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	<title>Arquivos Lucy Liu - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Lucy Liu - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Diabo Veste Prada 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 13:32:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pisar num terreno que fez tanto sucesso no passado não é fácil. A decisão de voltar com esse filme 20 anos depois do marco icônico que foi o primeiro longa foi uma escolha corajosa, para dizer o mínimo. Mas afinal, tinha como O Diabo Veste Prada 2 dar errado mesmo trazendo todo o elenco principal original? Até tinha como ficar ruim, mas já adianto que isso não aconteceu. O filme é, sim, muito divertido e cheio de escolhas acertadas. O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pisar num terreno que fez tanto sucesso no passado não é fácil. A decisão de voltar com esse filme 20 anos depois do marco icônico que foi o primeiro longa foi uma escolha corajosa, para dizer o mínimo. Mas afinal, tinha como<strong><em> O Diabo Veste Prada 2</em></strong> dar errado mesmo trazendo todo o elenco principal original?</p>
<p>Até tinha como ficar ruim, mas já adianto que isso não aconteceu. O filme é, sim, muito divertido e cheio de escolhas acertadas. O que é um grande bálsamo para os fãs mais fervorosos, como essa jornalista que aqui escreve. Andy Sachs (Anne Hathaway) passou anos vivendo o seu sonho de escrever histórias relevantes, política, economia, sociedade. Ela é uma jornalista renomada e reconhecida pelo seu trabalho investigativo. Mas nem isso a consegue blindar do trator que é o capitalismo e a necessidade constante de “cortar os custos”.</p>
<p>Os tempos são outros e essa nova realidade de inteligência artificial, produções online e rapidez líquida fez com que o jornalismo de verdade, aquele que tem tempo de pesquisar, entrevistar, fosse colocado em segundo plano. São tempos incertos. Inclusive para Miranda Priestly (Meryl Streep), que do outro lado da moeda, sofre as consequências do trabalho mal feito de sua equipe jornalística, o que pode levar ao seu declínio do topo da Runway (que a essa altura já se tornou uma revista muito mais on-line).</p>
<p>Em meio a essas nuances de cada personagem, o reencontro acontece através da necessidade de ambas. Cada uma de uma ponta, convergindo com o mesmo propósito.</p>
<p>É curioso perceber como mesmo depois de tantos anos, Andy ainda fica nervosa e insegura ao lado de Miranda. É como se ela ativasse aquela jornalista recém formada lá do começo, que tinha que se provar o tempo todo. Ela precisa ser constantemente lembrada que ela ocupa, hoje, um outro espaço e uma outra posição.</p>
<p>Já Miranda segue com a sua personalidade altiva, mas sendo convocada o tempo todo a acessar momentos de mais humanidade. Ela entende (ou é forcada a entender) que o topo é solitário, mas não precisa necessariamente ser. Que por mais que ela esteja sempre jogando com as peças deste quebra-cabeça que é comandar uma revista que dita a moda do mundo todo, o tabuleiro pode contar com outros jogadores.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-20638" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image.png" alt="O Diabo Veste Prada 2" width="751" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image.png 751w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 751px) 100vw, 751px" /></p>
<p>Minha preocupação com o trailer, onde achei as personagens muito caricatas, por sorte não se confirmou. O roteiro não foi para o caminho de exploração até a última gota de quem é Miranda Priestly e sua indiferença com o próximo. E claro que Meryl Streep faz toda a diferença neste quesito, mas acredito que podemos colocar o resultado nas costas do diretor David Frankel, responsável também pelo primeiro longa.</p>
<p>Aqui em<em><strong> O Diabo Veste Prada 2</strong> </em>a rivalidade feminina é substituída por uma parceria construída de maneira muito natural. As personagens entendem que precisam convergir no mesmo propósito, já que o “universo” (leia-se aqui “capitalismo masculino”) não está disposto a isso.</p>
<p>Mesmo assim, ainda temos a rivalidade feminina apresentada, mas muito mais como um resquício de vingança ou uma necessidade de se provar suficiente pelo passado que viveu ali naquele espaço. Fico triste apenas que o roteiro quis redimir essa personagem no final, completamente sem necessidade. Era melhor ter assumido o seu lado vingativo e seguido com isso.</p>
<p>Para a dupla principal, vemos outras facetas de suas personalidades. Existe uma profundidade maior das personagens, uma exploração mais detalhada de quem cada uma é.</p>
<p>É uma mudança que eu achei legal foi Miranda estar num casamento bacana e amoroso, com um cara que entende a sua posição, enquanto Andy está solteira, mas sem a necessidade de busca pelo masculino. Ela está bem, feliz, completa, sem aquele ar de demanda de relacionamento, mas também sem a sombra da solidão. Isso vai de encontro com o machismo habitual de alguns roteiros, o que é ótimo!</p>
<p>O filme também é um grande serviço para os fãs do primeiro. Ele bebe da mesma fonte, traz milhares de referências claras (e outras sutis), mas sem deixar de lado uma personalidade muito própria. <em><strong>O Diabo Veste Prada 2</strong> </em>é uma grata surpresa em uma época que as continuações tardias são tão rasas e sem propósito. O longa entrega excelentes atuações, uma história legal, nostalgia, looks incríveis e uma leveza necessária. Vale muito a pena!</p>
<p><strong>Direção:</strong> David Frankel</p>
<p><strong>Roteiro:</strong> Aline Brosh McKenna</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci, Kenneth Branagh, Lucy Liu, Simone Ashley, Justin Theroux</p>
<p>Assista ao trailer!</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/r3_gZDsy1iQ?si=4JfTUyL0iCtK7tJB" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Presença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Mar 2025 12:54:09 +0000</pubDate>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O anúncio de alguns filmes pode mexer com o público antes de sua estreia, quando há algo de diferente e/ou curioso no cerne da narrativa. Quando se fala do universo do terror, isso se torna ainda mais latente, por constantemente sermos bombardeados com versões do que já foi visto. Por conta desse fator da novidade, o novo longa-metragem de Steven Soderbergh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lavanderia/"><em>A Lavanderia</em></a>, de 2019, e <em>Código Preto</em>, de 2025), <strong><em>Presença</em></strong>, chega aos cinemas brasileiros, na quinta-feira (03), com altas expectativas.</p>
<p>O filme dirigido pelo cineasta estadunidense se manteve em segredo até o anúncio de sua estreia no Festival Sundance de 2024. O mistério por trás da produção sem ter sido divulgada até o anúncio do festival com o diretor envolvido em um projeto de terror chamou a atenção do público. Mais um fator do roteiro foi a cereja do bolo para aumentar ainda mais a curiosidade dos espectadores: <strong><em>Presença</em></strong> é todo filme sob a perspectiva da entidade que dá título ao filme.</p>
<p>A escolha não usual de contar todo o filme sob o ponto de vista de primeira pessoa, sendo que essa é uma presença sobrenatural que não se manifesta visualmente causou o burburinho que o projeto precisava para ganhar  atenção dos fãs de terror. Ter um cinema não muito convencional já é algo esperado de Soderbergh, mas aqui ele conseguiu ir além. O diretor já havia flertado com o universo da tensão com seus <em>thrillers</em>, mas caiu no terror apenas em 2018 com seu filme, também nada convencional, <em>Distúrbio</em>. <strong><em>Presença</em></strong> vem para se unir ao seu antecessor de gênero como outro projeto poderoso e corajoso do cineasta.</p>
<p>Ambos seus longas de horror foram feitos sob segredo e geraram algum burburinho com sua divulgação por escolhas inusitadas. Em 2018, todo o filme foi filmado com um celular e na sua mais recente produção, Soderbergh conta sua história sob essa perspectiva quase docu-sobrenatural. A escolha pode causar uma estranheza constante e incômoda durante a sessão, mas o resultado<span style="font-weight: 400;"> vale cada segundo de seu tempo</span>. <strong><em>Presença</em></strong> é um acerto dessa nova parceria entre as inventividades do cineasta com seu roteirista de longa data.</p>
<p>Escrito por David Koepp (<em>Kimi</em>, de 2022, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-indiana-jones-e-a-reliquia-do-destino/"><em>Indiana Jones e a Relíquia do Destino</em></a>, de 2023), o roteiro é um exercício de atenção para os detalhes da trama. Ao mesmo tempo, é uma aula de construção de tensão e atmosfera a partir da simplicidade das escolhas técnicas do filme, que claramente estão apoiadas em sua narrativa. Koepp escreve o que é conhecido como uma história <em>slow burn</em>, capaz de fascinar até mesmo os incomodados com as escolhas nada convencionais do projeto. O termo nada mais é do que uma definição para narrativas que conseguem tomar o tempo necessário, de forma dilatada, para encadear os eventos de <strong><em>Presença</em></strong>.</p>
<figure id="attachment_19285" aria-describedby="caption-attachment-19285" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19285" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-750x500.jpg" alt="Presença (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2.jpg 2028w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19285" class="wp-caption-text">Callina Liang em cena de &#8216;Presença (2024)&#8217;</figcaption></figure>
<p>A proposta do roteirista, no entanto, exige mais do espectador. É preciso atenção e disciplina para mergulhar na proposta do longa, coisa que talvez não seja tão fácil nos dias de hoje onde concentração é um luxo que muitos não têm. Isso pode gerar respostas negativas à curiosa proposta da produção, mas não tira o seu valor em nenhum momento. Pelo contrário. Acredito que a manutenção da dilatação em um filme de perspectiva de personagem, quase documental, é um desafio interessante lançado por Koepp e Soderbergh ao público que se aventura nas sessões de <strong><em>Presença</em></strong>.</p>
<p>O longa traz uma proposta que não se enquadra necessariamente em nada que conhecemos. Ele não é um documentário porque não está em seus moldes, características e elementos, ainda que soe como tal em momentos. Também não tem uma ação sobrenatural como a franquia <em>Atividade Paranormal (2007-2021)</em> como muitos podem se enganar ao assistir o trailer. E <strong><em>Presença </em></strong>também não é o tipo de filme que deseja investigar/examinar as ações dos personagens. Eles estão ali apenas para serem observados como fragmentos de um tempo e num espaço específicos.</p>
<p>Com isso, as convenções pré-estabelecidas pelo imaginário do público para o filme são quebradas uma por uma. Igualmente, o espectador é surpreendido com essa inventividade de proposta, como se fosse o avesso do que tentaram em <em>Aqui (2024)</em> , mas que Zemeckis não conseguiu realizar. No entanto, a estrutura de <strong><em>Presença </em></strong>pode (e vai) desagradar muitos. A atenção das pessoas é presa a partir de outros artifícios, o que gera desconforto. A própria falta de relevância das atuações também pode causar isso.</p>
<p>O elenco de <strong><em>Presença </em></strong>não é o cerne do projeto. Eles estão ali como outras engrenagens do longa, mas não são, em nenhum momento, o seu destaque. Há uma preocupação muito maior com a forma e os efeitos da técnica utilizada. A ambiência e sua construção dilatada tem muito mais relevância até mesmo do que nomes conhecidos como Lucy Liu (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-shazam-furia-dos-deuses/"><em>Shazam! Fúria dos Deuses</em></a>, de 2023), Chris Sullivan (<em>This Is Us</em>, de 2016-2022).</p>
<p>O longa é uma obra de atmosfera. O foco do roteiro está muito mais na cadência dos eventos narrativos do que neles em si. Ou até menos do que nas performances do elenco. Claramente a ideia da produção é gerar um desconforto no público, colocando ele no lugar de um fantasma perdido que não sabe o que fazer com sua existência inexorável.</p>
<p>O espectador é o sobrenatural que observa, vagando durante os 85 minutos de filme, sem saber exatamente o que fazer. E, no momento que os eventos narrativos se tornam mais tensos, nos vemos no lugar de agência, sem poder fazer nada de fato, renegados apenas como observadores de tudo aquilo. O gosto pode ser amargo ao final da sessão, mas se isso acontecer, acredito que a missão de <strong><em>Presença</em></strong> foi cumprida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Steven Soderbergh</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Lucy Liu, Chris Sullivan, Callina Liang, Eddy Maday, West Mulholland e Julia Fox</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/MGzIPLJ7vzU?si=LmZN_WnkQeWHUh9M" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Shazam! Fúria dos Deuses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Mar 2023 23:15:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Shazam! Fúria dos Deuses finalmente chega aos cinemas e já vem trazendo uma boa proposta de discussão sobre o que é filme de super-herói. E por mais que eu não seja a maior entusiasta do gênero, te afirmo que isso, sim, é um filme de super-herói, que deixa os últimos longas da Marvel no chinelo. Afinal, quando a DC se dedica a um projeto, normalmente faz algo muito melhor do que a sua concorrente. (neste momento, os marvetes estão me [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Shazam! Fúria dos Deuses</strong></em> finalmente chega aos cinemas e já vem trazendo uma boa proposta de discussão sobre o que é filme de super-herói. E por mais que eu não seja a maior entusiasta do gênero, te afirmo que isso, sim, é um filme de super-herói, que deixa os últimos longas da Marvel no chinelo. Afinal, quando a DC se dedica a um projeto, normalmente faz algo muito melhor do que a sua concorrente. (neste momento, os marvetes estão me xingando kkkkk).</p>
<p>Shazam (Zachary Levi, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-ragnarok/"><em>Thor: Ragnarok</em></a>) lida com a má fama que ele e seus irmãos heróis estão adquirindo na cidade, por conta do rastro de destruição que deixam no caminho de seus resgates. Ele quer fazer a coisa certa, mas não sabe exatamente como e seus traumas do passado acabam tornando o caos ainda mais pesado e difícil de lidar. Afinal, ele ainda é um adolescente (Asher Angel)!</p>
<p>Em meio a esses dilemas juvenis, ele começa a receber mensagens do Mago (Djimon Hounsou, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-panteras/"><em>As Panteras</em></a>), que o tenta avisar que, ao quebrar o cajado de energia, ele abriu o portal dos mundos e agora as deusas, filhas do deus Atlas, estão buscando vingança pela perda de seu mundo. Sem saber para onde ir e o que fazer, ele se junta com os irmãos para tentar bolar um plano!</p>
<p>O filme vai nos inserido gradualmente naquela realidade que Billy vive no momento. Ele e os irmãos vivenciam as dúvidas que qualquer jovem tem naquela idade, como lidar com o bullying na escola, decidir o que fazer de faculdade, o primeiro amor, as descobertas dos próprios gostos. Tudo isso nos leva a ficar imersos na atmosfera da história, nos envolvendo novamente e rapidamente com os personagens, que trazem muito carisma na personalidade e nas atuações.</p>
<p>É preciso ter em mente que a proposta de longas do protagonista é ser algo mais leve, porque a própria história pede isso. <strong><em>Shazam! Fúria dos Deuses</em></strong> segue muito bem essa linha, duelando entre a leveza e a ação nata de super-heróis. Então intercalamos cenas de muita correria, disputa e voos bacanas com adolescentes entediados com a própria vida. O filme não tem pressa, mas ao mesmo tempo não perde tempo com inutilidades.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16526" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/3626943.jpg" alt="Shazam! Fúria dos Deuses" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/3626943.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/3626943-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/3626943-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/3626943-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Aliás, acho que é justamente o maior mérito deste longa. Saber dosar os momentos e não se exceder em nada. Com muita facilidade ele envolve o espectador em uma trama gostosa de acompanhar e que nos faz ter interesse cena após cena. E a sutileza com que isso acontece é incrível.</p>
<p>Para lidar com os nossos heróis, temos vilãs de peso e que, de fato, infringem medo. Você sente o poder delas logo no começo, especialmente que existe ali uma hierarquia de perigo. Lucy Liu (<em>O Plano Imperfeito</em>), Helen Mirren (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-grande-mentira/"><em>A Grande Mentira</em></a>) e Rachel Zegler (Amor, Sublime Amor) formam um trio improvável de antagonista que, surpreendentemente, funciona muito bem. Cada uma traz uma faceta diferente dos deuses e seus reais poderes.</p>
<p>Tudo isso é abarcando por ótimas escolhas da direção. David F. Sandberg (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-annabelle-2-a-criacao-do-mal/"><em>Annabelle 2 &#8211; A Criação do Mal</em></a>) traz uma linearidade simples e efetiva ao contar uma história como ela de fato é. Ele não duvida nem um pouco da esperteza do espectador, mas também não abusa da sua paciência, com milhares de plots que precisam se conectar do mais absoluto nada. Sendo assim, mesmo uma pessoa que não tenha assistido o primeiro filme de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-shazam/"><em>Shazam!</em></a> conseguirá se entreter e se interessar pela história. E isso é um grande mérito!</p>
<p>Sandberg consegue, inclusive, ir criando uma grande expectativa do surgimento de um personagem importante do universo DC, ao mesmo tempo em que deixa o espectador nessa dúvida. Sem dar spoilers, mas é muito legal quando este momento acontece. Um grande serviço aos fãs, especialmente depois das notícias do reebot que vai reiniciar quase todos os personagens, perdendo assim seus artistas já conhecidos.</p>
<p>Dito isso, <em><strong>Shazam! Fúria dos Deuses</strong></em> é um filme que definitivamente funciona demais! Ele entretém, mescla bem a fase adolescente com os heróis adultos, tem ótimas antagonistas, uma história redondinha e aquele clima pulsante de empolgação no ar. É definitivamente um acerto que acredito que todo mundo deveria ter o prazer de conferir nos cinemas!</p>
<p><strong>Direção:</strong> David F. Sandberg</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Zachary Levi, Asher Angel, Jack Dylan Grazer, Rachel Zegler, Adam Brody, Ross Butler, D.J. Cotrona, Grace Caroline Currey, Meagan Good, Lucy Liu, Djimon Hounsou, Helen Mirren</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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