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	<title>Arquivos Radio Silence - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Radio Silence - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Casamento Sangrento: A Viúva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 12:44:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dar continuidade a uma história que deu certo e parece se encerrar em si é um risco. Ainda que hoje a expansão de universos seja uma prática comum pro cinema hollywoodiano, não deixa de ser uma escolha arriscada, especialmente no gênero do terror, onde as sequências costumam ser inferiores aos filmes originais. Parece que a Radio Silence entendeu essa dinâmica e fez seu dever de casa ao propor a continuação de Casamento Sangrento (2019). O desafio dessa decisão residia na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dar continuidade a uma história que deu certo e parece se encerrar em si é um risco. Ainda que hoje a expansão de universos seja uma prática comum pro cinema hollywoodiano, não deixa de ser uma escolha arriscada, especialmente no gênero do terror, onde as sequências costumam ser inferiores aos filmes originais. Parece que a Radio Silence entendeu essa dinâmica e fez seu dever de casa ao propor a continuação de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-casamento-sangrento-telecine-play/"><em>Casamento Sangrento (2019)</em></a>. O desafio dessa decisão residia na proposição de uma caçada ainda mais hercúlea para a protagonista vivida por Samara Weaving (<em>Pânico VI</em>, de 2023), em mais gore, sangue e o bom e velho humor ácido que os longas-metragens da produtora costumam ter. E foi assim que surgiu o hilário e cruel <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>.</p>
<p>Com estreia marcada no Brasil para esta quinta-feira (19), a sequência retoma exatamente de onde deixamos a personagem central para entendermos o quanto a sua vitória no esconde-esconde afetou algo maior do que a família Le Domas. Existe um Alto Conselho de famílias associadas ao senhor Le Bail e seu pacto que, por conta das regras dessa associação, devem disputar o trono do Conselho caçando Grace (Weaving) e sua irmã Faith (Kathryn Newton), que entra em cena para lutar por sua vida e resolver seu passado com a primogênita. Tudo isso, recheado de sangue, entranhas e muitas risadas nessa nova luta pela sobrevivência até o amanhecer em <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>.</p>
<h3>O estilo Olpin-Bettinelli/Gillett e a Radio Silence</h3>
<p>Imersos em sua fórmula de projetos, a dupla de diretores e fundadores da Radio Silence, Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-abigail/"><em>Abigail</em></a>, de 2024), trazem renovação para seu primeiro grande sucesso por acreditarem no seu estilo. A junção Olpin-Bettinelli/Gillett é gerada de um tipo de horror específico. Claramente inspirado na essência da franquia Pânico (1996-2026), o humor é o grande aliado do terror em <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>. As nuances da direção podem ser percebidas e apreciadas no equilíbrio entre o riso e o pavor. É quando saímos de um momento de tensão tendo dado uma gargalhada, como uma válvula de escape para todo o temor visto em cena.</p>
<p>Matt e Tyler entendem o tempo do espectador, suas expectativas e, acima de tudo, eles sabem como <span style="font-weight: 400;">diverti-los</span> e isso é fácil da maneira mais simples possível: pensando no que os diverte nesse tipo de filme. A direção enaltece o exagero das cenas, dos planos, da música, da montagem e tudo o que é mais possível em cena. Seja para esticar ao máximo a tensão ou partir com ela para gerar um riso. Essa é a fórmula dos diretores e da produtora &#8211; e <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em> é só mais uma prova disso. É evidente que essas mesmas escolhas que abraçam uma parcela do público também afastam outra, mas Matt e Tyler decididamente estão fazendo seus filmes para um tipo de público. Eles querem encher as salas de cinema com quem, assim como eles, entra disposto a viver tudo o que o filme pode te proporcionar &#8211; do pior ao melhor.</p>
<p>Para abraçar de vez a proposta e as dificuldades da sequência, a direção precisaria de um roteiro que sustentasse os extremos e de um elenco de peso que daria fôlego para outra caçada. E assim foi feito. Retornando para o segundo longa estão Guy Busick e R. Christopher Murphy (responsáveis pelo antecessor) com ainda mais coragem para pirar nas esdrúxulas mortes, na estrutura da seita e na tênue linha entre horror e humor. Fica claro logo nos primeiros 10 minutos de filme que a escala cresceu consideravelmente para acompanhar não só a trama, mas o desejo de expandir e aumentar as possibilidades narrativas &#8211; especialmente as elaboradas mortes num hotel de campo luxuoso. <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva </strong></em>é a prova de que ainda é possível se fazer uma boa continuação. Aqui bastou uma parceria bem estabelecida, um estilo definido e um coletivo que acreditava na proposta criativa tanto do roteiro como da direção.</p>
<figure id="attachment_20515" aria-describedby="caption-attachment-20515" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-20515" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-750x500.jpeg" alt="Casamento Sangrento: A Viúva (2026)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-750x500.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-720x480.jpeg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-770x514.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg.jpeg 1399w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20515" class="wp-caption-text">Samara Weaving e Kathryn Newton em cena de &#8216;Casamento Sangrento: A Viúva (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<h3>As <em>final girls</em></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para dar vida às novas provações hercúleas da sequência, Samara Weaving retorna ao seu papel, mas dessa vez está acompanhada na jornada mortal. Kathryn Newton (<em>Lisa Frankenstein</em>, de 2024) forma com Samara a dupla de <em>final girls</em> de <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>. A protagonista do antecessor já havia provado ter o fator X em si para ser uma protagonista num horror como este, mas o que o público não sabia é o quanto seria incrível a contracena entre ela e Kathryn. As duas têm uma química em cena arrebatadora. O <em>timing</em> cômico é parecido e ambas já haviam trabalhado com a Radio Silence em projetos pregressos, o que reforça as possibilidades de proposições criativas de ambos os lados. A decisão de trazer uma dupla para Grace foi acertada em cada detalhe e tudo foi feito com uma coerência narrativa que não apaga o sentido do arco narrativo do primeiro filme.</span></p>
<p>É impressionante como Weaving e Newton operam de forma similar em cena. O <em>casting</em> da irmã mais nova foi perfeito e mostra o olhar atento dos diretores ao trazer de volta <span style="font-weight: 400;">colaboradores</span> passados. Essa união rendeu momentos mais densos para as camadas emocionais da narrativa que, de fato, tenta tomar um tempo para falar sobre relações familiares &#8211; uma vez que agora os inimigos são poderosas famílias pactuadas com o senhor Le Bail. Dessa forma, o roteiro de <span style="font-weight: 400;"><em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em></span> oportunizou momentos emocionantes e diferentes do que o antecessor.</p>
<p>A dupla Weaving-Newton absorve a proposta da narrativa e coloca em outro lugar com olhares de cumplicidade, decepções do passado e o desespero da sobrevivência. Tanto a veterana da narrativa como a nova adição são responsáveis por protagonizar os momentos mais aterrados da história, relembrando que também existe espaço para esse tipo de camada aqui. Na verdade, a entrega individual das atrizes e sua troca em cena faz de <span style="font-weight: 400;"><em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em></span> uma continuação que supera o seu antecessor justamente por se permitir ir além em todos os aspectos &#8211; em especial o emocional.</p>
<figure id="attachment_20516" aria-describedby="caption-attachment-20516" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-20516" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-750x500.jpeg" alt="Casamento Sangrento: A Viúva (2026)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-750x500.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-720x480.jpeg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-770x513.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg.jpeg 1118w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20516" class="wp-caption-text">Samara Weaving e Kathryn Newton em cena de &#8216;Casamento Sangrento: A Viúva (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<h3>Novos inimigos, mesmo encosto</h3>
<p>Para povoar os horrores de Grace e sua irmã Faith, o roteiro constrói a ideia do Alto Conselho, formado por famílias poderosas ao redor do mundo que disputarão pelo comando, agora que Grace venceu os Le Domas. Essa regra raramente usada mexe com as estruturas do Conselho e vira a vida das irmãs de ponta cabeça poucas horas depois de todo o incidente do primeiro filme. Para dar vida aos novos monstros reais da personagem de Samara, o <em>casting</em> acertou mais uma vez ao trazer esse elenco para formar os novos &#8216;caçadores&#8217;. Ainda que o inimigo agora seja outro, <span style="font-weight: 400;"><em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva </strong></em></span>precisava manter o peso do elenco do longa anterior que deu forma à narrativa.</p>
<p>Para incorporar a nova cara dos horrores de Grace e Faith, a produção trouxe nomes conhecidos como Sarah Michelle Gellar (<em>Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado</em>, de 2025), Shawn Hatosy (<em>Inimigos Públicos</em>, de 2009),  Elijah Wood (<em>O Macaco</em>, de 2025) e o diretor de <em>body horror</em>, David Cronenberg (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-crimes-do-futuro/"><em>Crimes do Futuro</em></a>, de 2022), para a difícil missão de torná-los tão memoráveis quanto o elenco anterior. A escala do filme é maior em todos os sentidos (mortes, sangue, perseguições) e isso não é diferente com o tamanho do elenco. A direção e o roteiro conseguem, no entanto, dar pequenos momentos para que cada um deles brilhe. Sempre na hora certa, com o humor ácido afiadíssimo e seguido de mortes brutais e sangrentas, a marca registrada de <strong><em>C</em></strong><span style="font-weight: 400;"><em><strong>asamento Sangrento: A Viúva</strong></em></span>.</p>
<p>Além dos nomes mais conhecidos, outros atores como Néstor Carbonell (<em>Dinheiro Suspeito</em>, de 2026) e Kevin Durand (<em>Corra que a Polícia Vem Aí!</em>, de 2025) compõe essa história pintada à sangue. Os dois têm um peso para a comicidade e o gore que faz suas participações valerem ainda mais à pena. E também é preciso destacar duas duplas: os jovens Maia Jae (<em>Gen V</em>, desde 2023) e Juan Pablo Romero, que fazem os filhos do personagem de Carbonell, e Varun Saranga e Dan Beirne (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-priscilla/"><em>Priscilla</em></a>, de 2023). O quarteto faz parte do núcleo mais cômico da narrativa e leva isso com louvor. Cada um dos quatro carrega pelo menos uma das cenas mais hilárias do longa. Dessa forma, o elenco certo, com o roteiro necessário e a direção consciente fizeram desta uma continuação que vale a pena conferir na maior tela possível para que você se arrepie com a tensão e gargalhe com o humor afiado de <strong><em>C</em></strong><span style="font-weight: 400;"><em><strong>asamento Sangrento: A Viúva</strong></em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><strong>Direção: </strong>Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Samara Weaving, Kathryn Newton, Sarah Michelle Gellar, Shawn Hatosy, David Cronenberg, Elijah Wood, Néstor Carbonell, Kevin Durand, Olivia Cheng, Varun Saranga, Nadeem Umar-Khitab, Juan Pablo Romero, Masa Lizdek, Maia Jae, Daniel Beirne e Antony Hall</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/tpWh7NWRnJI?si=aty2SuLpGJSldk7j" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Abigail</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Apr 2024 13:37:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O novo filme da Radio Silence deu o que falar desde seu anúncio. Inicialmente, Abigail surgiu como um projeto misterioso, em parceria com a Universal Pictures, num processo de remontar os ‘monstros clássicos’ (lobisomem, múmia, vampiro etc) do estúdio centenário. A divulgação desse longa-metragem causou um rebuliço no universo do horror por conta dos possíveis choques de agenda da produtora e suas mentes criativas que, na época, ainda faziam parte do projeto do próximo filme da franquia Pânico. Esses mesmos problemas de agenda [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo filme da Radio Silence deu o que falar desde seu anúncio. Inicialmente, <strong><em>Abigail</em></strong> surgiu como um projeto misterioso, em parceria com a Universal Pictures, num processo de remontar os ‘monstros clássicos’ (lobisomem, múmia, vampiro etc) do estúdio centenário. A divulgação desse longa-metragem causou um rebuliço no universo do horror por conta dos possíveis choques de agenda da produtora e suas mentes criativas que, na época, ainda faziam parte do projeto do próximo filme da franquia <em>Pânico</em>.</p>
<p>Esses mesmos problemas de agenda fizeram com que a produtora de terror e, consequentemente, os diretores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-panico-2022/"><em>Pânico</em></a>, de 2022, e <em>Pânico VI</em>, de 2023) abandonassem o sétimo longa do Ghostface. Em contrapartida, a reimaginação de um dos monstros mais clássicos da história do cinema (e, por tabela, do horror) foi anunciada: <strong><em>Abigail</em></strong> seria um filme sobre uma criança vampira (e bailarina).</p>
<p>Um grupo de criminosos desconhecidos (Melissa Barrera, Dan Stevens, Kathryn Newton, William Catlett, Kevin Durand e Angus Cloud) é contratado para raptar a filha de um magnata em troca de um resgate no valor de 50 milhões de dólares. Apesar do sequestro dar certo, logo o grupo percebe que não estão fazendo refém uma criança como outra qualquer. Durante a madrugada, eles começam a perceber que existe algo de errado com a operação. Quando Abigail (Alisha Weir) se solta das algemas, ela começa seu jogo de gato e rato com suas presas.</p>
<p>O longa é um retorno às características criativas da Radio Silence. A narrativa, escrita por Stephen Shields e Guy Busick (velho colaborador dos diretores), retoma o humor ácido e escrachado que a produtora precisou conter durante os filmes de <em>Pânico</em> que produziu. <strong><em>Abigail</em></strong> se aproxima mais de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-casamento-sangrento-telecine-play/"><em>Casamento Sangrento (2019)</em></a> do que dos dois <em>slashers</em>, justamente por ter como cerne da produção a mesclagem do horror com o humor.</p>
<p>Esse tom domina o longa do início ao fim e leva o espectador para lugares inusitados. O absurdo nunca é demais quando o assunto é uma vampira bailarina caçando seu jantar. Sabendo disso, Matt e Tyler aproveitam ao máximo as possibilidades cênicas e de efeito que podem criar à frente de <strong><em>Abigail</em></strong>.</p>
<p>É essa mesma atmosfera de comicidade e tensão que amarra os 109 minutos de filme. É preciso ter em mente, contudo, que essa jornada não é para todos. Há quem vá achar <strong><em>Abigail</em></strong> um grande besteirol ou, até mesmo, há quem possa querer eliminar a possibilidade de classificação do filme como um longa de horror – ainda que exista o subgênero terrir (terror + riso) que englobe esse tipo de histórias.</p>
<figure id="attachment_17969" aria-describedby="caption-attachment-17969" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-17969" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Abigail-2-750x500.jpg" alt="Abigail (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Abigail-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Abigail-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Abigail-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Abigail-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Abigail-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Abigail-2-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Abigail-2.jpg 2000w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-17969" class="wp-caption-text">Alisha Weir e Kathryn Newton em cena de &#8216;Abigail&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p>Para aqueles, no entanto, que gostam de uma montanha-russa de emoções, como a de <em>Um Lobisomem Americano em Londres (1981)</em>, <em>Todo Mundo Quase Morto (2004)</em>,<em> Freaky – No Corpo de um Assassino (2020)</em> ou <em>Renfield (2023)</em>, <strong><em>Abigail</em></strong> é a escolha ideal para o final de semana. O projeto te deixa roendo as unhas e, logo em seguida, te faz gargalhar alto no meio da sessão. Independente do tipo de público que você se encaixe, o filme dividirá opiniões por sua abordagem não tão convencional.</p>
<p>Para além dessas questões de estrutura narrativa, a direção da dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett acerta ao orquestrar, de forma equilibrada, momentos cômicos, tensos e <em>gore</em>. Eles se mostram, mais uma vez, fãs do gênero o qual trabalham, recheando sua nova obra com referências e homenagens aos filmes que inspiraram <strong><em>Abigail</em></strong>. Tudo isso sem perder de vista a essência de seus trabalhos e, por consequência, de sua produtora. Identidade é uma palavra que define o que projeto é para a carreira dos diretores.</p>
<p>Outro elemento fundamental para o funcionamento dessa ode aos filmes de vampiro é o elenco. O <em>casting</em> não poderia ter sido melhor escolhido. Tanto o núcleo dos sequestradores, com Melissa Barrera (<em>In the Heights</em>, de 2021), Dan Stevens (<em>Godzilla e Kong: O Novo Império</em>, de 2024), Kathryn Newton (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-formiga-e-a-vespa-quantumania/"><em>Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania</em></a>, de 2023), William Catlett (<em>Raio Negro</em>, de 2018-2021), Kevin Durand (<em>Locke &amp; Key</em>, de 2021-2022) e Angus Cloud (<em>Euphoria</em>, de 2019-2022), como a atriz-mirim, Alisha Weir (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-matilda-o-musical/"><em>Matilda: O Musical</em></a>, de 2022), dominam <strong><em>Abigail</em></strong>, cada um em seu tempo.</p>
<p>É preciso, contudo, destacar o trabalho de Melissa, Kathryn, Kevin e Alisha. Os quatro simplesmente roubam a atenção em seus respectivos papéis. Seja pelo <em>timing</em> do humor, pela força do drama ou pela tensão palpável do terror, são seus personagens que abraçam o espectador logo de início. Inclusive, em alguns momentos de <strong><em>Abigail</em></strong>, os quatro se separam em duas duplas para entregar algumas das melhores cenas do projeto.</p>
<p>Seja no embate entre a sofrida Joey, de Melissa Barrera, e a perversa Abigail, de Alisha Weir, ou até mesmo nas desventuras e desacertos de Sammy e Peter (respectivamente, Kathryn Newton e Kevin Durand), <strong><em>Abigail</em></strong> hipnotiza o público durante a duração. E, ainda que seja veterana no cinema, é louvável o desempenho maduro e potente da atriz irlandesa de 9 anos ao dar vida à vampira bailarina.</p>
<p>O que fica é essa mistura de possibilidades que é tão a cara da Radio Silence. Assim como fez em <em>Casamento Sangrento</em>, a produtora brinca com os tropos, as características e até mesmo os limites do gênero ao produzir uma história como essa. Ainda que os <em>Pânicos</em> e o longa de 2019 sejam mais fechados em si, <strong><em>Abigail</em></strong> não deixa a desejar e sabe exatamente onde quer chegar. Por essa razão, apesar dos alívios cômicos serem constantes, quando é hora de investir no terror e no <em>gore</em>, o roteiro, a direção e o departamento de arte não medem esforços para criar cenas cada vez mais bizarras e sangrentas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Melissa Barrera, Dan Stevens, Alisha Weir, Kathryn Newton, William Catlett, Kevin Durand, Angus Cloud, Giancarlo Esposito e Matthew Goode</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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