<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Marcial Tagle - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/marcial-tagle/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/marcial-tagle/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 07 Nov 2024 19:48:42 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Marcial Tagle - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/marcial-tagle/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Crítica: No Lugar da Outra</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-no-lugar-da-outra/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-no-lugar-da-outra/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 19:34:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Elisa Zulueta]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Francisca Lewin]]></category>
		<category><![CDATA[Maitê Alberdi]]></category>
		<category><![CDATA[Marcial Tagle]]></category>
		<category><![CDATA[No Lugar da Outra]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=18876</guid>

					<description><![CDATA[<p>Apesar da abordagem ser inspirada em ocorrência local, o filme No Lugar da Outra, da diretora Maite Alberdi, discute temas universais ainda pertinentes. Por isso, é fácil compreender a escolha como o representante chileno para concorrer ao Oscar 2025, na categoria Melhor Filme Internacional. O longa envolve o espectador nas angústias existenciais, descontentamentos cotidianos e anseios por novas vivências da protagonista e traz louváveis pontos aos importantes debates sobre papéis de gênero e patriarcado. Na trama, a escritora chilena Maria [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-no-lugar-da-outra/">Crítica: No Lugar da Outra</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar da abordagem ser inspirada em ocorrência local, o filme <em><strong>No Lugar da Outra</strong></em>, da diretora Maite Alberdi, discute temas universais ainda pertinentes. Por isso, é fácil compreender a escolha como o representante chileno para concorrer ao Oscar 2025, na categoria Melhor Filme Internacional. O longa envolve o espectador nas angústias existenciais, descontentamentos cotidianos e anseios por novas vivências da protagonista e traz louváveis pontos aos importantes debates sobre papéis de gênero e patriarcado.</p>
<p>Na trama, a escritora chilena Maria Carolina Gee (Francisca Lewin) mata o amante e o caso provoca o interesse de Mercedes (Elisa Zulueta), uma acanhada secretária do judiciário. Ao acessar a casa da homicida, Mercedes desenvolve enorme fascínio pelo lar e objetos pessoais de Maria, como roupas, maquiagens e livros. Baseado em caso real ocorrido na década de 1950 e contado no livro “Las Homicidas”, da escritora Alia Trabucco Zerán, o filme não destaca tanta atenção às implicações do crime em si, mas sim aos processos de inquietação de uma mulher que não faz parte da elite financeira e cultural. Mercedes é uma mulher comum, com filhos, marido e uma penca de louças e roupas para lavar.</p>
<p>Os infortúnios do dia a dia da competente secretária são expostos já nos minutos iniciais de <em><strong>No Lugar da Outra</strong></em>. Após acordar contrariada (ainda que já habituada) com o ronco do marido, o espectador conhece o lar da protagonista: uma pequena casa que acumula mais objetos que o espaço permite. Assim, é fácil esbarrar na enceradeira esquecida próxima à escada e sentir estresse poucos minutos depois de levantar da cama. As “pequenas” opressões do lar ganham concretude com a representação visual acinzentada do ambiente em que Mercedes divide espaço com a família e realiza as rotineiras tarefas de dona do lar.</p>
<p>Embora a cordialidade e a parceria profissional com o marido fotógrafo, que usa a sala da casa como estúdio, existam naquela dinâmica familiar, as micro agressões são frequentes. Exemplo, em conversa aparentemente descontraída, um dos filhos de Mercedes diz que será juiz como a mãe. No momento seguinte, o marido responde: “sua mãe poderia ser sua secretária”. Imediatamente a matriarca expressa contrariedade com a brincadeira de mal gosto no olhar, mas claro, ninguém repara que ela se sentiu mal.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18878" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2.png" alt="No Lugar da Outra" width="751" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2.png 751w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 751px) 100vw, 751px" /></p>
<p>Acertadamente, os homens da casa não são representados como vilões. Ponto para o roteiro de <em><strong>No Lugar da Outra</strong></em>, escrito por Maite Alberdi, Inés Bortagaray e Paloma Salas, que destaca a exploração do trabalho da mulher em dinâmicas diárias e a ausência de empatia naquele ambiente como questões sérias, mas sem recorrer a construções maniqueistas dos algozes. Apesar de as situações ficcionais ocorrerem nos anos 1950, não é novidade que a naturalização dos papéis de gênero no ambiente doméstico ainda seja um problema persistente, mesmo com o avanço dos debates feministas. E ao contrário do que se possa imaginar, as afrontas também acontecem em lares sadios, sem violências físicas ou agressões verbais. Dito isso, um copo sujo deixado para a mulher lavar ou aquela piadinha fora de hora não são ocorrências tão inofensivas assim.</p>
<p>Mas afinal, o que Mercedes busca? Ao adentrar o lar da sofisticada escritora Maria Carolina, Mercedes sente-se bem não apenas por usufruir dos bons perfumes, roupas sofisticadas ou por tomar banho na banheira, imaginando-se como detentora daqueles luxos. É a ausência de vozes que provoca ampla satisfação. É a iluminação que invade a sala através da janela e toca as plantas decorativas que proporcionam paz e quietude.</p>
<p>Maria Carolina e Mercedes são de classes sociais diferentes, contudo, ambas são vítimas do patriarcado. Se a primeira tomou uma atitude radical contra os processos que cerceavam suas liberdades, a humilde secretária está em fase de descobertas e assimilações.</p>
<p>Hábil na construção da trajetória da protagonista, <em><strong>No Lugar da Outra</strong></em> oferece leitura pálida da condução do julgamento da escritora e o elo entre as histórias das figuras femininas deixa a desejar. De todo modo, o longa é um pontual registro de época. Ou ‘pior’, de épocas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Maitê Alberdi</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Elisa Zulueta, Francisca Lewin, Marcial Tagle</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/b7TEvR8xZKk?si=4A_mxymKHj01Bs1f" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-no-lugar-da-outra/">Crítica: No Lugar da Outra</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-no-lugar-da-outra/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: O Conde</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-conde/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-conde/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Sep 2023 20:56:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Alfredo Castro]]></category>
		<category><![CDATA[Amparo Noguera]]></category>
		<category><![CDATA[Antonia Zegers]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Gloria Münchmeyer]]></category>
		<category><![CDATA[Jaime Vadell]]></category>
		<category><![CDATA[Marcial Tagle]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[O Conde]]></category>
		<category><![CDATA[Pablo Larrain]]></category>
		<category><![CDATA[Paula Luchsinger]]></category>
		<category><![CDATA[Stella Gonet]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=17199</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Conde faz o cineasta Pablo Larraín retomar suas reflexões sobre a ditadura chilena depois de investir em cinebiografias de língua inglesa, Jackie (2016) e Spencer (2021). Larraín já havia se dedicado a roteiros reverberando esses eventos como Tony Manero (2008), Post Mortem (2010) e No (2012). Agora, no entanto, com O Conde o faz através de um olhar para a vida do ditador Augusto Pinochet como um vampiro que segue à espreita no Chile. O filme de Larraín faz [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-conde/">Crítica: O Conde</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>O Conde</em></strong> faz o cineasta Pablo Larraín retomar suas reflexões sobre a ditadura chilena depois de investir em cinebiografias de língua inglesa, Jackie (2016) e Spencer (2021). Larraín já havia se dedicado a roteiros reverberando esses eventos como Tony Manero (2008), Post Mortem (2010) e No (2012). Agora, no entanto, com <em>O Conde</em> o faz através de um olhar para a vida do ditador Augusto Pinochet como um vampiro que segue à espreita no Chile.</p>
<p>O filme de Larraín faz essa comparação curiosa entre o ditador e um vampiro, incorporando traços da mitologia às soturnas e parasitárias figuras históricas como Pinochet, políticos que se alojaram no aparelho estatal, na consciência de parcela da população e consumiram (e seguem consumindo) a sociedade com seus legados ideológicos, que são passados adiante como inspiração para novos líderes facistas. O mito do vampiro se encaixa com propriedade nesse cenário, uma figura silenciosa, que anda sempre nas sombras, agindo de maneira traiçoeira e inesperada contra suas vítimas, no caso, o povo do Chile. Há ainda uma inserção interessante de Margaret Tatcher, ex-primeira ministra do Reino Unido, nesse universo reimaginado pelo cineasta.</p>
<p>Nesse sentido, o legado histórico de uma ditadura é essa mácula póstuma na sociedade que vitima. Ainda que os &#8220;bons ventos da democracia&#8221; a dissolvam do dia-a-dia do cidadão comum, ela segue presente no cotidiano como um trauma ou, na pior das hipóteses, à espreita, esperando novos porta-vozes de versões repaginadas ou recicladas de suas ideias. E nesse sentido, <strong><em>O Conde</em> </strong>acaba oferecendo uma análise crítica não apenas à sociedade da época de Pinochet, ao Chile especificamente mas encontrando neste momento histórico a semente para o estado da América Latina e do mundo atualmente com a ascensão de governos autoritários e anti-democráticos chancelados por parcela da população.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17209" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/o-conde-filme-chileno-netflix-03.jpg" alt="O Conde" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/o-conde-filme-chileno-netflix-03.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/o-conde-filme-chileno-netflix-03-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/o-conde-filme-chileno-netflix-03-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/o-conde-filme-chileno-netflix-03-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A analogia de Larraín é apropriada e o diretor faz de <strong><em>O Conde</em></strong> um filme que tem uma âncora muito sólida em narrativas clássicas do cinema de vampiro. A referência mais óbvia do projeto são os filmes do expressionismo alemão, em especial Nosferatu de F. W. Murnau. O uso de uma fotografia em preto e branco é providencial para Larraín trabalhar muito bem essa referência através da maneira como cada um dos seus frames manipula a presença ou a ausência de sombras e a silhueta característica de um Pinochet encurvado trajando uma capa preta à espreita das demais personagens e sobrevoando o Chile em uma vigília mal intencionada.</p>
<p>Como parte dos filmes do diretor,<em><strong> O Conde</strong> </em>transmite uma certa auto indulgência, fazendo de Larraín um cineasta facilmente impressionável por sua direção, mas que por vezes não facilita a experiência do espectador, estendendo a história por mais tempo do que tem fôlego para manter. Isso é complicado também por tratarmos de um título original da Netflix &#8211; certamente, sua experiência seria beneficiada pela imersão do cinema. Definitivamente,<em> O Conde</em> não é dos filmes mais simpáticos para um lançamento direto por um serviço de streaming. Estilizado, o longa pode ser uma experiência maçante para um espectador preocupado com narrativas, disperso na espectatorialidade doméstica ou que desconhece a biografia da sua figura histórica representada. Ainda assim, destaca as ideias bem aplicadas de um cineasta que soube conduzir de maneira coerente uma sátira biográfica que destrincha aspectos de nossa história e aponta não apenas para o passado como também para o nosso presente &#8211; desejamos que não para o nosso futuro.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Pablo Larraín</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jaime Vadell, Gloria Münchmeyer, Alfredo Castro, Paula Luchsinger, Stella Gonet, Amparo Noguera, Antonia Zegers, Marcial Tagle</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/YGvX7ma7Xnk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-conde/">Crítica: O Conde</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-conde/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
