do que isso, que tem escolhas de roteiro tão fáceis – como quando Belova surge, repentinamente, e explode o helicóptero do vilão Dreykov (Ray Winstone, <em>Cats</em>) – que torna a sessão um tanto entediante. O que vale mesmo é ver a dinâmica da família que, mesmo trazendo as rupturas de fluidez, possuem um jogo de cena que empolga. Os olhares e movimentações dos atores podem deixar o público ansioso para ver como será que cada um dirá o próximo texto ou utilizará o corpo para realizar um caminhada ou uma luta. Dentro do que parece ser a concepção de <strong><em>Viúva Negra</em></strong>, Johansson, Pugh, Weisz e Habour convocam criatividade e presença cênica quando estão todos juntos ou em duplas, tornando a projeção cansativa em assistível.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Cate Shortland</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Scarlett Johansson, Florence Pugh, Rachel Weisz, David Harbour, Ray Winstone, Ever Anderson, Violet McGraw, O. T. Fagbenle, Olga Kurylenko, William Hurt</p>
<p>*MCU = Marvel Cinematic Universe.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Gm3o0bfGP3g" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: A Noite é Delas (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2020 20:37:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nos primeiros minutos de A Noite é Delas o público pode ficar com uma sensação de que terá quase duas horas de projeção enfadonha, com piadas sem graça, personagens planas e estereotipadas e uma forçação de barra para ser cool. De fato, em seu princípio, o filme não traz nada de empolgante, numa aparente história sobre cinco amigas do tempo de faculdade que se encontram para a despedida de uma delas, a Jess (Scarlett Johansson, História de Um Casamento). Com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nos primeiros minutos de <strong><em>A Noite é Delas</em></strong> o público pode ficar com uma sensação de que terá quase duas horas de projeção enfadonha, com piadas sem graça, personagens planas e estereotipadas e uma forçação de barra para ser <em>cool</em>. De fato, em seu princípio, o filme não traz nada de empolgante, numa aparente história sobre cinco amigas do tempo de faculdade que se encontram para a despedida de uma delas, a Jess (Scarlett Johansson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>História de Um Casamento</em></a>). Com uma apresentação cheia de diálogos expositivos, este começo é um tanto cansativo.</p>
<p>No entanto, o longa se faz a partir de seu primeiro <em>plot twist</em>. Sem entregar muito sobre a narrativa, é possível dizer que o estabelecimento das relações e das tensões dão vigor para a obra, que parece antes perdida e sem motivo aparente de existência. A forma como Alice (Jillian Bell, <em>A Maratona de Brittany</em>), Blair (Zoë Kravitz, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-no-aranhaverso/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Homem-Aranha no Aranhaverso</em></a>), Pippa (Kate McKinnon, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-escandalo/"><em>O Escândalo</em></a>), Frankie (Ilana Glazer) e Jess precisam resolver o grande problema que têm em mãos é o que revela as fissuras do relacionamento delas e toda uma dinâmica atrapalhada, que fomenta a atmosfera cômica.</p>
<p>A direção de Lucia Aniello (<em>Broad City</em>), juntamente com a fotografia de Sean Porter (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-mulheres-do-seculo-20-netflix/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Mulheres do Século 20</em></a>) e o design de produção de Bob Shaw (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-irlandes/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>O Irlandês</em></a>) dão a quebra de realidade necessária, após a primeira reviravolta do enredo. Antes da quebra é possível encontrar mais cores, luzes, <em>slow motions</em> e movimentos de câmera que acentuam a sensação de embriaguez – como panorâmicas que revelam a próxima loucura das meninas. Depois, o ambiente se torna mais <em>clean</em>, por assim dizer, com poucos elementos de cor e uma iluminação mais sóbria, dando enfoque maior para a rede de conflitos.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12845" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/noite1.jpg" alt="A Noite é Delas" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/noite1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/noite1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/noite1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com <em>zoom ins</em> e <em>outs</em> e <em>tilts</em>, o desespero das personagens vai se ampliando e ficando mais visível. Este elemento também está presente no roteiro, que consegue aumentar a ação das sequências progressivamente, ainda que colocando alguns respiros para desanuviar as tensões. Após todo momento de respiro, vem um novo stress para elas, imprimindo a ausência de limites de criatividade e uma série de surpresas. Contudo, apesar de alcançar certo sucesso na manutenção da atenção do espectador e ter um ritmo equilibrado, a intensidade dos acontecimentos evoca um resultado um pouco negativo.</p>
<p>Após inserir tanto embate e problemas, a resolução do nó é realizada de forma brusca, ingênua e desleixada. Isto porque Aniello, ao lado de seu colega de escrita Paul W Downs (<em>The Other Two</em>), coloca tanta confusão que fica difícil de amarrar todas as situações criadas por eles. Além disso, ainda existe um detalhe posto no roteiro que destoa da totalidade da história que é a aparição de dois vizinhos, interpretados por Demi Moore (<em>Ghost &#8211; Do Outro Lado da Vida</em>) e Ty Burrell (série <em>Modern Family</em>). Uma adição desnecessária, porque a dupla não traz nada de importante e até atrapalha o desenvolvimento do desenlace. No final das contas, a produção tem um início e um desfecho complicados, mas um meio leve e espirituoso, que garantem uma sessão prazerosa.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Lucia Aniello</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Scarlett Johansson, Kate McKinnon, Zoë Kravitz, Ilana Glazer, Jillian Bell, Ty Burrell, Demi MoorePaul W Downs</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Ok9VKB9NcdU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial Oscar 2020: Melhor Atriz Coadjuvante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Feb 2020 16:38:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Domingo, 09, é dia da cerimônia do Oscar 2020. Com 38 longas na lista de indicados, a premiação seleciona dez intérpretes femininas para concorrer em duas categorias: Melhor Atriz e Melhor atriz coadjuvante. O anúncio de todos os concorrentes saiu no dia 13 de janeiro e muitas surpresas apareceram ou não. A quantidade de nomes deixados de lado e a falta de representatividade foi algo apontando durante o último mês. No entanto, alguns trabalhos que aparecem na disputa merecem um [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Domingo, 09, é dia da cerimônia do Oscar 2020. Com 38 longas na lista de indicados, a premiação seleciona dez intérpretes femininas para concorrer em duas categorias: Melhor Atriz e Melhor atriz coadjuvante. O anúncio de todos os concorrentes saiu no dia 13 de janeiro e muitas surpresas apareceram ou não. A quantidade de nomes deixados de lado e a falta de representatividade foi algo apontando durante o último mês. No entanto, alguns trabalhos que aparecem na disputa merecem um pouco de atenção.</p>
<p>Pensando nisso, o <span style="color: #ba1616;"><strong>Coisa de Cinéfilo</strong></span> resolveu trazer um especial, dividido em duas partes, analisando as atuações de cada uma das artistas no páreo. A primeira publicação <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2020-melhor-atriz/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><em>está aqui</em></strong></a>! Agora, confira a segunda metade do texto!!</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12390 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/laura-dern-marriege-750x375.jpg" alt="" width="750" height="375" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/laura-dern-marriege-750x375.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/laura-dern-marriege-610x305.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/laura-dern-marriege.jpg 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Laura Dern (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>História de um Casamento</em></a>)</strong></h5>
<p>Favorita na corrida para o prêmio, Dern vive uma advogada invencível e obstinada. A sua personagem não traz nenhum elemento daqueles mais óbvios sobre uma boa atuação, é tudo bastante sutil e suas cenas não são muitas e nem longas. Talvez, esse troféu possa ser considerado como um conjunto da obra ou uma celebração por sua performance na série Big Little Lies, onde ela faz algo bem semelhante, só que durante mais tempo.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-12394" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/kathy-richard-750x313.jpg" alt="" width="750" height="313" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Kathy Bates (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-caso-richard-jewell/"><em>O Caso Richard Jewell</em></a>)</strong></h5>
<p>Aqui o publico pode ver outra interpretação sutil, porém de uma forma um tanto mais óbvia. Com firmeza em seu tom de colorido de texto, os sentimentos da personagem de Bates são claros durante toda a sessão. Os detalhes delicados, como as variações de grave e agudo são os mimos advindos de uma atriz experiente e que revela o seu domínio em cena. Kathy encarna a mãe um tanto boba e tipicamente estadunidense. As camadas, no entanto, não ficam de fora e ela mesmo sendo um tanto ingênua tem pulso e reviravoltas tonais. As chances de vencer são pequenas, mas é um belo reconhecimento por um trabalho minucioso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12414" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/little-women-2019-meryl-streep-florence-pugh-sony-pictures-entertainment-.png" alt="Especial Oscar 2020: Melhor Atriz Coadjuvante" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/little-women-2019-meryl-streep-florence-pugh-sony-pictures-entertainment-.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/little-women-2019-meryl-streep-florence-pugh-sony-pictures-entertainment--610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/little-women-2019-meryl-streep-florence-pugh-sony-pictures-entertainment--360x240.png 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></h5>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Florence Pugh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adoraveis-mulheres/"><em>Adoráveis Mulheres</em></a>)</strong></h5>
<p>Como já foi dito <strong><a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-as-protagonistas-de-adoraveis-mulheres/">aqui</a></strong> no <strong>Coisa de Cinéfilo</strong>, Florence trouxe um trabalho impecável neste filme. A sua construção é extremamente pensada. É possível enxergar a mudança de idade de sua Amy e isso não vem de maquiagem ou troca de atriz, como na versão de 1994. Pugh tem consciência vocal e corporal em seu trabalho e revela, inicialmente, um jeito infantil e mimado, passando gradualmente para a maturidade. A intérprete vai adicionando o grave ao tom da voz e criando uma postura mais retilínea. O resultado é que o público pode sair com uma sensação de que viu uma menina adolescente, no começo, uma jovem  confusa e preocupada com seu futuro, no meio da obra, e uma artista, professora e mãe, no final da projeção. A possibilidade da atriz ganhar é mínima, porém seria uma zebra aceitável. <strong>(Favorita da autora deste texto)</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12413" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/bombshell-2019-margot-robbie-certa_widexl.jpeg" alt="Especial Oscar 2020: Melhor Atriz Coadjuvante" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/bombshell-2019-margot-robbie-certa_widexl.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/bombshell-2019-margot-robbie-certa_widexl-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/bombshell-2019-margot-robbie-certa_widexl-360x240.jpeg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Margot Robbie (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-escandalo/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>O Escâdalo</em></a>)</strong></h5>
<p>Já se é sabido do potencial e talento da Margot. Em trabalhos anteriores como em <em>Eu, Tonya</em> e <em>Duas Rainhas</em>, ela demonstrou a sua versatilidade e sua consciência espacial – é incrível ver como a atriz consegue ocupar o cenário e a tela com criatividade, utilizando objetos de cena, fitando eles, colocando o ambiente a favor da contracena etc. No entanto, não é isto que acontece aqui. Por algum motivo, a sua Kayla é plana. Por mais que o roteiro pareça procurar dar certo rumo surpreendente para ela, o público muito possivelmente vai sacá-la rapidamente, todos já viram aquela representação no cinema.</p>
<p>Ela é uma menina tida como boa moça, mas possui elementos conservadores nela, ainda que detalhes mostrem que este fator não é tão forte assim. Porém, tudo isto está apenas no texto. Na atuação, a moça é ainda menos que isso. Ela está um tanto robótica, presa em si mesma e passa até a sensação de desconforto. No domingo, a estatueta não deve ficar com ela, porém a Academia gosta de uma jovem, branca e loira. Como a categoria está preenchida disto, as chances dela ganhar acabam não sendo nulas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12393 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SCARLETT-jojo-750x394.jpg" alt="" width="750" height="394" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SCARLETT-jojo-750x394.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SCARLETT-jojo-610x320.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SCARLETT-jojo.jpg 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jojo-rabbit/"><strong>Scarlett Johansson (<em>Jojo Rabbit</em>)</strong></a></p>
<p>A sátira presente em todo filme perpassa a interpretação de Scarlett. Com um sotaque acima do tom, intencionalmente, a atriz também criou alguns trejeitos que geralmente aparecem em personagens arquetípicas alemãs. Ainda que não supere seu papel em <em>História de um Casamento</em>, sua indicação é acertada e ela poderia até levar o prêmio se não houvesse uma concorrência tão forte quanto a deste ano<a href="http://www.adorocinema.com/">.</a></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2020-melhor-atriz-coadjuvante/">Especial Oscar 2020: Melhor Atriz Coadjuvante</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Especial Oscar 2020: Melhor Atriz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Feb 2020 16:00:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Neste domingo, 09 de fevereiro, acontece a cerimônia de uma das maiores celebrações do audiovisual internacional: o Oscar 2020. Em sua 92ª edição, a premiação segue o estilo do ano anterior, sem um apresentador fixo. Além disso, ainda permanece no meio do caminho (mais longe do que perto) em relação às representatividades dentro de todas as suas categorias. Nomes como o de Lupita Nyong’o e Awkwafina sumiram da lista dos indicados, deixando um ar de lamentação do público e da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste domingo, 09 de fevereiro, acontece a cerimônia de uma das maiores celebrações do audiovisual internacional: o Oscar 2020. Em sua 92ª edição, a premiação segue o estilo do ano anterior, sem um apresentador fixo. Além disso, ainda permanece no meio do caminho (mais longe do que perto) em relação às representatividades dentro de todas as suas categorias. Nomes como o de Lupita Nyong’o e Awkwafina sumiram da lista dos indicados, deixando um ar de lamentação do público e da crítica especializada que havia elogiado as performances das duas nos filmes <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Nós</em> </a>e A Despedida, respectivamente. Nenhuma diretora mulher consta entre os concorrentes também.</p>
<p>Ainda assim, mesmo com tanta lacuna de diversidade, dez nomes de intérpretes mulheres foram reveladas no dia 13 de janeiro, sendo que cinco artistas aparecem na seção de protagonistas, que está nesta publicação, e a outra metade está na parte de coadjuvantes (e você pode ver <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2020-melhor-atriz-coadjuvante/">aqui</a>). Pensando nisso, o <span style="color: #ba1616;"><em><strong>Coisa de Cinéfilo</strong></em></span> traz agora uma breve análise das atuações femininas concorrentes na corrida pelo troféu da Academia em 2020. Confira o Especial Oscar 2020: Melhor Atriz!</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12377 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/CHARLIZE-BOMB-750x422.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/CHARLIZE-BOMB-750x422.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/CHARLIZE-BOMB-610x343.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/CHARLIZE-BOMB.jpg 1280w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Charlize Theron (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-escandalo/">O Escândalo</a></strong>)</h5>
<p>Vivendo uma personagem que existe na vida real, a jornalista Megyn Kelly, a atriz impressiona em alguns aspectos de sua construção e incomoda em outros. Primeiramente, é possível perceber o cuidado de Charlize ao utilizar um tom e peso na voz que a Megyn possui. A sua postura corporal lembra não apenas a da âncora, mas a de quem trabalha em noticiários de TV. Existe também uma preocupação em colocar certa humanidade e fragilidade na tela, para procurar imprimir uma complexidade em sua performance. Mas, é aqui que, talvez, a Theron falhe. Justamente quando tenta revelar uma naturalidade é que a sua Kelly parece mais artificial, porque a intérprete não conseguiu se despir completamente da pose que trouxe em seu processo de criação. Apesar das falhas, a indicação é justa. Contudo, ela não deve levar o prêmio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-12378" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/CYNTHIA-HARRIET-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Cynthia Erivo (Harriet)</strong></h5>
<p>Com uma interpretação cheia de detalhes e força, Erivo encarna uma figura histórica, a Harriet Tubman, responsável por salvar diversas vidas de negros no período da escravidão. O ponto alto da interpretação da Cynthia é justamente a consciência de trazer uma mulher decisiva e guerreira, mas de forma progressiva. O espectador vai descobrindo o poder da personagem aos poucos, enquanto ela se empodera. A intérprete faz isso através dos gestos, olhares, postura corporal e voz que vão se transformando durante a sessão. Harriet parece ter sido sempre a frente do seu tempo, porém a escolha da Cynthia Erivo foi iniciar com um tom mais suave, movimentos mais contidos, olhar titubeante, que encara, mas com receio. A partir da virada da trama, ela vai ganhando novos contornos. A atuação dela seria uma escolha certeira para o prêmio, poderia levar a estatueta seguramente, contudo, dificilmente isto acontecerá, pois existe outra favorita, com uma performance tão boa quanto, mas que sai na frente pelo privilégio branco e sua carreira mais antiga em Hollywood. <strong>(Favorita da autora do texto)</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-12382 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/RENEE-JUDY-750x461.jpg" alt="" width="750" height="461" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/RENEE-JUDY-750x461.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/RENEE-JUDY-1536x944.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/RENEE-JUDY-2048x1258.jpg 2048w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/RENEE-JUDY-610x375.jpg 610w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Renée Zellweger (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-judy-muito-alem-do-arco-iris/">Judy &#8211; Muito Além do Arco-Íris</a>)</strong></h5>
<p>Com uma carreira consolidada em Hollywood até início dos anos 2000, a atriz faz o seu retorno para os filmes premiados interpretando um ícone do cinema dos Estados Unidos: a Judy Garland. Para o público familiarizado com as características de Garland, a sessão pode ser impressionante!! A reconstrução da artista beira ao impecável e o fato de Zellweger deixar impresso traços característicos seus eleva a sua atuação, que foge da representação. O que o espectador recebe aqui é o olhar dela diante de uma personalidade tão cheia de detalhes e elementos forte, como o modo de cantar e mexer os olhos. As chances da Renée são altíssimas e é bem provável que a sua segunda estatueta chegue neste domingo. Anteriormente a intérprete recebeu o troféu da academia por seu trabalho como Ruby, em <em>Cold Moutain</em>, em 2004! <strong>(Favorita da autora do texto)</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-12383" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SAIORSE-ADORAVEIS-750x422.jpg" alt="" width="750" height="422" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Saoirse Ronan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adoraveis-mulheres/">Adoráveis Mulheres</a>)</strong></h5>
<p>Falando em privilégio branco, eis que surge uma indicação meio esquisita na lista do Oscar 2020. É bem verdade que a Saoirse entrega uma Jo com a verdade que a intérprete parece ver em sua personagem, ela demonstra tentar imprimir traços de uma garota intensa e firme, como é a garota do livro de Louisa May Alcott. A jovem cria nuances no tom que dá ao texto e tem um carisma singular. Contudo, Ronan não entrega nada excepcional e acabou tirando o lugar de outras mulheres que mostraram um resultado impecável em 2019, como a Lupita Nyong’o ou a Awkwafina. Nem em seu próprio filme ela é o destaque, ficando atrás de praticamente todo o elenco. As suas chances de vitória são mínimas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12384 size-medium" title="Especial Oscar 2020: Melhor Atriz" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SCARLETT-MARRIEFGE-750x422.jpg" alt="Especial Oscar 2020: Melhor Atriz" width="750" height="422" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SCARLETT-MARRIEFGE-750x422.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SCARLETT-MARRIEFGE-610x343.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SCARLETT-MARRIEFGE.jpg 1280w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Scarlett Johansson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/">História de um Casamento</a>)</strong></p>
<p>Geralmente vista como uma atriz de filmes mais pipoca, Scarlett chega ao Oscar com duas indicações. Em <em>História de Um Casamento</em>, é perceptível como a humanização da intérprete chega certeira, numa direção que procura elevar a personalidade de sua personagem e revelar fragilidades e forças através de uma dinâmica na qual a câmera dialoga com o trabalho de Johansson. O ápice disso é na sequência em que ela está no escritório de sua advogada e começa a andar pelo espaço. A combinação de sua naturalidade, pausas e gestos que procuram performar o cotidiano e o despir completo de sua Nicole, juntamente com o <em>tracking shot</em> constroem a melhor sequência do filme inteiro. Claro, a contracena com Laura Dern ajuda também! As chances de vencer são minúsculas, mas este papel é, por enquanto<a href="http://www.adorocinema.com/">,</a> o seu melhor!</p>
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		<title>Crítica: Jojo Rabbit</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Feb 2020 20:21:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Taika Waititi tem uma carreira consolidada como diretor desde 2002, mas se transformou em uma espécie de totem intocável da jovem cinefilia mesmo com a comédia sobre vampiros O que fazemos nas sombras (2014) e, principalmente, com Thor: Ragnarok, sua primeira incursão no universo Marvel que lhe trouxe a fama de visionário. Particularmente, acredito que o burburinho é maior do que os fatos. O cinema de Waititi é daqueles que &#8220;jogam para a plateia&#8221; e o fazem com muita esperteza, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Taika Waititi tem uma carreira consolidada como diretor desde 2002, mas se transformou em uma espécie de totem intocável da jovem cinefilia mesmo com a comédia sobre vampiros O que fazemos nas sombras (2014) e, principalmente, com <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-ragnarok/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Thor: Ragnarok</em></a>, sua primeira incursão no universo <em>Marvel</em> que lhe trouxe a fama de visionário. Particularmente, acredito que o burburinho é maior do que os fatos.</p>
<p>O cinema de Waititi é daqueles que &#8220;jogam para a plateia&#8221; e o fazem com muita esperteza, dialogando sempre com uma geração <em>cool</em> que adora um cem número de recursos dos seus filmes: aquele humor &#8220;espertinho&#8221; adolescente, cheio de <em>insights</em> para enfatizar o quanto seu diretor está à frente da plateia e, claro, uma trilha sonora pop que opera pelo anacronismo. <em><strong>Jojo Rabbit</strong></em> é tudo isso e mais um pouco, provavelmente cimentando ainda mais o culto a Waititi.</p>
<p>No filme, Waititi conta a história de um menino de 10 anos nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial. Criado em meio a todo o fomento da propaganda nazista, o garoto descobre no porão da sua casa uma jovem judia escondida por sua mãe. Assim, o diretor faz um longa que flerta com a sátira para narrar essa história pela perspectiva infantil.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12352" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/0735692.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Jojo Rabbit" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/0735692.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/0735692.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/0735692.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O filme de Waititi até que acerta em algumas frentes. O elenco infantil de <strong><em>Jojo Rabbit</em> </strong>distribui carisma, começando pelo protagonista Roman Griffin Davis, até Archie Yates, uma graça de garoto como o melhor amigo. Scarlett Johansson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>) está inspirada como a mãe de Jojo, uma mulher que por debaixo dos panos empreende esforços em uma campanha anti-nazista. Os méritos, entretanto, param por ai.</p>
<p>O roteiro de <em><strong>Jojo Rabbit</strong></em> não tem a menor cadência e demora a chegar nos seus pontos centrais. A direção de Waititi é extremamente afetada, gaba-se de proezas que só existem para satisfazer essa cinefilia <em>cool</em> que cultua os seus filmes, com personagens excêntricos e trilha dos Beatles e de David Bowie repaginadas. O projeto emula o cinema de Wes Anderson na composição dos seus planos e na <em>mise en scène</em>, mas é uma apropriação tão ingênua que soa como se fosse assinado por um adolescente de 18 anos em seu primeiro filme. Waititi interpreta todos esses elementos (Beatles, Bowie, Anderson) alocados ao contexto da Alemanha nazista como um arroubo de iconoclastia, como se esse anacronismo por si só representasse um ato de vanguarda.</p>
<p>É repetitivo, mas apropriando-se de um tema tão batido quanto o nazismo e a Segunda Guerra Mundial, <strong><em>Jojo Rabbit</em> </strong>não faz absolutamente nada por ele. Isso resulta, por fim,  em um projeto que não diz precisamente o que tem para oferecer de perspectiva original sobre o assunto. É um filme para Waititi e seu séquito mesmo, gosto adquirido. Quem sabe da próxima vez não me convença? Aqui, ele faz de um tudo para soar ainda mais afetado e cheio de truques que escamoteiam seu cinema de colagem nada visionário. Como cereja do bolo ainda tem uma Rebel Wilson nazista. Ou seja, Taika, aí já tá forçando demais a amizade!</p>
<p><strong>Direção: </strong>Taika Waititi<br />
<strong>Elenco:</strong> Roman Griffin Davis, Scarlett Johansson, Thomasin McKenzie, Sam Rockwell, Rebel Wilson, Taika Waititi, Alfie Allen, Archie Yates<a href="http://www.adorocinema.com/filmes/filme-258998/">,</a> Stephen Merchant</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/-IBaMJ15Fm0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: História de um Casamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Dec 2019 01:49:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>História de um Casamento (Marriage Story) é um grande banho de água fria tanto para os românticos quanto dramáticos. O novo filme de Noah Baumbach enxerga o mundo das relações amorosas como esse grande palco para encenações. Enquanto isso, a realidade é bem mais simples se não deixarmos nossas emoções ou advogados tomarem conta ao invés da racionalidade. Charlie (Adam Driver, Infiltrado na Klan) e Nicole (Scarlett Johansson, Vingadores &#8211; Ultimato) eram casados e viviam em Nova York com um [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/">Crítica: História de um Casamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="N-ZiCg direction-ltr align-start para-style-body"><em><strong>História de um Casamento</strong></em> (<em>Marriage Story</em>) é um grande banho de água fria tanto para os românticos quanto dramáticos. O novo filme de Noah Baumbach enxerga o mundo das relações amorosas como esse grande palco para encenações. Enquanto isso, a realidade é bem mais simples se não deixarmos nossas emoções ou advogados tomarem conta ao invés da racionalidade.</p>
<p class="N-ZiCg direction-ltr align-start para-style-body">Charlie (Adam Driver, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-infiltrado-na-klan/"><em>Infiltrado na Klan</em></a>) e Nicole (Scarlett Johansson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores &#8211; Ultimato</em></a>) eram casados e viviam em Nova York com um filho. Ele trabalha como diretor de uma companhia teatral e ela era sua atriz principal. No entanto, quando Nicole decide pedir divórcio e se muda para Los Angeles com o garoto, os dois acionam seus advogados para resolverem os trâmites burocráticos. Conforme a disputa pela guarda vai ficando intensa, eles começam tentando manter uma relação amigável, na tentativa de não traumatizar a criança.</p>
<p class="N-ZiCg direction-ltr align-start para-style-body">Como o próprio processo de divórcio é desconfortável por si só, é curioso ver como seus protagonistas tentam agir com uma certa naturalidade diante de toda essa situação incômoda. É visível que eles são essas pessoas que ainda sentem um carinho mútuo, mas passam a &#8220;encenar&#8221; uma dureza no modo de lidar um com o outro com o outro por conta desta visão da separação como uma guerra proposta pelos advogados. A própria entrega da papelada que dá início ao processo pela irmã de Nicole exige um ensaio por parte dela e sua irmã. Fica clara toda essa questão principalmente quando pensamos nos advogados do filme. A advogada interpretada por Laura Dern, por exemplo, é extremamente incisiva e ríspida durante as audiências, mas troca papo furado com o outro advogado durante uma pausa. Ou seja, nem mesmo eles acreditam nesse antagonismo, mas instruem seus clientes a não serem amigos uns dos outros.</p>
<p class="N-ZiCg direction-ltr align-justify para-style-body">A encenação é algo que está presente na natureza de ambos, por conta de suas profissões artísticas. E eles parecem entrar tanto no papel de odiar um ao outro, que, inconscientemente, acabam assumindo esses &#8220;personagens&#8221;, e a situação se inverte. A partir de um certo momento de <em>História de um Casamento</em>, os personagens genuinamente se odeiam. Assim, o que vira encenação é uma tentativa de se tratar cordialmente gradualmente, o que vai chegando a um nível onde não é mais possível fingir, tendo seu ápice na cena em que o personagem de Driver explode. E é aí que a relação se inverte completamente. A briga deixa de ser uma encenação e vira o único momento que eles estão sendo verdadeiros.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12032" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/História-de-um-Casamento1.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/História-de-um-Casamento1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/História-de-um-Casamento1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/História-de-um-Casamento1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p class="N-ZiCg direction-ltr align-justify para-style-body">De mesmo modo, <em><strong>História de um Casamento</strong> </em>começa com uma grande encenação. Somos apresentados a cada cada membro do casal separadamente, enquanto uma narra as principais qualidades. À primeira vista, parece que estamos diante de um casamento perfeito. Momentos depois,descobrimos que aquilo era uma carta que o conciliador do divórcio havia pedido que escrevessem. É interessante como o filme cria esse pequena reviravolta já logo em seu início, sendo um prenúncio de tudo que está por vir. Como já não se amam mais, a carta é mais do que uma memória, sendo como uma grande mentira que eles tentam manter viva um do outro, quando a realidade já está bem distante de tal nostalgia. Ou seja, eles encenam o passado em suas cabeças.</p>
<p class="N-ZiCg direction-ltr align-justify para-style-body">A maneira como Noah Baumbach escolhe filmar essa ruptura do casal até chega abusar um pouco dos simbolismos e uma certa teatralidade em sua <em>mise-en-scéne</em>. O filho sendo puxado pelo casal, o modo como cada um ocupa um polo distante do enquadramento, o portão que se fecha entre os dois. Acaba que isso tudo está em prol dessa grande encenação da própria separação feita pelo próprio Baumbach. Não só isso, mas ainda dentro dessa lógica, <em>Marriage Story</em> não deixa de ser um grande palco que o diretor dá para seus atores, com cenas praticamente pensadas para premiações, como o o monólogo de Johansson ou o desabafo musical de Driver. E, claro, estamos diante de dois grandes atores que se entregam totalmente no quesito emocional. Especificamente sobre Charlie, Baumbach trabalha um pouco essa noção do homem médio que se acha inocente e vitimizado, mas que, no fundo, é extremamente falho e humano.</p>
<p class="N-ZiCg direction-ltr align-justify para-style-body">Conforme vai chegando ao fim, aqueles personagens, não aguentam mais todo esse jogo de fingimentos. Não deixa de ser engraçado que o personagem de Driver, no único momento que deveria encenar — quando está diante da profissional que irá avaliar seu trabalho como pai — acaba agindo da maneira mais genuína possível. Sabemos que num dos momentos-chaves do filme, na fatídica cena em que os protagonistas explodem, existe uma genuinidade justamente porque Charlie está lavando um prato de louça enquanto briga.</p>
<p class="N-ZiCg direction-ltr align-justify para-style-body"><em><strong>História de um Casamento</strong></em> é essa grande encenação. Seus personagens, como artistas, são assim por natureza. Acabam dramatizando as coisas mais do que deveriam. O filme vai mostrando aos poucos como o divórcio não é aquele fim do mundo que o personagem de Driver acredita. No fim, o tempo cura tudo. A vida segue, mas será sempre possível voltar ao passado enquanto se lê uma carta através de uma própria encenação mental.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Noah Baumbach</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Adam Driver, Scarlett Johansson, Laura Dern, Ray Liotta, Alan Alda</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=ZzSomaJAIMc&amp;w=750&amp;h=500]</p>
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		<title>Crítica: Vingadores: Ultimato (SEM SPOILER)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Apr 2019 14:45:28 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de <em>Guerra Infinita</em> (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus primeiros minutos de tela.</p>
<p>A construção do MCU pode ser analisada através do conceito de Joseph Campbell de monomito – também conhecido como jornada do herói. O ciclo de Campbell é visto em cada uma das três fases do MCU – representando os três atos do caminho a ser trilhado pela figura heroica. A Fase Três da Marvel – iniciada em <em>Guerra Civil</em> (2016) – estabelece as mudanças significativas que desencadeariam os acontecimentos começados em <em>Infinity War</em> cuja conclusão só ocorre em <strong><em>Endgame</em></strong> (título original). O contraponto, a mudança e o confronto final são os focos desse último ato elaborado pela Marvel Studios. Todos os elementos criados até então foram pensados para que os Vingadores vivessem essa última tarefa.</p>
<p>Após Thanos (Josh Brolin) devastar metade da população do universo, os Vingadores encontram-se desmantelados. Os membros da equipe de super heróis que viveram ao estalo estão devastados com a perda da batalha. Mesmo com todo esse sentimento de culpa e dor e sem o Tony Stark (Robert Downey Jr.) – cujo está perdido no espaço com a Nebulosa (Karen Gillan) –, Capitão América (Chris Evans) e Viúva Negra (Scarlett Johansson) continuam a buscar pelo Titã louco para detê-lo e reverter o estrago feito pelas Joias do Infinito. Em meio a isso, a enigmática volta do Homem-Formiga (Paul Rudd) parece trazer uma nova solução para o problema e faz com que os Vingadores remanescentes se reúnam para uma tentativa final de consertar o erro.</p>
<p>No novo longa, o desenvolver do episódio final é dividido em dois momentos: a primeira parte é dinâmica, explicativa e chocante enquanto a segunda é lenta, emocional e cheia de reviravoltas. A narrativa se estabelece a partir da ideia de resolução das questões em aberto. Os primeiros 20 minutos de tela causam uma sensação de desnorteamento pela quantidade de incidentes ocorridos. Apesar do impacto positivo causado nessa espécie de prólogo, existem algumas saídas escolhidas para a história que são mal trabalhadas. O Homem-Formiga saindo do reino quântico e a salvação de Tony Stark e Nebulosa do espaço são exemplos de situações malfeitas. Os <em>plots twists</em>, contudo, conseguem superar esses defeitos da primeira parte do longa e podem acabar passando despercebidos para alguns.</p>
<p>Em seu segundo momento, a produção remonta a força de grandiosidade existente em <em>Guerra Infinita</em> e executa todas as soluções apresentadas pelas personagens. Com todos os percalços óbvios de uma jornada heroica, os Vingadores confrontam sua própria realidade. Existe uma preocupação do filme em amarrar e retomar todos os pontos subentendidos, mal resolvidos e esquecidos dos seus antecessores. A segunda parte do longa, portanto, se atenta com o esclarecimento dessas questões e com o tão esperado confronto final entre os heróis e seu maior inimigo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10453" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Vingadores: Ultimato" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely (<em>Guerra Civil</em> e <em>Guerra Infinita</em>) peca em alguns momentos. Diferente do capítulo anterior, nem todas as personagens são bem aproveitadas. Mais uma vez a Marvel insiste na mudança de estilo de Thor – a qual foi sucesso entre alguns fãs em <em>Ragnarok</em> (2017) –, da mesma forma o estúdio, novamente, subaproveitou a Capitã Marvel. Apesar da super heroína ter sido vendida como a solução para os problemas do outro filme, ela foi pessimamente explorada durante a produção. Além disso, existem dúvidas quanto a alguns acontecimentos pontuais dessa produção que ficam sem explicação. Independente dos 181 minutos de duração, a obra conseguiu deixar o público confuso com algumas de suas saídas mal explicadas.</p>
<p>O ritmo da narrativa, contudo, faz do filme uma experiência prazerosa. Apesar das falhas e questões mal trabalhadas no roteiro, o longa-metragem imprime uma qualidade que segue a linha das outras produções. O capítulo final não deixa de cumprir sua função para o universo e tampouco decepcionará os fãs – seja dos filmes ou quadrinhos. Os co-roteiristas souberam usar muito bem os momentos de embate e os <em>plots</em> para criar esse apego a trama. A emoção é constante e bem executada, as personagens que eles se propõem a trabalhar de verdade são bem desenvolvidas e o momento ápice da história carrega a essência dos últimos 11 anos de trabalhos da Marvel Studios.</p>
<p>Mais uma vez os irmãos Russo emplacam o que será, provavelmente, seu maior sucesso. <em><strong>Endgame</strong></em> abrange ideias e caminhos surpreendentes. A condução dessa narrativa é bem regida por Anthony e Joe e proporciona aos fãs um último vislumbre ao que eles conhecem. Os diretores souberam criar uma boa despedida. Existe um clima nostálgico e saudosista do início ao fim da película. A sensibilidade reina durante as três horas de filme – seja pelo teor das cenas, seja pela representatividade que a produção tem para o MCU – e ela conduz o espectador. O público é pego pelo coração pela forma como os irmãos elaboram as cenas, o desencadeamento das ações e a própria emoção.</p>
<p>Apesar das falhas com figuras como Capitã Marvel e Thor, <strong><em>Ultimato</em></strong> tem uma presença de personas maior que seu antecessor. Mesmo com esse desafio, os irmãos Russo e os co-roteiristas Markus e McFeely decidem por criar mininarrativas dentro do conflito maior. É como se dentro da jornada do herói existisse um embate particular que cada um deles precisa resolver. Gavião Arqueiro, Viúva Negra, Homem de Ferro e Capitão América são algumas das personagens destaque da narrativa cujo aproveitamento foi correto. Cada uma de suas ações e vivências durante o conflito final são extremamente representativas para o universo e para o futuro do MCU e das personagens.</p>
<p>Em meio a toda essa batalha dentro e fora das telonas, a produção acerta com outro trabalho que terá uma vida longa nos multiplex e arrecadará montanhas de dólares. É inevitável pontuar e impossível de não perceber os erros cometidos quando se pensa sob uma perspectiva do que seria uma criação cinematográfica completa. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> finaliza a jornada do herói com alguns tropeços, mas, ainda assim, marcará o gênero. O longa é, entretanto, tecnicamente inferior a <em>Guerra Infinita</em> por comportar uma mesma grandiosidade de tempo, personagens e narrativas paralelas, porém o fazendo com alguma – mesmo que pequena – dificuldade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joe Russo, Anthony Russo<br />
<strong>Elenco:</strong> Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Brie Larson, Paul Rudd, Don Cheadle, Karen Gillan, Josh Brolin, Gwyneth Paltrow, Jon Favreau, Chris Pratt, Elizabeth Olsen, Danai Gurira, Benedict Wong, Tessa Thompson, Anthony Mackie, Sebastian San, Chadwick Boseman, Dave Bautista, Evangeline Lilly, Tom Holland, Michelle Pfeiffer, Tilda Swinton, Letitia Wright, Linda Cardellini, Natalie Portman, Rene Russo, Zoe Saldana, Tom Hiddleston, Michael Douglas, Samuel L. Jackson, Stan Lee, Benedict Cumberbatch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4QRdB4RAQMs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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