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	<title>Arquivos Patrick Wilson - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Patrick Wilson - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Aquaman 2 &#8211; O Reino Perdido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Dec 2023 12:48:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A estreia de Aquaman 2: O Reino Perdido anuncia o fim do Universo Estendido da DC (DCEU) como conhecemos. O longa-metragem passou por inúmeros reajustes por conta disso e de outras questões de produção &#8211; como a pandemia, os resultados negativos de outros longas recentes do DCEU ou o julgamento entre Amber Heard, que interpreta Mera, e seu ex-marido Johnny Depp. As polêmicas que envolveram o novo filme de James Wan (Maligno, de 2021) preocuparam os fãs quanto a qualidade [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A estreia de <strong><em>Aquaman 2: O Reino Perdido</em></strong> anuncia o fim do Universo Estendido da DC (DCEU) como conhecemos. O longa-metragem passou por inúmeros reajustes por conta disso e de outras questões de produção &#8211; como a pandemia, os resultados negativos de outros longas recentes do DCEU ou o julgamento entre Amber Heard, que interpreta Mera, e seu ex-marido Johnny Depp. As polêmicas que envolveram o novo filme de James Wan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-maligno/"><em>Maligno</em></a>, de 2021) preocuparam os fãs quanto a qualidade do que seria apresentado, especialmente quando se pensa que o longa inaugural do rei de Atlântida foi um sucesso. O resultado, no entanto, é surpreendentemente positivo.</p>
<p>Indo em contramão da expectativa de todos, o novo projeto sobre o tritão mais conhecido dos quadrinhos é coeso, divertido e encerra bem o seu arco narrativo iniciado em 2018. Wan consegue imprimir mais uma vez a sua marca como diretor num projeto onde tudo parecia caminhar para o precipício. A eficiente direção do cineasta, no entanto, além do seu conhecimento e apropriação do universo narrativo, parecem ter ajudado a manter <strong><em>Aquaman 2: O Reino Perdido</em></strong> sob suas rédeas, resultando numa despedida de qualidade &#8211; tanto para o DCEU quanto para o Aquaman de Jason Momoa (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-10/"><em>Velozes e Furiosos 10</em></a>, de 2023).</p>
<p>Mais uma vez o reino de Atlântida se vê atacado pela superfície. Os problemas climáticos estão afetando o povo do reino submerso, que culpam os humanos pela destruição de seu povo. Arthur Curry, também conhecido como Aquaman (Jason Momoa), descobre, contudo, que seu antigo inimigo, Manta Negra (Yahya Abdul-Mateen II), é o verdadeiro responsável por essa destruição. Para impedir que o vilão destrua Atlântida e todo o restante da Terra, Arthur precisará pedir ajuda do seu meio-irmão e antigo rival, Orm (Patrick Wilson), para salvar o reino dos mares e a civilização terrestre.</p>
<p>A própria história desenvolvida por David Leslie Johnson-McGoldrick (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-invocacao-do-mal-3-a-ordem-do-demonio/"><em>Invocação do Mal 3 – A Ordem do Demônio</em></a>, de 2021) se atém a concluir os arcos iniciados e desenvolvidos no primeiro longa do super herói. A busca pelo equilíbrio entre ser meio humano e meio atlantiano, as dificuldades em reinar, a vingança do inimigo do primeiro filme e, principalmente, a ligação com a família. Os temas centrais de <strong><em>Aquaman 2: O Reino Perdido</em></strong> são esses e eles são mais do que suficientes para motivarem uma nova produção de quase 2h.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-17596" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Aquaman-2-1-750x500.jpg" alt="Aquaman 2 - O Reino Perdido" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Aquaman-2-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Aquaman-2-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Aquaman-2-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Aquaman-2-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Aquaman-2-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Aquaman-2-1-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Aquaman-2-1.jpg 1500w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Essa coerência tanto no estilo, na estética e narrativa são os pontos mais fortes do longa. na verdade, essas escolhas acertadas são a justificativa para um filme que tinha tudo para dar errado, ter chegado num resultado tão positivo. O equilíbrio entre entender que essa narrativa precisava acontecer por conta dos fãs e para fechar o arco narrativo com Momoa e Wan e as reestruturações da produção agora que não vai ter continuidade a esta linha temporal/narrativa do DCEU foram fundamentais para amarrar a obra. É dessa forma que <strong><em>Aquaman 2: O Reino Perdido</em></strong> chega ao público. Certo de si e sem dúvidas sobre o que queria ter sido.</p>
<p>Além da coesão na equipe técnica e de produção do longa, o elenco mais uma vez retorna para casa. É possível sentir a proximidade e a ligação entre os atores e atrizes em cena. <strong><em>Aquaman 2: O Reino Perdido</em></strong> soa como uma despedida o tempo todo. Mas isso não é negativo ou exagerado, é apenas a sensação da certeza de que eles estão vivendo o melhor que podem nos momentos finais dessa caminhada.</p>
<p>O projeto não perde a diversão em suas falas, especialmente no que diz respeito a interação entre Momoa e Patrick Wilson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-moonfall-ameaca-lunar/"><em>Moonfall – Ameaça Lunar</em></a>, de 2022), e nem a originalidade de Wan, ainda mais quando ele consegue inserir elementos mais sombrios e próximos do universo de terror que ele tanto gosta. Graças a essa clara sintonia entre equipe, produtores executivos e elenco, <strong><em>Aquaman 2: O Reino Perdido</em></strong> é um feliz surpresa aos fãs. Seja para aproveitar os cinemas no fim de ano ou para fechar de forma positiva o DCEU, o novo filme do tritão é a melhor forma de dizer adeus ao antigo Universo Estentido da DC.</p>
<p><strong>Direção:</strong> James Wan</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jason Momoa, Indya Moore, Ben Affleck, Patrick Wilson, Amber Heard, Willem Dafoe, Yahya Abdul-Mateen II, Ricardo Molina, Nicole Kidman, Dolph Lundgren</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/rPBjB65NV_c?si=2ctnHwRYBuK-Sz14" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Moonfall &#8211; Ameaça Lunar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Feb 2022 22:04:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>É muito complicado ir assistir um filme cujo diretor apresentou excelentes trabalhos daquele mesmo gênero. Isso porque invariavelmente a expectativa fica meio fora de controle e a chance de se frustrar é grande. O que acontece com Moonfall &#8211; Ameaça Lunar &#8211; de Roland Emmerich, que dirigiu 2012, O Dia Depois de Amanhã e Independence Day -, no entanto, é quase uma falta de respeito com o público fiel de longas de catástrofes. Jocinda (Halle Berry, John Wick 3 &#8211; [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É muito complicado ir assistir um filme cujo diretor apresentou excelentes trabalhos daquele mesmo gênero. Isso porque invariavelmente a expectativa fica meio fora de controle e a chance de se frustrar é grande. O que acontece com <em><strong>Moonfall &#8211; Ameaça Lunar</strong></em> &#8211; de Roland Emmerich, que dirigiu <em>2012, O Dia Depois de Amanhã e Independence Day</em> -, no entanto, é quase uma falta de respeito com o público fiel de longas de catástrofes.</p>
<p>Jocinda (Halle Berry, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-3-parabellum/"><em>John Wick 3 &#8211; Parabellum</em></a>) e Bryan (Patrick Wilson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-invocacao-do-mal-3-a-ordem-do-demonio/"><em>Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio</em></a>) são astronautas da Nasa que passam por um episódio estranho em uma das missões, que acaba resultando na morte de um colega. Anos depois, quando ele já nem trabalha mais no órgão, um jovem cientista curioso acaba descobrindo que a Lua está fora da sua órbita normal e que isso vai resultar em uma série de catástrofes no mundo. Com o tempo, eles descobrem que os fatos estão interligados.</p>
<p>Uma das premissas básicas para este gênero de longa é fazer com que o espectador crie empatia pelos personagens e, posteriormente, entre na ansiedade do grande evento que está por vir. <em><strong>Moonfall &#8211; Ameaça Lunar</strong></em> não dá tempo para que isso aconteça ao despejar o início da catástrofe com menos de 10 minutos de exibição. Não conhecemos os personagens direito, não sabemos suas motivações, suas crises familiares. Tudo isso é tratado com banalidade pelo roteiro.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15205" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/22.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/22.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/22-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/22-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/22-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com uma sucessão de diálogos pobres e expositivos, evoluímos para uma corrida absurda e sem lógica para conseguir colocar a Lua de volta à sua órbita original. O filme falha novamente ao não explicar porque isso está acontecendo. Ele opta por colocar isso como um mistério para o final, mas não é algo que funciona em termos de narrativa, já que, assim como os personagens, não nos conectamos com a história em si. Sim, sabemos que este estilo de longa é recheado de absurdos e mentiras. Mas até mesmo isso tem que ter alguma lógica, senão parece que está duvidando da capacidade cognitiva do espectador.</p>
<p>Jo e Bryan voltam a se reunir com o objetivo de tentar resolver o problema e as coisas acontecem magicamente. Eles pegam uma nave de um museu, consertam em menos de 24h e decidem ir ao espaço com um dos motores quebrados. Para piorar essa falta de lógica, em dado momento a Lua está tão perto da Terra, que começa a raspar nas montanhas! É um absurdo tão grande, especialmente quando olhamos para o histórico do diretor, que nos apresentou filmes tão tensos e &#8220;realistas&#8221; quanto <em>O Dia Depois de Amanhã. </em></p>
<p>Se nada disso parece bom, talvez a química e dinâmica dos personagens pudesse salvar. Ao invés disso, vemos uma colcha de retalhos de pessoas que não fazem o menor sentido entre si e que pouco contribuem com o projeto. Halle Berry e Patrick Wilson se salvam neste quesito, pois funcionam muito bem juntos. Ainda assim, o roteiro os coloca em um lugar de precarização tão grande, que nem parece que já protagonizaram grandes franquias e ganharam o Oscar.</p>
<p><em><strong>Moonfall &#8211; Ameaça Lunar </strong></em>é um filme que para ser ruim, precisa melhorar muito. Cansativo, longo demais, completamente fora da casinha e com uma finalização ainda pior. É como se o roteiro achasse que o espectador é privado de inteligência ou capacidade interpretativa.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Roland Emmerich</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Halle Berry, Patrick Wilson, John Bradley, Charlie Plummer, Carolina Bartczak, Donald Sutherland, Michael Peña, Eme Ikwuakor</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Yt5EGKxpmhE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Invocação do Mal 3 &#8211; A Ordem do Demônio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Jun 2021 00:10:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Invocação do Mal 3 &#8211; A Ordem do Demônio é mais um capítulo de uma das franquias de terror de maior sucesso do momento. Focados nas histórias reais dos investigadores paranormais Ed (Patrick Wilson, Annabelle 3: De Volta Para Casa) e Lorraine Warren (Vera Farmiga, A Rebelião), este episódio fala muito sobre exorcismo e rituais satânicos como forma de invocação do demônio na vida daquelas pessoas. A franquia por si só trouxe uma nova roupagem para um gênero que estava [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Invocação do Mal 3 &#8211; A Ordem do Demônio</em></strong> é mais um capítulo de uma das franquias de terror de maior sucesso do momento. Focados nas histórias reais dos investigadores paranormais Ed (Patrick Wilson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-annabelle-3-de-volta-para-casa/"><em>Annabelle 3: De Volta Para Casa</em></a>) e Lorraine Warren (Vera Farmiga, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-rebeliao/"><em>A Rebelião</em></a>), este episódio fala muito sobre exorcismo e rituais satânicos como forma de invocação do demônio na vida daquelas pessoas.</p>
<p>A franquia por si só trouxe uma nova roupagem para um gênero que estava cansado. O espectador passou do ponto de se entreter com terror que apresenta apenas sustos de sonoplastia e pulos na cadeira. É preciso realmente incutir o medo e o pavor nas nossas mentes, pois é justamente assim que a semente da dúvida, que fica até depois da sessão terminar, se planta.</p>
<p><em><strong>Invocação do Mal 3</strong></em> não subestima a inteligência de seu espectador. O roteiro evita ficar dando explicações desnecessárias e vai logo ao objetivo de cada cena, trazendo elementos que sejam apenas necessários para compor a história como um todo. Com isso, temos diálogos sem excessos e interações muito mais efetivas e proveitosas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14156" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/invocacaodomal3aordemdodemonio2021s.jpeg" alt="Invocação do Mal 3" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/invocacaodomal3aordemdodemonio2021s.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/invocacaodomal3aordemdodemonio2021s-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/invocacaodomal3aordemdodemonio2021s-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/invocacaodomal3aordemdodemonio2021s-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>É interessante como eles mesclam a dinâmica da vida particular de Ed e Lorraine com o caso específico que eles estão lidando. Acompanhamos como as duas histórias vão se cruzando a medida que a teia de pavor é criada. Não espere bichos horrorosos ou demônios personificados. Este longa toca no ponto daquele medo que surge do desconhecido, da neblina de desconfiança que aparece sempre que olhamos para o breu, por exemplo.</p>
<p>O elenco de coadjuvantes, que varia bastante a cada filme, tem muita química com a dupla original e principal. Wilson e Farmiga dominam as cenas como ninguém, mostrando uma grande intimidade com este mundo de terror. Eles não são aqueles personagens comumente inocentes de filmes de terror, que tomam decisões extremamente questionáveis o tempo todo. O casal tem conhecimento e vai pra cima daquilo que amedronta a maioria dos personagens.</p>
<p>A medida que a investigação avança, temos vários elementos macabros inseridos na trama, como caveiras enterradas nas casas, pessoas e defuntos possuídos, além do surgimento de uma antagonista personificada, que é responsável pelo ritual satânico em si. A todo momento lembramos que essa é uma história real que aconteceu nos anos 1980, o que torna tudo mais pesado.</p>
<p>Como se a história como um todo já não fosse aterrorizante, ao final temos contato com o áudio original do exorcismo do menino, vemos fotos das pessoas reais, em comparação com a interpretação dos atores. <em><strong>Invocação do Mal 3</strong></em> é um filme de terror de qualidade que não se limita aos sustos. Caminhamos da investigação ao ritual satânico de maneira muito bem sucedida e assertiva, mostrando vale a pena continuar investindo na franquia.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Michael Chaves</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Patrick Wilson, Vera Farmiga, Ruairi O&#8217;Connor, John Noble, Ronnie Gene Blevins, Julian Hilliard</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Hn8GsjQTUiM" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-invocacao-do-mal-3-a-ordem-do-demonio/">Crítica: Invocação do Mal 3 &#8211; A Ordem do Demônio</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Campo do Medo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Oct 2019 15:41:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Juntando-se a Cemitério Maldito e a It &#8211; Capítulo 2, Campo do Medo é mais uma adaptação de uma obra do prolífico autor Stephen King em 2019. Nas mãos do diretor Vincenzo Natali (do cult e inovador O Cubo) e distribuído pela Netflix, a narrativa acompanha duas famílias presas dentro de um infinito campo de grama alta na beira de uma estrada norte-americana. De maneira análoga a um labirinto, o gramado é a principal peça do filme. Neste sentido, Natali [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Juntando-se a <em><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cemiterio-maldito/">Cemitério Maldito</a></em> e a <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-it-capitulo-2/"><em>It &#8211; Capítulo 2</em></a>, <strong><em>Campo do Medo</em></strong> é mais uma adaptação de uma obra do prolífico autor Stephen King em 2019. Nas mãos do diretor Vincenzo Natali (do cult e inovador <em>O Cubo</em>) e distribuído pela <em>Netflix</em>, a narrativa acompanha duas famílias presas dentro de um infinito campo de grama alta na beira de uma estrada norte-americana.</p>
<p>De maneira análoga a um labirinto, o gramado é a principal peça do filme. Neste sentido, Natali estabelece desde cedo planos gerais que destacam a imensidão do mar verde e sua infinitude, perdendo-se no horizonte. Em contraste, a visão de dentro dele é claustrofóbica e sufocante, marcadas por <em>close-ups</em>. Além disso, <em>contra-plongées </em>(planos de baixo para cima) realçam o efeito do Sol queimando as famílias, aumentando a sensação de desconforto e urgência.</p>
<p>No mesmo sentido, a padronização do gramado deixa o espectador desnorteado e sem o menor senso de direção. Conforme o avançar da trama, sua linha temporal vai ficando cada vez mais embaralhada e personagens transitam entre presente e passado. Por exemplo, quando Travis (Harrison Gilbertson, <em>Upgrade</em>) vai atrás de Becky (Laysla de Oliveira, <em>The Gifted</em>), que está desaparecida há dois meses, ele encontra sua versão do momento em que desapareceu.</p>
<p>Todavia, esse artifício de <strong><em>Campo do Medo</em></strong> também é um de seus maiores empecilhos. Essas mesmas situações vão se repetindo e perdem o impacto. Além disso — como de praxe nos trabalhos de King — as explicações lógicas são ignoradas em detrimento de uma mística sobrenatural. Obviamente, não há nenhum problema nisso, contanto que a própria lógica de seu universo seja respeitada. O que não acontece.</p>
<p>Igualmente, a ameaça de <em><strong>Campo do Medo</strong></em> nunca sai da sugestão, nem cumpre o potencial que prometia. Personificada na figura de Ross (Patrick Wilson, <em><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/">Aquaman</a></em>), o tom passivo-agressivo do personagem não é o suficiente para sustentar um antagonismo. Aliás, fica até difícil identificar qualquer nuance de horror na história. Assim como não vai para o lado dos <em>jumpscares,</em> seu terror psicológico não é imersivo o suficiente. É uma enorme ingenuidade de Natali acreditar que <em>zooms-in </em>em plantas ao vento podem deixar o público tenso.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11472" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Campo-do-Medo-750x500.jpg" alt="Campo do Medo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Campo-do-Medo.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Campo-do-Medo-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Campo-do-Medo-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Outro grande problema do longa é que sua cinematografia escura não foi pensada para ser exibida na televisão, sofrendo o mesmo problema da Batalha de <em>Winterfell, </em>na última temporada de <em>Game of Thrones</em>. Em certas sequências, a escuridão é tanta que o pouco de tensão que a trama possui se perde no meio da confusão visual, como no confronto ao redor da rocha.</p>
<p>Diferentemente de <em>O Cubo</em>, o roteiro de Natali não aproveita o ambiente bolha e extremo para aprofundar os protagonistas. Embora chegue a flertar com camadas mais profundas, como o obsessivo amor fraternal de Cal (Avery Whitted, <em>Sidney Hall</em>) por Becky e um dilema sobre aborto, não há nada que enriqueça suas histórias ali, deixando uma sensação de incompletude.</p>
<p>Em relação ao elenco, por incrível que pareça, seu grande destaque não vai para Patrick Wilson — que até se entrega a gradual loucura de seu personagem — mas sim para Will Buie Jr. (<em>Acampados</em>), interpretando Tobin. O ator mirim consegue, simultaneamente, passar inocência e mistério, criando uma figura assustadora. Não só isso, como ele também mostra versatilidade ao performar diferentes versões de si mesmo, devido as diversas linhas temporais.</p>
<p>Por fim, <strong><em>Campo do Medo </em></strong>até possui méritos em seu primeiro ato, criando um desnorteamento visual e espacial proposital, transformando o campo de grama alta em um labirinto psicodélico. Porém, de resto, tudo é desinteressante. Desde seu antagonista principal não-ameaçador, até os protagonistas unidimensionais e suas viagens no tempo paradoxais. Assim, na prateleira das adaptações de King, o longa da <em>Netflix</em> está mais próximo de fracassos como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-torre-negra/"><em>A Torre Negra</em></a> do que clássicos como <em>O Iluminado.</em></p>
<p><strong>Direção</strong>: Vincenzo Natali<br />
<strong>Elenco</strong>: Patrick Wilson, Laysla de Oliveira, Harrison Gilbertson, Avery Whitted, Rachel Wilson, Will Buie Jr</p>
<p style="text-align: center"><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=XA-od7-JSfg&amp;w=750&amp;h=500]</p>
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		<title>Crítica: Annabelle 3: De Volta para Casa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jun 2019 00:45:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um longa da série de derivados da franquia Invocação do Mal iniciada em 2013 com o filme de James Wan chega aos cinemas. Trata-se de outro título protagonizado pela boneca que serve de canal para possessões demoníacas, Annabelle. Annabelle 3: De Volta para Casa estreia com a promessa de contar mais uma história apavorante protagonizada por ela mas também apresentar novas aparições sobrenaturais que têm tudo para ser exploradas em outros derivados de horror, afinal, é assim que esses filmes têm funcionado até [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Mais um longa da série de derivados da franquia <i>Invocação do Mal </i>iniciada em 2013 com o filme de James Wan chega aos cinemas. Trata-se de outro título protagonizado pela boneca que serve de canal para possessões demoníacas, Annabelle. <i><b>Annabelle 3: De Volta para Casa</b> </i>estreia com a promessa de contar mais uma história apavorante protagonizada por ela mas também apresentar novas aparições sobrenaturais que têm tudo para ser exploradas em outros derivados de horror, afinal, é assim que esses filmes têm funcionado até aqui.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Acontece que, se <i>Annabelle 2: A Criação do Mal </i>demonstrou vigor semelhante aos dois <i>Invocação do Mal</i>, <i>Annabelle 3: De Volta para Casa </i>só não vacila tanto quanto os lamentáveis <i>Annabelle </i>e <i>A Freira </i>pois de maneira geral é bem mediano. O filme soa como um grande <i>showroom </i>do catálogo de horror da Warner e não como uma narrativa que se sustenta por si só.</p>
<p>O longa acerta ao ter como base da sua trama a família Warren, centrando suas atenções na filha do casal. Interpretados por Patrick Wilson e Vera Farmiga. O casal de especialistas em aparições sobrenaturais funciona como uma espécie de garantia de qualidade para a história. Os Warren dos atores sempre foram um dos elementos mais fortes dos longas <i>Invocação do Mal </i>pela química, carisma e dignidade que a dupla apresenta em cena. Entretanto, <i>Annabelle 3 </i>só dá um gostinho com a participação de Wilson e Farmiga porque o &#8220;miolo&#8221; da sua trama pertence mesmo é a sua filha.</p>
</div>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10798" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/4393543.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/4393543.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/4393543.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/4393543.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A trama de <i>Annabelle 3: De Volta para Casa </i>acontece mesmo quando os personagens de Farmiga e Wilson se despedem da única filha deixando-a em casa aos cuidados de uma babá adolescente. Quando a amiga do moça fica sabendo que ela trabalha para os Warren imediatamente fica curiosa pelas histórias do casal e descobre a sala secreta onde eles guardam todos os objetos coletados de suas ações em locais que servem de cenário para manifestações demoníacas. Quando a garota retira a boneca Annabelle do seu guardador, diversos fenômenos macabros passam a atormentar as duas meninas durante a noite que passam cuidando da filha do casal.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O enfoque dramático de <i>Annabelle 3 </i>versa sobre o desejo de uma das garotas de rever o seu pai falecido. O filme tenta amarrar essa história à própria jornada dos Warren, o que rende um dos melhores momentos do longa e que evidencia um propósito para a obra que vai além do óbvio anseio do estúdio de expandir os horizontes da sua franquia. O problema é que até chegar lá, <i>Annabelle 3 </i>vira um grande &#8220;parque de diversões do horror&#8221; sem <i>plot </i>algum que parece funcionar na fórmula simplista das aparições demoníacas &#8220;tocando o terror nos seus personagens&#8221;.</p>
<p>Em síntese, <i>Annabelle 3 </i>parece só existir mesmo para ser uma espécie de apêndice ou aperitivo do que vem por aí no futuro do horror na Warner.  Com direito até a monstros em CGI, coisa que até então (ainda bem) não tinha ocorrido na franquia, <i>Annabelle 3 </i>é um capítulo até divertido desse universo, mas que, na essência, é relativamente incipiente.</p>
</div>
<p><strong>Direção:</strong> Gary Dauberman<br />
<strong>Elenco:</strong> Mckenna Grace, Madison Iseman, Katie Sarife, Vera Farmiga, Patrick Wilson, Michael Cimino, Samara Lee, Kenzie Caplan, Sade Katarina, Steve Coulter</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/-OFrNe_FYhc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Invocação do Mal 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jun 2016 19:57:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Invocação do Mal]]></category>
		<category><![CDATA[Invocação do Mal 2]]></category>
		<category><![CDATA[Patrick Wilson]]></category>
		<category><![CDATA[Terror]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>James Wan é um dos raros cineastas contemporâneos a entender toda a lógica de funcionamento interna e espectatorial de um filme de terror. O diretor de longas que já são considerados como potenciais clássicos do gênero da sua geração, como o primeiro Invocação do Mal e Sobrenatural, consegue cumprir todas as demandas formais que um longa de terror requer e, ao mesmo tempo, sabe costurar muito bem as relações pessoais dos protagonistas das suas obras, o que só contribuiu para a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>James Wan é um dos raros cineastas contemporâneos a entender toda a lógica de funcionamento interna e espectatorial de um filme de terror. O diretor de longas que já são considerados como potenciais clássicos do gênero da sua geração, como o primeiro <i>Invocação do Mal </i>e <i>Sobrenatural</i>, consegue cumprir todas as demandas formais que um longa de terror requer e, ao mesmo tempo, sabe costurar muito bem as relações pessoais dos protagonistas das suas obras, o que só contribuiu para a eficiência dos efeitos pretendidos por suas histórias macabras, já que só nos importamos com os eventos contados na tela, tomamos sustos ou tememos o destino dos seus personagens porque eles acabam se tornando objetos de nossos afetos. Atendendo a todos esses requisitos, <i>Invocação do Mal 2 </i>é mais um êxito na sua carreira, fazendo jus não só aos elementos que fizeram do seu antecessor um dos grandes filmes de 2013, como também deixando em definitivo a impressão de que Wan é um dos grandes realizadores em atividade nos estúdios norte-americanos atualmente.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Invocação do Mal 2</i>, mais um caso dos arquivos pessoais de Ed e Lorraine Warren é acompanhado pelo público. Na continuação, os Warren são convocados para ajudar os Hodgson, uma família inglesa formada por uma mãe e seus quatro filhos que passam a ser vítimas de fenômenos estranhos quando uma das crianças é convocada por um espírito maligno que habita sua casa. Mesmo prometendo que não voltariam a entrar em contato com forças demoníacas desse calibre, Lorraine e seu marido resolvem enfrentar mais esse mistério que pode pôr em risco não apenas a vida dessa família, mas também as suas próprias.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6125" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/The-Conjuring.jpg" alt="The-Conjuring" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Na continuação do filme de 2013, James Wan resgata todos os elementos que garantiram o êxito do anterior. O diretor consegue construir uma atmosfera apavorante ao longo de todo o filme, conduzindo com segurança todos os recursos cênicos possíveis que são capazes de criar uma trama de tensão constante. Wan entende como sua câmera deve se colocar em cada cena para provocar calafrios na plateia, assim como compreende como aplicar recursos sonoros, de luz e todo o cenário à sua disposição. Além disso, o realizador, com o suporte de um excelente roteiro que ele mesmo escreveu ao lado de Carey Hayes, Chad Hayes e David Leslie Johnson, tal qual no primeiro filme, acerta ao desenvolver relações e conflitos consistentes protagonizados pelos personagens do longa, situações que em momento algum soam apelativas ou superficiais e que aderem à trama sobrenatural, trazendo um tom ainda mais grave aos acontecimentos narrados pela obra.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Assim, tal qual o primeiro filme, o núcleo dramático base da continuação é o casal Warren e a família  vítima dos fenômenos diabólicos. É certo que os Perron de <i>Invocação do Mal </i>se sobressaem quando colocados em comparação com os Hodgson do segundo longa, até porque a vítima da possessão no primeiro filme é a matriarca da família. Contudo, a maneira como Wan e seus co-roteiristas expandem as possibilidades dramáticas e os conflitos de Ed e Lorraine, levando os personagens a zonas nunca antes transitadas e fazendo-os &#8220;evoluir&#8221; em suas características e traumas na continuação é admirável e justifica criativamente a perpetuação da franquia. Contar com atores do calibre e com a credibilidade de Vera Farmiga e Patrick Wilson também ajuda James Wan a atingir seus objetivos. Farmiga segue como uma das sustentações afetivas da obra, traduzindo muito bem os danos que a paranormalidade trazem para a esfera pessoal de Lorraine a cada vez que ela enfrenta um novo caso. Já Wilson imprime a segurança e credibilidade necessárias para que o público assuma Ed Warren como um herói possível da sua história sem as afetações costumeiras do gênero. Juntos em cena, Farmiga e Wilson são ainda melhores, afinal conseguiram construir para os Warren uma relação calcada em muita cumplicidade, algo que é nítido na tela e que causa um efeito muito forte na plateia.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Mais uma vez, evitando a produção de sustos aleatórios e investindo na construção de personagens maduros e complexos e ainda numa atmosfera apavorante, James Wan faz de <i>Invocação do Mal 2 </i>um longa tão bom quanto o seu antecessor. Além de acertar em cheio no que se espera formalmente de um filme do gênero, <i>Invocação do Mal 2 </i>se impõe como uma obra emocional e dramaticamente adulta, evitando o risco de fazer os seus personagens andarem em círculos, às voltas com as mesmas situações e nunca &#8220;evoluindo&#8221; em seus conflitos. O maior êxito do filme é preservar o que deu certo no seu primeiro título e testar as suas outras possibilidades, demonstrando o fôlego do seu cineasta e da sua franquia na produção futura de tramas ainda mais macabras protagonizadas pelos Warren.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme: </strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PUdxMXjiRck" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
</div>
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