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	<title>Arquivos Leandro Hassum - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Leandro Hassum - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Tudo Bem no Natal Que Vem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Dec 2020 13:29:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais uma comédia natalina original da Netflix entra no catálogo do streaming, este mês. Agora, é a vez da produção brasileira Tudo Bem no Natal Que Vem. Estrelado por Leandro Hassum (Vestido para Casar), o filme é sofrível do início ao fim, principalmente pelo tédio causado por sua indecisão de plot. O que acontece aqui é uma espécie de tentativa de “Dia da Marmota”, porém com uma pequena modificação. Ao invés de reviver o mesmo dia, como em O Feitiço [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Mais uma comédia natalina original da Netflix entra no catálogo do streaming, este mês. Agora, é a vez da produção brasileira <strong><em>Tudo Bem no Natal Que Vem</em></strong>. Estrelado por Leandro Hassum (<em>Vestido para Casar</em>), o filme é sofrível do início ao fim, principalmente pelo tédio causado por sua indecisão de plot. O que acontece aqui é uma espécie de tentativa de “Dia da Marmota”, porém com uma pequena modificação. Ao invés de reviver o mesmo dia, como em <em>O Feitiço do Tempo,</em> Jorge (Hassum) acorda em diversas vésperas de Natal, esquecendo sempre tudo o que ocorreu durante o ano, lembrando apenas o que aconteceu no dia 24 de dezembro.</p>
<p>A premissa poderia render um longa divertido. No entanto, o principal incômodo da trama é a sua falta de estrutura. Sem decidir muito bem para aonde vai, o roteirista Paulo Cursino (<em>Os Farofeiros</em>) parece ter dificuldade em construir uma dinâmica fluída. As suas ideias vão se esgotando, juntamente com os elementos voltados para o conflito inicial. As novas ideias acabam modificando os rumos do enredo. Não há como se ligar aos conflitos de Jorge e sua família, porque não existe uma boa construção para tal. O centro da obra parece ser o cansaço com as festas de final de ano e que Jorge irá descobrir o verdadeiro significado da comemoração &#8211; isto é dito, inclusive.</p>
<p>Contudo, as repetições das datas são encerradas logo no início da projeção de <strong><em>Tudo Bem no Natal Que Vem</em></strong>. Um salto temporal vem e, depois, surge a uma questão de traição. Nela, a personagem de Danielle Winits (<em>Se eu Fosse Você</em>), Márcia, surge do nada e desaparece também rapidamente. Em seguida, o terceiro ato consegue piorar e ninguém sabe mais porque a exibição ainda continua seguindo e não termina ou se encaminha para uma conclusão.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13590" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3306228.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Tudo Bem no Natal Que Vem" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3306228.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3306228.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3306228.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3306228.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mas, se o rumo da história é perdido, as piadas poderiam salvar os 100 minutos de sessão. Todavia, o que existe aqui é uma tentativa absurda de tirar graça de coisas ofensivas, principalmente falas machistas e etaristas, o que corta, imediatamente, a capacidade de se engajar com a comédia. Há também falta de sabedoria em elevar o timing cômico. Em partes, isto se deve ao tom escolhido por Leandro Hassum. Um erro crasso em realizações artísticas é acreditar que ritmo é aceleração. Hassum utiliza a agilidade para dizer seu texto, quando, na verdade, seria mais acertado equilibrar a dinâmica entre aceleração e lentidão. Desta maneira, muito se perde na correria do ator.</p>
<p>Os laços com a família de Jorge também são impressos frouxamente. Algumas personagens são inseridas e retiradas sem que as relações sejam trabalhadas. O par romântico de Jorge, Aninha (Arianne Botelho), não combina com ele, e os intérpretes não jogam em cena, sempre deixam uma sensação de que contracenam quase separadamente. Aninha ainda é uma figura não tão agradável, é mais um arquétipo da dona de casada fofa, que aceita o marido grosseiro de bom grado. Os filhos também são distantes e não interferem em quase nada do plot. Apenas em uma das curvas dramáticas do filme, jogam um conflito da filha de Jorge, que não emociona, pois, justamente, entra no final do segundo tempo, somente para tentar causar lágrimas. No final das contas, <strong><em>Tudo Bem no Natal Que Vem</em></strong> não cumpre nem a sua função de contar uma boa história natalina, nem a de fazer uma boa comédia.</p>
<p><strong>Diretor</strong>: Roberto Santucci</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Leandro Hassum, Arianne Botelho, Danielle Winits</p>
<p><strong>Assista ao trailer<a href="https://coisadecinefilo.com.br/category/criticas/">!</a></strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/W6nIRxz6RVE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tudo-bem-no-natal-que-vem/">Crítica: Tudo Bem no Natal Que Vem</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Simonal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2019 19:35:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Junto às comédias, as cinebiografias representam algumas das obras brasileiras mais populares nas bilheterias nos últimos anos, rendendo, na maioria, derivados seriados na Rede Globo. Simonal é o mais recente título do filão e traz o ator Fabrício Boliveira como o músico Wilson Simonal um dos maiores artistas da música popular brasileira. O longa é dirigido por Leonardo Domingues, que estreia na função após ter feito carreira como montador em filmes como Serra Pelada e Onde a Coruja Dorme. A [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Junto às comédias, as cinebiografias representam algumas das obras brasileiras mais populares nas bilheterias nos últimos anos, rendendo, na maioria, derivados seriados na Rede Globo. <em><strong>Simonal</strong> </em>é o mais recente título do filão e traz o ator Fabrício Boliveira como o músico Wilson Simonal um dos maiores artistas da música popular brasileira.</p>
<p>O longa é dirigido por Leonardo Domingues, que estreia na função após ter feito carreira como montador em filmes como <em>Serra Pelada</em> e <em>Onde a Coruja Dorme</em>. A cinebiografia toca em aspectos extremamente controversos da história de Simonal, como sua personalidade difícil, sua aversão à monogamia e, sobretudo, sua relação com a ditadura diante de acusações de que o artista era um delator de colegas no período, algo que custou caro a Simonal até a sua morte.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11039" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/2755506.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/2755506.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/2755506.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/2755506.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Como a maioria dos títulos nacionais desse filão com o selo Globo Filmes, <em><strong>Simonal</strong> </em>obedece a cronologia linear desse tipo de narrativa, construindo a ascensão e queda do seu biografado. Entretanto, a produção encontra muita dificuldade em seu início para construir a carreira do músico, não conseguindo dimensionar sua singularidade no meio artístico nacional e apelando para alguns chavões presentes em diálogos que sempre parecem artificiais.</p>
<p>O longa é marcado por alguns desempenhos ruins do seu elenco. Entre eles, Leandro Hassum, excessivo como Carlos Imperial, e Isis Valverde, que interpreta Tereza, a esposa de Simonal, no piloto automático. O longa peca ao abordar de maneira tímida o racismo na trajetória de Simonal, que, certamente, deveria incomodar bastante uma sociedade brasileira ainda mais preconceituosa que a atual. Há uma menção numa cena em que Simonal é entrevistado por um jornalista e a vinculação disso às dificuldades do artista ao longo de sua carreira fica subentendido. De excepcional mesmo em Simonal somente a atuação de Boliveira, o único elemento do projeto que consegue dimensionar a grandeza do músico para o espectador.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Leonardo Domingues<br />
<strong>Elenco:</strong> Fabrício Boliveira, Isis Valverde, Leandro Hassum, Mariana Lima, Caco Ciocler, Silvio Guindane, Bruce Gomlevsky, João Velho</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/9zZw9-9UTx0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Candidato Honesto 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Aug 2018 18:42:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em meio a corrida presidencial, eis que os cinemas brasileiros trazem para seus circuitos o filme O Candidato Honesto 2. Envolto numa fraquíssima sátira política, o novo trabalho do diretor carioca Roberto Santucci é tão pobre, artística e politicamente, quanto o anterior. A comédia é completamente dispensável. A única coisa que passa na cabeça do espectador é a dúvida acerca do tempo de tela que ainda resta para esse triste longa-metragem. Mas mãos à obra (ou à crítica)! Santucci é [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em meio a corrida presidencial, eis que os cinemas brasileiros trazem para seus circuitos o filme <em>O Candidato Honesto 2</em>. Envolto numa fraquíssima sátira política, o novo trabalho do diretor carioca Roberto Santucci é tão pobre, artística e politicamente, quanto o anterior. A comédia é completamente dispensável. A única coisa que passa na cabeça do espectador é a dúvida acerca do tempo de tela que ainda resta para esse triste longa-metragem. Mas mãos à obra (ou à crítica)!</p>
<p>Santucci é um diretor cujo nome acompanha (ou, ao menos, acompanhava) reconhecimento em território nacional. Tudo isso graças aos seus trabalhos mais notáveis, como <em>Bellini</em> e a <em>Esfinge</em> (2002), <em>Alucinados</em> (2008), <em>De Pernas pro Ar</em> (2010) e <em>Loucas pra Casar</em> (2015). No entanto, essa notabilidade perante o público tem caído nos últimos anos por conta das suas terríveis sequências. É compreensível a condição de dificuldade enfrentada por qualquer diretor, produtor ou roteirista que assume o papel de dar continuidade ao existente. Contudo, os erros de Santucci foram inúmeros, fazendo de <em>O Candidato Honesto 2</em> a produção que transbordou a cota &#8220;absurdo&#8221;.</p>
<p>Após cumprir uma parcela minúscula de sua pena, João Ernesto (Leandro Hassum) vê em sua liberdade antecipada a chance de se redimir após sua desastrosa atuação política anterior. Convencido por assessor Marcelinho (Victor Leal) e pelo assustador Ivan Pires (Cassio Pandolfh), João decide se candidatar à presidência. Por ser o candidato honesto que assumiu os seus erros, João Ernesto é eleito com louvor e clamor do povo. Contudo o seu mandato não será nenhum mar de rosas. Tendo feito o pacto com o próprio diabo e escolhido ele como seu vice, João terá a difícil missão de enfrentar todos os esquemas políticos existentes em Brasília para se manter como o candidato honesto.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9301" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/08/2061852.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="crítica filme o candidato honesto 2" width="610" height="348" /></p>
<p>Dito isso, a comédia é uns dos gêneros cinematográficos mais multifacetados. Ela tem em sua essência uma gama de possibilidades de efeito para com o espectador e, de acordo com a narrativa e a intenção da produção, isso pode variar. Em teoria, a série de filmes <em>O Candidato Honesto</em> tem por objetivo satirizar uma instabilidade política existente na nação. Por isso o lançamento de ambos os longas aconteceu em anos eleitorais tão turbulentos. No entanto, o resultado fica bem distante do desejado. Os problemas técnicos da película superam qualquer minuto politicamente consciente da trama.</p>
<p>A dificuldade começa pelo roteiro, onde o absurdo e a comédia escrachada estão em voga. Além disso, as personagens são claras caricaturas bizarras de figuras políticas reais que são criadas de uma maneira tão pobre de criatividade que levam as situações ao ridículo. Para piorar ainda mais a situação desse corpo em queda livre, as atuações são tristes. É terrível ver um elenco com certa qualidade se propor a fazer algo tão ruim. O resultado das cenas é desconexo, sem graça e forçado. E o verdadeiro terror se completa quando falamos da direção de Santucci. Afinal, para uma figura que elaborou trabalhos tão interessantes, dirigir <em>O Candidato Honesto 2</em> foi uma verdadeira piada.</p>
<p>Nesse filme onde tudo é ruim – inclusive o enquadramento da câmera – o resultado não poderia ser nada além do fracasso. Por isso, a obra desastrosa se tornou, de longe, um dos piores trabalhos feitos por Roberto Santucci. Já Leandro Hassum se mostrou perdido em sua própria essência e falhou na tentativa de se satirizar durante o longa. O filme <em>O Candidato Honesto 2</em> chega aos cinemas para ser mais assustador (de tão ruim) que <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-slender-man-pesadelo-sem-rosto/" target="_blank" rel="noopener"><strong><em>Slender Man</em></strong></a> (2018). E só. Afinal, a sua função político-social de reflexão está bem longe de ser alcançada.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/QKXJI5JJaLg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Dona Flor e Seus Dois Maridos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Nov 2017 13:19:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O longa Dona Flor e Seus Dois Maridos traz a clássica história contada pelo escritor Jorge Amado. Desta vez, os protagonistas são: Juliana Paes, no papel de Dona Flor, Marcelo Faria, como Vadinho, e Leandro Hassum, como o marido, Teodoro. A história já é conhecida pela maioria das pessoas. Dona Flor perde seu primeiro marido, Vadinho, que era um excelente amante, mas péssimo companheiro de vida. Depois de um tempo de luto, ela conhece Teodoro, homem de bem, com quem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O longa <em>Dona Flor e Seus Dois Maridos</em> traz a clássica história contada pelo escritor Jorge Amado. Desta vez, os protagonistas são: Juliana Paes, no papel de Dona Flor, Marcelo Faria, como Vadinho, e Leandro Hassum, como o marido, Teodoro.</p>
<p>A história já é conhecida pela maioria das pessoas. Dona Flor perde seu primeiro marido, Vadinho, que era um excelente amante, mas péssimo companheiro de vida. Depois de um tempo de luto, ela conhece Teodoro, homem de bem, com quem se casa e tem uma vida de princesa. No entanto, na cama, ele deixa muito à desejar. Ela começa a ter visões do marido morto e a história vai ficando ainda mais interessante.</p>
<p>O elenco escolhido é muito contundente. Juliana Paes encarna muito bem o papel da protagonista e consegue dar um tom de sensualidade e ingenuidade, tornando-se a real Dona Flor imaginada por Jorge Amado. Marcelo Faria está a cara e o jeito da descaração de Vadinho, com um sorriso sarcástico e sedutor no rosto o tempo inteiro. Ele já interpretou esse papel durante anos nos palcos, então é bem justificável sua intimidade com os trejeitos do personagem. Já Leandro Hassum, mesmo sem tanta intimidade, também traz sua pontualidade ao papel, tornando o trio bem coerente.</p>
<p>O estilo de gravação e edição adotado pelo diretor Pedro Vasconcelos é muito interessante. O filme conta com trilha sonora coerente com cada cena, envolvendo sempre o espectador. Além disso, a fotografia é muito bonita e detalha muito bem a Salvador de antigamente. Aliás, gravar no próprio Pelourinho certamente deu o tom a mais no longa. Por fim, o espectador realmente entra na alma da história e e sente envolvido pelos sentimentos dos personagens, em especial Dona Flor.</p>
<p>O grande problema do filme, no entanto, é a falta de novidade. É uma história batida, contada diversas vezes e sem nada além para o espectador. Embora ela funcione bem, não é memorável e passará despercebida por muitos espectadores assíduos de cinema. Uma pena, já que funciona tão bem e mostra como o cinema nacional tem evoluído e se especializado.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/quDjQ3yyXCk" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Malasartes e o Duelo com a Morte</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-malasartes-e-o-duelo-com-a-morte/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Aug 2017 00:48:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O filme nacional Malasartes e o Duelo com a Morte traz a história de Pedro Malasartes, um jovem malandro que vive dando um jeitinho em tudo e fugindo de suas responsabilidades, no sertão brasileiro. O estilo do longa lembra muito aquele utilizado em O Auto da Compadecida, com o matuto bondoso e esperto, que vive sem dinheiro e correndo atrás do prejuízo. Ele aguarda ansiosamente o seu aniversário, quando o padrinho aparecerá para dar um presente. Segundo sua mãe, o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O filme nacional <em>Malasartes e o Duelo com a Morte</em> traz a história de Pedro Malasartes, um jovem malandro que vive dando um jeitinho em tudo e fugindo de suas responsabilidades, no sertão brasileiro. O estilo do longa lembra muito aquele utilizado em <em>O Auto da Compadecida</em>, com o matuto bondoso e esperto, que vive sem dinheiro e correndo atrás do prejuízo.</p>
<p>Ele aguarda ansiosamente o seu aniversário, quando o padrinho aparecerá para dar um presente. Segundo sua mãe, o &#8220;padin&#8221; é um homem grande e importante. Mal sabe que é afilhado da Morte e que esta quer à todo custo transferir suas obrigações para outra pessoa. O roteiro contextualiza muito bem isso no início do filme, explicando os motivos da Morte em querer se livrar do ofício.</p>
<p>O filme é recheado de efeitos especiais e o fato de não serem excelentes não compromete o resultado final. Aliás, faz parte da criação de contexto dele. É realmente algo mais fantasioso e surreal. A perfeição não cabe naquela questão.</p>
<p>O que incomoda, no entanto, é a necessidade de reafirmar certas coisas. O sotaque soa exagerado em muitos momentos e a relação de cachorro e gato de Malasartes com o irmão de sua amada é repetitiva. Tudo isso é relevado por conta da química do elenco. Tanto o protagonista quanto os coadjuvantes estão ótimos nos papéis, dando um tom a mais na trama.</p>
<p>Existem muitas irregularidades na trama e no roteiro, deixando o filme um tanto instável. Algumas cenas poderiam ser cortadas e alguns diálogos poderiam ser mais curtos. Mas isso não prejudica o filme como um todo. Ele segue cumprindo seu papel de diversão e fantasia, mas ficará neste meio tempo, sem se tornar memorável.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/s_qtWlhxhlA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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