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	<title>Arquivos Milhem Cortaz - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Milhem Cortaz - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Malasartes e o Duelo com a Morte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Aug 2017 00:48:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O filme nacional Malasartes e o Duelo com a Morte traz a história de Pedro Malasartes, um jovem malandro que vive dando um jeitinho em tudo e fugindo de suas responsabilidades, no sertão brasileiro. O estilo do longa lembra muito aquele utilizado em O Auto da Compadecida, com o matuto bondoso e esperto, que vive sem dinheiro e correndo atrás do prejuízo. Ele aguarda ansiosamente o seu aniversário, quando o padrinho aparecerá para dar um presente. Segundo sua mãe, o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O filme nacional <em>Malasartes e o Duelo com a Morte</em> traz a história de Pedro Malasartes, um jovem malandro que vive dando um jeitinho em tudo e fugindo de suas responsabilidades, no sertão brasileiro. O estilo do longa lembra muito aquele utilizado em <em>O Auto da Compadecida</em>, com o matuto bondoso e esperto, que vive sem dinheiro e correndo atrás do prejuízo.</p>
<p>Ele aguarda ansiosamente o seu aniversário, quando o padrinho aparecerá para dar um presente. Segundo sua mãe, o &#8220;padin&#8221; é um homem grande e importante. Mal sabe que é afilhado da Morte e que esta quer à todo custo transferir suas obrigações para outra pessoa. O roteiro contextualiza muito bem isso no início do filme, explicando os motivos da Morte em querer se livrar do ofício.</p>
<p>O filme é recheado de efeitos especiais e o fato de não serem excelentes não compromete o resultado final. Aliás, faz parte da criação de contexto dele. É realmente algo mais fantasioso e surreal. A perfeição não cabe naquela questão.</p>
<p>O que incomoda, no entanto, é a necessidade de reafirmar certas coisas. O sotaque soa exagerado em muitos momentos e a relação de cachorro e gato de Malasartes com o irmão de sua amada é repetitiva. Tudo isso é relevado por conta da química do elenco. Tanto o protagonista quanto os coadjuvantes estão ótimos nos papéis, dando um tom a mais na trama.</p>
<p>Existem muitas irregularidades na trama e no roteiro, deixando o filme um tanto instável. Algumas cenas poderiam ser cortadas e alguns diálogos poderiam ser mais curtos. Mas isso não prejudica o filme como um todo. Ele segue cumprindo seu papel de diversão e fantasia, mas ficará neste meio tempo, sem se tornar memorável.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/s_qtWlhxhlA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Roubo da Taça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Sep 2016 04:04:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um filme com pouco alarde, divulgação tímida e combinação de elenco diferente. Caminhando devagar, O Roubo da Taça conseguiu se mostrar um bom filme do cenário nacional, que aproveita vários aspectos da nossa cultura em prol da narrativa principal. Além disso, a dinâmica de cenas e personagens é muito interessante e acaba atraindo o espectador desavisado. A comédia é sobre um fato histórico muito conhecido, o roubo da cobiçada taça Jules Rimet, no Rio de Janeiro, em 1983. O corretor [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um filme com pouco alarde, divulgação tímida e combinação de elenco diferente. Caminhando devagar, <em>O Roubo da Taça</em> conseguiu se mostrar um bom filme do cenário nacional, que aproveita vários aspectos da nossa cultura em prol da narrativa principal. Além disso, a dinâmica de cenas e personagens é muito interessante e acaba atraindo o espectador desavisado.</p>
<p>A comédia é sobre um fato histórico muito conhecido, o roubo da cobiçada taça Jules Rimet, no Rio de Janeiro, em 1983. O corretor de seguros Peralta tem a ideia absurda de invadir a CBF e roubar a réplica desse tesouro nacional, para pagar uma dívida de jogo. Mas acaba levando a taça original, dando início a uma série de confusões inacreditáveis. Para completar, ele tem uma esposa gostosona e muito esperta que vai articulando cada passo desta história.</p>
<p>Embora o roteiro pareça simplório (e ele até é, em certo ponto), várias questões do povo brasileiro são mostradas nas cenas. O jeitinho brasileiro, aquela velha fama de que tudo pode ser resolvido, a ineficácia de nossa polícia na hora de investigar um crime, a capacidade da imprensa de focar em um único tema, a malandragem, etc. Tudo isso é analisado de forma leve e engraçada pelo diretor Caíto Ortiz, mas nem por isso menos verídica.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6678" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/09/maxresdefault-2.jpg" alt="maxresdefault-2" width="610" height="348" /></p>
<p>Além disso, ele teve um cuidado enorme na criação dos cenários e figurino dos personagens. Até os alimentos e os rótulos das comidas foram cuidadosamente pesquisados, o que dá mais veracidade e embasamento à trama. Por duas horas, o espectador consegue realmente se transportar para os anos 1980 no Brasil.</p>
<p>A sintonia do elenco reflete todo este cuidado com o roteiro. Todos estão muito bem, conferindo um equilíbrio à trama. A graça e a atrapalhação andam de mãos dadas, proporcionando cenas realmente cômicos para o espectador. Nada forçado, fluindo muito naturalmente.</p>
<p>O cuidado no estilo de gravação, nas tomadas escolhidas, muda o filme de uma produção banal para um longa realmente bom, tanto no aspecto técnico quanto de enredo. Ele funciona muito bem como um todo e tem um equilíbrio agradável que envolve o espectador.</p>
<p>Uma grata surpresa que mostra o quanto nosso cinema tem um potencial imenso, muitas vezes pouco explorado. Uma pena que teve uma divulgação tímida. Torço para que chame a atenção dos espectadores nas salas de cinema.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4P2qsnGOv28" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Lobo atrás da Porta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Jun 2014 21:50:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1129" aria-describedby="caption-attachment-1129" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/O-Lobo-atrás-da-Porta-2.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1129 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/O-Lobo-atrás-da-Porta-2-620x312.jpg" alt="O-Lobo-atrás-da-Porta-2" width="620" height="312" /></a><figcaption id="caption-attachment-1129" class="wp-caption-text">Relação doentia: Bernardo (Milhem Cortaz) coloca Rosa (Leandra Leal) contra a parede, ou será o contrário?</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante uma entrevista na recente edição do Festival de Cannes, o cineasta iraniano Abbas Kiarostami afirmou que, no cinema, a inovação ou o brilho da carreira de um realizador devem ser procuradas nos seus primeiros filmes. A declaração do diretor tem coerência se pararmos para pensar nos inúmeros casos de cineastas que não conseguem superar suas primeiras obras e se, ao visitarmos a filmografia completa de certos diretores, repararmos como seus primeiros projetos apresentam marcas muito particulares que se repetirão ao longo das suas respectivas carreiras. Sendo <em>O Lobo atrás da Porta </em>o primeiro longa de Fernando Coimbra, podemos supor (e aqui ficamos no terreno da suposição mesmo) que sua assinatura como realizador, e que o diferencia da produção comercial brasileira corrente, traz consigo tramas de suspense ambientadas no subúrbio carioca e articuladas com muita precisão através de um excelente roteiro e do trabalho entrosado do seu elenco.</p>
<p><em>O Lobo atrás da Porta </em>tem início quando Sylvia (Fabiula Nascimento) vai buscar sua filha Clara na escola e descobre que uma moça simpática de cabelo curto levou a garota. Sylvia vai a polícia e presta depoimento sobre o sequestro junto com seu marido Bernardo (Milhem Cortaz). Na delegacia, o caso acaba sendo vinculado a Rosa (Leandra Leal), amante de Bernardo que há um tempo rondava a casa da família buscando uma estranha aproximação com Sylvia. Mais que isso não vale a pena contar já que <em>O Lobo atrás da Porta </em>é o tipo de experiência cinematográfica cujos meandros da história devem ser descobertos pelo espectador no mesmo ritmo e instante que eles vão sendo revelados na tela.</p>
<figure id="attachment_1130" aria-describedby="caption-attachment-1130" style="width: 619px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/o-lobo-atras-da-porta.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1130 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/o-lobo-atras-da-porta.jpg" alt="o-lobo-atras-da-porta" width="619" height="337" /></a><figcaption id="caption-attachment-1130" class="wp-caption-text">Casamento fragilizado: Bernardo (Milhem Cortaz) e Sylvia (Fabiula Nascimento) não conseguem acertar os ponteiros desde que a filha dos dois nasceu.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Coimbra constrói uma trama relativamente simples, sem grandes afetações, mas muito bem costurada, com uma ascendente tensão que  proporciona o interesse do espectador no desenrolar da história e na descoberta da natureza de cada uma das peças dessa trama, ou seja, os seus personagens. Ao mesmo tempo que demonstra uma habilidade de artesão com muita precisão nos objetivos e nos caminhos que traça, Fernando Coimbra mostra-se um diretor muito eficiente ao conseguir equilibrar o seu próprio ego não colocando suas pretensões acima da própria obra, oferecendo soluções técnicas elegantes para a narrativa e extraindo o melhor de todo o seu elenco, qualidade cada vez mais rara em diretores.</p>
<p>Já que tocamos no trabalho do elenco, esse aspecto da produção merece um parágrafo especial. Não há um desempenho sequer de <em>O Lobo atrás da Porta </em>que destoe da condução do seu realizador e que não se revele como uma interessante composição psicológica para o espectador. Até mesmo a desbocada suburbana interpretada por Thalita Carauta se justifica em seus excessos, jamais soando como um ponto dissonante e incomodo na história. Como o de Carauta há outros desempenhos soberbos e certeiros na produção como os de Milhem Cortaz, Fabiula Nascimento, Juliano Cazarré e, claro, sua protagonista, Leandra Leal. A jovem atriz que acompanhamos no cinema desde <em>A Ostra e o Vento</em>, de Walter Lima Jr., e que sempre foi um destaque nas telenovelas da Rede Globo, está afiada naquele que provavelmente é um dos seus melhores trabalhos. Rosa é uma personagem cheia de camadas, de intenções mascaradas e turvas, e a atriz conduz toda essa combustão emocional da protagonista do longa com muita segurança e equilíbrio.</p>
<figure id="attachment_1132" aria-describedby="caption-attachment-1132" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/00101.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1132 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/00101-620x307.jpg" alt="00101" width="620" height="307" /></a><figcaption id="caption-attachment-1132" class="wp-caption-text">Fora de controle: Qual a ligação de Rosa com o sequestro? Onde Clara foi parar?</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>O Lobo atrás da Porta </em>é um daqueles filmes que conseguem lidar com demandas tratadas como excludente por alguns daqueles que pensam  o nosso cinema. É um filme muito bem executado, atendendo a todos os requisitos de uma obra tecnicamente e artisticamente empenhada, mas que apresenta na condução de sua narrativa, simples e engenhosa, seu meio de conquistar o grande público (e assim esperamos). Quanto ao diretor Fernando Coimbra, agora que foi responsável por um filme tão intenso e vibrante na sua estreia em longas, terá nas mãos o &#8220;abacaxi&#8221; que a primeira obra sempre representa na carreira de um cineasta, a superação de um grande trabalho anterior.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-lobo-atras-da-porta/">Crítica: O Lobo atrás da Porta</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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