<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Penélope Cruz - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/penelope-cruz/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/penelope-cruz/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 09 Jul 2026 19:05:44 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Penélope Cruz - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/penelope-cruz/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Crítica: O Convite</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-convite/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-convite/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 19:05:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Edward Norton]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Não se preocupe]]></category>
		<category><![CDATA[Não Se Preocupe Querida]]></category>
		<category><![CDATA[O Convite]]></category>
		<category><![CDATA[Olivia Wilde]]></category>
		<category><![CDATA[Penélope Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Rashida Jones]]></category>
		<category><![CDATA[Seth Rogen]]></category>
		<category><![CDATA[Will McCormack]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=20868</guid>

					<description><![CDATA[<p>Depois da recepção tumultuada a Não se preocupe, querida (2022), Olivia Wilde passou por um momento em sua carreira que nem de longe lembrava a repercussão do seu ótimo debut em 2019 com a comédia adolescente Fora de Série. Quatro anos depois de Não se preocupe, querida, o cenário parece bem diferente e a carreira de cineasta de Olivia Wilde retoma os trilhos com a comédia sobre relacionamentos O Convite. É claro que as expectativas reduzidas pós-flop contribuíram para a boa recepção a esse [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-convite/">Crítica: O Convite</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois da recepção tumultuada a <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nao-se-preocupe-querida/"><em>Não se preocupe, querida</em></a> (2022), Olivia Wilde passou por um momento em sua carreira que nem de longe lembrava a repercussão do seu ótimo <em>debut</em> em 2019 com a comédia adolescente <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-fora-de-serie/"><em>Fora de Série</em></a>. Quatro anos depois de <em>Não se preocupe, querida</em>, o cenário parece bem diferente e a carreira de cineasta de Olivia Wilde retoma os trilhos com a comédia sobre relacionamentos <strong><em>O Convite</em></strong>. É claro que as expectativas reduzidas pós-<em>flop</em> contribuíram para a boa recepção a esse novo projeto da cineasta. No entanto, independentemente disso, <strong><em>O Convite</em></strong>, de fato, é um filme muito consistente e coloca a carreira de Wilde como cineasta no lugar que lhe é de direito.</p>
<p>Longe das pressões de um grande estúdio e das expectativas que sucedem uma boa estreia – algo que prejudicou bastante <em>Não se preocupe, querida</em> –, Olivia Wilde faz um filme mais focado, centrado nas relações humanas, no desenvolvimento das conexões e desconexões entre os seus personagens e tem um resultado bem mais satisfatório, coerente com as ótimas impressões da sua estreia em <em>Fora de Série</em>. <strong><em>O Convite</em></strong> é uma comédia centrada em um roteiro extremamente verborrágico escrito por Will McCormack e Rashida Jones a partir de um longa espanhol dirigido por Cesc Gay e lançado em 2020, <em>Sentimental</em>.</p>
<p>Em um espaço reduzido – o apartamento dos protagonistas da história –, <strong><em>O Convite</em></strong> acompanha o casal Angela e Joe (Olivia Wilde e Seth Rogen) como anfitriões de um jantar para seus novos vizinhos, Piña e Hawk (Penélope Cruz e Edward Norton). Durante a recepção, toda sorte de questões conjugais vêm à tona.</p>
<p>Com a dinâmica próxima de uma montagem teatral, o filme de Olivia Wilde assemelha-se a alguns títulos da filmografia de Woody Allen. Angela e Joe são extremamente neuróticos como personagens que Allen e Diane Keaton viveram nos filmes do diretor, cheios de questões mal resolvidas que acabam eclodindo em diálogos intensos, inteligentes, algumas vezes engraçados, outras dramáticos, mas ágeis. Tudo em uma única noite no evento social que contextualiza a história.</p>
<p>Na função de diretora, Olivia Wilde lida muito bem com um traço muito particular do roteiro de McCormack e Jones: a fluidez com que essa história trafega por gêneros tão opostos, mas curiosamente sinérgicos, quanto a comédia e o drama – e isso acontece, por vezes, em questão de segundos, sobretudo no ato final da trama. Apesar de ser um longa concentrado em poucos personagens e que oferece um único cenário para o espectador, <strong><em>O Convite</em></strong> é marcado pela agilidade. Os personagens estão em ebulição psicológica crescente, transitam pelos cômodos daquele apartamento e promovem um intercâmbio de parceiros, com uma montagem que intercala muito bem os estágios paralelos e dissonantes dessas interações.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-20874" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1.png" alt="O Convite" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong><em>O Convite</em></strong> também é um êxito graças ao desempenho dos seus atores. Como Angela, uma das protagonistas da história, Olivia Wilde demonstra um <em>timing</em> cômico singular e  profundidade psicológica para embarcar nas tensões reprimidas e nas frustrações da sua personagem. A atriz encontra em Seth Rogen um ótimo parceiro de cena, tendo muita química com o ator que vive o seu marido no longa. Mesmo que Rogen não fuja ao tipo nerd desajeitado de outros filmes que já protagonizou, há camadas que ele oferece a Joe que provavelmente o espectador nunca viu o comediante trazer em cena. Ambos estão ótimos como esse casal cheio de frustrações e anseios destruídos pela vida adulta e que gradualmente parece entender o estágio em que se encontra esse relacionamento.</p>
<p>Na grande DR vivida por Angela (Wilde) e Joe (Rogen), o trabalho de Penélope Cruz e Edward Norton é fundamental. Os intérpretes do casal Piña e Hawk acabam sendo figuras que provocam nos protagonistas o entendimento de que estão vivendo uma crise e que é preciso fazer algo para sair daquele lugar. Cruz está especialmente brilhante no ato final do filme, quando promove uma verdadeira sessão de terapia com Angela e Joe.</p>
<p><em><strong>O Convite</strong> </em>é tudo que Olivia Wilde precisava depois de quatro anos do lançamento do problemático <em>Não se preocupe, querida</em> – que, sim, era um filme ruim, mas que teve qualquer discussão sobre o longa em si ofuscada pelas manchetes de tablóides envolvendo seus bastidores e a fofoca envolvendo o relacionamento da diretora com seu protagonista Harry Styles. Aqui, com menos orçamento e recursos propositalmente econômicos, Wilde faz uma das melhores comédias do ano. A diretora tem um olhar certeiro, sofisticado, inventivo, divertido e sensível nessa história sobre casamento e conduz um elenco afiado capaz de gerar um mix de sentimentos ao longo da experiência de assisti-la.</p>
<p><strong><em>O Convite </em></strong>é tudo de que Olivia Wilde precisava depois de quatro anos do lançamento do problemático <em>Não se preocupe, querida</em> – que, sim, era um filme ruim, mas que teve qualquer discussão sobre o longa em si ofuscada pelas manchetes de tabloides envolvendo seus bastidores e as fofocas sobre o relacionamento da diretora com seu protagonista Harry Styles. Aqui, com menos orçamento e recursos propositalmente econômicos, Wilde faz uma das melhores comédias do ano. A diretora tem um olhar inteligente, divertido e sensível nessa história sobre casamento e conduz um elenco afiado em um filme que é capaz de gerar um misto de sentimentos ao longo da experiência de assisti-lo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Olivia Wilde</p>
<p><strong>Roteiro:</strong> Rashida Jones, Will McCormack</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Seth Rogen, Olivia Wilde, Penélope Cruz, Edward Norton</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/kn5PmH3BJDE?si=8orIAqWprkiV4cs2" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-convite/">Crítica: O Convite</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-convite/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica A Noiva!</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-noiva-2/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-noiva-2/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 06:34:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[A Noiva]]></category>
		<category><![CDATA[Annette Bening]]></category>
		<category><![CDATA[Christian Bale]]></category>
		<category><![CDATA[First Love Films]]></category>
		<category><![CDATA[Jake Gyllenhaal]]></category>
		<category><![CDATA[Jeannie Berlin]]></category>
		<category><![CDATA[Jessie Buckley]]></category>
		<category><![CDATA[John Magaro]]></category>
		<category><![CDATA[Maggie Gyllenhaal]]></category>
		<category><![CDATA[Matthew Maher]]></category>
		<category><![CDATA[Penélope Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Peter Sarsgaard]]></category>
		<category><![CDATA[The Bride!]]></category>
		<category><![CDATA[Warner Bros Pictures]]></category>
		<category><![CDATA[Zlatko Buric]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=20501</guid>

					<description><![CDATA[<p>A reinvenção é sempre um desafio. Nas artes, especialmente na literatura e no cinema, quando essa proposta envolve um clássico, tudo se torna ainda mais espinhoso. Logo, a coragem para mergulhar de cabeça num projeto que tem como mote recontar uma história conhecida pelo público é um caminho que poucos escolhem seguir, mas Maggie Gyllenhaal (A Filha Perdida, de 2021) parece não se importar com os percalços do trajeto. A atriz, roteirista e diretora traz aos cinemas brasileiros, nesta quinta-feira [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-noiva-2/">Crítica A Noiva!</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A reinvenção é sempre um desafio. Nas artes, especialmente na literatura e no cinema, quando essa proposta envolve um clássico, tudo se torna ainda mais espinhoso. Logo, a coragem para mergulhar de cabeça num projeto que tem como mote recontar uma história conhecida pelo público é um caminho que poucos escolhem seguir, mas Maggie Gyllenhaal (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-filha-perdida-netflix/"><em>A Filha Perdida</em></a>, de 2021) parece não se importar com os percalços do trajeto. A atriz, roteirista e diretora traz aos cinemas brasileiros, nesta quinta-feira (5), sua visão sombria, tortuosa e cheia de vida sobre a mística narrativa de Mary Shelley, intitulada <strong><em>A Noiva!</em></strong>. O longa-metragem escancara uma estética e uma proposta audaciosa que dividirá opiniões, mas, sem sombra de dúvidas, marca a carreira da cineasta.</p>
<p>O segundo longa da diretora leva ao público um delírio criativo que ultrapassa barreiras narrativas e foge de qualquer limitação de gênero. <strong><em>A Noiva! </em></strong>é uma injeção de ânimo nas mesmices seguras dos grandes estúdios de Hollywood. É o cinema reanimando as possibilidades de adaptações sem medo (aparentemente) de se perder. É um delírio primaveril do que poderia ser essa história se uníssemos criador e criatura. E é assim que, com erros e acertos, Gyllenhaal entrega uma versão corajosa, coerente e insana inspirada na história de Shelley, ao mesmo tempo que parece beber diretamente de outros clássicos &#8211; dessa vez do cinema &#8211; como <em>Bonnie e Clyde &#8211; Uma Rajada de Balas (1967)</em>. Não só isso. A coragem de se perder em sua própria loucura torna esse filme uma versão incomparavelmente melhor de um casal de revolucionários insanos do que o segundo <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-coringa-delirio-a-dois/"><em>Coringa &#8211; Delírio a Dois (2024)</em></a> tenta ser &#8211; e falha miseravelmente.</p>
<p>Assinando também o roteiro, Gyllenhaal costura as partes da sua própria criatura, a partir dos restos mortais (e eternos) da obra de Shelley e do longa de James Whale, de 1935. Antes de acionar a voltagem para dar vida ao seu monstro, a cineasta estadunidense molda as engrenagens de sua mais nova obra com ideais modernos que fazem toda a diferença para a trama &#8211; e, principalmente, para que o filme se encaixe na filmografia da diretora. <strong><em>A Noiva! </em></strong>não tem medo do excesso. O sangue, o suor, a bile do labor cinematográfico transbordam em cada cena &#8211; para o bem e para o mal. Com isso, a diretora acaba entregando momentos narrativos ou certos desenvolvimentos de personagens, que deixam a desejar &#8211; como a falta de solidez e clareza do 3º ato.</p>
<p>O problema, no entanto, está no mesmo lugar que é a força do projeto: o excesso. É uma faca de dois gumes. Em momentos, o exagero e os delírios criativos que <em><strong>A Noiva!</strong></em> traz para a narrativa são essenciais e originais, mas logo em seguida pode ter algo que falta uma lapidada. Definitivamente essa não é uma produção &#8211; dentro dos moldes hollywoodianos &#8211; que fugiu dos riscos. As imagens grotescas, os momentos verborrágicos, as estranhezas aparentemente sem propósito. O filme não é uma ode ao livro de Shelley, ele é uma carta aberta ao desafio de criar, ao risco de quem acredita em sua ideia e consegue levá-la adiante.</p>
<figure id="attachment_20506" aria-describedby="caption-attachment-20506" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-20506" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-750x422.jpeg" alt="A Noiva! (2026)" width="750" height="422" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-750x422.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-1536x864.jpeg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-770x433.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-1400x788.jpeg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20506" class="wp-caption-text">Christian Bale e Jessie Buckley em cena de &#8216;A Noiva! (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Apesar dos tropeços, a bravura da cineasta em fazer sua história sair do papel evoca o outro lado do lâmina. É a inebriante confusão do roteiro que permite que Jessie Buckley (<em>Hamnet: A Vida Antes de Hamlet</em>, de 2025) brilhe. <strong><em>A Noiva!</em></strong> é impactante porque é uma narrativa insana estrelada por uma atriz que sustenta o desafio com maestria. Buckley eleva as cenas, ela transporta o público para essa caótica jornada de anti-heróis. O patamar é outro, especialmente quando ela precisa encarnar a espécie de esquizofrenia possessiva desenhada pelo roteiro de Gyllenhaal. Mias uma vez, a atriz prova que seu alcance de interpretação não tem limites e que o desafio é o que a alimenta.</p>
<p>Outro destaque no longa é Christian Bale (<em>O Pálido Olho Azul</em>, de 2022). Sua versão do monstro de Frankenstein é tocante, sensível e cuidadosa. Como de costume, Bale parece medir cada movimento e trejeito de seu personagem, como parte da sua lógica de construção, mas, num filme como <strong><em>A Noiva!</em></strong>, é preciso abraçar o caos e ele o faz muito bem. Talvez os seus melhores momentos em cena são os de cumplicidade com Buckley durante os grandes delírios da narrativa &#8211; como uma sequência coreografada no 2º ato.</p>
<p>Assim como Bale, Annette Bening (<em>Nyad</em>, de 2023) é outro presente para o espectador. Ver um rosto tão querido e talentoso num projeto voraz e corajoso como esse dá um fôlego a mais. Além, é claro, da presença de Bening aterrar a trama com sua experiência e maestria como atriz. Contudo, Bening também se permite brincar com as nuances que a proposta traz para sua personagem. Ela consegue se equilibrar ao lado de Jessie Buckley para que sua contracena seja coesa e redonda. Com isso, talvez as melhores cenas do filme envolvem os três, em qualquer que seja a combinação de contracena,  <strong><em>A Noiva!</em></strong> dá ao público um frescor ao ter três artistas tão competentes e entregues ao projeto como eles.</p>
<p>Na contramão do trio principal, existe um outro trio no filme, mas seus momentos não são tão felizes como os de Buckley-Bale-Bening. Peter Sarsgaard (<em>Setembro 5</em>, de 2024), Penélope Cruz (<em>Ferrari</em>, de 2023) e Jake Gyllenhaal (<em>Matador de Aluguel</em>, de 2024) estão no hall das estranhezas negativas do longa. Seus personagens não são tão bem desenvolvidos e parecem ter uma condução direção-elenco menos crível que seus colegas de cena &#8211; ainda que eles façam monstros ressuscitados. Há um claro esforço na tentativa de incorporá-los ao máximo à trama, mas isso não chega de forma limpa como deveria. <strong><em>A Noiva!</em></strong> peca por não ser capaz de encaixar seus personagens mais comuns numa narrativa sobre o que não é nada banal.</p>
<p>Fechando o time responsável pelas belas composições imagéticas de Maggie Gyllenhaal estão os departamentos de fotografia e arte. Ambos atuando <span style="font-weight: 400;">em total consonância</span>. Quando necessário, é a arte e a foto que ajudam a tornar tudo ainda mais insano ao mesmo tempo que são capazes de controlar o caos. Acima de tudo, <strong><em>A Noiva!</em></strong>  é uma obra de desafios. Acreditar na ideia, angariar pessoas e financiadores para que o filme aconteça, e orquestrar tudo isso sem perder a sua criatividade é de tirar o chapéu, especialmente quando lembramos que esse é apenas o segundo longa-metragem da carreira de Gyllenhaal como diretora. Dividindo ou não opiniões, é imprescindível entender que colocar esse projeto no mundo foi preciso acreditar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Maggie Gyllenhaal</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jessie Buckley, Christian Bale, Peter Sarsgaard, Annette Bening, Penélope Cruz, Jake Gyllenhaal, John Magaro, Matthew Maher, Jeannie Berlin e Zlatko Burić</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Yk8oW7wky1g?si=pjDi9TC6ggNGhmVr" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-noiva-2/">Crítica A Noiva!</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-noiva-2/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Concorrência Oficial</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-concorrencia-oficial/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-concorrencia-oficial/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2022 23:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Banderas]]></category>
		<category><![CDATA[Concorrência Oficial]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Gastón Duprat]]></category>
		<category><![CDATA[Irene Escolar]]></category>
		<category><![CDATA[José Luis Gómez]]></category>
		<category><![CDATA[Manolo Solo]]></category>
		<category><![CDATA[Mariano Cohn]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar Martinez]]></category>
		<category><![CDATA[Penélope Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Pilar Castro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=15745</guid>

					<description><![CDATA[<p>Concorrência Oficial coloca em rota de colisão três personagens que estão imersos no processo da realização de um filme: a diretora Lola Cuevas, papel de Penélope Cruz, e os atores Félix Rivero e Iván Torres, vividos por Antonio Banderas e Oscar Martínez, respectivamente. Com sua sátira sobre o processo de realização de uma obra cinematográfica, os cineastas argentinos Mariano Cohn e Gastón Duprat querem desmistificar qualquer pré-concepção romântica sobre a criação nas artes, especificamente, no cinema, abordando sobretudo a disputa [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-concorrencia-oficial/">Crítica: Concorrência Oficial</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Concorrência Oficial</strong> </em>coloca em rota de colisão três personagens que estão imersos no processo da realização de um filme: a diretora Lola Cuevas, papel de Penélope Cruz, e os atores Félix Rivero e Iván Torres, vividos por Antonio Banderas e Oscar Martínez, respectivamente. Com sua sátira sobre o processo de realização de uma obra cinematográfica, os cineastas argentinos Mariano Cohn e Gastón Duprat querem desmistificar qualquer pré-concepção romântica sobre a criação nas artes, especificamente, no cinema, abordando sobretudo a disputa de egos nos bastidores que conduzem a realização de um filme.</p>
<p>No longa, Cuevas é uma cineasta renomada cujo próximo projeto é financiado por um empresário que em dado momento da vida decide que seu legado não pode ficar restrito aos lucros da sua empresa. Ele decide investir no cinema e o start do mecenas é a adaptação de um romance cujos direitos acaba de adquirir. Lola Cuevas quer, no entanto, fazer uma obra arrojada e chama dois atores de linhas de trabalho completamente opostas para interpretar os personagens principais desta obra. O que se vê em <strong><em>Concorrência Oficial</em></strong> é todo o processo de ensaio e pré-produção da diretora e das suas duas estrelas.</p>
<p>Disposto a ultrapassar os limites no tom ácido do seu olhar para o próprio ofício, <strong><em>Concorrência Oficial</em> </strong>é centrado na disputa de forças entre os três artistas, a cineasta e seus atores. Lola Cuevas é uma diretora arrojada, a típica enfant terrible que no set propõe uma série de joguinhos com seus atores, demonstrando até um ar de deboche e de superioridade na sua relação com Félix e Iván. Iván é um ator compenetrado, apegado a métodos que se levam a sério demais, entendendo o star system como distrativo para a sua profissão, aparentemente um profissional completamente low profile. Já Félix é a estrela de cinema internacional apegada à própria imagem, optando por preguiça ou decisão artística por uma abordagem mais intuitiva na composição das suas personagens e ocupando-se nos bastidores da sua imagem pública em sua conta no Instagram. É uma mistura altamente inflamável, como podem perceber, e inspiradora para Cohn e Duprat.</p>
<p>A comédia choca o interesse dos seus distintos personagens. Em dado momento, Lola, Félix e Iván transformam o set em uma verdadeira arena de gladiadores. No empenho pela excelência artística e pelo controle criativo da obra, os três passam a medir forças em uma competição interna sobre quem é o mais talentoso, quem tem o melhor método&#8230; No final das contas, disputa-se quem tem o controle sobre os caminhos criativos daquela obra e, consequentemente, quem colherá os louros daquele trabalho.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15757" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/concorrenciaoficial777original-1656534307-competenciaoficialstar02_200720223432.jpg" alt="Concorrência Oficial" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/concorrenciaoficial777original-1656534307-competenciaoficialstar02_200720223432.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/concorrenciaoficial777original-1656534307-competenciaoficialstar02_200720223432-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/concorrenciaoficial777original-1656534307-competenciaoficialstar02_200720223432-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/concorrenciaoficial777original-1656534307-competenciaoficialstar02_200720223432-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A personagem de Penélope Cruz tem as ideias mais absurdas para tirar os protagonistas do seu filme dos eixos, o que proporciona a atriz momentos de descontração únicos em sua carreira. Raras vezes vemos Penélope se divertir tanto em uma produção como em <em><strong>Concorrência Oficial</strong></em>. A título de exemplo, em dado momento, a diretora interpretada por Cruz coloca seus atores debaixo de uma rocha presa por um guindaste de segurança nada confiável a fim de que eles extraiam o melhor de um diálogo dramático. Em outra circunstância, Lola tritura todos os prêmios dos atores enquanto eles assistem ao ato imobilizados por fitas adesivas na plateia. Segundo a cineasta, trata-se de um exercício sobre o ego.</p>
<p>É interessante perceber como <strong><em>Concorrência Oficial</em></strong> desenha a trajetória de suas personagens ao longo do filme. Nesse momento inicial, enquanto Cuevas demonstra excitação com a obra que está nascendo, Félix e Iván são tomados pela insegurança na procura pelo tom adequado para seus personagens. Em um segundo momento, quando o processo de realização da obra chega ao fim e ela é lançada em um festival de cinema, percebemos Lola Cuevas emocionalmente consumida pela disputa entre Félix e Iván, chegando à exaustão psicológica ao final do processo. O mesmo não pode ser dito sobre seus atores. No meio da disputa, um deles acaba se sobressaindo e demonstra estar intacto e extremamente dispostos a apresentar a &#8220;cria&#8221; (o filme) para o mundo. Esta construção de <em>Concorrência Oficia</em>l, figurativamente ou não, diz muito sobre a jornada da realização cinematográfica e o processo de consagração altamente personalizado em circuitos de festivais e temporadas de premiações, nos quais a percepção do trabalho coletivo, própria do audiovisual, se dilui diante da distinção individual.</p>
<p>Na maior parte das vezes, <strong><em>Concorrência Oficial</em></strong> sustenta muito bem a sua sátira &#8211; Adam McKay de Vice e Não olhe para cima teria muito o que aprender com Mariano Cohn e Gaston Duprat. É um filme autoconsciente, metalinguístico e ácido, mas consegue uma organicidade como narrativa, é desprendida do próprio ego dos seus cineastas e os seus personagens assumem personalidade própria, não parecem reféns do desejo dos seus diretores e roteiristas de quebrarem tabus. O longa ainda ganha bastante pela performance de Penélope Cruz, Antonio Banderas e Oscar Martínez.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Mariano Cohn, Gastón Duprat</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Penélope Cruz, Antonio Banderas, Oscar Martinez, Manolo Solo, Irene Escolar, Pilar Castro, José Luis Gómez</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/a6tX4rapcZA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-concorrencia-oficial/">Crítica: Concorrência Oficial</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-concorrencia-oficial/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Mães Paralelas (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-maes-paralelas-netflix/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-maes-paralelas-netflix/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Mar 2022 00:09:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Mães Paralelas]]></category>
		<category><![CDATA[Milena Smit]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2022]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Almodóvar]]></category>
		<category><![CDATA[Penélope Cruz]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=15307</guid>

					<description><![CDATA[<p>Melodrama, dor, paixão e segredos que consomem alguém até a última gota. Todos os elementos costumeiros de obras de Pedro Almodóvar (Dor e Glória) estão presentes em Mães Paralelas, juntamente com as suas tonalidades intensas, que preenchem a tela. Para entregar a sua nova obra como um belo exemplar “Almodóvar raiz” (porém um raiz mais maduro), o realizador mescla temas que se encontram em só: a maternidade e a memória. Apesar de toda passionalidade convocada pelo cineasta, esta é uma [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-maes-paralelas-netflix/">Crítica: Mães Paralelas (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Melodrama, dor, paixão e segredos que consomem alguém até a última gota. Todos os elementos costumeiros de obras de Pedro Almodóvar (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dor-e-gloria/"><em>Dor e Glória</em></a>) estão presentes em <strong><em>Mães Paralelas</em></strong>, juntamente com as suas tonalidades intensas, que preenchem a tela. Para entregar a sua nova obra como um belo exemplar “Almodóvar raiz” (porém um raiz mais maduro), o realizador mescla temas que se encontram em só: a maternidade e a memória.</p>
<p>Apesar de toda passionalidade convocada pelo cineasta, esta é uma passionalidade calculada e bem articulada, durante as 2 horas de projeção. Para além de a narrativa contar com a história de duas mães, os enredos também são paralelos. De um lado, o espectador acompanha o encontro de Janis (Penélope Cruz, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-todos-ja-sabem/"><em>Todos Já Sabem</em></a>) e Ana (Milena Smit), que se conhecem na maternidade e que, mesmo com faixas etárias distintas, precisam lidar com as experiências palpáveis e surreais que estão postas em suas realidades.</p>
<p>Do outro, é possível ver a busca de Janis, ao lado de seu amigo e amante Arturo, pelos corpos de pessoas enterradas em valas comuns, durante a Guerra Civil espanhola, de 1930. Assim, Almodóvar arremata toda uma discussão política complexa, que trata de luas de classe, mas também imprime toda a potencialidade e força de mulheres mães solo. Este jogo de idas e vindas temáticas – e até temporais – é perigoso, porém não há perda do rumo da trama aqui. Pelo contrário.</p>
<p>Há uma habilidade em conduzir esta história e amarrá-la, permitindo que exista espaço para o respiro entre um plot e outro, mas nunca os deixando de lado. Neste sentido, a direção consegue fomentar esta construção do paralelo, fazendo um jogo de quadros mais abertos e fechados para cada determinada intenção. Nos momentos de mais intensidade emocional, Almodóvar traz seus super closes, alguns deles até laterais. Esta estratégia, obviamente, aproxima o público das sensações das personagens e amplifica os seus sentimentos também.</p>
<p>Os movimentos de câmera são poucos, bem pontuais, e a duração dos planos é gerenciada para que haja tempo suficiente de se olhar para aquelas figuras. Os fluxos de pensamento e as ações ali inseridas são compreendidos de forma mais profunda, justamente porque é permitido que se olhe para elas com cuidado e de perto. Ao mesmo tempo, quando o espectador retorna para as questões de memória, a maioria dos quadros está mais aberto, podendo causar uma impressão de liberdade, esperança, redenção e até reflexão.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15324" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/maes-paralelas-695281.jpg" alt="Mães Paralelas" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/maes-paralelas-695281.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/maes-paralelas-695281-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/maes-paralelas-695281-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/maes-paralelas-695281-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ao contemplar a imensidão da estrada e das terras onde vários corpos foram enterrados, por exemplo, quem assiste é afastado do aspecto individual e se encaminha para focar no macro daquela situação. Transitando neste contexto, do particular para o geral e vice-versa, está Penélope Cruz, que também é um ponto positivo certeiro dentro de <em><strong>Mães Paralelas</strong></em>. Habita aqui uma interpretação mais madura de Penélope, com mais contenção de movimentos e gestos precisos.</p>
<p>A sua construção é calcada em uma retenção que conta muito sobre a sua Janis: uma mulher observadora, racional e segura. Assim, as respirações e deslocamentos são justos, não sobram, trazendo uma organicidade para o papel. Este é um tipo de atuação menos óbvio, porque esta é uma composição sutil. A elaboração de sentido criado por Cruz é bem profunda e diversos rumos da narrativa são perceptíveis através de seu olhar.</p>
<p>Contudo, este traço positivo em Penélope acaba não sendo tão bom no contexto geral da produção. Alguns caminhos escolhidos por Almodóvar deixam a trama um tanto óbvia. Quando o mesmo deixa que certas peripécias demorem demasiadamente, o enredo soa ingênuo. Esta questão não perpassa todo o longa, não comprometendo a sua totalidade. Mas, a enrolação para desvendar o suspense central não se sustenta quando quem assiste já entendeu o que está se passando e não há mais necessidade de criar mistério.</p>
<p>Além disso, este fator combinado com o desfecho abrupto, sem encerramento, faz com que pontas fiquem soltas em <strong><em>Mães Paralelas</em></strong>. Talvez, o roteiro quisesse deixar este final sem conclusão, sem respostas, porém a execução poderia ser mais precisa, preparando o público para tal estratégia.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Pedro Almodóvar</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Penélope Cruz, Milena Smit, Aitana Sánchez-Gijón</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/50cJUKw9RU8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-maes-paralelas-netflix/">Crítica: Mães Paralelas (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-maes-paralelas-netflix/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dica do Dia: Wasp Network: Rede de Espiões (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-wasp-network-rede-de-espioes-netflix/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-wasp-network-rede-de-espioes-netflix/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2020 19:05:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Ana de Armas]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Édgar Ramírez]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Gael García Bernal]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Sbaraglia]]></category>
		<category><![CDATA[Nolan Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Olivier Assayas]]></category>
		<category><![CDATA[Osdeymi Pastrana]]></category>
		<category><![CDATA[Penélope Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Tony Plana]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<category><![CDATA[Wagner Moura]]></category>
		<category><![CDATA[Wasp Network: Rede de Espiões]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=12928</guid>

					<description><![CDATA[<p>Wasp Network: Rede de Espiões se apropria de eventos que realmente aconteceram no início da década de 1990. O longa conta a história de um grupo de cubanos que atuaram como espiões infiltrados nos EUA com o intuito de desmantelar ações que visavam manchar a reputação do país e isolá-lo do restante do mundo, tudo como retaliação às políticas implementadas por Fidel Castro. O roteiro é baseado no romance histórico de Fernando Morais (o mesmo autor de Olga), Os Últimos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-wasp-network-rede-de-espioes-netflix/">Dica do Dia: Wasp Network: Rede de Espiões (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Wasp Network: Rede de Espiões</strong></em> se apropria de eventos que realmente aconteceram no início da década de 1990. O longa conta a história de um grupo de cubanos que atuaram como espiões infiltrados nos EUA com o intuito de desmantelar ações que visavam manchar a reputação do país e isolá-lo do restante do mundo, tudo como retaliação às políticas implementadas por Fidel Castro. O roteiro é baseado no romance histórico de Fernando Morais (o mesmo autor de <em>Olga</em>), <em>Os Últimos soldados da Guerra Fria</em>.</p>
<p>O projeto conta com um elenco de estrelas de países de língua espanhola já estabelecidas em Hollywood como Penélope Cruz (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-todos-ja-sabem/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Todos Já Sabem</em></a>) e Gael Garcia Bernal (<em>Acusada</em>), com outras latinas já em ascensão, como o brasileiro Wagner Moura (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-sergio/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Sergio</em></a>) e a cubana Ana de Armas (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-entre-facas-e-segredos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Entre Facas e Segredos</em></a>), além de Édgar Ramírez (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-garota-no-trem/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A Garota no Trem</em></a>), já bastante conhecido por atuar em produções americanas como <em>O Assassinato de Gianni Versace</em>. A direção coube ao francês Olivier Assayas, em momento inspirado de sua carreira depois de êxitos como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-acima-das-nuvens/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Acima das Nuvens</a> e <em>Personal Shopper</em>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12930" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/3707071.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Wasp Network" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/3707071.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/3707071.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/3707071.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><em><strong>Wasp Network</strong> </em>talvez seja o momento mais vacilante da carreira de Assayas nos últimos anos. A trama política e repleta de fatos históricos, como acontece em casos similares, claramente exibe pouco fôlego em uma versão dramatizada com elenco de estrelas. Para justificar o <em>cast</em> e a escolha do formato, <em><strong>Wasp Network</strong></em> insere em seu interessante relato histórico dramas familiares pouco interessantes e que versam basicamente sobre famílias separadas em razão do exílio. Essa veia melodramática do filme, semelhante a tantos outros que já trataram de temáticas similares reduz as participações do seu interessante elenco a personagens que vivem situações nada originais.</p>
<p><em><strong>Wasp Network</strong></em> só engata de fato em seus momentos finais, quando toda a trama de espionagem atinge a família do personagem de Édgar Ramírez e quando ficção e realidade finalmente se fundem com a inserção de imagens de arquivo, como a entrevista de Fidel Castro a uma televisão americana ou o depoimento de Bill Clinton em uma coletiva de imprensa. Isso só serve par confirmar que o projeto tem sim uma trama bem interessante que talvez teria sido melhor servida se fosse apresentada ao público como um documentário. O longa tem momentos de fôlego investigativo e propõe algumas reflexões complexas sobre os temas que levanta, sobretudo a imagem estigmatizada de Cuba que sempre tivemos, mas se perde um pouco quando tenta transformar tudo em um novelão cujo interesse central é o futuro da relação dos personagens de Penélope Cruz e Édgar Ramírez.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Olivier Assayas<br />
<strong>Elenco:</strong> Édgar Ramírez, Penélope Cruz, Wagner Moura, Ana de Armas, Leonardo Sbaraglia, Gael Garcia Bernal, Tony Plana, Nolan Guerra, Osdeymi Pastrana</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/miKvHXrkfM4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-wasp-network-rede-de-espioes-netflix/">Dica do Dia: Wasp Network: Rede de Espiões (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-wasp-network-rede-de-espioes-netflix/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Dor e Glória</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-dor-e-gloria/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-dor-e-gloria/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Jun 2019 00:48:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Banderas]]></category>
		<category><![CDATA[Asier Etxeandia]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dor e Glória]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Julieta Serrano]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Sbaraglia]]></category>
		<category><![CDATA[Nora Navas]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Almodóvar]]></category>
		<category><![CDATA[Penélope Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=10680</guid>

					<description><![CDATA[<p>O novo filme do diretor Pedro Almodóvar, Dor e Glória, estreia nesta quinta-feira, 13 de junho, e é um retrato da vida do melancólico do cineasta Salvador Mallo (Antonio Banderas). Por conta de um episódio trágico em sua vida, ele acaba revisitando momentos que determinaram seu presente e o moldaram na maneira de ser. Almodóvar sinalizou durante a produção do roteiro, que ele refletia muito a sua história e coisas que teria vivido no passado. O diretor fala sobre a [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dor-e-gloria/">Crítica: Dor e Glória</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo filme do diretor Pedro Almodóvar, <em><strong>Dor e Glória</strong></em>, estreia nesta quinta-feira, 13 de junho, e é um retrato da vida do melancólico do cineasta Salvador Mallo (Antonio Banderas). Por conta de um episódio trágico em sua vida, ele acaba revisitando momentos que determinaram seu presente e o moldaram na maneira de ser.</p>
<p>Almodóvar sinalizou durante a produção do roteiro, que ele refletia muito a sua história e coisas que teria vivido no passado. O diretor fala sobre a homossexualidade, descoberta do amor precoce e o maduro, definição de propósito de vida, crises existenciais. Tudo isso pincelado com muita naturalidade em um roteiro que flui tão fácil quanto a própria vida cotidiana.</p>
<p>E esse é o ponto mais alto do longa. O perfil autobiográfico nos oferece elementos fortes das escolhas que levaram o diretor a ser quem é na atualidade. Ele aprofunda com muito cuidado a relação estreita com a mãe, Jacinta, vivida por Penélope Cruz, que desde a sua infância batalhou para que tivesse as melhores oportunidades possíveis. Esse relacionamento, inclusive, é o que determina momentos profundos de reflexão ao protagonista.</p>
<p>Além disso, temos a relação de Salvador com ele mesmo. E essa é a relação mais interessante da trama. A maneira como ele reage aos diversos elementos que são inseridos em sua narrativa e como isso molda a sua personalidade. São muitos detalhes que vão tecendo essa trama madura de Almodóvar.</p>
<p>A partir deste pontos, a trama vai se desdobrando na relação carnal e afetiva do protagonista. Ele mostra a homossexualidade com cuidado e como ela teria surgido. A descoberta da criança e o primeiro interesse que Salvador teria tido. Ainda assim, não se priva de ser honesto com a exposição da relação homossexual, sem oferecer rodeios.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10682" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3827734.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3827734.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3827734.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3827734.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Almodóvar pincela as cenas com memórias afetivas de seu passado. Cheiros, sabores, imagens e nuances. A lembranças que vão surgindo para o personagem, mesmo que de forma não-linear, é o que vai definindo o tom da trama. Associado a isso, uma produção visual que combina com a variações emocionais da personagem. Cores vivas do presente e do passado, em contraposição ao obscuro afetivo. É um trabalho cuidadoso não apenas na narrativa.</p>
<p>A medida que as camadas vão sendo expostas, as inquietações do protagonistas vão sendo sanadas e colocadas de uma nova perspectiva. O filme tem o cuidado real de trazer veracidade psicológica à evolução do personagem, o que torna ele ainda mais meticuloso no seu roteiro.</p>
<p>A força motriz por trás de tudo isso é a relação com a arte. A arte que inquieta o protagonista e o compele a sair de sua zona de conforto, imposta pela situação de saúde em que se encontra. Esse é o mote principal do roteiro. Ele faz com que a produção artística seja o maior motivador e transformador de Salvador.</p>
<p>Na atuação, Antonio Banderas definitivamente nos presenteia com uma das melhores atuações de sua carreira, o que rendeu o Prêmio de Interpretação Masculina no Festival de Cinema de Cannes deste ano. Penélope Cruz também está excelente no papel da mãe do protagonista.</p>
<p>Por fim, Almodóvar deixa em aberto o que seria ficção e o que seria realidade neste longa. <em><strong>Dor e Glória</strong></em> é uma obra contundente e forte, que leva o espectador a experienciar a trajetória realista, sofrida e, ao mesmo tempo, colorida de seu protagonista. Uma verdadeira conversa entre a dor e a glória, como a leitura de um diário íntimo de alguém. Certamente um filme que vale a pena a sua atenção.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Pedro Almodóvar<br />
<strong>Elenco:</strong> Antonio Banderas, Asier Etxeandia, Leonardo Sbaraglia, Penélope Cruz, Julieta Serrano, Nora Navas</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4IhyLHoSeLY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dor-e-gloria/">Crítica: Dor e Glória</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-dor-e-gloria/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Todos Já Sabem</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-todos-ja-sabem/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-todos-ja-sabem/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2019 18:20:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Asghar Farhadi]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Javier Bardem]]></category>
		<category><![CDATA[Penélope Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Darín]]></category>
		<category><![CDATA[Todos Já Sabem]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=9997</guid>

					<description><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 21 de fevereiro, o longa Todos Já Sabem, de Asghar Farhadi. O diretor iraniano foi responsável por grandes filmes como O Apartamento e A Separação, ambos vencedores de diversos prêmios, incluindo o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Neste novo longa, ele traz a história de Laura, uma mãe dedicada que mora na Argentina e vai visitar a família na Espanha, para o casamento de uma das irmãs. Durante a festa, sua filha mais velha [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-todos-ja-sabem/">Crítica: Todos Já Sabem</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 21 de fevereiro, o longa <em><strong>Todos Já Sabem</strong></em>, de Asghar Farhadi. O diretor iraniano foi responsável por grandes filmes como <em>O Apartamento</em> e <em>A Separação</em>, ambos vencedores de diversos prêmios, incluindo o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Neste novo longa, ele traz a história de Laura, uma mãe dedicada que mora na Argentina e vai visitar a família na Espanha, para o casamento de uma das irmãs. Durante a festa, sua filha mais velha é sequestrada e o transtorno começa a partir daí, com a busca da garota e as desconfianças que vão surgindo ao longo da trama.</p>
<p>O filme tem uma narrativa expositiva e lenta, com poucos fatos acontecendo. Trata-se de uma crônica em tela. No primeiro ato, antes do sequestro, o espectador é apresentado ao cenário e a realidade que aquela família está inserida. Alguns fios vão ficando no caminho justamente para deixar o público intrigado e ansioso para entender o que está acontecendo. Ao mesmo tempo, questões de moral, relacionamento e aceitação vão sendo travadas cuidadosamente nas arestas da trama.</p>
<p>No protagonismo, temos a dupla e casal na vida real Penélope Cruz e Javier Bardem. Ambos falando em suas línguas originais, estão visivelmente à vontade com os personagens e entregues naqueles momentos. A química dos dois e a naturalidade com que contracenam é impressionante e gostoso de se ver. Para além deles, o marido da protagonista é vivido por Ricardo Darín, outro excelente ator, que dá ainda mais força às cenas. Todos os coadjuvantes também funcionam muito bem para dar suporte aos sentimentos que são experienciados. Impressionante como conseguiram encontrar mulheres tão parecidas com Penélope para interpretar suas irmãs.</p>
<p><em><strong>Todos Já Sabem</strong></em> trabalha com a dúvida o tempo todo. O espectador fica se questionando quem está falando a verdade e quem está apenas manipulando a situação. Enquanto vemos um sofrimento real por parte da mãe da menina sequestrada, o pai se mostra muito calmo e indiferente em alguns momentos. Para além disso, o amigo da família e ex-namorado de Laura, se dedica &#8220;demais&#8221; na busca pela garota, deixando todos com uma pulga atrás da orelha sobre o seu real interesse.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9998" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/4990321.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Todos Já Sabem" width="610" height="348" /></p>
<p>A trama vai se desdobrando e se revelando como uma jogada de interesses. O personagem mais desconectado, inicialmente, da história, é o que mais se envolve e sofre com as consequências do sequestro. Paralelo a isso, questões de dinheiro e dívidas passadas são retomadas, colocando em voga questões sociais que pareciam inexistir no começo de tudo. Aquela fachada de família perfeita e equilibrada que é mostrada no começo vai sendo desmontada ao longo do roteiro, mostrando que muitos ali usam máscaras permanentes.</p>
<p>O drama de suspense faz uso de diversos artifícios para dar ao espectador a ferramenta de analisar e &#8220;julgar&#8221; os personagens. Todos ali possuem seu lado sombra e seu lado luz, mas cabe a nós decidir em quem acreditar. O final do longa, por sinal, deixa margem para muitas dúvidas e tantas outras interpretações. Mas ainda assim, com um desfecho honesto com o espectador e tão bom quanto a condução da trama.</p>
<p>Embora o clima de suspense esteja presente a maior parte do tempo, com apelo para a criação de um cenário onde todos são possíveis culpados, o foco de <strong><em>Todos Já Sabem</em></strong> não é exatamente esse. Isso funciona como palco para um drama muito mais denso do que a &#8220;simples&#8221; tragédia que nos é posta. Relações emocionais são colocadas a prova o tempo todo, em uma narrativa bem costurada em todos os momentos.</p>
<p>Este é um longa muito eficaz e contundente que vai se desdobrando em muitas camadas ao longo do roteiro. Unido à um elenco de ouro, definitivamente é um filme que merece a atenção do público, que será presenteado com uma ótima história e excelentes atuações.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wILdh91gpYU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-todos-ja-sabem/">Crítica: Todos Já Sabem</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-todos-ja-sabem/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Escobar &#8211; A Traição</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-escobar-a-traicao/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-escobar-a-traicao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Aug 2018 11:21:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Escobar: A Traição]]></category>
		<category><![CDATA[Javier Bardem]]></category>
		<category><![CDATA[Penélope Cruz]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=9258</guid>

					<description><![CDATA[<p>Pegando carona na leva de produtos interessados em narrar parte da vida do narcotraficante colombiano Pablo Escobar, Escobar: A Traição chega aos cinemas na ressaca da série de TV Narcos, que trazia o brasileiro Wagner Moura como Escobar, e tantos outros produtos, como filmes ficcionais e documentários. Escobar: A Traição é uma produção espanhola com roteiro e direção de Fernando León de Aranoa e é protagonizado pelo casal Penélope Cruz e Javier Bardem. Falado inteiramente em inglês, o filme não acrescenta muito a quem ainda [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-escobar-a-traicao/">Crítica: Escobar &#8211; A Traição</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Pegando carona na leva de produtos interessados em narrar parte da vida do narcotraficante colombiano Pablo Escobar, <i><b>Escobar: A Traição </b></i>chega aos cinemas na ressaca da série de TV <i>Narcos</i>, que trazia o brasileiro Wagner Moura como Escobar, e tantos outros produtos, como filmes ficcionais e documentários. <i>Escobar: A Traição </i>é uma produção espanhola com roteiro e direção de Fernando León de Aranoa e é protagonizado pelo casal Penélope Cruz e Javier Bardem. Falado inteiramente em inglês, o filme não acrescenta muito a quem ainda deseja se aprofundar um pouco mais na história do seu biografado, tampouco faz um grande serviço à carreira dos seus astros.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Soando como uma versão esterilizada da biografia de Pablo Escobar, <i>Escobar: A Traição</i> tem o título original <i>Loving Pablo</i>. Isso porque, supostamente, o interesse do filme é pelos meandros da relação amorosa entre o traficante e a jornalista da TV colombiana Virginia Vallejo, interpretada por Penélope Cruz. Escobar, vivido por Bardem, acaba, no final das contas, sendo o único interesse do filme e, ainda que a obra queira acentuar a importância de Vallejo na vida pessoal do personagem e na sua perseguição e posterior captura, a apresentadora de TV surge como uma personagem completamente deslocada em cena, uma grande &#8220;forçação&#8221; de barra de Aranoa. Mais curioso ainda é saber que <i>Escobar: A Traição </i>é baseado num livro da própria Virginia, portanto, ou a mesma se deu uma importância histórica que lhe falta ou estamos diante de uma péssima adaptação do material original.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9260" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/08/Loving-Pablo.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">A relação entre Vallejo e Escobar jamais é esmiuçada a contento e o espectador nunca compreende o que move o encontro daquele casal &#8211; atração sexual, afinidade ideológica, interesse financeiro, todas são possibilidades levantadas por momentos específicos do filme. Enfim, jamais fica esclarecido porque a passagem da jornalista pela biografia de Pablo Escobar é tão importante e porque o que ela tem a dizer sobre tudo o que surge como relato sobre esse personagem importa para o longa. O roteiro do projeto insiste em sublinhar um lugar importante para Virginia nessa história, não abrindo mão de oscilar seu interesse nas ações dela e de Pablo Escobar, quando, no final das contas, nem mesmo aquilo que a jornalista tem a oferecer ao agente americano interpretado por Peter Sarsgaard sobre a vida privada do traficante é essencial para que ele consiga chegar ao verdadeiro paradeiro do fora-da-lei interpretado por Bardem.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Cruz e Bardem se esforçam para dar alguma classe ao projeto, mas a direção de Aranoa e seu olhar excessivamente plástico para o tema do seu filme e sua paisagem aproxima <i>Escobar: A Traição </i>de outros tantos projetos que artificializaram uma realidade latino-americana e a transformaram em espetáculo para gringo ver. A sensação de assistir ao filme é a mesma de acompanhar uma dessas biografias excessivamente assépticas e moralmente filtradas de figuras célebres do  cenário brasileiro com o selo Globo Filmes por aqui, com um elenco repleto de rostos conhecidos cuja bagagem de informação que temos de suas vidas fora das telas não conseguimos deixar de lado ao assistirmos suas interpretações, por mais que eles movam esforços válidos para esquecermos quem eles são e os imaginarmos como as figuras que interpretam. <i>Escobar: A Traição </i>é puro artifício, não imagino em que dimensão será relevante para quem ainda se interessa pela biografia do personagem ou mesmo para quem gosta do trabalho da sua dupla de protagonistas.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ZvSxisV-VMA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-escobar-a-traicao/">Crítica: Escobar &#8211; A Traição</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-escobar-a-traicao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Assassinato no Expresso do Oriente</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-assassinato-no-expresso-do-oriente/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-assassinato-no-expresso-do-oriente/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Nov 2017 22:52:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Assassinato no Expresso do Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[Daisy Ridley]]></category>
		<category><![CDATA[Johnny Depp]]></category>
		<category><![CDATA[Judi Dench]]></category>
		<category><![CDATA[Kenneth Branagh]]></category>
		<category><![CDATA[Michelle Pfeiffer]]></category>
		<category><![CDATA[Penélope Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Willem Dafoe]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=8476</guid>

					<description><![CDATA[<p>Interessante que, num tempo em que tantas histórias de detetive já foram exploradas nas mais diversas mídias e com os mais diferentes atrativos, ainda é pertinente retornar a um texto tão basilar e caro ao gênero como Assassinato no Expresso do Oriente de Agatha Christie. Adaptá-lo nunca é um movimento supérfluo. Segunda versão cinematográfica do clássico da escritora que concebeu Hercule Poirot, um dos detetives mais celebrados da literatura mundial, Assassinato no Expresso do Oriente de Kenneth Branagh, que também assume o manto do [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-assassinato-no-expresso-do-oriente/">Crítica: Assassinato no Expresso do Oriente</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Interessante que, num tempo em que tantas histórias de detetive já foram exploradas nas mais diversas mídias e com os mais diferentes atrativos, ainda é pertinente retornar a um texto tão basilar e caro ao gênero como <i>Assassinato no Expresso do Oriente </i>de Agatha Christie. Adaptá-lo nunca é um movimento supérfluo. Segunda versão cinematográfica do clássico da escritora que concebeu Hercule Poirot, um dos detetives mais celebrados da literatura mundial, <i>Assassinato no Expresso do Oriente </i>de Kenneth Branagh, que também assume o manto do protagonista, acerta ao compreender que junto ao valor do livro como entretenimento, a obra consegue estabelecer discussões interessantes sobre a natureza humana a partir dos códigos de conduta bem claros do seu personagem principal. Ao desvendar o crime que mobiliza todos os passageiros do Expresso do Oriente e os transforma em suspeitos em potencial, Poirot se vê obrigado a agir pesando sua própria compreensão de justiça e ética.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">A história parte de uma premissa semelhante àquela estabelecida no livro. Poirot é um dos passageiros do luxuoso Expresso do Oriente e junto com os demais é surpreendido por uma tempestade de neve que faz com que todos fiquem presos num local até que uma equipe de resgate surja para ajudá-los. Concomitantemente, os passageiros são surpreendidos por um fato ainda mais extraordinário, um deles é assassinado e, obviamente, todos os presentes se transformam em suspeitos potenciais. Caberá ao grande Hercule Poirot descobrir quem é o responsável pelo crime ao desvendar o passado de cada um dos suspeitos e da vítima em questão.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8478" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/11/hero_Murder-Orient-Express-2017.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Como diretor, Kenneth Branagh consegue o mérito de fazer com que <i>Assassinato no Expresso do Oriente </i>se apresente ao espectador como uma narrativa de entretenimento que, no terceiro ato, revela que tem muito mais a dizer para o seu público. Na verdade, antes mesmo da resolução do crime por Poirot, o filme de Branagh dá indícios disso com movimentos pontuais do roteiro de Michael Green, de <i>Blade Runner 2049 </i>e <i>Logan</i>, dando conta da personalidade de Poirot e do seu código moral ao construir um <i>background </i>que justifica a atitude do detetive no desfecho da história. O protagonista, por sinal, encontra no próprio Branagh uma ótima encarnação. O ator encontra o equilíbrio entre criar  Poirot como um tipo peculiar sem transformá-lo numa caricatura, uma armadilha fácil para outros atores, imagino. Penso no próprio Johnny Depp, que está no elenco do filme, por exemplo. Tendente a criar tipos, Depp encontraria em Poirot um terreno fértil para suas composições excêntricas. Branagh foge completamente dessa chave e obtém muito êxito.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Como o longa de 1974, a nova versão cinematográfica do livro de Christie também é um deleite para os cinéfilos pelo seu elenco de estrelas. O público contempla ao longo da história as aparições  pontuais de um elenco que desfila pelo vagão do Expresso do Oriente. Reunidos, todos esses atores causam impacto em cena. Temos Judi Dench passando a deixa para Penélope Cruz que é sucedida por Michelle Pfeiffer, Daisy Ridley, Willem Dafoe e assim por diante, culminando em Johnny Depp, que, justificadamente, do ponto de vista pessoal e profissional, não está com muita moral com o público, mas também integra o grupo. Além de Branagh, destacaria Michelle Pfeiffer como a melhor interpretação desta versão da história, sobretudo quando no terceiro ato mais camadas são adicionadas a sua personagem.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Como forma de justificar sua própria existência e diferencial em comparação com a obra de 1974, o que acho uma tolice, o filme de Branagh faz uma mudança pontual no desfecho da história. Se por um lado, dialoga com a maneira como o próprio Poirot enxerga aquilo que nos diferencia de alguém que é capaz de cometer um ato brutal como um assassinato, por outro também acaba trazendo uma contradição para o próprio filme que assume um posicionamento que, suspeito, não era o intencionado, mas enfim, são eventuais leituras que poderão ser feitas sobre a obra, sobretudo em tempos que vivemos, que podem ser frutíferas se discutidas com a complexidade que merecem. Polêmicas à parte, <i>Assassinato no Expresso do Oriente </i>mantém as qualidades de um elegante entretenimento com seu acertado elenco, ainda que não seja uma joia do cinema contemporâneo.</p>
</div>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/1LqXLJEq4sw" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-assassinato-no-expresso-do-oriente/">Crítica: Assassinato no Expresso do Oriente</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-assassinato-no-expresso-do-oriente/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Zoolander 2</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-zoolander-2/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-zoolander-2/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Mar 2016 12:51:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ben Stiller]]></category>
		<category><![CDATA[Justin Theroux]]></category>
		<category><![CDATA[Kristen Wiig]]></category>
		<category><![CDATA[Owen Wilson]]></category>
		<category><![CDATA[Penélope Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Will Ferrell]]></category>
		<category><![CDATA[Zoolander 2]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=4712</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Quando Zoolander chegou aos cinemas em 2001, a criação do ator, diretor e roteirista Ben Stiller nessa sátira do universo da moda chamou a atenção não apenas pela maneira como mostrava o seu tema, mas também pela interessante figura que o ator havia entregue ao mundo, o super-modelo Derek Zoolander, um homem capaz de literalmente paralisar qualquer coisa com um único olhar, o &#8220;Blue Steel&#8221;. Levou quase quinze anos para que Stiller retornasse ao universo de Zoolander na continuação [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-zoolander-2/">Crítica: Zoolander 2</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4713" aria-describedby="caption-attachment-4713" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4713 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/zoolander-620x349.jpg" alt="zoolander" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4713" class="wp-caption-text">Fazendo graça: Penélope Cruz junta-se a Ben Stiller na continuação de Zoolander como uma agente especial e modelo de moda praia.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando <i>Zoolander </i>chegou aos cinemas em 2001, a criação do ator, diretor e roteirista Ben Stiller nessa sátira do universo da moda chamou a atenção não apenas pela maneira como mostrava o seu tema, mas também pela interessante figura que o ator havia entregue ao mundo, o super-modelo Derek Zoolander, um homem capaz de literalmente paralisar qualquer coisa com um único olhar, o &#8220;Blue Steel&#8221;. Levou quase quinze anos para que Stiller retornasse ao universo de Zoolander na continuação <i>Zoolander 2 </i>e as coisas parecem ter saído diferente do que o ator havia vivenciado no filme original. O longa sofreu alguns problemas nas bilheterias norte-americanas em sua estreia, enfrentando a dura concorrência de <i>Deadpool, </i>um dos filmes de maior arrecadação desse primeiro semestre, e as críticas a comédia não foram nada elogiosas. Em parte, a diferença da repercussão entre <i>Zoolander 2 </i>e o primeiro longa protagonizado pelo personagem se justifica, a continuação é mesmo inferior a comédia de 2001, mas não chega a ser completamente ruim como andam alardeando.</p>
<figure id="attachment_4714" aria-describedby="caption-attachment-4714" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4714 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/29edcaee3d65ad3a3c9ba61e1d68607a-620x349.jpg" alt="29edcaee3d65ad3a3c9ba61e1d68607a" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4714" class="wp-caption-text">Tipos impagáveis: Will Ferrell retorna como o interessante vilão Mugatu e Kristen Wiig rouba a cena em uma irreconhecível aparências graças ao trabalho de maquiagem do longa.</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Em <i>Zoolander 2</i>, Ben Stiller retorna ao personagem para contar como ele se encontra depois dos eventos do longa anterior. Aqui acompanhamos Zoolander e seu antigo rival das passarelas Hansel enfrentando as consequências do tempo no mundo da moda. Humilhados em um desfile e enfrentando sucessivos problemas pessoais, ambos somem dos holofotes e vivem bem longe da fama. Tudo muda quando um grupo de celebridades começa a ser assassinado por um misterioso <i>serial killer </i>e eles são recrutados por uma modelo de editoriais de roupas de praia para descobrir o que está por trás dos crimes.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A continuação ainda aposta na sátira ao mundo da moda em suas excentricidades e &#8220;calcanhares de Aquiles&#8221; e o trio Ben Stiller, Owen Wilson e Will Ferrell continuam valendo por suas interessantes criações para esse universo. Existe, porém, uma evidente perda de fôlego na construção dessa sátira, sobretudo quando temos como comparativo o uso que o primeiro filme fez sobre temas sérios que rondam o mundo dos super-modelos e das grifes de alta costura, como a utilização de mão de obra escrava pela indústria da moda em países com problemas políticos e sociais e a superficialidade das celebridades <i>fashionistas</i>. Dessa vez, tudo parece muito diluído em uma trama que mergulha sem concessões no absurdo, algo que o próprio longa faz questão de salientar quando o personagem de Will Ferrell, o vilão Mugatu, ironiza uma certa lenda antiga sobre o &#8220;modelo original&#8221; que mobiliza toda a trama do filme.</p>
</div>
<figure id="attachment_4715" aria-describedby="caption-attachment-4715" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4715 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/720x405-MCDZOOL_EC019_H-620x349.jpg" alt="720x405-MCDZOOL_EC019_H" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4715" class="wp-caption-text">Mudança de tom: Sátira cede espaço ao humor dos absurdos.</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Além das participações especiais de estilistas, personalidades conhecidas das passarelas e alguns atores em evidência ou que andam fora de circulação na indústria (sim, Billy Zane está de volta como Billy Zane!), <i>Zoolander 2 </i>tem no seu elenco a adição de Penélope Cruz, como a modelo de biquinis e agente especial Valentina, e Kristen Wiig, irreconhecível através de uma interessante composição e um curioso trabalho de maquiagem na sua versão hilária de Donatella Versacce, a sinistra Alexania Atoz. É de Wiig alguns dos melhores momentos do filme, sem dúvida.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Perdendo um pouco da sagacidade e inteligência que o primeiro filme apresentava como uma sátira ao mundo <i>fashion</i>, <i>Zoolander 2 </i>se redime pela consciência que tem dos absurdos da sua própria história. Evidente que é um filme menor que o longa de 2001, mas a continuação protagonizada, dirigida e co-roteirizada por Ben Stiller acerta ao entender isso e não ter vergonha de acolher e fazer humor com as suas próprias limitações. Retornos são sempre complicados, ainda mais depois de tantos anos passados desde que a primeira obra fora lançada nos cinemas, mas <i>Zoolander 2 </i>tem alguns ótimos momentos e mantém as características dos seus personagens centrais, porém com uma abordagem levemente diferenciada. Entendendo isso, é relaxar e se divertir com o desfile de tipos concebidos por Ben Stiller e seu grupo de talentosos atores.</p>
</div>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-zoolander-2/">Crítica: Zoolander 2</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-zoolander-2/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
