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	<title>Arquivos Paulo Vilhena - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Paulo Vilhena - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Turma da Mônica &#8211; Laços</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Jun 2019 18:21:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Fenômeno de vendas no Brasil, a Turma da Mônica de Maurício de Sousa finalmente ganha uma adaptação em live action para os cinemas com Turma da Mônica &#8211; Laços, cujo roteiro foi adaptado do quadrinho de mesmo título e de autoria de Vitor e Lu Cafaggi. O filme tem a direção de Daniel Rezende (o mesmo de Bingo: O Rei das Manhãs) e sua aventura tem início quando Floquinho, o cachorro do Cebolinha, misteriosamente desaparece da rua do Limoeiro. Imediatamente, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Fenômeno de vendas no Brasil, a Turma da Mônica de Maurício de Sousa finalmente ganha uma adaptação em live action para os cinemas com <strong><em>Turma da Mônica &#8211; Laços</em></strong>, cujo roteiro foi adaptado do quadrinho de mesmo título e de autoria de Vitor e Lu Cafaggi. O filme tem a direção de Daniel Rezende (o mesmo de <em>Bingo: O Rei das Manhãs</em>) e sua aventura tem início quando Floquinho, o cachorro do Cebolinha, misteriosamente desaparece da rua do Limoeiro. Imediatamente, Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali partem numa jornada de resgate do cãozinho.</p>
<p>O filme de Rezende capta com inteligência e sensibilidade a atmosfera de uma infância nostalgicamente inocente, bem apartada da malícia de uma vivência na era da hiperconexão. O universo de<strong><em> Turma da Mônica &#8211; Laços</em> </strong>estabelece um interessante equilíbrio entre a contemporaneidade e uma <em>old school</em> dos filmes infantis que o fazem parecer resgatado de um passado, capturando com muita propriedade o espírito dos quadrinhos e as características dos seus personagens com um elenco infantil que consegue dar conta do recado e em momento algum soa afetado.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-10792 size-medium" title="Turma da Mônica - Laços" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3453934.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Turma da Mônica - Laços" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3453934.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3453934.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3453934.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O longa conta com uma participação curiosa de Rodrigo Santoro como o Louco, aparecendo na história num momento oportuno para o Cebolinha. Além disso, há outros personagens do universo de Maurício de Sousa que são pontualmente sugeridos na história e que tornam palpável o sonho de ver todo a criação do artista na tela com gente de &#8220;carne e osso&#8221;.</p>
<p>Com <em><strong>Turma da Mônica &#8211; Laços</strong></em>, Rezende consegue fazer uma transposição satisfatória de um dos quadrinhos mais populares do Brasil e que segue intenso no imaginário de tantas crianças por tantos anos. O filme consegue se estabelecer no mesmo patamar de algumas ótimas incursões brasileiras no gênero, como <em>Menino Maluquinho: O Filme</em> de 1995 dirigido por Helvécio Ratton e promete ser o início de uma longeva parceria entre Maurício de Sousa e o cinema.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Daniel Rezende<br />
<strong>Elenco:</strong> Giulia Benite, Kevin Vechiatto, Laura Rauseo, Gabriel Moreira, Rodrigo Santoro, Ravel Cabral, Fafá Rennó, Paulo Vilhena, Monica Iozzi</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Mjz_IqLtI58" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Como Nossos Pais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Aug 2017 20:50:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Clarisse Abujamra]]></category>
		<category><![CDATA[Como Nossos Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Laís Bodanzky]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Mendonça]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Vilhena]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando Como Nossos Pais tem início a família de Rosa, personagem da atriz Maria Ribeiro, está num típico almoço de família, marcado pela bagunça das crianças, cutucadas de irmãos e DRs públicas de casais. Eis que Clarice, matriarca da família interpretada por Clarisse Abujamra, faz uma revelação a Rosa na frente de todos: a moça é fruto de uma relação que ela teve fora do casamento anos atrás quando viajou para um congresso de Sociologia. A informação faz com que a rotina de Rosa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Quando <i>Como Nossos Pais </i>tem início a família de Rosa, personagem da atriz Maria Ribeiro, está num típico almoço de família, marcado pela bagunça das crianças, cutucadas de irmãos e <i>DRs </i>públicas de casais. Eis que Clarice, matriarca da família interpretada por Clarisse Abujamra, faz uma revelação a Rosa na frente de todos: a moça é fruto de uma relação que ela teve fora do casamento anos atrás quando viajou para um congresso de Sociologia. A informação faz com que a rotina de Rosa vire de ponta-cabeça e a fará repensar uma série de escolhas e encaminhamentos em sua vida.</p>
</div>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">O mais recente longa da cineasta Laís Bodanzky (de <i>Bicho de Sete Cabeças </i>e <i>As Melhores Coisas do Mundo</i>) não quer tratar de uma busca incessante de Rosa pelo seu pai biológico, mas entender isso como o estopim para uma verdadeira revolução na vida da personagem que avalia uma série de questões ao longo do filme, a principal delas sua posição como mulher no âmbito micro e macro da sociedade. Micro porque Rosa passa a entender que existe algo de errado na dinâmica do seu casamento, que, apesar de toda uma atmosfera nada conservadora, lhe delega um acúmulo de funções e renúncias que passam longe das obrigações assumidas pelo seu marido Dado nesse contexto. Ao mesmo tempo, na medida em que ela passa a conhecer a fundo a história da sua mãe sem maiores julgamentos, Rosa passa a entender que ela própria, como outras mulheres, sem se dar conta, se deixou levar por uma espiral de convenções  que silenciosamente minaram suas aspirações pessoais.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Aos poucos, a protagonista de Maria Ribeiro começa a entender, por exemplo, que mais importante do que a requisição da monogamia no casamento é fundamental a sinceridade do parceiro quando o mesmo percebe sentir-se atraído sexualmente por outra pessoa. Por esse mesmo impulso de auto-análise, Rosa percebe como a maternidade fez com que ela assumisse um enfrentamento mais pragmático da sua própria carreira, optando por atividades que lhe trouxeram um retorno financeiro mais imediato para manter o seu padrão de vida confortável, enquanto a paternidade não impediu que Dado buscasse aliar o trabalho com uma atividade prazerosa dosada pela sensação de estar fazendo algo de significativo para a sociedade.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8160" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/como-nossos-pais-800x560.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A direção de Bodanzky no filme é eficiente sobretudo quando exibe o contraste entre as funções de homem e mulher no ambiente familiar, como num plano no qual, durante uma manhã qualquer, exibe Dado prolongando o seu sono na cama do casal, enquanto Rosa se prepara para acordar suas filhas para ir ao colégio. É interessante como Bodanzky, junto com o roteiro co-escrito com seu habitual parceiro Luiz Bolognesi, procuram expor essas questões sociais em contextos do cotidiano banal de um núcleo familiar comum, com o qual todos podem se identificar, evidenciando como os papéis domésticos acabam se repetindo não por uma vilania de sujeitos individualizados por gênero, mas porque tendemos a dar continuidade a erros incrustados na sociedade. Ao mesmo tempo, o roteiro do filme enxerga uma solução bem simples para esse cenário sem envolver eventos grandiosos como grandes reformas ou protestos sociais, mas no próprio movimento da sua protagonista de pensar sobre a sua própria vida e dar fim a perpetuação de determinados modelos familiares fadados naturalmente ao fracasso.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Assim, <i>Como Nossos Pais </i>consegue deixar o seu recado sobre questões sociais ao inseri-las no contexto de um cotidiano com personagens que são gente de verdade não pela posição que ocupam , afinal temos que levar em consideração que a família de Rosa é formada por intelectuais acadêmicos e jornalistas, mas pelos dilemas internos e pelas ranhuras das dinâmicas de relacionamento que exibem. Com uma condução que possibilita ao filme trazer questões sérias com leveza (nada é muito sisudo, apesar de tratarmos de questões complexas e que exigem tratamento comprometido), o longa permite a seus atores entregarem performances naturais que são capazes de gerar empatia instantânea na plateia, sobretudo Maria Ribeiro, Clarisse Abujamra e a participação luminosa de Jorge Mautner como o pai adotivo da protagonista. <i>Como Nossos Pais </i>é um filme sincero que certamente falará com muita gente.</p>
<p><b>Assista ao trailer do filme:</b></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/-_8t-3PG8Qk" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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