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	<title>Arquivos Mapas - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Mapas - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>30º Cine PE: Mapas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 20:26:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>É notável dentro da sala de cinema quando uma equipe é esforçada. Um filme diz muito sobre quem o está realizando. Dentro desta lógica, Mapas possui muitas boas intenções, mas com tantas vontades e temas, a obra parece se perder em seus próprios conceitos. Um ponto positivo (e negativo, ao mesmo tempo) é que o longa-metragem de Rafael Lobo é intelectualizado demais. Por um lado, isso é agradável de acompanhar e coerente com a própria trama.  A história se passa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É notável dentro da sala de cinema quando uma equipe é esforçada. Um filme diz muito sobre quem o está realizando. Dentro desta lógica, <em>Mapas</em> possui muitas boas intenções, mas com tantas vontades e temas, a obra parece se perder em seus próprios conceitos.</p>
<p dir="ltr"><span data-originalfontsize="11pt" data-originalcomputedfontsize="14.666667">Um ponto positivo (e negativo, ao mesmo tempo) é que o longa-metragem de Rafael Lobo é intelectualizado demais. Por um lado, isso é agradável de acompanhar e coerente com a própria trama. </span></p>
<p dir="ltr"><span data-originalfontsize="11pt" data-originalcomputedfontsize="14.666667">A história se passa em um ambiente acadêmico, por isso, esse tempo dilatado e os diálogos com palavras mais rebuscadas fazem sentido. O que não dá para “botar fé” é a quantidade de planos reiterativos e longos. </span></p>
<p dir="ltr"><span data-originalfontsize="11pt" data-originalcomputedfontsize="14.666667">A ambientação e o estabelecimento de atmosfera são essenciais no cinema. No entanto, existe um momento em que você tem que passar o bastão da instalação de sensações iniciais para a trama em si.<br />
</span></p>
<p dir="ltr"><span data-originalfontsize="11pt" data-originalcomputedfontsize="14.666667">Os planos contemplativos somente fazem sentido se uma reflexão os acompanhar. Um exemplo sobre essa impressão de obra truncada é a abertura do filme, que tem uns três inícios. </span></p>
<p dir="ltr"><span data-originalfontsize="11pt" data-originalcomputedfontsize="14.666667">Algumas escolhas de </span><span data-originalfontsize="11pt" data-originalcomputedfontsize="14.666667">cortes ou criação de sentido faltaram para fazer com que a produção fosse mais efetiva. Todavia, é importante ressaltar que a produção conta com um elemento positivo: as personagens centrais.<br />
</span></p>
<p dir="ltr"><span data-originalfontsize="11pt" data-originalcomputedfontsize="14.666667">São elas que que ajudam muito para que a conexão com a história não se perca, tanto em termos de dramaturgia quanto em termos de atuação do elenco. </span>Júlia (Beta Rangel), Sérgio (Caique Copque) e Sofia (Bianca Terraza) são a força motriz que dinamiza o roteiro.</p>
<p dir="ltr">Em suas distinções de personalidade dentro do roteiro e na interpretação que o elenco dá para casa um, a trama se equilibra. A começar por Júlia. Ela é mais fria, racional e professoral.</p>
<p dir="ltr">Ela é quem tem um olhar quase igual ao do espectador, porque é mais distanciado e questionador. <span data-originalfontsize="11pt" data-originalcomputedfontsize="14.666667">Sérgio é voraz, curioso e passional. Ele parece representar a perspectiva da ficção, de quem embarca na jornada do fantástico. Por fim, Sofia é a doçura e o respiro.<br />
</span></p>
<p dir="ltr"><span data-originalfontsize="11pt" data-originalcomputedfontsize="14.666667">Com as suas sonoridades, ela é o único ponto de relaxamento, quando a obra alivia mais a sua lógica cerebral e vai para o sensorial. </span>Dentro desta dinâmica, é possível salientar que a trilha musical de <em>Mapas</em> é o ponto alto da criação e estabelecimento de atmosfera.</p>
<p dir="ltr">Se os planos longos e abertos cortam a suspensão, a musicalidade conserta um pouco essa quebra. <span data-originalfontsize="11pt" data-originalcomputedfontsize="14.666667">Olhando para todos esses elementos, é observável que <em>Mapas</em> não é um longa ruim. Na realidade, a obra tem seus méritos, mesmo que suas falhas interfiram diretamente na fruição da plateia.<br />
</span><br />
A exaustão do público poderia ser cortada pela decisão concreta de que tipo de longa a equipe queria entregar: drama, terror, suspense, drama de terror, terror de drama…?</p>
<p dir="ltr"><strong>Direção</strong>: Rafael Lobo</p>
<p dir="ltr"><strong>Elenco</strong>: Beta Rangel, Caique Copque, Bianca Terraza</p>
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