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	<title>Arquivos Regina Casé - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Dona Lurdes &#8211; O Filme</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Apr 2024 00:58:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A ideia de spin-offs de telenovelas brasileiras já foi executada em alguns momentos com relativo sucesso comercial, como foi o caso de Crô: O Filme e Giovanni Improtta, o primeiro ganhou até uma continuação. Dona Lurdes &#8211; O Filme junta-se aos dois títulos anteriormente citados, só que aqui, ao invés de figuras coadjuvantes nas tramas dos seus respectivos folhetins, estamos falando de uma das protagonistas da novela Amor de Mãe, lançada na Rede Globo em 2019 e continuada apenas em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A ideia de spin-offs de telenovelas brasileiras já foi executada em alguns momentos com relativo sucesso comercial, como foi o caso de Crô: O Filme e Giovanni Improtta, o primeiro ganhou até uma continuação. <em><strong>Dona Lurdes &#8211; O Filme</strong></em> junta-se aos dois títulos anteriormente citados, só que aqui, ao invés de figuras coadjuvantes nas tramas dos seus respectivos folhetins, estamos falando de uma das protagonistas da novela Amor de Mãe, lançada na Rede Globo em 2019 e continuada apenas em 2021 pela emissora em razão da pandemia.</p>
<p><em><strong>Dona Lurdes &#8211; O Filme</strong></em> dá continuidade à história da personagem-título interpretada por Regina Casé como uma amálgama da maternidade. No filme, Lurdes tem que lidar com a propagada &#8220;síndrome do ninho vazio&#8221;, quando o único filho que ainda vivia com ela se despede  da mãe para morar sozinho. A partir de uma relação que Lurdes constrói com Zuleide (Arlete Salles), sua nova vizinha, ela tenta procurar um sentido para sua nova vida e isso inclui um novo parceiro. É então que, em um forró, ela conhece Mário Sérgio (Evandro Mesquita), um homem sozinho como ela que também está à procura de um novo significado para sua vida.</p>
<p><em><strong>Dona Lurdes &#8211; O Filme </strong></em>é roteirizado por Manuela Dias, autora de Amor de Mãe, e tem a direção de Cristiano Marques, um dos diretores da telenovela. Tanto Marques quanto Dias se esforçam bastante para evitar que <em>Dona Lurdes &#8211; O Filme</em> passe aquela impressão de especial de TV  que acabou parando na tela grande. O filme acaba ganhando uma certa autonomia quando encontra um arco para personagem, ainda que seja refém de alguns cacoetes comuns a esse tipo de projeto, como a inserção de personagens da novela que não movem muito a história, mas que estão ali por alguma razão afetiva, como é o caso de Sandro, interpretado por Humberto Carrão, e Durval de Enrique Diaz, além, claro, da participação musical de artistas populares, no caso, João Gomes. Mesmo com todas essas distrações, que surgem em razão do filme ter que atender às demandas comerciais que o originaram, <em>Dona Lurdes &#8211; O Filme</em> consegue ter muitas virtudes.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17926" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image-2.png" alt="Dona Lurdes - O Filme" width="751" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image-2.png 751w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image-2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image-2-610x406.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image-2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 751px) 100vw, 751px" /></p>
<p>A força-motriz do projeto é mesmo o retorno da personagem-título, uma criação impecável que é fruto da parceria entre Manuela Dias e Regina Casé. Desde a TV, Lurdes é uma personagem que transborda carisma na tela. A maior virtude (e a &#8220;chave do sucesso&#8221;) do trabalho de Dias e Casé com essa personagem é inserir elementos de humor em uma mulher que vive dramas e dilemas críveis. Lurdes nunca foi uma personagem de sitcom na novela e ela não o é no filme, ainda que este tenha uma abordagem mais leve do que Amor de Mãe. Em Amor de Mãe, Casé fez de Lurdes uma síntese da mãe brasileira, tornando o humor parte da experiência daquela mulher, mas não a sua comunicação dominante com o público. Lurdes é espirituosa e tem algumas &#8220;tiradas&#8221; espontâneas, mas comove as plateias com sua simplicidade e sua genuína dedicação aos filhos, é uma figura complexa, de &#8220;carne e osso&#8221; e que conquista a simpatia do público instantaneamente.</p>
<p><em><strong>Dona Lurdes &#8211; O Filme</strong></em> sai melhor do que a mais pessimista das suas expectativas. A princípio todos temiam por um spin-off mal feito, que exploraria de maneira forçada a continuidade de uma história cujo desfecho já fora cravado na televisão. Não estamos diante de uma joia do nosso cinema, mas <em>Dona Lurdes &#8211; O Filme</em> encontra formas genuínas de manter o legado da personagem, oferecendo uma obra popular que não subestima a sensibilidade do seu espectador.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Cristiano Marques, José Luiz Villamarim</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Regina Casé, Evandro Mesquita, Arlete Salles</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Iey0SFyUxCk?si=YU8puI6nT2ibK8Bn" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Ministério da Cultura escolhe Que horas ela volta? para representar o Brasil no Oscar 2016</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2015 15:39:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Premiações]]></category>
		<category><![CDATA[Anna Muylaert]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2016]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já foi batido o martelo! O Ministério da Cultura escolheu o longa Que horas ela volta?  de Anna Muylaert para representar o Brasil na campanha de &#8220;melhor filme estrangeiro&#8221; no Oscar 2016. A recepção do filme fora do país já indicava que ele seria a escolha da comissão responsável pela decisão, mas faltava a palavra final do próprio MinC, que já foi responsável por algumas escolhas questionáveis no passado (como escolher O Ano em que meus pais saíram de férias no lugar do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/regina-case-e-michel-joelsas-em-cena-de-que-horas-ela-volta-1421924986955_956x5001.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3577" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/regina-case-e-michel-joelsas-em-cena-de-que-horas-ela-volta-1421924986955_956x5001-620x324.jpg" alt="regina-case-e-michel-joelsas-em-cena-de-que-horas-ela-volta-1421924986955_956x500" width="620" height="324" /></a></p>
<p>Já foi batido o martelo! O Ministério da Cultura escolheu o longa<strong> <em>Que horas ela volta? </em></strong> de Anna Muylaert para representar o Brasil na campanha de &#8220;melhor filme estrangeiro&#8221; no Oscar 2016.</p>
<p>A recepção do filme fora do país já indicava que ele seria a escolha da comissão responsável pela decisão, mas faltava a palavra final do próprio MinC, que já foi responsável por algumas escolhas questionáveis no passado (como escolher <em>O Ano em que meus pais saíram de férias </em>no lugar do badalado <em>Tropa de Elite</em>).</p>
<p>Muita gente pode estar cética quanto a entrada do filme no Oscar pois faz muitos anos que o Brasil não participa da festa com um longa-metragem (a última vez foram as 4 indicações recebidas por <em>Cidade de Deus </em>no Oscar de 2004). No entanto, é preciso salientar que fazia anos que não víamos uma campanha tão favorável a um filme brasileiro no Oscar. Alguns dos veículos mais importantes dos EUA são só elogios ao filme de Muylaert, coisa que não aconteceu com longas de grande repercussão aqui no país e também foram escolhidos como representantes brasileiros nas premiações, os casos de <em>Tropa de Elite 2</em>, <em>O Som ao Redor </em>e <i>Hoje eu quero voltar sozinho</i>.</p>
<p>Até chegar a tão sonhada indicação de melhor filme estrangeiro, <em>Que horas ela volta? </em>passará por uma peneira que escolherá dez pré-candidatos no final desse ano, dai sim a Academia anuncia no início de 2016 os seus cinco escolhidos junto com as demais categorias do Oscar.</p>
<p>Falaremos ainda muito sobre esse filme por aqui. Fiquem ligados!</p>
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