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	<title>Arquivos Musical - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Musical - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Song Sung Blue &#8211; Um Sonho a Dois</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jan 2026 12:57:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os cinemas brasileiros recebem a primeira cinebiografia musical do ano nesta quinta-feira (15). Estrelado por Hugh Jackman e Kate Hudson, Song Sung Blue &#8211; Um Sonho a Dois foi a aposta da Focus Features para a bilheteria do Natal estadunidense e chega no Brasil, pela Universal Pictures, como um dos filmes do verão para se assistir em família. É claro que não uma dramédia qualquer que se leva crianças, mas é um filme que facilmente poderia entrar para o hall [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os cinemas brasileiros recebem a primeira cinebiografia musical do ano nesta quinta-feira (15). Estrelado por Hugh Jackman e Kate Hudson, <strong><em>Song Sung Blue &#8211; Um Sonho a Dois</em></strong> foi a aposta da Focus Features para a bilheteria do Natal estadunidense e chega no Brasil, pela Universal Pictures, como um dos filmes do verão para se assistir em família. É claro que não uma dramédia qualquer que se leva crianças, mas é um filme que facilmente poderia entrar para o <em>hall</em> de reprises da Sessão da Tarde em alguns anos. O projeto, ainda que tenha momentos de emoção, é leve e divertido, além de conseguir abarcar um grande público com sua narrativa.</p>
<p><strong><em>Song Sung Blue </em></strong>conta a história do encontro apaixonado entre dois imitadores de celebridades da música que sonhavam em fazer sucesso com suas vozes. Tanto Mike (Jackman) quanto Claire (Hudson) vem ao encontro de almas com suas bagagens e dramas pessoais que fazem a trama girar a partir dos altos e baixos de sua vida a dois. Escrito e dirigido por Craig Brewer (<em>Um Príncipe em Nova York 2</em>, de 2021), o longa-metragem segue essa linha narrativa usual para contar um pouco da vida do casal real &#8216;Raio e Trovão&#8217;. A história escrita por Brewer e baseada na vida de Mike e Claire Sardina não tem nada de extraordinária, mas é extremamente sincera e amorosa.</p>
<p>Ainda que tenha alguns deslizes no ritmo no segundo ato do filme, o roteiro se mantém fiel à clara missão de entreter, emocionar e divertir o público. Tudo isso, é claro, embalado pelas canções de Neil Diamond. E é por meio de suas canções que a narrativa é costurada e guiada pelos altos e baixos da vida e carreira da dupla real. Brewer verdadeiramente não traz nada de novo ou surpreendente em <strong><em>Song Sung Blue &#8211; Um Sonho a Dois</em></strong>, mas faz o que se propõe de forma coerente e razoável, criando um resultado que vale a pena.</p>
<figure id="attachment_20373" aria-describedby="caption-attachment-20373" style="width: 2048px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-20373" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Song-Sung-Blue-1-2.jpg" alt="Song Sung Blue (2025)" width="2048" height="1365" /><figcaption id="caption-attachment-20373" class="wp-caption-text">Hugh Jackman em cena de &#8216;Song Sung Blue (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>O verdadeiro destaque de <strong><em>Song Sung Blue</em></strong> é seu elenco &#8211; e esse louro vai além da dupla principal. A direção de elenco acertou em cheio ao reunir um grupo de atores e atrizes que tem uma boa química em cena. A família Sardina é o maior destaque, com um momento de parabenização específico para Ella Anderson (<em>Henry Danger: O Filme</em>, de 2025) que tem ótimos momentos em cena, tanto como destaque, como contracena da dupla principal.</p>
<p>Apoiados por um elenco que dá a base necessária para florescer suas interpretações, Hugh Jackman (<em>Deadpool &amp; Wolverine</em>, de 2024) e Kate Hudson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-glass-onion-um-misterio-knives-out-netflix/"><em>Glass Onion: Um Mistério Knives Out</em></a>, de 2022) são os pilares de <strong><em>Song Sung Blue &#8211; Um Sonho a Dois</em></strong>. Com performances coesas e uma desenvoltura fantástica cantando, a dupla de atores encanta o espectador durante a cinebiografia. Jackman faz uma versão dele mesclada com o verdadeiro Mike Sardina, mas sem perder seu encanto e sua graça pessoal.</p>
<p>Hudson, por outro lado, é mais do que a contracena perfeita. Ela vai além, diante do que a direção e o texto te entregam, dando muito mais do que vida aos sonhos e dores de Claire. Hudson é a estrutura de toda a narrativa. Sem a sua performance, talvez <strong><em>Song Sung Blue</em></strong> não fosse o mesmo. Tanto que, quando a sua personagem cai num momento com mais deslizes de ritmo do roteiro, todo o longa também desaba &#8211; não em um desastre, mas em fragilidades de um roteiro que não é extraordinário. Não à toa, a atriz recebeu 3 indicações por sua atuação, sendo duas delas no Globo de Ouro, em Comédia ou Musical, e no Actors Awards.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Craig Brewer</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Hugh Jackman, Kate Hudson, Ella Anderson, King Princess, Michael Imperioli, Fisher Stevens, Hudson Hensley, Mustafa Shakir e Cecelia Riddett</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wjStOOUp_4A?si=AJRmrsWlqNa87jRZ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica Hurry Up Tomorrow &#8211; Além dos Holofotes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 May 2025 12:41:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Existem alguns projetos em que a simples ideia gera um estranhamento. Muitas vezes um pitching errado faz com que uma boa ideia caia num abismo e nunca veja a luz dos cinemas. Há também aquelas que não deveriam sair do papel. Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes é um desses projetos. O longa-metragem é uma jornada enfadonha, cansativa e sem propósito dos delírios de um cantor que sonha em ser ator. O filme, estrelado por The Weeknd (The Idol, de 2023), [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Existem alguns projetos em que a simples ideia gera um estranhamento. Muitas vezes um <em>pitching</em> errado faz com que uma boa ideia caia num abismo e nunca veja a luz dos cinemas. Há também aquelas que não deveriam sair do papel. <strong><em>Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes</em></strong> é um desses projetos. O longa-metragem é uma jornada enfadonha, cansativa e sem propósito dos delírios de um cantor que sonha em ser ator. O filme, estrelado por The Weeknd (<em>The Idol</em>, de 2023), é uma das estreias desta quinta-feira (15) e chega aos cinemas sem trazer um centavo de interesse ao público.</p>
<p>A proposta da produção é clara: The Weeknd resolveu financiar um filme para divulgar seu novo álbum e, de quebra, ainda faz uma digressão terapêutica sobre seus temores e dores. Isso soa arrogante e chato, não é? Então, este é <strong><em>Hurry Up Tomorrow</em></strong>. Em vez de focar seus esforços artísticos em sua carreira musical &#8211; que ele mesmo ironiza no roteiro em determinado ponto -, o cantor nos leva aos cinemas nesta viagem pessoal surrealista que não conduz o espectador para nenhum lugar &#8211; a não ser ao raso de suas angústias mais egocentradas.</p>
<p>Todo esse festival dramático é conduzido por um tom de suspense desmedido e que nunca se fecha em si. E é decepcionante pensar que a pessoa que dirige essa atrocidade é a mesma que soube escrever e dirigir <em>Ao Cair da Noite (2017)</em>. O cineasta Trey Edward Shults não é capaz de emplacar sua visão no que parece ser um extenso clipe musical desinteressante. Shults não dá identidade e nem consegue entregar um filme sequer bem conduzido. Existe uma sensação constante de que <strong><em>Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes</em></strong> está completamente picotado, como se ele tivesse sido o resultado de uma chacina de ideias desconjuntadas.</p>
<p>Para completar esse cenário problemático na base criativa do projeto, o roteiro foi feito por três pessoas, sendo uma delas Abel Tesfaye &#8211; nome artístico de The Weeknd quando atua. Além do cantor que claramente deveria ficar apenas escrevendo suas músicas, o texto também é assinado por Shults e Reza Fahim, criador da série The Idol. Diante desse cenário, <strong><em>Hurry Up Tomorrow </em></strong>parece nunca ter tido uma chance de ser bem sucedido como uma narrativa cinematográfica de qualidade. A falta de liberdade criativa do cineasta unida a presença e interferência de Abel tornaram o projeto uma bomba-relógio que já explodiu quando o filme começou a ser gravado.</p>
<figure id="attachment_19457" aria-describedby="caption-attachment-19457" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19457" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Hurry-Up-Tomorrow-2-750x500.jpg" alt="Hurry Up Tomorrow - Além dos Holofotes (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Hurry-Up-Tomorrow-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Hurry-Up-Tomorrow-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Hurry-Up-Tomorrow-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Hurry-Up-Tomorrow-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Hurry-Up-Tomorrow-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Hurry-Up-Tomorrow-2-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Hurry-Up-Tomorrow-2.jpg 1620w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19457" class="wp-caption-text">Abel Tesfaye em cena de &#8216;Hurry Up Tomorrow &#8211; Além dos Holofotes (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>A confusão do roteiro e a dedicação do mesmo para falar das lamúrias dessa pseudo &#8216;versão alternativa&#8217; do The Weeknd entregam uma história sem propósito algum. O espectador passa o filme inteiro esperando que algo de relevante ou interessante aconteça e é frustrado a cada segundo. Nada leva a lugar nenhum, a não a um divã terapêutico que poderia ter evitado a produção de <strong><em>Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes</em></strong>. A narrativa é mal desenvolvida, rasa e, por vezes, vergonhosa. É um longa para ser completamente esquecido, se o público for capaz de superar o trauma que é assisti-lo.</p>
<p>Diante desse texto assombroso, o elenco não tinha muito o que fazer. Ainda que carregue nomes como Jenna Ortega (<em>Pânico VI</em>, de 2023, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-fantasmas-ainda-se-divertem/"><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem</em></a>, de 2024) e Barry Keoghan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-banshees-de-inisherin/"><em>Os Banshees de Inisherin</em></a>, de 2022, e <em>Saltburn</em>, de 2023) em seu elenco, <strong><em>Hurry Up Tomorrow </em></strong>não deixa nem seu elenco passar ileso. O roteiro é tão descuidado e cheio de fragilidades que tornam Keoghan completamente esquecível. O ator tem uma participação estereotipada e estranha &#8211; e não no bom sentido para o padrão dele. Jenna, por mais que se esforce e também tenha talento, não tem de onde tirar profundidade de uma personagem mal desenvolvida e sem camadas. É decepcionante ver dois talentos desperdiçados como eles são nesse filme.</p>
<p>O maior problema, no entanto, é The Weeknd e seu delírio de ser ator. A verdade é que Abel é uma piada como ator. Aparentemente sua participação sofrível na série <em>The Idol</em>, não foi o suficiente, mas é vital que entendam que ele não sabe atuar. Ele não consegue convencer o público nem mesmo fazendo uma versão de si mesmo. Suas cenas são ainda mais superficiais que seus colegas de cena justamente por ele não conseguir entregar mais do que o terrível óbvio. Doa a quem doer, mas se colocar ele e Jade Picon a 80km/h, não sei quem é mais sem sal, carisma ou capacidade cênica. <strong><em>Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes </em></strong>é uma pá de cal em sua frágil carreira como ator.</p>
<p>Para completar essa marcha fúnebre que a Lionsgate tenta chamar de filme, nem sequer a visualidade desse clipe-delírio é interessante. O filme tem uma proposta cansativa e repetitiva de filmes <em>indies</em>, com uma pitada de visual de videoclipes, sem a construção de sua proposta. O que fica é uma tentativa de mimetizar o que seriam esses longas visualmente interessantes e alternativos, sem nenhum tipo de arcabouço que defina e justifique as escolhas. A verdade é que <strong><em>Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes </em></strong>não cumpre sequer o seu título. É uma narrativa soberba, disfuncional e rasa, que nem sequer serve como um clipe, por ser longo demais. O que fica é uma sessão de terapia forçada ao público, que se estende excessivamente, mal sucedida e que absolutamente ninguém pediu.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Trey Edward Shults</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Abel Tesfaye, Jenna Ortega e Barry Keoghan</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/jcvSpRpnkvY?si=4tPgyrhlhTfiY8Lt" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-hurry-up-tomorrow/">Crítica Hurry Up Tomorrow &#8211; Além dos Holofotes</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Emilia Pérez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jan 2025 12:56:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O filme mais falado de 2024 enfim está chegando aos cinemas brasileiros. Recheado de polêmicas dentro e fora do seu set, Emilia Pérez tem estreia oficial no Brasil marcada para a próxima quinta-feira (6), mas já está disponível em algumas salas do país como pré-estreia. O longa-metragem francês que tenta retratar uma realidade mexicana está envolvido em inúmeras discussões como a ausência de pesquisa sobre o que de fato é o México, a falta de pessoas nativas na produção, uso [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O filme mais falado de 2024 enfim está chegando aos cinemas brasileiros. Recheado de polêmicas dentro e fora do seu set, <em><strong>Emilia Pérez</strong></em> tem estreia oficial no Brasil marcada para a próxima quinta-feira (6), mas já está disponível em algumas salas do país como pré-estreia. O longa-metragem francês que tenta retratar uma realidade mexicana está envolvido em inúmeras discussões como a ausência de pesquisa sobre o que de fato é o México, a falta de pessoas nativas na produção, uso de inteligência artificial para melhorar os sotaques e alcances de notas em certas canções, além de um recente ataque direto da atriz principal a equipe de Fernanda Torres (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ainda-estou-aqui/"><em>Ainda Estou Aqui</em></a>, de 2024).</p>
<p>A campanha de <strong><em>Emilia Pérez</em></strong> tem tentado, desde o início, vender o projeto como a inovação do cinema musical quando, na verdade, o longa nada mais é do que uma miscelânea de estereótipos e ideias mal desenvolvidas sobre o México e a existência e vivências de uma mulher trans. É curioso até pensar na participação de Karla Sofía Gascón no filme diante desse cenário. Ela, uma mulher trans espanhola, aceita e defende com unhas e dentes um filme que banaliza completamente os dilemas e as dificuldades vividas por pessoas trans.</p>
<p>Apesar da campanha com ataques recentes diretos à ética de trabalho dos profissionais que cercam sua principal concorrente, Fernanda Torres, Karla é o único ponto positivo dentro da trama. Ainda que sua personagem seja má desenvolvida e tenha inúmeras lacunas nas camadas que deveriam permear sua existência no projeto diante da premissa dele, ela consegue ser o ponto alto em diversos momentos. Arrisco dizer que Karla é, ao lado de sua contracena, Adriana Paz (<em>Meu Amigo Lutcha</em>, de 2023), a melhor coisa em <strong><em>Emilia Pérez</em></strong>. Apesar dos problemas de roteiro, sua performance como a personagem-título é o que pouco consegue prender e tocar o espectador durante a sessão.</p>
<p>No entanto, até que o público consiga se aproximar da personagem principal e se apegar a ela em algum grau, é preciso passar por uma primeira meia hora de filme extremamente sofrível. Espectadores costumam brincar dizendo que determinado filme é tão ruim que se torna bom, mas isso não acontece com <strong><em>Emilia Pérez</em></strong>. E quando falamos dos primeiros 30 minutos de longa, a coisa é ainda pior. Os mais absurdos números musicais acontecem nesse tempo, assim como situações esdrúxulas e estereotipadas impedindo que o público se conecte com a narrativa.</p>
<figure id="attachment_19110" aria-describedby="caption-attachment-19110" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19110" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-3-750x500.jpg" alt="Emilia Pérez (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-3-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-3-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-3.jpg 1620w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19110" class="wp-caption-text">Selena Gomez em &#8216;Emilia Pérez&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p>Por falar em números musicais, é impossível não falar deles, afinal, além de ser um musical, eles são um dos piores elementos presentes no filme. <strong><em>Emilia Pérez</em></strong> tem diversos problemas, mas suas canções são terríveis, as concepções coreográficas são risíveis e juntos esses elementos constroem os piores momentos do longa. Se as pessoas reclamaram tanto de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-coringa-delirio-a-dois/"><em>Coringa: Delírio a Dois (2024)</em></a>, elas não estão preparadas para os horrores que o longa de Jacques Audiard (<em>Ferrugem e Osso</em>, de 2012, e <em>Os Irmãos Sisters</em>, de 2018) comete contra o cinema musical.</p>
<p>Por falar no cineasta francês, ele é uma das principais razões pelas polêmicas que envolvem o filme. O diretor, em entrevista à BBC, disse que &#8220;algo não funcionou&#8221; no processo de seleção de elenco no México. Com apenas uma atriz mexicana na produção e nenhuma pessoa do país na equipe técnica, Audiard leva um olhar estereotipado, eurocêntrico e desconexo para a narrativa que ele se apropriou para dirigir e adaptar. Apesar do roteiro ser assinado por ele, o mote central de <strong><em>Emilia Pérez</em></strong> vem de um romance homônimo do autor, também francês, Boris Razon, sobre um barão da droga que muda de sexo.</p>
<p>O curioso é que foi uma proposta do cineasta transportar a narrativa para um país no qual ele não se esforçou minimamente para conhecer e conversar. Ainda nessa mesma entrevista à BBC, Audiard afirma que as imagens estilizadas que ele tinha na cabeça não funcionavam no México e por isso ele decide filmar em Paris. E ele ainda complementa dizendo: &#8220;Pode ser um pouco pretensioso da minha parte, mas Shakespeare precisou ir a Verona para escrever uma história sobre aquele lugar?&#8221; É essa pretensão e descaso visto em tela com o filme. Por isso que <strong><em>Emilia Pérez</em></strong> soa tão absurdo e esdrúxulo em tantos momentos, pelo descaso do diretor em mergulhar numa realidade que ele mesmo se propôs a falar.</p>
<p>É inevitável que essa desorientação por parte do cineasta francês afete a obra como um todo. Não à toa, as atuações e seus problemas são um reflexo disso. Como dito anteriormente, Karla ainda consegue, em alguns momentos, contribuir com uma performance interessante, da mesma forma que a presença de Paz em cena é a melhor coisa que há, por trazer profundidade e verdade às cenas. Zoe Saldaña (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-guardioes-da-galaxia-vol-3/"><em>Guardiões da Galáxia Vol.3</em></a>, de 2023) e Selena Gomez (<em>Only Murders on the Building</em>, desde 2021, e <em>Hotel Transylvania: Transformania</em>, de 2022), no entanto, não conseguem fugir da caricatura cruel que <strong><em>Emilia Pérez</em></strong> representa.</p>
<figure id="attachment_19108" aria-describedby="caption-attachment-19108" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19108" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-1-750x500.jpg" alt="Emilia Pérez (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-1-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-1-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-1.jpg 1728w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19108" class="wp-caption-text">Zoe Saldaña em &#8216;Emilia Pérez&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p>Zoe é uma atriz com um trabalho reconhecido e comprovadamente de qualidade, mas sua personagem é terrivelmente desenvolvida nesse roteiro sem pé nem cabeça. Ainda que ela tente, a maior parte de suas cenas são um show de horrores, especialmente os números musicais que a envolvem. Da mesma forma, Selena, que nunca tinha tido uma oportunidade de destaque nas telonas, entrega uma performance que choca de tão fora do eixo. Apesar de em outros trabalhos conseguir ter momentos interessantes como atriz, em <strong><em>Emilia Pérez</em></strong>, isso nunca se realiza e ela entrega uma das piores atuações do ano.</p>
<p>Ainda que tenha essa infinidade de problemáticas, <strong><em>Emilia Pérez</em></strong> é o projeto com mais indicações do ano, chegando próximo de ter se tornado um dos filmes mais indicados da história do Oscar. É importante lembrar que a competição para se tornar um indicado e até mesmo um vencedor do Oscar nada mais é do que uma campanha política e econômica. Infelizmente, a competição vai muito além de qualidade técnica e cênica.</p>
<p><strong><em>Emilia Pérez</em></strong> tem feito uma forte campanha desde Cannes, tanto que saiu vitorioso de lá com o Prêmio do Júri, de Trilha Sonora e para as três atrizes, Karla, Zoe e Selena. Agora o que resta é saber o quanto essa campanha vai continuar ressoando até o dia do Oscar para ver se 2025 também será lembrado no futuro como uma premiação a ser esquecida, tal qual o ano de <em>Shakespeare Apaixonado (1998)</em>, <em>Crash (2004)</em> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-green-book-o-guia/"><em>Green Book: Um Guia para  a Vida (2019)</em></a>.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jacques Audiard</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Zoe Saldaña, Karla Sofía Gascón, Selena Gomez, Adriana Paz, Mark Ivanir e Édgar Ramírez</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/JqcD_24M0-M?si=C78u07VhO7No4TRi" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Wonka</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Dec 2023 12:34:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema vive um momento de grandes produções. Seja em orçamento, efeitos especiais, cenas de perseguição ou explosão, há muito que não se vê uma produção que carrega qualidade técnica e narrativa ao mesmo tempo que abraça o espectador. A sétima arte parece estar acompanhando a intensa velocidade da contemporaneidade, deixando de lado esse tipo de projeto que tira o público dessa aceleração e o embala num outro ritmo. O mais novo lançamento da Warner Bros, que chega nesta quinta-feira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O cinema vive um momento de grandes produções. Seja em orçamento, efeitos especiais, cenas de perseguição ou explosão, há muito que não se vê uma produção que carrega qualidade técnica e narrativa ao mesmo tempo que abraça o espectador. A sétima arte parece estar acompanhando a intensa velocidade da contemporaneidade, deixando de lado esse tipo de projeto que tira o público dessa aceleração e o embala num outro ritmo. O mais novo lançamento da Warner Bros, que chega nesta quinta-feira aos cinemas (7), no entanto, leva o espectador para esse tipo de jornada. <strong><em>Wonka</em></strong> desacelera a realidade do cotidiano do público para que ele possa mergulhar num universo de possibilidades.</p>
<p>A leveza e doçura do longa-metragem encanta desde seus primeiros minutos com o universo fantástico dos doces e sonhos que virá pela frente. O filme, dirigido por Paul King (<em>As Aventuras de Paddington 1 e 2</em>, respectivamente, de 2014 e 2017), é o tipo de produção que se precisa todo ano para renovar as energias e, especialmente, lembrar ao público o quanto é importante sonhar. O universo de fantasia criado em <strong><em>Wonka</em></strong> vai além do evidente empenho técnico dos departamentos de arte e fotografia. Essa empreitada parece vir de um desejo de preencher corações neste período festivo de fim de ano com a renovação do que há de mais precioso nas pessoas: a capacidade de acreditar.</p>
<p>O roteiro co-escrito por King e Simon Farnaby se inspira no conhecido personagem de Roald Dahl para costurar as canções e ações que guiam a narrativa de <em><strong>Wonka</strong></em>. É inevitável que os dois filmes sobre a <em>Fantástica Fábrica de Chocolate</em> (1971 e 2005) venham à mente, no entanto, é importante se afastar dessas imagens para que se aproveite ao máximo a nova experiência proposta neste longa. Os méritos das produções anteriores não são anulados com isso, é apenas necessário que se esteja aberto a ver esse universo já conhecido pelos olhos dos novos criadores. E, acredite, vale a pena dar uma chance para conhecer a história pregressa de como o mais conhecido <em>chocolatier</em> da literatura se tornou o famoso Willy Wonka.</p>
<p>Todos já conhecem a história da Fantástica Fábrica de Chocolate, mas está na hora de conhecer como Willy Wonka se tornou o maior criador de chocolates do mundo. Para isso, é preciso observar os primeiros momentos de sua carreira, enquanto ele começou a vender seus criativos e mágicos chocolates. Wonka (interpretado por Timothée Chalamet) precisará da ajuda e confiança de seus amigos, especialmente da jovem Noodles (interpretada por Calah Lane), para enfrentar o Cartel do Chocolate (interpretados por Paterson Joseph, Matt Lucas e Mathew Baynton) e enfim mostrar ao mundo do que é feito o seu sonho.</p>
<figure id="attachment_17543" aria-describedby="caption-attachment-17543" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-17543" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Wonka-3-750x500.jpg" alt="Wonka (2023)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Wonka-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Wonka-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Wonka-3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Wonka-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Wonka-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Wonka-3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-17543" class="wp-caption-text">Timothée Chalamet em cena de &#8216;Wonka (2023)&#8217; / Divulgação</figcaption></figure>
<p>Através de uma roupagem fantasiosa e repleta de canções, <strong><em>Wonka</em></strong> embala o público numa jornada doce e encantadora. A fantasia está representada em sua forma mais pura: através da imaginação e crença de uma mente infantil. Ainda que Willy não seja tão novo assim, suas intenções e desejos carregam a pureza da infância na tentativa de aproximar o espectador desse universo fantástico e musical que guia o longa. Essa união de forças e de gêneros cinematográficos resultam numa história divertida, leve, engraçada e carregada de afeto, capaz igualmente de emocionar e inspirar o público.</p>
<p>Essa pulsante vontade de gerar o potencial de acreditar em quem assiste parece ser a força motriz do projeto. <strong><em>Wonka</em></strong>, desde sua abertura, é construído com sucessíveis visuais de tirar o fôlego. Essa construção visual, guiada pelo desejo do roteiro de fazer com que o público acredite na fantasia, também é expressa na trilha sonora composta por Joby Talbot e nas canções originais de Neil Hannon. Os números musicais agradarão tanto os fãs de musicais como os espectadores mais resistentes aos mesmos por seu caráter imersivo nos acontecimentos da narrativa e pelo espaçamento entre uma canção e outra.</p>
<p>O projeto como um todo é extremamente coeso em sua missão de gerar encantamento enquanto se cria um espaço para acreditar. O elenco, por exemplo, é um dos principais promotores dessa força em <strong><em>Wonka</em></strong>. Comandados pelo jovem Chalamet (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna/"><em>Duna</em></a>, de 2021, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ate-os-ossos/"><em>Até os Ossos</em></a>, de 2023), o restante dos atores e atrizes do filme &#8211; sejam eles mocinhos ou vilões &#8211; dão continuidade à mescla de excentricidade, desconexão da realidade e pureza expressados pela interpretação de Timothée. Vale ainda destacar as contribuições excepcionais de Calah Lane, Paterson Joseph, Keegan-Michael Key (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-super-mario-bros-o-filme/"><em>Super Mario Bros. O Filme</em></a>, de 2023), Tom Davis, Olivia Colman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-favorita/"><em>A Favorita</em></a>, de 2018) e Hugh Grant (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dungeons-dragons/"><em>Dungeons &amp; Dragons: Honra Entre Rebeldes</em></a>, de 2023).</p>
<p><em><strong>Wonka</strong></em> é uma jornada fantástica sobre o que a habilidade de sonhar e acreditar em seus sonhos pode fazer. É um filme que inspira algo sensível e doce no público e é a mensagem que se precisa para encerrar o ano bem. O projeto é a dose certa de excentricidade com o irônico para construir uma história cativante e crível para um dos personagens mais conhecidos da literatura fantástica infantil. Chalamet consegue honrar as interpretações anteriores sem perder de vista a sua própria potencialidade individual. E é essa receita de exageros controlados que fazem de <strong><em>Wonka</em></strong> o filme que muitos duvidaram, mas todos precisávamos.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Paul King</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Timothée Chalamet, Calah Lane, Keegan-Michael Key, Paterson Joseph, Matt Lucas, Mathew Baynton, Sally Hawkins, Rowan Atkinson Jim Carter, Tom Davis, Olivia Colman e Hugh Grant</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe width="750" height="500" src="https://www.youtube.com/embed/8Hpz6B4FODM?si=RmKipqsby6ot3tsd" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: I Wanna Dance With Somebody &#8211; A História de Whitney Houston</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jan 2023 12:50:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O som é um dos elementos fundamentais na elaboração de um filme. Dentro deste universo, a trilha sonora é um dos maiores atrativos para o público &#8211; seja ele crítico ou leigo. Sob essa lógica, musicais, em teoria, alcançam o ápice do uso desse importante elemento cinematográfico. Mas o que é melhor do que um musical feito a partir de músicas conhecidas e amadas pelo público? Daí vem o sucesso das inúmeras cinebiografias musicais produzidas nos últimos anos. De 2018 [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O som é um dos elementos fundamentais na elaboração de um filme. Dentro deste universo, a trilha sonora é um dos maiores atrativos para o público &#8211; seja ele crítico ou leigo. Sob essa lógica, musicais, em teoria, alcançam o ápice do uso desse importante elemento cinematográfico. Mas o que é melhor do que um musical feito a partir de músicas conhecidas e amadas pelo público? Daí vem o sucesso das inúmeras cinebiografias musicais produzidas nos últimos anos. De 2018 para cá, seis grandes produções hollywoodianas foram feitas dentro desse subgênero e levaram centenas de milhares de espectadores às salas de cinema.</p>
<p>Começando pelo estrondoso sucesso de público, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bohemian-rhapsody/"><i>Bohemian Rhapsody</i></a> (2018) recuperou o fôlego das cinebiografias musicais que estavam em baixa desde o final dos anos 2000. Após a história do Queen, vieram outros conhecidos nomes da música internacional como Elton John e Judy Garland. Na tentativa de acompanhar o fervor gerado por cinebiografias musicais como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-judy-muito-alem-do-arco-iris/"><i>Judy: Muito Além do Arco-Íris</i></a> (2019), <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rocketman/"><i>Rocketman</i></a> (2019), <i>Respect: A História de Aretha Franklin</i> (2021) e, mais recentemente, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-elvis/"><i>Elvis</i></a> (2022), <b><i>I Wanna Dance With Somebody: A História de Whitney Houston</i></b> chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (12).</p>
<p>O longa-metragem sobre uma das vozes que mais impactaram a música na história dos Estados Unidos tem alguns problemas já conhecidos pelo público. <b><i>I Wanna Dance With Somebody</i></b> carrega as mesmas falhas que o filme do Queen apresentou em 2018. Ambos os longas foram escritos pelo roteirista Anthony McCarten (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-destino-de-uma-nacao/"><i>O Destino de uma Nação</i></a>, de 2017, e <i>Dois Papas</i>, de 2019) e seguem uma lógica onde os eventos da vida dos artistas são acessórios para a utilização de suas famosas canções.</p>
<p>A escolha de priorizar a força das músicas de Whitney em detrimento de uma construção narrativa bem aprofundada atrapalha o desempenho do filme. No lugar de desenvolver os dilemas vividos pela artista, <b><i>I Wanna Dance With Somebody</i></b> utiliza esses fragmentos da vida da cantora quase somente para conectar as canções. Não se vê a potência de suas experiências (boas ou ruins) com a mesma força e relevância que a produção dá aos números musicais.</p>
<figure id="attachment_16320" aria-describedby="caption-attachment-16320" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16320" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/unnamed-750x500.jpg" alt="I Wanna Dance With Somebody: A História de Whitney Houston (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/unnamed-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/unnamed-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/unnamed-610x406.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/unnamed-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/unnamed-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/unnamed.jpg 800w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16320" class="wp-caption-text">Naomi Ackie em cena de I Wanna Dance With Somebody: A História de Whitney Houston (2022)</figcaption></figure>
<p>Questões latentes vividas por Whitney como  o seu relacionamento tóxico com o ex marido, sua autocobrança por ter que ser “A Voz” da música pop da época ou seu problema com drogas não são devidamente explorados, o que acaba enfraquecendo o potencial do projeto. Somado a isso, a direção também falha em trazer personalidade para a produção. A forma como Kasi Lemmons conduz <b><i>I Wanna Dance With Somebody</i></b> soa distante. Diferente do que ela fez em <i>Harriet: O Caminho para a Liberdade</i> (2019), a atriz e diretora não consegue impor a sua marca.</p>
<p>Além disso, existem algumas escolhas de planos e enquadramentos incompreensíveis. Em diversas passagens, o espectador tem a sensação de estar assistindo um documentário de bastidores da vida de Whitney. Essas imagens surgem sem nenhum contato ou proximidade com a personalidade que está sendo descrita em cena. As sequências soam ainda mais estranhas quando reunidas com os outros deslizes já descritos de <b><i>I Wanna Dance With Somebody</i></b>, como na cena em que Whitney descobre que seu pai está hospitalizado.</p>
<p>No meio desses problemas, o longa tem momentos de brilho graças ao seu elenco. É evidente que as canções são os pontos altos de <b><i>I Wanna Dance With Somebody</i></b>, mas o trabalho de Naomi Ackie (<i>Lady Macbeth</i>, de 2016, e <i>S<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-star-wars-a-ascensao-skywalker/">tar Wars: Episódio IX &#8211; A Ascensão Skywalker</a></i>, de 2019), Stanley Tucci (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-bela-e-a-fera/"><i>A Bela e a Fera</i></a>, de 2017, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-silencio/"><i>O Silêncio</i></a>, de 2019) e Tamara Tunie (<i>O Voo</i>, de 2012) se destaca. Apesar do mal aproveitamento dos momentos dramáticos da narrativa, o desempenho de Naomi como Whitney é divertido de se ver. Da mesma forma, Tucci e Tamara conseguem entregar momentos mais intensos &#8211; dentro das limitações do roteiro &#8211; ao público.</p>
<p>Focar nas músicas funciona como um agrado mais imediato ao subconsciente do espectador, mas isso é mérito da voz de Whitney e não do filme. Na contramão do que faz <i>Elvis</i>, <b><i>I Wanna Dance With Somebody</i></b>segue uma linha fácil de sucesso. A produção é divertida, mas excessivamente longa e sem muito impacto. As quase 2h30 de duração poderiam ser trocadas por uma boa pesquisa sobre a vida da artistas e uma playlist com os maiores sucessos da cantora. Infelizmente a grande “Voz” não teve o filme que a sua grandiosidade artística merecia.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Kasi Lemmons</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Naomi Ackie, Stanley Tucci, Ashton Sanders, Tamara Tunie, Nafessa Williams e Clarke Peters</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/HrIyiE-fWdA?si=a6oBQ0jB0gT5kOnE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-i-wanna-dance-with-somebody/">Crítica: I Wanna Dance With Somebody &#8211; A História de Whitney Houston</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Dica do Dia: Lili, Minha Adorável Espiã (Telecine Play)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2020 22:14:04 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Vernon Dobtcheff]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Algo que aparece constantemente na filmografia de Blake Edwards (Bonequinha de Luxo) são mocinhas que vivenciam diversos momentos piegas, que aparentam ser fortes, mas tendem a ficar um tanto mais suaves quando se apaixonam. No meio de tudo isto, é possível que um contexto social e/ou político seja colocado como um pano de fundo. Em Lili, Minha Adorável Espiã é exatamente isto que ocorre. A protagonista, vivida por Julie Andrews (A Noviça Rebelde), é uma artista extremamente renomada, mas também trabalha [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-lili-minha-adoravel-espia-telecine-play/">Dica do Dia: Lili, Minha Adorável Espiã (Telecine Play)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Algo que aparece constantemente na filmografia de Blake Edwards (<em>Bonequinha de Luxo</em>) são mocinhas que vivenciam diversos momentos piegas, que aparentam ser fortes, mas tendem a ficar um tanto mais suaves quando se apaixonam. No meio de tudo isto, é possível que um contexto social e/ou político seja colocado como um pano de fundo. Em <em><strong>Lili, Minha Adorável Espiã</strong></em> é exatamente isto que ocorre.</p>
<p>A protagonista, vivida por Julie Andrews (<em>A Noviça Rebelde</em>), é uma artista extremamente renomada, mas também trabalha de forma secreta para os alemãs, durante a Primeira Guerra Mundial. No entanto, ela se encanta pelo Major William (Rock Hudson, <em>Volta Meu Amor</em>). Obviamente, Lili Smith passa por conflitos internos sobre a continuidade de seus planos, pois o Major é estadunidense e ela precisa agir contra ele se quiser ser bem sucedida em sua causa, mesmo que esteja amando ele cada vez mais.</p>
<p>No entanto, essa angústia dela não é passada da melhor maneira, muito menos a criação da afeição da personagem com o seu par. Apesar do roteiro colocar diversas situações nas quais os casais interagem, a escolha por fazer passagens em que a câmera acompanha passeios e dates da dupla, mas não se escuta o que estão dizendo enfraquece o estabelecimento da empatia e a vontade de torcer por eles. Soa um tanto repentino o surgimento de um sentimento tão profundo e as ações de Lili se tornam bruscas, o que enfraquecem a sua força.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13033" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/MV5BNTI1M2ZiYjEtZTc3MC00NmVkLTgwMTMtZDQ5NDFiMTQ5ZDlhXkEyXkFqcGdeQXVyMjUyNDk2ODc@._V1_SX1777_CR001777762_AL_.jpg" alt="Lili, Minha Adorável Espiã" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/MV5BNTI1M2ZiYjEtZTc3MC00NmVkLTgwMTMtZDQ5NDFiMTQ5ZDlhXkEyXkFqcGdeQXVyMjUyNDk2ODc@._V1_SX1777_CR001777762_AL_.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/MV5BNTI1M2ZiYjEtZTc3MC00NmVkLTgwMTMtZDQ5NDFiMTQ5ZDlhXkEyXkFqcGdeQXVyMjUyNDk2ODc@._V1_SX1777_CR001777762_AL_-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/MV5BNTI1M2ZiYjEtZTc3MC00NmVkLTgwMTMtZDQ5NDFiMTQ5ZDlhXkEyXkFqcGdeQXVyMjUyNDk2ODc@._V1_SX1777_CR001777762_AL_-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ao final da projeção, a sensação é de que tudo é um tanto forçado. E isto piora porque o desfecho é indeciso e sem coragem, inserindo minutos a mais para que o final feliz seja colocado. O que incomoda é que em uma projeção de 2h15, há falta de progressão nas personagens, que são continuadamente planificadas nos seus desejos. O tempo gasto na tela acaba sendo mal aproveitado, deixando sobras em algumas partes &#8211; como as incessantes sequências de voos de William – e em outras faltasse um gancho, uma conexão entre o <em>ship</em> principal e até uma linha narrativa firme que fizesse o público saber que história Edwards, juntamente com seu parceiro de escrita William Peter Blatty (<em>O Exorcista</em>), gostaria de contar.</p>
<p>Apesar de não conseguir alcançar a realização de uma trama amarrada e coesa, a obra não deixa de entregar alguns elementos positivos. Os números musicais performados por Andrews são divertidos e empolgantes. Este ganho parece vir de uma combinação da boa interpretação de Julie Andrews combinada com a decupagem das cenas. O ápice destes elementos podem ser vistos no número de abertura e em <em>I’ll give you three guesses</em>. </p>
<p>Os movimentos de câmera e enquadramento, mesclados com a consciência espacial de cena de Andrews formam momentos animados do longa. Além disso, Lili é uma faceta um tanto distinta do que alguns podem estar acostumados em ver a atriz fazer. Existe um desprendimento da intérprete, uma força e uma acidez que podem surpreender. No geral, <em><strong>Lili, Minha Adorável Espiã</strong></em> não é de todo mal e pode ser uma boa pedida para quem gosta demasiadamente de musicais e/ou da Julie. Contudo, a produção pesa na hora de contar as histórias adjacentes e esquece de cuidar do foco principal.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Blake Edwards</p>
<p><strong>E</strong><strong>lenco</strong>: Julie Andrews, Rock Hudson, Jeremy Kemp, Bernard Kay, Doreen Keogh, Carl Duering, Vernon Dobtcheff</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/0drMZ2MW3FA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: La La Land &#8211; Cantando Estações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jan 2017 02:08:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Emma Stone]]></category>
		<category><![CDATA[La La Land]]></category>
		<category><![CDATA[La La Land - Cantando Estações]]></category>
		<category><![CDATA[Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Ryan Gosling]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Musical é um gênero particularmente complicado de se trabalhar e difícil de agradar a grande maioria dos espectadores. Primeiro, porque a grande massa tende a não gostar (pelo menos é o que afirma). Segundo, porque quando diz que gosta, alega que &#8220;não precisa ter tanta música assim&#8221;. Ou seja, é deveras decepcionante para qualquer fã mais entusiasmado ou roteirista que se deixa levar pelo encantamento do gênero, trabalhar um longa original. O que posso afirmar com toda propriedade é que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Musical é um gênero particularmente complicado de se trabalhar e difícil de agradar a grande maioria dos espectadores. Primeiro, porque a grande massa tende a não gostar (pelo menos é o que afirma). Segundo, porque quando diz que gosta, alega que &#8220;não precisa ter tanta música assim&#8221;. Ou seja, é deveras decepcionante para qualquer fã mais entusiasmado ou roteirista que se deixa levar pelo encantamento do gênero, trabalhar um longa original. O que posso afirmar com toda propriedade é que <em>La La Land &#8211; Cantando Estações</em> retoma completamente o estilo antigo de musical, com produções clássicas e mesclando com dança no melhor do estilo de Fred Astaire.</p>
<p>Se qualquer outro filme demora para engatar ou mostrar seu propósito, <em>La La Land</em> deixa claro para o que veio logo na primeiríssima cena, deixando o espectador completamente encantado e de queixo caído. Damien Chazelle, que ficou conhecido e foi premiado por <em>Whiplash &#8211; Em Busca da Perfeição</em>, traz um trabalho de qualidade ainda superior, do mesmo gênero, mas de estilo completamente diferente, mostrando todo seu potencial na categoria. Ele assume tanto a direção quanto o roteiro de ambos os longas e já ganhou o Globo de Ouro há duas semanas nesta película em questão. A precisão e o cuidado na criação do plano-sequência inicial de forma lúdica é incrível e perfeccionista.</p>
<p>A dinâmica do casal principal, protagonizado por Emma Stone e Ryan Gosling, é doce e envolvente. Além dos personagens conquistarem o público, os atores desempenham esse papel de forma precisa, convincente, forte, e não há ninguém mais que pudesse estar ali, senão eles dois. Ela é uma aspirante à atriz que vive fazendo testes e sendo reprovada em todos, tendo que se sustentar com o dinheiro que ganha em um cafeteria. Já ele é um músico excelente que ama Jazz e que se sujeita a trabalhar em qualquer lugar para ser reconhecido e conseguir montar seu próprio bar.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-7203" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/01/la-la-land-emma-stone-ryan-gosling.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Embora o filme se passe nos tempos atuais, ele tem um toque vintage ou retrô (precisaria da ajuda de um profissional para definir a terminologia correta), remontando aos anos 70, 80 e 90 em vários momentos, desde as vestimentas, aos papos, falas, músicas, conversas, móveis, carros, etc. Essa montagem bastante poética acrescenta muito conteúdo à narrativa do filme, que conta ainda com uma direção de fotografia fantástica. Os cenários escolhidos da Hollywood antiga/atual é de fazer qualquer espectador se apaixonar.</p>
<p>A forma como o filme funciona, de forma lúdica, interativa, emocionante e efusiva, é única e mantém o espectador empolgado. Ele tem a leveza e a ingenuidade dos longas antigos, como <em>Cantando na Chuva</em>, por exemplo. Não é tão apelativo, não foca na vida sexual do casal principal. Suaviza a parte sexual e exalta o romance. Um perfil muito comum dos filmes antigos.</p>
<p><em>La La Land &#8211; Cantando Estações</em> é vibrante, cheio de cores, canções lindas e animadoras. O tipo de filme que certamente já virou um clássico obrigatório para os cinéfilos de plantão. Ele tem dividido opiniões, é bem verdade, mas acredito que não seja por sua qualidade inquestionável, mas pelo alvoroço em torno dele. Não sabemos ainda se o Oscar prestará tal homenagem, mas certamente este musical já ganhou seu espaço na calçada da fama.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/0KpWc-cwQtY" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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