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	<title>Arquivos Omar Sy - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Omar Sy - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Uma Família de Dois</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jun 2017 14:10:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Francês]]></category>
		<category><![CDATA[Clémence Poésy]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Omar Sy]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma Família de Dois traz a história de um pai de primeira viagem que descobre a paternidade no susto e tem que lidar com as mudanças que isso implica em sua vida, antes tão despreocupada. O longa francês é uma versão de um filme mexicano, mas posso garantir que tem seu estilo pessoal e qualificado. A história é muito comovente e circula em torno dessa relação do pai com a filha e o retorno da mãe que a abandonou. O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Uma Família de Dois</em> traz a história de um pai de primeira viagem que descobre a paternidade no susto e tem que lidar com as mudanças que isso implica em sua vida, antes tão despreocupada. O longa francês é uma versão de um filme mexicano, mas posso garantir que tem seu estilo pessoal e qualificado.</p>
<p>A história é muito comovente e circula em torno dessa relação do pai com a filha e o retorno da mãe que a abandonou. O filme evolui de forma muito tranquila, mostrando conteúdos mais de humor no início e adentrando no drama com o passar das cenas. Mas não é nada forçado. Ele caminha gradativamente para esse final emocionante, sem forçar a reação do espectador.</p>
<p>O filme é conduzido por Omar Sy, que dá sempre um show de simpatia e boa atuação. Ele, que pode ser visto no excelente <em>Intocáveis</em>, mostra cada dia mais o seu potencial como ator de qualidade. Esperamos que o cinema americano abra espaço para papéis de maior destaque com ele.</p>
<p>O ator conta ainda com a parceria da atriz que interpreta sua filha, Gloria Colston. A menina é igualmente carismática e natural em cena, formando com Omar uma dupla realmente envolvente e que conduz o roteiro muito bem. Eles dividem muitas cenas com o amigo gay, que ao meu ver soa um pouco forçado mas também concede a suavidade que o filme necessita em muitos momentos. Além dele, Clémence Poésy (que pode ser lembrada por seu papel como Fleur Delacour, dos filmes de <em>Harry Potter</em>) que também mantém o equilíbrio nas atuações.</p>
<p><em>Uma Família de Dois</em>, como um todo, funciona muito bem e emociona o espectador na medida certa. Tem momentos, claro, que poderiam ser melhor explorados. Como a evolução de idade da menina logo no início. Essa transição é feita de maneira muito rápida e poderia oferecer mais possibilidades ao roteiro. Ainda assim, não é algo que compromete o resultado final.</p>
<p>O filme é uma ótima refilmagem de uma obra que já era boa. Ouso dizer que é ainda melhor que a obra original. A presença de Omar Sy definitivamente permite que esses degraus sejam subidos com facilidade. Vale a pena conferir!</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Fq1Y0aM6xmY" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Inferno</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Oct 2016 21:25:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Anjos e Demônios]]></category>
		<category><![CDATA[Felicity Jones]]></category>
		<category><![CDATA[Inferno]]></category>
		<category><![CDATA[O Código Da Vinci]]></category>
		<category><![CDATA[Omar Sy]]></category>
		<category><![CDATA[Ron Howard]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Hanks]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2003, o mundo foi tomado por uma febre literária chamada O Código Da Vinci, obra escrita pelo norte-americano Dan Brown. O livro era uma trama policial protagonizada por um professor de simbologia da Universidade de Harvard chamado Robert Langdon que, após o assassinato do curador do Museu do Louvre, se via envolvido em uma trama sobre segredos da Igreja Católica que colocavam em cheque a divindade de Jesus Cristo. A obra ocupou o topo das listas de livros mais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em 2003, o mundo foi tomado por uma febre literária chamada <i>O Código Da Vinci</i>, obra escrita pelo norte-americano Dan Brown. O livro era uma trama policial protagonizada por um professor de simbologia da Universidade de Harvard chamado Robert Langdon que, após o assassinato do curador do Museu do Louvre, se via envolvido em uma trama sobre segredos da Igreja Católica que colocavam em cheque a divindade de Jesus Cristo. A obra ocupou o topo das listas de livros mais vendidos de todo o mundo, gerou documentários e discussões sobre a veracidade das teorias apresentadas por Brown e transformou o escritor em um dos autores mais populares da primeira década do século XXI.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Não demorou muito para Hollywood transformar a trama de <i>O Código Da Vinci </i>em uma grande produção dirigida por Ron Howard (<i>Uma Mente Brilhante</i>) e protagonizada por Tom Hanks em 2006. Claro que o filme faturou muito, cerca de US$ 217 milhões só nos EUA, mas, para a crítica, o resultado não foi dos melhores. Apesar dos esforços de Howard na adaptação, transformar em ficção cinematográfica um livro calcado basicamente em teorias e informações históricas era complicado. Com personagens desleixadamente desenvolvidos, <i>O Código Da Vinci </i>parecia um vídeo institucional ou educativo, daqueles tipo <i>Telecurso 2000</i>, sobre as elucubrações e teorias conspiratórias de Brown acerca da Igreja Católica. Com o sucesso do primeiro filme veio <i>Anjos &amp; Demônios</i>, que parecia padecer do mesmo mal numa trama de suspense sobre a sucessão dos papas no Vaticano.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Chegando tardiamente aos cinemas, <i>Inferno </i>é o terceiro filme da franquia. Assim como os outros, o longa é dirigido por Ron Howard e protagonizado por Tom Hanks. Como os demais, também sofre com seus inúmeros problemas. Robert Langdon segue como um personagem desenvolvido tropegamente e tem como função exclusiva guiar o espectador na solução do enigma da trama. Sem motivações concretas ou uma psicologia mais complexa e instigante ao público, dessa vez, a personagem de Hanks está às voltas com o perigo iminente de um vírus, que promete se propagar graças a ação de um grupo interessado em conter o crescimento da população mundial.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6803" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/infernohanks.jpg" alt="infernohanks" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Além da ausência de aprofundamento na psiquê de Langdon, que segue plano e simplificado por características peculiares como suas fobias (algo que não é o suficiente para constituir um sujeito como personagem), <i>Inferno </i>se apoia nas inúmeras teorias de Dan Brown, construídas graças ao grande quebra-cabeça que idealiza em suas páginas e que envolve artefatos e personagens históricas. Tal qual <i>O Código Da Vinci </i>ou <i>Anjos &amp; Demônios</i>, <i>Inferno </i>segue na chave da explicação didática desse quebra-cabeça ao espectador através de diálogos expositivos protagonizados por Langdon e pelos demais personagens. Por obra irônica do destino, esse cacoete da franquia, em dado momento, é lembrado na própria trama quando alguém repreende o professor por sua obsessão pela leitura esmiuçada de tudo o que lhe aparece. Assim, <i>Inferno</i> não desafia o raciocínio do espectador, já que explica absolutamente tudo, entregando a resolução dos seus ganchos de &#8220;mão beijada&#8221;, tampouco gera empatia, afinal não é marcado pela passagem de personagens complexas e que inspiram afeto no espectador.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Com três adaptações igualmente sofríveis, as conclusões que podemos extrair da jornada de Robert Langdon nos cinemas são as seguintes: a) as histórias de Dan Brown são difíceis de serem adaptadas para a tela grande; ou, talvez b) a série literária de Dan Brown tenha uma abordagem que necessita de alterações drásticas em prol do incremento das suas personagens, não necessariamente do percurso traçado por elas. <i>Inferno </i>não corrige os erros anteriores, pelo contrário, se alimenta deles, os utiliza largamente em prol de uma trama igualmente enfadonha de suspense cujas teorias sempre parecem mais interessantes quando são objeto de séries documentais do Discovery Channel, por exemplo. Isso não é uma ironia, experimente assistir algum desses programas do canal sobre as teorias do Dan Brown, são melhores do que qualquer um dos três filmes do Ron Howard.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/EkGOkzn_W_w" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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