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	<title>Arquivos O Farol - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos O Farol - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Frozen 2 é o destaque nas estreias do cinema esta semana (02/01). Confira o que entra em cartaz!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jan 2020 18:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[O Caso Richard Jewell]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Frozen 2 Direção: Jennifer Lee, Chris Buck Elenco: Kristen Bell, Idina Menzel, Josh Gad De volta à infância de Elsa e Anna, as duas garotas descobrem uma história do pai, quando ainda era príncipe de Arendelle. Ele conta às meninas a história de uma visita à floresta dos elementos, onde um acontecimento inesperado teria provocado a separação dos habitantes da cidade com os quatro elementos fundamentais: ar, fogo, terra e água. Esta revelação ajudará Elsa a compreender a origem de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h5 style="text-align: center;"><strong>Frozen 2</strong></h5>
<p style="text-align: center;"><strong>Direção:</strong> Jennifer Lee, Chris Buck<br />
<strong>Elenco:</strong> Kristen Bell, Idina Menzel, Josh Gad</p>
<p>De volta à infância de Elsa e Anna, as duas garotas descobrem uma história do pai, quando ainda era príncipe de Arendelle. Ele conta às meninas a história de uma visita à floresta dos elementos, onde um acontecimento inesperado teria provocado a separação dos habitantes da cidade com os quatro elementos fundamentais: ar, fogo, terra e água. Esta revelação ajudará Elsa a compreender a origem de seus poderes. Com informações do Adoro Cinema. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-frozen-2/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/TTIbWKEUPnc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<h5 style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12096" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5717315.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="O Farol" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5717315.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5717315.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5717315.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>O Farol</strong></h5>
<p style="text-align: center;"><strong>Direção:</strong> Robert Eggers<br />
<strong>Elenco:</strong> Robert Pattinson, Willem Dafoe</p>
<p>Início do século XX. Thomas Wake (Willem Dafoe), responsável pelo farol de uma ilha isolada, contrata o jovem Ephraim Winslow (Robert Pattinson) para substituir o ajudante anterior e colaborar nas tarefas diárias. No entanto, o acesso ao farol é mantido fechado ao novato, que se torna cada vez mais curioso com este espaço privado. Enquanto os dois homens se conhecem e se provocam, Ephraim fica obcecado em descobrir o que acontece naquele espaço fechado, ao mesmo tempo em que fenômenos estranhos começam a acontecer ao seu redor. Com informações do Adoro Cinema. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/rwExUiQzCD0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<h5 style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12138" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0802850.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="estreias do cinema" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0802850.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0802850.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0802850.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>O Caso Richard Jewell</strong></h5>
<p style="text-align: center;"><strong>Direção:</strong> Clint Eastwood<br />
<strong>Elenco:</strong> Paul Walter Hauser, Sam Rockwell, Kathy Bates</p>
<p>A história real de Richard Jewell (Paul Walter Hauser), segurança que se tornou um dos principais suspeitos de bombardear as Olimpíadas de Atlanta, no ano de 1996. Na realidade, ele foi o responsável por ajudar inocentes a fugirem do local e avisar da existência de um dos explosivos. Com informações do Adoro Cinema. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-caso-richard-jewell/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/VLDPvYZgM0Q" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Farol</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Dec 2019 21:37:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[O Farol]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Eggers]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Pattinson]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<category><![CDATA[Willem Dafoe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que nos separa de animais? A racionalidade? A repressão dos instintos? Para chegar em seu atual estágio evolutivo, a humanidade passou por um longo processo. No início de tudo, o homem era este primata que ainda morava em cavernas e tudo girava em torno de sua sobrevivência. De certa maneira, O Farol (The Lighthouse) é sobre a degradação da racionalidade do homem em detrimento de um retorno a esse estado primitivo, irracional e instintivo. Neste sentido, não há nada [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O que nos separa de animais? A racionalidade? A repressão dos instintos? Para chegar em seu atual estágio evolutivo, a humanidade passou por um longo processo. No início de tudo, o homem era este primata que ainda morava em cavernas e tudo girava em torno de sua sobrevivência. De certa maneira, <em><strong>O Farol</strong></em> (<em>The Lighthouse</em>) é sobre a degradação da racionalidade do homem em detrimento de um retorno a esse estado primitivo, irracional e instintivo.</p>
<p>Neste sentido, não há nada mais instintivo do que a sexualidade. Desde Adão e Eva e o fruto proibido, a tentação carnal é aquilo que mais coloca em risco a racionalidade do homem. Por isso, tudo gira em torno desta grande figura fálica: o farol. Fugindo de seu passado e atraído pela promessa de uma remuneração melhor, o introspectivo Ephrain Winslow (Robert Pattinson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-z-a-cidade-perdida/"><em>Z &#8211; A Cidade Perdida</em></a>) aceita o emprego de ajudante de faroleiro em uma ilha deserta. Lá, além das numerosas tarefas braçais que o levam à exaustão, ele deve lidar com o complicado temperamento de Thomas Wake (Willem Dafoe, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-no-portal-da-eternidade/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>No Portal da Eternidade</em></a>), seu chefe.</p>
<p>Com tudo girando em torno desta volta ao estado primitivo do homem, acho interessante as escolhas da <em>mise-en-scène</em> de Robert Eggers (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-bruxa/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A Bruxa</em></a>), que sempre remetem a este constante estado de retorno. Primeiramente, ele opta por uma proporção de tela de 1.19:1, que serve sua narrativa em diversos sentidos.</p>
<p>Ela aumenta a sensação de claustrofobia naquele ambiente, o que por si só já é um grande paradoxo imagético. Afinal, ao redor daquela ilha há um vasto mar coberto de névoa e que se prolonga até o limite de nossa visão. Porém, ao mesmo tempo que existe essa imensidão, cria-se este senso de estar preso no meio daquela solidão. Até a piadinha com o personagem de Pattinson batendo a cabeça na parede quando chega ao seu quarto corrobora esse sentimento de enclausuramento. Eles estão presos na ilha e dentro da própria tela do filme, em constante estado de repressão.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12096" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5717315.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="O Farol" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5717315.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5717315.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5717315.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Por outro lado, se <strong><em>O Farol</em> </strong>volta justamente ao estado primitivo do homem, Eggers se aproveita e emula este retorno ao estado inicial do cinema com sua proporção de tela quadrada. Similarmente, o uso preto-e-branco acaba assumindo esta mesma função metalinguística que remete às origens do cinema.</p>
<p>No entanto, não é só em sua forma que <em><strong>O Farol</strong></em> busca este primitivismo, mas também em seu texto. Além do inglês arcaico do personagem de Willem Dafoe — algo já visto em <em>A Bruxa</em> — o filme recorre a uma visceralidade crua através flatulências, fezes, urina e masturbações. Diante daquela situação degradante e suja, os protagonistas se aproximam de verdadeiros animais.</p>
<p>Este processo de animalização vai sendo construído gradualmente por Eggers, que nos coloca na mesma posição do personagem de Pattinson. Em certos aspectos, o longa se aproxima de uma experiência sensorial bem irritante. Principalmente o som mecânico e onipresente das máquinas que beira o insuportável. Para Ephrain Winslow, tudo se resume a este teste de paciência. Até por isso, é genial como Robert Pattinson assume uma intensa fisicalidade masculina e que regride do homem cordial para um animal completamente sem controle.</p>
<p>O principal gatilho para a espiral de loucura do novato acaba sendo Thomas Wake, seu companheiro na ilha. Tudo vai se resumindo a uma intensa disputa de quem é o “mais macho” dentro daquela estrutura peniana, com a tensão sexual chegando aos extremos. As já mencionadas necessidades fisiológicas chegam a contribuir muito para esse estado de masculinidade tóxica, símbolos constantemente associados a esta figura do “machão”. Assim como Pattinson, Dafoe se reinventa em mais um papel e está nojento de um jeito fascinante.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12097" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5695440.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="O Farol" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5695440.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5695440.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5695440.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Todavia, é curioso que, na mesma proporção que Winslow e Wake vão rumando para um primitivismo mais bruto, Eggers regride buscando referências tanto no próprio primitivismo do cinema como das artes anteriores a ele. Além do preto-e-branco e da proporção de tela<i> </i>que remetem a uma era inicial da 7ª arte, o diretor bebe um pouco de várias fontes clássicas, jamais se aprofundando em cada uma, deixando apenas o nosso imaginário trabalhar. Só para exemplificar, há todo um jogo de sombrar que remete ao Expressionismo Alemão; os contos marítimos de Herman Melville (<em>Moby Dick</em>) e os monstros H.P Lovecraft (<em>O Chamado de Cthulhu</em>); a invocação de uma mitologia marítima (sereias e Netuno); e até mitos gregos como Ícaro e Prometeu.</p>
<p>No fim, <strong><em>O Farol</em></strong>, acaba sendo uma literal escada para a loucura e obsessão que leva todos de volta para o passado. Se seu protagonista se entrega aos instintos e está obcecado com o controle por esse &#8220;pênis gigante&#8221;, Eggers parece obcecado em um formalismo estético rodeado de referências antigas que criam um terror a nível sensorial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Robert Eggers<br />
<strong>Elenco:</strong> Robert Pattinson, Willem Dafoe</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=rwExUiQzCD0]</p>
<p><em>*Filme assistido durante exibição no <a href="http://www.festivaldorio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Festival do Rio 2019</strong></a>.</em></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/">Crítica: O Farol</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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