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	<title>Arquivos Pulp Fiction – Tempos de Violência - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial: O 9º filme de Tarantino e seu legado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Aug 2019 23:31:16 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A filmografia de Quentin Tarantino é conhecida mundialmente como sinônimo de violência recheada com altas doses de ação, sarcasmo e (muito) sangue. A cada anúncio de uma nova obra do diretor, sua legião de fãs espera ansiosa por mais um pouco desse conjunto descrito como padrão – e com a divulgação de <em><strong>Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</strong></em> não foi diferente. Muito se especulou sobre o que esse longa-metragem abordaria, afinal ele começou sendo promovido como uma produção que coexiste com o assassinato da atriz Sharon Tate, em 1969. O público esperou de um tudo, mas nenhuma teoria os preparou para a surpresa do que estava por vir.</p>
<p><em>Once Upon a Time&#8230; in Hollywood</em> (título original) descreve uma trajetória diferente do que já se viu na arte de Tarantino. Mesmo com uma carreira extensa e extremamente original, onde cada nova produção representa um universo repleto de inovações, seus filmes sempre trouxeram propostas semelhantes ao retratar a sua temática fundamental: a violência. Os traços de exagero – seja no sangue, sejam nas cenas de luta ou morte – e o humor ácido e satírico moldaram múltiplas dinâmicas que variam desde o controlado <em>Jackie Brown</em> (1997) até o espalhafatoso <em>À Prova de Morte</em> (2007). A estrutura de sua nona criação se organiza, contudo, de forma distinta. Tarantino quebra qualquer expectativa com seu novo filme que chegou aos cinemas brasileiros na última quinta-feira (15).</p>
<p>É preciso entender que <strong><em>Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</em></strong> comporta todas essas características “tarantinescas”. A violência não deixa de ser tema central, o sangue não deixa de aparecer e o humor continua existindo na mesma medida, porém esses fatores são vistos sob uma nova perspectiva. Tarantino transforma seu nono filme num conto intimista sobre a Hollywood que ele conheceu desde novo. Essa é a sua ode ao universo que o abraçou e nunca mais o deixou ir embora. E é essa pessoalidade tão palpável que faz do longa inusitado. Esse olhar sensível e próprio sobre um momento onde, literalmente, tudo mudou na célebre Los Angeles é a sacada que eleva a obra do diretor e roteirista para um novo patamar.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11123" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Era-uma-Vez-em-Hollywood-1280x720-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Era-uma-Vez-em-Hollywood-1280x720.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Era-uma-Vez-em-Hollywood-1280x720-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Era-uma-Vez-em-Hollywood-1280x720-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A estrutura narrativa do nono filme de Tarantino se estabelece através do dia a dia das personagens principais. O cotidiano, a monotonia e a decadência dessas figuras são os pilares dessa história sobre personas. Contudo, a relevância deles e de seus diálogos já são uma marca do diretor. Em produções como <em>Cães de Aluguel</em> (1992), <em>Pulp Fiction – Tempos de Violência</em> (1994) e <em>Os 8 Odiados</em> (2015) é clara a relevância dessas características atreladas ao ritmo um pouco mais lento – não tanto quanto no novo filme – para desenvolver com maestria todos os nuances da trama.</p>
<p>Outra marca de Tarantino que se repete de forma mais expressiva em sua nova obra é a vitalidade presente nas cenas. As imagens falam por si só graças as cores vivas e pulsantes da Hollywood de 1969. Pela cidade funcionar como uma das figuras principais da história, existe uma preocupação em dar corpo e voz a capital mundial do cinema. Seja através das inúmeras cenas de passeios com carro ou pelas andanças pelos estúdios, a Cidade dos Anjos é representada minuciosamente como uma grandiosa, porém triste personagem que guarda consigo todas as frustrações e anseios de milhares. As tonalidades vibrantes de Los Angeles remetem a outros trabalhos do diretor, onde as cores em cena, ao lado do jogo de luz e sombra, falam e são fundamentais na compreensão da história – como <em>Pulp Fiction</em>, <em>Kill Bill &#8211; Volumes I e II</em> (2003 e 2004), <em>Bastardos Inglórios</em> (2008) e <em>Os 8 Odiados</em>.</p>
<p>Embora essas características tenham uma expressiva relevância para o resultado do longa-metragem, nada se compara ao poder de suas personagens em tela. Mais do que nunca Tarantino aposta em figuras (reais ou não) cheias de camadas para dar liga a sua história. Em cena, essas personalidades são o elemento número nessa jornada pela antiga Hollywood. A profundidade delas atrelada ao tempo investido em seus dilemas criam uma narrativa sólida e emocionante. Dessa forma, <strong><em>Once Upon a Time&#8230; in Hollywood</em></strong> funciona como uma história palpável feita por alguém que presenciou o fim da era de ouro do cinema hollywoodiano ao mesmo tempo que a Cidade dos Anjos viveu o fim de sua inocência.</p>
<p>O brutal assassinato da atriz Sharon Tate e de seus amigos na fatídica noite de 8 de agosto de 1969 mudaram os rumos e as dinâmica de sua sociedade. Assim, o longa se configura como uma homenagem tanto ao mercado cinematográfico que Tarantino viu crescer, mudar e pelo qual se apaixonou, como aos envolvidos nessa nova realidade. A presença de Margot Robbie no filme, por exemplo, funciona como uma espécie de luz angelical que traz paz e leveza ao mesmo tempo que se contrapõe às dinâmicas e aos dilemas das personagens vividas por DiCaprio e Pitt.</p>
<p style="text-align: left;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11122" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/margot-robbie-era-uma-vez-em-hollywood-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/margot-robbie-era-uma-vez-em-hollywood.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/margot-robbie-era-uma-vez-em-hollywood-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/margot-robbie-era-uma-vez-em-hollywood-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mas qual seria a relevância desses enredos individuais para a composição de um produto tão extenso e parado? A crise profissional de Rick Dalton com sua decadência; a aceitação de Cliff Booth à sua vida pacata e sem glamour; a presença quase divina de Sharon Tate e sua carreira simples; e todo o histórico de horror cometido pela Família Manson costuram essa complexa e profunda narrativa sobre o vazio e o tempo. E para dar ainda mais força a cada uma dessas personagens eis que existe a maior de todas, a cidade dos sonhos: Hollywood. O polo cinematográfico do cinema americano se transfigura numa persona cuja história compõe e explica as relações entre as personagens e suas vivências.</p>
<p>É diante desse cenário devastado pelo tempo que uma nova era se instaura – tanto para a indústria cinematográfica dos EUA como na vida das figuras principais. O dilema de Tarantino ao escolher esse momento histórico do cinema está justamente ligado ao jogo entre realidade e ficção. E, da mesma forma que fez em <em>Bastardos Inglórios</em>, o diretor se permite reescrever a história outra vez. Ao fazê-lo, Tarantino cria a sua “carta de amor” à Hollywood por dar ao público uma perspectiva de renovação ao contornar a dor e tensão que a história comporta. Dessa forma, o cineasta usa sua criatividade e proeminência no mercado para dar vida a uma grande homenagem as suas memórias afetivas e íntimas desse universo.</p>
<p>O público, quando se encontra imerso nas histórias de cada uma das personagens, não consegue mais fugir da narrativa. Tarantino se provou, pela nona vez, um brilhante cineasta. A inesperada sensibilidade que abraça a produção do início ao fim é de arrepiar. As referências à cultura pop e a metalinguagem entre realidade e ficção formam uma transparente obra-prima que transborda talento, amor e cuidado com a responsabilidade do fazer cinema.</p>
<p>Com uma carreira cheia de louros, o diretor cria uma obra que expande ainda mais as suas possibilidades como artista e mostra para o mundo que ele ainda tem muito o que mostrar. <strong><em>Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</em></strong> é um desafio do diretor ao público. Tarantino elabora uma obra que desafia o olhar do espectador ao utilizar suas marcas como artista de uma maneira diferente. Todas as suas habilidades e características, já vistas em seus filmes anteriores, estão presentes aqui de forma viva. As escolhas são meticulosas e precisas para criar um filme único e ímpar até mesmo para sua carreira. Sendo este o seu nono produto cinematográfico, Quentin Tarantino se aproxima do emblemático décimo filme – mencionado pelo diretor como sua última criação – e continua a impressionar o mundo com sua singular capacidade criativa. O diretor acaba de entregar para o mundo a sua mais nova, surpreendente e emocionante criação.</p>
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