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	<title>Arquivos Odessa Young - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Odessa Young - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Springsteen &#8211; Salve-me do Desconhecido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 12:25:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Indo na contramão de muitas cinebiografias recentes, Springsteen: Salve-me do Desconhecido é um recorte de um momento específico da vida do artista retratado em tela. A escolha do diretor e roteirista, Scott Cooper (O Pálido Olho Azul, de 2022), é seu maior acerto em todo o filme. Não que ele passe a colecionar deslizes daqui em diante, mas o longa-metragem funciona justamente por se permitir mergulhar num fragmento da vida do personagem-título, possibilitando um mergulho mais profundo nele e os [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-springsteen-salve-me-do-desconhecido/">Crítica Springsteen &#8211; Salve-me do Desconhecido</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Indo na contramão de muitas cinebiografias recentes, <em><strong>Springsteen: Salve-me do Desconhecido</strong></em> é um recorte de um momento específico da vida do artista retratado em tela. A escolha do diretor e roteirista, Scott Cooper (<em>O Pálido Olho Azul</em>, de 2022), é seu maior acerto em todo o filme. Não que ele passe a colecionar deslizes daqui em diante, mas o longa-metragem funciona justamente por se permitir mergulhar num fragmento da vida do personagem-título, possibilitando um mergulho mais profundo nele e os dilemas vividos por ele na época.</p>
<p><em><strong>Springsteen</strong></em> começa com o cantor (interpretado por Jeremy Allen White) finalizando sua turnê de sucesso do álbum &#8216;The River&#8217; e se mudando para sua cidade natal, na esperança de descansar depois da intensa tour. Mergulhado em memórias duras de sua infância, Bruce compõe o álbum &#8216;Nebraska&#8217;, que muda o rumo de sua vida e carreira por escancarar para ele e para o mundo sua depressão.</p>
<p>A proposta de Cooper de fazer um filme que verdadeiramente se debruça na psiquê de seu personagem nesse momento tão delicado de sua vida é a força motriz de <em><strong>Springsteen: Salve-me do Desconhecido</strong></em>. O roteiro do cineasta leva o espectador a conhecer a fundo as dores do cantor em momentos de extrema inspiração e solidão. Esse dilema clássico dessas figuras criativas é a porta de entrada para a sensibilidade, o cuidado e o sucesso da interpretação de White (<em>Garra de Ferro</em>, de 2023).</p>
<p>Coincidentemente (ou nem tanto), é neste ponto que muitas cinebiografias falham. Muito se fala sobre os altos e baixos de renomados artistas, mas pouco se dá tempo de verdadeiramente ver isso expandindo até se tornar maior do que suas vidas. E é aqui que Scott Cooper faz <em><strong>Springsteen</strong></em> ser um primor. Ele dá tempo, tanto para sua narrativa quanto para sua direção, de criar os silêncios necessários para ensurdecer à todos. A produção de Nebraska foi o pedido de ajuda de Bruce, quando nem ele conseguia dimensionar o que tinha e o que precisava.</p>
<figure id="attachment_20025" aria-describedby="caption-attachment-20025" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-20025" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-750x500.jpg" alt="Springsteen: Salve-me do Desconhecido (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1.jpg 1620w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20025" class="wp-caption-text">Jeremy Allen White em cena de &#8216;Springsteen: Salve-me do Desconhecido (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>A sensibilidade dessa escolha e da dilatação que ela exigia permitiu que <em><strong>Springsteen: Salve-me do Desconhecido</strong></em> tivesse algumas das atuações masculinas mais interessantes do ano, até então. A simplicidade em deixar White ou Jeremy Strong (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-aprendiz"><em>O Aprendiz</em></a>, de 2024) terem tempo de tela para se mostrarem expostos e frágeis é seu ponto forte. Ambos entregam performances impressionantes que não precisam de grandes explosões. O olhar, especialmente de White, diz tudo o que precisa ser compreendido.</p>
<p><em><strong>Springsteen </strong></em>é um filme sobre contemplação. Contemplar o ritmo das canções, de sua feitura e da vida. É o tempo da batida de um coração sufocando em meio aos holofotes. É um respiro silencioso no meio de uma multidão. É um pedido de socorro, quando tudo parece estar indo bem. A forma como a depressão de Bruce é mostrada traz essas nuances e esse cuidado que é admirável.</p>
<p>Talvez <em><strong>Springsteen: Salve-me do Desconhecido</strong></em> seja uma das melhores cinebiografias dos últimos tempos justamente por saber escolher o que mostrar. A força do filme está em seu poder de decisão de delimitar um tempo que é um reflexo de um passado &#8211; onde essas cenas são milimetricamente calculadas para não dominarem o filme, mas entregarem o que precisam. Com um elenco que abraça a dor de sua história com cuidado e sensibilidade, este é um dos longas que merecem ser experienciados na telona.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Scott Cooper</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jeremy Allen White, Matthew Anthony Pellicano, Jeremy Strong, Stephen Graham, Odessa Young, Gaby Hoffmann, Harrison Gilbertson, David Krumholtz e Paul Walter Hauser</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/zAuQSMQkqJc?si=9C2W1OaRDQ3-s9Hr" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: País da Violência (Telecine Play)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2020 00:38:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Algumas histórias precisam ser contadas, alguns temas necessitam ser pautados. O como eles serão tratados dentro de uma a narrativa é o que acaba elevando a qualidade de algo ou comprometendo negativamente a sua totalidade. País da Violência, lançamento de 2018, se encaixa neste tipo de obra. Dirigido por Sam Levinson, criador da excelente série Euphoria, é possível notar as aproximações dos dois trabalhos do artista. Ha uma ligação discursiva e estética. E os elementos que ele traz cuidadosamente no [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-pais-da-violencia-telecine-play/">Dica do Dia: País da Violência (Telecine Play)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Algumas histórias precisam ser contadas, alguns temas necessitam ser pautados. O como eles serão tratados dentro de uma a narrativa é o que acaba elevando a qualidade de algo ou comprometendo negativamente a sua totalidade. <strong><em>País da Violência</em></strong>, lançamento de 2018, se encaixa neste tipo de obra. Dirigido por Sam Levinson, criador da excelente série <em>Euphoria, </em>é possível notar as aproximações dos dois trabalhos do artista. Ha uma ligação discursiva e estética. E os elementos que ele traz cuidadosamente no seriado novamente aparecem aqui. As luzes coloridas, a procura da aproximação com a energia e as conversas adolescente.</p>
<p>Está presente também a tentativa de expor a natureza humana e suas crueldades, o <em>bullying</em>, os segredos e o ódio exacerbado que mora em cada um. No entanto, a diferença é que agora Levinson tem menos tempo para contar o que deseja e esta ânsia de querer falar tudo que, talvez, lhe seja tão urgente sufoca o espectador e cria certo distanciamento do que acontece na tela. Durante a exibição, o que o público logo fica sabendo é que quatro amigas moram em Salém e, em algum momento, a cidade inteira irá se virar contra elas, por algum motivo que será explicado na projeção.</p>
<p>Para trilhar o caminho que terá como fim este conflito intenso, Levinson mostra o cotidiano das adolescentes e as suas situações de conflito, que revelam os incômodos das meninas, principalmente da protagonista Lily (Odessa Young) e de Bex (Hari Nef). Ao mesmo tempo, surge a figura de um hacker que começa a jogar nas redes os arquivos dos telefones celulares do moradores daquele local, gerando raiva e confusão entre todos.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-12623 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/2903903.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="País da Violência" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/2903903.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/2903903.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/2903903.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A ideia de falar sobre a superficialidade das relações e os julgamentos da sociedade poderia funcionar, assim como ocorre em diversas produções, inclusive no próprio seriado de Levinson. Ainda que a ideia não seja criativa, ela traz consigo questões sociais e da contemporaneidade que têm a capacidade de render bons debates e, inclusive, fortaleceria os acontecimentos de seu desfecho, criando uma progressão. Contudo, não é isto que acontece. As personagens e os os atritos delas são jogados de qualquer jeito. As situações são postas antes que se possa entender as motivações daquelas pessoas ou até mesmo quem são elas, de onde vieram ou qualquer tipo de informação e/ou sensação que conecte quem assiste com a trama.</p>
<p>A dinâmica do elenco também não contribui tanto para este estabelecimento de empatia. Separadamente, Young e Nef ainda conseguem apresentar interpretações convincentes e com um pouco de profundidade. O ponto essencial é a forma como elas se relacionam com a câmera, que é quase como se elas conversassem com ela. Mas, a contracena não rende muito. Parece que todo elenco atua um tanto sozinho, sem grandes trocas. Por fim, para completar os equívocos da produção existe o uso exagerado de <em>slow motion</em>. Em diversos momentos, frases de efeito com corpos femininos dançantes anunciam que alguma coisa impactante está para acontecer, porém existe uma demora para que a ação ocorra de fato e isso se dá justamente porque uma extensa sequência em <em>slow</em> se faz presente.</p>
<p>Ainda assim, momentos de triunfo podem fazer o espectador ponderar se gostou ou não da sessão. Um dos pontos altos é um plano longo que acompanha as quatro jovens que andam pela casa de uma delas para saber se está tudo bem. O estabelecimento da tensão e a forma como a câmera acompanha as ações surtem efeito e a sensação de medo é instalada. Enquanto se vê as ações de fora para dentro da residência, a impressão de que elas estão cercadas é forte e isso vem justamente pela maneira como as movimentações foram filmadas. Assim, no final das contas, o resultado é majoritariamente negativo, mas pode valer a pena pelos seus momentos bons, porque são verdadeiramente bem realizados.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Sam Levinson</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Odessa Young, Suki Waterhouse, Hari Nef, Abra</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/1uj_lqBRY9E" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-pais-da-violencia-telecine-play/">Dica do Dia: País da Violência (Telecine Play)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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