<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Robin Wright - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/robin-wright/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/robin-wright/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 25 Mar 2021 22:16:01 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Robin Wright - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/robin-wright/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Crítica: Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica-snyder-cut/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica-snyder-cut/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Mar 2021 22:16:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Amber Heard]]></category>
		<category><![CDATA[Amy Adams]]></category>
		<category><![CDATA[Aquaman]]></category>
		<category><![CDATA[Batman vs. Superman - A Origem da Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Ben Affleck]]></category>
		<category><![CDATA[Ciarán Hinds]]></category>
		<category><![CDATA[Connie Nielsen]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[DC Comics]]></category>
		<category><![CDATA[DC Films]]></category>
		<category><![CDATA[Diane Lane]]></category>
		<category><![CDATA[Esquadrão Suicida]]></category>
		<category><![CDATA[Ezra Miller]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Gal Gadot]]></category>
		<category><![CDATA[Henry Cavill]]></category>
		<category><![CDATA[J.K. Simmons]]></category>
		<category><![CDATA[Jared Leto]]></category>
		<category><![CDATA[Jason Momoa]]></category>
		<category><![CDATA[Jeremy Irons]]></category>
		<category><![CDATA[Jesse Eisenberg]]></category>
		<category><![CDATA[Joe Manganiello]]></category>
		<category><![CDATA[Joe Morton]]></category>
		<category><![CDATA[Liga da Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher-Maravilha]]></category>
		<category><![CDATA[Ray Fisher]]></category>
		<category><![CDATA[Ray Porter]]></category>
		<category><![CDATA[Robin Wright]]></category>
		<category><![CDATA[Shazam]]></category>
		<category><![CDATA[Snyder Cut]]></category>
		<category><![CDATA[Super-herói]]></category>
		<category><![CDATA[Willem Dafoe]]></category>
		<category><![CDATA[Zack Snyder]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=13901</guid>

					<description><![CDATA[<p>Na última quinta-feira (18), o mundo finalmente pôde assistir à visão do diretor Zack Snyder (Aquaman) sobre a famosa Liga da Justiça. O projeto, que inicialmente esteve sob o comando do diretor americano, foi passado para Joss Whedon (Os Vingadores, de 2012) por desentendimentos entre o chefe da Warner e Snyder e questões pessoais do diretor. Mais uma vez, problemas internos de produção afetaram outra obra cinematográfica do estúdio. E é em meio a este embate que Liga da Justiça [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica-snyder-cut/">Crítica: Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na última quinta-feira (18), o mundo finalmente pôde assistir à visão do diretor Zack Snyder (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/"><em>Aquaman</em></a>) sobre a famosa <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica/"><em>Liga da Justiça</em></a>. O projeto, que inicialmente esteve sob o comando do diretor americano, foi passado para Joss Whedon (<i>Os Vingadores</i>, de 2012) por desentendimentos entre o chefe da Warner e Snyder e questões pessoais do diretor. Mais uma vez, problemas internos de produção afetaram outra obra cinematográfica do estúdio. E é em meio a este embate que <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> (2021) emerge e traz um novo olhar para o Universo Estendido DC (DCEU).</p>
<p>Após a perda do guardião da Terra, Batman (Ben Affleck, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-garota-exemplar/"><em>Garota Exemplar</em></a>) precisará, ao lado da Mulher Maravilha (Gal Gadot, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mulher-maravilha/"><em>Mulher-Maravilha</em></a>), reunir os maiores super-heróis do planeta para deter um desastre iminente. Além da jornada para juntar esta liga de heróis composta pelo Aquaman (Jason Momoa, <em>Game of Thrones</em>), Flash (Ezra Miller, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-e-onde-habitam/"><em>Animais Fantásticos e Onde Habitam</em></a>) e Ciborgue (Ray Fisher, True Detective), eles precisarão se preparar para deter Darkseid, o conquistador de mundos, e seu exército de parademônios comandados por Lobo da Estepe.</p>
<p>A estreia do filme é uma vitória para os fãs da DC que são os responsáveis por cobrar o lançamento do longa-metragem. Após uma extensa campanha online para liberação do que viria a ser o <b><i>Snyder Cut</i></b> &#8211; como é conhecida a produção por ser o corte do diretor &#8211; a Warner se rendeu ao desejo do público e criou os caminhos para fazer deste filme uma realidade.</p>
<p>O primeiro ponto positivo do <b><i>Snyder Cut</i></b> é seu poder de comprovação de qualidade. As produções da DCEU vaguearam, durante um bom tempo, entre ótimos filmes e outros bem problemáticos &#8211; a exemplo de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-batman-vs-superman-a-origem-da-justica/"><i>Batman vs Superman: A Origem da Justiça</i></a> (2016) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-esquadrao-suicida/"><i>Esquadrão Suicida</i></a> (2016). Desta vez, o clamor dos espectadores trouxe o filme para as telas. Sem amarras, da forma que foi pensado (e ainda mais). Com isso, a estreia do HBO Max comprovou novamente que a DC é capaz de realizar produções de qualidade dentro de um arco maior e interativo de filmes.</p>
<p>Ou seja, a construção narrativa da nova <b><i>Liga da Justiça</i></b> traz o universo de volta aos trilhos. No entanto, é importante pensar que esta alusão ao trem descarrilhado existe a partir de uma perspectiva mercadológica e competitiva &#8211; uma vez que <i>Mulher-Maravilha</i> (2017), <i>Aquaman</i> (2018) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-shazam/"><i>Shazam!</i></a> (2019) foram filmes que funcionaram, tem qualidade e são bem amarrados.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13905" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut.jpeg" alt="Liga da Justiça - Snyder Cut" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A necessidade de mega bilheterias e a inevitável comparação entre a DC e Marvel e seus universos estendidos são os fatores que regem essa competitividade alucinante. E ela é uma das principais razões que causaram diversos tropeços do DCEU ao longo de sua existência &#8211; seja por falta de planejamento do estúdio ou por uma comparação infundada por parte do público.</p>
<p>Nesta nova versão, existe a profundidade necessária para guiar as motivações das personagens, elas são bem trabalhadas e mostram quem são de verdade. Da mesma forma são os vilões do filme, os quais, desta vez, se sustentam e se mostram capazes de carregar o peso de suas ações e do papel que representam para o Universo Estendido. Esses são os principais elementos narrativos que conseguem, de longe, fazer deste longa-metragem uma produção melhor para inaugurar a jornada da Liga da Justiça nos cinemas.</p>
<p>É inegável dar os louros ao Snyder pelo seu olhar macro da história &#8211; coisa que ele não conseguiu imprimir em <i>Batman vs Superman</i>. E, quando analisado, é interessante pensar que o projeto inicial se propôs a abrir essa nova página da história com um dos maiores vilões do universo. Além de arriscada, foi uma escolha corajosa introduzir Darkseid de logo cara. Só que isso é feito de forma tão sutil e cuidadosa, que não criou conflitos narrativos; apenas possibilitou diversos caminhos para o DCEU seguir.</p>
<p>No entanto, isto só foi possível porque o <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> tem 4h de duração. E aqui mora o primeiro problema &#8211; quando pensamos na obra dentro do formato de narrativa cinematográfica. Mesmo com a divisão da história em capítulos &#8211; o que permite uma flexibilidade maior na hora de assistir ao filme &#8211; é exaustivo para quem decide encará-lo como um longa-metragem. São 4h que valem a pena pelo resultado, mas existem excessos que são evidentes. Ainda que seja interessante o longa tirar o tempo necessário para estabelecer o contato inicial entre o público e os heróis que ainda não haviam sido mostrados nas telas, a duração cansa o espectador.</p>
<p>Outro fator relacionado aos excessos está na aparição de várias figuras conhecidas que abrem muitas portas para o futuro narrativo. Neste caso, esses caminhos podem levar a mais um momento de desencontro da produção. Fica claro que Zack Snyder quis apresentar a Liga da forma mais completa possível.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13904" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001.jpg" alt="Liga da Justiça - Snyder Cut" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Também é compreensível que a escolha foi feita para dar brecha a novos filmes solo e outras interações com referências em quadrinhos diversos, mas isso precisaria ser conduzido de forma cuidadosa. E, ainda assim, existem inserções que extrapolam a narrativa contada pelo Snyder e se tornam mais interrogações na cabeça do espectador, além de ter feito o filme se estender ainda mais, a exemplo de quase todo o epílogo.</p>
<p>É pensando também nesse futuro um tanto incerto que moram os maiores questionamentos sobre o DCEU. A chegada de <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut </i></b>não mudou os caminhos trilhados pelo universo e, até então, não afetou projetos em andamento. A Warner e o próprio diretor também já se pronunciaram alegando que ele não estará mais à frente de projetos do Universo Estendido. Mas isso significa que o conteúdo narrativo do <b><i>Snyder Cut</i></b> será ignorado, como se nunca tivesse sido lançado? Será que outra petição virtual será feita para tornar canônica essa versão e seguir a partir dela? Ou até mesmo, será que outra comoção trará o diretor de volta?</p>
<p>Além disso, não está claro ainda onde o novo Batman se encaixa, da mesma forma que o enredo de <i>The Flash</i> (2022) não foi divulgado e existem apenas rumores sobre o conteúdo do longa. Outras dúvidas são sobre a saída de Ben Affleck e Henry Cavill e o <i>reboot</i> do <em>Superman</em> no universo. As polêmicas envolvendo Ray Fisher e a investigação sobre a conduta abusiva de Joss Whedon durante as gravações de <i>Liga da Justiça</i> (2017) também tiveram efeitos. O planejamento do filme solo do Ciborgue parou e talvez ele tenha sido cortado do filme do Flash.</p>
<p>Seja quais caminhos a Warner deseje seguir, duas coisas são esperadas: que haja um planejamento a longo prazo e que o resultado das produções mantenha a qualidade de filmes como <i>Wonder Woman</i>, <i>Aquaman</i>, <i>Shazam!</i> e o <b><i>Snyder Cut</i></b>. É impossível negar a qualidade do que foi visto com a versão de Zack e isso precisa ser respeitado. O trabalho do diretor, produtor e roteirista não é livre de julgamentos e, muito menos, de erros. Há escolhas que poderiam ter sido diferentes, mas o conjunto da obra é satisfatório, não há como negar.</p>
<p>Sem exageros e firulas, Snyder conseguiu demonstrar o seu cinema. E, apesar de ter feito dois filmes no DCEU anteriormente, é em <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> que se vê as marcas do diretor com clareza &#8211; tanto os acertos quanto os erros. Agora os <i>crossovers</i> da DC têm uma cara e ela é madura e sombria. É uma linguagem e arte que descrevem a essência das histórias em quadrinhos da DC Comics. Com o <b><i>Snyder Cut</i></b>, o público e, principalmente, os fãs puderam vislumbrar tudo o que pode acontecer quando um projeto dá liberdade criativa e artística para a equipe. E quem sabe, ao menos o resultado deste filme não impulsione um novo recomeço para a DC nos olhos do público e da própria indústria.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Zack Snyder<br />
<strong>Elenco:</strong> Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Jason Momoa, Ezra Miller, Ray Fisher, Amy Adams, Amber Heard, Jeremy Irons, Ciarán Hinds, Diane Lane, Joe Morton, J. K. Simmons, Jared Leto, Joe Manganiello, Robin Wright, Ray Porter, Connie Nielsen, Willem Dafoe, Jesse Eisenberg</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/sdvBf9XiJnA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica-snyder-cut/">Crítica: Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica-snyder-cut/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Blade Runner 2049</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-blade-runner-2049/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-blade-runner-2049/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Oct 2017 23:39:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Blade Runner 2049]]></category>
		<category><![CDATA[Denis Villeneuve]]></category>
		<category><![CDATA[Harrison Ford]]></category>
		<category><![CDATA[Jared Leto]]></category>
		<category><![CDATA[Robin Wright]]></category>
		<category><![CDATA[Ryan Gosling]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=8259</guid>

					<description><![CDATA[<p>É difícil criar uma continuação com tanta coisa a dizer, marcada por muita personalidade, mas também fidelidade ao original, como Blade Runner 2049, sobretudo quando seu antecessor é um filme como Blade Runner, de 1982, dirigido por Ridley Scott, a partir de um roteiro de Hampton Fancher e David Webb Peoples que adapta um romance de Philip K. Dick. Blade Runner era um sci-fi que fugia dessa urgência de estabelecer franquias seriadas que o cinema de estúdio hoje em dia segue. O filme de 1982 não se prestava à [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-blade-runner-2049/">Crítica: Blade Runner 2049</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">É difícil criar uma continuação com tanta coisa a dizer, marcada por muita personalidade, mas também fidelidade ao original, como <i>Blade Runner 2049</i><b>,</b> sobretudo quando seu antecessor é um filme como <i>Blade Runner</i>, de 1982, dirigido por Ridley Scott, a partir de um roteiro de Hampton Fancher e David Webb Peoples que adapta um romance de Philip K. Dick. <i>Blade Runner </i>era um <i>sci-fi </i>que fugia dessa urgência de estabelecer franquias seriadas que o cinema de estúdio hoje em dia segue. O filme de 1982 não se prestava à lógica exclusiva do entretenimento, ainda que fosse um deleite assisti-lo em seu entrecruzamento do <i>sci-fi </i>com o <i>noir</i>, além do escopo filosófico e do apuro estético que por vezes escapam aos filmes do gênero. Com <i>Blade Runner 2049</i>, Hollywood parece ter encontrado no diretor Denis Villeneuve (de <i>A Chegada</i>) o nome certo para investir numa expansão da história iniciada trinta e cinco anos atrás. Villeneuve é um diretor que segue a cartilha daquilo que fora concebido no primeiro filme, mas que também consegue fazer da continuação um autêntico exemplar da sua filmografia até porque o canadense parece pensar em imagens de maneira muito semelhante ao Ridley Scott de <i>Blade Runner</i>.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>Blade Runner 2049 </i>se passa trinta anos depois dos acontecimentos do primeiro filme. No longa, a humanidade está às voltas com os Replicantes quando K, um policial novato interpretado por Ryan Gosling, desenterra um segredo que pode levar tudo ao mais absoluto caos. Na medida em que o caso vai sendo investigado, as pistas levam K ao veterano e recluso Rick Deckard, icônico personagem de Harrison Ford, que anos atrás desaparecera com a Replicante Rachael sem deixar pistas.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8260" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/10/blade-runner-2049-k-deckard-copertina.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Sobre os temas e direcionamentos filosóficos da história, o roteiro de <i>Blade Runner 2049</i>, co-assinado pelo mesmo Hampton Fancher do original,<i> </i>explora algumas reflexões que o antecessor já havia desenvolvido a respeito do questionamento &#8220;o que é ser humano?&#8221;  e sobre a semente do preconceito social, sobretudo quando adentramos na perspectiva de um Replicante que se torna fundamental para a trama. Na forma, <i>Blade Runner 2049 </i>tem o mesmo tempo e perspectiva para esmiuçar essa questão que o <i>Blade Runner </i>de 1982. À semelhança do que Scott fizera,  Denis Villeneuve parece não ter pressa em revelar todas as camadas da sua trama ao espectador, deixando que o mesmo acompanhe todo o percurso investigativo do seu protagonista, assimilando as informações descobertas e as consequências emocionais das mesmas na jornada pessoal do personagem de Ryan Gosling, que assume em definitivo (e de maneira muito competente) o manto de protagonista da continuação.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Mesmo nas suas cenas de ação, Villeneuve foge da burocrática aceleração rítmica do <i>blockbuster </i>contemporâneo, fazendo com que tudo no filme reverencie em primeiro plano o desenvolvimento do seu protagonista e não a pirotecnia técnica do cinema adolescente ao qual Hollywood tem se curvado nos últimos anos. Com isso, o filme é recheado de personagens interessantes que, mesmo em passagens breves, deixam a sua marca na trama e fazem o personagem de Gosling ir adiante em sua jornada pessoal, como é o caso da sua namorada Joi, vivida pela ótima Ana de Armas, da chefe de polícia Joshi, de Robin Wright, e, claro, de Harrison Ford, interpretando Deckard num outro momento da sua vida.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Para conceber suas imagens, Villeneuve conta com o refinamento estético do diretor de fotografia Roger Deakins, que também, tal qual Jordan Cronenweth de <i>Blade Runner</i>, concebe uma jornada visual fascinante ao espectador. O filme concebe registros imagéticos que aderem à narrativa, sobretudo do ponto de vista psicológico, em cores, elementos cênicos e estímulos sígnicos. O casamento desses dois profissionais (Villeneuve e Deakins) faz com que mesmo possuindo duas horas e quarenta e três minutos de duração, o tempo voe tamanho o fascínio e interesse que <i>Blade Runner 2049 </i>exerce no espectador.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8261" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/10/blade-runner-2049-image.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Esse apreço pelas composições imagéticas em <i>Blade Runner 2049 </i>não é algo inédito na trajetória de  Villeneuve, faz parte do seu cinema, daí a reverência da cinefilia por seus filmes. Particularmente, em <i>Sicario </i>e <i>A Chegada</i>,<i> </i>me soou oras indício de presunção, afetação ou mesmo de inadequação às propostas dos respectivos filmes, algo que não ocorria em longas como <i>Incêndios</i>, <i>Os Suspeitos </i>ou <i>O Homem Duplicado</i>. <i>Blade Runner 2049 </i>parece se encaixar perfeitamente na assinatura do realizador em sua relação com esse cinema polido e milimetricamente calculado plano a plano, o que faz do filme um dos melhores da sua carreira.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A continuação &#8220;tardia&#8221; de <i>Blade Runner </i>prima por aquilo que fez do longa de 1982 um clássico só reconhecido pelo tempo: entender que acima do exibicionismo do poderio técnico do cinema americano, a ficção-científica existe para fazer com que a gente reflita sobre os rumos que a humanidade tomou, está tomando e o que podemos fazer para colocar as coisas nos trilhos. A resposta? Possivelmente um pouquinho mais de humanidade. Com toda a sua tecnologia retrô-futurista, um dos acertos da equipe de direção de arte do longa, mantendo aspectos da identidade do original, <i>Blade Runner 2049 </i>mostra como se dá continuidade a um clássico fazendo uma sequência tão boa quanto o antecessor e como muitas vezes é prudente esperar pela história, pelo momento e pelas pessoas certas para explorar um pouco mais determinados personagens e retornar a universos cinematográficos canonizados.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/OEW3gbptBZg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
</div>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-blade-runner-2049/">Crítica: Blade Runner 2049</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-blade-runner-2049/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>TOP 5 &#8211; Melhores Personagens Femininas em Mulher-Maravilha</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/top-5-melhores-personagens-femininas-em-mulher-maravilha/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/top-5-melhores-personagens-femininas-em-mulher-maravilha/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Jun 2017 15:59:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Connie Nielsen]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Elena Anaya]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Gal Gadot]]></category>
		<category><![CDATA[Lucy Davies]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher-Maravilha]]></category>
		<category><![CDATA[Patty Jenkins]]></category>
		<category><![CDATA[Robin Wright]]></category>
		<category><![CDATA[TOP 5]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=7717</guid>

					<description><![CDATA[<p>Mulher-Maravilha já está em cartaz e exala o poder feminino nas telas. As personagens mulheres não são muitas em números, mas possuem um destaque forte em seus diálogos e ações dentro da narrativa, a começar, obviamente, pela protagonista. O filme, dirigido por Patty Jenkins (Monster- Desejo Assassino), possui inúmeras qualidades técnicas. Você pode conferir a nossa crítica clicando aqui! Pensando na representatividade feminina presente em Mulher-Maravilha, com diferentes tipos de representação, o Coisa de Cinéfilo traz agora um TOP 5 [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/top-5-melhores-personagens-femininas-em-mulher-maravilha/">TOP 5 &#8211; Melhores Personagens Femininas em Mulher-Maravilha</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Mulher-Maravilha</em> já está em cartaz e exala o poder feminino nas telas. As personagens mulheres não são muitas em números, mas possuem um destaque forte em seus diálogos e ações dentro da narrativa, a começar, obviamente, pela protagonista. O filme, dirigido por Patty Jenkins (<em>Monster- Desejo Assassino</em>), possui inúmeras qualidades técnicas. Você pode conferir a nossa crítica <em><strong><a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-mulher-maravilha/" target="_blank" rel="noopener">clicando aqui</a></strong></em>!</p>
<p>Pensando na representatividade feminina presente em <em>Mulher-Maravilha</em>, com diferentes tipos de representação, o Coisa de Cinéfilo traz agora um TOP 5 das mulheres mais marcantes do longa. Confiram!</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7730" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/444058.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="349" /><br />
<strong> 5) Etta Candy – Interpretada por Lucy Davies (<em>Todo Mundo Quase Morto</em>)</strong></p>
<p>Etta é a secretária de Steve Trevor. Ela ajuda o rapaz e Diana a cumprirem a missão que precisam realizar no filme. Nos quadrinhos, Candy é amiga da Mulher-Maravilha e, nas versões mais recentes, também possui esta personalidade agitada e meio atrapalhada. Ainda que a moça pareça se encaixar com as “regras” de comportamento das mulheres na década de 1940, Etta está inserida no mundo do trabalho e em algumas situações se demonstra firme e focada em seu trabalho.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7731" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/doutora-veneno-1496330571437_v2_1200x667.jpg" alt="" width="610" height="348" /><br />
<strong> 4) Dra. Maru – Também conhecida como Dra. Veneno e vivida por Elena Anaya (<em>A Pele Que Habito</em>)</strong></p>
<p>Maru é uma das vilãs do filme <em>Mulher-Maravilha</em> e também faz parte do universo de quadrinhos da <em>DC Comics</em>. No longa, a doutora é uma cientista alemã que busca a fórmula perfeita para um gás letal, a fim de trazer a vitória da Alemanha na Primeira Guerra Mundial. A história assemelha-se com o período da Era de Ouro da<em> Mulher-Maravilha</em>. A personagem  mostra-se uma mulher forte, focada e de muita resiliência.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7732" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/robin-wright-em-mulher-maravilha.jpg" alt="" width="610" height="348" /><br />
<strong> 3) Antíope – Interpretada por Robin Wright (<em>Corpo Fechado, House of Cards</em>)</strong></p>
<p>Existem muitas coisas fantásticas sobre essa personagem, tanto nos quadrinhos como no novo filme da DC. Baseada na mitologia grega, ela é forte, independente, uma verdadeira guerreira. A Amazona treina Diana desde criança e ensina para a jovem heroína muitas de suas habilidades.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7733" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/MV5BMjQwNTQ3MjYxMF5BMl5BanBnXkFtZTgwMjMyOTYzMjI@._V1_SY1000_CR0015041000_AL_.jpg" alt="" width="610" height="348" /><br />
<strong> 2) Hipólita – Rainha da Ilha de Temiscira, interpretada por Connie Nielsen (<em>Advogado do Diabo</em>)</strong></p>
<p>Hipólita é uma criação dos deuses do Olimpo, mãe da Mulher-Maravilha. No filme, a líder se mostra cuidadosa, serena e paciente. No passado, ela precisou lutar para salvar todas as amazonas da fúria de Ares. Por isso, ela está sempre pensando em formas de manter a paz e ficar longe da ira do deus.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7734" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/371841.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /><br />
<strong> 1) Diana Prince – A Mulher-Maravilha, interpretada por Gal Gadot</strong></p>
<p>A heroína mais famosa da <em>DC</em> possui diversas trajetórias dentro do universo dos quadrinhos e suas ramificações, incluindo algumas sucessoras. A Diana do novo filme da <em>DC</em> tem um carisma profundo, muita integridade e a força de uma verdadeira heroína. O longa leva o espectador ao passado, desde a infância de princesa até o primeiro contato que ela tem com a realidade dos seres humanos. Quando a moça, ao lado de Steve Trevor (Chris Pine), chega á Inglaterra e descobre um novo mundo, utiliza tudo que pode para salvar o planeta e acabar com a Primeira Guerra Mundial. Para além da narrativa em si, a <em>Mulher-Maravilha</em> é um símbolo de empoderamento feminino, sempre foi. A importância do longa é trazer esta personagem para os cinemas e da melhor maneira possível. Com garra, personalidade, enchendo a plateia de inspiração, de força e crença em si mesma. Diana Prince luta e ainda utiliza o amor como lema principal, sem ser piegas, sem diminuir suas habilidades e certezas.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/top-5-melhores-personagens-femininas-em-mulher-maravilha/">TOP 5 &#8211; Melhores Personagens Femininas em Mulher-Maravilha</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/top-5-melhores-personagens-femininas-em-mulher-maravilha/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Evereste</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-evereste/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-evereste/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2015 22:59:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Baltasar Kormákur]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Elizabeth Debicki]]></category>
		<category><![CDATA[Emily Watson]]></category>
		<category><![CDATA[Evereste]]></category>
		<category><![CDATA[Jake Gyllenhaal]]></category>
		<category><![CDATA[Jason Clarke]]></category>
		<category><![CDATA[John Hawkes]]></category>
		<category><![CDATA[Josh Brolin]]></category>
		<category><![CDATA[Keira Knightley]]></category>
		<category><![CDATA[Robin Wright]]></category>
		<category><![CDATA[Sam Worthington]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=3550</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Evereste é um filme relativamente esquisito. Tal afirmação, parte de uma impressão pessoal mas que encontra eco e razão de ser na própria estrutura do longa. Evereste é estranho porque ao narrar a história de um grupo que faz uma expedição para escalar o monte Evereste e centrar suas atenções na gana que essas pessoas nutrem por esta meta completamente insana, jamais oferece ao público uma resposta concreta sobre a paixão dos seus personagens principais por uma jornada tão [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-evereste/">Crítica: Evereste</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3559" aria-describedby="caption-attachment-3559" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/85342243_everest.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3559 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/85342243_everest-620x331.jpg" alt="_85342243_everest" width="620" height="331" /></a><figcaption id="caption-attachment-3559" class="wp-caption-text">Viagem arriscada: Grupo de alpinistas liderado por Jason Clarke enfrenta uma nevasca rumo ao Evereste</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<p><i>Evereste </i>é um filme relativamente esquisito. Tal afirmação, parte de uma impressão pessoal mas que encontra eco e razão de ser na própria estrutura do longa. <i>Evereste </i>é estranho porque ao narrar a história de um grupo que faz uma expedição para escalar o monte Evereste e centrar suas atenções na gana que essas pessoas nutrem por esta meta completamente insana, jamais oferece ao público uma resposta concreta sobre a paixão dos seus personagens principais por uma jornada tão perigosa. Isso é ainda mais complicado se o filme encontrar uma plateia completamente indiferente a tal jornada, ela continuará gélida àqueles personagens já que, em momento algum consegue compreendê-los.</p>
</div>
<div>
<p>O longa de Baltasar Kormákur (de longas esquecíveis como <i>Dose Dupla </i>e <i>Contrabando</i>) se passa em 1996 e acompanha dois grupos de alpinistas liderados por guias com estilos completamente diferentes, um interpretado por Jason Clarke e outro por Jake Gyllenhaal. Eles enfrentam uma nevasca que coloca a vida de todos em risco para chegar ao cume do monte Evereste. Assim, alcançar a meta da aventura mostra-se infinitamente mais fácil do que o retorno para casa.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_3551" aria-describedby="caption-attachment-3551" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Everest-Jake-Gyllenhaal.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3551 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Everest-Jake-Gyllenhaal-620x349.jpg" alt="Everest+Jake+Gyllenhaal" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3551" class="wp-caption-text">Grande elenco, poucas possibilidades: O filme traz muitos atores conhecidos, como Jake Gyllenhaal e Keira Knightley, que são subaproveitados</figcaption></figure>
<div>
<p>O filme de Kormákur é muito eficiente naquilo que tem mais que a obrigação de ser competente: a produção de grandes sequências de tensão no Evereste utilizando efeitos visuais e sonoros de ponta. Nada menos do que o esperado para um filme do seu porte. Em outro departamento, no entanto, <i>Evereste </i>acaba revelando-se um filme arrastado, com um material humano pouco interessante e que se sustenta em dramas familiares pouco esmiuçados pelo roteiro, mas que surgem na tela como algo muito precioso ao andamento da trama. Há um emaranhado de dilemas familiares que são mal explicados pelo filme (o núcleo do ator Josh Brolin, por exemplo, que tem uma relação complicada com sua esposa vivida por Robin Wright), mas que, por alguma estranha razão, estão lá e entram em ebulição com viagem ao Evereste.</p>
</div>
<div>
<p>Escrito pelo vencedor do Oscar Simon Beaufoy (<i>Quem quer ser um milionário?</i>) e pelo indicado ao mesmo prêmio William Nicholson (<i>Gladiador</i>), o roteiro desse filme é tão problemático que, como já antecipamos, jamais deixa claro uma informação fundamental para que o espectador se envolva com a trajetória dos seus personagens: a motivação do grupo para empreender uma jornada tão arriscada. Tudo é simplificado com explicações subentendidas do tipo &#8220;tesão pela aventura&#8221;. Desculpem, mas é muito pouco para entender decisões fundamentais que alguns personagens tomam ao longo do filme. Como resultado, <i>Evereste </i>acaba contando com as relações amorosas para causar o mínimo de empatia no espectador,  o que também não funciona já que, com pouquíssimo tempo em cena, alguns personagens sequer conseguem mostrar a que veio, é o caso das esposas vividas por Robin Wright e Keira Knightley, que cumprem a cota &#8220;Penélope&#8221; de <i>A</i> <i>Odisseia</i> ao viverem mulheres que ficam em casa esperando o retorno dos seus amados. E não é só Wright e Knightley que saem perdendo tamanha a falta de tratamento do roteiro com a história, todos os atores são vítimas dessa característica de <i>Evereste</i>, a falta de densidade do seu script, incluindo aqueles que seriam os seus protagonistas, Jason Clarke, Jake Gyllenhaal e Josh Brolin.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_3561" aria-describedby="caption-attachment-3561" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/everest-nuova-featurette-sull-avventuroso-set-del-film-v3-228962-1280x7201.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3561 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/everest-nuova-featurette-sull-avventuroso-set-del-film-v3-228962-1280x7201-620x349.jpg" alt="everest-nuova-featurette-sull-avventuroso-set-del-film-v3-228962-1280x720" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3561" class="wp-caption-text">Resultado insatisfatório: Filme é tecnicamente eficiente, mas falha como narrativa</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seguindo a tradição de filmes com um elenco estelar subaproveitado, <i>Evereste </i>não consegue sustentar toda a sua qualidade técnica com personagens e trama que jamais envolvem emocionalmente o público. Assim, todo o seu drama humano, que é sugerido como o foco do filme de Kormákur, é absolutamente oco, estéril e genérico. Entre outras questões mal resolvidas do roteiro, não dá para simplificar a motivação dos personagens para enfrentar o que enfrentam rumo ao Evereste como um insano tesão pelo perigo, tampouco sustentar duas horas de filme com conflitos amorosos tão rasos.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-evereste/">Crítica: Evereste</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-evereste/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
