<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos O Filho de Saul - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/o-filho-de-saul/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/o-filho-de-saul/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Mon, 01 Feb 2016 12:03:31 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos O Filho de Saul - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/o-filho-de-saul/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Crítica: Filho de Saul</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-filho-de-saul/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-filho-de-saul/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Feb 2016 12:03:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Cannes]]></category>
		<category><![CDATA[Géza Röhrig]]></category>
		<category><![CDATA[László Nemes]]></category>
		<category><![CDATA[O Filho de Saul]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2016]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=4463</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; A Segunda Guerra Mundial é uma das passagens da história da humanidade mais revisitadas pelo cinema. Entre as mais diferentes abordagens, quase sempre as reflexões sobre o conflito giram em torno de questões geo-políticas e as consequências humanas da guerra, sendo que a última surge sobretudo como uma forma de exorcizar a culpa alemã pelas ações nazistas. Filho de Saul, premiado longa de László Nemes, que até então ficara conhecido no circuito europeu pelo seu trabalho como curta-metragista, tem [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-filho-de-saul/">Crítica: Filho de Saul</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4464" aria-describedby="caption-attachment-4464" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-4464 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/7224599_the-designated-mourner-son-of-saul_t2980f188-620x344.jpg" alt="7224599_the-designated-mourner-son-of-saul_t2980f188" width="620" height="344" /><figcaption id="caption-attachment-4464" class="wp-caption-text">Drama humano: Longa utiliza a perspectiva de um personagem sobre a Segunda Guerra para dimensionar os seus efeitos para o público.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Segunda Guerra Mundial é uma das passagens da história da humanidade mais revisitadas pelo cinema. Entre as mais diferentes abordagens, quase sempre as reflexões sobre o conflito giram em torno de questões geo-políticas e as consequências humanas da guerra, sendo que a última surge sobretudo como uma forma de exorcizar a culpa alemã pelas ações nazistas. <i>Filho de Saul</i>, premiado longa de László Nemes, que até então ficara conhecido no circuito europeu pelo seu trabalho como curta-metragista, tem essa preocupação como um dos seus principais propulsores dramáticos. Com uma atmosfera carregada que consegue dar conta dos horrores do conflito em uma esfera particularizada, <i>Filho de Saul </i>apresenta-se ao público como um filme que retoma antigas dores por uma perspectiva que ainda que não pareça completamente inédita, ao menos tenta caminhos e olhares narrativos inventivos que envolvem emocionalmente a sua plateia.</p>
<figure id="attachment_4465" aria-describedby="caption-attachment-4465" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4465 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/le-fils-de-saul-2-1300x605-620x338.jpg" alt="le-fils-de-saul-2-1300x605" width="620" height="338" /><figcaption id="caption-attachment-4465" class="wp-caption-text">Direção aplicada: László Nemes conduz com firmeza a sua narrativa</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>László Nemes ambienta o seu filme em um campo de concentração de Auschwitz no ano de 1944, em pleno conflito mundial. Nesse cenário, acompanhamos um momento específico da vida de Saul, um judeu obrigado a trabalhar para os nazistas cuja função principal no campo de concentração é limpar as câmaras de gás após a morte de outros judeus. Durante a execução da sua tarefa, Saul acaba deparando-se com o corpo do seu próprio filho e resolve empreender esforços para driblar a vigilância nazista e enterrar o garoto dignamente.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Filho de Saul </i>acerta ao personalizar a sua perspectiva sobre os eventos da Segunda Guerra Mundial. Ao centrar sua atenção na perspectiva do seu protagonista para o que acontece a sua volta , o diretor e roteirista László Nemes evita o didatismo histórico e traz para o seu filme uma estratégia muito mais eficiente no dimensionamento dos horrores e das consequências da guerra para a sua plateia: o drama humano. Assim, ao ter como foco a jornada de Saul para honrar a memória do próprio filho, o realizador consegue oferecer ao público um longa de maior impacto emocional e força dramatúrgica do que se oferecesse dados históricos em uma perspectiva macro e reconstituições de época precisas.</p>
</div>
<figure id="attachment_4466" aria-describedby="caption-attachment-4466" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4466 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/o-LE-FILS-DE-SAUL-facebook-620x310.jpg" alt="o-LE-FILS-DE-SAUL-facebook" width="620" height="310" /><figcaption id="caption-attachment-4466" class="wp-caption-text">O olhar de Saul: Perspectiva do protagonista faz o ator Géza Röhrig ser o centro de todo o filme em uma forte interpretação.</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Tudo é ainda mais eficiente se pensarmos na maneira como László Nemes filma <i>Filho de Raul</i>. O diretor opta por uma câmera subjetiva quase que na totalidade da sua narrativa, acompanhando cada decisão, passo, olhar e respiração de Saul, interpretado com uma apropriada discrição pelo ator Géza Röhrig. O efeito dessa opção do diretor é ainda mais interessante se pensarmos que mesmo que todas as situações de degradação humana mostradas em <i>Filho de Saul </i>sejam, em sua maioria, expostas propositalmente fora de foco, conseguimos senti-las como se todas estivessem em evidência já que o que tem importância o tempo todo é a jornada de uma das vítimas daqueles horrores.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Portanto, um dos maiores acertos de <i>Filho de Saul </i>é conseguir uma certeira produção de efeitos emocionais sem apelar para imagens de violência sensacionalista ou mesmo para o frio didatismo histórico. Ao acompanharmos em <i>Filho de Saul </i>a jornada de um homem comum preso nessa barbárie, conseguimos entender o ponto nevrálgico das principais consequências do nazismo e compreender que determinados feridas jamais serão cicatrizadas.</p>
</div>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-filho-de-saul/">Crítica: Filho de Saul</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-filho-de-saul/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
