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	<title>Arquivos Michel Joelsas - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Michel Joelsas - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Meu Casulo de Drywall</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Sep 2024 15:24:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Meu Casulo de Drywall conta a história de Virgínia, uma adolescente que promove a festa do seu aniversário de 17 anos em seu apartamento em um condomínio de classe média onde vive com os pais. Uma tragédia acontece na festa e todos os personagens do filme passam a lidar com a assimilação desse evento. Ao longo desse processo, o espectador descobre que os moradores daquele condomínio escondem alguns segredos e há também um mistério em torno daquilo que levou ao grande [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><i><strong>Meu Casulo de Drywall</strong> </i>conta a história de Virgínia, uma adolescente que promove a festa do seu aniversário de 17 anos em seu apartamento em um condomínio de classe média onde vive com os pais. Uma tragédia acontece na festa e todos os personagens do filme passam a lidar com a assimilação desse evento. Ao longo desse processo, o espectador descobre que os moradores daquele condomínio escondem alguns segredos e há também um mistério em torno daquilo que levou ao grande acontecimento da festa de Virgínia.</p>
<p>O ponto de partida do filme de Caroline Fioratti é bastante promissor. <i><strong>Meu Casulo de Drywall</strong></i><i> </i>faz uma crítica social aos padrões de comportamento de uma classe média alta, sobretudo à criação que os pais desse estrato social dão a seus filhos, sempre cheios de privilégios, mas emocionalmente carentes. Assim, no mosaico de personagens do filme, Fioratti explora como adultos alienados em suas redomas de luxo, cheios de preconceitos e completamente alheios a realidade do país, forjam jovens inseguros, deprimidos, fúteis e dependentes, perpetuando em gerações futuras padrões comportamentais extremamente nocivos que replicam problemas sociais do Brasil.</p>
<p>A premissa de <i><strong>Meu Casulo de Drywall</strong></i><i> </i>é ótima e traz para Fioratti pistas para o desenvolvimento de uma excelente história. A diretora e roteirista parece compreender a semente de determinadas tensões na sociedade brasileira preenchendo sua trama com figuras como homens agressivos com suas esposas e ausentes no ambiente familiar, militares que entram para a política e criam um contexto doméstico extremamente opressor para seus filhos, donas de casa viciadas em anti-depressivos, famílias alienadas por dogmas religiosos etc.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18747" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-2-2.png" alt="Meu Casulo de Drywall" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-2-2.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-2-2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-2-2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A grande questão é que muitas vezes o filme entra em conflito com suas próprias pretensões, também flertando com o melodrama através da tragédia familiar que toma conta da casa da adolescente Virgínia, especialmente o luto vivido pela sua mãe interpretada por Maria Luisa Mendonça. Além disso, há também a melancolia dos adolescentes, absortos em crises existenciais em meio aos privilégios que, inicialmente, o filme observa com bastante acidez. <i><strong>Meu Casulo de Drywall</strong></i><i> </i>então passa a desejar não apenas a crítica social, mas também comover o público, criando algum tipo de empatia com aqueles personagens que a princípio observa com desdém, o que parece conflitar bastante a cabeça de um espectador que vinha assimilando aquela história por um outro tipo de condução da sua realizadora.</p>
<p>Os atores estão bem no filme. O jovem elenco consegue desenvolver muito bem cenas mais delicadas, destacando a protagonista Bella Piero, além de Daniel Botelho, que interpreta o adolescente &#8220;revoltado&#8221; Gabriel, e Michel Joelsas, o namorado de Virginia que esconde a homossexualidade por receio da reação do pai militar. Ao mesmo tempo, o grupo de atores veteranos, em especial Maria Luisa Mendonça, que vive a mãe da protagonista, consegue dar a substância dramática necessária ao material.</p>
<p>Por vezes, falta sutileza a <i><strong>Meu Casulo de Drywall</strong></i>, que muda de forma muito brusca os humores da sua história, desejando construir muitas &#8220;chaves&#8221; de acesso para aquele drama, o que, no final das contas, acaba prejudicando muito mais aquele projeto do que ajudando. É um filme que explora um estrato social adoecido pela sua própria alienação, mas que também revela uma preocupação muito forte com o ponto mais frágil desse microcosmo, a juventude. Esta conciliação de desejos nem sempre é orquestrada com harmonia pela obra, resultando em um filme que, apesar de muitos méritos, encontra muita dificuldade para deixar alguma marca mais precisa no espectador.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Caroline Fioratti</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Maria Luisa Mendonça, Bella Piero, Michel Joelsas</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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		<title>Crítica: 13 Sentimentos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Jun 2024 17:23:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[13 Sentimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Artur Volpi]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Michel Joelsas]]></category>
		<category><![CDATA[Sidney Santiago]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No filme 13 Sentimentos, volta e meia, o protagonista João está às voltas com um cubo mágico que o seu ex lhe deixa como recordação assim que rompem o relacionamento de forma amigável. O cubo, na verdade, passa a ser uma representação do atual momento da vida do protagonista. João está tentando se encaixar no mundo diante do seu novo status de solteiro após encerrar um namoro que durou cerca de uma década. Para completar, ele ainda está tendo que lidar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No filme <em><strong>13 Sentimentos</strong></em>, volta e meia, o protagonista João está às voltas com um cubo mágico que o seu ex lhe deixa como recordação assim que rompem o relacionamento de forma amigável. O cubo, na verdade, passa a ser uma representação do atual momento da vida do protagonista. João está tentando se encaixar no mundo diante do seu novo status de solteiro após encerrar um namoro que durou cerca de uma década. Para completar, ele ainda está tendo que lidar com as incertezas do atual momento da sua carreira. João é cineasta e diante da dificuldade financeira e criativa de levar para frente seu projeto pessoal e da falta de estímulo dos jobs de uma construtora, ele abraça o mundo da produção de vídeos eróticos para plataformas online. No meio de todo esse caos, o personagem busca incessantemente um novo relacionamento que possa preencher a lacuna do anterior, recorrendo a aplicativos de namoro.</p>
<p><em><strong>13 Sentimentos</strong></em> é um filme de Daniel Ribeiro, cineasta paulista premiado e conhecido pelo seu trabalho em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/o-amor-possivel-em-hoje-eu-quero-voltar-sozinho/"><em>Hoje eu quero voltar sozinho</em></a>, drama adolescente LGBT que virou sensação em 2014. Em <em>13 Sentimentos</em>, Ribeiro segue apostando nessa representatividade, mas apresenta para o espectador uma típica comédia romântica.</p>
<p>Em razão da escolha desse gênero cinematográfico, os gays e lésbicas de <em><strong>13 Sentimentos</strong></em> não estão às voltas com problemas como dificuldades de aceitação ou homofobia. Pelo contrário, ao menos na superfície, essas questões parecem integrar um passado distante na vida de protagonistas que são jovens, conectados e abertos sexualmente, típicos representantes de um estrato da comunidade que habita a capital da maior metrópole do país, São Paulo. Fora a vida amorosa, as questões que mais preocupam o protagonista João dizem respeito a tópicos cotidianos do seu trabalho, como um cliente que não lhe paga ou o seu tão sonhado filme que não decola. Nesse sentido, o filme é uma espécie de &#8220;respiro&#8221;, conferindo leveza a uma cinematografia tão estigmatizada por tramas melancólicas que giram em torno de sentimentos muito densos e, muitas vezes, finais fatalistas, pouco felizes para personagens LGBT+.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18305" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-3-1.png" alt="13 Sentimentos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-3-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-3-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-3-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Abraçando o gênero comédia romântica, <em><strong>13 Sentimentos</strong></em> é um filme solar, despojado, repleto de bom humor, que Ribeiro sabe abordar bem e que conta com um elenco que segura com bastante naturalidade diálogos representativos de convenções deste gênero. Na esteira dessa abordagem, o trabalho do protagonista Artur Volpi é fundamental ao transformar João em um típico mocinho de comédias românticas com bastante leveza e simpatia. <em>13 Sentimentos</em> é um filme muito agradável de se acompanhar e contempla um público que ainda não está acostumado a se ver representado nesse tipo de história (e como é importante que cada vez mais elas sejam realizadas e não se tornem casos isolados como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-com-amor-simon/"><em>Com Amor, Simon</em></a>).</p>
<p><em><strong>13 Sentimentos</strong></em> deve ser encarado como uma alternativa leve e necessária de ampliar o leque de possibilidades de histórias com temáticas LGBTs no país. O filme acaba sendo o sintoma de um estágio de amadurecimento das produções com essa temática que tende a ser salutar. Não é o exemplar mais perfeito do gênero, no terceiro ato, o longa tende a cair nas resoluções fáceis e, por vezes, o roteiro anda em círculos em razão da incerteza do seu protagonista a respeito daquilo que quer na sua vida amorosa, mas, de maneira geral, aplica bem as convenções do gênero e as adequa a um contexto menos heteronormativo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Daniel Ribeiro</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Artur Volpi, Sidney Santiago, Michel Joelsas</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/kNCnWG6C-uA?si=B4QRa9zcxLGIqg2k" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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