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	<title>Arquivos Roger Michell - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: A Despedida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Mar 2021 21:28:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia esta semana nas principais plataformas de streaming para locação, o longa A Despedida, com Susan Sarandon (Thelma &#38; Louise), Kate Winslet (Roda Gigante) e Mia Wasikowska (O Diabo de Cada Dia). Com direção de Roger Michell (Um Lugar Chamado Notting Hill), o filme fala sobre o luto precoce e a importância de respeitar a escolha do próximo, mesmo que isso implique em grande sofrimento para a pessoa e aquelas que estão ao seu redor. Numa redoma de melancolia nata, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia esta semana nas principais plataformas de streaming para locação, o longa <em><strong>A Despedida</strong></em>, com Susan Sarandon (<em>Thelma &amp; Louise</em>), Kate Winslet (<em>Roda Gigante</em>) e Mia Wasikowska (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-diabo-de-cada-dia-netflix/"><em>O Diabo de Cada Dia</em></a>). Com direção de Roger Michell (<em>Um Lugar Chamado Notting Hill</em>), o filme fala sobre o luto precoce e a importância de respeitar a escolha do próximo, mesmo que isso implique em grande sofrimento para a pessoa e aquelas que estão ao seu redor.</p>
<p>Numa redoma de melancolia nata, o filme nos apresenta os personagens daquele momento intenso que está sendo vivenciado, como uma mistura de fim de semana em família e a perda de alguém amado. Isso porque Lily, a matriarca da família, tomou a decisão de encerrar a própria vida em função do avanço de uma doença que não é especificada na trama. A cada dia que passa, ela perde mais o domínio sobre os atos físicos, sobre a mente e o controle de suas funções. Casada com um médico e sabendo que não terá qualquer tipo de evolução positiva no quadro, ela decide fazer um suicídio assistido e convoca a família para um fim de semana.</p>
<p>A medida que as filhas vão sendo inseridas na trama, primeiro com a personagem de Kate Winslet e depois com a de Mia Wasikowska, vemos que a dualidade de aceitação será palco desta trama. A primeira é controladora, burocrática e prática demais. Embora ela não goste da escolha da mãe, respeita porque acredita que isso cabe apenas a ela. Já a segunda traz o lado mais emocional e mostra que não está preparada para se distanciar da mãe ainda.</p>
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<p>Com a inserção de seus companheiros, assim como a amiga íntima dos pais, o filme pontua o espectador com toda a dor e intensidade que é participar de uma escolha tão difícil quanto essa. Os personagens oscilam entre aceitação, compreensão e revolta, a depender de que tipo de situação se apresenta. O espectador começa a entender a relação da Lily com as filhas, como que o tempo é cruel impedindo que vários fios soltos sejam amarrados.</p>
<p>Mas é esse o objetivo em <em><strong>A Despedida</strong></em>. Mostrar que nem todo fio da vida será compreendido no seu tempo devido e que a morte é implacável, mesmo quando se é previsível, como neste caso. Lidar com uma escolha tão difícil quanto essa e sobre a qual nenhum dos personagens ali tem poder (a não ser a própria Lily), faz o espectador refletir sobre como o fim de um ciclo é inevitável.</p>
<p>O filme peca com a inserção de uma subtrama desnecessária ao final do longa, tentando desviar o verdadeiro foco da narrativa. Levanta-se a hipótese de que o marido estaria apoiando a decisão da esposa pois se envolveu emocionalmente com a amiga deles. Mas isso é muito pequeno e raso para a profundidade desta trama. É algo completamente desnecessário e que faz o filme, como um todo, cair em qualidade. Outro ponto é que o personagem de Sam Neil (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-passageiro/"><em>O Passageiro</em></a>) merecia um pouco mais de foco e explicação, ampliando o trio principal da mãe com as duas filhas. O luto para este homem é tão real quanto os demais.</p>
<p>Por fim, <strong><em>A Despedida</em></strong> é um filme melancólico e reflexivo, que traz pensamentos instigantes sobre o processo de luto e a própria vida em si. Roger Mitchell peca um pouco no quesito aprofundamento dos personagens e amplitude de suas histórias e relações, o que faria o longa muito mais robusto e completo. Ainda assim, é um drama de qualidade, já que traz uma escolha de elenco excepcional.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Roger Michell<br />
<strong>Elenco:</strong> Susan Sarandon, Kate Winslet, Mia Wasikowska, Sam Neil, Rainn Wilson, Lindsay Duncan, Bex Taylor-Klaus, Anson Boon</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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