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	<title>Arquivos Lily Gladstone - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Lily Gladstone - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Rito da Dança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jul 2024 00:51:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Na carreira da recém indicada ao Oscar de melhor atriz Lily Gladstone, O Rito da Dança representa aquele pequeno drama indie lançado logo depois da temporada de premiações em um esforço de conseguir aproveitar o momentum na carreira da artista. No entanto, apesar de ser um projeto visivelmente mais modesto do que o drama monumental Assassinos da Lua das Flores, O Rito da Dança é um projeto completamente coerente com a trajetória de Gladstone, tento semelhante força política e dialogando [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na carreira da recém indicada ao Oscar de melhor atriz Lily Gladstone, <strong><em>O Rito da Dança</em></strong> representa aquele pequeno drama indie lançado logo depois da temporada de premiações em um esforço de conseguir aproveitar o momentum na carreira da artista. No entanto, apesar de ser um projeto visivelmente mais modesto do que o drama monumental <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-assassinos-da-lua-das-flores/"><em>Assassinos da Lua das Flores</em></a>, <em>O Rito da Dança</em> é um projeto completamente coerente com a trajetória de Gladstone, tento semelhante força política e dialogando com as raízes da atriz tanto quanto a super-produção dirigida por Martin Scorsese. Não é à toa que Lily Gladstone tentou encontrar um jeito de rodá-lo paralelamente às gravações de Assassinos da Lua das Flores e co-assina a sua produção executiva.</p>
<p>Em <strong><em>O Rito da Dança</em></strong>, Lily Gladstone interpreta Jax, uma jovem à procura da irmã desaparecida e que assume a responsabilidade de cuidar da sobrinha adolescente Roki. Até o momento, Jax vive de algumas contravenções e quando o seu drama familiar se intensifica ela passa a ser o centro de diversas pressões do seu pai distante e da polícia. Em meio a todo esse turbilhão, Roki está fazendo a delicada transição da adolescência para a vida adulta, tentando, junto com a tia, preservar as raízes da sua cultura, o que inclui os preparativos para o powwow, uma manifestação da sua etnia indígena vista com menosprezo por brancos.</p>
<p><strong><em>O Rito da Dança</em></strong> é um filme que tem muita força política. Toda a trama do longa da diretora Erica Tremblay é dedicada a dimensionar para as plateias os inúmeros obstáculos sofridos por indígenas nos EUA, incluindo aqui uma observação certeira a respeito de uma estrutura institucional e social que marginaliza essas pessoas e tenta apagar os seus traços culturais. Há também uma preocupação do longa em frisar a experiência feminina nesses contextos, abordando a triste falta de perspectiva de ascensão social de muitas mulheres, que muitas vezes não encontram meios de sobrevivência distintos de uma marginalidade do comércio de drogas e do sexo.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18453" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-2.png" alt="O Rito da Dança" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-2.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>É uma pena que o longa de Tremblay se perca no redundante plot da irmã desaparecida da personagem de Lily Gladstone, algo que traz para o filme uma ideia fixa improdutiva. Aqui, o roteiro faz a história do longa perder o fôlego e gera no espectador um gradual desinteresse pelo arco das suas personagens, o que é uma pena pois novamente Lily Gladstone está brilhante em cena. Como exibido em Assassinos da Lua das Flores, mas em uma &#8220;chave&#8221; de comunicação diferente, já que estamos falando de outro projeto e de outra personagem, a atriz tem uma precisão invejável na maneira como modula os sentimentos intensos de Jax ao longo da história: do seu desespero pela falta de respostas a respeito do desaparecimento da irmã à força com que se impõe diante de uma estrutura machista e racista extremamente opressora.</p>
<p>Em meio ao mistério sobre a personagem desaparecida, até mesmo um dos elementos mais interessantes de <strong><em>O Rito da Dança</em></strong> perde o fôlego. O uso dramático do powwow concomitantemente com a jornada de amadurecimento de jovem Roki e a ideia de ancestralidade representada na relação de sororidade entre tia e sobrinha também não é explorado com muita veemência pelo filme. É um longa que, de maneira geral, deixa boas oportunidades para trás na medida em que insiste naquele que vem a ser o elemento mais banal da sua sinopse: o mistério sobre o sumiço de um personagem.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Erica Tremblay</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Lily Gladstone, Isabel Deroy-Olson, Michael Rowe</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/zwdvjHwqOFc?si=NG96hEMLv_GOUz_J" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Assassinos da Lua das Flores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Oct 2023 15:48:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Assassinos da Lua das Flores é o mais novo filme do cineasta Martin Scorsese (Silêncio) que chega aos cinemas com elenco de peso. Seu ator favorito Leonardo DiCaprio (Era uma Vez em&#8230; Hollywood) encabeça o protagonista Ernest Burkhart, um homem de pouca instrução que vai morar junto com o irmão, Byron Burkhart (Scott Shepherd, X-Men: Fênix Negra) e o tio, William Hale (Robert De Niro, O Irlandês) próximo à tribo indígena de Osage, uma terra rica em petróleo. Na localidade, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Assassinos da Lua das Flores</strong> é o mais novo filme do cineasta Martin Scorsese (Silêncio</em>) que chega aos cinemas com elenco de peso. Seu ator favorito Leonardo DiCaprio (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><em>Era uma Vez em&#8230; Hollywood</em></a>) encabeça o protagonista Ernest Burkhart, um homem de pouca instrução que vai morar junto com o irmão, Byron Burkhart (Scott Shepherd, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-x-men-fenix-negra/"><em>X-Men: Fênix Negra</em></a>) e o tio, William Hale (Robert De Niro, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-irlandes/"><em>O Irlandês</em></a>) próximo à tribo indígena de Osage, uma terra rica em petróleo. Na localidade, são os indígenas que possuem o dinheiro e o poder, se tornando alvo de brancos interesseiros.</p>
<p>Inspirado no best-seller homônimo do escritor David Grann (que usou uma história real como base), o filme segue traçando todos os detalhes do caminho que levam Ernest a casar com uma indígena muito rica e de sangue puro, algo muito almejado naquela região. Em meio a isso, uma série de assassinatos misteriosos acontecem na região, sem que ninguém dê bola aos fatos, já que a maioria são pessoas de pouca importância. A coisa começa a tomar outro rumo quando as mortes chegam na família de Mollie (Lily Gladstone, <em>Certas Mulheres</em>), a nova esposa do nosso protagonista.</p>
<p>O que vemos à seguir em tela é uma trama sendo criada em cima da ambição daqueles homens brancos em querer enriquecer às custas das indígenas e suas caras heranças do petróleo. Embora Ernest tenha um perfil trambiqueiro duvidoso, ele realmente se envolve emocionalmente com Mollie, o que podemos ver na maior parte do tempo com o cuidado dele com a saúde da esposa. Por isso é tão difícil para ela perceber quando ele começa a aplicar o golpe mais absurdo por sua fortuna, já que no dia a dia ele é um bom marido (na medida das possibilidades da época).</p>
<p>Seu tio, por outro lado, não tem qualquer tipo de escrúpulo ao determinar mortes que lhes sejam proveitosas. Ele vive por nutrir uma boa relação com os indígenas, o que faz com que eles não suspeitem nem um pouco de suas reais intenções por traz daqueles falsos sorrisos. Pelas costas, é racista. Ele faz todos de marionetes no seu tabuleiro sangrento (inclusive Ernest), cujo único objetivo é o enriquecimento.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17380" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/1301528.jpg" alt="Assassinos da Lua das Flores" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/1301528.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/1301528-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/1301528-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/1301528-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O que Scorsese nos apresente é uma dualidade constante no casal protagonizado brilhantemente por DiCaprio e Gladstone, onde vemos uma teia de amor e traição que está sempre em cima de uma linha tênue da moralidade. A ambição leva o marido de colocar a família da esposa como alvo, ainda que ele não esteja completamente de acordo com aquilo. A sua incapacidade de conduzir a própria vida e tomar decisões sem influências só mostra o quanto ele é fraco de espírito. Pelo menos, até o final.</p>
<p>O ritmo de <em><strong>Assassinos da Lua das Flores</strong> </em>é algo que requer uma boa atenção. Para um filme de 3h26 de duração, acredito que ele consegue manter o espectador entretido. Tenho uma ressalva durante cerca de 40 minutos que são dedicados aos criminosos e suas tramoias, que faz com que a energia caia drasticamente. Algo que é recuperado na sequência, mas que incomoda. O fato é que o auge do longa é o casal e a sua história. Quando eles não estão no foco, a trama fica meio sem gosto.</p>
<p>Nada que prejudique o resultado final, por certo. É muito interessante ver como a relação de interesses é estabelecida desde o começo. Mollie percebe o olho grande de Ernest em sua herança, mas ele surge como a possibilidade dela ser cuidada e criar uma família. Ela entende que o seu estado de saúde convoca companhia e ele está disposto a oferecer aquilo (por dinheiro). Então, não há nenhum traço de ingenuidade quando a indígena concorda em seguir em frente.</p>
<p>O enredo é ainda muito contundente em mostrar a toxicidade como foi estabelecida a relação entre brancos e indígenas nos EUA e toda a apropriação cultural e de terras que se desdobrou a partir daí. Scorsese faz uma minuciosa análise do período, com fotografia incrível e figurino cuidadoso. A caracterização de <em><strong>Assassinos da Lua das Flores</strong></em> faz toda a diferença no seu resultado final. Aliás, no fim, é como se as 3h26 passassem rápido (o que não te impede de levar um lanchinho &#8211; fica a sugestão). Vale muito a pena conferir diretamente nos cinemas!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Martin Scorsese</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Leonardo DiCaprio, Lily Gladstone, Robert De Niro, Jesse Plemons, John Lithgow, Brendan Fraser, William Belleau, Tatanka Means</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/T22WRjooZn4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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