<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Ruby Cruz - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/ruby-cruz/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/ruby-cruz/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 29 Nov 2023 16:32:02 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Ruby Cruz - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/ruby-cruz/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Crítica: Bottoms</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-bottoms/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-bottoms/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Nov 2023 16:32:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Ayo Edebiri]]></category>
		<category><![CDATA[Bottoms]]></category>
		<category><![CDATA[Emma Seligman]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Prime Video]]></category>
		<category><![CDATA[Rachel Sennott]]></category>
		<category><![CDATA[Ruby Cruz]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=17506</guid>

					<description><![CDATA[<p>Depois do curioso Shiva Baby, comédia que abordava os costumes da comunidade judaíca estadunidense pela perspectiva de uma jovem integrante do grupo, a diretora e roteirista Emma Seligman aposta na comédia high school com o simpático Bottoms. O filme é mais uma parceria de Seligman com a atriz Rachel Sennott, estrela de Shiva Baby, que aqui além de protagonista é co-responsável pelo roteiro e pela produção do longa junto com a cineasta. Seligman e Sennott contam a história das amigas [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bottoms/">Crítica: Bottoms</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois do curioso Shiva Baby, comédia que abordava os costumes da comunidade judaíca estadunidense pela perspectiva de uma jovem integrante do grupo, a diretora e roteirista Emma Seligman aposta na comédia high school com o simpático <em><strong>Bottoms</strong></em>. O filme é mais uma parceria de Seligman com a atriz Rachel Sennott, estrela de Shiva Baby, que aqui além de protagonista é co-responsável pelo roteiro e pela produção do longa junto com a cineasta.</p>
<p>Seligman e Sennott contam a história das amigas PJ (Sennott) e Rosie (Ayo Edebiri, da série The Bear). Ambas fundam na escola um clube de luta para meninas. O intuito do clube alardeado pelas duas é propiciar às garotas do colégio recursos para se defenderem de potenciais agressores, mas, na verdade, na sua origem, PJ e Rosie conceberam o grupo como desculpa para flertar com outras garotas. O clube acaba reunindo meninas de diferentes segmentos da escola, das excluídas às líderes de torcida, transmitindo para suas integrantes importantes lições sobre a sororidade na prática.</p>
<p><em><strong>Bottoms</strong> </em>é um título que reúne parte das principais marcas narrativas das comédias high school, um gênero extremamente popular dos anos 1980 e 1990, revisitando pontos que possam soar anacrônicos no século XXI. O filme tem um enfoque muito evidente em personagens LGBT, sendo extremamente interessante observá-lo comparativamente com títulos do mesmo gênero no passado pois figuras que antes estavam à margem nessas histórias aqui assumem um protagonismo, no caso, as &#8220;heroínas&#8221; PJ e Rosie. As garotas interpretadas por Sennott e Edeberi tem conflitos críveis a suas respectivas orientações sexuais, com direito a interesses amorosos e tudo. Quando que isso seria possível em um filme do gênero nos anos 1980?</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17517" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/bottoms.jpg" alt="Bottoms" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/bottoms.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/bottoms-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/bottoms-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/bottoms-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong><em>Bottoms</em> </strong>é um filme extremamente divertido com pitadas pontuais de ironia a respeito das ainda excludentes dinâmicas sociais entre adolescentes nos corredores de um colégio convencional. A maneira como o longa aborda a fluidez da sexualidade de suas personagens é bem executada e orgânica. A ideia de sororidade também é trabalhada de maneira muito efetiva pela obra, sem que para isso a diretora caia em redundâncias ou tratamentos superficiais e já defasados sobre a temática. É interessante sobretudo como o filme se permite &#8220;brincar&#8221; com essas pautas, optando por uma abordagem afirmativa sobre o assunto, porém mais aderente à realidade da maioria das pessoas, bem distante da superficialidade das redes sociais ou da excessiva gravidade empregada nas discussões acadêmicas.</p>
<p>As mulheres e personagens LGBTs de <strong><em>Bottoms</em> </strong>tem propósitos afirmativos e empoderadores, mas possuem personalidade e demandam questões particulares às suas realidades. A vivência de uma LGBT branca como PJ, por exemplo, é bem diferente de Rosie, uma garota negra. Com tratamento semelhante, a comunidade LGBT em <em>Bottoms</em> tem diferentes matizes, encarando suas respectivas sexualidades de maneira variada e, muitas vezes, fluida, evitando estereotipar essas personagens. Também é interessante perceber como o filme evita transformar essas personagens em figuras perfeitas, todas as meninas de <em>Bottoms</em> têm pontos falhos (algumas até falhas de caráter), conflitos entre si, afastando-as daquela visão ingênua de que a representação LGBT ou feminina no cinema para ser positiva para essas comunidades tem que necessariamente prezar pela construção de modelos irretocáveis de conduta. Não, aqui a complexidade é muito bem-vinda e faz muito bem à história.</p>
<p>O elenco do filme também é um ponto alto da obra. Rachel Sennott e Ayo Edebiri são as protagonistas perfeitas para a história, há ótimos momentos para o professor interpretado por Marshawn Lynch e Nicholas Galitzine tem boas cenas como o hétero &#8220;mais popular&#8221; do colégio, o jogador de futebol americano Jeff.</p>
<p>Divertido, mas compromissado e incisivo com as causas que assumidamente defende, <em><strong>Bottoms</strong> </em>é um ótimo exemplar para a comédia high school na atualidade, um passo que definitivamente não esperávamos ver a diretora de Shiva Baby seguir, mas que demonstra total coerência com a condução da sua carreira até aqui. Com <em>Bottoms</em>, Emma Seligman firma parceria com Rachel Sennott como nomes a se destacar na comédia, usando o gênero para construir histórias compromissadas com a originalidade no tratamento da narrativa e com o revisionismo da representação de grupos sociais nessas tramas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Emma Seligman</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Rachel Sennott, Ayo Edebiri, Ruby Cruz</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/fdZgE1E6Q_E" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bottoms/">Crítica: Bottoms</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-bottoms/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
