<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Naomi Watts - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/naomi-watts/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/naomi-watts/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 24 Mar 2016 15:04:02 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Naomi Watts - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/naomi-watts/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Crítica: A Série Divergente &#8211; Convergente</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-serie-divergente-convergente/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-serie-divergente-convergente/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Mar 2016 00:06:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Série Divergente - Convergente]]></category>
		<category><![CDATA[Ansel Elgort]]></category>
		<category><![CDATA[Divergente]]></category>
		<category><![CDATA[Jeff Daniels]]></category>
		<category><![CDATA[Miles Teller]]></category>
		<category><![CDATA[Naomi Watts]]></category>
		<category><![CDATA[Octavia Spencer]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Schwentke]]></category>
		<category><![CDATA[Shailene Woodley]]></category>
		<category><![CDATA[Theo James]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=5099</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Mesmo que alguns fãs da série de livros não gostem da comparação, é fato incontestável. Como obra cinematográfica, a franquia Divergente surgiu a rebote do sucesso financeiro de Jogos Vorazes quando o longa protagonizado por Jennifer Lawrence foi lançado nos cinemas em 2012. O filme era o primeiro a representar um filão que hoje já se instalou na indústria cinematográfica: a distopia adolescente. Em seu terceiro capítulo, intitulado A Série Divergente &#8211; Convergente, no entanto, a &#8220;saga&#8221; evidencia os sinais [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-serie-divergente-convergente/">Crítica: A Série Divergente &#8211; Convergente</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Mesmo que alguns fãs da série de livros não gostem da comparação, é fato incontestável. Como obra cinematográfica, a franquia <i>Divergente </i>surgiu a rebote do sucesso financeiro de <i>Jogos Vorazes </i>quando o longa protagonizado por Jennifer Lawrence foi lançado nos cinemas em 2012. O filme era o primeiro a representar um filão que hoje já se instalou na indústria cinematográfica: a distopia adolescente. Em seu terceiro capítulo, intitulado <i>A Série Divergente &#8211; Convergente</i>, no entanto, a &#8220;saga&#8221; evidencia os sinais de seu desgaste e até mesmo da fragilidade de alguns conceitos apresentados sobre esse universo lá no primeiro filme. A sensação é que <i>Divergente </i>perdeu o fôlego da sua própria trama ou nunca teve o potencial para a longevidade que supostamente apresentava no primeiro capítulo da franquia. O que fica como herança em <i>Convergente</i>, um terreno que começara a ser pavimentado no segundo longa, é uma trama frouxa, que se estendeu ao máximo que sua capacidade permitia.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A trama de <i>Convergente </i>basicamente acompanha a sua protagonista Tris, uma Shailene Woodley ainda batalhando por um material que faça jus ao seu potencial como atriz, em sua jornada fora das cercas que aprisionam todos em Chicago. Ela parte nessa descoberta com Quatro (o galã canastrão Theo James), seu irmão Caleb (Ansel Elgort), Peter (Miles Teller), Christina (Zöe Kravitz) e Tori (Maggie Q) e encontra um homem misterioso dedicado a entender o que existe por trás das divisões dos grupos apresentadas desde o primeiro filme da franquia.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<figure id="attachment_5101" aria-describedby="caption-attachment-5101" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-5101 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/03/convergent-620x333.jpg" alt="convergent" width="620" height="333" /><figcaption id="caption-attachment-5101" class="wp-caption-text">Exageros: Tecnicamente, franquia alcançou ambições maiores que já não nos fazem lembrar do primeiro longa da saga.</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>A sensação de que a trama de <i>Divergente </i>anda em círculos se concretiza nesse terceiro capítulo da série. Assim como acontecia em <i>Insurgente</i>, <i>Convergente </i>sofre do mal do grande orçamento. Com o sucesso financeiro do primeiro longa, o caixa disponibilizado para a equipe aumentou e isso foi convertido em uma produção megalomaníaca em seus efeitos especiais (todos ruins, diga-se de passagem) e cenários, tornando os filmes da série cada vez mais distantes do seu longa de origem, que se tinha lá os seus defeitos, ao menos conseguia reconhecer-se como uma produção de ambições moderadas, ciente das suas limitações etc. O que <i>Jogos Vorazes </i>conseguiu em economia de ação e aquisição de tensão dramática e política nas duas partes de <i>A Esperança</i>, a franquia <i>Divergente </i>conseguiu de barulho e pretensão em cima da sua própria história, narrativa e visualmente, tanto em <i>Insurgente </i>quanto nesse terceiro longa, <i>Convergente</i>.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O que o longa acaba conseguindo é perder-se em suas próprias ambições como <i>blockbuster</i>, não conseguindo sustentar-se como uma peça de puro entretenimento, tampouco resgatar determinadas preocupações e discursos que estão no cerne da sua trama original. Desse mal, os fãs de <i>Jogos Vorazes</i>, por exemplo, não tem do que reclamar. Com uma trama que já não tem mais o que explorar e passa sempre a sensação de uma longa e desnecessária espera para o seu derradeiro capítulo no quarto filme da franquia, <i>Convergente </i>ainda desperdiça o seu ótimo elenco, que oscila entre as presenças completamente descartáveis de atores do calibre de Naomi Watts, Octavia Spencer e Jeff Daniels, todos tirando &#8220;leite de pedra&#8221; ao interpretarem personagens rasos, e o subaproveitamento de jovens talentos como Shailene Woodley, cuja heroína aborrecida já não apresenta mais conflitos tão interessantes quanto aqueles esboçados no primeiro longa, Ansel Elgort e Miles Teller, absurdamente <i>over </i>como o dúbio Peter.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<figure id="attachment_5102" aria-describedby="caption-attachment-5102" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-5102 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/03/7781896822_ap1-d51-23595-r-620x307.jpg" alt="7781896822_ap1-d51-23595-r" width="620" height="307" /><figcaption id="caption-attachment-5102" class="wp-caption-text">Desperdício: Atores como Naomi Watts e Miles Teller são desperdiçados no filme.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dirigido por Robert Schwentke, que esteve por trás de filmes como <i>Plano de Voo</i>, <i>RED &#8211; Aposentados e Perigosos</i> e do próprio <i>Insurgente</i>, <i>Convergente </i>é um filme cansativo que só faz sublinhar o desgaste da sua franquia. Para quem acompanha e é fã da série cinematográfica desde o início, esse retorno sobre o filme pode não fazer muita diferença, mas para quem acompanhava a &#8220;saga&#8221; fora dessa esfera dos <i>fandons </i>e aguardava uma recuperação de fôlego após o irregular segundo filme, o que ficará é a decepção.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-serie-divergente-convergente/">Crítica: A Série Divergente &#8211; Convergente</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-serie-divergente-convergente/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Assista ao primeiro trailer de Demolition, com Jake Gyllenhaal e Naomi Watts</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/assista-ao-primeiro-trailer-de-demolition-com-jake-gyllenhaal-e-naomi-watts/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/assista-ao-primeiro-trailer-de-demolition-com-jake-gyllenhaal-e-naomi-watts/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2015 21:09:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Trailers]]></category>
		<category><![CDATA[Demolition]]></category>
		<category><![CDATA[Jake Gyllenhaal]]></category>
		<category><![CDATA[Jean-Marc Vallée]]></category>
		<category><![CDATA[Naomi Watts]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2016]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=3545</guid>

					<description><![CDATA[<p>Prestes a chegar com dois filmes aos cinemas brasileiros esse mês, Nocaute e Evereste, o ator Jake Gyllenhaal promete também ser assunto pelos próximos meses por sua performance no drama Demolition, do diretor Jean-Marc Vallée (Clube de Compras Dallas e Livre). O longa, que será destaque do Festival de Toronto que começa essa semana, acaba de ganhar o seu primeiro trailer. Em Demolition, Gyllenhaal vive um investidor que torna-se viúvo e entra em depressão. O personagem é resgatado por uma mulher que ele acaba conhecendo em um encontro [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/assista-ao-primeiro-trailer-de-demolition-com-jake-gyllenhaal-e-naomi-watts/">Assista ao primeiro trailer de Demolition, com Jake Gyllenhaal e Naomi Watts</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/tiff2015_demolition-150730.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3547" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/tiff2015_demolition-150730-600x400.jpg" alt="tiff2015_demolition-150730" width="600" height="400" /></a></p>
<p>Prestes a chegar com dois filmes aos cinemas brasileiros esse mês, <em>Nocaute </em>e <em>Evereste</em>, o ator Jake Gyllenhaal promete também ser assunto pelos próximos meses por sua performance no drama <strong><em>Demolition</em></strong>, do diretor Jean-Marc Vallée (<em>Clube de Compras Dallas </em>e <em>Livre</em>). O longa, que será destaque do Festival de Toronto que começa essa semana, acaba de ganhar o seu primeiro trailer.</p>
<p>Em <em>Demolition</em>, Gyllenhaal vive um investidor que torna-se viúvo e entra em depressão. O personagem é resgatado por uma mulher que ele acaba conhecendo em um encontro casual.</p>
<p>Além de Gyllenhaal, o filme tem no elenco Naomi Watts (<em>O Impossível</em>) e Chris Cooper (<em>Álbum de Família</em>). O longa estreia nesse segundo semestre nos EUA. No Brasil, o filme deve chegar somente no início de 2016.</p>
<p>Assista ao trailer abaixo:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/eTJ1qS7KOm4" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/assista-ao-primeiro-trailer-de-demolition-com-jake-gyllenhaal-e-naomi-watts/">Assista ao primeiro trailer de Demolition, com Jake Gyllenhaal e Naomi Watts</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/assista-ao-primeiro-trailer-de-demolition-com-jake-gyllenhaal-e-naomi-watts/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-birdman-ou-a-inesperada-virtude-da-ignorancia/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-birdman-ou-a-inesperada-virtude-da-ignorancia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Feb 2015 12:41:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alejandro González Iñárritu]]></category>
		<category><![CDATA[Andrea Riseborough]]></category>
		<category><![CDATA[Birdman]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Edward Norton. Michael Keaton]]></category>
		<category><![CDATA[Emma Stone]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Naomi Watts]]></category>
		<category><![CDATA[Zach Galifianakis]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=2686</guid>

					<description><![CDATA[<p>Birdman é uma das apostas mais fortes do Oscar deste ano, concorrendo a nada menos que 9 estatuetas em categorias principais como Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Original. O longa, no entanto, ganhou pouco espaço nas salas de cinema brasileiras, já que tivemos uma avalanche de estreias nas últimas semanas. Uma pena é verdade, já que existe uma grande chance de que ele seja colocado de lado por muitos espectadores mais desavisados. O filme narra a história de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-birdman-ou-a-inesperada-virtude-da-ignorancia/">Crítica: Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/02/birdman_lullydeverdade_02.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2687 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/02/birdman_lullydeverdade_02.jpg" alt="birdman_lullydeverdade_02" width="610" height="348" /></a></p>
<p>Birdman é uma das apostas mais fortes do Oscar deste ano, concorrendo a nada menos que 9 estatuetas em categorias principais como Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Original. O longa, no entanto, ganhou pouco espaço nas salas de cinema brasileiras, já que tivemos uma avalanche de estreias nas últimas semanas. Uma pena é verdade, já que existe uma grande chance de que ele seja colocado de lado por muitos espectadores mais desavisados.</p>
<p>O filme narra a história de Riggan Thomson, um ator que fez muito sucesso no passado ao atuar em um filme de super-herói, como o personagem Birdman. Desde então, ele não consegue se desvencilhar do ícone e resolve recusar participação no quarto longa da série. A partir daí, sua carreira começa a cair, fazendo com que Riggan retorne para os palcos da Broadway, se esforçando como diretor, ator e produtor para fazer sucesso com uma peça.</p>
<p>O estilo de gravação escolhido pelo diretor Alejandro González Iñárritu é um dos primeiros pontos que chama a atenção do espectador. Com aproximações de câmera, closes nas reações dos personagens e a utilização da ferramenta como olhar do protagonista, a técnica faz com que o espectador se sinta muito mais inserido na narrativa e perceba de perto o sentimento dos atores. Além disso, o plano sequência, onde o cineasta opta por poucos cortes durante as cenas, traz mais veracidade à composição. Aliás, Iñárritu mostra toda sua capacidade profissional neste filme, quando sai de dramas como Babel e Biutiful, para fazer uma comédia dramática no melhor estilo, trazendo pontos importantes de discussão, como a fama e o declínio dela.</p>
<p>Bom, esse é o lado irônico e sarcástico do diretor. Ele mostra um ator que teve fama e sucesso, mas que ficou estigmatizado por um personagem de quadrinhos e agora tem dificuldade de desvincular a imagem e fazer outros papéis de relevância. O fato é extremamente comum na indústria cinematográfica americana, o que serve de alfinetada para ela e para os próprios críticos que rotulam um ator por conta de papéis específicos que ele realiza, às vezes em momentos iniciais de sua carreira. A escolha do ator principal foi propositalmente pensada (ou não). Mas o fato é de Michael Keaton foi (e ainda é) por muito tempo lembrado por seu papel em Batman, perdendo algumas oportunidades e deixando de ser escalado em tantos outros papéis relevantes.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/02/Michael-Keaton-and-Edward-Norton-in-Birdman.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2688 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/02/Michael-Keaton-and-Edward-Norton-in-Birdman.jpg" alt="Michael-Keaton-and-Edward-Norton-in-Birdman" width="610" height="348" /></a></p>
<p>Outro aspecto que merece muito destaque é a trilha sonora do filme. Todas as cenas são acompanhadas de batidas fortes e contundentes, como uma representação da angústia e ansiedade dos personagens. Além disso, em muitos momentos bandas são inseridas nas cenas, como plano de fundo para a narrativa, destacando ainda mais o detalhamento da trilha sonora. Não é à toa que o filme foi indicado em duas categorias por conta disso (Melhor Edição de Som e Melhor Mixagem de Som).</p>
<p>No entanto, embora tecnicamente o filme seja muito bom, as atuações é que são as cerejas do bolo. A começar por Emma Stone. Ela interpreta a filha do protagonista que acabou de sair de uma clínica de reabilitação por conta do abuso de bebidas alcóolicas e drogas. Ainda revoltada com tudo que aconteceu e distante do pai pelas ausências dele na infância, ela é a personificação da garota problemática. Assim como a maioria dos personagens principais, Emma tem um solo de interpretação fantástico, onde mostra toda sua revolta contra o pai. Simplesmente excelente, o que vale sua indicação como Melhor Atriz Coadjuvante ao Oscar.</p>
<p>Os atores que mais contracenam são Michael Keaton e Edward Norton. Devo dizer, inclusive, que quando estão juntos, o espectador tem dificuldade em dissociar quem é o principal e quem é o coadjuvante. Como protagonista, Keaton consegue levar o espectador do amor ao ódio em poucos minutos na busca incessante de Riggan pela fama perdida, em uma mistura constante de ilusão e realidade. Um aspecto que compõe o background do personagem é o fato dele ter “poderes mágicos”. Uma relação precisa e acertada com o fato dele tentar superar um super-herói, mas ao mesmo tempo aproveitando de sua principal característica. Já Norton atrai a atenção de qualquer pessoa com uma interpretação impecável. Seguindo um padrão desnorteado, de um cara que é excelente profissional e péssimo como pessoa, ele varia o humor conforme toca a música (referência não por acaso à trilha sonora). Quando a dupla se une, o resultado é apenas espetacular.</p>
<p>Com um trabalho meticuloso e detalhista, onde cada peça se encaixa com perfeição e a construção de cenas e personagens vai muito além do que seu resultado, o diretor Iñárritu nos oferece um filme repleto de aspectos detalhados, com um elenco integrado e equilibrado, e discussões importantes sobre a relação da sociedade com as questões emocionais de analogia com a fama, a percepção do seu redor e a tomada de decisões. Com um ritmo frenético e envolvente, Birdman se apresenta como uma excelente opção e forte concorrente ao Oscar, mostrando que a comédia também é capaz de sair do comum e trazer excelência digna de indicação pela Academia.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-birdman-ou-a-inesperada-virtude-da-ignorancia/">Crítica: Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-birdman-ou-a-inesperada-virtude-da-ignorancia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
