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	<title>Arquivos Olivia Wilde - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Olivia Wilde - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Convite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 19:05:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois da recepção tumultuada a Não se preocupe, querida (2022), Olivia Wilde passou por um momento em sua carreira que nem de longe lembrava a repercussão do seu ótimo debut em 2019 com a comédia adolescente Fora de Série. Quatro anos depois de Não se preocupe, querida, o cenário parece bem diferente e a carreira de cineasta de Olivia Wilde retoma os trilhos com a comédia sobre relacionamentos O Convite. É claro que as expectativas reduzidas pós-flop contribuíram para a boa recepção a esse [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois da recepção tumultuada a <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nao-se-preocupe-querida/"><em>Não se preocupe, querida</em></a> (2022), Olivia Wilde passou por um momento em sua carreira que nem de longe lembrava a repercussão do seu ótimo <em>debut</em> em 2019 com a comédia adolescente <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-fora-de-serie/"><em>Fora de Série</em></a>. Quatro anos depois de <em>Não se preocupe, querida</em>, o cenário parece bem diferente e a carreira de cineasta de Olivia Wilde retoma os trilhos com a comédia sobre relacionamentos <strong><em>O Convite</em></strong>. É claro que as expectativas reduzidas pós-<em>flop</em> contribuíram para a boa recepção a esse novo projeto da cineasta. No entanto, independentemente disso, <strong><em>O Convite</em></strong>, de fato, é um filme muito consistente e coloca a carreira de Wilde como cineasta no lugar que lhe é de direito.</p>
<p>Longe das pressões de um grande estúdio e das expectativas que sucedem uma boa estreia – algo que prejudicou bastante <em>Não se preocupe, querida</em> –, Olivia Wilde faz um filme mais focado, centrado nas relações humanas, no desenvolvimento das conexões e desconexões entre os seus personagens e tem um resultado bem mais satisfatório, coerente com as ótimas impressões da sua estreia em <em>Fora de Série</em>. <strong><em>O Convite</em></strong> é uma comédia centrada em um roteiro extremamente verborrágico escrito por Will McCormack e Rashida Jones a partir de um longa espanhol dirigido por Cesc Gay e lançado em 2020, <em>Sentimental</em>.</p>
<p>Em um espaço reduzido – o apartamento dos protagonistas da história –, <strong><em>O Convite</em></strong> acompanha o casal Angela e Joe (Olivia Wilde e Seth Rogen) como anfitriões de um jantar para seus novos vizinhos, Piña e Hawk (Penélope Cruz e Edward Norton). Durante a recepção, toda sorte de questões conjugais vêm à tona.</p>
<p>Com a dinâmica próxima de uma montagem teatral, o filme de Olivia Wilde assemelha-se a alguns títulos da filmografia de Woody Allen. Angela e Joe são extremamente neuróticos como personagens que Allen e Diane Keaton viveram nos filmes do diretor, cheios de questões mal resolvidas que acabam eclodindo em diálogos intensos, inteligentes, algumas vezes engraçados, outras dramáticos, mas ágeis. Tudo em uma única noite no evento social que contextualiza a história.</p>
<p>Na função de diretora, Olivia Wilde lida muito bem com um traço muito particular do roteiro de McCormack e Jones: a fluidez com que essa história trafega por gêneros tão opostos, mas curiosamente sinérgicos, quanto a comédia e o drama – e isso acontece, por vezes, em questão de segundos, sobretudo no ato final da trama. Apesar de ser um longa concentrado em poucos personagens e que oferece um único cenário para o espectador, <strong><em>O Convite</em></strong> é marcado pela agilidade. Os personagens estão em ebulição psicológica crescente, transitam pelos cômodos daquele apartamento e promovem um intercâmbio de parceiros, com uma montagem que intercala muito bem os estágios paralelos e dissonantes dessas interações.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-20874" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1.png" alt="O Convite" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong><em>O Convite</em></strong> também é um êxito graças ao desempenho dos seus atores. Como Angela, uma das protagonistas da história, Olivia Wilde demonstra um <em>timing</em> cômico singular e  profundidade psicológica para embarcar nas tensões reprimidas e nas frustrações da sua personagem. A atriz encontra em Seth Rogen um ótimo parceiro de cena, tendo muita química com o ator que vive o seu marido no longa. Mesmo que Rogen não fuja ao tipo nerd desajeitado de outros filmes que já protagonizou, há camadas que ele oferece a Joe que provavelmente o espectador nunca viu o comediante trazer em cena. Ambos estão ótimos como esse casal cheio de frustrações e anseios destruídos pela vida adulta e que gradualmente parece entender o estágio em que se encontra esse relacionamento.</p>
<p>Na grande DR vivida por Angela (Wilde) e Joe (Rogen), o trabalho de Penélope Cruz e Edward Norton é fundamental. Os intérpretes do casal Piña e Hawk acabam sendo figuras que provocam nos protagonistas o entendimento de que estão vivendo uma crise e que é preciso fazer algo para sair daquele lugar. Cruz está especialmente brilhante no ato final do filme, quando promove uma verdadeira sessão de terapia com Angela e Joe.</p>
<p><em><strong>O Convite</strong> </em>é tudo que Olivia Wilde precisava depois de quatro anos do lançamento do problemático <em>Não se preocupe, querida</em> – que, sim, era um filme ruim, mas que teve qualquer discussão sobre o longa em si ofuscada pelas manchetes de tablóides envolvendo seus bastidores e a fofoca envolvendo o relacionamento da diretora com seu protagonista Harry Styles. Aqui, com menos orçamento e recursos propositalmente econômicos, Wilde faz uma das melhores comédias do ano. A diretora tem um olhar certeiro, sofisticado, inventivo, divertido e sensível nessa história sobre casamento e conduz um elenco afiado capaz de gerar um mix de sentimentos ao longo da experiência de assisti-la.</p>
<p><strong><em>O Convite </em></strong>é tudo de que Olivia Wilde precisava depois de quatro anos do lançamento do problemático <em>Não se preocupe, querida</em> – que, sim, era um filme ruim, mas que teve qualquer discussão sobre o longa em si ofuscada pelas manchetes de tabloides envolvendo seus bastidores e as fofocas sobre o relacionamento da diretora com seu protagonista Harry Styles. Aqui, com menos orçamento e recursos propositalmente econômicos, Wilde faz uma das melhores comédias do ano. A diretora tem um olhar inteligente, divertido e sensível nessa história sobre casamento e conduz um elenco afiado em um filme que é capaz de gerar um misto de sentimentos ao longo da experiência de assisti-lo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Olivia Wilde</p>
<p><strong>Roteiro:</strong> Rashida Jones, Will McCormack</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Seth Rogen, Olivia Wilde, Penélope Cruz, Edward Norton</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/kn5PmH3BJDE?si=8orIAqWprkiV4cs2" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Babilônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jan 2023 20:49:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia na próxima quinta-feira, 19, o longa Babilônia, do diretor Damien Chazelle (La La Land &#8211; Cantando Estações). Este filme conta com elenco de peso, com um trio principal formado por Brad Pitt (Era uma Vez em&#8230; Hollywood), Margot Robbie (O Esquadrão Suicida) e o novato Diego Calva. Adentrando num formato bem excêntrico, o cineasta aposta tudo na criação de um épico, mas perde alguns pontos pelo caminho. Manoel (Calva) é um mexicano pobre e sonhador que acredita na magia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia na próxima quinta-feira, 19, o longa <em><strong>Babilônia</strong></em>, do diretor Damien Chazelle (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-la-la-land-cantando-estacoes/"><em>La La Land &#8211; Cantando Estações</em></a>). Este filme conta com elenco de peso, com um trio principal formado por Brad Pitt (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><em>Era uma Vez em&#8230; Hollywood</em></a>), Margot Robbie (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-esquadrao-suicida/"><em>O Esquadrão Suicida</em></a>) e o novato Diego Calva. Adentrando num formato bem excêntrico, o cineasta aposta tudo na criação de um épico, mas perde alguns pontos pelo caminho.</p>
<p>Manoel (Calva) é um mexicano pobre e sonhador que acredita na magia do cinema. Ele tem empregos simplórios, como segurança de festa, que o fazem ficar ligeiramente mais próximo dos produtores dos filmes. Em dado momento, ele acaba conhecendo Nellie LaRoy (Robbie), uma jovem aloucada que chega de penetra em um dos eventos em que ele está trabalhando e se destaca nos convidados. A festa em si é uma completa babilônia, com muita droga, sexo exibido, bebidas. A completa visão do caos moral e estético. Em meio a tudo isso, chega Jack Conrad (Pitt), um famoso ator do momento.</p>
<p>A medida que o filme avança, vamos acompanhando o destrinchamento deste trio principal e todos os personagens que os envolvem. Chazelle não se apressa em nos inserir nas tramas, para conquistar o público através de seus protagonistas. Enquanto isso, ele vai dando sinais de qual é o verdadeiro propósito daquilo tudo. O ritmo do filme, inclusive, é um dos maiores destaques, pelo menos, até certo ponto. Isso porque a terceira parte é bem desconexa com as demais. Mas ainda chegaremos lá.</p>
<p>Com uma trilha sonora detalhadamente escolhida, o espectador passa por diversas emoções ao mesmo tempo. E este é o intuito. Em dado momento, logo no começo, Manoel fala que o que ele mais ama no cinema é a possibilidade de viver realidades que ele nem imaginava que existiam. É sentir emoções, das mais variadas, sem precisar vivenciá-las. E <strong><em>Babilônia</em> </strong>é o retrato disso. Passamos por quase todas as emoções possíveis em um único filme. E este é um ponto importante para mim, pois é a conversa direta da história do roteiro com a sua execução.</p>
<p>Ainda que não seja o objetivo específico do longa (ou talvez seja), temos alguns momentos bem reflexivos, especialmente com o personagem de Brad Pitt. A sua crise existencial, a queda de sua carreira, a forma como lida com suas emoções. É um ótimo papel dele, por sinal, que está dedicando inteiramente em cena.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16332" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Babilônia" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O mesmo podemos dizer de Margot Robbie. Mais uma vez ela mostra ser capaz de fazer absolutamente qualquer tipo de filme e papel, e ainda ser excelente em todos. Não vai demorar para ter uma estatueta na mão, isso posso afirmar. Ainda que ela tenha alguns trejeitos que podemos observar em outros filmes, a sua LaRoy aqui é visceral.</p>
<p>Claro que as demais atuações completam o cenário como um todo, tornado a trama muito mais crível e boa de assistir. Jean Smart (<em>Mare of Easttown</em>), Lukas Haas (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-viuvas/"><em>As Viúvas</em></a>), Tobey Maguire (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-sem-volta-para-casa-sem-spoilers/"><em>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</em></a>), entre outros, fazem com que a babilônia se torne tão real e caótica quando poderia ser.</p>
<p>O filme se perde, no entanto, quando atinge seu ápice e simplesmente não consegue lidar com ele. A única finalização majestosa é a do personagem de Pitt, que completa o arco perfeitamente. Para além disso, ficamos um bom tempo dando voltas sem um rumo preciso, destoando completamente de tudo que acompanhamos nas horas anteriores. Afinal, temos que lembrar aqui que são 3h10 de filme. Algo que por si só já implica em muitas dificuldades.</p>
<p>Ao final, temos que lidar com uma espécie de &#8220;masturbação cinematográfica&#8221; &#8211; como bem pontuou uma querida amiga -, onde o diretor parece ficar gritando e dizendo: &#8220;Olhem para mim, olhem como sou incrível, olhe que obra-prima eu criei&#8221;. Sendo que nada disso seria necessário se ele simplesmente finalizasse corretamente o excelente filme que havia criado até ali. Mesmo para os cinéfilos de plantão, o exagero é incômodo.</p>
<p>Tudo isso, no entanto, não impede que <em><strong>Babilônia</strong> </em>seja um ótimo filme e com muitos pontos de qualidade. Acredito que não seja a chuva de premiações que estavam especulando anteriormente, mas certamente pode colocar seu pezinho no Oscar, pelo menos nas categorias técnicas. Vale a pena conferir, mas vá preparado pois, mesmo que não pareça, o filme é quase do tamanho de Titanic.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Damien Chazelle</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Brad Pitt, Margot Robbie, Diego Calva, Jean Smart, Lukas Haas, Tobey Maguire, Jovan Adepo, Li Jun Li, P.J. Byrne, Olivia Wilde, Spike Jonze</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/binSx3SfsaM" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Não Se Preocupe, Querida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Sep 2022 00:27:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Não Se Preocupe, Querida é o mais novo filme da diretora Olivia Wilde, que fez a sua estreia na direção no ótimo Fora de Série e fazia uma grande promessa com esse aqui. O filme, de fato, é ótimo e bem interessante, embora falte originalidade em alguns aspectos. Ainda assim, a forma como foi dirigido, as escolhas de câmera e, principalmente, as atuações, fazem com que o seu resultado seja ainda melhor do que uma simples cópia de outras obras. Na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Não Se Preocupe, Querida</em></strong> é o mais novo filme da diretora Olivia Wilde, que fez a sua estreia na direção no ótimo <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-fora-de-serie/"><em>Fora de Série</em></a> e fazia uma grande promessa com esse aqui. O filme, de fato, é ótimo e bem interessante, embora falte originalidade em alguns aspectos. Ainda assim, a forma como foi dirigido, as escolhas de câmera e, principalmente, as atuações, fazem com que o seu resultado seja ainda melhor do que uma simples cópia de outras obras.</p>
<p>Na década de 1950, uma pequena cidade no deserto americano prospera por conta de uma fábrica que fica nos arredores, onde todos os homens trabalham, enquanto suas mulheres ficando cuidando da casa e dos filhos. Alice (Florence Pugh, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adoraveis-mulheres/"><em>Adoráveis Mulheres</em></a>) e Jack (Harry Styles, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-eternos/"><em>Eternos</em></a>) são jovens e apaixonados, vivendo o tempo inteiro em um romance ardente e invejável. O bairro acaba sendo impactado quando uma vizinha começa a surtar e falar coisas sem sentido, deixando o marido envergonhado e com risco de perder o emprego. Embora Alice seja amiga dela, acaba não dando o devido suporte e ignorando os episódios. Até que ela presencia um surto físico da amiga.</p>
<p>Logo de cara o filme me pegou em uma cena onde toda as esposas colocam as marmitas de seus maridos, dão beijos e vão levar até o carro. Tudo ao mesmo tempo e muito sincronizado. Aliás, a sincronia é um ponto cuidadoso da direção de Wilde, que é minuciosa em cada cena. Ali eu saquei que o enredo teria relação com o machismo e a necessidade de superioridade que os homens exercem sobre as mulheres. E assim o foi, mas vamos deixar de lado os spoilers.</p>
<p>Embora Alice esteja acostumada com aquela rotina e ame o marido profundamente, tem sempre um incômodo que a perturba. É como se ela nunca estivesse 100% à vontade, constantemente com uma discreta pulga atrás da orelha. Depois que o longa nos apresenta aquele cenário, rapidamente seguimos para o caminhar da história. A protagonista avista um episódio estranho e acaba transgredindo a regra de ultrapassar o limite da cidade. A partir daí, coisas bizarras começam a acontecer.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15891" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/fylxnegwqaanom2.jpg" alt="Não Se Preocupe Querida" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/fylxnegwqaanom2.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/fylxnegwqaanom2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/fylxnegwqaanom2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/fylxnegwqaanom2-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A semelhança com <em>Mulheres Perfeitas</em> é absurda, se apresentando momento a momento. Isso seria um problema real se <strong><em>Não Se Preocupe, Querida</em></strong> não fosse além em outros quesitos. Sinto que aqui a história é menos caricata e passeia mais por um thriller psicológico, como se bebesse um pouco da fonte de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-corra/"><em>Corra!</em></a>, tendo, inclusive, algumas cenas semelhantes e até uma sonoplastia que lembra um pouco.</p>
<p>As atuações, definitivamente, são um ponto alto aqui. Mesmo que fora das telas houvessem discussões entre atores e até com a diretora, em cena, tudo fluiu tão bem quanto poderia, numa unicidade grandiosa. Chris Pine (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mulher-maravilha/"><em>Mulher-Maravilha</em></a>) no papel do ambicioso e inescrupuloso chefe da cidade onde moram, a própria Olivia no papel de uma vizinha chamativa que bebe sempre e quer festa o tempo todo. Pugh, no entanto, é quem rouba todos os holofotes e com todos os direitos. Ela consegue transitar com tamanha facilidade em todos os traços de personalidade que a protagonista apresenta, deixando o espectador hipnotizado a cada momento.</p>
<p>Tudo isso casado com a excelente direção de Wilde, que faz escolhas sábias de jogos de câmeras, focos, combinações de cenas e detalhes que vão muito além do que percebemos. É o tipo de filme que vale uma segunda vista, justamente para nos darmos conta de todas as arestas que vão sendo lapidadas por ela. Ao som, ainda, de uma ótima trilha sonora, que varia de acordo com a emoção e angústia de Alice.</p>
<p>Não há como se alongar muito sem cair no erro de dar vários spoilers. É possível informar, sem prejuízo, que <strong><em>Não Se Preocupe, Querida</em></strong> é um longa que angustia, que instiga e que entretém. Ele vale muito do hype que existia desde que sua produção foi anunciada. O problema para mim, no entanto, que o leva a não ser reconhecido como um filme de tanta excelência é a falta de originalidade em vários quesitos do roteiro. Como falei, as semelhanças dos dois filmes (especialmente o primeiro) citados anteriormente são imensas e constantes, o que nos leva a várias frustrações. Ainda assim, é um filme que entrega muito bem!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Olivia Wilde</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Florence Pugh, Harry Styles, Chris Pine, Olivia Wilde, KiKi Layne, Gemma Chan, Nick Kroll, Sydney Chandler</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/lTkaEjZSQEA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nao-se-preocupe-querida/">Crítica: Não Se Preocupe, Querida</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Fora de Série</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Sep 2019 18:20:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tanto clássicos como Clube dos Cinco e Curtindo As Férias Adoidado ou projetos mais recentes como Superbad, Quase 18, Oitava Série, Com Amor, Simon são extremamente aclamados. O cinema, em sua essência, é uma arte jovem, sempre se reinventando e buscando evoluir. Da mesma forma, o gênero de amadurecimento (coming-of-age em inglês) adolescente está passando por mudanças. Juntando-se a lista acima, Fora de Série é mais um furto do coming-of-age, trazendo um novo frescor à categoria e fugindo do clichê. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: 400;">Tanto clássicos como </span><i><span style="font-weight: 400;">Clube dos Cinco </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Curtindo As Férias Adoidado</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou projetos mais recentes como </span><i><span style="font-weight: 400;">Superbad</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Quase 18, Oitava Série</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-com-amor-simon/"><i><span style="font-weight: 400;">Com Amor, Simon</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> são extremamente aclamados. O cinema, em sua essência, é uma arte jovem, sempre se reinventando e buscando evoluir. Da mesma forma, o gênero de amadurecimento (</span><i><span style="font-weight: 400;">coming-of-age</span></i><span style="font-weight: 400;"> em inglês) adolescente está passando por mudanças. Juntando-se a lista acima, </span><b><i>Fora de Série </i></b><span style="font-weight: 400;">é mais um furto do </span><i><span style="font-weight: 400;">coming-of-age, </span></i><span style="font-weight: 400;">trazendo um novo frescor à categoria e fugindo do clichê.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: 400;">Primeiramente, uma pergunta: quantos filme você já assistiu sobre meninos </span><i><span style="font-weight: 400;">nerds</span></i><span style="font-weight: 400;"> que nunca curtiram o Ensino Médio e decidem dar a louca (e perder o BV) antes de irem para a faculdade? Alguns. Em contraste à essa tendência do protagonismo masculino nesse tipo de situação, </span><b><i>Fora de Série</i></b> <span style="font-weight: 400;">traz Molly (Beanie Feldstein, <em>Lady Bird &#8211; A Hora de Voar</em> e irmã de Jonah Hill) e Amy (Kaitlyn Dever, </span><i><span style="font-weight: 400;">Inacreditável</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: 400;">Juntas, elas formam uma dupla de militantes, socialmente engajadas e que dedicaram toda sua adolescência aos estudos. Após descobrir que todos os outros alunos da escola — os festeiros e baderneiros — foram aprovados em grandes faculdades, Molly surta. Assim, as meninas decidem curtir em uma noite o que não curtiram durante todo o Ensino Médio. O problema? Elas não sabem o endereço da festa que será dada um dia antes da formatura.</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400; color: #000000;">Além de inverter gêneros, o roteiro também faz uma genial subversão de expectativas ao colocar Amy e Molly como as verdadeiras pessoas que fazem pré julgamentos naquele mundo. Molly constantemente sente-se superior ao colocar seus colegas em papéis estereotipados como: a menina que fica com todos os meninos é burra; o rapaz só é vice-presidente do Conselho para ser popular; os pichadores de desenhos fálicos em todos os muros da escola são idiotas. No mundo paralelo da estudante, não há como essas pessoas serem merecedoras de uma aceitação em grandes faculdades. O crime delas? Ter uma vida fora da escola.</span><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11354" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Fora-de-Série1-750x500.jpg" alt="Fora de Série" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Fora-de-Série1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Fora-de-Série1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Fora-de-Série1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: 400;">Seguindo a visão completamente deturpada de mundo de Molly, a diretora </span><i><span style="font-weight: 400;">Olivia Wilde </span></i><span style="font-weight: 400;">cria um universo marcado pelo exagero em sua estreia. Logo na primeira cena de </span><b><i>Fora de Série</i></b><span style="font-weight: 400;">, enquanto as protagonistas, de semblante sério, cruzam o corredor da escola, todos os outros estudantes estão festejando o último dia de aula. Igualmente, o diretor do colégio fecha a porta de seu escritório no rosto das meninas quando elas tentam falar sobre uma questão orçamentária com ele. Assim, somos colocado sob o ponto de vista de Molly e acreditamos que mais ninguém parece se importar com os assuntos mais sérios.</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400; color: #000000;">Outro mérito de Wilde está na forma como a diretora usa dessa cosmologia do exagero para expandir o tempo sem soar inverossímil. Afinal, essa é a noite da vida das protagonistas e, portanto, em suas cabeças, deve ser um momento marcante. Mais do que isso, elas querem que seja eterno. Assim, o filme leva a dupla para diversas localizações diferentes em mini-aventuras, algo que não seria plausível em um curto espaço de tempo.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: 400;">Na direção, Wilde mostra personalidade em diversas sequências, não só quando treme a câmera para acompanhar um ataque de ansiedade de Molly, como também no poético mergulho de Amy na piscina, em um momento de descoberta para a personagem. Além disso, há o uso de um longo plano-sequência que reflete o sentimento de isolamento de uma das meninas durante a festa, culminando em um dos momentos chaves de </span><b><i>Fora de Série</i></b><span style="font-weight: 400;">.</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400; color: #000000;">Aliás, não há como esquecer que estamos falando de um filme adolescente. Logo, o roteiro possui uma veia cômica muito forte, principalmente pela ultra problematização das protagonistas, o que não deixa de ser uma oportunidade para realmente fazer críticas sociais, como na discussão sobre contribuir para a indústria do pornô, que é, ao mesmo tempo hilária e ácida.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: 400;">Portanto, como o humor de </span><b><i>Fora de Série</i></b><span style="font-weight: 400;"> se pauta muito nos diálogos, o </span><i><span style="font-weight: 400;">timing</span></i><span style="font-weight: 400;"> cômico de Dever e Feldstein é perfeito e, juntas, demonstram uma grande química, passando a sensação de que se conhecem há anos. Feldstein é mais hiperativa e faz caras e bocas, além de carregar um enorme potencial dramático quando os acontecimentos exigem mais da personagem. De personalidade oposta, Dever é mais tímida e passa por uma bonita jornada de autoconhecimento. Já no elenco secundário, quem merece menção é Gigi (Billie Lourd, </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars: Despertar da Força</span></i><span style="font-weight: 400;">), hilária e surtada.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: 400;">Mostrando que é possível fazer humor sem ser desrespeitoso, </span><b><i>Booksmart</i></b><span style="font-weight: 400;"> transcende essa camada. É um convite a todos que criam pré-concepções de alguma pessoa que mal conhecem;  aos que valorizam uma amizade verdadeir; e para falar sobre sexualidade de maneira natural. Por mais que não condene aqueles que escolhem passar a vida estudando, o filme mostra que não há nada de errado com aqueles que preferiram se dedicar a outras atividades. Afinal, ser adolescente é isto. Rebeldia, impulsividade, exploração. </span></span></p>
<p><strong>Direção:</strong> Olivia Wilde<br />
<strong>Elenco:</strong> Kaitlyn Dever, Beanie Feldstein, Billie Lourd, Lisa Kudrow, Will Forte</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/kPNlvxfwJXQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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