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	<title>Arquivos O&#039;Shea Jackson Jr. - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos O&#039;Shea Jackson Jr. - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Urso do Pó Branco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Mar 2023 20:51:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Urso do Pó Branco tem uma das premissas mais absurdas de 2023. O longa dirigido por Elizabeth Banks (As Panteras) conta a história de um traficante que nos anos de 1980 leva uma quantidade considerável de cocaína para uma reserva florestal nos EUA. O pacote é encontrado por uma espécie de urso local que fica viciado na substância e sob o efeito da droga se transforma em uma máquina de matar, colocando em risco a vida da população das redondezas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Urso do Pó Branco</strong></em> tem uma das premissas mais absurdas de 2023. O longa dirigido por Elizabeth Banks (As Panteras) conta a história de um traficante que nos anos de 1980 leva uma quantidade considerável de cocaína para uma reserva florestal nos EUA. O pacote é encontrado por uma espécie de urso local que fica viciado na substância e sob o efeito da droga se transforma em uma máquina de matar, colocando em risco a vida da população das redondezas que adentra em seu habitat.</p>
<p>Por mais absurda que a premissa de <strong><em>Urso do Pó Branco</em></strong> seja, o episódio de fato aconteceu em 1985 no estado da Geórgia. Na realidade, diferente do filme, o urso que consumiu a droga acabou morrendo, não resistindo aos efeitos da substância em seu organismo. No longa, a situação acaba sendo o estopim para uma história que ação cheia de violência gráfica, mas que nunca se leva a sério, se enquadrando como um típico filme B que faria sucesso nos anos 1980.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16585" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/keri-russell-esta-no-elenco-de-o-urso-do-po-branco-1680095858035_v2_4x3.jpg" alt="Urso do Pó Branco" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/keri-russell-esta-no-elenco-de-o-urso-do-po-branco-1680095858035_v2_4x3.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/keri-russell-esta-no-elenco-de-o-urso-do-po-branco-1680095858035_v2_4x3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/keri-russell-esta-no-elenco-de-o-urso-do-po-branco-1680095858035_v2_4x3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/keri-russell-esta-no-elenco-de-o-urso-do-po-branco-1680095858035_v2_4x3-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Apesar de fincar seu pé em um período específico e conter aqui e ali claramente alguma referência do seu tempo, Banks acertou em não transformar <strong><em>Urso do Pó Branco</em></strong> em um filme refém da nostalgia. Em momento algum, esse afeto da diretora pela época deixa de lado a identidade daquela história. Infelizmente, em alguns momentos o filme se apresenta como uma narrativa trôpega e com dificuldade de foco, tamanha a quantidade de seus personagens principais. Os núcleos dramáticos centrais da história são representados por uma mãe (Keri Russell) em busca da filha perdida na floresta e um grupo de traficantes liderados pelo saudoso Ray Liotta. Nenhum deles apresenta qualquer densidade em seu desenvolvimento, nem é capaz de gerar qualquer afeto no espectador, ainda que a diretora conte com um elenco bastante talentoso.</p>
<p>O destaque dessa história é mesmo a série de situações absurdas protagonizadas pelo urso sob efeito de cocaína. Banks tem uma certa dificuldade em manter o fôlego e o interesse do público pela história, fazendo o espectador perceber que muitas vezes o roteiro não faz justiça à premissa do longa. O humor do filme funciona em um primeiro momento, mas logo dá sinais de desgaste, fazendo o longa soar como uma &#8220;piada de nota só&#8221;. De fato, <strong><em>Urso do Pó Branco</em> </strong>é um passatempo curioso e que rende uma sessão moderadamente divertida para o espectador, mas não faz muita justiça ao interesse inevitável do público pela sua sinopse.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Elizabeth Banks</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Keri Russell, O&#8217;Shea Jackson Jr., Christian Convery</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/b9bWjBbwpjw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Casal Improvável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Jun 2019 21:00:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema atual está muito focado em determinados gêneros. Super-heróis, terror e adaptações cinematográficas de livros juvenis é o que mais rende filmes ultimamente, especialmente porque é uma certeza de bilheteria um pouco maior. Diferente da década de 1990, a comédia romântica foi esquecida e relegada a projetos simplórios e rasos. É por isso que fui ao cinema assistir Casal Improvável com uma mistura de ansiedade e descrença. Na trama, o jornalista Fred Flarsky (Seth Rogen) reencontra por acaso sua [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O cinema atual está muito focado em determinados gêneros. Super-heróis, terror e adaptações cinematográficas de livros juvenis é o que mais rende filmes ultimamente, especialmente porque é uma certeza de bilheteria um pouco maior. Diferente da década de 1990, a comédia romântica foi esquecida e relegada a projetos simplórios e rasos. É por isso que fui ao cinema assistir <em><strong>Casal Improvável</strong> </em>com uma mistura de ansiedade e descrença.</p>
<p>Na trama, o jornalista Fred Flarsky (Seth Rogen) reencontra por acaso sua primeira paixão, Charlotte Field (Charlize Theron). Enquanto Flarsky cresceu e se tornou um redator impulsivo, Charlotte ocupa o cargo de Secretária de Estado norte-americana, sempre rodeada por assessores de sua confiança. O caminho dos dois vai se cruzar profissionalmente e render uma longa história.</p>
<p>Comentei no <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-5-comedias-romanticas-imperdiveis/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>Especial: Cinco Comédias Românticas Imperdíveis</strong> </em></a>que a principal receita para uma comédia romântica de qualidade é o equilíbrio nas duas partes do gênero. O espectador tem que ser ofertado com muita comédia e muito romance, tudo na medida certa e respeitando o espaço dos dois. O que vem acontecendo nos longas deste estilo nos últimos anos é que a comédia sobrepõe o romance, dando pouco espaço para apaixonar o espectador.</p>
<p>Felizmente, <strong><em>Casal Improvável</em></strong> acerta perfeitamente neste equilíbrio. Começamos com um ritmo acertado de risos exacerbados e cenas toscas, evoluindo lentamente para o romance que vai surgindo entre o casal principal. Acredito que um dos maiores ganhos do longa é que ele respeita o momento de romance, sem interferir com a risada. Em uma das cenas mais lindas quando o casal principal dança nos bastidores de uma festa, nós podemos curtir aquele momento, se apaixonar pela música e pelos dois. Não temos o clímax interrompido.</p>
<p>Diferente do que a ideia do filme pode propor, este não é um filme sobre um cara bosta que consegue a mulher maravilha. O que seria péssimo porque isso é muito triste de se ver em cena e alimenta um comportamento muito comum na sociedade, onde mulheres incríveis se rebaixam para se relacionar com homens medíocres. O enredo é muito mais sobre pessoas diferentes em comportamento e personalidade, se relacionando. Ele é jornalista investigativo impulsivo que perde o emprego porque não aceita a nova gerência e suas imposições. Ela é uma secretária de Estado que não deixa nem um fio solto porque está com o objetivo de concorrer à presidência. Então tudo é milimetricamente pensado e estudado.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10732" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/2008046.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/2008046.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/2008046.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/2008046.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A maneira como eles se encontram, inclusive, é o que torna o romance possível. Em um mundo comum, onde eles não se conhecessem previamente, Charlotte jamais olharia para Fred com algum interesse. Ela já está condicionada a direcionar o olhar dela para outros estilos de homem. Então o histórico de infância dos dois torna tudo mais real.</p>
<p>Ainda que com toques de realismo, o filme não se propõe a ser menos lúdico. Momentos de ação, por exemplo, são inseridos como artifício para impulsionar o relacionamento do casal e funciona muito bem. O mesmo vale para resultados meio absurdos no final, que sabemos que não aconteceriam na vida real. Mas a ideia do filme é justamente ficar nesse limiar entre a realidade e a ficção.</p>
<p>Na pele do casal principal, a combinação de atores tão improvável quanto seus personagens. Seth Rogen (<em>Ligeiramente Grávidos</em>) é a cara do clássico nerd: barbudo com o cabelo sem cortar, roupas largas, barrigudo e com cara de que não curte um banho. Já Charlize Theron (<em>Mad Max: Estrada da Fúria</em>) é a definição de perfeição de beleza. Elegante, sedutora, se veste bem, sabe se portar em todos os ambientes e dedicada. A química dos dois é suave e verdadeira, deixando as cenas ainda mais emocionantes. Eles nos convencem a todo momento sobre o surgimento do amor da dupla.</p>
<p>Podemos dizer que<strong><em> Casal Improvável</em></strong> é uma comédia romântica raiz, na melhor definição do termo. Ela possui todos os elementos para deixar o espectador completamente envolvido na história. O amigo maravilhoso que acredita no protagonista, o vilão suave que separa o casal principal, encontros emocionantes, o surgimento de uma paixão improvável e uma trilha sonora envolvente. Somos agraciados com todas essas emoções, que nos levam a rir muito, se apaixonar e chorar.</p>
<p>Há muito tempo (muito tempo mesmo) eu não assistia uma comédia romântica tão maravilhosa quanto essa. E quem vos fala é uma das maiores fãs de comédia romântica possível. Então acreditem quando eu digo: <strong><em>Casal Improvável</em></strong> é incrível e vale cada segundo da sessão. Assistam!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jonathan Levine<br />
<strong>Elenco:</strong> Charlize Theron, Seth Rogen, O&#8217;Shea Jackson Jr., Andy Serkis, June Diane Raphael, Bob Odenkirk, Ravi Patel, Alexander Skarsgård, Lisa Kudrow</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/asxSt10ZQac" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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