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	<title>Arquivos Maeve Jinkings - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Maeve Jinkings - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Ainda Estou Aqui</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Nov 2024 14:35:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ainda Estou Aqui está nos cinemas brasileiros levando multidões para as salas, especialmente depois de todo o hype em cima do filme, por conta das redes sociais e a torcida para que Fernanda Torres seja indicada ao Oscar de Melhor Atriz do próximo ano. Mas será que o filme vale todo esse alvoroço? Não vou aqui criar qualquer tipo de mistério, pois SIM, Ainda Estou Aqui merece toda a atenção que vem recebendo. E não sou eu, mera crítica de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Ainda Estou Aqui</strong> </em>está nos cinemas brasileiros levando multidões para as salas, especialmente depois de todo o hype em cima do filme, por conta das redes sociais e a torcida para que Fernanda Torres seja indicada ao Oscar de Melhor Atriz do próximo ano. Mas será que o filme vale todo esse alvoroço?</p>
<p>Não vou aqui criar qualquer tipo de mistério, pois SIM, <em><strong>Ainda Estou Aqui</strong> </em> merece toda a atenção que vem recebendo. E não sou eu, mera crítica de cinema, que vou te convencer disso. É o próprio filme, desde as primeiras cenas, até a sua conclusão. No Rio de Janeiro dos anos 1970, uma família grande composta por casal e cinco filhos vive normalmente suas vidas, na beira da praia. A dinâmica de normalidade se inverte completamente quando o patriarca, Rubens, é levado por homens que se dizem do governo brasileiro. O longa se passa justamente na ditadura militar.</p>
<p>Desde o início do filme, logo quando falamos da data e o roteiro especifica a situação da ditadura, sabemos os caminhos tortuosos que a história vai levar. E estou falando isso mesmo para o espectador mais desconectado da história de <em><strong>Ainda Estou Aqui</strong></em>, que talvez nem tenha assistido ao trailer. A sensação de que algo vai dar errado é constante desde a primeira cena, mas o filme não tem pressa em chegar nesta parte. E que bom que isso acontece.</p>
<p>Nos conectar com a família Paiva é o que torna o filme tão mais intenso e verdadeiro. À medida que o diretor Walter Salles vai nos apresentando cada personagem, traçando as suas individualidades, ganhamos apreço por todos e sabemos o quanto isso será doloroso lá na frente. E é isso que faz toda a diferença quando falamos de nos conectar com a história, entender seus pormenores e defender todos eles.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18957" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-6.png" alt="Ainda Estou Aqui" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-6.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-6-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-6-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Eunice (Fernanda Torres) é uma mãe de família determinada e participativa. Ainda que seja dona da casa, ela não se restringe a isso. Tem uma relação de parceria com o marido e um romance presente, mesmo após quase 20 anos de casada. Rubens (Selton Mello) é aquele clássico pai dos anos 1970. Fuma, bebe, tem barrigão, é acolhedor, dedicado à família e ao trabalho. Ele é engenheiro e está sempre com projetos em cima da mesa do escritório.</p>
<p>Quando o fatídico dia acontece, o desespero familiar já nos engloba como parte. Rubens é levado pelos homens que se dizem militares e Eunice tem que lidar com o medo da ausência do marido e a tentativa de trazer certa normalidade dentro da casa, especialmente para os filhos menores. O bolo na garganta da personagem se transfere para nós e te afirmo que ele perdura até a última cena. É como se a gente estivesse o tempo todo segurando uma emoção que nos foi proibida de sentir.</p>
<p>Eu poderia discorrer todo tipo de elogio aqui à Fernanda Torres e isso ainda não seria suficiente para expressar o que ela confere à personagem. É como se não houvesse separação de atriz e personagem. As duas são uma só, em uníssono. Todas as nuances emocionais que Eunice vive, Fernanda consegue nos transportar. O desespero pela ausência do marido, o silêncio pela proteção dos filhos, o cuidado em tentar trazer uma normalidade, ainda que a situação não tenha nada de normal. E um outro detalhe tão importante, que só sentimos ao ver <em><strong>Ainda Estou Aqui</strong></em>: além de todo o contexto, estamos falando também de uma história de amor. Um amor sincero que foi interrompido como um nada, num último beijo, sem chance de retorno. Eunice passa a vida sofrendo esse luto em silêncio.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18955" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2-3.png" alt="Ainda Estou Aqui" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2-3.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2-3-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2-3-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Gostaria de dedicar um momento também para enaltecer a caracterização e ambientação do longa que é simplesmente impecável. Ainda que eu não tenha vivido nos anos 1970, fui à sessão com minha mãe que viveu e ficou impressionada com tamanha semelhança com tudo na época. Ela falava que até as cores, o ar, a sensação. Tudo a transportava para aquela época, mostrando o quão acertado e bem estruturado foi o filme.</p>
<p>A necessidade que temos de falar mais da ditadura é urgente, porque aquilo que não é reiterado, pode ser esquecido. Um filme como <em><strong>Ainda Estou Aqui</strong> </em>nos mostra outras facetas. Ele fala sobre a tortura, sobre os direitos cerceados, mas o foco dele é em como as famílias foram individualmente afetadas. Não são apenas números que foram torturados e perderam vidas. São maridos, esposas, pais, mães, filhos, primos, tios, etc. São pessoas reais cujo sumiço afetou toda uma cadeia.</p>
<p>Então, não, não há nada de exagero no hype em cima de <em><strong>Ainda Estou Aqui</strong></em>, porque o filme nos entrega todas as intensidades que a história merece. Se será candidato ao Oscar ou até mesmo se conseguirá alguma estatueta, esse é um mero detalhe. O reconhecimento do longa, em si, já é incrível e merecido. Como Fernanda Torres sabiamente disse: &#8220;para nós, brasileiros, só a indicação já seria uma grande vitória&#8221;. E eu realmente acho que ela vai acontecer.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Walter Salles</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Fernanda Montenegro, Fernanda Torres, Selton Mello, Maeve Jinkings, Humberto Carrão, Carla Ribas, Dan Stulbach, Valentina Herszage</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/qddo7XLa3Tc?si=11RzkgjoujOxltQ7" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Sem Coração</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jun 2024 21:06:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O longa nacional Sem Coração estreou recentemente na Netflix e é um cuidadoso olhar sobre o aflorar das emoções na adolescência. Numa cidade litorânea do estado de Alagoas, na década de 1990, um grupo de jovens adolescentes vive os últimos dias de férias de verão curtindo o tempo livre, o som, o mar e todas as descobertas que envolvem a idade deles. O estranhamento de uma garota apelidada de Sem Coração faz com que a protagonista, Tamara, fique curiosa sobre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O longa nacional <strong><em>Sem Coração</em></strong> estreou recentemente na Netflix e é um cuidadoso olhar sobre o aflorar das emoções na adolescência. Numa cidade litorânea do estado de Alagoas, na década de 1990, um grupo de jovens adolescentes vive os últimos dias de férias de verão curtindo o tempo livre, o som, o mar e todas as descobertas que envolvem a idade deles. O estranhamento de uma garota apelidada de Sem Coração faz com que a protagonista, Tamara, fique curiosa sobre a sua história.</p>
<p>Os diretores e roteiristas Nara Normande e Tião trilham um caminho suave e realista daquela época, onde a juventude era vivida desconectada, sem qualquer relação com internet ou smartphones. Não há, necessariamente, uma devoção neste aspecto, mas fica implícita uma leveza que certamente não sentimos mais nos períodos atuais. O filme consegue ser leve e flúido, ainda que traga muitas temáticas complicadas.</p>
<p><em><strong>Sem Coração</strong></em> nos envolve com muita facilidade. Seja pelos cenários bonitos à beira-mar ou pelos personagens interessantes, as cenas vão se conectando com assertividade e trazendo o espectador para dentro da história. Rapidamente já estamos defendendo aqueles jovens e entendendo as dinâmicas a que eles são submetidos.</p>
<p>O grupo é grande e diverso e é justamente aí que reside a grandiosidade deste roteiro. Cada um tem a sua própria realidade, a sua própria batalha interna que tem que travar a todo instante. Mas isso não os impede de serem amigos fiéis e torcerem por eles mesmos. Tem uma cena muito bonita em que um do jovens representado por Kaique Brito (baiano que fez sucesso no TikTok e agora estreia muito bem no cinema) está triste pela hostilidade que sofreu em uma festa, por ter demonstrações de afeto com outro garoto.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18260" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1.png" alt="Sem Coração" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A sua homossexualidade é completamente aceita e entendida pelos amigos, que acreditam fielmente que ele merece ser feliz e viver todo o amor que puder. Isso vindo de pessoas completamente diferentes. Já um outro garoto, vivido pelo ótimo Alaylson Emanuel, acabou de sair da antiga Febem (hoje conhecida como Fundação CASA) por conta de roubos que realizou anteriormente. Ele é o &#8220;deliquente&#8221; do grupo, ainda também que seja o mais dedicado aos amigos. Com o avançar do roteiro, entendemos todo o contexto que o leva àquele perfil.</p>
<p>A descoberta da sexualidade é um dos pontos principais do filme e isso é explorado de uma maneira muito natural e leve. É uma mistura de ingenuidade com desejo, curiosidade com receio, que faz com que exista um toque de pureza até mesmo nas cenas mais visuais. Descobrir o corpo, o desejo, as vontades, é algo que todo adolescente passa e, normalmente, vivencia muito mais com o grupo de amigos do que com a família.</p>
<p>Ainda que próximos, um mundo os separa pela realidade que vivem. Cada um do seu jeito, com a sua estrutura, encontrando pontos em comum que é a descoberta e as emoções ali vividas. E tudo isso só é possível pela química única que o elenco tem, em total entrosamento.</p>
<p><em><strong>Sem Coração</strong></em> é como uma maré mansa reflexiva de fim de tarde, que nos coloca dentro de um pôr do sol morno. Acho que é uma definição precisa para a sensação aconchegante de assistir esse filme que foi uma doce e grata surpresa. Ele tem o tom certo, ótimas atuações, bem roteirizado e uma direção digna de nota. Vale muito a pena conferir!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Nara Normande, Tião</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Maya de Vicq, Eduarda Samara, Alaylson Emanuel, Maeve Jinkings, Eules Assis, Kaique Brito, Erom Cordeiro, Ian Boechat</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/PsUemUF-hzI?si=ojvckyAWsa-a45rY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Pedágio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Dec 2023 13:37:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre os realizadores do cinema brasileiro atual, Carolina Markowicz tem se destacado, sobretudo em circuito de festivais internacionais. Tanto seu filme anterior Carvão, lançado no ano passado, quanto Pedágio, seu mais recente título, foram recebidos com entusiasmo pela crítica internacional por contar de maneira crua, crível e humana a realidade do país com dramas centrados em personagens. No centro de suas histórias estão famílias disfuncionais em meio às mazelas do contexto social brasileiro. Pedágio traz a história de uma mulher [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre os realizadores do cinema brasileiro atual, Carolina Markowicz tem se destacado, sobretudo em circuito de festivais internacionais. Tanto seu filme anterior Carvão, lançado no ano passado, quanto <em><strong>Pedágio</strong></em>, seu mais recente título, foram recebidos com entusiasmo pela crítica internacional por contar de maneira crua, crível e humana a realidade do país com dramas centrados em personagens. No centro de suas histórias estão famílias disfuncionais em meio às mazelas do contexto social brasileiro.</p>
<p><em><strong>Pedágio </strong></em>traz a história de uma mulher que trabalha em um pedágio em São Paulo. Ela vive só com o filho Tiquinho e tem se relacionado com um rapaz que tem dormido com uma certa frequência em sua casa. A protagonista de <em>Pedágio</em> tem um profundo incomodo com a homossexualidade do filho, sobretudo porque ele se expõe nas redes sociais fazendo dublagens de famosas divas americanas. Quando essa personagem toma ciência por uma colega de trabalho de um programa de conversão da sexualidade promovido por um pastor de uma igreja evangélica, ela começa a juntar dinheiro para pagar com a &#8220;terapia&#8221; do filho. Como a quantia é muito grande, ela decide enveredar nas atividades criminosas do namorado, usando o seu trabalho no pedágio para cometer alguns furtos.</p>
<p>Em <em><strong>Pedágio</strong></em>, Markowicz segue com o seu propósito de construir histórias sensíveis, centradas em conflitos familiares mas contextualizada em uma realidade de classes menos favorecidas, centrando suas discussões na maneira como seus personagens se posicionam em searas como ética e afeto em meio a um panorama sócio-econômico que tanto testa seus valores. A questão central do novo filme da cineasta é a homofobia de Suellen, personagem defendida brilhantemente pela excepcional Maeve Jinkings, que já havia trabalhado com a diretora em Carvão.</p>
<p>A dinâmica entre Suellen e o filho Tiquinho é marcada por tensões, questões nada bem resolvidas. Há afeto entre eles, mas o preconceito da mãe é um obstáculo. Tiquinho é um garoto inteligente, criativo, corajoso, trabalhador e carinhoso, mas todas as qualidades do filho são irrelevantes para a mãe que só consegue enxergá-lo através dos rótulos sociais associados a sua sexualidade. O rapaz busca de todas as formas possíveis a aprovação da mãe, algo muito importante para ele, muitas vezes se violentando, como quando se submete a tal terapia de conversão, mas tudo é em vão até o último segundo de <em><strong>Pedágio</strong></em>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17531" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/pedagio-critica-paris-filmes-cultura-viuu.jpg" alt="Pedágio" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/pedagio-critica-paris-filmes-cultura-viuu.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/pedagio-critica-paris-filmes-cultura-viuu-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/pedagio-critica-paris-filmes-cultura-viuu-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/pedagio-critica-paris-filmes-cultura-viuu-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Markowicz não floreia ao tematizar a homofobia presente em muitas famílias brasileiras. A diretora não soluciona sua história com um happy ending mascarando a realidade, ainda que também não deixe de oferecer algum alento para suas personagens. Mesmo depois de tantas decisões que se revelam equivocadas e Suellen perceba que no fim das contas Tiquinho é seu único suporte e que ela deve dar uma trégua na forma como lida com a sexualidade do filho, o preconceito não desaparece &#8220;da noite para o dia&#8221; e os entraves na comunicação entre mãe e filho persistem até o fim. O recado da cineasta é bem claro, a homofobia e não a homossexualidade macula relações afetivas, gerando distanciamentos, mágoas e traumas.</p>
<p>Além do tratamento delicado com temas tão urgentes no contexto social do Brasil atual, ainda muito homofóbico, Markowicz conta com ótimos atores no seu elenco, um grupo de artistas que conduz com muita sensibilidade as personagens dessa história. Maeve Jinkings, como já antecipamos, está excepcional como Suellen, uma mulher sofrida e repleta de falhas. Além dela, Kauan Alvarenga é o grande destaque do filme do começo ao fim como Tiquinho. Cabe destacar também a participação de Aline Marta Maia como a colega de trabalho de Suellen, Telma, uma evangélica hipócrita que trai o marido com diversos motoristas que passam pelo <em><strong>Pedágio</strong></em>.</p>
<p><em><strong>Pedágio </strong></em>não é o primeiro filme a abordar essas terapias de conversão da sexualidade. Antes dele, no cinema de língua inglesa, por exemplo, tivemos os dramas Boy Erased: Uma Verdade Anulada e O Mau Exemplo de Cameron Post. O acerto de Markowicz é compreender tão bem os problemas que levam muitas famílias a conduzirem seus filhos a esses engodos terapêuticos, violentando-os psicologicamente. Assim, o filme discute a homofobia como um problema estrutural que desintegra relações familiares. Por ter um olhar tão maduro para o âmago das questões que permeiam as suas temáticas e por expô-las de forma tão direta e sensível, evitando os clichês do melodrama, que faria a história cair em um artificialismo, <em>Pedágio</em> é um filme que só acerta com o espectador, firmando Markowicz como um grande nome do nosso cinema atualmente.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Carolina Markowicz</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Maeve Jinkings, Thomas Aquino, Kauan Alvarenga</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/SsYNtUUiQfc?si=d7kUfJQ78A6EOp-o" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Carvão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Nov 2022 18:51:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Carolina Markowicz]]></category>
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		<category><![CDATA[Maeve Jinkings]]></category>
		<category><![CDATA[Rômulo Braga]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Carvão de Carolina Markowicz traz para o público uma realidade brasileira que talvez seja conhecida por poucos. No interior do Brasil, algumas famílias escondem criminosos em suas casas, usando a condição debilitada dos entes idosos desses lares como estratégia para manter esses &#8220;hóspedes&#8221; sob sigilo em um quartinho da habitação. A enfermeira Juracy (a ótima Aline Marta Maia, de Casa de Antiguidades) enxerga em Irene (Maeve Jinkings, de O Som ao Redor) alguém com potencial para aceitar esse tipo de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Carvão</strong> </em>de Carolina Markowicz traz para o público uma realidade brasileira que talvez seja conhecida por poucos. No interior do Brasil, algumas famílias escondem criminosos em suas casas, usando a condição debilitada dos entes idosos desses lares como estratégia para manter esses &#8220;hóspedes&#8221; sob sigilo em um quartinho da habitação. A enfermeira Juracy (a ótima Aline Marta Maia, de Casa de Antiguidades) enxerga em Irene (Maeve Jinkings, de O Som ao Redor) alguém com potencial para aceitar esse tipo de negócio, já que diante de um pai bastante adoentado ela aceita o conselho da mulher, dar um fim ao sofrimento do patriarca.</p>
<p>Logo nos primeiros minutos de <em><strong>Carvão</strong></em>, Markowicz dá indícios de que esta é uma história indigesta, uma realidade áspera o suficiente. O contexto apresentado pela história impõe a seus personagens a melancolia já que nenhum deles consegue se libertar dos seus gatilhos de infelicidade. Nenhum dos personagens de <em>Carvão</em> leva a vida que sonham e julgam merecer e parecem enredados por uma realidade onde não há alternativas, promessas de redenção.</p>
<p>A protagonista interpretada com organicidade por Maeve Jinkings é uma mulher esgotada pela vida e pelas demandas dos homens com quem se relaciona. Nenhum deles reconhecem seus esforços ou a recompensam por qualquer via, afetiva ou sexualmente. Irene vive um casamento de fachada com um marido que é homossexual e que compensa sua frustração pela repressão da sua sexualidade com a bebida. A situação evidencia a neurose que se instala naquele lar fragmentado, chamado de &#8220;hospício&#8221; pelo &#8220;hóspede&#8221; argentino, cujos cacos são fragilmente sustentados por instituições como a igreja, sutilmente presente ao longo da história, mas sempre de forma muito enfática. A canção &#8220;Noites traiçoeiras&#8221; interpretada por Padre Marcelo Rossi sugere insistentemente no decorrer da história a promessa de abonança após uma escalada de infortúnios. Ironicamente, a previsão da canção nunca é cumprida no filme.</p>
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<p>Markowicz é muito hábil na costura dessa história, tanto do ponto de vista das construções imagéticas simbolicamente interessantes quanto na maneira como lida com os eventos da história em seu roteiro. A cineasta evita didatismos na narrativa. A entrega de informações sobre aquelas personagens, seus vínculos, motivações e trajetórias sempre encontra uma estratégia nada óbvia de apresentação nas mãos da diretora e roteirista. Ao mesmo tempo, é uma direção que extrai desempenhos muito naturais do seu elenco. Maeve Jinkings é o grande destaque da obra, mas merecem menções a atuação de Rômulo Braga como seu marido, César Bordón como o traficante argentino, o garoto Jean de Almeida Costa, o filho do casal, e de Aline Marta Maia, a enfermeira Juracy, que, ironicamente, parece ser sempre a mensageira da tragédia em <strong><em>Carvão</em></strong>.</p>
<p><em><strong>Carvão</strong> </em>segue a tendência da nossa cinematografia de chafurdar os problemas estruturais da sociedade brasileira. É um filme que coloca em evidência sobretudo como nossa realidade sócio-política desumaniza e apresenta rachaduras que se autoalimentam por gerações. Markowicz faz um filme que, apesar do desejo latente de transformação, não dá fôlego para seus personagens se reinventarem, não oferece pontos de fuga ou arcos de redenção e não poderia ser diferente, seria até desonesto da parte da cineasta &#8211; com o público e com a obra &#8211; &#8220;maquiar&#8221; uma realidade que escancara de forma tão consistente.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Carolina Markowicz</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Maeve Jinkings, César Bordón, Rômulo Braga</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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