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	<title>Arquivos Liam Cunningham - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Netflix: A Infância de um Líder</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jan 2017 18:18:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[A Infância de um Líder]]></category>
		<category><![CDATA[Bérénice Bejo]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Estreia na direção de um longa-metragem do jovem ator Brady Corbet (do <i>ramake </i>de <i>Violência Gratuita</i>), <i>A Infância de um Líder</i> teve a honrosa menção no Festival de Veneza como melhor trabalho de estreia de um cineasta na edição de 2015 do evento. O longa acaba de chegar ao Brasil diretamente pelo Netflix e conta a história de Prescott, um garoto de 10 anos, filho de um diplomata americano (Liam Cunningham, de <i>Game of Thrones</i>) e de uma francesa (Bérenice Bejo, de <i>O Artista</i>), que passa a se comportar de maneira agressiva assim que a família chegam à Europa no final da Primeira Guerra Mundial. Desde o princípio fica claro que o realizador quer usar esta bizarra crônica familiar para falar sobre a ascensão de líderes fascistas na Europa no segundo conflito mundial e como a infância do garoto tem paralelos com a conturbada criação dessas figuras.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Claramente inspirado em alguns dos cineastas que já o dirigiram &#8211; imediatamente me vem na lembrança Lars von Trier (em <i>Melancolia</i>) e, o mais óbvio de todos, Michael Haneke (<i>Violência Gratuita</i>) -, Brady Corbet imprime uma atmosfera sombria e pessimista em uma trama repleta de simbolismos (a paleta de cores, a dinâmica entre seus personagens, a estrutura em capítulos etc.). No final das contas, o que o realizador estreante acaba entregando é um filme profundamente afetado, sem a menor sutileza nas suas construções simbólicas e na cartela de elementos que utiliza para impressionar o espectador. Assim, sem a menor cerimônia, o diretor usa e abusa de longuíssimos planos-sequência, trilha sonora estridente (aparentemente perturbadora) e uma câmera inquietante, que em dado momento do filme simula movimentos desordenados sugerindo o caos no cenário europeu diante da liderança fascista.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Hermético até encher a paciência do seu espectador mais fiel, que resiste à tentação de abandoná-lo com menos de meia hora de filme, <i>A Infância de um Líder </i>é um longa que, o tempo todo, chama a atenção para si. Em cada <i>frame </i>do longa é perceptível a presença de um diretor clamando em exclamações: &#8220;Olha o que eu sei fazer! Olha que sacada interessante! Olha que analogia genial!&#8221;. Esse tipo de afetação e arrogância é típico de quem está começando, podemos perdoar, mas também é o suficiente para afastar o público da obra e já dá um indício do tipo de relação que o realizador quer estabelecer com sua plateia. Desculpa, mas antes mesmo do primeiro ato terminar já percebemos que esse <i>debut </i>do Brady Corbet na direção e no roteiro de um longa-metragem<i> </i>é puro engodo.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/tFYqRPzE5_8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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<p>&nbsp;</p>
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