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	<title>Arquivos Olivier Assayas - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Olivier Assayas - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Dica do Dia: Vidas Duplas (Telecine Play)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2020 22:53:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Assim como no título, em seu original (Doubles Vies) e na sua tradução, a dualidade é constantemente trabalhada em Vidas Duplas. Escrito e dirigido por Olivier Assayas (Acima das Nuvens), existem duas dimensões de discussão na obra, por assim dizer. De um lado, o público acompanha os debates sobre as inovações tecnológicas, consumo e a literatura. Do outro, vê-se as peripécias amorosas da vida das personagens. Nestes contextos, mais desdobramentos aparecem, sendo na primeira temática os que são a favor [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><br />Assim como no título, em seu original (<em>Doubles Vies</em>) e na sua tradução, a dualidade é constantemente trabalhada em <em><strong>Vidas Duplas</strong></em>. Escrito e dirigido por Olivier Assayas (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-acima-das-nuvens/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Acima das Nuvens</em></a>), existem duas dimensões de discussão na obra, por assim dizer. De um lado, o público acompanha os debates sobre as inovações tecnológicas, consumo e a literatura. Do outro, vê-se as peripécias amorosas da vida das personagens. Nestes contextos, mais desdobramentos aparecem, sendo na primeira temática os que são a favor das mudanças e os mais conservadores. Na segunda, nota-se que todos possuem relacionamentos oficiais e extraconjugais. Apesar de possuir bastante elementos positivos, ele é qualitativamente dividido também.</p>
<p>Mas, começando pelo o que há de melhor nele, é perceptível como cada elemento vai aparecendo como camadas pintadas na tela. Há toda uma progressão trabalhada por Assayas, que vai inserido lentamente os casos de cada um, os conflitos e as suas formas de pensar. Há uma organicidade e uma fluidez em como a história é apresentada, se desenvolve e é encerrada. A costura do texto faz com que todas as situações puxem uma as outras, até um ápice dos conflitos daquelas vidas que estão sendo mostradas e, por fim, que vão sendo cuidadosamente finalizadas. Não há pressa. As soluções vão sendo apresentadas, como uma justificativa plausível, que se encaixa com o perfil de cada indivíduo retratado.</p>
<p>Este também é um elemento a se enaltecer na produção! A maneira como as personagens são ricas em sua construção. É possível enxergar os detalhes de suas personalidades, estabelecidos em pouco tempo, mas com profundidade. Parte desta qualidade também pode ser atribuída aos atores, principalmente em Juliette Binoche (Selena) e Vicent Macaigne (Léonard). Ambos imprimem características fortes e conseguem as performar com equilíbrio, revelando vulnerabilidades, comicidades e emoções, seja através de um sorriso, uma pausa, um olhar ou quando tocam em alguém. Estes traços não vão por caminhos óbvios. Assim, é possível que, no momento da gargalhada, o espectador consiga ver as sensações de incertezas mais fortemente, por exemplo.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12946" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/2284436.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="vidas duplas" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/2284436.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/2284436.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/2284436.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>As sensações vivenciadas na trama também são passadas através dos movimentos de câmera. Em alguns planos longos, com <em>travellings</em> ou câmera na mão, a euforia dos encontros é demonstrada. Ao mesmo tempo, o quadro volta a ficar fixo quando uma pessoa respira, senta e começa a contar algo, aumentando não apenas a empatia, como inserindo quem assiste naqueles diálogos, de alguma maneira. Os<em> zoom in</em> e <em>out</em> também são usados neste sentido e acabam direcionando o olhar ou afastando-o daquele ponto de vista. O jogo de superioridade e inferioridade, petulância e humildade, ganho ou perda de argumento se dá justamente através destas estratégias de enquadramento.</p>
<p>No entanto, existe um incômodo forte durante a projeção. Há um discurso que permeia o longa inteiro que é o da passagem dos livros do papel para a ambiência digital. Carecendo de uma compreensão mais profunda do assunto, existe uma visão, transformada em diversas conversas, sobre o fim da materialidade das coisas, por conta da tecnologia. Contudo, já se é sabido, faz um tempo, que tudo que está ligado ao digital também possui elementos do material.</p>
<p>Assim, basta uma olhada no tema para descobrir que não faltam estudos sobre as agências dos objetos e as materialidades da comunicação. Logo, pensando que os indivíduos mostrados neste enredo são da área, fica difícil acreditar que eles falariam assim de verdade, se são tratados como <em>experts</em> no assunto dentro deste universo ficcional ali mostrado. Então, por exemplo, em um dado momento se fala em diminuir os danos ao meio ambiente, mas o uso da internet polui o planeta, por conta da emissão de carbono.</p>
<p>No geral, <strong><em>Vidas Duplas</em></strong> possui este fator de seguir por dois caminhos, com uma metade rica em detalhes, cuidadosa e bem elaborada. Esta é justamente a que fala sobre relações humanas. Porém, a outra parte falha por possuir um tom arrogante de conhecimento sobre progressos e retrocessos da humanidade, mas sem investigar profundamente do que fala, deixando o debate tolo e enfraquecido.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Olivier Assayas</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Juliette Binoche, Gillaume Canet, Vicent Macaigne, Nora Hamzawi, Christa Thérest, Pascal Greggory, Lionel Dray, Sigrid Bouaziz</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/LlGUFUu33Ko" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-vidas-duplas-telecine-play/">Dica do Dia: Vidas Duplas (Telecine Play)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Dica do Dia: Wasp Network: Rede de Espiões (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2020 19:05:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Wasp Network: Rede de Espiões se apropria de eventos que realmente aconteceram no início da década de 1990. O longa conta a história de um grupo de cubanos que atuaram como espiões infiltrados nos EUA com o intuito de desmantelar ações que visavam manchar a reputação do país e isolá-lo do restante do mundo, tudo como retaliação às políticas implementadas por Fidel Castro. O roteiro é baseado no romance histórico de Fernando Morais (o mesmo autor de Olga), Os Últimos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Wasp Network: Rede de Espiões</strong></em> se apropria de eventos que realmente aconteceram no início da década de 1990. O longa conta a história de um grupo de cubanos que atuaram como espiões infiltrados nos EUA com o intuito de desmantelar ações que visavam manchar a reputação do país e isolá-lo do restante do mundo, tudo como retaliação às políticas implementadas por Fidel Castro. O roteiro é baseado no romance histórico de Fernando Morais (o mesmo autor de <em>Olga</em>), <em>Os Últimos soldados da Guerra Fria</em>.</p>
<p>O projeto conta com um elenco de estrelas de países de língua espanhola já estabelecidas em Hollywood como Penélope Cruz (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-todos-ja-sabem/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Todos Já Sabem</em></a>) e Gael Garcia Bernal (<em>Acusada</em>), com outras latinas já em ascensão, como o brasileiro Wagner Moura (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-sergio/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Sergio</em></a>) e a cubana Ana de Armas (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-entre-facas-e-segredos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Entre Facas e Segredos</em></a>), além de Édgar Ramírez (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-garota-no-trem/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A Garota no Trem</em></a>), já bastante conhecido por atuar em produções americanas como <em>O Assassinato de Gianni Versace</em>. A direção coube ao francês Olivier Assayas, em momento inspirado de sua carreira depois de êxitos como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-acima-das-nuvens/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Acima das Nuvens</a> e <em>Personal Shopper</em>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12930" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/3707071.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Wasp Network" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/3707071.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/3707071.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/3707071.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><em><strong>Wasp Network</strong> </em>talvez seja o momento mais vacilante da carreira de Assayas nos últimos anos. A trama política e repleta de fatos históricos, como acontece em casos similares, claramente exibe pouco fôlego em uma versão dramatizada com elenco de estrelas. Para justificar o <em>cast</em> e a escolha do formato, <em><strong>Wasp Network</strong></em> insere em seu interessante relato histórico dramas familiares pouco interessantes e que versam basicamente sobre famílias separadas em razão do exílio. Essa veia melodramática do filme, semelhante a tantos outros que já trataram de temáticas similares reduz as participações do seu interessante elenco a personagens que vivem situações nada originais.</p>
<p><em><strong>Wasp Network</strong></em> só engata de fato em seus momentos finais, quando toda a trama de espionagem atinge a família do personagem de Édgar Ramírez e quando ficção e realidade finalmente se fundem com a inserção de imagens de arquivo, como a entrevista de Fidel Castro a uma televisão americana ou o depoimento de Bill Clinton em uma coletiva de imprensa. Isso só serve par confirmar que o projeto tem sim uma trama bem interessante que talvez teria sido melhor servida se fosse apresentada ao público como um documentário. O longa tem momentos de fôlego investigativo e propõe algumas reflexões complexas sobre os temas que levanta, sobretudo a imagem estigmatizada de Cuba que sempre tivemos, mas se perde um pouco quando tenta transformar tudo em um novelão cujo interesse central é o futuro da relação dos personagens de Penélope Cruz e Édgar Ramírez.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Olivier Assayas<br />
<strong>Elenco:</strong> Édgar Ramírez, Penélope Cruz, Wagner Moura, Ana de Armas, Leonardo Sbaraglia, Gael Garcia Bernal, Tony Plana, Nolan Guerra, Osdeymi Pastrana</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/miKvHXrkfM4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Estreias da semana: 08 a 14 de janeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jan 2015 12:40:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Trailers]]></category>
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		<category><![CDATA[Tatá Werneck]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O circuito nacional tem como destaque as estreias da comédia nacional Loucas pra Casar, com Ingrid Guimarães e Tatá Werneck,e o drama Acima das Nuvens, protagonizado por Juliette Binoche e Kristen Stewart. Algumas cidades do eixo Sul-Sudeste receberão em suas salas Whiplash &#8211; Em Busca da Perfeição, filme que promete ser um dos destaques do próximo Oscar. Há ainda a pré-estreia de Leviatã, finalista da Rússia na cateogoria melhor filme estrangeiro do Oscar. Confira detalhes dos títulos abaixo: Loucas pra Casar Dir.: [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O circuito nacional tem como destaque as estreias da comédia nacional <strong><em>Loucas pra</em> Casar</strong>, com Ingrid Guimarães e Tatá Werneck,e o drama <strong><em>Acima das Nuvens</em></strong>, protagonizado por Juliette Binoche e Kristen Stewart. Algumas cidades do eixo Sul-Sudeste receberão em suas salas <strong><em>Whiplash &#8211; Em Busca da Perfeição</em></strong>, filme que promete ser um dos destaques do próximo Oscar. Há ainda a pré-estreia de <strong><em>Leviatã</em></strong>, finalista da Rússia na cateogoria melhor filme estrangeiro do Oscar. Confira detalhes dos títulos abaixo:</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/filme1689_f2.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2581 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/filme1689_f2.jpg" alt="filme1689_f2" width="595" height="336" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Loucas pra Casar</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Dir.:</strong> Roberto Santucci</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Elenco:</strong> Ingrid Guimarães, Tatá Werneck, Suzana Pires</p>
<p>Depois de namorar por três anos o seu chefe, Malu (Guimarães) se dá conta que jamais conseguirá casar com ele. Ela passa a desconfiar que exista outra mulher na sua vida e descobre que ele mantém uma relação com Lúcia (Pires), uma dançarina de boate, e Maria (Werneck), uma fanática religiosa, ao mesmo tempo. O diretor da comédia é Roberto Santucci, o mesmo responsável por <em>Até que a sorte nos separe </em>e <em>O Candidato Honesto.</em></p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/zLE0xOr6urU?rel=0" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/SIls-Maria.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-2560 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/SIls-Maria-620x338.jpg" alt="SIls-Maria" width="620" height="338" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Acima das Nuvens</strong></p>
<p style="text-align: center;">Dir.: Olivier Assayas</p>
<p style="text-align: center;">Elenco: Juliette Binoche, Kristen Stewart, Chloe Grace Moretz</p>
<p>Maria Enders (Binoche) é uma atriz de sucesso internacional que, após receber a notícia do falecimento do dramaturgo que ajudou sua carreira no teatro e no cinema, resolve aceitar o convite para participar de uma nova montagem da peça que a revelou. Enders viaja com sua assistente Valentine (Stewart) até os Alpes para buscar inspiração na composição da sua personagem e acaba se deparando com inseguranças sobre a passagem do tempo ao começar a ter contato com sua nova parceira de cena, a problemática jovem estrela JoAnn (Moretz). O filme encerrou a última edição do Festival de Cannes, a crítica já pode ser lida <a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-acima-das-nuvens/">aqui no site</a>.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/8OOXg4jJGak?rel=0" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Whiplash.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-2582 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Whiplash-620x349.jpg" alt="Whiplash-5547.cr2" width="620" height="349" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Whiplash &#8211; Em busca da Perfeição (ESTREIA EM ALGUMAS CIDADES)</strong></p>
<p style="text-align: center;">Dir.: Damien Chazelle</p>
<p style="text-align: center;">Elenco: Miles Teller, J.K. Simmons, Paul Reiser</p>
<p>Andrew (Teller) é um jovem baterista que pelo seu talento chama a atenção de um experiente músico de jazz (J.K. Simmons), um homem pode colocá-lo na orquestra da maior escola de música dos EUA, a Shaffer. Contudo, até conseguir alcançar o seu sonho, Andrew terá que lidar com o comportamento instável do seu novo mestre, uma relação obsessiva que passa a afetar a vida do rapaz em diversos níveis. <em>Whiplash </em>foi um dos destaques do último Festival de Sundance e promete ser um dos títulos do próximo Oscar. O ator J.K. Simmons é o favorito, até o momento, ao prêmio de melhor ator coadjuvante.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/BjyCGE32Xdo?rel=0" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/O-Leviata-Andrei-Zviaguintsev-size-598.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2583 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/O-Leviata-Andrei-Zviaguintsev-size-598.jpg" alt="O-Leviata-Andrei-Zviaguintsev-size-598" width="597" height="336" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Leviatã (PRÉ-ESTREIAS)<br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;">Dir.: Andrey Zvyagintsev</p>
<p style="text-align: center;">Elenco: Aleksey Serebryakov, Elena Lyadova, Roman Mayanov</p>
<p>Em uma cidade da Rússia, um pai de família resolve enfrentar o prefeito corrupto do local que resolve demolir a sua casa. Ele chama um amigo para ajudá-lo na missão, porém esse apoio acaba lhe custando ainda mais caro. O filme foi um dos destaques da última seleção do Festival de Cannes.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/tqyL0h4AYQw?rel=0" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/estreias-da-semana-08-a-14-de-janeiro/">Estreias da semana: 08 a 14 de janeiro</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Acima das Nuvens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jan 2015 22:24:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Acima das Nuvens, novo filme de Olivier Assayas, é um longa que possui no seu elenco Juliette Binoche, atriz francesa que circula pelas cinematografias de diversos países, alternando entre o drama autoral de um diretor iraniano (Cópia Fiel) ao romance épico vencedor do Oscar de melhor filme (O Paciente Inglês), e Kristen Stewart, jovem estrela de Hollywood que alcançou o ponto mais alto da sua carreira na saga Crepúsculo, mas que também viveu o ônus dessa confusão que comumente é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_2560" aria-describedby="caption-attachment-2560" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/SIls-Maria.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2560 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/SIls-Maria-620x338.jpg" alt="SIls-Maria" width="620" height="338" /></a><figcaption id="caption-attachment-2560" class="wp-caption-text">Retiro: Atriz interpretada por Juliette Binoche isola-se com sua assistente, vivida por Kristen Stewart, antes de encarnar a sua nova personagem.</figcaption></figure></p>
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<p><em>Acima das Nuvens</em>, novo filme de Olivier Assayas, é um longa que possui no seu elenco Juliette Binoche, atriz francesa que circula pelas cinematografias de diversos países, alternando entre o drama autoral de um diretor iraniano (<em>Cópia Fiel</em>) ao romance épico vencedor do Oscar de melhor filme (<em>O Paciente Inglês</em>), e Kristen Stewart, jovem estrela de Hollywood que alcançou o ponto mais alto da sua carreira na saga <em>Crepúsculo,</em> mas que também viveu o ônus dessa confusão que comumente é feita entre o mundo das artes e da espetacularização da vida alheia ao ter sua vida devassada pelos tablóides. De uma certa, a trajetória das protagonistas fora das telas dialoga com a de suas personagens no filme de Assayas, que, por sua vez, possuem conexões com as personagens que eventualmente interpretam na peça fictícia &#8220;Maloja Snake&#8221;. Dessa forma, <em>Acima das Nuvens </em>parece aquelas <em>matrioshkas </em>(bonecas russas que quando abertas escondem réplicas ainda menores de si mesmas), revelando ao espectador o intercâmbio de papeis que se instaura sempre que diferentes gerações se relacionam.</p>
<p>No filme, Juliette Binoche vive Maria Enders, uma atriz francesa prestigiada internacionalmente  surpreendida com a morte do escritor responsável pelo seu grande sucesso no teatro e, posteriormente, no cinema, o texto &#8220;Maloja Snake&#8221;, um drama sobre a conturbada relação entre uma atriz de meia idade e sua jovem e bela assistente. Ainda abalada com a notícia, Enders aceita protagonizar uma nova montagem teatral do texto, só que dessa vez interpretando Helena, a atriz veterana. Durante a preparação para a peça, Maria isola-se com sua assistente Valentine, personagem de Kristen Stewart, na casa do escritor de &#8220;Maloja Snake&#8221; e, entre um ensaio e outro, a atriz começa a refletir sobre a passagem do tempo.</p>
<p><figure id="attachment_2561" aria-describedby="caption-attachment-2561" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Clouds-of-Sils-Maria-still-3.jpeg"><img decoding="async" class="wp-image-2561 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Clouds-of-Sils-Maria-still-3-620x338.jpeg" alt="Clouds-of-Sils-Maria-still-3" width="620" height="338" /></a><figcaption id="caption-attachment-2561" class="wp-caption-text">A passagem do tempo: Longa trata da maneira como vemos as mesmas coisas em diferentes momentos das nossas vidas.</figcaption></figure></p>
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<p>Em linhas gerais, <em>Acima das Nuvens </em>trata do fascínio e da repulsa que temos a tudo o que é novo ou a tudo o que é velho e como podemos assumir diferentes perspectivas sobre um mesmo assunto quando estamos na maturidade. Dividindo a história em três atos, Assayas dirige de maneira elegante o seu filme e consegue lidar com as múltiplas camadas e interconexões que ele inevitavelmente acaba proporcionando, afinal, além da relação com a própria trajetória das atrizes em questão fora das telas, as personagens de Binoche e Stewart representam na ficção as mesmas funções de Helena e Sigrid, protagonistas da peça em questão. Há quedas de ritmo consideráveis na transição do segundo para o terceiro ato, contudo, o diretor consegue manter sua narrativa desafiadora aos olhos e mentes do espectador, o que é sempre um ponto positivo.</p>
<p>Juliette Binoche e Kristen Stewart se complementam em cena, ponto fundamental para a execução acertada das intenções do roteiro. Binoche consegue construir, como de praxe, todos os conflitos da sua personagem, tudo muito delicado e sem as habituais afetações hollywoodianas que algumas atrizes de sua geração (e mais novas) costumam cair. Já Kristen Stewart surpreende os mais céticos ao rivalizar sem maiores problemas e impor o seu ritmo e as argumentações da sua personagem a uma atriz do porte de Binoche. Também participa do filme Chloe Grace Moretz, que interpreta a jovem atriz contratada para viver Sigrid na nova montagem. Moretz também tem seus momentos na pele da típica jovem estrela de cinema &#8220;subversiva&#8221;, algumas cenas bem divertidas, por sinal.</p>
<p><figure id="attachment_2562" aria-describedby="caption-attachment-2562" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/chloe-grace-moretz.png"><img decoding="async" class="wp-image-2562 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/chloe-grace-moretz.png" alt="chloe-grace-moretz" width="600" height="337" /></a><figcaption id="caption-attachment-2562" class="wp-caption-text">Garota-problema: Chloe Grace Moretz vive conturbada estrela teen às voltas com o lado ruim da fama.</figcaption></figure></p>
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<p>Lidando sem cortes muito abruptos com esse diálogo entre o que é da própria trama e o que é externo a ela, Olivier Assayas consegue fazer de <em>Acima das Nuvens </em>um filme que, se não é o mais memorável da sua carreira, ao menos mantém o padrão das suas melhores produções. Contudo, é inegável que o filme é um curioso canal para uma parceria improvável e muito bem sucedida, a de Juliette Binoche e Kristen Stewart.</p>
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