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	<title>Arquivos Pilou Asbæk - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Samaritano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Aug 2022 15:41:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Samaritano é um exemplo de como a indústria se apropria de tendências do público da maneira mais canhestra possível. Na era dos filmes de super-heróis, na qual o gênero passou a ser a &#8220;galinha dos ovos de ouro&#8221; dos principais estúdios, vale de um tudo e todo mundo quer ter no seu catálogo uma potencial franquia protagonizada por um sujeito com super-poderes salvando o dia. Eis que em Samaritano temos Sylvester Stallone, astro de ação dos anos 1980, como um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Samaritano</em> </strong>é um exemplo de como a indústria se apropria de tendências do público da maneira mais canhestra possível. Na era dos filmes de super-heróis, na qual o gênero passou a ser a &#8220;galinha dos ovos de ouro&#8221; dos principais estúdios, vale de um tudo e todo mundo quer ter no seu catálogo uma potencial franquia protagonizada por um sujeito com super-poderes salvando o dia. Eis que em <strong><em>Samaritano</em> </strong>temos Sylvester Stallone, astro de ação dos anos 1980, como um recluso ex-justiceiro com força sobre humana adorado pela população mas que não quer conta com o passado. O vigilante aposentado é descoberto por um garoto de treze anos que o incentiva a voltar à ativa diante de um levante perigoso que começa a se manifestar na cidade.</p>
<p>Com essa premissa, Julius Avery (do ótimo <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-operacao-overlord/"><em>Operação Overlord</em></a>) dirige uma espécie de pós-era de ouro dos super-heróis, como <em>Watchmen</em>, <em>The Boys</em> e <em>Corpo Fechado</em>, sua mais evidente associação. Como nesses exemplares, mas de maneira rasa, a sociedade assimila os ganhos e as perdas após a ascensão de justiceiros mascarados com super-poderes. Avery faz isso em <strong><em>Samaritano</em> </strong>da maneira mais supérflua possível. No estágio que estamos na história do gênero, com tantas produções da Marvel e da DC estreando a cada ano, algumas delas virando esse formato de história do avesso, <strong><em>Samaritano</em> </strong>parece algo resgatado dos anos 1990, com as marcas daquilo que naquele período poderia impressionar as plateias, mas que em 2022 soa banal, insuficiente para o público. Fica evidente a impressão de que o longa utiliza o gênero como pretexto para viabilizar comercialmente mais um filme de ação do Stallone.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15872" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/5790109.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Samaritano" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/5790109.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/5790109.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/5790109.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/5790109.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A impressão que o longa dá é a de pegar várias muletas do gênero que aqui não vão para qualquer lugar minimamente interessante ou surpreendente. A trama do herói título se apoia na ideia do sujeito com traumas familiares, mas é a mais rasa possível, sem o mínimo de aprofundamento nas suas dores, ainda que anuncie isso o tempo todo como algo importante nos diálogos. Os vilões são ruins e usados com propósitos questionáveis na história, revolucionários populares que querem promover uma mudança nas estruturas sociais através da anarquia. Para piorar ainda escalam Pilou Asbaek como o líder do grupo, uma escolha preguiçosa que se apoia no espólio do ator depois de interpretar o asqueroso Euron Greyjoy em Game of Thrones. Existe ainda um drama em torno do garoto que é fã do <strong><em>Samaritano</em> </strong>e da sua mãe que também pouco diz a que veio na história. Para completar, o longa ainda entrega para o espectador algumas das cenas de ação mais desinteressantes do ano e uma reviravolta que, dada o que constatamos até aqui, não surpreende pela obviedade.</p>
<p><strong><em>Samaritano</em> </strong>comprova como Hollywood segue com uma visão míope sobre seu próprio sucesso, sequer observando de forma atenta o que garante o êxito dos melhores exemplares de um filão comercialmente bem-sucedido como os filmes de super-heróis. Cabe a Stallone entregar o mínimo de autenticidade a um projeto genérico com a autoridade da sua presença como protagonista de ação (eles até apelam para uma cena motivacional à la Rocky Balboa), mas, como acontece na maioria dos casos, isso não é o suficiente para tornar relevante e minimamente interessante um filme que erra em tantas vias.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Julius Avery</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Sylvester Stallone, Javon “Wanna” Walton, Pilou Asbæk</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/erD37ZNWrCw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Vigilante do Amanhã &#8211; Ghost in the Shell</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Mar 2017 01:23:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Juliette Binoche]]></category>
		<category><![CDATA[Pilou Asbæk]]></category>
		<category><![CDATA[Scarlett Johansson]]></category>
		<category><![CDATA[Vigilante do Amanhã - Ghost in the Shell]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O longa A Vigilante do Amanhã &#8211; Ghost in the Shell vem causando tensão há algum tempo nos cinemas. O trailer era empolgante e curioso, deixando o espectador intrigado com o resultado de tudo aquilo. Além do mais, tem Scarlett Johansson, que fez sucesso com Lucy, um longa de ficção científica que deu tão certo, que ganhou continuação. Por esse filme ser do mesmo tema, a promessa era boa. No mundo do futuro, depois que as máquinas se misturaram com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O longa <em>A Vigilante do Amanhã &#8211; Ghost in the Shell</em> vem causando tensão há algum tempo nos cinemas. O trailer era empolgante e curioso, deixando o espectador intrigado com o resultado de tudo aquilo. Além do mais, tem Scarlett Johansson, que fez sucesso com <em>Lucy</em>, um longa de ficção científica que deu tão certo, que ganhou continuação. Por esse filme ser do mesmo tema, a promessa era boa.</p>
<p>No mundo do futuro, depois que as máquinas se misturaram com os humanos e começaram a coexistir livremente, a Major é criada como o primeiro cérebro fundido com um corpo de computador, promovendo aquilo que a empresa julga perfeito: ser indestrutível e ter noção do que está fazendo, ao mesmo tempo. No entanto, uma ameaça surge e ela tem que lidar com este novo desafio.</p>
<p>O filme evolui de forma bastante gradativa e atraente. A primeira hora é de construção da personagem, sua realidade, as situações que lhes são impostas. E tudo isso funciona muito bem. É uma ficção científica de qualidade, com cenas de luta bem construídas e efeitos especiais muito bem feitos.</p>
<p>O problema, no entanto, é que essa curva de crescimento do enredo perde força na segunda metade. Aquilo que era um atrativo no começo, partindo do pressuposto que aquilo é uma novidade, vai perdendo o encantamento. A história perde o foco, que era mais voltado nas questões existenciais da protagonista, virando apenas um filme de ação. E entenda, é um filme de ação legal. Mas poderia ser muito mais que isso.</p>
<p>Embora eu não tenha lido o mangá no qual o filme foi inspirado, o diretor Rupert Sanders parece ter honrado aquele trabalho original de Mamoru Oshii. Ainda assim, falta ao olhar do espectador aquele detalhe a mais, o toque que o cineasta poderia ter dado.</p>
<p>Scarlett apresenta um trabalho preciso e cuidadoso. A mescla de humana com máquina é feita de maneira fluida e coerente, trazendo as crises existenciais que aquela situação impõe. Ao contracenar com Juliette Binoche, temos os pontos mais altos de atuação do longa. Realmente vale a pena a dupla.</p>
<p>O que decepciona em A <em>Vigilante do Amanhã &#8211; Ghost in the Shell</em> é que o potencial vai muito além do resultado. A história é muito interessante e atraente, mas se perde na metade, focando apenas na ação que o enredo traz. Se a construção de personagem fosse mais focada na questão existencial, provavelmente teríamos a garantia de uma continuação. Mas esse foco perdido não garante absolutamente nada.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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