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	<title>Arquivos Rebecca Ferguson - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Rebecca Ferguson - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Duna &#8211; Parte 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Feb 2024 12:56:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Existe uma responsabilidade &#8211; ou ao menos deveria existir &#8211; quando o assunto é um trabalho de adaptação. Ao falar de obras literárias de ficção (fantástica ou científica), onde a construção de universo é uma árdua missão, a realização desse processo adaptativo se torna ainda mais difícil. Denis Villeneuve já havia provado em Blade Runner 2049 (2017) que ele sabia como dar continuidade num universo sci-fi. A renovação trazida por ele é repleta de qualidades e por isso seu trabalho [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400">Existe uma responsabilidade &#8211; ou ao menos deveria existir &#8211; quando o assunto é um trabalho de adaptação. Ao falar de obras literárias de ficção (fantástica ou científica), onde a construção de universo é uma árdua missão, a realização desse processo adaptativo se torna ainda mais difícil. Denis Villeneuve já havia provado em </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-blade-runner-2049/"><i><span style="font-weight: 400">Blade Runner 2049 (2017)</span></i></a><span style="font-weight: 400"> que ele sabia como dar continuidade num universo </span><i><span style="font-weight: 400">sci-fi</span></i><span style="font-weight: 400">. A renovação trazida por ele é repleta de qualidades e por isso seu trabalho em </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna/"><i><span style="font-weight: 400">Duna (2021)</span></i></a><span style="font-weight: 400"> foi admirável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A ideia de continuar uma história do escopo da adaptação de <strong><em>Duna</em></strong>, ainda sobre o primeiro livro, impressionou o público, mas Villeneuve não decepciona. O trabalho do diretor e roteirista canadense em </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400"> é ainda mais louvável. A sequência </span><i><span style="font-weight: 400">sci-fi</span></i><span style="font-weight: 400"> chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29) com a promessa de ser o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400">blockbuster</span></i><span style="font-weight: 400"> do ano. O novo longa-metragem consegue superar as expectativas (e seu antecessor) e leva o espectador numa odisseia espacial ainda mais estonteante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Como já foi visto inúmeras vezes ao decorrer da história do cinema, alcançar expectativas de filmes que se tornam uma espécie de ‘clássico instantâneo’ para o seu respectivo gênero é um desafio gigante. </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400">, contudo, vem na contramão disso. O segundo capítulo da saga </span><i><span style="font-weight: 400">sci-fi</span></i><span style="font-weight: 400"> interestelar é maior em escopo, qualidade e sensações. Tanto no que Villeneuve e seu colega de roteiro, Jon Spaihts (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho/"><i><span style="font-weight: 400">Doutor Estranho</span></i></a><span style="font-weight: 400"> e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-passageiros/"><i><span style="font-weight: 400">Passageiros</span></i></a><span style="font-weight: 400">, ambos de 2016), fazem ao criar saídas e novas rotas para a adaptação, como no empenho do diretor ao orquestrar essa odisseia espacial, existe uma condução de narrativa invejável no novo longa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Talvez o maior mérito de Denis Villeneuve seja este. Construir imagética e esteticamente um universo diferente de tudo já visto &#8211; e o fazer com qualidade técnica e artística &#8211; ao mesmo tempo que ele entrega um produto acessível e possível de alcançar uma bilheteria astronômica. O cineasta canadense justamente é capaz de unir o que alguns chamam de ‘cinema de arte’ com o popular </span><i><span style="font-weight: 400">blockbuster</span></i><span style="font-weight: 400">. E isso é fascinante sobre </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400">. O longa será capaz de abarcar um número imenso de espectadores com suas possibilidades narrativas, artísticas e técnicas.</span></p>
<figure id="attachment_17766" aria-describedby="caption-attachment-17766" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-17766" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6-750x500.jpg" alt="Duna: Parte 2 (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6.jpg 1053w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-17766" class="wp-caption-text">Timothée Chalamet e Austin Butler em cena de &#8216;Duna: Parte 2&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400">Ainda sobre essa colisão de mundos gerada pela produção, </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400"> também se torna um evento por envolver um tipo de projeto que há muito não se via &#8211; ao menos não com a dimensão da saga de Villeneuve. Talvez, na ficção, a última vez que o público vislumbrou algo dessa magnitude tenha sido com a saga </span><i><span style="font-weight: 400">Harry Potter (2001-2012)</span></i><span style="font-weight: 400"> ou </span><i><span style="font-weight: 400">Star Wars (1977-2019)</span></i><span style="font-weight: 400">. Em ambos os projetos, no entanto, nunca houve um processo autoral tão claro como em </span><b><i>Duna</i></b><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Continuando o olhar sob os aspectos técnicos de </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400"> que se destacam, é possível imaginar um futuro repleto de indicações em diversas categorias. O departamento de arte, fotografia, som e efeitos especiais são os principais motivadores desse resultado de tirar o fôlego. Hans Zimmer (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-sem-tempo-para-morrer/"><i><span style="font-weight: 400">007 &#8211; Sem Tempo para Morrer</span></i></a><span style="font-weight: 400">, de 2021) media o filme com sua trilha sonora epopeica. Para elevar o trabalho do compositor alemão, o restante do departamento de som constrói camadas sensoriais dessa jornada prometida de Paul Atreides. É inevitável não se arrepiar ao ver o personagem de Timothée Chalamet sendo aclamado pelos seus seguidores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Da mesma forma que o som, a composição visual encabeçada pela tríade fotografia, efeitos visuais e arte cria imagens surpreendentes. Seja no quesito construção de universo ou no fator de vislumbre, as três equipes formam imagens inesquecíveis sobre esse universo espacial ficcional idealizado por Frank Herbert. </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400"> é um presente aos olhos. Quanto maior a tela e melhor o som, a experiência se intensifica. Para a surpresa do público, a sequência <em>sci-fi</em> consegue entregar um trabalho técnico ainda mais impressionante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Não menos importante do que o texto, a técnica ou a direção, o elenco que compõe </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400"> completa essa ópera espacial perfeitamente conduzida. Os conhecidos nomes do primeiro filme, como Chalamet (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-wonka/"><i><span style="font-weight: 400">Wonka</span></i></a><span style="font-weight: 400">, de 2023), Zendaya (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-sem-volta-para-casa-sem-spoilers/"><i><span style="font-weight: 400">Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</span></i></a><span style="font-weight: 400">, de 2021), Rebecca Ferguson (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-missao-impossivel-acerto-de-contas-parte-1/"><i><span style="font-weight: 400">Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1</span></i></a><span style="font-weight: 400">, de 2023) e Javier Bardem (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-pequena-sereia/"><i><span style="font-weight: 400">A Pequena Sereia</span></i></a><span style="font-weight: 400">, de 2023), e as novas adições, como Austin Butler (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-elvis/"><i><span style="font-weight: 400">Elvis</span></i></a><span style="font-weight: 400">, de 2022), Florence Pugh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nao-se-preocupe-querida/"><em>Não Se Preocupe, Querida</em></a>, de 2022) e Christopher Walken, formam um elenco estelar. Essa reunião de talentos, assim como feita no longa anterior, eleva o projeto a um outro patamar com performances meticulosas e poderosas, como Butler interpretando Feyd-Rautha, o violento e cruel sobrinho do Barão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Essa união de fatores faz de </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400"> um filme fora da curva. Há muito que não se via uma construção de universo tão detalhada e rica como nesse projeto. Para além de conseguir transpor o mundo interestelar criado por Herbert, um dos maiores méritos de </span><b><i>Duna</i></b><span style="font-weight: 400"> é continuar se levando a sério e, por conta disso, manter a missão de sempre evoluir. A sequência é a prova desse compromisso orquestrado por Denis Villeneuve. O cineasta parece ter tido como meta criar uma odisseia espacial ainda maior, mais bela e impactante. E, com a </span><b><i>Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400">, ele foi capaz de realizar isso da forma mais impressionante possível.</span></p>
<p><strong>Direção:</strong> Denis Villeneuve</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Timothée Chalamet, Zendaya, Rebecca Ferguson, Josh Brolin, Austin Butler, Florence Pugh, Dave Bautista, Christopher Walken, Léa Seydoux, Stellan Skarsgård, Charlotte Rampling e Javier Bardem</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe width="750" height="500" src="https://www.youtube.com/embed/QqmbrvluQRA?si=OfC4g2nhRANkAzG9" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: Missão: Impossível &#8211; Acerto de Contas Parte 1</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jul 2023 19:22:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Missão: Impossível &#8211; Acerto de Contas Parte 1 é um dos filmes mais aguardados do ano e não é para menos. Uma franquia com tamanho equilíbrio como essa merece o nosso respeito. Afinal, são mais de 25 anos desde o lançamento do primeiro longa, lá em 1996, e Tom Cruise (Top Gun: Maverick) ainda consegue fazer com que Ethan Hunt seja um ótimo protagonista e líder de equipe. E sim, aqui eu vou enaltecer o ator porque ele é o [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-missao-impossivel-acerto-de-contas-parte-1/">Crítica: Missão: Impossível &#8211; Acerto de Contas Parte 1</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Missão: Impossível &#8211; Acerto de Contas Parte 1</strong></em> é um dos filmes mais aguardados do ano e não é para menos. Uma franquia com tamanho equilíbrio como essa merece o nosso respeito. Afinal, são mais de 25 anos desde o lançamento do primeiro longa, lá em 1996, e Tom Cruise (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-top-gun-maverick/"><em>Top Gun: Maverick</em></a>) ainda consegue fazer com que Ethan Hunt seja um ótimo protagonista e líder de equipe. E sim, aqui eu vou enaltecer o ator porque ele é o principal pilar que sustenta essa série de filmes.</p>
<p>Diferente do que outras franquias vem fazendo, especialmente as de super-herói, aqui na espionagem não existe pressa no lançamento dos filmes. Eles dão tempo ao tempo e, especialmente, ao espectador para digerir e começar a sentir falta daquela história. São 7 filmes em 27 anos, o que dá uma média de 1 filme a cada quase 4 anos. Ou seja, o roteiro consegue ser bem maturado, os fãs ficam ansiosos, Cruise consegue aprender novas habilidades mortais (vamos falar disso mais à frente). O compilado perfeito para um resultado que agrada.</p>
<p>Este longa, inclusive, vai muito além do agrado. Hunt agora lida com o perigo assombroso da Inteligência Artificial. É uma temática extremamente atual, especialmente agora que o público comum tem cada vez mais acesso a essa tecnologia. Então, a história por si só já nos atrai a todo instante. É um medo real e sensível que faz com que a gente conecte rapidamente a ficção com a realidade.</p>
<p>Logo então, ele parte para a perseguição de uma chave que é uma das chances que eles têm de destruir uma IA assustadora que consegue manipular completamente a realidade. E aí nós temos ação em cima de ação. Mas entenda: é diferente quando essa logística é feita a partir de um roteiro bem construído e uma direção acertada. Não é apenas uma junção de tiro, porrada e bomba aleatória para engrossar o tempo de tela. Todas as escolhas feitas ali têm um propósito. Aliás, o filme sustenta perfeitamente as 2h40 de duração.</p>
<p>Méritos ao diretor Christopher McQuarrie, também responsável pelos últimos dois longas da franquia, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-missao-impossivel-efeito-fallout/"><em>Missão: Impossível &#8211; Efeito Fallout</em></a> (2018) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-missao-impossivel-nacao-secreta/"><em>Missão: Impossível &#8211; Nação Secreta</em></a> (2015). A sua intimidade com o enredo claramente rendeu a ele a habilidade necessária para evoluir a trama, sem se perder no meio do caminho.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16920" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/MI7-05887R.jpg" alt="Missão: Impossível - Acerto de Contas Parte 1" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/MI7-05887R.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/MI7-05887R-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/MI7-05887R-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/MI7-05887R-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Em <strong><em>Missão: Impossível &#8211; Acerto de Contas Parte 1</em> </strong>todos os conflitos básicos que afetam o seu protagonista são permeados em algum momento. Ele lida com a incapacidade de proteger todas as pessoas que ama, enquanto é afundado em missões que não tem o menor controle. Seus amigos são sua única escapatória e é a eles que deve fidelidade acima de tudo. Benji (Simon Pegg, <em>Luck</em>) e Luther (Ving Rhames, <em>Missão Impossível &#8211; Efeito Fallout</em>) conseguem ser o alívio da trama, sem precisar carregar o peso na comédia.</p>
<p>Envolvendo o espectador em todos os momentos, o filme vai evoluindo na inserção de novos personagens, como é o caso de Grace (Hayley Atwell, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura/"><em>Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</em></a>). Ela surge como a atrapalhada ladra que está ali apenas para cumprir um serviço e acaba imersa em uma trama muito mais complexa do que imagina. A sua falta de habilidade com lutas é esquecida por sua extrema capacidade de roubas coisas, sem que as pessoas percebam. Bom acréscimo à franquia.</p>
<p>Mas precisamos enaltecer, claro, Tom Cruise. O homem é uma máquina. Toda a sua dedicação de bastidores transborda em cena e, arrisco dizer, é o que sustenta a grandiosidade desta franquia até hoje. Para quem não sabe, ele praticamente não utiliza dublês nas gravações. Isso significa, então, que quando ele se joga de um penhasco, é realmente o ator que está fazendo isso. Essas cenas, por sinal, são os momentos mais eletrizantes do filme, principalmente para quem sabe deste detalhe.</p>
<p>A dedicação dele em aprender novas habilidades para que seu personagem fique o mais real e palpável possível se traduz em cenas bem orquestradas de lutas, um envolvimento convincente, uma excitação completamente justificada. Não há como não respeitar Cruise como o ator fantástico que ele é.</p>
<p><em><strong>Missão: Impossível &#8211; Acerto de Contas Parte 1</strong></em> é uma verdadeira enxurrada de adrenalina para os fãs mais ávidos e ainda consegue fazer isso da maneira mais equilibrada e menos cansativa possível. Quem nunca viu os longas anteriores, vai curtir. E ele ainda consegue finalizar com dignidade, dando um encerramento e abertura de continuação para a Parte 2, que só será lançada no ano que vem. É uma maestria que poucos conseguem fazer.</p>
<p>Sustentar essa qualidade de filmes durante tantos anos é tarefa para poucos e arrisco dizer que esse é, provavelmente, o melhor filme da franquia, talvez perdendo apenas para o primeiro, por conta do senso de novidade. Vale ver mais de uma vez e você ainda ficará com o gostinho de querer rever a franquia desde o começo!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Christopher McQuarrie</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Tom Cruise, Hayley Atwell, Marcin Dorocinski, Ving Rhames, Simon Pegg, Rebecca Ferguson, Vanessa Kirby, Christopher Sciueref</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/BLX5g-nPGXI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-missao-impossivel-acerto-de-contas-parte-1/">Crítica: Missão: Impossível &#8211; Acerto de Contas Parte 1</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Doutor Sono</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Nov 2019 23:50:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aguardado com grande expectativa pelos fãs do terror, Doutor Sono tem como&#8221;sombra&#8221; uma das maiores obras do cinema, O Iluminado de Stanley Kubrick. Também baseado em um romance de Stephen King, o longa é roteirizado e dirigido por Mike Flanagan (Ouija &#8211; Origem Do Mal). Ele já está habituado com o universo do escritor, depois de ter conduzido Jogo Perigoso para a Netflix. Este também é uma continuação dos eventos de O Iluminado. O filme de Flanagan se sai bem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Aguardado com grande expectativa pelos fãs do terror, <em><strong>Doutor Sono</strong></em> tem como&#8221;sombra&#8221; uma das maiores obras do cinema, <em>O Iluminado</em> de Stanley Kubrick. Também baseado em um romance de Stephen King, o longa é roteirizado e dirigido por Mike Flanagan (<em>Ouija &#8211; Origem Do Mal</em>). Ele já está habituado com o universo do escritor, depois de ter conduzido <em>Jogo Perigoso</em> para a <em>Netflix</em>. Este também é uma continuação dos eventos de O Iluminado.</p>
<p>O filme de Flanagan se sai bem dessa &#8220;roubada&#8221; ao não se deixa intimidar pelo passado, mas também respeitá-lo e reverenciá-lo sem exageros, entregando ainda um filme que, na maior parte das vezes, é consistente. Sabiamente, <em><strong>Doutor Sono</strong></em> se interessa mais em ser uma adaptação do romance homônimo do que um espelho de <em>O Iluminado</em>. Este é o primeiro &#8220;salto&#8221; do filme, já que poderia lhe trazer sérios problemas.</p>
<p>Neste longa, Ewan McGregor (<em>O Impossível</em>) interpreta a versão madura de Danny Torrance, um homem repleto de traumas ainda a serem superados. Os caminhos de Danny se cruzam com o da garota Abra, que, assim como ele, tem recorrentes visões, um elo muito potente com o sobrenatural. Danny encara a assustadora lembrança do seu pai quando Abra começa a ser perseguida por Rose, a líder de um bando maligno que se alimenta de humanos.</p>
<p>Uma das qualidades do trabalho de Flanagan em <strong><em>Doutor Sono</em></strong> é a maneira como ele entende ser necessário desenvolver gradualmente sua trama e seus personagens, sem forçação ou pressa. O filme nos apresenta primeiro Danny assimilando os eventos vivenciados no Overlook e se tornando um adulto acuado, apegado a vícios. Em seguida, faz ele encontrar formas de colocar a sua vida nos eixos.</p>
<p>Também somos introduzidos à menina Abra, as manifestações do seu dom sobrenatural e a dificuldade que seus pais têm para lidar com o assunto. Por fim, <strong><em>Doutor Sono</em></strong> nos introduz Rose, a maligna que traz para a sua órbita um grupo de seguidores obcecados pela vida eterna. A maneira como Flanagan explora cada um desses pontos da sua trama, construindo &#8220;terrenos&#8221;, fazendo economia do clímax, conduzindo passo a passo o destino dos seus personagens até suas vidas entrelaçarem-se é exemplar.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11756" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/4772706.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Doutor Sono" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/4772706.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/4772706.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/4772706.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O filme tem como alicerce a interpretação de Ewan McGregor, ótimo na maneira econômica com a qual emula em grau mais elevado a introspecção do Danny que conhecemos em <em>O Iluminado</em>. Adulto, o Danny de McGregor é um sujeito avesso a protagonismos sociais, não quer ser notado. É um homem cheio de sequelas e que teme qualquer tipo de enfrentamento público dessas questões, preferindo o isolamento aos riscos do convívio social.</p>
<p>A qualidade da performance sutil, complexa e quieta de McGregor contrasta com a interpretação de Rebecca Ferguson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-missao-impossivel-nacao-secreta/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Missão Impossível &#8211; Nação Secreta</em></a>) como Rose. Claro que a personagem da atriz acaba não sendo o grande vilão do filme. Ela acaba se mostrando apenas um obstáculo que Danny encontra pelo caminho para enfrentar o seu verdadeiro algoz, os medos que cultiva na sua psiquê.</p>
<p>No entanto, como durante boa parte do longa Rose é o mal a ser combatido na jornada do protagonista, essa cruzada perde um pouco do seu impacto na medida em que Ferguson não transmite autoridade e o senso de perigo necessários à sua personagem. A atriz não consegue contornar as limitações físicas que não estão a seu favor, como seus traços delicados e sua juventude, interpretando Rose com unidimensionalidade através de &#8220;caras e bocas&#8221; de ira. Não chega a ser algo que compromete severamente o filme, mas traz impactos consideráveis na atmosfera de horror da trama.</p>
<p>À medida em que a história avança, <strong><em>Doutor Sono</em></strong> deixa claro como toda a trama em torno da perseguição de Rose e seu bando à Abra é um motivo para fazer com que Danny encare seus traumas de infância, um tema recorrente na obra de King. Acaba sendo um longa sobre esse personagem e sobre sua redenção. Tudo isso a partir do instante em que ele consegue compreender a necessidade de contornar os anos de repressão à sua espontaneidade infantil.</p>
<p>Por anos, Danny encarou sua &#8220;iluminação&#8221; como algo contra o qual precisava combater ou conter. A partir do instante em que o personagem compreende que a melhor forma de lidar com suas manifestações é através do acolhimento, tudo se transforma. Essa reescrita da história de Danny e sua redenção é vivenciada também pela menina Abra. Ela encontra uma forma de não repetir a história do amigo, se aceitando e compreendendo a &#8220;iluminação&#8221; como um traço pessoal e não uma maldição.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Mike Flanagan<br />
<strong>Elenco:</strong> Ewan McGregor, Rebecca Ferguson, Kyliegh Curran, Carel Struycken, Carl Lumbly, Emily Alyn Lind, Cliff Curtis, Zahn McClarnon, Bruce Greenwood, Jacob Tremblay</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/oM4Jp05zI7E" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: MIB: Homens de Preto &#8211; Internacional</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-mib-homens-de-preto-internacional/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jun 2019 19:54:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dá até para imaginar a reunião da Sony que deu origem a MIB: Homens de Preto &#8211; Internacional. Possivelmente, surgiu a necessidade do estúdio escolher algum blockbuster para encher o calendário da empresa em 2019 e um executivo puxou aleatoriamente da lista de propriedades da empresa a franquia MIB: Homens de Preto, que iniciada em 1997 nos cinemas com Will Smith e Tommy Lee Jones sequer tem um grupo de fãs nostálgicos clamando por um retorno da série, como Caça-Fantasmas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dá até para imaginar a reunião da Sony que deu origem a <em><strong>MIB: Homens de Preto &#8211; Internacional</strong></em>. Possivelmente, surgiu a necessidade do estúdio escolher algum <em>blockbuster</em> para encher o calendário da empresa em 2019 e um executivo puxou aleatoriamente da lista de propriedades da empresa a franquia <em>MIB: Homens de Preto</em>, que iniciada em 1997 nos cinemas com Will Smith e Tommy Lee Jones sequer tem um grupo de fãs nostálgicos clamando por um retorno da série, como <em>Caça-Fantasmas</em> ou <em>Jurassic Park</em>. Enfim, a existência de <em><strong>MIB: Homens de Preto &#8211; Internacional</strong></em> no circuito de lançamentos é a confirmação de que o cinema de estúdio hollywoodiano está atirando para todos os lados mesmo e sequer está criando algo novo.</p>
<p>Na continuação, a mesma dinâmica de sempre entre o novato e o agente experiente, sendo que agora a questão de gênero parece assumir relevo. No lugar de Smith e Lee Jones, o público tem Chris Hemsworth e Tessa Thompson, que já haviam comprovado química em <em>Thor: Ragnarok</em> e <em>Vingadores: Ultimato</em> da Marvel &#8211; mais uma prova da preguiça do estúdio, que, dando prosseguimento à reciclagem de ideias também escala Liam Neeson para viver um tipo de personagem para o qual tem sido chamado desde <em>Batman Begins</em>. O casal principal basicamente vive em cena a tensão e a divergência de temperamentos que já vimos em protagonistas de gêneros opostos em outros filmes do gênero.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10690" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5607159.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5607159.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5607159.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5607159.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Como se não bastasse a falta de originalidade na escalação do elenco e na concepção dos personagens, a trama de <em><strong>MIB: Homens de Preto &#8211; Internacional</strong> </em>também não ajuda muito. Passamos parte da projeção nos perguntando qual seria propriamente o <em>plot</em> do filme para descobrirmos então que ele versa sobre a presença de um agente infiltrado na instituição (mais óbvio impossível). Assim, fica difícil enxergar fôlego na longevidade de uma franquia que já nasce com tanta preguiça criativa.</p>
<p>É tanta má vontade e displicência com o público que, como espectador, não dá para perdoar o estúdio por entregar um caça-níqueis tão &#8220;qualquer coisa&#8221; como esse. Ninguém precisava de um novo MIB e o longa comprova isso, mas parece que qualquer discernimento escapa à lógica da Sony ao acreditar demais que esse tipo de lançamento, simplesmente pelos seus atrativos mais aparentes (trama padrãozinha <em>blockbuster</em>, elenco da Marvel etc) bastam para fazer dinheiro, quando a história recente do cinema americano prova o contrário. Vai entender!</p>
<p><strong>Direção:</strong> F. Gary Gray<br />
<strong>Elenco:</strong> Tessa Thompson, Chris Hemsworth, Liam Neeson, Emma Thompson, Rafe Spall, Rebecca Ferguson, Jess Radomska, Beau Fowler</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/3lMGr3OuUG0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Boneco de Neve</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Nov 2017 20:19:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Boneco de Neve]]></category>
		<category><![CDATA[Charlotte Gainsbourg]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Fassbender]]></category>
		<category><![CDATA[Rebecca Ferguson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Boneco de Neve, o diretor Tomas Alfredson nos apresenta um thriller de suspense que tinha tudo para dar certo e se tornar um similar do longa sensacional Garota Exemplar, mas simplesmente desiste no meio do caminho e finaliza a proposta porcamente. A história se passa em Oslo, capital da Noruega, e começa com o sumiço e assassinato de mulheres de forma muito misteriosa. De cara, o personagem de Michael Fassbender é introduzido, mostrando que ele que será o fio [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em <em>Boneco de Neve</em>, o diretor Tomas Alfredson nos apresenta um <em>thriller</em> de suspense que tinha tudo para dar certo e se tornar um similar do longa sensacional <em>Garota Exemplar</em>, mas simplesmente desiste no meio do caminho e finaliza a proposta porcamente.</p>
<p>A história se passa em Oslo, capital da Noruega, e começa com o sumiço e assassinato de mulheres de forma muito misteriosa. De cara, o personagem de Michael Fassbender é introduzido, mostrando que ele que será o fio condutor das investigações que irão se seguir.</p>
<p>O filme possui um ótimo elenco. Além de Fassbender, que conduz muito bem as cenas, temos Charlotte Gainsbourg e Rebecca Ferguson, ambas estão bem nos papéis e complementam bem a trama. Em dado momento, temos ainda J.K. Simmons, como o magnata que todos desconfiam, e Val Kilmer, como um policial das antigas.</p>
<p>Acho que o principal problema de<em> Boneco de Neve</em> é a aleatoriedade de sua trama. Ela começa muito bem, com um clima de mistério e introdução bem feitas dos personagens. No entanto, isso se perde rapidamente e o que nos é apresentado é um longa com personagens dispensáveis e histórias que não se conectam. Sabe aquele momento em que você diz: &#8220;Nossa, se isso não existisse, não faria a menor diferença&#8221;? Então, este momento se repete várias vezes ao longo dos 120 minutos.</p>
<p>A sensação que o espectador fica é de incompletude. É como se o filme abrisse várias possibilidades e finalizasse sem nenhum esforço de compreendê-las. É possível ver o potencial escondido da história e como este poderia ser um filme bom. Mas a forma como foi realizada é decepcionante e frustra muito no quesito continuidade e finalização. Ele ameaça ser inusitado, mas nos frustra ao entrar em clichês tão previsíveis quanto qualquer outro filme de suspense meeiro.</p>
<p>Para piorar o cenário, o fim do filme é bizarramente sem graça e sem motivação. Aliás, a escolha do assassino torna grande parte do longa dispensável, porque faz com que os personagens se conectem menos ainda. Além disso, apenas o personagem de Fassbender é devidamente aprofundado. Os demais são superficiais, incluindo o serial killer, que deveria ser tão explorado quanto o protagonista. É verdadeiramente um anticlímax.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/62yg7WaT4LQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Vida</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-vida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Apr 2017 21:46:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Espinosa]]></category>
		<category><![CDATA[Jake Gyllenhaal]]></category>
		<category><![CDATA[Rebecca Ferguson]]></category>
		<category><![CDATA[Ryan Reynolds]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ainda que não tenha sido a intenção do seu diretor Daniel Espinosa, o tributo de Vida a toda uma tradição de filmes ambientados no espaço é bem claro. Por um lado, o longa parece beber da mesma fonte de Gravidade, trazendo seu elenco estelar em uma situação crítica durante uma missão em Marte na qual todos devem fazer escolhas drásticas em prol da sobrevivência e do retorno à Terra. Do outro lado, tal qual Alien: O 8º Passageiro, acompanhamos esse [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Ainda que não tenha sido a intenção do seu diretor Daniel Espinosa, o tributo de <i>Vida </i>a toda uma tradição de filmes ambientados no espaço é bem claro. Por um lado, o longa parece beber da mesma fonte de <i>Gravidade</i>, trazendo seu elenco estelar em uma situação crítica durante uma missão em Marte na qual todos devem fazer escolhas drásticas em prol da sobrevivência e do retorno à Terra. Do outro lado, tal qual <i>Alien: O 8º Passageiro</i>, acompanhamos esse mesmo grupo driblando as investidas de uma criatura alienígena que de repente toma de assalto o grupo confinado. E tudo é muito assustador, tenso, afinal, &#8220;no espaço, ninguém pode ouvir o seu grito&#8221; (o notório <i>slogan </i>do <i>teaser </i>de <i>Alien</i>, que aqui faz igualmente sentido).</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Vida </i>se apropria sem arroubos de originalidade das propostas de <i>Alien </i>e <i>Gravidade</i> e o faz com muita eficiência, sem que tal <i>mix </i>de referências voluntárias ou involuntárias soe como falta de criatividade dos seus envolvidos, muito pelo contrário. A intenção desde o princípio é fazer um filme comercial eficiente, ocasionalmente genérico, sem retirar o espectador da zona de conforto das suas expectativas, mas jamais subestimando a inteligência do mesmo ou confundindo entretenimento com produto barato. O resultado pode não ser nada que já não tenhamos visto, mas rende uma sessão bem divertida ao misturar horror e ficção-científica com uma direção habilidosa.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Vida </i>o público é apresentado a uma equipe formada por seis astronautas que acabam descobrindo uma forma de vida em Marte. Ao investigar a composição biológica e as reações do novo organismo, batizado por eles de Calvin, a determinados estímulos, todos são surpreendidos pelas ações violentas do mesmo. Presos na nave com Calvin, os seis devem encontrar uma forma de sobreviver às investidas do seu antigo objeto de investigação científica e sair ilesos da situação.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7589" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/04/life-movie-jake-gyllenhaal.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>De origem sueca, apesar do nome nos levar a uma ilógica associação latina, Daniel Espinosa tem uma carreira irregular como cineasta, já fez <i>Crimes Ocultos,</i> com Tom Hardy, e <i>Protegendo o Inimigo</i>, protagonizado por Denzel Washington e Ryan Reynolds, que retorna ao seu cinema aqui. <i>Vida </i>é possivelmente o seu melhor filme até então, ao menos aquele em que Espinosa pôde demonstrar que a condução da sua câmera fez a diferença no resultado da obra. Em muitos momentos, o longa sobrevive narrativamente graças aos esforços do realizador de encontrar soluções visuais instigantes para sua trama, como a perfeita consciência de que estando no espaço muitas vezes seus planos podem ser concebidos de cabeça para baixo ou testar movimentações da câmera no seu próprio eixo. Alfonso Cuarón fez isso em <i>Gravidade </i>e Espinosa parece buscar ali inspirações para o <i>modus operandi </i>do seu filme.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O mérito de <i>Vida </i>é que, dentro daquilo que se espera dos dois gêneros com os quais flerta (o horror e a ficção-científica) e que já tem como obra máxima <i>Alien </i>de Ridley Scott, o filme consegue estabelecer reflexões pontuais a respeito do conflito entre a situação de risco de vida protagonizada pelos astronautas e a busca pela sobrevivência de Calvin, fazendo o movimento dessas situações conflitantes e disputadas através de momentos que oscilam entre o pânico e a introspecção inerente ao espaço. É uma pena que sempre que o roteiro do filme busca alguma forma de extrapolar seus eventos e introduzir questões mais filosóficas o próprio procure formas de brecar uma eventual profundidade na história, como no momento em que o personagem de Jake Gyllenhaal declama trechos de uma história infantil no espaço para a personagem de Rebecca Ferguson e, subitamente, encontra naquelas palavras uma inspiração para sair da situação de perigo em que se encontra. Além de ser uma solução ingênua, é uma evidência clara da maneira estranha como o filme lida com a própria vontade de realizar mais do que uma distração para as plateias.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Ainda que possua suas contradições na própria execução, <i>Vida </i>é mais eficiente do que a maioria dos arrasa quarteirões que têm chegado por aqui. Com sua estampada cartela de referências, Espinosa faz um filme honesto e que não impõe ao seu elenco e ao seu espectador o lugar de fazer parte de uma experiência cinematográfica constrangedora. Analisando o longa em sua dinâmica produção/recepção salvam-se todos, não há maiores lesados, o diretor e seus atores conseguem fazer um filme que não os compromete artisticamente e o público sai do cinema com uma moderada satisfação a respeito de tudo aquilo que viu. Como dizem, é <i>win-win</i>.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/W3nfZKyGeuU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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