<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Margaret Qualley - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/margaret-qualley/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/margaret-qualley/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 04 Jul 2024 23:05:06 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Margaret Qualley - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/margaret-qualley/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>39º Festival Internacional de Cinema de Guadalajara: Tipos de Gentileza</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/39o-festival-internacional-de-cinema-de-guadalajara-tipos-de-gentileza/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/39o-festival-internacional-de-cinema-de-guadalajara-tipos-de-gentileza/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jul 2024 23:05:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[39 FICG]]></category>
		<category><![CDATA[39º Festival Internacional de Cinema de Guadalajara]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Emma Stone]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[FICG]]></category>
		<category><![CDATA[Guadalajara]]></category>
		<category><![CDATA[Hong Chau]]></category>
		<category><![CDATA[Hunter Schafer]]></category>
		<category><![CDATA[Jesse Plemons]]></category>
		<category><![CDATA[Joe Alwyn]]></category>
		<category><![CDATA[Mamoudou Athie]]></category>
		<category><![CDATA[Margaret Qualley]]></category>
		<category><![CDATA[Tipos de Gentileza]]></category>
		<category><![CDATA[Williem Dafoe]]></category>
		<category><![CDATA[Yorgos Lanthimos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=18376</guid>

					<description><![CDATA[<p>Há quem ame Yorgos Lanthimos. Há quem não o suporte. Intenso, provocativo e inventivo, o cineasta grego é um dos nomes pontuais do cinema hollywoodiano contemporâneo. Com uma produção vasta, que ocupa festivais e premiações globais, bem como as salas de bilheteria (Pobres Criaturas, por exemplo, custou $35 milhões e faturou $10 milhões), suas produções mais conhecidas são certamente renomadas, indo de Dente Canino (2009), passando por O Lagosta (2015) e A Favorita (2018), até Pobre Criaturas (2023), seu cinema [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/39o-festival-internacional-de-cinema-de-guadalajara-tipos-de-gentileza/">39º Festival Internacional de Cinema de Guadalajara: Tipos de Gentileza</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há quem ame Yorgos Lanthimos. Há quem não o suporte. Intenso, provocativo e inventivo, o cineasta grego é um dos nomes pontuais do cinema hollywoodiano contemporâneo. Com uma produção vasta, que ocupa festivais e premiações globais, bem como as salas de bilheteria (Pobres Criaturas, por exemplo, custou $35 milhões e faturou $10 milhões), suas produções mais conhecidas são certamente renomadas, indo de <em>Dente Canino</em> (2009), passando por <em>O Lagosta</em> (2015) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-favorita/"><em>A Favorita</em></a> (2018), até <em>Pobre Criaturas</em> (2023), seu cinema é marcado pelo o uso da grande angular, da exploração de trocas repentinas de enquadramento, luz e temperatura, bem como pelo amor para com as histórias peculiares e extracotidianas.</p>
<p>Gostando ou não de Lanthimos, é impossível dizer que suas obras passam despercebidas. É por este motivo que uma expecatativa foi criada em torno de seu novo longa-metragem: <strong><em>Tipos de Gentileza</em></strong>. No entanto, aparentemente confuso com sua própria estética e seu grande desejo de transformar roteiros em imagens, talvez tenha faltado ao diretor se perguntar se não seria um bom momento para tirar umas férias, respirar e criar apenas quando estivesse refrescado e respirado. Isto porque tanto em sua direção, quanto em seu roteiro &#8211; escrito ao lado de Efthimis Filippou -, falta respiro, seja criativo ou técnico.</p>
<p>Contando três histórias distintas, mas repetindo o mesmo elenco em todas elas, as três tramas carecem de progressão e uma própria noção do que quer ser contado. Por esta razão, as personagens se tornam planas, bem como as suas motivações soam como esvaziadas. Falta tempo de tela, e de reflexão dos próprios autores da produção, sobre gênesis das figuras dramáticas e as relações que elas estabelecem entre si. Desta maneira, toda a concepção visual elaborada por Yorgos, ainda que estimulante em termos estéticos, não ganha a força que geralmente possui, justamente porque a decupagem não está à serviço da história.</p>
<p>O espectador aqui acompanha somente trajetórias focadas em efeitos e não em investigação. E o que tudo isso quer dizer? A ficção, antes de mais nada, em sua maioria, é sobre humanos, ainda que com metáforas e outros recursos que possam ser utilizados. Se não há uma profundidade no enredo e nas personagens, o imagético se esvazia. Mesmo que possam haver trabalhos artísticos que tenham apenas esta função (e isto é raro), sobretudo no cinema e, mais ainda, no cinema de Lanthimos, é preciso imbricar técnica e discurso. No longa, ainda que ele busque lançar um olhar sob as facetas mais sombrias, irônicas, hipócritas, egoístas e perversas da sociedade, a multiplicidade destas personalidades não são inseridas nelas.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18427" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-1.png" alt="Tipos de Gentileza" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>De certa maneira, quando são postas no ecrã situações extremas de violência verbal e física, esse lado da humanidade emerge. No entanto, para inserir três curtas e chamar eles de longa, seria preciso criar uma unidade entre elas e que as mesmas fossem redondas, bastando-se em termos narrativos. A primeira necessidade se cumpre, pois em termos de argumentação e identidade visual, <strong><em>Tipos de Gentileza</em></strong> se completa em si. Já a segunda parte não acontece, porque são produtos inacabados que Yorgos oferta para o público. A sensação ao final da sessão é um vazio que se alastra.</p>
<p>Se personagens dependentes emocionalmente, que se submetem à condiçõe humilhantes, porque precisam da aprovação de alguém &#8211; de uma seita, do chefe, da esposa etc. -, o relacionamento do opressor com o oprimido tem que ser retratado em cena. O jogo de mise-en-scène, dos diálogos e textos não verbais devem marcar esta estratégia, porém para além dos rompantes e das reviravoltas. Falta uma jornada nestes cenários disruptivos, uma Bella Baxter, que descobre o mundo, um David, que quer curar seu coração partido para se encaixar no planeta, uma Abigail, que quer vencer na vida, porque a pobreza lhe convoca desconforto.</p>
<p>Falta Yorgos dentro do próprio Yorgos. Falta a mágica de ver personagens desabrocharem, falharem, tramarem, mas com um objetivo certeiro, que se desenha no ecrã, tal qual uma pintura, criada ao vivo para o comprador. Ainda que Hollywood exija de seus supostos gênios uma produtividade incessante e que Lanthimos seja portador de um dom para instaurar e/ou subverter lógicas do cinema dos Estados Unidos, com toda a sua mente estrangeira, o esgotamento alcança até o mais talentoso artista. Por isso que <strong><em>Tipos de Gentileza</em></strong> é um exercício árduo de espectatorialidade.</p>
<p>A plateia não tem tempo hábil de se conectar com nada que está sendo colocado em cada sequência do filme. Sem digerir uma peripécia mal contada, logo é exposto para a próxima e para a próxima aventura tola, que poderia sim ser um acontecimento cinemaográfico, caso fosse não um, mas três filmes, pensados, estudados, calmamente desenvolvidos. Uma pena&#8230;sobretudo para Jesse Plemons que esbanja talento em cada aparição apresentada, sendo o único a criar papéis realmente distintos entre si.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Yorgos Lanthimos</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jesse Plemons, Emma Stone, Williem Dafoe, Margaret Qualley, Hong Chau, Joe Alwyn, Mamoudou Athie, Hunter Schafer</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/iO_w4L662ac?si=c8zf4jteEgDk_ngL" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/39o-festival-internacional-de-cinema-de-guadalajara-tipos-de-gentileza/">39º Festival Internacional de Cinema de Guadalajara: Tipos de Gentileza</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/39o-festival-internacional-de-cinema-de-guadalajara-tipos-de-gentileza/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Seberg Contra Todos (Looke)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-seberg-contra-todos-looke/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-seberg-contra-todos-looke/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2020 23:03:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Anthony Mackie]]></category>
		<category><![CDATA[Benedict Andrews]]></category>
		<category><![CDATA[Colm Meaney]]></category>
		<category><![CDATA[Jack O'Connell]]></category>
		<category><![CDATA[Kristen Stewart]]></category>
		<category><![CDATA[Margaret Qualley]]></category>
		<category><![CDATA[Stephen Root]]></category>
		<category><![CDATA[Vince Vaughn]]></category>
		<category><![CDATA[Yvan Attal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=13162</guid>

					<description><![CDATA[<p>A trama de Seberg contra Todos é, ao mesmo tempo, uma história da atriz americana Jean Seberg, imortalizada na nouvelle vague por Acossado, de Jean-Luc Godard, e uma história de outros, o movimento pelos direitos civis nos EUA. O longa de Benedict Andrews (o mesmo de Una, com Rooney Mara) é uma biografia que conta parte da vida da atriz. Particularmente, a obra se concentra no período em que ela volta para os EUA para fazer um filme, conhece as [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-seberg-contra-todos-looke/">Crítica: Seberg Contra Todos (Looke)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A trama de <em><strong>Seberg contra Todos</strong></em> é, ao mesmo tempo, uma história da atriz americana Jean Seberg, imortalizada na <em>nouvelle</em> vague por <em>Acossado</em>, de Jean-Luc Godard, e uma história de outros, o movimento pelos direitos civis nos EUA. O longa de Benedict Andrews (o mesmo de <em>Una</em>, com Rooney Mara) é uma biografia que conta parte da vida da atriz. Particularmente, a obra se concentra no período em que ela volta para os EUA para fazer um filme, conhece as ações do Partido dos Pantera Negra, apoia financeiramente algumas obras sociais do grupo, se envolve afetivamente com um dos seus líderes e passa a ser alvo de toda uma campanha de difamação do FBI de J. Edgar Hoover.</p>
<p><em><strong>Seberg contra Todos</strong></em> quer mostrar os danos que as ações persecutórias do FBI legaram a Seberg, contribuindo com sua morte precoce aos 40 anos. Em virtude da sua passagem pelos EUA, Seberg adquiriu uma série de problemas de ordem psicológica que a levaram ao aborto e a ter graves crises pessoais. A atriz, como retrata o próprio longa, foi uma vítima desse sistema, claro, mas há um grupo cuja história é incomodamente abafada em prol desse fascínio do longa pela celebridade biografada e sua trágica trajetória.</p>
<p><em><strong>Seberg contra Todos</strong> </em>mostra como o envolvimento de Jean com os Pantera Negra foi, inicialmente, uma espécie de capricho e não deixa de frisar a todo instante que a atriz apoia uma causa por um capricho que instintiva e ingenuamente põe em prática por rebeldia. Seberg tinha traumas de Hollywood, a considerava frívola e nunca se sentiu muito bem no papel de estrela de cinema no qual insistentemente tentavam enquadrá-la, mesmo depois das suas escolhas profissionais, todas na contramão do ideal hollywoodiano. Nesse sentido, Seberg assume como sua uma causa que não lhe é própria e acaba sendo alvo do FBI. Hoover e companhia a usam para atingir o movimento dos Pantera Negra, mas no fim das contas a vítima do filme acaba sendo única e exclusivamente a atriz.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13164" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/3188095.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Seberg Contra Todos, Coisa de Cinéfilo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/3188095.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/3188095.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/3188095.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mesmo que frise o tempo inteiro que as ações do FBI têm consequências para além da esfera pessoal da estrela de cinema biografada no drama, no fim das contas <em><strong>Seberg contra Todos</strong></em> se esquece de um contexto macro e absorve as lógicas dos tabloides que durante boa parte da trama critica. Ao fim, os Pantera Negra são deixados de lado e o trágico conto de Seberg assume o protagonismo com toda sorte de trivia desse tipo de material que acaba impressionando o público dada a singularidade da história da atriz. Até um agente do FBI cheio de remorso está presente na história para frisar o drama de Seberg.</p>
<p>As intenções da obra são boas, mas há um efeito colateral incomodo pelo apagamento de outros personagens, que ficam à sombra da protagonista. O desempenho de Kristen Stewart é bom, não tão bom quanto trabalhos como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-acima-das-nuvens/"><em>Acima das Nuvens</em></a> ou <em>Na Estrada</em>, a atriz se empenha nas nuances da personagem ainda que o roteiro a sabote inúmeras vezes com construções vagas e romantizadas sobre Jean Seberg, algo que não contribui em momento algum para destacar as contradições de suas ações. É um longa cheio de ruídos no tratamento da sua história, do seu contexto e dos personagens de uma maneira geral.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Benedict Andrews<br />
<strong>Elenco:</strong> Kristen Stewart, Jack O&#8217;Connell, Anthony Mackie, Yvan Attal, Vince Vaughn, Margaret Qualley, Colm Meaney, Stephen Root</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/mUUsDIwu3hU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-seberg-contra-todos-looke/">Crítica: Seberg Contra Todos (Looke)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-seberg-contra-todos-looke/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Especial: O 9º filme de Tarantino e seu legado</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/especial-o-9o-filme-de-tarantino-e-seu-legado/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/especial-o-9o-filme-de-tarantino-e-seu-legado/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Aug 2019 23:31:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Al Pacino]]></category>
		<category><![CDATA[Austin Butler]]></category>
		<category><![CDATA[Bastardos Inglórios]]></category>
		<category><![CDATA[Brad Pitt]]></category>
		<category><![CDATA[Cães de Aluguel]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dakota Fanning]]></category>
		<category><![CDATA[Emile Hirsch]]></category>
		<category><![CDATA[Era Uma Vez em... Hollywood]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Butters]]></category>
		<category><![CDATA[Lena Dunham]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo DiCaprio]]></category>
		<category><![CDATA[Luke Perry]]></category>
		<category><![CDATA[Margaret Qualley]]></category>
		<category><![CDATA[Margot Robbie]]></category>
		<category><![CDATA[Os 8 Odiados]]></category>
		<category><![CDATA[Pulp Fiction – Tempos de Violência]]></category>
		<category><![CDATA[Quentin Tarantino]]></category>
		<category><![CDATA[Timothy Olyphant]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=11118</guid>

					<description><![CDATA[<p>A filmografia de Quentin Tarantino é conhecida mundialmente como sinônimo de violência recheada com altas doses de ação, sarcasmo e (muito) sangue. A cada anúncio de uma nova obra do diretor, sua legião de fãs espera ansiosa por mais um pouco desse conjunto descrito como padrão – e com a divulgação de Era Uma Vez em&#8230; Hollywood não foi diferente. Muito se especulou sobre o que esse longa-metragem abordaria, afinal ele começou sendo promovido como uma produção que coexiste com [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-o-9o-filme-de-tarantino-e-seu-legado/">Especial: O 9º filme de Tarantino e seu legado</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A filmografia de Quentin Tarantino é conhecida mundialmente como sinônimo de violência recheada com altas doses de ação, sarcasmo e (muito) sangue. A cada anúncio de uma nova obra do diretor, sua legião de fãs espera ansiosa por mais um pouco desse conjunto descrito como padrão – e com a divulgação de <em><strong>Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</strong></em> não foi diferente. Muito se especulou sobre o que esse longa-metragem abordaria, afinal ele começou sendo promovido como uma produção que coexiste com o assassinato da atriz Sharon Tate, em 1969. O público esperou de um tudo, mas nenhuma teoria os preparou para a surpresa do que estava por vir.</p>
<p><em>Once Upon a Time&#8230; in Hollywood</em> (título original) descreve uma trajetória diferente do que já se viu na arte de Tarantino. Mesmo com uma carreira extensa e extremamente original, onde cada nova produção representa um universo repleto de inovações, seus filmes sempre trouxeram propostas semelhantes ao retratar a sua temática fundamental: a violência. Os traços de exagero – seja no sangue, sejam nas cenas de luta ou morte – e o humor ácido e satírico moldaram múltiplas dinâmicas que variam desde o controlado <em>Jackie Brown</em> (1997) até o espalhafatoso <em>À Prova de Morte</em> (2007). A estrutura de sua nona criação se organiza, contudo, de forma distinta. Tarantino quebra qualquer expectativa com seu novo filme que chegou aos cinemas brasileiros na última quinta-feira (15).</p>
<p>É preciso entender que <strong><em>Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</em></strong> comporta todas essas características “tarantinescas”. A violência não deixa de ser tema central, o sangue não deixa de aparecer e o humor continua existindo na mesma medida, porém esses fatores são vistos sob uma nova perspectiva. Tarantino transforma seu nono filme num conto intimista sobre a Hollywood que ele conheceu desde novo. Essa é a sua ode ao universo que o abraçou e nunca mais o deixou ir embora. E é essa pessoalidade tão palpável que faz do longa inusitado. Esse olhar sensível e próprio sobre um momento onde, literalmente, tudo mudou na célebre Los Angeles é a sacada que eleva a obra do diretor e roteirista para um novo patamar.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11123" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Era-uma-Vez-em-Hollywood-1280x720-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Era-uma-Vez-em-Hollywood-1280x720.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Era-uma-Vez-em-Hollywood-1280x720-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Era-uma-Vez-em-Hollywood-1280x720-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A estrutura narrativa do nono filme de Tarantino se estabelece através do dia a dia das personagens principais. O cotidiano, a monotonia e a decadência dessas figuras são os pilares dessa história sobre personas. Contudo, a relevância deles e de seus diálogos já são uma marca do diretor. Em produções como <em>Cães de Aluguel</em> (1992), <em>Pulp Fiction – Tempos de Violência</em> (1994) e <em>Os 8 Odiados</em> (2015) é clara a relevância dessas características atreladas ao ritmo um pouco mais lento – não tanto quanto no novo filme – para desenvolver com maestria todos os nuances da trama.</p>
<p>Outra marca de Tarantino que se repete de forma mais expressiva em sua nova obra é a vitalidade presente nas cenas. As imagens falam por si só graças as cores vivas e pulsantes da Hollywood de 1969. Pela cidade funcionar como uma das figuras principais da história, existe uma preocupação em dar corpo e voz a capital mundial do cinema. Seja através das inúmeras cenas de passeios com carro ou pelas andanças pelos estúdios, a Cidade dos Anjos é representada minuciosamente como uma grandiosa, porém triste personagem que guarda consigo todas as frustrações e anseios de milhares. As tonalidades vibrantes de Los Angeles remetem a outros trabalhos do diretor, onde as cores em cena, ao lado do jogo de luz e sombra, falam e são fundamentais na compreensão da história – como <em>Pulp Fiction</em>, <em>Kill Bill &#8211; Volumes I e II</em> (2003 e 2004), <em>Bastardos Inglórios</em> (2008) e <em>Os 8 Odiados</em>.</p>
<p>Embora essas características tenham uma expressiva relevância para o resultado do longa-metragem, nada se compara ao poder de suas personagens em tela. Mais do que nunca Tarantino aposta em figuras (reais ou não) cheias de camadas para dar liga a sua história. Em cena, essas personalidades são o elemento número nessa jornada pela antiga Hollywood. A profundidade delas atrelada ao tempo investido em seus dilemas criam uma narrativa sólida e emocionante. Dessa forma, <strong><em>Once Upon a Time&#8230; in Hollywood</em></strong> funciona como uma história palpável feita por alguém que presenciou o fim da era de ouro do cinema hollywoodiano ao mesmo tempo que a Cidade dos Anjos viveu o fim de sua inocência.</p>
<p>O brutal assassinato da atriz Sharon Tate e de seus amigos na fatídica noite de 8 de agosto de 1969 mudaram os rumos e as dinâmica de sua sociedade. Assim, o longa se configura como uma homenagem tanto ao mercado cinematográfico que Tarantino viu crescer, mudar e pelo qual se apaixonou, como aos envolvidos nessa nova realidade. A presença de Margot Robbie no filme, por exemplo, funciona como uma espécie de luz angelical que traz paz e leveza ao mesmo tempo que se contrapõe às dinâmicas e aos dilemas das personagens vividas por DiCaprio e Pitt.</p>
<p style="text-align: left;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11122" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/margot-robbie-era-uma-vez-em-hollywood-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/margot-robbie-era-uma-vez-em-hollywood.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/margot-robbie-era-uma-vez-em-hollywood-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/margot-robbie-era-uma-vez-em-hollywood-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mas qual seria a relevância desses enredos individuais para a composição de um produto tão extenso e parado? A crise profissional de Rick Dalton com sua decadência; a aceitação de Cliff Booth à sua vida pacata e sem glamour; a presença quase divina de Sharon Tate e sua carreira simples; e todo o histórico de horror cometido pela Família Manson costuram essa complexa e profunda narrativa sobre o vazio e o tempo. E para dar ainda mais força a cada uma dessas personagens eis que existe a maior de todas, a cidade dos sonhos: Hollywood. O polo cinematográfico do cinema americano se transfigura numa persona cuja história compõe e explica as relações entre as personagens e suas vivências.</p>
<p>É diante desse cenário devastado pelo tempo que uma nova era se instaura – tanto para a indústria cinematográfica dos EUA como na vida das figuras principais. O dilema de Tarantino ao escolher esse momento histórico do cinema está justamente ligado ao jogo entre realidade e ficção. E, da mesma forma que fez em <em>Bastardos Inglórios</em>, o diretor se permite reescrever a história outra vez. Ao fazê-lo, Tarantino cria a sua “carta de amor” à Hollywood por dar ao público uma perspectiva de renovação ao contornar a dor e tensão que a história comporta. Dessa forma, o cineasta usa sua criatividade e proeminência no mercado para dar vida a uma grande homenagem as suas memórias afetivas e íntimas desse universo.</p>
<p>O público, quando se encontra imerso nas histórias de cada uma das personagens, não consegue mais fugir da narrativa. Tarantino se provou, pela nona vez, um brilhante cineasta. A inesperada sensibilidade que abraça a produção do início ao fim é de arrepiar. As referências à cultura pop e a metalinguagem entre realidade e ficção formam uma transparente obra-prima que transborda talento, amor e cuidado com a responsabilidade do fazer cinema.</p>
<p>Com uma carreira cheia de louros, o diretor cria uma obra que expande ainda mais as suas possibilidades como artista e mostra para o mundo que ele ainda tem muito o que mostrar. <strong><em>Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</em></strong> é um desafio do diretor ao público. Tarantino elabora uma obra que desafia o olhar do espectador ao utilizar suas marcas como artista de uma maneira diferente. Todas as suas habilidades e características, já vistas em seus filmes anteriores, estão presentes aqui de forma viva. As escolhas são meticulosas e precisas para criar um filme único e ímpar até mesmo para sua carreira. Sendo este o seu nono produto cinematográfico, Quentin Tarantino se aproxima do emblemático décimo filme – mencionado pelo diretor como sua última criação – e continua a impressionar o mundo com sua singular capacidade criativa. O diretor acaba de entregar para o mundo a sua mais nova, surpreendente e emocionante criação.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-o-9o-filme-de-tarantino-e-seu-legado/">Especial: O 9º filme de Tarantino e seu legado</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/especial-o-9o-filme-de-tarantino-e-seu-legado/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Aug 2019 19:48:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Al Pacino]]></category>
		<category><![CDATA[Austin Butler]]></category>
		<category><![CDATA[Brad Pitt]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dakota Fanning]]></category>
		<category><![CDATA[Emile Hirsch]]></category>
		<category><![CDATA[Era Uma Vez em... Hollywood]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Butters]]></category>
		<category><![CDATA[Lena Dunham]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo DiCaprio]]></category>
		<category><![CDATA[Luke Perry]]></category>
		<category><![CDATA[Margaret Qualley]]></category>
		<category><![CDATA[Margot Robbie]]></category>
		<category><![CDATA[Quentin Tarantino]]></category>
		<category><![CDATA[Timothy Olyphant]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=11084</guid>

					<description><![CDATA[<p>Eis que chegamos ao lançamento do nono filme do diretor Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios) e a expectativa era grande. Conhecido por seu estilo mais assertivo, sangrento e irreverente, o cineasta nos oferece um longa que é parte diferente e parte original de seu perfil. Era Uma Vez em&#8230; Hollywood mistura as aguardadas cenas de ação, referências culturais, personagens confusos e cheios de personalidade, humor cítrico, etc. No final dos anos 1960, o astro de TV Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) está [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/">Crítica: Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eis que chegamos ao lançamento do nono filme do diretor Quentin Tarantino (<em>Bastardos Inglórios</em>) e a expectativa era grande. Conhecido por seu estilo mais assertivo, sangrento e irreverente, o cineasta nos oferece um longa que é parte diferente e parte original de seu perfil. <em><strong>Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</strong></em> mistura as aguardadas cenas de ação, referências culturais, personagens confusos e cheios de personalidade, humor cítrico, etc.</p>
<p>No final dos anos 1960, o astro de TV Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) está lidando com os rumos que sua carreira tomou e sua necessidade de se firmar nas telonas, em Hollywood. Juntamente com seu dublê Cliff Booth (Brad Pitt), Dalton conhece pessoas influentes da indústria cinematográfica, que podem abrir as portas profissionais para ele. Enquanto isso, ele é vizinho do casal Sharon Tate (Margot Robbie) e Roman Polanski (Rafal Zawierucha), o que acaba levando o roteiro a tratar da Família Manson e da iminência do assassinato de Sharon.</p>
<p>A temática em si já envolve muitas nuances e atrativos. A junção de uma estrela do cinema em conflito com a triste história de Sharon Tate abre portas para diversos desdobramentos, tanto no parâmetro ficcional quanto real. Quentin vai brincando com ficção e realidade o tempo inteiro, oferecendo diversas referências culturais e histórias ao espectador.</p>
<p>Uma das características interessantes de Tarantino é que ele pressupõe a inteligência de seu espectador, o que é relativamente raro na indústria. O diretor entende que os diálogos não precisam ser tão expositivos e que o subentendido é que pode acrescentar ainda mais veracidade às cenas. Isso fica muito claro no momento em que Charles Manson bate na porta de Tate e Polanski, procurando os moradores anteriores. Nada é dito sobre o nome dele, então cabe ao espectador perceber a referência ou simplesmente não compreender a cena.</p>
<p>Além disso, ele não tem pressa em desenvolver seus personagens, o que torna a experiência muito melhor. As cenas são mais longas, com plano principal e de fundo, elementos no cenário que contribuem para a construção da narrativa e do próprio personagem. As conexões dos personagens também vão acontecendo aos poucos, como uma colcha de retalhos que vai sendo tecida. Em <strong><em>Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</em></strong> talvez essa característica tenha sido levada ao extremo, já que fica pouco tempo para o roteiro efetivamente se desenvolver, depois que passa a longa fase de construção dos personagens.</p>
<p>Se o roteiro é bom, as atuações são definitivamente o maior ganho do longa. Leonardo DiCaprio  (O Lobo de Wall Street) foi a escolha mais inteligente para interpretar Rick Dalton. Confuso, egocêntrico, com baixa autoestima e carente, ele consegue passear por todas essas nuances com muita facilidade e naturalidade. Cada cena é instigante para o espectador. Para além dele, temos Brad Pitt (<em>Bastardos Inglórios</em>), que considero ainda mais destaque em atuação. Cliff Booth é objetivo e focado em ser um bom profissional. Ele não tem as ambições que seu chefe e prefere levar uma vida com mais tranquilidade. A medida que o roteiro evolui, ele vai mostrando um passado conturbado de Booth, mas que pouco define o seu presente.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11085" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/margot_robbie_era_uma_vez_em_hollywood_tarantino_analise-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/margot_robbie_era_uma_vez_em_hollywood_tarantino_analise.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/margot_robbie_era_uma_vez_em_hollywood_tarantino_analise-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/margot_robbie_era_uma_vez_em_hollywood_tarantino_analise-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Enquanto Dalton tenta desesperadamente ser amado por todos e ter o trabalho reconhecido, Booth se contenta em ser amado pela cadela de estimação e trabalhar corretamente. Paralelo a isso, Margot Robbie (Duas Rainhas) interpreta a estrela em ascensão Sharon Tate. Nem sempre reconhecida, ela confere uma leveza singular à personagem, que é sempre sorridente e positiva. A cena no cinema é cuidadosa e nos oferece um ótimo momento de Robbie. Talvez fique uma sensação de falta de aprofundamento da personagem, mas é preciso entender que o foco não é na história dela. Muito embora os olhos acabem focando nisso, invariavelmente.</p>
<p>O trio principal é acompanhado de diversos outros excelentes atores, mesmo em breves papéis. Acredito que é isso que torna a experiência ainda mais rica. Cada <em>flash</em> de momento é um presente em atuação. Louros que o diretor já colhe por ter consagrado seu nome no cinema.</p>
<p>Outro ponto alto do filme é o uso de plano-sequência, uma característica forte de Tarantino, que se torna ainda mais possível por conta do elenco de peso que ele tem. Cenas longas com tantos personagens e sem corte favorecem a inserção do espectador na trama. Ele também faz uso de enquadramentos mesclados que contam a história de uma maneira diferente e se adequam a cada momento em cena, como na exposição dos <em>westerns</em> de Dalton.</p>
<p>Ao final do longa, não adentrando em <em>spoilers</em>, Tarantino se permite misturar ainda mais a ficção com a realidade dos fatos. A conjunção do trio principal e o restante do elenco, até então um tanto paralela, finalmente converge em situações que se completam na história. A felicidade de Sharon de ter um filme reconhecido, o autorreconhecimento de Dalton a cerca de seu trabalho e qualidade profissional e a aceitação passiva de Booth com o seu destino.</p>
<p><em><strong>Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</strong></em> é um filme com os traços originais de Quentin Tarantino, mas com grandes diferenças de roteiro com relação aos demais. Talvez por isso as opiniões possam ficar tão divididas e alguns fãs mais fervorosos possam ficar um pouco frustrados. Mas abrindo um pouco mais o olhar para as infinitas possibilidades e levando em conta que é preciso sopros de mudança na carreira do diretor, o longa se torna muito bom e superior a tantos outros.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Quentin Tarantino<br />
<strong>Elenco:</strong> Leonardo DiCaprio, Brad Pitt, Margot Robbie, Emile Hirsch, Margaret Qualley, Dakota Fanning, Timothy Olyphant, Julia Butters, Al Pacino, Austin Butler, Luke Perry, Lena Dunham</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/jPDBoBYdf6g" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/">Crítica: Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
