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	<title>Arquivos Roberto Bonanni - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Roberto Bonanni - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Tudo Bem no Natal Que Vem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Dec 2020 13:29:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais uma comédia natalina original da Netflix entra no catálogo do streaming, este mês. Agora, é a vez da produção brasileira Tudo Bem no Natal Que Vem. Estrelado por Leandro Hassum (Vestido para Casar), o filme é sofrível do início ao fim, principalmente pelo tédio causado por sua indecisão de plot. O que acontece aqui é uma espécie de tentativa de “Dia da Marmota”, porém com uma pequena modificação. Ao invés de reviver o mesmo dia, como em O Feitiço [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Mais uma comédia natalina original da Netflix entra no catálogo do streaming, este mês. Agora, é a vez da produção brasileira <strong><em>Tudo Bem no Natal Que Vem</em></strong>. Estrelado por Leandro Hassum (<em>Vestido para Casar</em>), o filme é sofrível do início ao fim, principalmente pelo tédio causado por sua indecisão de plot. O que acontece aqui é uma espécie de tentativa de “Dia da Marmota”, porém com uma pequena modificação. Ao invés de reviver o mesmo dia, como em <em>O Feitiço do Tempo,</em> Jorge (Hassum) acorda em diversas vésperas de Natal, esquecendo sempre tudo o que ocorreu durante o ano, lembrando apenas o que aconteceu no dia 24 de dezembro.</p>
<p>A premissa poderia render um longa divertido. No entanto, o principal incômodo da trama é a sua falta de estrutura. Sem decidir muito bem para aonde vai, o roteirista Paulo Cursino (<em>Os Farofeiros</em>) parece ter dificuldade em construir uma dinâmica fluída. As suas ideias vão se esgotando, juntamente com os elementos voltados para o conflito inicial. As novas ideias acabam modificando os rumos do enredo. Não há como se ligar aos conflitos de Jorge e sua família, porque não existe uma boa construção para tal. O centro da obra parece ser o cansaço com as festas de final de ano e que Jorge irá descobrir o verdadeiro significado da comemoração &#8211; isto é dito, inclusive.</p>
<p>Contudo, as repetições das datas são encerradas logo no início da projeção de <strong><em>Tudo Bem no Natal Que Vem</em></strong>. Um salto temporal vem e, depois, surge a uma questão de traição. Nela, a personagem de Danielle Winits (<em>Se eu Fosse Você</em>), Márcia, surge do nada e desaparece também rapidamente. Em seguida, o terceiro ato consegue piorar e ninguém sabe mais porque a exibição ainda continua seguindo e não termina ou se encaminha para uma conclusão.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13590" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3306228.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Tudo Bem no Natal Que Vem" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3306228.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3306228.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3306228.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3306228.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mas, se o rumo da história é perdido, as piadas poderiam salvar os 100 minutos de sessão. Todavia, o que existe aqui é uma tentativa absurda de tirar graça de coisas ofensivas, principalmente falas machistas e etaristas, o que corta, imediatamente, a capacidade de se engajar com a comédia. Há também falta de sabedoria em elevar o timing cômico. Em partes, isto se deve ao tom escolhido por Leandro Hassum. Um erro crasso em realizações artísticas é acreditar que ritmo é aceleração. Hassum utiliza a agilidade para dizer seu texto, quando, na verdade, seria mais acertado equilibrar a dinâmica entre aceleração e lentidão. Desta maneira, muito se perde na correria do ator.</p>
<p>Os laços com a família de Jorge também são impressos frouxamente. Algumas personagens são inseridas e retiradas sem que as relações sejam trabalhadas. O par romântico de Jorge, Aninha (Arianne Botelho), não combina com ele, e os intérpretes não jogam em cena, sempre deixam uma sensação de que contracenam quase separadamente. Aninha ainda é uma figura não tão agradável, é mais um arquétipo da dona de casada fofa, que aceita o marido grosseiro de bom grado. Os filhos também são distantes e não interferem em quase nada do plot. Apenas em uma das curvas dramáticas do filme, jogam um conflito da filha de Jorge, que não emociona, pois, justamente, entra no final do segundo tempo, somente para tentar causar lágrimas. No final das contas, <strong><em>Tudo Bem no Natal Que Vem</em></strong> não cumpre nem a sua função de contar uma boa história natalina, nem a de fazer uma boa comédia.</p>
<p><strong>Diretor</strong>: Roberto Santucci</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Leandro Hassum, Arianne Botelho, Danielle Winits</p>
<p><strong>Assista ao trailer<a href="https://coisadecinefilo.com.br/category/criticas/">!</a></strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/W6nIRxz6RVE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tudo-bem-no-natal-que-vem/">Crítica: Tudo Bem no Natal Que Vem</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>7º BIFF: The French Teacher – Um Amor a Três</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2020 15:31:11 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É muito difícil falar sobre um filme que possui diversas potencialidades, mas que se encaminha para seu pior lado possível. Em <strong><em>The French Teacher – Um Amor a Três</em></strong> o público acompanha a vida de Cleo (Marie Laurin), uma mulher que parece um tanto baqueada com a vida. Entre traumas, perdas e constante angústia, ela conhece um rapaz mais jovem que se apaixona por ela. O tema da diferença de idade não é algo novo de ser abordado no cinema, muito menos na ficção. Contudo, o como isto poderia ter sido feito ou até a exploração de outras chaves da narrativa de Cleo seria a chance de obter um resultado um tanto mais positivo.</p>
<p>No entanto, não é isto que acontece. No meio da projeção até há uma esperança de melhora, mas, pelo contrário, a situação piora bastante. Todo o incômodo vivido durante as 1h30 de exibição pode começar a ser justificado pelo roteiro que é completamente perdido. Clara Gabrielle (<em>Nada em Comum</em>) e a Laurin (<em>A Criatura</em>) não demonstram saber que história elas desejam contar. Os diálogos são expositivos e/ou tiram o espectador da própria realidade criada naquele universo ficcional. Um exemplo é na passagem do velório. Cercando a personagem intensamente, a questão entre Cleo e seu pai é abordada com nenhuma delicadeza e num rompante que não faz sentido algum. Isto porque o passado não foi suficientemente explicado, para um problema que tão grave e que é jogado na tela de supetão, com uma gritaria aleatória.</p>
<p>Além disso, os elementos vão sendo postos no enredo numa espécie de pistas falsas, chegando mais do que no texto e aparecendo em quase todas as searas da produção. Um local que mais chama atenção é a confusão com uso das temperaturas. No início, as escolhas parecem coerentes. A melancolia de Cloe combina com suas vestes azuis e com a luz ciano que a cerca. Quando o rapaz de seu interesse amoroso entra em cena, o vermelho e o magenta vão crescendo. Até que tudo isso some e os elementos ficam todos misturados e não soa como algo proposital.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12763" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/894d3e_fea83c6d8837486abd98841d03f63d97_mv2.jpg" alt="The French Teacher – Um Amor a Três" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/894d3e_fea83c6d8837486abd98841d03f63d97_mv2.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/894d3e_fea83c6d8837486abd98841d03f63d97_mv2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/894d3e_fea83c6d8837486abd98841d03f63d97_mv2-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O mesmo pode ser dito sobre a montagem. Em algumas sequências, fica uma sensação de que há um buraco entre uma situação e outra. Utilizando fades in e out constantemente, uma cena nega a outra imediatamente, deixando um pensamento sobre quais as intenções da equipe com aquelas seleções artísticas para a obra. O ápice desta percepção chega principalmente quando a figura da filha da personagem principal, a Sophie (Anna Maiche) surge na trama. Em certo momento, as duas estão jantando e brigam sem nenhum motivo aparente ou que tenha sido bem construído. Logo depois, elas estão tranquilas, papeando sobre amenidades. Esses tipo de ação é repetido o tempo inteiro até o desfecho do longa, sempre com uns cortes sem muita ligação e atuações sem um pingo de organicidade. Mas, claro, não dá para culpar os atores que precisam tirar repentinamente emoções, pausas, gritos e respiros.</p>
<p>O arremate final para o desagrado ao assistir <strong><em>The French Teacher – Um Amor a Três</em></strong> é o fato de que existe uma tentativa de evocar um triângulo amoroso entre Cleo, seu <em>crush</em> e a sua filha. Além da surpresa em consumir um trabalho com tanta mulheres envolvidas e a aposta central para o conflito ser a rivalidade feminina, é um tanto desconcertante como é realizado o atrito entre eles. Um exemplo é a cena da cama, em que os três dormem juntos e depois tomam café em silêncio. No mínimo, esquisito e totalmente desnecessário.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Stefania Vasconcellos<br />
<strong>Elenco:</strong> Marie Laurin, Anna Maiche, Sean Patrick McGowan, Maude Bonanni, Michelle Arthur, Roberto Bonanni, Sean Patrick McGowan, Tina Masafret</p>
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