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	<title>Arquivos Melhor Ator - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Melhor Ator - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial Oscar 2019: Melhor Ator</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Feb 2019 21:57:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Oscar 2019 nos traz mais uma categoria de incertezas, que é a de Melhor Ator. As premiações anteriores privilegiaram diferentes atuações, dando mais foco em Rami Malek, por Bohemian Rhapsody, e Christian Bale, por Vice. No entanto, mesmo não tendo o reconhecimento (até o momento), outros candidatos fortes entram na disputa, como é o caso de Viggo Mortensen, por Green Book: O Guia, e Bradley Cooper, por Nasce Uma Estrela. Fechando a lista dos indicados nesta categoria, temos a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Oscar 2019 nos traz mais uma categoria de incertezas, que é a de Melhor Ator. As premiações anteriores privilegiaram diferentes atuações, dando mais foco em Rami Malek, por <em>Bohemian Rhapsody</em>, e Christian Bale, por <em>Vice</em>. No entanto, mesmo não tendo o reconhecimento (até o momento), outros candidatos fortes entram na disputa, como é o caso de Viggo Mortensen, por <em>Green Book: O Guia</em>, e Bradley Cooper, por<em> Nasce Uma Estrela</em>. Fechando a lista dos indicados nesta categoria, temos a não tão badalada indicação, mas também justa, de Willem Dafoe, pelo longa <em>No Portal da Eternidade</em>!</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10031" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/maxresdefault-6.jpg" alt="Willem Dafoe" width="610" height="348" /><br />
<strong>Willem Dafoe, por No Portal da Eternidade</strong></p>
<p style="text-align: center;">Em <em>No Portal da Eternidade</em>, Willem Dafoe interpreta ninguém menos que o pintor Vincent Van Gogh e a sua batalha travada com os transtornos mentais que o acometem. Marcado por um estilo de filmagem mais cru e lento, o longa nos oferece bons momentos para compreender ainda mais a história do artista. Dafoe nos apresenta um trabalho brilhante e primoroso, completamente incorporado na dualidade e devaneios de Van Gogh. É ele quem nos conduz na narrativa, ora confusa, e funciona como o pilar estrutural da trama. Willem chegou a aprender a pintar para incorporar ainda melhor o personagem. São nos pequenos detalhes que ele consegue traduzir o protagonista, desde o olhar perdido até o desespero intenso de suas emoções.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10032" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/3552387.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Christian Bale" width="610" height="348" /><br />
<strong>Christian Bale, por Vice</strong></p>
<p style="text-align: center;">Agora, vamos com Christian Bale e sua atuação em <em>Vice</em>. O ator interpreta o político americano Dick Cheney, que foi o vice-presidente durante o período de George W. Bush. Sob a direção afiada e nada básica de Adam McKay, Bale vai construindo a personalidade do protagonista em consonância com todas as suas aspirações de poder. Ele não apenas engordou 20 quilos para o papel, como estudou bastante o comportamento de Cheney, tanto físico quanto emocional. O resultado é um personagem com várias facetas que funciona como o pilar da história dissecada por McKay. Este é um papel bem diferente do que Bale está acostumado fazer. Embora assuma o protagonismo da história, ele tem pouco espaço para se expressar com liberdade, sendo sempre contido e mais calculista. Isso foi o suficiente para lhe render o Globo de Ouro de Melhor Ator de Comédia ou Musical, mas será o suficiente para levar o Oscar?</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10033" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/0940097.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Bradley Cooper" width="610" height="348" /><br />
<strong>Bradley Cooper, por Nasce Uma Estrela</strong></p>
<p style="text-align: center;">Já Bradley Cooper é uma pedra preciosa que vem sendo deixada de lado na maioria das premiações. Em <em>Nasce Uma Estrela</em>, além de ser responsável por roteiro, produção e direção, ele assume o papel do protagonista, o cantor Jackson Maine. É curioso ver o quanto as pessoas enaltecem o trabalho de Lady Gaga, quando, na verdade, a alma do filme é Cooper. Ele transita por muitos sentimentos do personagem e o espectador acompanha de perto o sufoco e a queda do músico. É como se uma estrela precisasse apagar para que outra acendesse. Bradley nos presenteia com o melhor trabalho de sua carreira, o mais intenso, profundo e contundente. Ele não apenas nos envolve pelas emoções, quando pela realidade de tudo que ele passa. A dedicação fora de tela trouxe ainda mais força para o que acontece diante de nossos olhos, em um trabalho incrível. Pena que ele não esteja sendo devidamente reconhecido nas premiações.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10034" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Bohemian-Rhapsody-Rami-Malek.jpg" alt="Rami Malek" width="610" height="348" /><br />
<strong>Rami Malek, por Bohemian Rhapsody</strong></p>
<p style="text-align: center;">Quem está recebendo toda a glória e reconhecimento é o ator Rami Malek. No papel de Freddie Mercury, em <em>Bohemian Rhapsody</em>, ele nos oferece uma nova faceta de atuação, que antes não conhecíamos. Rami é, definitivamente, um excelente ator e sua dedicação em aprender tudo sobre o protagonista (até a forma de mexer as mãos), faz com que ele seja o próprio Mercury em tela. A minha questão, no entanto, é o excesso de afetação do ator, que consegue transcender o personagem. Embora muito boa, esta não é uma atuação formidável que merecia o maior prêmio do cinema. Considero inferior a outros concorrentes, como Bradley e Viggo. O filme, que passou por um processo intenso de troca de diretores, pode ter contribuído para essa percepção menos gloriosa. É como se o espectador percebe-se o tempo todo que é Rami interpretando Freddie naquele momento e isso desfavorece a experiência como um todo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10035" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/5463075.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Viggo Mortensen" width="610" height="348" /><br />
<strong>Viggo Mortensen, por Green Book – O Guia</strong></p>
<p style="text-align: center;">Para fechar, o ator Viggo Mortensen nos traz o papel mais &#8220;fora da curva&#8221; de sua carreira no longa <em>Green Book &#8211; O Guia</em>. Ele interpreta Tony Lip, um fanfarrão descendente de italiano e preconceituoso que embarca em uma viagem com o seu novo chefe negro. Todo o processo de descoberta do personagem é incrível de se ver e vivido com tanta intensidade e cuidado por Viggo. Assim como Bale, ele engordou mais de 20 quilos e se esmerou na arte de aprender a se portar como um descente de italiano nato, com todas as suas peculiaridades. Ele é o foco do filme, com todas as descobertas e transformações que sofre ao longo da viagem. Viggo transita por muitas emoções e se desdobra nas camadas de Tony. A sua melhor atuação da carreira e a mais diferenciada, definitivamente.</p>
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		<title>Especial Oscar 2018 &#8211; Atuações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Mar 2018 19:47:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A 90ª edição do Oscar pode ser definida como algo jamais visto. Ao assistir as atuações dos artistas indicados, o público percebe o quanto a disputa desse ano será acirrada. Mesmo existindo os favoritos e aclamados em outros prêmios, sempre há a possibilidade de alguma surpresa. Com papéis colossais e muito bem escritos (em sua maioria) os aqui indicados – sejam eles e elas principais ou coadjuvantes – fizeram algumas das melhores estreias, interpretações e despedidas já vistas na história [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A 90ª edição do Oscar pode ser definida como algo jamais visto. Ao assistir as atuações dos artistas indicados, o público percebe o quanto a disputa desse ano será acirrada. Mesmo existindo os favoritos e aclamados em outros prêmios, sempre há a possibilidade de alguma surpresa. Com papéis colossais e muito bem escritos (em sua maioria) os aqui indicados – sejam eles e elas principais ou coadjuvantes – fizeram algumas das melhores estreias, interpretações e despedidas já vistas na história do cinema.</p>
<p><b>Melhor Ator Coadjuvante:</b></p>
<p>Algo não muito comum aconteceu na categoria de &#8220;Melhor Ator Coadjuvante&#8221;. Dentre os cinco indicados, quatro filmes foram contemplados: <i>Três Anúncios Para Um Crime</i>, <i>Todo o Dinheiro do Mundo</i>, <i>Projeto Flórida</i> e <i>A Forma da Água</i>. O grande destaque da noite do dia 4 de março provavelmente será o quase invicto campeão das premiações de 2018, Sam Rockwell. Ele ganhou a graça dos críticos e público por conta da sua magnifica atuação no terceiro filme de Martin McDonagh. Ao seu lado, o seu companheiro de cena Woody Harrelson também ganhou uma indicação. Apesar do ótimo desempenho de seu colega, Rockwell segue sendo o centro das atenções por seu papel desafiador que deve ser o ganhador da categoria ao final da noite de domingo.</p>
<p>Quanto aos outros três concorrentes, o canadense Christopher Plummer está brilhante em seu papel como o bilionário cruel J. Paul Getty, fazendo dele o ator mais velho a ser indicado a um Oscar. Uma outra magnífica atuação veio de Richard Jenkins – mais conhecido por seu desempenho admirável na película <i>O Visitante</i>, de 2007 – cujo interpretou Giles, o vizinho da personagem de Sally Hawkins (outra indicação da Academia) em <i>A Forma da Água</i>. Willem Dafoe foi um caso à parte. Com uma carreira memorável e grandes papéis ao longo dela, a sua personagem no singelo e esteticamente perfeito <i>Projeto Flórida</i>, de Sean Baker, não tem uma relevância e nem possibilidade cênica, quando comparado com os outros indicados. Dafoe fez cada segundo seu em cena valerem a pena, porém outras interpretações mereciam muito mais uma indicação, como Armie Hammer e Michael Stuhlbarg, ambos por suas atuações em <i>Me Chame</i><i> Pelo Seu Nome</i>.</p>
<figure id="attachment_8732" aria-describedby="caption-attachment-8732" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-8732 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/03/3_5cbZxw9.jpg" alt="" width="610" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-8732" class="wp-caption-text">Meryl Streep com uma de suas estatuetas do Oscar</figcaption></figure>
<p><b>Melhor Atriz Coadjuvante:</b></p>
<p>As indicadas dessa categoria formam um time invejável, onde todas as atuações foram destaques em seus respectivos trabalhos. Uma mulher negra pobre vivendo no sul dos EUA durante a II Guerra Mundial à espera do retorno de seu filho que foi defender o país; a rigorosa irmã mais velha de um gênio narcisista, cujo papel fundamental é fazer com que o irmão não estrague o seu império e nem a sua vida; a zeladora de uma base militar secreta que arrisca a vida para ajudar sua amiga muda a salvar seu amor; uma mãe batalhadora e dura que, apesar de fazer tudo para dar o melhor para sua família, é incompreendida por seus filhos, em especial a filha adolescente; e uma mãe cruel e nada amorosa que, do seu jeito tortuoso, faz com que a filha treine para ser a melhor do mundo. Essa variedade de narrativas e personagens tornam a escolha da Academia algo muito mais difícil.</p>
<p>Mary J. Blidge conseguiu fazer história em 2018 ao tornar-se a primeira mulher negra a ser indicada a duas categorias no Academy Awards. Com uma atuação comovente em <i>Mudbound</i><i>: Lágrimas sobre o Mississipi</i> e uma música original lindíssima, Blidge firma seu talento como atriz. Já a britânica Lesley Manville volta a impressionar o mundo da sétima arte com sua presença e força como atriz – coisa que não acontecia desde a sua magistral performance em <i>Mais Um Ano</i>, de 2010. A terceira indicada é uma das atrizes mais adoradas pelo público. Octavia Spencer tem provado a cada personagem que seu lugar de destaque nos últimos anos é nada mais do que merecido e não poderia ter sido diferente com Zelda, sua personagem no longa de del Toro.</p>
<p>Por fim, sobraram as duas figuras maternas que tem uma presença colossal em cada uma de suas cenas. A primeira é interpretada por Laurie Metcalf (<i>Lady Bird &#8211; </i><i>A Hora de Voar</i>) e segunda por Alisson Janney (<i>Eu, </i><i>Tonya</i>). Muito conhecidas por seus papeis cômicos em filmes e seriados, Metcalf e Janney provaram que seu talento vai além disso. Contudo, a interpretação de Alisson foi tão extraordinária que não há dúvidas quanto a sua vitória nessa categoria. Com todo o respeito as demais indicadas, mas nada superará a graciosidade sádica de Janney ao viver a mãe da patinadora Tonya Harding.</p>
<figure id="attachment_8731" aria-describedby="caption-attachment-8731" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-8731 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/03/dicaprio.jpg" alt="" width="610" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-8731" class="wp-caption-text">Leonardo DiCaprio quando foi finalmente reconhecido por seu trabalho</figcaption></figure>
<p><b>Melhor Ator:</b></p>
<p>Como nas outras categorias, as performances aqui listadas foram excelentes, porém impossível pensar nos nomeados de 2018 sem visualizar imediatamente o rosto de Gary Oldman. Essa é a sua segunda indicação no Oscar e parece que a sua hora chegou. Oldman estava simplesmente esplêndido ao encarnar o turrão primeiro-ministro da Inglaterra, Winston Churchill. Não há dúvidas que ele enfim será agraciado com a estatueta da Academia, afinal esse foi o trabalho da vida dele. Nunca houve papel mais verdadeiro e perfeito para o velho Drácula &#8211; papel interpretado por Gary em 1992, no longa-metragem de Francis Ford Coppola.</p>
<p>Ao lado do intérprete de Churchill, temos um dos melhores atores do cinema atual, Daniel Day-Lewis com sua atuação em <i>Trama Fantasma</i> como o egocêntrico e narcisista Reynolds Woodcock – papel que encerra sua carreira como ator. Apesar dos problemas existentes na trama, Day-Lewis prova que não há furo em roteiro que o impeça de demonstrar o quão brilhante ele é. Outra presença ilustre entre os indicados é Denzel Washington. Seu filme (<i>Roman J. Israel, Esq.</i>) não permitiu que ele desse a melhor performance da carreira, mas segue sendo aquela dose inspiradora de atuação que só o Denzel sabe fazer.</p>
<p>Por fim, a presença dos jovens e estreantes no prêmio, Timothée Chalamet e Daniel Kaluuya, mexeu com a competição. Se alguma surpresa ocorrer e o Oscar de melhor ator não for para Gary Oldman, esses dois jovens são os próximos da linhagem. Timothée encanta e emociona o público em <i>Me Chame Pelo Seu Nome</i> ao viver o jovem Elio e o seu universo de descobertas e desejos. Entretanto, Kaluuya é o segundo favorito para ganhar a estatueta. <i>Corra!</i> foi o ambiente perfeito para que o inglês pudesse despontar como um ator promissor – concedendo a ele diversos prêmios.</p>
<p><b>Melhor Atriz:</b></p>
<p>A disputa aqui é algo paradoxal. Apesar das cinco performances terem sido extraordinárias e dignas de vitória para todas, o resultado é incontestável. Frances McDormand é a favorita da crítica e público porque não houve nada que se equiparasse à sua grandiosidade ao dar vida a Mildred Hayes. A apresentação de Mildred é provocante, inspiradora e forte. A mulher que não descansará até ver os monstros que mataram a sua filha atrás das grades, não está lá para ser amada, porém Frances faz com que o espectador se apaixone pela figura de representatividade absurda que é a senhora Hayes. <i>Três Anúncios Para Um Crime</i> é, assim como <i>Fargo</i> (vitória dela no Academy Awards), uma mostra do que Frances é capaz de fazer em cena.</p>
<p>Para compor o time que representou as diversas facetas femininas, temos a recordista de nomeações, Meryl Streep, a deslumbrante Sally Hawkins, a jovem Saoirse Ronan e a surpreendente Margot Robbie. O mais importante nessa lista de indicações é o quão atuais e reais foram as personagens de cada uma dessas mulheres. Meryl deu vida a editora-chefe Kay Graham e o seu poder como mulher que enfrentou o mundo para escancarar o segredo que consumia a nação estadunidense. Hawkins fez o todos se emocionarem sem dizer uma só palavra. Saiorse mostrou mais uma vez que sua idade é inversamente proporcional ao seu talento monstruoso. E Margot relembrou o mundo da história de vida de uma mulher que sofreu muito para alcançar o topo por causa de preconceitos e obstáculos. Somadas, todas essas 5 mulheres representam uma legião de pessoas que enfrentam um universo de preconceitos e julgamentos. Graças a essas atrizes memoráveis, a 90ª edição do prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas será lembrada como o momento no qual até a conservadora Academia se rendeu ao inevitável (mesmo que sem querer): a luta pela igualdade. Afinal,<em> time is up</em>!</p>
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		<title>Guia Oscar 2014: Atores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Feb 2014 19:53:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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		<category><![CDATA[Bruce Dern]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Matthew McConaughey – &#8220;Clube de Compras Dallas&#8220; O ator Matthew McConaughey ficou bastante conhecido por seus papéis em comédias românticas como “Como Perder Um Homem em 10 Dias”, onde contracenou com Kate Hudson (“O Noivo da Minha Melhor Amiga”) pela primeira vez. A parceria se repetiu, porém sem tanto sucesso, no filme “Um Amor de Tesouro”. Depois ele resolveu focar seus esforços em longas de ação como “Killer Joe &#8211; Matador de Aluguel” e “O Poder e a Lei”. Em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/427111.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-396" alt="427111" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/427111.jpg" width="602" height="400" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/427111.jpg 602w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/427111-100x65.jpg 100w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/427111-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 602px) 100vw, 602px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Matthew McConaughey</strong> – &#8220;<em>Clube de Compras Dallas</em>&#8220;</p>
<p>O ator Matthew McConaughey ficou bastante conhecido por seus papéis em comédias românticas como “<em>Como Perder Um Homem em 10 Dias</em>”, onde contracenou com Kate Hudson (“<em>O Noivo da Minha Melhor Amiga</em>”) pela primeira vez. A parceria se repetiu, porém sem tanto sucesso, no filme “<em>Um Amor de Tesouro</em>”. Depois ele resolveu focar seus esforços em longas de ação como “<em>Killer Joe &#8211; Matador de Aluguel</em>” e “<em>O Poder e a Lei</em>”. Em “<em>Clube de Compras Dallas</em>”, ele vive o protagonista que descobre que está com AIDS em um período que tanto o tratamento quando a informação das pessoas eram bem precários. Sua dedicação ao personagem é impressionante e as cenas em que ele aparece chocam pela magreza literalmente doentia em que ele se encontra. Forte candidato a levar o prêmio, mas perde um pouco de brilho pela fantástica performance do coadjuvante Jared Leto. Vale ressaltar que ele também participa de “<em>O Lobo de Wall Street</em>” junto com Leonardo DiCaprio (“<em>A Origem</em>”), onde vive o homem que serve de exemplo para o personagem de Leo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/NEBRASKA.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-397" alt="NEBRASKA" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/NEBRASKA.jpg" width="600" height="400" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/NEBRASKA.jpg 600w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/NEBRASKA-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Bruce Dern</strong> – &#8220;<em>Nebraska</em>&#8220;</p>
<p>Bruce Dern já foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por sua atuação no filme “<em>Amor Regresso</em>”. Ele também é conhecido por trabalhar em clássicos como “<em>O Grande Gatby</em>&#8220;, de 1974, e “<em>Trama Macabra</em>”, do diretor Alfred Hitchcock. Mais recentemente ele participou brevemente de “<em>Django Livre</em>” e “<em>Monster – Desejo Assassino</em>”, ao lado de Charlize Theron (“<em>Jovens Adultos</em>”). Em “<em>Nebraska</em>”, ele protagoniza o bom velhinho que acreditou ter ganhado US$ 1 milhão, ao receber uma carta de propaganda pelo correio. Ele então parte em uma empreitada para conseguir retirar o dinheiro e desperta a curiosidade e cobiça por onde passa. Dern chama atenção por sua atuação e carrega o filme com força, agradando e cativando o telespectador. Ele consegue ser ao mesmo tempo duro e delicado. Apesar da boa performance, este ano é o que podemos chamar de “difícil” no mundo do Oscar, já que todos os indicados são fortes. Lembrando que ele é pai de Laura Dern (“<em>Jurassic Park</em>”), que pode ser vista na aguardada adaptação “<em>A Culpa É Das Estrelas</em>”.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/12-ANOS-DE-ESCRAVIDÃO-CRÍTICA-DO-FILME.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-398" alt="??????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/12-ANOS-DE-ESCRAVIDÃO-CRÍTICA-DO-FILME.jpg" width="600" height="400" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/12-ANOS-DE-ESCRAVIDÃO-CRÍTICA-DO-FILME.jpg 600w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/12-ANOS-DE-ESCRAVIDÃO-CRÍTICA-DO-FILME-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Chiwetel Ejiofor</strong> – &#8220;<em>12 Anos de Escravidão</em>&#8220;</p>
<p>O ator britânico é o protagonista de um dos filmes que mais recebe atenção nas últimas semanas. Ejiofor interpreta Solomon Nothup, um negro livre do norte dos Estados Unidos, que é sequestrado e obrigado a servir como escravo em fazendas do sul. Ajudado pela excelente direção de Steve McQueen (“<em>Hunger</em>”), ele consegue trazer sofrimento e intensidade aos momentos, mas não surpreende em sua atuação. Na verdade, ele tem o holofote roubado por Michael Fassbender (“<em>Shame</em>”) e a novata Lupita Nyong&#8217;o, que simplesmente arrasam, deixando a performance de Ejiofor bem a desejar. Você pode ver ele também no filme “<em>Salt</em>”, com Angelina Jolie (“<em>Malévola</em>”) e “<em>2012</em>”, aquele do fim do mundo. Se ele ganhar esse Oscar, será mais pelo conjunto da obra que participa, do que por sua atuação em si.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/the-wolf-of-wall-street-dicaprio.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-399" alt="???????????????????????" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/the-wolf-of-wall-street-dicaprio.jpg" width="600" height="400" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/the-wolf-of-wall-street-dicaprio.jpg 600w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/the-wolf-of-wall-street-dicaprio-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Leonardo DiCaprio</strong> – “<em>O Lobo de Wall Street</em>”</p>
<p>Não sei ao certo como começar a falar de Leonardo DiCaprio. Despontou no sucesso em “<em>Titanic</em>” e logo embarcou parcerias de peso como “<em>Prenda-me Se For Capaz</em>”, de Steven Spielberg, e “<em>A Praia</em>”, de Danny Boyle. Logo ele se tornou o queridinho de Martin Scorsese e já fez cinco filmes do diretor. Além desses, Christopher Nolan, Quentin Tarantino e Ridley Scott são alguns dos grandes cineastas que tiveram o prazer de trabalhar com DiCaprio. Digo prazer de trabalhar com ele, porque o menino magro que interpretava Jack na tragédia do naufrágio, agora sustenta o porte de um homem que virou sinônimo de filme bom. Bastou ele estar no elenco, o longa já tem meio caminho andado para o sucesso. Não por isso, ele é a alma e a essência de “<em>O Lobo de Wall Street</em>”, apresentando o papel mais espetacular de sua carreira. Ele se supera em todos os momentos e surpreende pela facilidade com que atua. Não minto ao dizer que ele brilha do primeiro minuto ao último do filme e carrega a trama nas costas. Se a Academia tem rixa com ele? Não podemos afirmar ao certo. Esta é a quarta indicação na categoria e, até o momento, nenhuma estatueta. Mas se rede social e internet servem de termômetro, Leo ganha essa de lavada.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/266504.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-400" alt="266504.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/266504.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" width="600" height="400" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/266504.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 600w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/266504.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Christian Bale</strong> – “<em>Trapaça</em>”</p>
<p>Christian Bale é outro ator que vem se especializando cada vez mais e tornando-se sinônimo de filme bom. Ele é mais conhecido por seu papel na trilogia “Batman”, mas também teve importantes papéis em “<em>Inimigos Públicos</em>”, com Johnny Depp, e “<em>O Vencedor</em>”, pelo qual, diferente de DiCaprio, foi agraciado com o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Em “<em>Trapaça</em>”, ele se destaca a todo instante pela dedicação ao personagem. Ele brilha em todos os momentos e consegue tornar um filme relativamente normal, em algo muito melhor. Só o fato dele engordar 20 quilos por conta própria, só porque acha que iria combinar com o seu papel, mostra o quanto ele entra na alma e aposta tudo nas performances. Ainda assim, é o que podemos chamar novamente de “ano difícil”. Talvez em outra edição, ele ganhasse. Mas Leonardo DiCaprio não deixou brecha para concorrentes.</p>
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