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	<title>Arquivos Mariana Lima - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Mariana Lima - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Simonal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2019 19:35:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Junto às comédias, as cinebiografias representam algumas das obras brasileiras mais populares nas bilheterias nos últimos anos, rendendo, na maioria, derivados seriados na Rede Globo. Simonal é o mais recente título do filão e traz o ator Fabrício Boliveira como o músico Wilson Simonal um dos maiores artistas da música popular brasileira. O longa é dirigido por Leonardo Domingues, que estreia na função após ter feito carreira como montador em filmes como Serra Pelada e Onde a Coruja Dorme. A [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Junto às comédias, as cinebiografias representam algumas das obras brasileiras mais populares nas bilheterias nos últimos anos, rendendo, na maioria, derivados seriados na Rede Globo. <em><strong>Simonal</strong> </em>é o mais recente título do filão e traz o ator Fabrício Boliveira como o músico Wilson Simonal um dos maiores artistas da música popular brasileira.</p>
<p>O longa é dirigido por Leonardo Domingues, que estreia na função após ter feito carreira como montador em filmes como <em>Serra Pelada</em> e <em>Onde a Coruja Dorme</em>. A cinebiografia toca em aspectos extremamente controversos da história de Simonal, como sua personalidade difícil, sua aversão à monogamia e, sobretudo, sua relação com a ditadura diante de acusações de que o artista era um delator de colegas no período, algo que custou caro a Simonal até a sua morte.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11039" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/2755506.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/2755506.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/2755506.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/2755506.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Como a maioria dos títulos nacionais desse filão com o selo Globo Filmes, <em><strong>Simonal</strong> </em>obedece a cronologia linear desse tipo de narrativa, construindo a ascensão e queda do seu biografado. Entretanto, a produção encontra muita dificuldade em seu início para construir a carreira do músico, não conseguindo dimensionar sua singularidade no meio artístico nacional e apelando para alguns chavões presentes em diálogos que sempre parecem artificiais.</p>
<p>O longa é marcado por alguns desempenhos ruins do seu elenco. Entre eles, Leandro Hassum, excessivo como Carlos Imperial, e Isis Valverde, que interpreta Tereza, a esposa de Simonal, no piloto automático. O longa peca ao abordar de maneira tímida o racismo na trajetória de Simonal, que, certamente, deveria incomodar bastante uma sociedade brasileira ainda mais preconceituosa que a atual. Há uma menção numa cena em que Simonal é entrevistado por um jornalista e a vinculação disso às dificuldades do artista ao longo de sua carreira fica subentendido. De excepcional mesmo em Simonal somente a atuação de Boliveira, o único elemento do projeto que consegue dimensionar a grandeza do músico para o espectador.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Leonardo Domingues<br />
<strong>Elenco:</strong> Fabrício Boliveira, Isis Valverde, Leandro Hassum, Mariana Lima, Caco Ciocler, Silvio Guindane, Bruce Gomlevsky, João Velho</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/9zZw9-9UTx0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Banquete</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Sep 2018 14:09:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Bruna Linzmeyer]]></category>
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		<category><![CDATA[Daniela Thomas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Banquete é ambientado no início dos anos 1990, época do governo de Fernando Collor de Melo. No centro da narrativa do filme de Daniela Thomas está um grupo de personagens pertencentes a uma classe média alta que participa de um jantar em comemoração ao aniversário de 10 anos de casamento de uma atriz e um jornalista. Aos poucos, o drama de Daniela Thomas traz à tona uma série de relações mal resolvidas que envolvem casamentos frustrados, traições e inveja. Claustrofóbico, O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i><b>O Banquete </b></i>é ambientado no início dos anos 1990, época do governo de Fernando Collor de Melo. No centro da narrativa do filme de Daniela Thomas está um grupo de personagens pertencentes a uma classe média alta que participa de um jantar em comemoração ao aniversário de 10 anos de casamento de uma atriz e um jornalista. Aos poucos, o drama de Daniela Thomas traz à tona uma série de relações mal resolvidas que envolvem casamentos frustrados, traições e inveja.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Claustrofóbico, <i>O Banquete </i>é completamente encenado na sala de jantar da casa de Nora, personagem de Drica Moraes, ocasionalmente transferindo sua ação para a cozinha, onde o jovem funcionário de um <i>buffet </i>interpretado por Chay Suede prepara o jantar para o grupo. A princípio, a diretora parece ter em mãos um projeto promissor, construindo gradualmente as tensões desse filme e anunciando um clímax.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">O público toma ciência do casamento cheio de problemas entre Nora e Plínio, vivido por Caco Ciocler; o caso extraconjugal de Mauro, um dos homenageados da noite interpretado por Rodrigo Bolzan, com a crítica cultural Maria, de Fabiana Gugli; o interesse sexual do colunista Lucky, vivido por Gustavo Machado, no jovem Ted (Suede) e seu insistente assédio&#8230; Contudo, diante de tantos conflitos em potencial, a informação mais curiosa que o público tem acesso &#8211; e que promete amarrar todos esses pontos de tensão &#8211; é uma carta escrita pelo jornalista Mauro contra o governo Collor. Revelações à parte, com o passar do tempo, Thomas não faz muito sobre o assunto, frustrando o espectador.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-9310 size-full" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/09/O-Banquete_.jpg" alt="crítica filme O Banquete" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O filme tem inspiração no caso envolvendo o jornalista da <i>Folha de S. Paulo</i> Otavio Frias Filho, que de fato fez um editorial cheio de críticas a Collor em 1991 para o jornal. Frias Filho faleceu no mês de agosto, o que fez a diretora de <i>O Banquete </i>solicitar a retirada do longa da seleção do último Festival de Gramado. No final das contas, fica imprecisa a conexão entre o caso e os segredos dos personagens de <i>O Banquete </i>revelados ao longo da história. A realizadora tem declarado em entrevistas que cada uma das personagens femininas do filme tem um pouco dela mesma, no entanto, sabe-se que algumas delas são inspiradas em figuras notórias no cenário intelectual e das artes brasileiras, tornando o longa um jogo de códigos no qual somente Thomas e seus íntimos podem extrair algo de fortemente significativo.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O filme se prolonga demais nas suas situações que exibe e ainda assim não consegue ser satisfatório no tratamento de algumas personagens, como a aspirante a atriz interpretada por Bruna Linzmeyer e o rapaz da cozinha vivido por Chay Suede. Ao longo da trama, o jovem vivido pelo ator parece ser uma &#8220;carta na manga&#8221; da diretora, mas, no final das contas, a personagem de Suede acaba não trazendo nada de muito concreto para a história. É certo que Thomas está cercada pelo melhor elenco possível, mas o ritmo que a diretora confere a sua história e a falta de polimento no arco de algumas personagens não condiz com as promessas que suas tensões dramáticas sugerem no decorrer da projeção.</p>
<p>É um filme que tem dificuldade para deixar claro o que de fato quer transmitir ao espectador geral e que não é obrigado a ter conhecimento sobre o círculo social da realizadora na época, até porque, a própria não revela muitas dessas informações &#8211; e está nesse direito. Assim, fica parecendo que <i>O Banquete </i>é uma festa privada e que nós espectadores somos os grandes penetras do evento de Daniela Thomas, não compreendendo muitas das entrelinhas jogadas na tela pela realizadora através das suas personagens.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/dAq8uflqZNU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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