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	<title>Arquivos Logan Marshall - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Logan Marshall - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Netflix: Brasileiro Fernando Coimbra dirige drama de guerra Castelo de Areia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Apr 2017 12:32:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Castelo de Areia]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Os conflitos pós-11 de setembro, assim como a guerra do Vietnã outrora, já viraram temas batidos entre as produções hollywoodianas. Com produção eminentemente americana e britânica, <i>Castelo de Areia </i>retoma suas questões reciclando ideias que já foram trabalhadas com maior sensação de brilhantismo em filmes como <i>Guerra ao Terror </i>ou <i>A Hora mais Escura</i>, ambos de Kathryn Bigelow, problematizando tópicos como a perspectiva dos soldados sobre os eventos e os efetivos ganhos dos conflitos no Afeganistão e Iraque. O grande problema é que a empreitada internacional do brasileiro Fernando Coimbra (premiado lá fora por seu brilhante trabalho em <i>O Lobo Atrás da Porta</i>) passa em suas quase duas horas de duração a indelével sensação de reiteração das discussões que pretende trazer.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O filme é todo contado pelo ponto de vista de Matt Ocre, um jovem soldado americano em missão no Iraque, que como outros tantos iguais a ele está ali por motivações bem opostas ao senso de dever com sua nação. Ocre vai para a guerra porque deseja pagar sua faculdade quando retornar aos EUA, simples e pragmático assim. Por um tempo, o jovem tenta de um tudo para sair daquele inferno, mas não consegue e acaba ficando junto a um grupo de soldados cujas motivações são completamente distintas das suas. As coisas mudam quando Ocre e seu grupo recebem a missão de levar água potável a pequenas vilas no país e por ironia do destino acabam se vendo em um território ainda mais minado que a zona de conflito em si.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-7604 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/04/sand-castle-03.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Castelo de Areia </i>tem ideias muito diretas sobre a situação em que seu protagonista se encontra: de um lado mostra a importância nula daquela guerra na vida dos seus combatentes e procura desmistificar a visão do soldado  como um sujeito destemido e propenso a arcar com os riscos das suas perigosas missões e do outro lado evidencia como nenhum atrito será cessado se no esforço de neutralizá-lo utiliza-se a truculência como foi o caso da campanha americana no Iraque. Ainda que não sejam pontos de vista inéditos sobre o conflito e os personagens que o viveram, não deixa de ser um ponto positivo para <i>Castelo de Areia </i>ter essa dimensão humanística de toda a situação. O filme reitera temáticas e não pontos de vista rasos e conservadores sobre aquilo que é narrado.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A direção de Fernando Coimbra é protocolar. A câmera elegante do diretor em <i>O Lobo Atrás da Porta </i>pode ser percebida aqui ou ali em decisões curiosas na condução do filme, como alguns planos sequência, mas ficam por isso mesmo, nada é levado ao limite. Um dos destaques do filme, porém, é o desempenho dos seus atores, talvez um traço do realizador que traga de sua experiência no Brasil: Nicholas Hoult exerce bem a responsabilidade de ter o longa carregado em seus ombros, Henry Cavill interpreta com êxito um sujeito bem diferente do Superman que já estamos habituados a vê-lo interpretar nos cinemas e Logan Marshall-Green (que já tínhamos visto em <i>The Invitation</i>, também disponível no Netflix) tem um desempenho que se destaca pelas reações do seu sargento Harper em interação com o jovem e inexperiente protagonista. No final das contas, não dá para esperar que <i>Castelo de Areia </i>seja um filme marcado por rompantes de genialidade e que Coimbra exiba um terço do seu poder criativo nessa empreitada, mas o filme tem seus méritos.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/XsE2k9UuxTs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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