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	<title>Arquivos Ricardo Teodoro - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Ricardo Teodoro - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Salve Rosa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 16:18:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Falar sobre as opressões e falsidades criadas pela vida virtual perpetuada pelas redes sociais é relevante para a sociedade contemporânea. Esse palco digital e mercantilizado, que é a internet, passa a impressão, diversas vezes, de realidade, para o público geral e é essa discussão central de #SalveRosa. Contudo, novo filme de Susanna Lira (Torre das Donzelas) tem uma execução que não é tão feliz quanto a premissa da obra. O roteiro de Ângela Hirata Fabri (Um ano inesquecível: inverno) falha em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Falar sobre as opressões e falsidades criadas pela vida virtual perpetuada pelas redes sociais é relevante para a sociedade contemporânea. Esse palco digital e mercantilizado, que é a internet, passa a impressão, diversas vezes, de realidade, para o público geral e é essa discussão central de <em>#SalveRosa. </em>Contudo<em>,</em> novo filme de Susanna Lira (<em>Torre das Donzelas</em>) tem uma execução que não é tão feliz quanto a premissa da obra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro de Ângela Hirata Fabri (<em>Um ano inesquecível: inverno</em>) falha em organizar as gradações das personagens e progressões dramáticas. Os coadjuvantes não recebem camadas e suas trajetórias não são exploradas. Os vizinhos de Rosa (Klara Castanho), por exemplo, têm ações superficiais e previsíveis, como no caso da infidelidade de Beto (Ricardo Teodoro).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mesmo pode ser dito da vilania da mãe de Rosa, Dora. Apesar do talento inegável de Karine Teles (<em>Que horas ela volta?</em>), a figura de Dora é pouco explorada pelo enredo. Ela tem esta conotação de mulher fútil, que não mede limites para se dar bem, algo bem vilã de novela das 9h. Mas, suas motivações profundas, suas emoções concretas e seu <em>background</em> não estão expostos na trama, nem direta e nem indiretamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rosa sim possui um pouco mais de contorno. Por este motivo, a protagonista é a única que funciona naquele contexto como uma personagem crível e relacionável. Castanho entrega uma performance sólida, equilibrando o colorido do texto, imprimindo ingenuidade, alegria, medo e força no texto e em seu corpo, muitas vezes, até ao mesmo tempo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, não é apenas de papel principal que se constroem boas histórias. O que está ao redor de Rosa é incômodo em termos de narrativa. Para além do roteiro, a direção também não impressiona e não aproveita os momentos que o roteiro traz. Há muita inventividade que poderia ser convocada neste ambiente de crítica à sociedade do espetáculo e das novas tecnologias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, aqui se encontra uma decupagem bastante morna, com uma encenação que não valoriza as movimentações e as expressões faciais do elenco. O tom acaba por ficar artificial e o distanciamento da obra com o público cresce, à medida que a exibição avança. Esse afastamento se eleva ainda mais porque existem acontecimentos que soam como pistas falsas ou ações incompletas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A forma como falam do pai de Rosa durante a sessão, o <em>affair</em> de Dora com Beto ou as próprias vivências delas em outras cidades e na vida nova do Rio de Janeiro são convocadas sem costura e sem ser explorados totalmente. Esta sensação de vazio fica na plateia justamente porque não existe um ponto de força no longa-metragem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que existissem fragilidades em <em>#SalveRosa</em>, momentos de intensidade e crescente poderiam suavizar a fraqueza de um ou mais aspectos da produção. Todavia, o filme não alcança um bom resultado, pois não constrói uma atmosfera de suspensão, tampouco elabora a jornada de mãe filha entre Rosa e Dora e as experiência da menina dentro da internet. Todos os temas são lançados sem um maior cuidado. É por esta razão que a sessão é cansativa e fica cada vez mais desinteressante, a cada minuto de projeção.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção</strong>: Susanna Lira</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco</strong>: Klara Castanho, Karine Teles. Ricardo Teodoro</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assista ao trailer!</p>
<p><iframe title="#SalveRosa | Trailer Oficial" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/tjrKbP3QCNQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: Baby</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jan 2025 16:11:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Baby]]></category>
		<category><![CDATA[Bruna Linzmeyer]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[João Pedro Mariano]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Caetano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Baby, Wellington passou parte da sua vida em um centro de detenção para jovens. Com uma relação complicada com os pais, o rapaz acaba ficando sem rumo quando sai da instituição. É então que ele conhece Ronaldo, um homem de quarenta anos que ganha a vida prestando &#8220;serviços sexuais&#8221; e como fornecedor de drogas no centro de São Paulo. Ronaldo passa a ser uma espécie de mentor para Wellington apelidando-o de &#8220;Baby&#8221;. Baby de Marcelo Caetano explora a relação entre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em <em><strong>Baby</strong></em>, Wellington passou parte da sua vida em um centro de detenção para jovens. Com uma relação complicada com os pais, o rapaz acaba ficando sem rumo quando sai da instituição. É então que ele conhece Ronaldo, um homem de quarenta anos que ganha a vida prestando &#8220;serviços sexuais&#8221; e como fornecedor de drogas no centro de São Paulo. Ronaldo passa a ser uma espécie de mentor para Wellington apelidando-o de &#8220;Baby&#8221;.</p>
<p><em><strong>Baby</strong></em> de Marcelo Caetano explora a relação entre homens gays marcada por diferenças consideráveis de idade. Ronaldo acaba sendo uma espécie de daddy para Wellington, sendo o homem mais experiente com quem o rapaz estabelece vínculos afetivos e por quem tem atração sexual ao mesmo tempo que representa uma figura paterna sendo peça fundamental do seu amadurecimento e preparação para a vida.</p>
<p>No centro do excelente drama de Caetano está o conflito geracional entre homens gays com mais de quarenta anos e àqueles que pertencem a uma geração Z. O roteiro de Caetano e Gabriel Domingues fortalece o laço entre <em><strong>Baby </strong></em>e Ronaldo e utiliza esta relação como uma inteligente e sensível análise sobre distintas vivências homoafetivas. Enquanto homens como Ronaldo e, posteriormente, Alexandre, personagem vivido por Marcelo Várzea, têm vidas marcadas pela solidão e históricos de relações heterossexuais antes de &#8220;sair do armário&#8221;, <em>Baby</em> e seus amigos são &#8220;gays assumidos&#8221; desde muito cedo, contando com a irmandade da comunidade LGBT+ para enfrentar toda a dificuldade que é encarar a sociedade preconceituosa como homens gays ainda adolescentes.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19094" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-3-2.png" alt="Baby" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-3-2.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-3-2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-3-2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Sem julgamento, Marcelo Caetano faz um retrato belíssimo, mas cru, real, sobre o encontro das duas gerações em questão a partir do match de dois personagens muito bem construídos pelo roteiro e defendidos por ótimos atores, a dupla João Pedro Mariano e Ricardo Teodoro. Mariano faz <em><strong>Baby </strong></em>amadurecer aos olhos do público durante as quase duas horas de projeção do longa. <em>Baby</em> começa o filme ingênuo, mas acuado e reticente a qualquer afeto em razão do histórico familiar de rejeição, e termina a história como um rapaz alegre e preparado para a vida. João Pedro Mariano constrói com muita sensibilidade esta jornada do protagonista. Por outro lado, Ricardo Teodoro traz para Ronaldo a aspereza daquela representação típica da masculinidade do nosso imaginário para revelar um homem extremamente sensível e essencialmente protetor que se apaixona de fato por Baby.</p>
<p>Com <em><strong>Baby</strong></em>, Marcelo Caetano, que já havia realizado o excelente Corpo Elétrico em 2017, faz um belo filme sobre LGBTs abordando de forma complexa e humana relações afetivas e sexuais entre homens. <em>Baby</em> conta uma belíssima história de amor, amizade e conexão. A relação entre <em>Baby</em> e Ronaldo, os protagonistas deste drama, é aquele tipo de vínculo que fica para toda a vida e marca pelos aprendizados, transformando as duas partes envolvidas em alguém melhor. De quebra, o realizador faz um acertado registro de construção identitária subjetiva e social da comunidade LGBT+ nas últimas décadas localizada no tempo presente.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Marcelo Caetano</p>
<p><strong>Elenco:</strong> João Pedro Mariano, Ricardo Teodoro, Bruna Linzmeyer</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/mfxuOP62w_U?si=dDVVMZ5Uw6Az-aUg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-baby/">Crítica: Baby</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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