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	<title>Arquivos Natasha Rothwell - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Wish &#8211; O Poder dos Desejos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jan 2024 23:15:43 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os créditos finais de <strong><em>Wish &#8211; O Poder dos Desejos</em></strong> denuncia o contexto da mais recente produção animada dos estúdios Disney: o longa é uma encomenda comemorativa pelos 100 anos da companhia do Mickey Mouse. Enquanto os nomes dos envolvidos passam na tela, são exibidos personagens que formaram o catálogo do estúdio na ordem cronológica do lançamento dos seus respectivos filmes. Além dessa afetuosa inserção ao legado do estúdio, ao longo da história, o espectador reconhecerá referências a filmes como Peter Pan, A Pequena Sereia e Cinderela e, claro, a maior delas é um dos seus personagens principais da história, uma simpática estrela dos desejos. A estrela dos desejos de Wish unifica os contos de fadas que formaram a filmografia da Disney a partir dos seus principais elementos: a magia, o encantamento, os sonhos.</p>
<p><strong><em>Wish &#8211; O Poder dos Desejos</em></strong> conta a história de um reino governado por Magnífico, um mago ditador que controla o destino de toda a população local ao aprisionar seus desejos. Quando a verdadeira natureza do governante é descoberta por uma jovem que se frustra ao constatar que o sonho do seu avô jamais poderá ser realizado, os dias de reinado do mago passam a ser ameaçados, sobretudo porque ela contará com a ajuda de uma estrela dos desejos.</p>
<p>No intuito de fazer de <strong><em>Wish &#8211; O Poder dos Desejos</em></strong> uma homenagem a sua própria trajetória, a Disney não consegue dar qualquer senso de originalidade e profundidade ao filme. Wish soa como um filme banal, com trama protocolar e personagens pouco carismáticos que mais parecem rascunhos do passado do estúdio. Há no filme um esforço bem tímido de unificar a filmografia da Disney com motes e ideias que seriam a gênese ou assinatura do estúdio, mas é tudo muito discreto e esse conceito jamais atinge a sua potencialidade de fato.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17638" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-2.png" alt="Wish - O Poder dos Desejos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-2.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-2-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Para além do caráter simbólico da representação do legado de 100 anos da Disney, o ponto &#8220;fora da curva&#8221; que faz Wish ganhar algum senso de relevância na história recente do estúdio é a estética da animação. Wish faz uma interessante união entre animação 2D e 3D com traços originais que a distinguem da própria assinatura visual do estúdio, que tende para uma homogeneidade em suas diferentes eras. Aqui, de fato, são empregadas cores e formas que singularizam o trabalho dos animadores e dão personalidade ao projeto.</p>
<p>No mais, é uma pena que algumas ideias ensaiadas em <strong><em>Wish &#8211; O Poder dos Desejos</em></strong> , sobretudo esse mote de unificar o legado da Disney em um pretenso &#8220;universo compartilhado&#8221;, jamais ganhe qualquer impulso na tela. Pela primeira vez em anos, vemos uma protagonista cuja história não consegue envolver e consequentemente não nos faz torcer pelo seu êxito, um vilão sem carisma e números musicais que não fazem a gente sair da sessão com suas canções reverberando em nossa memória. É um pouco embaraçoso que justamente a animação que serve para celebrar o legado Disney seja um dos seus projetos mais esquecíveis.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Chris Buck, Fawn Veerasunthorn</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Ariana DeBose, Chris Pine, Alan Tudyk, Angelique Cabral, Victor Garber, Natasha Rothwell, Jennifer Kumiyama, Harvey Guillen, Niko Vargas</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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