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	<title>Arquivos Regina King - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Regina King - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Shirley para Presidente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Apr 2024 16:49:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Previsto para ser lançado no segundo semestre de 2023, a tempo da última temporada de premiações, o drama biográfico Shirley para Presidente finalmente chega ao catálogo da Netflix. O longa narra parte da trajetória de Shirley Chisholm, pioneira na política estadunidense ao ter sido a primeira mulher negra eleita para o Congresso dos EUA no final da década de 1960. Shirley também foi a primeira mulher negra a disputar uma prévia do partido democrata para a presidência dos EUA. O longa de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-original-attrs="{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}">Previsto para ser lançado no segundo semestre de 2023, a tempo da última temporada de premiações, o drama biográfico <strong><i>Shirley para Presidente</i></strong> finalmente chega ao catálogo da Netflix. O longa narra parte da trajetória de Shirley Chisholm, pioneira na política estadunidense ao ter sido a primeira mulher negra eleita para o Congresso dos EUA no final da década de 1960. Shirley também foi a primeira mulher negra a disputar uma prévia do partido democrata para a presidência dos EUA. O longa de John Ridley (de <i>Jimi: Tudo a meu Favor</i>) cobre especificamente o ano de 1972, quando Shirley disputou a vaga nas eleições presidenciais.</p>
<p data-original-attrs="{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}">Ridley tem uma importante aliada para contar a história de Chisholm nas telas, a atriz e produtora do filme Regina King, vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante em 2019 por <i>Se a Rua Beale falasse</i>. No centro dessa cinebiografia, Regina King é o motor dessa história, preservando a fidelidade do espectador na narrativa mesmo em momentos nos quais o projeto perde o fôlego por conta da sua estrutura burocrática. Em <strong><i>Shirley para Presidente</i></strong>, Regina King tem uma daquelas performances nas quais a atriz praticamente desaparece na pele da sua própria personagem.</p>
<p data-original-attrs="{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}">Olhando de fora, <strong><i>Shirley para Presidente</i></strong><i> </i>soa como um daqueles projetos dos anos 2000 que preenchiam as grades da HBO<i>. </i>A produção original da Netflix parece uma daquelas cinebiografias de figuras da política estadunidense produzidas pelo canal que contextualizavam momentos históricos importantes para a democracia do país. Como narrativa fílmica, o longa de Ridley não alça voos mais ambiciosos, privilegiando planos fechados e grandes disputas de diálogos entre os seus personagens, preferencialmente, em cenários fechados, como escritórios e uma sala de estar, soando como um projeto que obedece a marcações de antigas produções televisivas.</p>
<p data-original-attrs="{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17896" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-11.png" alt="Shirley para Presidente" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-11.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-11-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-11-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-11-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p data-original-attrs="{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}">A narrativa de <strong><i>Shirley para Presidente</i></strong><i> </i>também segue uma estrutura burocrática, obedecendo a uma cronologia de eventos na vida da biografada. É certo que eventualmente a história foge de obviedades e tem consciência da necessidade de estabelecer recortes nesse relato. É bem interessante como a partir do caso de Chisholm o filme consegue dimensionar o racismo e o machismo da política dos EUA, trazendo discussões como a dificuldade que Shirley passava para ser aceita entre mulheres e a comunidade negra do país, quando era evidente que a deputada era a única porta-voz desses grupos em Washington. Além disso, também é pertinente como o filme compreende a trajetória da personagem e destaca como a mesma foi sabotada pelo discurso derrotista de que não valia a pena investir esforços em sua campanha pois era uma batalha vencida desde o primeiro instante.</p>
<p data-original-attrs="{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}">O triunfo de <strong><i>Shirley para Presidente</i></strong><i> </i>é mesmo a atuação de Regina King. Entregando mais uma interpretação poderosa, a atriz consegue sublinhar a força de Shirley em sua fala mansa e seus gestos afetuosos, da mesma forma como, em razão de segundos, encontra a eloquência e a firmeza das suas impressionantes performances no palanque, sempre exibindo uma retórica invejável repleta de honestidade.  Assim, o filme acaba sendo mais um daqueles casos que se sustenta pela interpretação <i>tour de force </i>da sua protagonista, com alguns pontuais acertos de escolha do roteiro na abordagem da história da personagem biografada.</p>
<p><strong>Direção:</strong> John Ridley</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Regina King, Lance Reddick, Terrence Howard</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Ve5Q_9sId40?si=5Z3HCdnJgr2vMks_" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: One Night in Miami (Prime Video)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Jan 2021 19:21:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Narrando uma noite fictícia entre Malcom X (Kingsley Bem-Adir), Muhammad Ali (Eli Goree), Jim Brown (Aldis Hodge) e Sam Cooke (Leslie Odom Jr), One Night in Miami é baseado na peça homônima de Kemp Powers (Soul), que também assina o roteiro do filme. Ambientando o espectador na realidade das personagens centrais, o ritmo do longa-metragem vai se assentando aos poucos. Há uma sensação de que a obra busca preparar o público para este encontro específico. Através desta demonstração das situações [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Narrando uma noite fictícia entre Malcom X (Kingsley Bem-Adir), Muhammad Ali (Eli Goree), Jim Brown (Aldis Hodge) e Sam Cooke (Leslie Odom Jr), <strong><em>One Night in Miami</em></strong> é baseado na peça homônima de Kemp Powers (<em>Soul</em>), que também assina o roteiro do filme. Ambientando o espectador na realidade das personagens centrais, o ritmo do longa-metragem vai se assentando aos poucos. Há uma sensação de que a obra busca preparar o público para este encontro específico.</p>
<p>Através desta demonstração das situações iniciais de Malcom, Ali, Jim e Sam, os embates e histórias contadas posteriormente ganham um sentido mais firme, pois há uma aproximação de quem assiste com as personalidades, lutas e perspectivas de cada um. Kemp Powers acerta ao trazer um roteiro amarrado e conciso, fechando os ciclos de cada premissa exposta durante a projeção. A estrutura de apresentação também se repete no final, quando o que ocorre com estes amigos após a reunião é revelado.</p>
<p>Esta dinâmica é favorecida pela habilidade do elenco em emular bem uma conexão prévia entre o grupo. Há uma química forte entre o quarteto em <em><strong>One Night in Miami</strong> </em>e isto é impresso com movimentações, pausas e olhares trocados por eles. A compreensão e os aborrecimentos que possuem uns com os outros se tornam mais palpáveis, porque uma espécie de narrativa prévia é impressa tanto no textualmente como no extra texto. O fato deles se conhecerem a um tempo fica nítido nas interpretações. Há uma consciência dos intérpretes em pôr em seus papéis este passado que parece tão marcante para todos ali.</p>
<p>Outro elemento que salienta ainda mais esta unidade da produção é a direção de Regina King (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-se-a-rua-beale-falasse/" target="_blank" rel="noopener"><em>Se a Rua Beale Falasse</em></a>). A mise-en-scène contribui não apenas para o aumento da intimidade do quarteto e esta ligação que eles têm, como dita o tempo e as velocidades da cena, elevando a imersão na trama. O ápice de todos estes fatores é o momento do terraço, no qual os diálogos, combinados com as marcações e enquadramentos, trazem o auge das emoções das personagens, com urgências, paixões e sentimentos expostos.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13696" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/one_night_in_miami_ONIM_D25_0077RC_rgb.0.jpg" alt="One Night in Miami" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/one_night_in_miami_ONIM_D25_0077RC_rgb.0.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/one_night_in_miami_ONIM_D25_0077RC_rgb.0-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/one_night_in_miami_ONIM_D25_0077RC_rgb.0-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/one_night_in_miami_ONIM_D25_0077RC_rgb.0-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O uso da técnica do audiovisual chega de maneira habilidosa, fazendo  com que o longa seja uma experiência estética intensa. Contudo, o discurso transmitido por ele é, sem dúvidas o seu ponto alto. Os posicionamentos de Malcom entram em conflito com os de Sam, Jim e Ali e nestas discussões surgem quase aulas sobre a militância e o movimento negro. Ao mesmo tempo em que as distintas formas de pensar do quarteto expandem os múltiplos direcionamentos que a população negra pode e/ou acaba precisando seguir, a ideologia de Malcom X é reafirmada, ainda que colocada como uma maneira de pensamento e não a exclusiva.</p>
<p>Entre as escolhas e renúncias, existe uma amplitude de existências de trajetórias e a exposição de como o racismo é forte e presente, independentemente do sucesso e dos caminhos selecionados. Há luta e resistência que transbordam nos quatro, mas as dificuldades e preconceitos vêm e complementam os textos ditos nas conversas deles. Existem dois exemplos fortes que ilustram esta característica. O primeiro é a performance de Sam no Copacabana e a reação da plateia branca ao vê-lo cantar. Parte vai embora, outra cochicha e faz expressão de descontentamento. O segundo é o encontro de Ali com Mr. Carlton (Beau Bridges). Quando o rapaz faz uma visita para o aparente amigo, ele recebe a informação de que não pode entrar na casa dele, porque é negro. São momentos intensos, que denunciam racismos escancarados, seja em uma vivência cotidiana da vida pessoal ou profissional.</p>
<p>Apesar de toda qualidade presente aqui, <em><strong>One Night in Miami</strong></em> peca por não saber manter toda esta construção e atmosfera criada durante a exibição. Ainda que redondo, o enredo se perde em certos momentos, como nas sequências que acontecem antes e depois da ida de Sam e Ali para uma lojinha onde compram bebidas. Além disso, os <em>subplots</em> não conseguem ter tempo para se desenvolver e alguns saltos precisam ser feitos, como a transição de Muhammad Ali, que adota este nome apenas no final da obra, tornando-se mulçumano.</p>
<p>A discussão da sua mudança de religião está presente o tempo inteiro. No entanto, quando ele está tão cheio de dúvidas na maior parte do longa que a sua batida de martelo sobre a transição religiosa soa repentina. Um pouco antes do desfecho, que encerra bem a trama, há também uma ausência em concluir a interação entre os quatro amigos, o que poderia ser positivo por deixar em aberto os atritos entre eles, mas que não contribui tanto para estes relacionamentos expostos ali.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Regina King</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Kingsley Bem-Adir, Eli Goree, Aldis Hodge</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/44ebWlTv49M" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial Oscar 2019: Melhor Atriz Coadjuvante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Feb 2019 15:08:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Coisa de Cinéfilo está reunindo as principais categorias de indicações do Oscar 2019 e fazendo uma breve análise sobre os concorrentes. Por aqui, olho de perto as cinco atrizes que disputam a estatueta dourada na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante, sendo elas: Marina de Tavira, por Roma; Emma Stone e Rachel Weisz, por A Favorita; Regina King, por Se a Rua Beale Falasse e Amy Adams, por Vice. A categoria de coadjuvante é importante pois oferece suporte fundamental para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Coisa de Cinéfilo está reunindo as principais categorias de indicações do Oscar 2019 e fazendo uma breve análise sobre os concorrentes. Por aqui, olho de perto as cinco atrizes que disputam a estatueta dourada na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante, sendo elas: Marina de Tavira, por <em>Roma</em>; Emma Stone e Rachel Weisz, por <em>A Favorita</em>; Regina King, por <em>Se a Rua Beale Falasse</em> e Amy Adams, por <em>Vice</em>.</p>
<p>A categoria de coadjuvante é importante pois oferece suporte fundamental para os papéis principais. São elas que vão ajudar a tecer a trama e conduzir a história para onde ela deve caminhar. A maioria das atrizes em questão o fazem tão bem que, em alguns momentos, conseguem brilhar mais que os protagonistas, presenteando os espectadores com grandes atuações.</p>
<p>Com estilos de filmes bem diferentes (com exceção de Stone e Weisz que estão concorrendo pelo mesmo longa), as atrizes nos apresentam atuações muito distintas e contundentes. O perfil de mulheres fortes, no entanto, é um ponto comum entre todas. Suas personagens são precisas, articuladoras, humanas, vorazes e descobrem, ao longo das histórias, toda a força que carregam em si. Por isso, essa é uma categoria que merece muito a atenção do espectador, pelo alto nível dos trabalhos.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9982" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/roma-1.jpg" alt="Marina de Tavira" width="610" height="348" /><br />
<strong>5 &#8211; Marina de Tavira, por Roma</strong><br />
A atriz Marina de Tavira é a concorrente de Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme <em>Roma</em>, um dos mais fortes da premiação. Ela, no entanto, é o ponto mais fora da curva desta categoria, deixando alguns críticos intrigados com a sua nomeação. Marina interpreta a patroa no longa citado e tem uma progressão interessante na trama, saindo da mulher iludida para aquela que percebe a sua força e passa a mandar na situação. A questão, no entanto, é que não é uma atuação memorável ou de grande destaque. O filme <em>Roma</em>, como um todo, não favorece os atores, já que o foco é mesmo na incrível direção de Alfonso Cuarón. E se a protagonista já deixa a dúvida se realmente merecia a indicação, a coadjuvante certamente não deveria estar nesta posição. Soa mais como um <em>hype</em> da academia que realmente gostou muito do filme e quis incluí-lo em tudo que podia.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9983" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/005_tf_03726.jpg" alt="Emma Stone" width="610" height="348" /><br />
<strong>4 &#8211; Emma Stone, por A Favorita</strong><br />
Emma Stone surge como uma das concorrentes do filme <em>A Favorita</em> nesta categoria de Melhor Atriz Coadjuvante. Ela interpreta Abigail, uma jovem de origem humilde e alpinista social que vai construindo seu caminho no palácio da rainha Ana e ganhando notoriedade. Esperta e ambiciosa, logo ela começa a criar problemas que vão trazer algum benefício para si. Emma está em um bom momento de sua carreira, vindo de longas como <em>Guerra dos Sexos</em> e <em>La La Land &#8211; Cantando Estações</em>, além de já acumular, aos 30 anos, diversas indicações em premiações importantes. No entanto, seu papel em <em>A Favorita</em>, embora muito bom e preciso, tem muito de sua personalidade. Somos lembrados o tempo todo de que é Emma Stone interpretando aquela personagem. E por isso, coloco ela na 4ª posição na corrida pelo Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Seria preciso diversificar um pouco mais seu estilo de atuação para conquistar ainda mais o espectador.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9984" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/0045474.jpg" alt="Regina King" width="610" height="348" /><br />
<strong>3 &#8211; Regina King, por Se a Rua Beale Falasse</strong><br />
A atriz Regina King interpreta a mãe dedicada e forte da protagonista de <em>Se a Rua Beale Falasse</em>, um longa que fala sobre o racismo presente na sociedade, dando foco em um período pesado dos Estados Unidos. King está completamente de corpo e alma no papel, brilhando em cada cena que aparece e ajudando a conduzir a trama. Ela é sofrida e forte, ao mesmo tempo. Daqueles personagens que passam por momentos difíceis, mas não se deixam abalar a maior parte do tempo. Ela ganhou, inclusive, o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante no início do ano pelo papel. O que a faz descer um pouco na minha lista é o tempo em tela. Por mais incrível que seja sua atuação, Regina some boa parte do filme e até mesmo suas cenas são breves. Talvez, se somar o tempo, ela não tenha mais de 10 minutos no total. A sensação que fica para o espectador é &#8220;quero mais&#8221;, &#8220;preciso de mais&#8221;. Embora ainda acredito que ela seja uma forte concorrente e tenha chances reais de ganhar, por aqui eu vejo por bem colocá-la na terceira posição.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9985" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/0353335.jpg" alt="Amy Adams" width="610" height="348" /><br />
<strong>2 &#8211; Amy Adams, por Vice</strong><br />
A candidata ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante do filme <em>Vice</em> é Amy Adams. No longa que conta a história de Dick Cheney, ex-vice presidente dos Estados Unidos na época de George W. Bush, ela interpreta a esposa do político. Muito além de uma companheira, Lynne Cheney é uma articuladora voraz e tem protagonismo importante na história. Adams confere seu tom ao papel, mas dando espaço suficiente para que a personagem da vida real se manifeste. Este não é o melhor papel de sua carreira, é verdade, mas isso não tira o brilho do que nos foi apresentado. Amy está completa como Lynne e funciona ainda melhor como parceira em tela de Christian Bale, que vive Dick nas telonas. A evolução da personagem na trama é ótima de se acompanhar, tornando-a uma boa candidata ao prêmio.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9986" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/the-favourite-trailer-yogos-lanthimos-rachel-weisz-copy.jpg" alt="Rachel Weisz" width="610" height="348" /><br />
<strong>1 &#8211; Rachel Weisz, por A Favorita</strong><br />
No longa <em>A Favorita</em>, a atriz Rachel Weisz interpreta Lady Sarah, uma duquesa influente e braço direito da rainha Ana &#8211; vivida por Olivia Colman -, que manipula a monarca em benefício próprio, além de nutrir um sentimento profundo de amor pela mesma. Weisz, que é a segunda concorrente do longa, está em um dos seus melhores papéis. Ela consegue criar todos os tipos de sentimentos no espectador, que a ama e a odeia na mesma proporção. A medida que a personagem evolui e vai mostrando suas camadas, vemos a fragilidade e força da mesma. Somos presenteados a todos os momentos com grandes cenas e uma atuação impecável. Embora não seja exatamente a favorita a ganhar a estatueta nesta categoria, Rachel se mostra a maior merecedora, por um trabalho forte, contundente e sem arestas. Seria uma escolha honrosa da Academia.</p>
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		<title>Crítica: Se a Rua Beale Falasse</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Feb 2019 19:51:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Se a Rua Beale Falasse chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 07 de fevereiro, com três indicações ao Oscar 2019 &#8211; Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Atriz Coadjuvante (Regina King) e Melhor Trilha Sonora Original. Com um resultado cuidadoso e profundo de questões sociais e emocionais, logo o espectador sente falta da indicação merecida de Melhor Filme. O longa, baseado no romance de James Baldwin, conta a história de Tish, uma jovem negra que descobre que está grávida do namorado que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Se a Rua Beale Falasse</strong></em> chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 07 de fevereiro, com três indicações ao Oscar 2019 &#8211; Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Atriz Coadjuvante (Regina King) e Melhor Trilha Sonora Original. Com um resultado cuidadoso e profundo de questões sociais e emocionais, logo o espectador sente falta da indicação merecida de Melhor Filme.</p>
<p>O longa, baseado no romance de James Baldwin, conta a história de Tish, uma jovem negra que descobre que está grávida do namorado que acabou de ser preso. Junto com a sua família e a dele, ela luta para provar a inocência do rapaz, que foi incriminado injustamente.</p>
<p><em><strong>Se a Rua Beale Falasse</strong></em> é, antes de qualquer coisa, uma história de amor. Amor não apenas aquele romântico entre um casal &#8211; embora tenhamos muito disso &#8211; mas amor nas relações, sejam elas de amizade ou de família. Toda essa percepção traz uma conotação muito mais suave na pesada temática de racismo que é inserida pela trama.</p>
<p>O diretor Barry Jenkins foi o responsável por <em>Moonlight: Sob a Luz do Luar</em>, que em 2017 foi indicado a diversos prêmios e ganhou três estatuetas no Oscar &#8211; Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Ator Coadjuvante (Mahershala Ali). Trazendo mais uma vez a temática do racismo para suas produções, Jenkins consegue apresentar um trabalho ainda superior ao seu antecessor.</p>
<p>Se em <em>Moonlight: Sob a Luz do Luar</em> o espectador já conseguia se envolver com a história e com os personagens, em <strong><em>Se a Rua Beale Falasse</em></strong> é como se você fizesse parte da trama. A capacidade notável de cada cena em passar a emoção que está sendo vivenciada, a angústia, o amor, o desespero, traz o espectador ainda mais para perto da narrativa.</p>
<p>Com um excelente roteiro como plano de fundo, a junção com a fotografia e figurino torna a experiência muito mais palpável. Somos apresentados ao estilo da época de maneira contundente, o que ajuda a definir a personalidade dos personagens, muito além de suas posições sociais. O filme faz questão de mostrar que aquele discurso de preconceito de que &#8220;a pessoa estava mal vestida&#8221; não tem espaço nesta discussão, que é muito mais profunda e acertada.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9904" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/2548696.jpg" alt="Se a Rua Beale Falasse" width="610" height="348" /></p>
<p>Para coroar essa combinação visual, temos uma das melhores trilhas sonoras dentre os indicados ao Oscar deste ano. O jazz que surge em muitos momentos marca não apenas as fases dos personagens, como suas emoções. O espectador vai sendo guiado de maneira muito sincera e sem exageros por todas as sensações que são experienciadas pelos personagens. E este fator é determinante no envolvimento que citei anteriormente.</p>
<p>Jenkins brinca com a câmera completamente ao seu favor. Embora alguns atores não tenham tanto tempo em tela para mostrar seu trabalho, o diretor faz um uso tão acertado dos enquadramentos que temos presentes como a atuação de Regina King. Ela surge em pouco tempo de trama, mas o suficiente para lhe render a indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Fica, inclusive, um gosto de quero mais que infelizmente não foi suprido.</p>
<p>Dos protagonistas KiKi Layne e Stephan James, presenciamos uma química indiscutível. Os dois conseguem criar exatamente a dinâmica necessária para criar a empatia do público, que sente a dor e o amor que flui entra ambos. O elenco coadjuvante também não deixa por menos, com destaque para a irmã vivida por Teyonah Parris e Colman Domingo, no papel do pai. Os dois também sofrem do problema de pouco tempo em tela.</p>
<p>A escolha de trazer como foco na trama o drama pessoal e a questão social envolvida foi mais que acertada. Não é pertinente, naquele contexto, entender os rumos policiais da história. O espectador quer entender o que aquilo pode repercutir naquela família e naquele casal.</p>
<p>Em <strong><em>Se a Rua Beale Falasse</em></strong>, Jenkins nos apresenta um trabalho ainda mais lapidado e envolvente que <em>Moonlight: Sob a Luz do Luar</em>. A crítica social envolta na poesia de um romance e sua ótima trilha sonora faz o espectador se envolver emocionalmente com os personagens, tanto quanto o faz refletir sobre o racismo nos tempos atuais.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/t6Bt-QLPJa0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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