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	<title>Arquivos Michael Grandage - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Mestre dos Gênios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Oct 2016 17:12:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema já nos ofertou diversos filmes sobre o processo de criação pela perspectiva do escritor. Temos pouca lembrança de um longa que aborde a criação literária pelo ponto de vista do editor, figura importante para estabelecer a comunicação entre obra e público. O Mestre dos Gênios é um longa que tem como mérito e distinção o reconhecimento que dá a esse profissional ao contar a história da relação de cumplicidade entre o editor Max Perkins, interpretado por Colin Firth [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O cinema já nos ofertou diversos filmes sobre o processo de criação pela perspectiva do escritor. Temos pouca lembrança de um longa que aborde a criação literária pelo ponto de vista do editor, figura importante para estabelecer a comunicação entre obra e público. <i>O Mestre dos Gênios </i>é um longa que tem como mérito e distinção o reconhecimento que dá a esse profissional ao contar a história da relação de cumplicidade entre o editor Max Perkins, interpretado por Colin Firth (<i>O Bebê de Bridget Jones</i>), e o escritor Thomas Wolfe, autor de livros como <i>Look Homeward, Angel </i>e <i>O Menino Perdido </i>vivido aqui por Jude Law (<i>A Espiã que Sabia de Menos</i>). O filme trata da descoberta de Wolfe por Perkins a partir de um manuscrito encaminhado para a editora Scribner pela namorada do escritor, a figurinista de teatro Aline Bernstein, papel de Nicole Kidman (<i>Olhos da Justiça</i>).</p>
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<p>Esse reconhecimento do lugar do editor presente em  <i>O Mestre dos Gênios</i> não é detectado pelo simples fato do filme ter como um de seus protagonistas Max Perkins, mas porque o longa de Michael Grandage, estreando no cinema após anos dedicados aos palcos, esmiúça de maneira delicada e respeitosa o processo da edição de uma obra literária, colocando-o ao lado da própria escrita. Ao longo do filme, Grandage e o roteirista John Logan (<i>A Invenção de Hugo Cabret</i>) costuram uma história de cumplicidade entre o escritor e seu editor a ponto dessa intimidade gerar um mal estar no reconhecimento do próprio mérito da autoria dos livros de Wolfe, tendo em vista a difícil escrita do autor contornada graças aos esforços de Perkins. Nesse momento, o longa acerta ao investir no seu olhar para o ofício da edição de um livro, reforçando como ele não deixa de ser um processo criativo tão árduo e valoroso quanto a própria escrita, mas também quando se dedica a examinar a relação profissional e de amizade estabelecida entre Wolfe e Perkins, proporcionando interpretações empenhadas de Jude Law e, sobretudo, Colin Firth.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6824" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/genius3.jpg" alt="genius3" width="610" height="348" /></p>
</div>
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<p>O longa também tenta discutir a interferência do processo na vida privada de Wolfe e Perkins, trazendo para a história a esposa do editor, interpretada por Laura Linney (de <i>Sr. Sherlock Holmes</i>), e, como antecipado, Aline Bernstein, namorada do escritor norte-americano. Nesse departamento, <i>O Mestre dos Gênios</i> tem uma execução mais vacilante já que, de um lado temos uma interessante dinâmica entre Jude Law e Nicole Kidman, que dá contornos dramáticos a sua Aline Bernstein e é beneficiada por um roteiro que lhe dá ótimos momentos, mas do outro nos deparamos com  a pálida relação dos Perkins através de uma parceria entre Colin Firth e Laura Linney, subaproveitada no papel da esposa devotada do editor da Scribner.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Evitando a pretensão que costuma dominar o trabalho de alguns diretores de primeira viagem, Michael Grandage torna <i>O Mestre dos Gênios </i>um filme sem firulas visuais, apoiado estritamente na relação das suas personagens e nos desempenhos dos seus atores. Portanto, o longa não possui grandes afetações e é respeitoso com os seus biografados, sem omitir sobre as ranhuras das suas próprias personalidades, como a natureza egocêntrica e estridente de Thomas Wolfe e o questionável tratamento que ele reserva a namorada. O filme pode não ter muitos picos, nem ser uma obra excepcional em todas as suas frentes, mas mantém a sua integridade e cumplicidade com a plateia através da sensibilidade com que constrói o seu elemento humanizador. O que <i>O Mestre dos Gênios </i>tem como brilho mesmo é o reconhecimento que dá a Max Perkins e a quem tem como ofício a generosa tarefa de tornar as obras passíveis de comunicação com o público.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme: </strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/1DwX4Fhvnzw" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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