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	<title>Arquivos Lionsgate - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Lionsgate - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Hurry Up Tomorrow &#8211; Além dos Holofotes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 May 2025 12:41:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Existem alguns projetos em que a simples ideia gera um estranhamento. Muitas vezes um pitching errado faz com que uma boa ideia caia num abismo e nunca veja a luz dos cinemas. Há também aquelas que não deveriam sair do papel. Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes é um desses projetos. O longa-metragem é uma jornada enfadonha, cansativa e sem propósito dos delírios de um cantor que sonha em ser ator. O filme, estrelado por The Weeknd (The Idol, de 2023), [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Existem alguns projetos em que a simples ideia gera um estranhamento. Muitas vezes um <em>pitching</em> errado faz com que uma boa ideia caia num abismo e nunca veja a luz dos cinemas. Há também aquelas que não deveriam sair do papel. <strong><em>Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes</em></strong> é um desses projetos. O longa-metragem é uma jornada enfadonha, cansativa e sem propósito dos delírios de um cantor que sonha em ser ator. O filme, estrelado por The Weeknd (<em>The Idol</em>, de 2023), é uma das estreias desta quinta-feira (15) e chega aos cinemas sem trazer um centavo de interesse ao público.</p>
<p>A proposta da produção é clara: The Weeknd resolveu financiar um filme para divulgar seu novo álbum e, de quebra, ainda faz uma digressão terapêutica sobre seus temores e dores. Isso soa arrogante e chato, não é? Então, este é <strong><em>Hurry Up Tomorrow</em></strong>. Em vez de focar seus esforços artísticos em sua carreira musical &#8211; que ele mesmo ironiza no roteiro em determinado ponto -, o cantor nos leva aos cinemas nesta viagem pessoal surrealista que não conduz o espectador para nenhum lugar &#8211; a não ser ao raso de suas angústias mais egocentradas.</p>
<p>Todo esse festival dramático é conduzido por um tom de suspense desmedido e que nunca se fecha em si. E é decepcionante pensar que a pessoa que dirige essa atrocidade é a mesma que soube escrever e dirigir <em>Ao Cair da Noite (2017)</em>. O cineasta Trey Edward Shults não é capaz de emplacar sua visão no que parece ser um extenso clipe musical desinteressante. Shults não dá identidade e nem consegue entregar um filme sequer bem conduzido. Existe uma sensação constante de que <strong><em>Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes</em></strong> está completamente picotado, como se ele tivesse sido o resultado de uma chacina de ideias desconjuntadas.</p>
<p>Para completar esse cenário problemático na base criativa do projeto, o roteiro foi feito por três pessoas, sendo uma delas Abel Tesfaye &#8211; nome artístico de The Weeknd quando atua. Além do cantor que claramente deveria ficar apenas escrevendo suas músicas, o texto também é assinado por Shults e Reza Fahim, criador da série The Idol. Diante desse cenário, <strong><em>Hurry Up Tomorrow </em></strong>parece nunca ter tido uma chance de ser bem sucedido como uma narrativa cinematográfica de qualidade. A falta de liberdade criativa do cineasta unida a presença e interferência de Abel tornaram o projeto uma bomba-relógio que já explodiu quando o filme começou a ser gravado.</p>
<figure id="attachment_19457" aria-describedby="caption-attachment-19457" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19457" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Hurry-Up-Tomorrow-2-750x500.jpg" alt="Hurry Up Tomorrow - Além dos Holofotes (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Hurry-Up-Tomorrow-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Hurry-Up-Tomorrow-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Hurry-Up-Tomorrow-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Hurry-Up-Tomorrow-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Hurry-Up-Tomorrow-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Hurry-Up-Tomorrow-2-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Hurry-Up-Tomorrow-2.jpg 1620w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19457" class="wp-caption-text">Abel Tesfaye em cena de &#8216;Hurry Up Tomorrow &#8211; Além dos Holofotes (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>A confusão do roteiro e a dedicação do mesmo para falar das lamúrias dessa pseudo &#8216;versão alternativa&#8217; do The Weeknd entregam uma história sem propósito algum. O espectador passa o filme inteiro esperando que algo de relevante ou interessante aconteça e é frustrado a cada segundo. Nada leva a lugar nenhum, a não a um divã terapêutico que poderia ter evitado a produção de <strong><em>Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes</em></strong>. A narrativa é mal desenvolvida, rasa e, por vezes, vergonhosa. É um longa para ser completamente esquecido, se o público for capaz de superar o trauma que é assisti-lo.</p>
<p>Diante desse texto assombroso, o elenco não tinha muito o que fazer. Ainda que carregue nomes como Jenna Ortega (<em>Pânico VI</em>, de 2023, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-fantasmas-ainda-se-divertem/"><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem</em></a>, de 2024) e Barry Keoghan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-banshees-de-inisherin/"><em>Os Banshees de Inisherin</em></a>, de 2022, e <em>Saltburn</em>, de 2023) em seu elenco, <strong><em>Hurry Up Tomorrow </em></strong>não deixa nem seu elenco passar ileso. O roteiro é tão descuidado e cheio de fragilidades que tornam Keoghan completamente esquecível. O ator tem uma participação estereotipada e estranha &#8211; e não no bom sentido para o padrão dele. Jenna, por mais que se esforce e também tenha talento, não tem de onde tirar profundidade de uma personagem mal desenvolvida e sem camadas. É decepcionante ver dois talentos desperdiçados como eles são nesse filme.</p>
<p>O maior problema, no entanto, é The Weeknd e seu delírio de ser ator. A verdade é que Abel é uma piada como ator. Aparentemente sua participação sofrível na série <em>The Idol</em>, não foi o suficiente, mas é vital que entendam que ele não sabe atuar. Ele não consegue convencer o público nem mesmo fazendo uma versão de si mesmo. Suas cenas são ainda mais superficiais que seus colegas de cena justamente por ele não conseguir entregar mais do que o terrível óbvio. Doa a quem doer, mas se colocar ele e Jade Picon a 80km/h, não sei quem é mais sem sal, carisma ou capacidade cênica. <strong><em>Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes </em></strong>é uma pá de cal em sua frágil carreira como ator.</p>
<p>Para completar essa marcha fúnebre que a Lionsgate tenta chamar de filme, nem sequer a visualidade desse clipe-delírio é interessante. O filme tem uma proposta cansativa e repetitiva de filmes <em>indies</em>, com uma pitada de visual de videoclipes, sem a construção de sua proposta. O que fica é uma tentativa de mimetizar o que seriam esses longas visualmente interessantes e alternativos, sem nenhum tipo de arcabouço que defina e justifique as escolhas. A verdade é que <strong><em>Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes </em></strong>não cumpre sequer o seu título. É uma narrativa soberba, disfuncional e rasa, que nem sequer serve como um clipe, por ser longo demais. O que fica é uma sessão de terapia forçada ao público, que se estende excessivamente, mal sucedida e que absolutamente ninguém pediu.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Trey Edward Shults</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Abel Tesfaye, Jenna Ortega e Barry Keoghan</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/jcvSpRpnkvY?si=4tPgyrhlhTfiY8Lt" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Contra o Mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Apr 2024 11:30:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema de ação é um gênero que movimenta milhões de dólares anualmente e tem se mostrado cada vez mais aberto para histórias diferentes. Interseções de estilos em produções, como o cinema de Quentin Tarantino (Os Oito Odiados, de 2016, e de Era Uma Vez… Hollywood, de 2019) que combina os elementos básicos da ação com um cinema de drama ou  cômico, tem crescido e se tornado cada vez mais presentes. Esse não é o caso de Contra o Mundo. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O cinema de ação é um gênero que movimenta milhões de dólares anualmente e tem se mostrado cada vez mais aberto para histórias diferentes. Interseções de estilos em produções, como o cinema de Quentin Tarantino (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-8-odiados/"><i><span style="font-weight: 400;">Os Oito Odiados</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2016, e de </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><i><span style="font-weight: 400;">Era Uma Vez… Hollywood</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2019) que combina os elementos básicos da ação com um cinema de drama ou  cômico, tem crescido e se tornado cada vez mais presentes. Esse não é o caso de </span><b><i>Contra o Mundo</i></b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo filme estrelado por Bill Skarsgård (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-4-baba-yaga/"><i><span style="font-weight: 400;">John Wick 4: Baba Yaga</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2023) coloca os clichês mais básicos de um longa-metragem do gênero e o replica, tanto na estética, como em seu roteiro. Aqui o público vai vislumbrar uma história de vingança como tantas outras já conhecidas desse tipo de cinema &#8211; os últimos filmes do Liam Neeson (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vinganca-a-sangue-frio/"><i><span style="font-weight: 400;">Vingança a Sangue Frio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2019, e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-chamada/"><i><span style="font-weight: 400;">A Chamada</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2023) que o digam. O ponto alto de </span><b><i>Contra o Mundo</i></b><span style="font-weight: 400;">, no entanto, é a sua capacidade de pirar dentro desse universo tão básico.5</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa, dirigido por Moritz Mohr, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (25) para competir por essa vaga do entretenimento de ação que tanto rende em bilheteria. Sem muitos critérios e camadas, o objetivo de </span><b><i>Contra o Mundo</i></b><span style="font-weight: 400;"> é puramente divertir através de números de ação milimetricamente calculados. O elenco estelar também ajuda a chamar o espectador. Além de Bill, a produção ainda conta com nomes como Jessica Rothe (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-morte-te-da-parabens-2/"><i><span style="font-weight: 400;">A Morte Te Dá Parabéns 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2019), Michelle Dockery (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-downton-abbey-2-uma-nova-era/"><i><span style="font-weight: 400;">Downton Abbey 2 – Uma Nova Era</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2022), Famke Janssen (</span><i><span style="font-weight: 400;">Busca Implacável 3</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2014), Sharlto Copley (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-malevola/"><i><span style="font-weight: 400;">Malévola</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2014), Brett Gelman (</span><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i><span style="font-weight: 400;">, desde 2017), Isaiah Mustafa (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-it-capitulo-2/"><i><span style="font-weight: 400;">It – Capítulo 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2019) e Andrew Koji (</span><i><span style="font-weight: 400;">G.I. Joe Origens: Snake Eyes</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2021).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><b><i>Contra o Mundo</i></b><span style="font-weight: 400;">, o Garoto (Skarsgård) perdeu sua família em um violento ano de Abate e foi torturado, ficando mudo e surdo. Depois de anos de treino, ele se sente preparado para vingar a morte de sua família que foi executada pelas mãos da totalitária dinastia van der Koy, comandada por Hilda (Janssen) e seus irmãos, Melanie (Dockery) e Gideon (Gelman). O problema é que essa aventura vai ser ainda mais sangrenta, dolorosa e confusa do que o Garoto esperava.</span></p>
<figure id="attachment_18006" aria-describedby="caption-attachment-18006" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-18006" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Contra-o-Mundo-2-750x500.jpg" alt="Contra o Mundo (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Contra-o-Mundo-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Contra-o-Mundo-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Contra-o-Mundo-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Contra-o-Mundo-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Contra-o-Mundo-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Contra-o-Mundo-2-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Contra-o-Mundo-2.jpg 1893w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-18006" class="wp-caption-text">Jessica Rothe em cena de &#8216;Contra o Mundo&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O que a produção peca em inovação e inventividade narrativa, ela investe em cenas de ação maravilhosamente coreografadas, um humor insano e em sangue (muito sangue). </span><b><i>Contra o Mundo</i></b><span style="font-weight: 400;"> é uma espécie de </span><i><span style="font-weight: 400;">shake</span></i><span style="font-weight: 400;"> matinal de ação. É como se os roteiristas Tyler Burton Smith e Arend Remmers tivessem colocado no liquidificador uma mistura da violência gráfica e das referências a </span><i><span style="font-weight: 400;">videogames</span></i><span style="font-weight: 400;"> como </span><i><span style="font-weight: 400;">Mortal Kombat</span></i><span style="font-weight: 400;">, a ideia distópica e exagerada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sucker Punch &#8211; Mundo Surreal (2011)</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; só que bem executada -, a sanguinolência e o cinema do absurdo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Kill Bill (2003-04)</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e vários outros filmes do Quentin -, a lógica foucaultiana da punição televisionada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes (2012-2023)</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a ação cômica, hiperbólica e visual de projetos recentes como </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-trem-bala/"><i><span style="font-weight: 400;">Trem-Bala (2022)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a franquia </span><i><span style="font-weight: 400;">John Wick (2014-)</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse caldeirão é o resultado que chega ao público e é garantia de diversão. Talvez essa seja a palavra que melhor define a sensação gerada por </span><b><i>Contra o Mundo</i></b><span style="font-weight: 400;">. A experiência é insana, exagerada e repleta de excessos, mas, para quem se entrega à loucura, o divertimento é garantido. Nesse contexto, a ação, a pancadaria e os litros de sangue fazem valer as quase 2h de entretenimento, ainda que não tenha muita criatividade e inovação narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco, por sua vez, tem poucos momentos para brilhar. Ainda que seja divertido e alguns atores consigam tirar bom proveito disso, o resultado para o público é limitado nesse sentido. A própria estrela da trama não tem muito o que fazer além de caretas e olhares &#8211; ainda que o faço bem. Talvez um destaque vá para as performances de Michelle Dockery, Brett Gelman e Sharlto Copley em </span><b><i>Contra o Mundo</i></b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>O trio faz parte da dinastia que comanda a população com o suposto &#8216;punho de ferro&#8217;, mas os três trazem para a trama um <em>timing</em> cômico sem igual. Sharlto, apesar de ter uma participação menor, consegue marcar o público com seu personagem completamente exagerado. Michelle e Brett, por sua vez, acompanham o espectador até os momentos finais do longa e conseguem criar momentos hilários com seus desmandos e chiliques. Afinal, nada melhor do que uma família totalitária que age como um bando de crianças mimadas para tirar boas risadas do público. Mesmo com um roteiro pouco inventivo, é impossível dizer que <strong><em>Contra o Mundo</em></strong> não tem bons momentos de humor ácido e escrachado com um desses personagens.</p>
<p>Dessa forma, a produção vem para ser um momento de diversão para o espectador. É um filme exageradamente violento e insano, o que faz com que os absurdos e delírios mostrados em cena se tornem dignos de riso. A ação é bem coordena e cria uma adrenalina para os acontecimentos, mesmo que esses sejam previsíveis. Assim, <strong><em>Contra o Mundo</em></strong> é para aqueles que queiram espairecer a mente e <span style="font-weight: 400;">dar altas risada, para isso, basta mergulhar de cabeça na loucura do filme.</span></p>
<p><strong>Direção:</strong> Moritz Mohr</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Bill Skarsgård, Jessica Rothe, Michelle Dockery, Famke Janssen, Sharlto Copley, Brett Gelman, Isaiah Mustafa e Andrew Koji</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe width="750" height="500" src="https://www.youtube.com/embed/XS6nz7ziasE?si=jSBKY5xr8EMy0MB5" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Luz do Demônio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Nov 2022 22:18:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Curiosidades sobre questões do terreno e do sobrenatural sempre permearam histórias de horror. Da pintura para a literatura até chegar aos cinemas, noções sobre o submundo descrito pela fé cristã é um dos tópicos mais repetidos em produções do gênero. A fim de surfar na onda do halloween, a Paris Filmes traz aos cinemas brasileiros mais um longa-metragem sobre exorcismo. Nesta quinta-feira (3), A Luz do Demônio estreia com uma temática já trabalhada à exaustão por filmes de terror. Por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Curiosidades sobre questões do terreno e do sobrenatural sempre permearam histórias de horror. Da pintura para a literatura até chegar aos cinemas, noções sobre o submundo descrito pela fé cristã é um dos tópicos mais repetidos em produções do gênero. A fim de surfar na onda do <em>halloween</em>, a Paris Filmes traz aos cinemas brasileiros mais um longa-metragem sobre exorcismo. Nesta quinta-feira (3), <em><strong>A Luz do Demônio</strong></em> estreia com uma temática já trabalhada à exaustão por filmes de terror.</p>
<p>Por ser um tema repetido e pouco inovador, as expectativas acabam sendo baixas e a cobrança, alta. Para combater isso, o <em>marketing</em> de <strong><em>A Luz do Demônio</em></strong> vendeu o projeto como uma produção que traria algo de novo ao campo narrativo. A promessa, no entanto, não foi cumprida. Nem sequer os sustos são bem trabalhados. O espectador recebe apenas mais um filme sobre exorcismo. Para piorar, o longa não inova em nada e ainda vem carregado de falhas nas estruturas básicas de sua construção.</p>
<p>Irmã Ann (Jacqueline Byers), ao perder sua mãe ainda criança, sentiu a necessidade de ajudar o próximo. Ao entrar para a Igreja com esse objetivo, ela passa a cuidar dos enfermos num hospital de uma escola de exorcismo. Com a chegada de Natalie (Posy Taylor), uma criança possuída, Irmã Ann percebe que sua ligação com a Igreja vai muito além da sua fé. A freira terá que desafiar as normas da instituição para aprender os ritos do exorcismo, na esperança de que ainda dê tempo de salvar a alma da menina.</p>
<figure id="attachment_16111" aria-describedby="caption-attachment-16111" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16111" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/A-Luz-do-Demonio-4-750x500.jpg" alt="A Luz do Demônio (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/A-Luz-do-Demonio-4-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/A-Luz-do-Demonio-4-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/A-Luz-do-Demonio-4-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/A-Luz-do-Demonio-4-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/A-Luz-do-Demonio-4-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/A-Luz-do-Demonio-4.jpg 1080w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16111" class="wp-caption-text">Jacqueline Byers em cena de &#8220;A Luz do Demônio&#8221; (2022)</figcaption></figure>
<p>A obra máxima que discute os temores da possessão e do exorcismo já foi entregue ao público há quase 50 anos. Desde a estreia de <em>O Exorcista</em> (1973), os demais filmes sobre o assunto precisaram de um esforço maior para se destacar. Assim como outras obras, <strong><em>A Luz do Demônio</em></strong> já carrega esse peso consigo e isso é sentido no resultado. Existem escolhas equivocadas tanto no roteiro quanto na direção que apenas intensificam os problemas &#8211; para além da repetição de uma fórmula que já não surpreende há muito tempo.</p>
<p>A sensação que chega para o público é de que a produção não tem força. Mesmo com um elenco interessante e pequeno &#8211; o que, teoricamente, facilitaria o trabalho com cada atriz/ator -, as precariedades do roteiro não permitem que eles sejam capazes de ir além. <strong><em>A Luz do Demônio</em></strong> sofre pelo peso do passado e pelas escolhas do presente. O bombardeamento de comerciais sobre o projeto na expectativa de valorizá-lo causa um efeito reverso assim que o espectador sai da sala de cinema. E a frustração só piora com a cena final do filme.</p>
<p>A falta de tato é um dos principais problemas no roteiro de Robert Zappia (<em>Halloween H20: Vinte Anos Depois</em>, de 1998). Além de assinar o texto, Zappia também foi um dos criadores da história original que deu origem a <em><strong>A Luz do Demônio</strong></em>. Ainda que devesse ter propriedade sobre a ideia, ele não soube a hora de parar. O roteiro tem excessos onde não deve e falta profundidade em seus personagens. Afinal, o que é uma história sobre possessão se não uma narrativa sobre o drama e a dor de pessoas? Essa profundidade dramática não é vista em nenhum momento. Tudo se mantém na superfície do início ao fim.</p>
<p>Mesmo que Zappia não quisesse investir na reinvenção do subgênero &#8211; tarefa essa que ninguém está cobrando -, ele precisava ter desenvolvido melhor o pano de fundo da sua narrativa. Essa fraqueza do roteiro afeta o filme como um todo. Nem mesmo o passado da protagonista foi bem trabalhado, ainda que ele fosse vital para a grande reviravolta do projeto. <em><strong>A Luz do Demônio</strong></em> falha em diversos momentos com o que o projeto promete entregar.</p>
<p>Por fim, e não menos importante, as escolhas da direção também causam estranhamento no público. Daniel Stamm (<em>O Último Exorcismo</em>, de 2010) utiliza a linguagem cinematográfica de um jeito sem sentido em diversos momentos. Essas escolhas causam estranhamento quando se pensa nas funções e na forma como elas foram aplicadas. O uso de câmera subjetiva é um dos principais causadores desse incômodo. O diretor utiliza esse recurso no primeiro ato inteiro, mesmo quando ele não tem sentido nas cenas. Além disso, não há nada no trabalho de Stamm que propulsiona <strong><em>A Luz do Demônio</em></strong>. E essa falta de identidade é o maior inimigo da produção.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Daniel Stamm<strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Elenco: </strong>Jacqueline Byers, Posy Taylor, Colin Salmon, Christian Navarro, Lisa Palfrey, Nicholas Ralph, Ben Cross e Virginia Madsen</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/UyF47B13g6E" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Fuja</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-fuja/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Dec 2020 12:46:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Aneesh Chaganty]]></category>
		<category><![CDATA[Carter Heintz]]></category>
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		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Fuja]]></category>
		<category><![CDATA[Hulu]]></category>
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		<category><![CDATA[Sarah Paulson]]></category>
		<category><![CDATA[Thriller]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nova produção lançada pela Hulu e estrelada por Sarah Paulson (Oito Mulheres e um Segredo) Fuja é um thriller/terror de tirar o fôlego! Com uma destreza em criar uma progressão dentro da narrativa, Aneesh Chaganty (Monsters) e Sev Ohanian (Buscando&#8230;) demonstram cuidado em revelar, lentamente, as ações tenebrosas de Diane Sherman (Paulson). O espectador primeiro é ambientado naquela rotina, aparentemente, tranquila de Diane e sua filha, Chloe (Kiera Allen). Logo no início, é anunciado que Sherman deu a luz a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nova produção lançada pela Hulu e estrelada por Sarah Paulson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-oito-mulheres-e-um-segredo/"><em>Oito Mulheres e um Segredo</em></a>) <strong><em>Fuja</em> </strong>é um thriller/terror de tirar o fôlego! Com uma destreza em criar uma progressão dentro da narrativa, Aneesh Chaganty (<em>Monsters</em>) e Sev Ohanian (<em>Buscando&#8230;</em>) demonstram cuidado em revelar, lentamente, as ações tenebrosas de Diane Sherman (Paulson). O espectador primeiro é ambientado naquela rotina, aparentemente, tranquila de Diane e sua filha, Chloe (Kiera Allen).</p>
<p>Logo no início, é anunciado que Sherman deu a luz a um bebê que nasceu prematuro e com complicações. Em seguida, vê-se a rotina de Chloe, uma adolescente que, teoricamente, tem diversas questões de saúde, como asma e diabetes, além de ser pessoa com deficiência e possuir um espaço todo adaptado, por conta disto. Ela vive em uma rotina regrada, consumindo muitas medicações. Passado, majoritariamente, na casa das duas, o ambiente começa com uma iluminação e elementos de cena mais sutis, com tons terrosos e amarelados. Estas cores também aparecem em Diane e Chloe, que estão sempre combinando as paletas em suas vestes.</p>
<p>A harmonia da dupla vai sendo quebrada em <strong><em>Fuja</em></strong>, à medida em a jovem vai descobrindo quem é sua mãe de verdade. Além disso, o local passa a se transformar em um ambiente claustrofóbico, imprimindo a noção de que é muito mais do que uma residência comum e sim uma prisão. Isto é feito através da direção de Chaganty, que traz planos que vão se fechando e em panorâmicas que acompanham os passos de Paulson, evocando esta ideia de que ela está sempre rondando a filha. As movimentações de câmera trabalham em função desta construção de atmosfera sufocante e apavorante. Diane, por exemplo, é posta ao fundo da tela, em algumas ocasiões, para elevar esta sua imagem de <em>stalker</em>.</p>
<p>As atuações de Sarah Paulson e Kiera Allen também são fundamentais para o estabelecimento de tensão e da construção desta relação tão intensa. Isto porque boa parte do filme se faz na relação entre Diane e Chloe, na confiança previamente adquirida e, agora, quebrada. Neste contexto, Sarah encontra um papel que se encaixa perfeitamente com sua habilidade de demonstrar múltiplas emoções em poucos segundos. As suas expressões faciais são arquitetadas para imprimir esta figura manipuladora, que finge ser outra, mas que se transfigura em uma mulher assustadora, de repente.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13563" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1380924.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Fuja" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1380924.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1380924.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1380924.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1380924.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Já Kiera, surpreende por este ser seu primeiro trabalho em um longa-metragem. Ela carrega consigo uma forte consciência espacial, sabendo como se movimentar em cena. Allen também demonstra compreender as motivações de Chloe e isto se traduz em suas intenções de texto. Mas, o ponto mais forte está na contracena dela com Paulson. Ambas jogam de maneira certeira em <em><strong>Fuja</strong> </em>e elevam as propostas uma da outra. O ápice disto é a sequência do porão, na qual as nuances de entonação, olhares e gestos se tornam mais complexos, principalmente pelas escolhas de velocidade das palavras, respirações e silêncios.</p>
<p>No entanto, apesar de ter bastantes elementos positivos durante quase toda projeção, do início terceiro ato da produção em diante, a qualidade da obra vai caindo. Talvez, fosse necessário existir um pouco mais do que 90 minutos de duração para que o arco do relacionamento das duas fosse concluído. Algumas informações que são colocadas, a partir do confronto delas, acabam ficando soltas e sem conclusão, como o fato de Chloe ter pais biológicos que a perderam ainda na maternidade.</p>
<p>A solução não precisaria ser necessariamente encaminhada para este rumo, porém os desenlaces chegam fáceis e desfazem a riqueza da sutileza da progressão ali presente.  Outro fator incômodo é a cena final. A troca de posição entre Diane e Chloe parece mais algo que busca acrescentar outra camada para a dinâmica entre elas. No entanto, esta sequência acaba reduzindo o impactado da conclusão do conflito.</p>
<p>Apesar destas falhas, <strong><em>Fuja</em> </strong>é um material coeso, em grande parte. Com méritos de roteiro, atuações e direção, vale a pena conferi-lo. Além de tudo isso, é importante destacar a escolha da protagonista, feita por Aneesh Chaganty. Kiera Allen deixa a sensação de um futuro promissor na área, demonstrando como os cineastas e Hollywood podem ser menos capacitistas e contratarem pessoas com deficiência para ocuparem diversas funções no set. Com certeza, muitos talentos estão por aí!</p>
<p><strong>Direção</strong>: Aneesh Chaganty</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Sarah Paulson, Kiera Allen, Onalee Ames, Pat Healy, Carter Heintz, Erik Athavale</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Y0-RFZDmycQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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