<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Renata Pinheiro - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/renata-pinheiro/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/renata-pinheiro/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Sat, 09 Sep 2023 00:06:29 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Renata Pinheiro - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/renata-pinheiro/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Crítica: Carro Rei</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-carro-rei/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-carro-rei/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Jul 2022 17:07:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Carro Rei]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Jules Elting]]></category>
		<category><![CDATA[Matheus Nachtergaele]]></category>
		<category><![CDATA[Okado do Canal]]></category>
		<category><![CDATA[Renata Pinheiro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=15615</guid>

					<description><![CDATA[<p>Destaque em festivais de cinema como Gramado, de onde saiu com quatro prêmios (filme, trilha sonora, direção de arte e som), além de um troféu especial do júri para a atuação de Matheus Nachtergaele, sem dúvida um dos grandes destaques da produção, Carro Rei é um daqueles filmes que promete cindir a opinião dos espectadores. Isso será resultado não só da óbvia alegoria que faz sobre a atual situação do Brasil, mas por toda a maneira como a cineasta Renata [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-carro-rei/">Crítica: Carro Rei</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Destaque em festivais de cinema como Gramado, de onde saiu com quatro prêmios (filme, trilha sonora, direção de arte e som), além de um troféu especial do júri para a atuação de Matheus Nachtergaele, sem dúvida um dos grandes destaques da produção, <em><strong>Carro Rei</strong></em> é um daqueles filmes que promete cindir a opinião dos espectadores. Isso será resultado não só da óbvia alegoria que faz sobre a atual situação do Brasil, mas por toda a maneira como a cineasta Renata Pinheiro (conhecida por longas como Amor, Plástico e Barulho e Açúcar) articula e apresenta sua história e suas personagens, totalmente avessa a gramáticas estandardizadas na linguagem cinematográfica. <em><strong>Carro Rei</strong></em> é daquelas experiências extremas.</p>
<p>O longa narra a história de Ninho (Luciano Pedro Jr.), rapaz que também é chamado de Uno por ter nascido dentro de um carro. Ninho cresce em uma família cujo pai é dono de uma frota de taxi e a mãe herda com o tio um ferro velho. Por toda esta vinculação com automóveis, o rapaz desenvolve a habilidade de se comunicar com essas máquinas. É quando o seu tio Zé Macaco (Matheus Nachtergaele) restaura um carro velho que essa relação fica ainda mais intensa. Nesse momento, o rapaz tem que decidir de que lado estará em uma iminente revolução das máquinas liderada pelo veículo criado revivido por Zé Macaco.</p>
<p>Não faz muito tempo que vimos uma obra cinematográfica traçar comentários interessantes sobre a relação do homem com máquinas. Titane de Julia Ducornau, vencedor da edição de 2021 de Cannes recém-lançado no Mubi, apresenta um body horror curioso a partir da jornada de uma jovem que sofre um acidente de carro quando criança e se transforma em uma espécie de ciborgue após um procedimento cirúrgico. <em><strong>Carro Rei</strong></em> possui paralelos com este longa francês, apresentando até algumas cenas de sexo entre humanos e automóveis, mas fica evidente pelo seu contexto de realização e pelo local onde se passa sua história que a realizadora quer estabelecer uma crítica cirúrgica sobre os caminhos que a sociedade brasileira tem traçado nos últimos anos com o governo de Jair Bolsonaro.</p>
<p>Aquilo que inicialmente é chamado de resistência, logo ganha ares de culto liderado pelo <em><strong>Carro Rei</strong></em>, tendo o mecânico Zé Macaco como ponte para a execução de um plano de manipulação. Aqui, há evidentes paralelos com a relação estabelecida entre bolsonaristas e o atual presidente brasileiro, com direito até ao personagem de Matheus Nachtergaele bradando em dado momento do filme: &#8220;Caruaru acima de todos!&#8221;. Além disso, está presente no filme uma esquisita relação que se cria entre o homem e a tecnologia, oscilando entre a situação de humanos que são governados por essa macroestrutura predatória e imperialista da tecnologia e os momentos em que essas ferramentas são usadas para a manipulação das massas por meio de deturpações da realidade. Tudo isso não é muito diferente do uso que grupos políticos têm feito do Twitter e do Whatsapp para disseminar fake news, parte fundamental da estratégia de ascensão da extrema direito em muitos países, inclusive o Brasil, mas também da estranha relação que muitos deles possuem com essas empresas e os CEOs por trás de suas políticas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15623" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Kingcar_pressphoto6.jpg" alt="Carro Rei" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Kingcar_pressphoto6.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Kingcar_pressphoto6-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Kingcar_pressphoto6-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Kingcar_pressphoto6-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Todos esses paralelos entre ficção e realidade são construídos de forma instigante e envolvente por Renata Pinheiro na tela. A diretora imprime um visual interessante para a obra tornando <em><strong>Carro Rei</strong></em> uma espécie de representante de um sertão-futurismo, toda uma tecnologia possível à realidade de Caruaru. Automóveis retro-futuristas que circulam pelas vielas simples do interior de Pernambuco com seus seguidores humanos convertidos em primatas trajados por roupões azul e amarelo. Há escolhas estéticas fascinantes ao longo da narrativa.</p>
<p>Parte do bom resultado visto na tela em <em><strong>Carro Rei</strong></em> se dá também pela performance enérgica e comprometida (como de costume) de Matheus Nachtergaele. O ator transforma o seu Zé Macaco em um símio, empenhando-se em trazer para a expressão corporal do personagem o andar de um primata além de emitir, sempre que possível, sons que nos remetem ao animal. A atuação de Nachtergaele assume contornos ainda mais intensos quando seu personagem entra em uma espiral de megalomania, fazendo o ator exibir tudo isso não só com uma postura corporal que passa a ser ameaçadora, mas por um olhar que exprime puro fanatismo. Matheus faz o equivalente que Andy Serkis fez na trilogia Planeta dos Macacos, mas ainda melhor, sem CGI. Aliás, o próprio longa tem um paralelo inegável com os filmes da série e até com O Exterminador do Futuro no cunho filosófico e pessimista das suas reflexões sobre as relações do homem com o nosso planeta e para onde a humanidade está caminhando da forma como tem se comportado.</p>
<p><em><strong>Carro Rei</strong></em> é movido por esse comentário social apresentado com criatividade pela sua realizadora, que tem insights muito bons sobre nossa história atual. É verdade que o longa peca na sua execução com uma narrativa que por vezes emperra e não consegue acompanhar suas ideias e que, a exceção do Zé Macaco de Matheus Nachtergaele, é repleta de personagens que não mobilizam tanto o interesse do espectador, mas não há como negar que Renata Pinheiro realizou uma obra das mais importantes ao falar como poucas de maneira tão precisa e completa sobre nossa realidade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Renata Pinheiro</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Matheus Nachtergaele, Okado do Canal, Jules Elting</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/NzkClzpqMuo" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-carro-rei/">Crítica: Carro Rei</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-carro-rei/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>10º Olhar de Cinema: Carro Rei</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/10o-olhar-de-cinema-carro-rei/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/10o-olhar-de-cinema-carro-rei/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Oct 2021 20:23:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[10º Olhar de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[10º OLHAR DE CINEMA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURITIBA]]></category>
		<category><![CDATA[Carro Rei]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Matheus Nachtergaele]]></category>
		<category><![CDATA[Olhar de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Renata Pinheiro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=14664</guid>

					<description><![CDATA[<p>Entre crises familiares, financeiras e a exploração das relações humanas, Carro Rei se vale também de uma fantasia em seu plot para fomentar as discussões que deseja promover. Colocando o seu protagonista, Uno (Luciano Pedro Jr.), como alguém que consegue se comunicar com automóveis, a trama gira em torno de como a descoberta do poder de comunicação e interação com os carros pode afetar toda uma população. Contudo, mais do que isso, o filme parece desejar investigar as reações do [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/10o-olhar-de-cinema-carro-rei/">10º Olhar de Cinema: Carro Rei</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre crises familiares, financeiras e a exploração das relações humanas, <strong><em>Carro Rei</em></strong> se vale também de uma fantasia em seu plot para fomentar as discussões que deseja promover. Colocando o seu protagonista, Uno (Luciano Pedro Jr.), como alguém que consegue se comunicar com automóveis, a trama gira em torno de como a descoberta do poder de comunicação e interação com os carros pode afetar toda uma população.</p>
<p>Contudo, mais do que isso, o filme parece desejar investigar as reações do jovem Uno diante de todos os elementos que o circundam. Seja com seu pai marrento (Adélio Lima) ou Zé (Matheus Nachtergaele), seu peculiar tio, Uno se vê aflito entre as escolhas que gostaria de tomar, o futuro que já parece estar traçado para ele, bem como o fato de que ele conversa com veículos, desde a infância.</p>
<p>Neste jogo entre trabalhar as etapas de amadurecimento e relação de Ninho com o mundo e apresentar esta espécie de distopia tecnológica, na qual carros planejam dominar os humanos, o longa-metragem acaba por não conseguir equilibrar narrativamente tudo que ele convoca. Isto porque são postas diversas subtramas, junto com o desenvolvimento da premissa principal. Desta maneira, são muitos conflitos, enlaces e desenlaces para dar conta.</p>
<p>Com isso, a jornada de Uno é truncada e os coadjuvantes do longa ficam planificados. Suas questões e sentimentos soam rasos, pois não foram destrinchadas. Este fator compromete o caminhar da produção e, principalmente, o espaço de Uno, que fica refém da ação de todos que estão à sua volta. Passivo diante de tudo que ocorre e mudando de motivações a cada sequência, a sensação que o espectador pode ter é a de que a sessão vai se arrastando e dando voltas até chegar, finalmente, no seu ponto principal.</p>
<p>Apenas no terceiro ato, depois de terem sido expostos retalhos de acontecimentos, com um Uno perdido, a exibição parece se encontrar e se encaminhar para seu desfecho com uma coerência maior. Ainda assim, figuras como Zé – que conta com uma atuação afinada de Nachtergaele – ficam soltas, sem ganhar um sentido mais palpável para existirem na obra. Talvez, a maior impressão que fique sobre <strong><em>Carro Rei</em></strong> é uma vontade de imprimir imagens e textos <em>cool</em> apenas.</p>
<p>A direção de Renata Pinheiro (<em>Açúcar</em>) e a fotografia de Fernando Lockett (<em>Oscuro Animal</em>) são coesas e causam um efeito impactante em algumas cenas, como no momento em que todes são convocades para ir de encontro ao sistema político, que está proibindo a circulação de carros antigos. A escolha de temperaturas mais frias, na maior parte da projeção, em um longa com momentos de tanta passionalidade das personagens, por exemplo,  é uma estratégia que acrescenta a construção de atmosfera e fomenta traços de personalidades daqueles indivíduos presentes ali.</p>
<p>Esta é um tipo de pista que irá ser revelada posteriormente, algo que mostra para o público os traços maiores e menos de ganância dos indivíduos. Além disso, a ingenuidade e sensibilidade de Uno e seus colegas de faculdade são vistas não apenas nos diálogos, de forma passageira, mas nas cores mais quentes, que surgem na tela de quando em quando, e nas locações com a presença forte da natureza.</p>
<p>Entre árvores, plantas, flores e água que sai da mangueira, a juventude trazida no filme é como um respiro dentro daquele contexto de ambição incisiva. Assim, entre falhas e acertos, <strong><em>Carro Rei</em></strong> peca por não saber direcionar a boa história que possuía nas mãos. Apesar de conter aspectos visuais cativantes, ele não consegue se safar de ser uma experiência cansativa, perdida e morna.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Renata Pinheiro</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Luciano Pedro Jr.,  Matheus Nachtergaele, Adélio Lima</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/oWvdJ4HjUmY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/10o-olhar-de-cinema-carro-rei/">10º Olhar de Cinema: Carro Rei</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/10o-olhar-de-cinema-carro-rei/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
