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	<title>Arquivos Louis Garrel - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Louis Garrel - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: A História da Minha Mulher</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jun 2023 20:34:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Publicado na década de 1980, o romance A História de Minha Esposa: As Reminiscências do Capitão Sorr foi escrito pelo húngaro Milan Fust e causou um certo alvoroço ao narrar a jornada introspectiva do seu protagonista, um marinheiro que faz um inventário de sua complicada vida amorosa. A adaptação desse romance ficou a cargo da cineasta húngara Ildikó Enyedi, que anos atrás trouxe para as telas o drama Corpo e Alma (2017), indicado ao Oscar de melhor longa internacional e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Publicado na década de 1980, o romance A História de Minha Esposa: As Reminiscências do Capitão Sorr foi escrito pelo húngaro Milan Fust e causou um certo alvoroço ao narrar a jornada introspectiva do seu protagonista, um marinheiro que faz um inventário de sua complicada vida amorosa. A adaptação desse romance ficou a cargo da cineasta húngara Ildikó Enyedi, que anos atrás trouxe para as telas o drama <em>Corpo e Alma</em> (2017), indicado ao Oscar de melhor longa internacional e vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim.</p>
<p>A adaptação de Enyedi é intitulada <strong><em>A História da Minha Mulher</em> </strong>e mantém algumas das características notórias do seu romance, como a recusa de muitas vezes ceder a qualquer linearidade narrativa e seu compromisso de se debruçar sobre uma análise psicológica profunda nos desejos amorosos dos seus protagonistas. Como resultado, na tela, o espectador acompanhará o jogo de provocações estabelecido entre o Capitão Sorr (de Gijs Naber, de filmes como A Espiã de Paul Verhoeven) e sua jovem esposa Lizzy, interpretada por Léa Seydoux (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-sem-tempo-para-morrer/"><em>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</em></a>).</p>
<p>Falado totalmente em língua inglesa, possivelmente uma estratégia para facilitar a &#8220;vida comercial&#8221; do longa, <strong><em>A História da Minha Mulher</em> </strong>é beneficiado pela direção elegante de Ildikó Enyedi, que a despeito da escolha do idioma, recusa mastigar seu já complexo material-base para o espectador. Enyedi faz um filme atento ao potencial dos seus registros visuais na composição da psicologia atormentada do seu protagonista e em momento algum julga os passos da sua personagem feminina principal. Os momentos mais inspirados da diretora são quando ela contrapõe cenários vastos e o silêncio que eles trazem com a melancolia do seu protagonista masculino.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16794" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/0561828.jpg" alt="A História da Minha Mulher" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/0561828.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/0561828-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/0561828-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/0561828-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A diretora conta com uma dupla de atores muito comprometida em cena. Quando compartilham o mesmo cenário, Gijs Naber e Léa Seydoux sabem aproveitar as potencialidades um do outro e usá-las em benefício da própria construção que cada um deles faz dos seus próprios personagens. O jogo de cena de Naber e Seydoux é marcado por muita tensão e por dubiedades que colocam em crise qualquer crença cristalizada a respeito de temas como a monogamia, o amor e a sexualidade. O filme ainda conta com uma participação de Louis Garrel (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adoraveis-mulheres/"><em>Adoráveis Mulheres</em></a>) como uma potencial terceiro elemento nessa trama amorosa, mas a despeito da presença interessante, ele não se destaca tanto quanto os protagonistas desta história.</p>
<p><strong><em>A História da Minha Mulher</em> </strong>é menos explosivo que o trabalho anterior da sua realizadora, mas não menos sintomático do seu talento para tecer histórias complexas e observar os meandros psicológicos da jornada dos seus protagonistas. Ildikó Enyedi mantém as rédeas desta adaptação com muita segurança e confia plenamente na sua competente dupla principal. Se não chega a ser memorável, o resultado de <em>A História da Minha Mulher</em> ao menos é contundente e confirma a habilidade da sua cineasta para tecer histórias com esse tipo de abordagem.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ildiko Enyedi</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Léa Seydoux, Gijs Naber, Louis Garrel, Sergio Rubini, Jasmine Trinca, Luna Wedler, Josef Hader, Ulrich Matthes</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/M9hApfvLhZw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Apr 2023 13:43:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan é uma super produção francesa que conta a clássica história do famoso quarteto. Dirigido por Martin Bourboulon (Relacionamento à Francesa), este longa já tem a segunda parte garantida e que foi filmada logo na sequência, garantido que o espectador não fique a ver navios com relação a continuação da saga, que deixa vários fios soltos no final. Em uma França cortada pelas guerras e disputas religiosas, o Rei Louis XIII (Louis Garrel, Adoráveis Mulheres) tenta focar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan</strong> </em>é uma super produção francesa que conta a clássica história do famoso quarteto. Dirigido por Martin Bourboulon (<em>Relacionamento à Francesa</em>), este longa já tem a segunda parte garantida e que foi filmada logo na sequência, garantido que o espectador não fique a ver navios com relação a continuação da saga, que deixa vários fios soltos no final.</p>
<p>Em uma França cortada pelas guerras e disputas religiosas, o Rei Louis XIII (Louis Garrel, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adoraveis-mulheres/"><em>Adoráveis Mulheres</em></a>) tenta focar suas energias no casamento promissor do irmão mais novo, enquanto o Cardeal de Richelieu (Eric Ruf, <em>O Oficial e o Espião</em>) trama a sua derrota em um confronto interno. As tramoias acontecem nos bastidores, enquanto o jovem D’Artagnan (François Civil, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-encontros/"><em>Encontros</em></a>) acaba se metendo neste meio por puro acaso do destino, quando cruza despretensiosamente o caminho de Athos (Vincent Cassel, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ameaca-profunda/"><em>Ameaça Profunda</em></a>), Aramis (Romain Duris, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-todo-o-dinheiro-do-mundo/"><em>Todo o Dinheiro do Mundo</em></a>) e Porthos (Pio Marmaï, <em>Finalmente Livres</em>), os Três Mosqueteiros.</p>
<p>O confuso e atrapalhado D’Artagnan não sabe exatamente qual o seu propósito na insípida Paris da época, mas logo descobre que o amor é um deles. Ele rapidamente se apaixona por Constance Bonacieux (Lyna Khoudri, <em>Mais que Especiais</em>), a mocinha que te arranja um quarto para alugar. Ela tem uma relação muito afiada com a Rainha Anne (Vicky Krieps, <em>Millennium: A Garota na Teia de Aranha</em>), que te confessa todo o seu coração, especialmente a relação com seu amante.</p>
<p>O que elas não podem imaginar é que o Cardeal está tramando a derrota do Rei através da infidelidade da Rainha, explodindo um escândalo que vai colocar todo o reinado em risco. Ele conta com uma vil duquesa, representada no papel de Milady (Eva Green, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-baseado-em-fatos-reais/"><em>Baseado em Fatos Reais</em></a>). Este é um personagem, inclusive, que eu tenho algumas ressalvas por ser caricato demais, algo que infelizmente Eva aplica na maior parte de seus projetos. Falta naturalidade e leveza em algumas das suas atuações.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16679" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/1439498.jpg" alt="Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/1439498.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/1439498-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/1439498-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/1439498-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A trama segue sendo tecida com as fofocas da época, o surgimento de personagens que vão ganhando cada vez mais importância e um iminente estopim que é vislumbrado a todo momento. Sinto a falta de um aprofundamento maior dos personagens, já que passaremos dois filmes com eles. Acredito que algumas cenas de luta poderiam ser reduzidas para dar espaço às características de cada um, nos emergindo ainda mais na história.</p>
<p>Mas isso não é algo que coloca tudo a perder. <em><strong>Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan</strong></em> é um entretenimento bem interessante que nos mostra conduções diferentes de roteiro, se comparado com os padrões estadunidenses. Eles vão lá no início da história nos mostrar como que esse quarteto de sucesso se conheceu e como foram se tornando parceiros e aliados. Além disso, nesta época, eles ainda são amigos da coroa, algo que muda depois, na parte do enredo que estamos mais acostumados a escutar.</p>
<p>Algo que eu gostei bastante foi o equilíbrio dos gêneros dentro de si. O filme não se apega apenas a cenas de briga (essa são, inclusive, muito bem feitas). Ele explora o drama e o romance na medida certa para entreter totalmente o espectador. Ficamos vidrados a todo momento nos próximos passos dos personagens e o que eles vão nos revelar de novidade nesta história.</p>
<p><strong><em>Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan</em> </strong>consegue ainda finalizar a história corretamente, mesmo deixando vários fios soltos para o próximo longa. Não é como se a gente assistisse um filme pela metade, como acontece em muitas produções. Ele tem começo, meio e fim, deixando um gostinho de &#8220;quero mais&#8221; no final. Um grande mérito para seu diretor, tornando o longa um ótimo entretenimento!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Martin Bourboulon</p>
<p><strong>Elenco:</strong> François Civil, Vincent Cassel, Romain Duris, Pio Marmaï, Eva Green, Louis Garrel, Vicky Krieps, Lyna Khoudri</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/8g55sc_Pelk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Adoráveis Mulheres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jan 2020 01:49:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A diretora Greta Gerwig (Lady Bird &#8211; A Hora de Voar) estreia mais um longa centrado em personagens femininas fortes e histórias marcantes. Adoráveis Mulheres é mais uma adaptação cinematográfica do romance homônimo de sucesso da escritora Louisa May Alcott. O enredo narra a trajetória de quatro irmãs criadas pela mãe, já que o pai está lutando na guerra. Com personalidades completamente distintas, elas possuem sonhos diferentes, mas uma ambição em comum: serem felizes e plenamente satisfeitas. Nesta adaptação atual, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A diretora Greta Gerwig (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-lady-bird-a-hora-de-voar/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Lady Bird &#8211; A Hora de Voar</em></a>) estreia mais um longa centrado em personagens femininas fortes e histórias marcantes. <em><strong>Adoráveis Mulheres</strong></em> é mais uma adaptação cinematográfica do romance homônimo de sucesso da escritora Louisa May Alcott. O enredo narra a trajetória de quatro irmãs criadas pela mãe, já que o pai está lutando na guerra. Com personalidades completamente distintas, elas possuem sonhos diferentes, mas uma ambição em comum: serem felizes e plenamente satisfeitas.</p>
<p>Nesta adaptação atual, a protagonista Jo March é vivida por Saoirse Ronan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duas-rainhas/"><em>Duas Rainhas</em></a>), que confere a assertividade necessária para a jovem revolucionária. Em uma época em que a melhor opção de vida da mulher era o casamento, Jo decide que quer ser dona de sua própria vida e não depender de homem. Mas suas irmãs não pensam da mesma forma. A sonhadora Meg (Emma Watson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-bela-e-a-fera/"><em>A Bela e a Fera</em></a>) quer encontrar um príncipe encantado, enquanto a espevitada Amy (Florence Pugh, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-midsommar-o-mal-nao-espera-a-noite/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Midsommar: O Mal Não Espera a Noite</em></a>) quer uma oportunidade de ser um grande destaque. Para Beth (Eliza Scanlen, série <em>Sharp Objects</em>), o melhor dos mundos é viver em paz com sua música e um bom piano.</p>
<p>A narrativa nos apresenta sem pressa todas as personagens, traçando a personalidade de cada uma e seus objetivos. Além disso, a presença forte da mãe interpretada por Laura Dern (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>), funciona como uma referência para as meninas, mostrando de onde surgiu toda a força delas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12165" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/5749869.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/5749869.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/5749869.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/5749869.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A figura masculina é deixada de lado na maior parte da trama, mostrando que aquele é um palco destinado às mulheres. Mesmo o personagem de Timothée Chalamet (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-rei/"><em>O Rei</em></a>), que possui grande importância na história, não tem tanto destaque quanto as demais personagens. Greta faz isso de uma maneira muito respeitosa com a obra original, pincelando pitadas de seu perfil de direção, que procura favorecer as mulheres. Essa conduta é sensata e necessária, afinal, é do que se trata a história.</p>
<p><em><strong>Adoráveis Mulheres</strong></em> é uma obra do século XIX mas que continua sendo extremamente atual. Discussões sobre o papel da mulher na sociedade, seu poder de escolha, as possibilidades que são apresentadas, as dificuldades que enfrenta. Tudo isso é tratado de uma maneira muito leve, porém contundente. O tom escolhido por Gerwig é na dose certa para apresentar novas nuances para a história, sem perder a sua essência.</p>
<p>Outro ponto alto é a incrível escolha de elenco. A unicidade de todos, a maneira como atuam e se respeitam em cena, torna a obra ainda mais equilibrada. Existe um entusiamos em participar do projeto que é perceptível pelo espectador. Temos ainda gratas surpresas, como a breve participação de Meryl Streep (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lavanderia/"><em>A Lavanderia</em></a>) no papel da tia March ou de Chris Cooper (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-dia-lindo-na-vizinhanca/"><em>Um Lindo Dia na Vizinhança</em></a>) no papel do vizinho Sr. Laurence.</p>
<p>O quarteto principal tem uma dinâmica harmônica e verdadeiramente fraternal. É difícil definir quem é o elo mais interessante, quando todas apresentam características únicas e distintas. Ainda assim, Florence consegue roubar a cena em todos os momentos, de maneira muito natural. Seus momentos com Saoirse são os melhores do filme, definitivamente.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12166" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/5765494.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Adoráveis Mulheres" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/5765494.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/5765494.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/5765494.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O longa conta com o suporte de uma belíssima fotografia e figurino impecável, lembrando muito as produções de Joe Wright, como <em>Orgulho e Preconceito</em>. A trilha sonora, no entanto, não é o voto mais alto. Embora Alexandre Desplat seja um compositor de respeito, senti um pouco de preguiça da parte dele em inovar e apresentar algo mais memorável. Ainda assim, não é comprometedor. Apenas não se destaca, como seria o seu comum.</p>
<p>A escolha de Greta em contar a história através de <em>flashes</em> do passado intercalados com o presente é inteligente. Ao mesmo tempo em que o espectador anseia para descobrir mais sobre as personagens, fica com certa melancolia ao saber onde alguns deles vão parar ou que seus sonhos foram &#8220;frustrados&#8221;. As linhas temporais funcionam como elemento da trama, conferindo maior fluidez à narrativa.</p>
<p>A sensação que o longa passa é de acolhimento, não apenas pela história, como pelas personagens. Temos a vontade de entrar na tela e abraçar todos, vivendo aquele momento. Certamente por isso não percebemos as 2h15 de longa passar. <em><strong>Adoráveis Mulheres</strong></em> tem uma vitalidade impressionante, que conquista o espectador logo de cara. Finalizamos a sessão com grandes momentos propostos pelo filme, especialmente quando, no final, fica ainda mais exposto a exigência da sociedade pelo casamento da mulher.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Greta Gerwig<br />
<strong>Elenco:</strong> Saoirse Ronan, Emma Watson, Florence Pugh, Timothée Chalamet, Laura Dern, Louis Garrel, Chris Cooper, Eliza Scanlen, Meryl Streep, Tracy Letts, Bo Odenkirk, James Norton, Jayne Houdyshell</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/7nc1GE_hnLs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adoraveis-mulheres/">Crítica: Adoráveis Mulheres</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Um Homem Fiel &#8211; Festival Varilux de Cinema Francês</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jun 2019 00:51:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de Dois Amigos, Louis Garrel retorna a frente e por trás das câmeras de Um Homem Fiel drama sobre as desventuras amorosas de um triângulo formado por ele, Laetitia Casta e Lily-Rose Depp. O filme tem o roteiro assinado por Garrel e por Jean-Claude Carrière e narra a história de Abel e Marianne, casal que se separa após a revelação da infidelidade dela, que se descobre grávida de Paul, um amigo dele. Anos depois, quando Paul morre, Abel reencontra [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de <em>Dois Amigos</em>, Louis Garrel retorna a frente e por trás das câmeras de<em><strong> Um Homem Fiel</strong></em> drama sobre as desventuras amorosas de um triângulo formado por ele, Laetitia Casta e Lily-Rose Depp. O filme tem o roteiro assinado por Garrel e por Jean-Claude Carrière e narra a história de Abel e Marianne, casal que se separa após a revelação da infidelidade dela, que se descobre grávida de Paul, um amigo dele. Anos depois, quando Paul morre, Abel reencontra Marianne, mas também Ève, irmã mais nova do falecido que se diz apaixonada por ele desde a adolescência.</p>
<p>Interpretando um tipo certinho e crédulo em qualquer coisa, o Abel de Louis Garrel faz jus ao adjetivo do título, estando sempre à disposição do grupo de personagens que compõem a história para suprir suas carências amorosas, talvez daí o magnetismo do bom moço interpretado pelo ator. Isso acontece tanto com as duas personagens femininas da história, quanto com o menino Joseph Engel, que inicialmente reluta em aceitar Abel junto com sua mãe Marianne e até o manipula, mas que logo se desarma com a possibilidade do rapaz ser seu novo padrasto.</p>
<p>O drama de relacionamento é conduzido com humor por um roteiro que articula bem seu grupo de personagens e seu trânsito pela história. Simpático, mas também ocasionalmente estranho e particular na sua lógica de construção da dinâmica entre seus personagens, <em><strong>Um Homem Fiel</strong></em> é um filme modesto, mas muito assertivo, seguro, naquilo que propõe, tornando notável não só o desempenho de Garrel na pele do seu simpático galã como também seu esforço de dirigir um filme que procura o incomum num tipo de história que costuma ser carregada pelo clichê em outros exemplares.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Louis Garrel<br />
<strong>Elenco:</strong> Louis Garrel, Laetitia Casta, Lily-Rose Depp, Joseph Engel, Diane Courseille, Vladislav Galard, Bakary Sangaré, Kiara Carrière, Dali Benssalah</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PlxTs-okJm8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Formidável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Oct 2017 18:53:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Jean-Luc Godard]]></category>
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		<category><![CDATA[Michel Hazanavicius]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Formidável não é uma biografia &#8220;classicona&#8221; do cineasta francês Jean-Luc Godard. Talvez por esse motivo o filme consiga dar conta da personalidade de uma das figuras mais cultuadas da história do cinema, tal qual exemplares recentes do nicho como Steve Jobs ou Jackie. O mais recente trabalho do vencedor do Oscar Michel Hazanavicius (O Artista) vai na contramão do óbvio e daquilo que muitas vezes o próprio cinema não consegue dar conta, toda a trajetória de vida do biografado no relato cinematográfico cronologicamente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>O Formidável </i>não é uma biografia &#8220;classicona&#8221; do cineasta francês Jean-Luc Godard. Talvez por esse motivo o filme consiga dar conta da personalidade de uma das figuras mais cultuadas da história do cinema, tal qual exemplares recentes do nicho como <i>Steve Jobs </i>ou <i>Jackie</i>. O mais recente trabalho do vencedor do Oscar Michel Hazanavicius (<i>O Artista</i>) vai na contramão do óbvio e daquilo que muitas vezes o próprio cinema não consegue dar conta, toda a trajetória de vida do biografado no relato cinematográfico cronologicamente linear. No lugar disso, opta por um fragmento da sua vida e, a partir dele, com determinadas liberdades formais, consegue trazer com clareza para o público as principais questões por trás da personalidade do seu protagonista. Por esse motivo, <i>O Formidável </i>consegue ser tão exitoso em seu intento.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Baseado no livro de autoria da atriz Anne Wiazemsky, <i>O Formidável </i>nos faz acompanhar o momento em que Godard concebe <i>A Chinesa</i>, filme de 1967 do diretor protagonizado pela alemã. Nos sets, Godard se apaixonou por Wiazemsky quando a mesma tinha 17 anos, se casando posteriormente com ela. <i>O Formidável </i>narra a vida do célebre casal até o divórcio. No fim do matrimônio, a temperamento selvagem do grande expoente da <i>nouvelle vague</i> faz com que Anne saia do lugar do encanto dos primeiros anos de casada e entre na fadiga cotidiana da crise e dos conflitos de interesse conjugal.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8338" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/10/a2c7f515a1ea338c8e40bc54470f1bf6.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A maneira como Hazanavicius conta a história de Godard e Anne é bem interessante do ponto de vista da sua forma. O diretor explora recursos como a quebra da quarta parede quando os personagens se reportam para a própria câmera, muitas vezes trazendo um discurso metalinguístico sobre a própria encenação da vida de Godard ou sobre o próprio cinema (há um diálogo curioso sobre o nu nos filmes ou sobre a própria natureza do ator, por exemplo), além de tratar com humor a &#8220;ranhetice&#8221; de um Godard próximo dos quarenta anos, preservando um espírito revolucionário ainda que seu corpo e sua própria fama representassem algumas barreiras na perseguição desse intento.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O longa é calibrado por uma ótima parceria do casal central. Como Anne Wiazemsky, Stacy Martin revela em gestos discretos a gradual transformação e amadurecimento da atriz diante de um relacionamento que se esfarela entre os dedos, ainda que preserve toda a admiração e o carinho que nutre por seu parceiro. Ao mesmo tempo, <i>O Formidável</i> proporciona a Louis Garrel a oportunidade de exibir um desempenho afiado como Jean-luc Godard, uma performance que, por sinal, evita cair no cacoete da imitação, mas traz camadas psicológicas curiosas ao personagem, sobretudo quando o mesmo entra nas contradições entre seu discurso e seus atos.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A partir da relação de Anne e Godard, Hazanavicius consegue conceber um retrato curioso de uma das figuras mais emblemáticas do cinema mundial no seu enfrentamento com seu próprio ofício, o cinema, mas, sobretudo, com sua verdadeira vocação, a política, fazendo com que, naturalmente sua vida amorosa, sobretudo nesse momento da sua vida, fosse consideravelmente um fiasco. Ao conseguir dar conta da personalidade do seu protagonista de maneira clara, sucinta e também simpática, <i>O Formidável </i>é o típico exemplar que demonstra como há espaço para a inventividade no formato por vezes tão engessado da cinebiografia.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/5N9I8iW_LJM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Festival Varilux: Um Instante de Amor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Jun 2017 20:48:30 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Festival Varilux de Cinema Francês]]></category>
		<category><![CDATA[Louis Garrel]]></category>
		<category><![CDATA[Marion Cotillard]]></category>
		<category><![CDATA[Nicole Garcia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante toda a projeção de Um Instante de Amor, Gabrielle, personagem de Marion Cotillard, é vítima de toda uma lógica esquizofrênica que cultiva nas mulheres determinados ideais românticos, mas ao mesmo tempo castra sua liberdade sexual. Em seu filme, baseado no romance Mal de pierres de Milena Agus, a diretora Nicole Garcia parece querer tratar de um estado patológico da sua protagonista, consumida pela frustração de não se realizar amorosamente e por não poder decidir o que fazer da sua própria vida. Esse [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Durante toda a projeção de <i>Um Instante de Amor</i>, Gabrielle, personagem de Marion Cotillard, é vítima de toda uma lógica esquizofrênica que cultiva nas mulheres determinados ideais românticos, mas ao mesmo tempo castra sua liberdade sexual. Em seu filme, baseado no romance <i>Mal de pierres </i>de Milena Agus, a diretora Nicole Garcia parece querer tratar de um estado patológico da sua protagonista, consumida pela frustração de não se realizar amorosamente e por não poder decidir o que fazer da sua própria vida. Esse estado de castração leva a personagem a ápices de loucura que volta e meia surgirão ao longo do filme.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Gabrielle nos é apresentada como uma jovem que faz parte de uma comunidade rural no interior da França cujos país não são ricos mas têm algumas posses e empregados. Quando chega a uma certa idade, Gabrielle começa a se mostrar extremamente desgostosa de sua vida por não conseguir um marido. A partir do momento em que a moça apresenta sinais de perda da sanidade, sua mãe lhe arranja um casamento com um de seus funcionários. A princípio, Gabrielle parece desejar ter uma vida conjugal de fachada, contudo, depois de um tempo, ela começa a dar maior abertura ao marido, que, logo pensa em ter filhos com a esposa. Internada em uma clínica para tratar de um problema nos rins que a impossibilita de engravidar, Gabrielle conhece um ex-soldado extremamente debilitado (Louis Garrel) por quem acaba se apaixonando. A partir de então, a personagem começa a vislumbrar uma possibilidade de se realizar amorosamente.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Interpretada por Marion Cotillard, Gabrielle é uma personagem difícil de se afeiçoar, ao menos assim sua realizadora acaba construindo-a junto com a atriz. Para além da sua paixão pelo apático André Sauvage &#8211; uma característica não apenas do personagem  que encontra-se em estado de saúde crítico, mas porque o ator Louis Garrel costuma ser assim mesmo na tela &#8211; Gabrielle não demonstra vivacidade por absolutamente nada. Fica difícil para o público se envolver com uma personagem formada nesses moldes.</p>
<p>Complementando a dificuldade de empatia do público com a protagonista, o longa sofre uma reviravolta difícil de engolir no terceiro ato que torna, subitamente, o marido da protagonista, interpretado por Alex Brendemühl, peça central da história. Assim, o roteiro transforma um filme que tinha seus problemas, mas que ainda assim parecia ter muito a dizer, em uma obra que apela para truques narrativos que em nada estão à serviço da construção de sua personagem principal.</p>
<p>O resultado esquisito de <i>Um Instante de Amor </i>faz com que a gente tenha um drama que apresenta pouca coerência na solução que encontra para o desfecho da sua protagonista e um romance que parece se contentar com uma instância fantasiosa. Nesse estado de indecisões, o filme de Nicole Garcia frustra bastante o espectador, um tipo de frustração que sequer é produtiva no âmbito da reflexão sobre a história ao final da sessão.</p>
<p><span style="color: #222222; font-family: arial, tahoma, helvetica, freesans, sans-serif;" data-blogger-escaped-style="background-color: white; color: #222222; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13.2px;">Obs.: O filme está em cartaz na programação do Festival Varilux de Cinema Francês que está ocorrendo em várias cidades brasileiras. Para ficar por dentro dos horários das sessões desse e de outros títulos que estão na programação do evento, </span><a href="http://www.variluxcinefrances.com.br/" data-blogger-escaped-style="background-color: white; color: #6aa84f; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13.2px; text-decoration-line: none;">clique aqui. </a></p>
</div>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/xO1eqiI8GSs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-varilux-um-instante-de-amor/">Festival Varilux: Um Instante de Amor</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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