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	<title>Arquivos Maggie Gyllenhaal - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Maggie Gyllenhaal - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica A Noiva!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 06:34:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A reinvenção é sempre um desafio. Nas artes, especialmente na literatura e no cinema, quando essa proposta envolve um clássico, tudo se torna ainda mais espinhoso. Logo, a coragem para mergulhar de cabeça num projeto que tem como mote recontar uma história conhecida pelo público é um caminho que poucos escolhem seguir, mas Maggie Gyllenhaal (A Filha Perdida, de 2021) parece não se importar com os percalços do trajeto. A atriz, roteirista e diretora traz aos cinemas brasileiros, nesta quinta-feira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A reinvenção é sempre um desafio. Nas artes, especialmente na literatura e no cinema, quando essa proposta envolve um clássico, tudo se torna ainda mais espinhoso. Logo, a coragem para mergulhar de cabeça num projeto que tem como mote recontar uma história conhecida pelo público é um caminho que poucos escolhem seguir, mas Maggie Gyllenhaal (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-filha-perdida-netflix/"><em>A Filha Perdida</em></a>, de 2021) parece não se importar com os percalços do trajeto. A atriz, roteirista e diretora traz aos cinemas brasileiros, nesta quinta-feira (5), sua visão sombria, tortuosa e cheia de vida sobre a mística narrativa de Mary Shelley, intitulada <strong><em>A Noiva!</em></strong>. O longa-metragem escancara uma estética e uma proposta audaciosa que dividirá opiniões, mas, sem sombra de dúvidas, marca a carreira da cineasta.</p>
<p>O segundo longa da diretora leva ao público um delírio criativo que ultrapassa barreiras narrativas e foge de qualquer limitação de gênero. <strong><em>A Noiva! </em></strong>é uma injeção de ânimo nas mesmices seguras dos grandes estúdios de Hollywood. É o cinema reanimando as possibilidades de adaptações sem medo (aparentemente) de se perder. É um delírio primaveril do que poderia ser essa história se uníssemos criador e criatura. E é assim que, com erros e acertos, Gyllenhaal entrega uma versão corajosa, coerente e insana inspirada na história de Shelley, ao mesmo tempo que parece beber diretamente de outros clássicos &#8211; dessa vez do cinema &#8211; como <em>Bonnie e Clyde &#8211; Uma Rajada de Balas (1967)</em>. Não só isso. A coragem de se perder em sua própria loucura torna esse filme uma versão incomparavelmente melhor de um casal de revolucionários insanos do que o segundo <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-coringa-delirio-a-dois/"><em>Coringa &#8211; Delírio a Dois (2024)</em></a> tenta ser &#8211; e falha miseravelmente.</p>
<p>Assinando também o roteiro, Gyllenhaal costura as partes da sua própria criatura, a partir dos restos mortais (e eternos) da obra de Shelley e do longa de James Whale, de 1935. Antes de acionar a voltagem para dar vida ao seu monstro, a cineasta estadunidense molda as engrenagens de sua mais nova obra com ideais modernos que fazem toda a diferença para a trama &#8211; e, principalmente, para que o filme se encaixe na filmografia da diretora. <strong><em>A Noiva! </em></strong>não tem medo do excesso. O sangue, o suor, a bile do labor cinematográfico transbordam em cada cena &#8211; para o bem e para o mal. Com isso, a diretora acaba entregando momentos narrativos ou certos desenvolvimentos de personagens, que deixam a desejar &#8211; como a falta de solidez e clareza do 3º ato.</p>
<p>O problema, no entanto, está no mesmo lugar que é a força do projeto: o excesso. É uma faca de dois gumes. Em momentos, o exagero e os delírios criativos que <em><strong>A Noiva!</strong></em> traz para a narrativa são essenciais e originais, mas logo em seguida pode ter algo que falta uma lapidada. Definitivamente essa não é uma produção &#8211; dentro dos moldes hollywoodianos &#8211; que fugiu dos riscos. As imagens grotescas, os momentos verborrágicos, as estranhezas aparentemente sem propósito. O filme não é uma ode ao livro de Shelley, ele é uma carta aberta ao desafio de criar, ao risco de quem acredita em sua ideia e consegue levá-la adiante.</p>
<figure id="attachment_20506" aria-describedby="caption-attachment-20506" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-20506" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-750x422.jpeg" alt="A Noiva! (2026)" width="750" height="422" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-750x422.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-1536x864.jpeg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-770x433.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-1400x788.jpeg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20506" class="wp-caption-text">Christian Bale e Jessie Buckley em cena de &#8216;A Noiva! (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Apesar dos tropeços, a bravura da cineasta em fazer sua história sair do papel evoca o outro lado do lâmina. É a inebriante confusão do roteiro que permite que Jessie Buckley (<em>Hamnet: A Vida Antes de Hamlet</em>, de 2025) brilhe. <strong><em>A Noiva!</em></strong> é impactante porque é uma narrativa insana estrelada por uma atriz que sustenta o desafio com maestria. Buckley eleva as cenas, ela transporta o público para essa caótica jornada de anti-heróis. O patamar é outro, especialmente quando ela precisa encarnar a espécie de esquizofrenia possessiva desenhada pelo roteiro de Gyllenhaal. Mias uma vez, a atriz prova que seu alcance de interpretação não tem limites e que o desafio é o que a alimenta.</p>
<p>Outro destaque no longa é Christian Bale (<em>O Pálido Olho Azul</em>, de 2022). Sua versão do monstro de Frankenstein é tocante, sensível e cuidadosa. Como de costume, Bale parece medir cada movimento e trejeito de seu personagem, como parte da sua lógica de construção, mas, num filme como <strong><em>A Noiva!</em></strong>, é preciso abraçar o caos e ele o faz muito bem. Talvez os seus melhores momentos em cena são os de cumplicidade com Buckley durante os grandes delírios da narrativa &#8211; como uma sequência coreografada no 2º ato.</p>
<p>Assim como Bale, Annette Bening (<em>Nyad</em>, de 2023) é outro presente para o espectador. Ver um rosto tão querido e talentoso num projeto voraz e corajoso como esse dá um fôlego a mais. Além, é claro, da presença de Bening aterrar a trama com sua experiência e maestria como atriz. Contudo, Bening também se permite brincar com as nuances que a proposta traz para sua personagem. Ela consegue se equilibrar ao lado de Jessie Buckley para que sua contracena seja coesa e redonda. Com isso, talvez as melhores cenas do filme envolvem os três, em qualquer que seja a combinação de contracena,  <strong><em>A Noiva!</em></strong> dá ao público um frescor ao ter três artistas tão competentes e entregues ao projeto como eles.</p>
<p>Na contramão do trio principal, existe um outro trio no filme, mas seus momentos não são tão felizes como os de Buckley-Bale-Bening. Peter Sarsgaard (<em>Setembro 5</em>, de 2024), Penélope Cruz (<em>Ferrari</em>, de 2023) e Jake Gyllenhaal (<em>Matador de Aluguel</em>, de 2024) estão no hall das estranhezas negativas do longa. Seus personagens não são tão bem desenvolvidos e parecem ter uma condução direção-elenco menos crível que seus colegas de cena &#8211; ainda que eles façam monstros ressuscitados. Há um claro esforço na tentativa de incorporá-los ao máximo à trama, mas isso não chega de forma limpa como deveria. <strong><em>A Noiva!</em></strong> peca por não ser capaz de encaixar seus personagens mais comuns numa narrativa sobre o que não é nada banal.</p>
<p>Fechando o time responsável pelas belas composições imagéticas de Maggie Gyllenhaal estão os departamentos de fotografia e arte. Ambos atuando <span style="font-weight: 400;">em total consonância</span>. Quando necessário, é a arte e a foto que ajudam a tornar tudo ainda mais insano ao mesmo tempo que são capazes de controlar o caos. Acima de tudo, <strong><em>A Noiva!</em></strong>  é uma obra de desafios. Acreditar na ideia, angariar pessoas e financiadores para que o filme aconteça, e orquestrar tudo isso sem perder a sua criatividade é de tirar o chapéu, especialmente quando lembramos que esse é apenas o segundo longa-metragem da carreira de Gyllenhaal como diretora. Dividindo ou não opiniões, é imprescindível entender que colocar esse projeto no mundo foi preciso acreditar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Maggie Gyllenhaal</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jessie Buckley, Christian Bale, Peter Sarsgaard, Annette Bening, Penélope Cruz, Jake Gyllenhaal, John Magaro, Matthew Maher, Jeannie Berlin e Zlatko Burić</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Yk8oW7wky1g?si=pjDi9TC6ggNGhmVr" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Filha Perdida (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Jan 2022 19:47:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em sua estreia na direção de longas-metragens, Maggie Gyllenhaal (Feito em Casa) convida os espectadores a entrarem em um mundo ficcional de narrativa não linear e que transmite sensações múltiplas e complexas. É possível dizer que A Filha Perdida trata sobre diversos temas. Ela é uma produção sobre maternidade, sobre um peso específico que as mulheres cis carregam, sobre as relações humanas ou tudo isto junto também. É preciso encarar, no entanto, que esta não é uma obra fácil. Mas, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em sua estreia na direção de longas-metragens, Maggie Gyllenhaal (<em>Feito em Casa</em>) convida os espectadores a entrarem em um mundo ficcional de narrativa não linear e que transmite sensações múltiplas e complexas. É possível dizer que<strong><em> A Filha Perdida</em></strong> trata sobre diversos temas. Ela é uma produção sobre maternidade, sobre um peso específico que as mulheres cis carregam, sobre as relações humanas ou tudo isto junto também. É preciso encarar, no entanto, que esta não é uma obra fácil.</p>
<p>Mas, em que sentido especificamente? Adaptação da obra homônima de Elena Ferrante – feita pela própria Gyllenhaal –, há aqui uma atmosfera desconfortável criada, seja como consequência da decupagem ou por marcas imagéticas simbólicas. A começar pela seleção de planos extremamente fechados, com câmera na mão, que passam esta impressão de sufocamento vivido pelas personagens e, principalmente, por sua protagonista, Leda (Olivia Colman/Jessie Buckley).</p>
<p>A iluminação fomenta a sensação de aprisionamento presente naquele contexto mostrado e  se enxerga mais do que as cercam do que elas mesmo.  Não há luz alguma em seus rostos, nestes closes completamente fechados, por exemplo Imediatamente depois, Gyllenhaal abre o quadro para o geral e é possível ver com mais nitidez o que esta acontecendo na cena.</p>
<p>Esta estratégia parece pensada para causar este impacto entre o que há de interno e externo nas personagens e a dinâmica se mantém até o desfecho da projeção, aumentando o potencial das metáforas e significados passados na tela. Outro ponto destacável é a presença de elementos que podem criar certa repulsa, como as frutas podres ou o inseto que está no travesseiro de Leda.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15021" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-filha-perdida-netflix-0122-1400x800_6.jpg" alt="A Filha Perdida" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-filha-perdida-netflix-0122-1400x800_6.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-filha-perdida-netflix-0122-1400x800_6-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-filha-perdida-netflix-0122-1400x800_6-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-filha-perdida-netflix-0122-1400x800_6-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Este fator, juntamente com as seleções da direção, constroem um filme de terror em cada minuto de exibição, inclusive desde o seu início, quando Leda é colocada em uma situação de perigo intenso. A linguagem do gênero, combinada ao drama vivenciado por Leda, seja no presente ou no passado, complexificam a estrutura do enredo e criam uma suspensão durante a sessão.</p>
<p>Ao mesmo tempo em que há esta elaboração de suspense e medo do que está por vir na vida de Leda, as emoções dela e de seus coadjuvantes vão sendo exploradas. Existe um tempo para que as ações ocorram. Os olhares, gestos e movimentações dos intérpretes são investigados pela câmera que, mesmo em movimento, revela os sentimentos plurais de cada figura posta ali. O trabalho do elenco contribui ainda mais para esta característica, principalmente os das atrizes Olivia Colman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-meu-pai/"><em>Meu Pai</em></a>), Jessie Bluckey (<em>Estou Pensando em Acabar com Tudo</em>) e Dakota Johnson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cinquenta-tons-de-cinza/"><em>50 Tons de Cinza</em></a>).</p>
<p>Há todo um foco em emitir mais sentido no silêncio aqui. Desta maneira, as respirações e olhares são utilizados de forma meticulosa. O texto falado, em diversas sequências, é dito quase casualmente, pois são as expressões faciais que contam direta e fortemente o que estas mulheres estão pensando. São nestes detalhes que o longa cria todo um universo repleto de camadas e força.</p>
<p>Talvez, o único incômodo em<em> <strong>A Filha Perdida</strong></em> seja a repetição dos artifícios criados pela direção e pela fotografia. É bem verdade que eles funcionam, porém a partir do final do segundo ato e início do terceiro, a reincidência desta lógica cansa um pouco, pois deixa a trama empacada, girando em círculos. No entanto, o seu desfecho é amarrado, diminuindo o impacto desta demora.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Maggie Gyllenhaal</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Olivia Colman, Dakota Johnson, Jessie Buckley, Ed Harris, Peter Sarsgaard, Dagmara Dominczyk, Paul Mescal</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/8y2Tz6iFetI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial: 10 anos de Batman &#8211; O Cavaleiro das Trevas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jul 2018 00:57:09 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Há dez anos o mundo se encantava com a excelência de um dos melhores trabalhos da carreira do diretor, roteirista e produtor Christopher Nolan (<em>Amnésia</em>, de 2000, e <em>A Origem, </em>de 2010). <em>The Dark Knigh</em>t (título original) se tornou um dos mais aclamados trabalhos dentro do universo dos super-heróis, fazendo com que este arrecadasse pouco mais de 1 bilhão de dólares, concedendo a produção a atual posição de 35º lugar na lista de maiores bilheterias da história do cinema – sendo sete dos seus antecessores filmes de super-heróis e o sétimo sendo a própria continuação dessa franquia (<em>O Cavaleiro das Trevas Ressurge</em>, de 2012).</p>
<p><em>O Cavaleiro das Trevas</em> chegou aos cinemas no dia 18 de julho de 2008 com o propósito de marcar gerações, criar um novo legado para as adaptações da DC e, acima de tudo, mostrar o potencial de um dos mais famosos e amados justiceiros dos quadrinhos. O homem-morcego, encarnado pelo fantástico Christian Bale (<em>Psicopata American</em>o, de 2000, e <em>O Vencedor</em>, de 2010), é, sem sombra de dúvidas, a melhor interpretação já feita dessa personagem. Com todo o respeito e consideração a todos os grandes atores que já viveram o vigilante noturno, Bale deu ao Batman a seriedade, maturidade e o ar sombrio que sempre faltou.</p>
<p>Graças ao direcionamento espetacular de Nolan, a trilogia do Batman emplacou uma nova perspectiva sobre a história de Bruce Wayne e o seu desejo de vingança. A névoa sombria que paira sobre esses três filmes é o seu maior diferencial quando comparado com os outros trabalhos. Além desse acerto, o diretor sabe muito bem como coordenar belíssimas cenas de ação. E, por conta de um roteiro muito bem cuidado e pensado, as falas do longa-metragem ecoam pela memória dos fãs que, ao lembrarem delas, se arrepiam. Atrelado a todas essas qualidades técnicas, o elenco que rege a orgânica e equilibrada trama é simplesmente espetacular. Ao lado de Bale como o próprio cavaleiro das trevas, temos a genialidade de Gary Oldman como o Comissário James Gordon; o talento de Maggie Gyllenhaal como Rachel Dawes; as lendas Michael Caine e Morgan Freeman interpretando, respectivamente, Alfred Pennyworth e Lucius Fox; e ainda a performance acertadíssima de Aaron Eckhart ao dar vida para o promotor Harvey Dent e o Duas-Caras, a sua versão transtornada e perversa.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9162" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/07/19879974.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Existe mais uma herança interpretativa que merece um destaque especial. Em seu penúltimo trabalho, o ator Heath Ledger agraciou o mundo com a sua arte. Dentro desse nebuloso mundo de Gotham, Ledger entrou ao público um Coringa para se guardar na memória. A interpretação do jovem ator foi magistral, uma das melhores de sua carreira, concedendo-o, inclusive, um Oscar póstumo de Melhor Ator Coadjuvante. A maneira como o ator australiano interpretou o rival mor do homem-morcego é indescritível. Seu gestual, sua voz e aquele olhar insano são a marca registrada do seu Coringa. Improviso, aprofundamento e dedicação são algumas das melhores definições para o legado deixado por Heath Ledger em sua monumental atuação como o mais amado vilão de <em>Gotham Cit</em>y.</p>
<p>Toda essa produção de excelência teve seu fim com a continuação da película em questão, deixando o público com um desejo insaciável de &#8220;quero mais&#8221;. Desejo esse que, infelizmente, ainda não foi satisfeito. Desde o fim da trilogia de Nolan, a DC vem, com todo aparato d<em>a Warner Bros. Pictures</em>, tentando dar segmento as histórias dos principais heróis da <em>DC Comics</em>. Contudo, a maior parte das tentativas não foram tão bem-sucedidas. Apesar de não estarem tão longe nessa jornada para achar sua identidade, é necessário que a DC e Warner encontrem logo o seu lugar para que acendam mais uma vez a chama de interesse criada com a trilogia do <em>Batman</em>. Independentemente de qualquer futuro sucesso ou insucesso, ninguém esquecerá da emoção que foi ver <em>O Cavaleiro das Treva</em>s ganhando vida na telona.</p>
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