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	<title>Arquivos Nicolas Cage - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Nicolas Cage - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Longlegs &#8211; Vínculo Mortal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Aug 2024 19:50:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de estrear nos EUA sob muitos elogios da crítica, Longlegs: Vínculo Mortal chega ao Brasil. O filme de Osgood Perkins é aquele terror que deseja ser mais do que uma obra escapista, um adjetivo com muita frequência associado ao gênero. É esta relutância que evidencia o grande tropeço de Longlegs. O longa é o quarto da carreira de Osgood Perkins (de Maria e João: O Conto das Bruxas e A Enviada do Mal) e tem como centro da sua narrativa a jornada de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de estrear nos EUA sob muitos elogios da crítica, <i><strong>Longlegs: Vínculo Mortal</strong> </i>chega ao Brasil. O filme de Osgood Perkins é aquele terror que deseja ser mais do que uma obra escapista, um adjetivo com muita frequência associado ao gênero. É esta relutância que evidencia o grande tropeço de <strong><i>Longlegs</i></strong>.</p>
<p>O longa é o quarto da carreira de Osgood Perkins (de <em>Maria e João: O Conto das Bruxas</em> e <em>A Enviada do Mal</em>) e tem como centro da sua narrativa a jornada de uma jovem policial interpretada por Maika Monroe (de <em>Corrente do Mal</em>). Ela está investigando as ações de um perigoso serial killer conhecido como Longlegs, vivido por um Nicolas Cage, irreconhecível por trás de quilos e mais quilos de maquiagem.</p>
<p>Aos poucos, a trama revela a conexão entre a policial e o psicopata e uma trama ainda mais sinistra por trás das mortes que o personagem de Cage deixa para trás. A conexão entre a investigadora e um psicopata faz <strong><em>Longlegs </em></strong>ser imediatamente associado a  O Silêncio dos Inocentes, clássico de 1991 de Jonathan Demme que venceu o Oscar de melhor filme. No entanto, Perkins tem maiores ambições. Com seus longos e elaborados planos, o diretor quer trazer uma linguagem mais &#8220;sofisticada&#8221; ao filme, afastando-o de uma suposta vulgaridade comumente associada ao cinema de horror, ainda que, no final das contas, <strong><em>Longlegs </em></strong>tenha uma forte filiação com o gênero com suas predileções temáticas (serial killers, a abordagem de uma seita satanista, possessões etc.), personagens psicologicamente perturbados e algumas cenas de violência gráfica. Contraditoriamente, há algo no filme que parece rejeitar o &#8220;vulgar&#8221; e é nesse traço que Perkins perde pontos com o público.</p>
<p>Não existe nada precisamente fora de lugar na execução do roteiro de <strong><em>Longlegs</em></strong>. Possivelmente, se o projeto fosse oferecido a outro diretor, o resultado seria superior.  De forma geral, Perkins consegue amarrar bem a sua história e desenvolver um perfil interessante para sua protagonista. A policial Lee Harker de Maika Monroe é gradualmente desconstruída aos olhos do público, saindo de uma condição fria e cerebral para uma situação de desequilíbrio e perturbação diante do horror representado pelas ações do <strong><em>Longlegs</em></strong>. Maika Monroe está ótima na construção dessa jornada sendo este um dos melhores desempenhos da sua carreira até aqui.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18633" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1-7.png" alt="Longlegs" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1-7.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1-7-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1-7-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O grande problema de <strong><em>Longlegs </em></strong>é a ambição desmedida do seu cineasta, explicitada em uma direção que parece rejeitar qualquer tipo de simplicidade ao optar por um approach mais hermético que o necessário para uma história bem simples na sua essência. Osgood Perkins contrói um terror calcado no jogo psicológico estabelecido entre uma policial e um serial killer, mas o cineasta insiste na ideia de querer que seu filme seja algo que extrapola as delimitações mais escapistas sugeridas pelo seu gênero. Este tipo de tensão entre cineasta e sua obra geralmente não faz bem a qualquer projeto. Em <strong><em>Longlegs </em></strong>isso não seria diferente.</p>
<p>Ademais, é preciso frisar que a despeito de aparecer em poucas cenas no filme e utilizar o recurso da maquiagem para não impor a sua persona célebre, Nicolas Cage tem uma interpretação que parece querer sempre se destacar em <strong><em>Longlegs</em></strong>. Normalmente, a abordagem do ator tende ao overacting e aqui não seria diferente, porém <strong><em>Longlegs </em></strong>é um filme que em todas as suas pontas deseja uma aparência de terror low profile e tudo o que a interpretação do ator busca parece ir no sentido contrário. Cage surge sempre em um tom acima do próprio projeto, repleto de excessos de composição que só fazem o espectador se distrair daquilo que realmente importa na história, resultando em um vilão que, no fim das contas, distoa da própria pretensão do cineasta. Por esta linha de raciocínio, podemos até argumentar que o ator tenha mais sensibilidade para as demandas do gênero do que o seu próprio diretor. No entanto esse desencontro de abordagens escancarada pela interpretação de Cage só reforçam a dificuldade de comunicação de <strong><em>Longlegs</em></strong>.</p>
<p><strong><em>Longlegs </em></strong>é um daqueles filmes cuja fama não corresponde ao que ele é de fato. Há sinais de um cineasta desejando a aprovação da crítica, proporcionando ao espectador uma experiência cansativa e, consequentemente, por vezes, pouco engajada, rígida na crença de que é algo superior ao que de fato apresenta. <strong><em>Longlegs </em></strong>é um projeto sabotado pelo próprio ego, sendo o típico caso da narrativa que se beneficiaria mais caso recebesse uma direção bem menos afetada do que aquela que Osgood Perkins aplica.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Oz Perkins</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Maika Monroe, Nicolas Cage, Blair Underwood</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/MxCny3TalzA?si=39NsIeJ4R6UEr5O9" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Peso do Talento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 May 2022 15:47:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Alessandra Mastronardi]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em uma cena de O Peso do Talento, Nicolas Cage, que, para quem ainda não sabe, interpreta ele mesmo no filme, passeia maravilhado por um cômodo repleto de lembranças marcantes da sua carreira. O ator vencedor do Oscar (melhor ator em 1996 por Despedida em Las Vegas), que já protagonizou longas de diretores como David Lynch (Coração Selvagem) e Spike Jonze (Adaptação), passou um tempo considerável da sua carreira aceitando qualquer roteiro para pagar algumas dívidas, o que lhe trouxe [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma cena de <em><strong>O Peso do Talento</strong></em>, Nicolas Cage, que, para quem ainda não sabe, interpreta ele mesmo no filme, passeia maravilhado por um cômodo repleto de lembranças marcantes da sua carreira. O ator vencedor do Oscar (melhor ator em 1996 por Despedida em Las Vegas), que já protagonizou longas de diretores como David Lynch (<em>Coração Selvagem</em>) e Spike Jonze (<em>Adaptação</em>), passou um tempo considerável da sua carreira aceitando qualquer roteiro para pagar algumas dívidas, o que lhe trouxe uma questionável fama de &#8220;ator canastrão&#8221; ou &#8220;ímã de bombas cinematográficas&#8221;. Recentemente, Cage deu a volta por cima com longas bem aceitos pela crítica, como Mandy e Pig, ganhando um status de cult pela cinefilia.</p>
<p>A cena de <em><strong>O Peso do Talento</strong></em> que descrevemos anteriormente, com o seu tom de autodeboche, indício de que a uma altura dessa do campeonato nem o próprio Cage se leva a sério, e reverência por um legado que de fato existe sintetiza um inventário da carreira do ator. O longa de Tom Gormican (da comédia Namoro ou Liberdade com Zac Efron) tem seus melhores momentos quando se dedica a parodiar o próprio star power de Nicolas Cage e sua carreira de altos e baixos, sem nunca desmerecê-lo por seus deslizes artísticos, afinal, eles fazem parte da sua trajetória &#8211; e, como ele encara, são &#8220;ossos do ofício&#8221;.</p>
<p>No longa de Gormican, Cage encontra-se em uma crise de meia idade após perceber que não tem as melhores opções em um futuro tão próximo em Hollywood. Além dos dilemas profissionais, o astro passa por um momento delicado na relação com sua filha adolescente. No meio desse turbilhão de eventos, o ator decide se aposentar e aceita como último trabalho uma proposta que lhe é ofertada por um fã (papel de Pedro Pascal, de <em>Mulher Maravilha 1984</em>).</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15491" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/o-peso-do-talento-1.jpg" alt="O Peso do Talento" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/o-peso-do-talento-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/o-peso-do-talento-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/o-peso-do-talento-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/o-peso-do-talento-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Na paródia de si, Nicolas Cage se esbalda. O astro está despojado em cena, sem o menor compromisso de oferecer qualquer seriedade ao projeto. Como antecipamos, os melhores momentos de <em><strong>O Peso do Talento</strong></em> estão nos meta-comentários do filme, geniais, sobretudo, quando o ator conversa com uma versão ególatra e e surtada de si. Além disso, Cage encontra em Pedro Pascal um coadjuvante que lhe rende momentos bem inspirados na dinâmica fã e ídolo, fazendo inúmeras referências a obras marcantes na sua carreira. Esses momentos são tão inspirados que fica inevitável lamentar que o longa não ceda completamente ao mito Nick Cage e se torne no fim das contas mais uma comédia de ação protocolar.</p>
<p>É inegável que <em><strong>O Peso do Talento</strong></em> é entretenimento garantido. É verdade também que nem sempre esta diversão é garantida e que os fãs do ator serão os que aproveitarão melhor a experiência. No entanto, a sacada de trazer Nicolas Cage interpretando uma versão de si traz constatações que engrandecem o longa de Tom Gormican: Nick Cage está em um dos seus melhores momentos, tão maduro que consegue apresentar-se mais relaxado em cena, empoderando-se do seu legado e dos seus recursos artísticos. Fosse mais radical na sua proposta, seria genial.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Tom Gormican</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Nicolas Cage, Demi Moore, Pedro Pascal, Alessandra Mastronardi, Jacob Scipio, David Gordon Green, Sharon Horgan, Neil Patrick Harris</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/fjaVj4O4jmY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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