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	<title>Arquivos Laurence Fishburne - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Laurence Fishburne - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Megalópolis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 18:41:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Diretor de filmes importantes para a história do cinema, como os longas da trilogia O Poderoso Chefão e Apocalipse Now, Francis Ford Coppola tinha um projeto dos sonhos que enfim estreou nos cinemas em 2024: Megalópolis. Anos de desenvolvimento em meio às dificuldades de financiamento de um longa tão ambicioso para um cineasta que dos anos 1980 para cá teve uma relação de desconfiança dos principais investidores (os estúdios) dados os inúmeros problemas dos seus sets, sempre alargando orçamentos dos seus filmes, e os resultados [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Diretor de filmes importantes para a história do cinema, como os longas da trilogia <em>O Poderoso Chefão</em> e <em>Apocalipse Now</em>, Francis Ford Coppola tinha um projeto dos sonhos que enfim estreou nos cinemas em 2024: <em><strong>Megalópolis</strong></em>. Anos de desenvolvimento em meio às dificuldades de financiamento de um longa tão ambicioso para um cineasta que dos anos 1980 para cá teve uma relação de desconfiança dos principais investidores (os estúdios) dados os inúmeros problemas dos seus sets, sempre alargando orçamentos dos seus filmes, e os resultados decepcionantes de bilheteria. Megalópolis levou quase três décadas para &#8220;sair do papel&#8221;. O resultado é um filme que no seu corte final apresenta para o espectador esboços de boas ideias e não uma narrativa minimamente coerente.</p>
<p>Você pode respeitar toda a trajetória de Coppola, reconhecer sua importância para o cinema como um dos grandes expoentes da Nova Hollywood dos anos 1970 e ter filmes como <em>O Poderoso Chefão: Parte 1 e 2, Apocalipse Now, A Conversação e Drácula de Bram Stoker</em> como cânones e, ao mesmo tempo, reconhecer <em><strong>Megalópolis </strong></em>como um filme ruim e é nesta posição que nos encontramos. <em>Megalópolis</em> é um longa promissor como ideia, mas cuja execução resulta em um filme bagunçado em diversas frentes: na sua direção e no seu roteiro, na concepção visual e, sobretudo, na montagem.</p>
<p>O longa narra a jornada de César Catilina, interpretado por Adam Driver. Caitilina é um arquiteto que tem em mãos o projeto de uma realidade utópica para uma civilização em evidente declínio. Defendendo o seu modelo de sociedade para o futuro, César trava uma disputa ideológica com instâncias de poder, entre elas o prefeito Franklyn Cicero, vivido por Giancarlo Esposito, um sujeito que resiste às ideias do rapaz. Uma situação que agrava a cisão entre os dois personagens é o romance entre César e a filha de Franklin, Julia Cícero, interpretada por Nathalie Emmanuel.</p>
<p>Em seu novo filme, Coppola surge pessimista com os EUA do ponto de vista político e cultural, &#8220;caindo em si&#8221; de que a ideia do &#8220;sonho americano&#8221; foi substituída por um país em deterioração pela corrupção dos poderosos que fazem parte do seu círculo social. É uma civilização em estado de putrefação sustentada insistentemente por uma elite que lucra bastante com a desigualdade e a alienação das massas. O César de Adam Driver é uma representação de Coppola, um artista que tem trânsito nesse círculo social mais abastado, mas que não consegue &#8220;fazer valer&#8221; seus ideais. A partir disso, de fato, Coppola tem material para realizar uma interessante e criativa crítica social, por um ponto de vista bem pessoal, porém o que se vê na tela são apenas esforços.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18910" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3.png" alt="Megalópolis" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Visualmente, <em><strong>Megalópolis </strong></em>é uma bagunça de referências e uma extravagância no uso de efeitos especiais, a maioria muito mal aplicados, &#8220;poluindo&#8221; cada frame com sobreposições e uma inventividade estética que mira em várias referências, não dando tempo para o espectador absorver a profusão criativa de cada frame e o que eles significam. É o deleite pela &#8220;bela imagem&#8221; sobreposto por outra composição criada supostamente para impressionar a plateia e o cineasta vai até o fim do longa nesse modus operandi. No final das contas, o que Coppola acaba banalizando todos os esforços estéticos do seu longa.</p>
<p>Não há camadas nos personagens de <em><strong>Megalópolis</strong></em>. O roteiro parece contentar-se com a orientação de que todas aquelas pessoas que povoam a narrativa de Coppola são ideias e não gente. A jornalista vivida por Aubrey Plaza é uma representação da manipulação e ganância da mídia, o César de Adam Driver é a utopia de uma sociedade perfeita e o nepo baby interpretado por Shia LaBeouf é puro oportunismo. Só isso. Acontece que apenas isso não é o suficiente para engajar o público com o filme. Dentro dos traços marcantes desses personagens não há nuances.  Quando conflitos humanos são desenvolvidos, o filme opta pelo mais superficial possível, a exemplo da relação amorosa entre César e Júlia. Parte disso é porque o roteiro do longa é extremamente ensimesmado nas ideias do cineasta e seus personagens são  elementos secundários, o que torna a experiência de assistir Megalópolis fria e cansativa.</p>
<p>Poucas atuações chamam a atenção &#8211; e olha que falamos de um elenco com atores como Adam Driver, Dustin Hoffman, Jon Voight e Giancarlo Esposito. Talvez Aubrey Plaza e Shia LaBeouf mereçam mais destaque porque conseguem encontrar um tom mais satírico em meio à dispersão que é <em><strong>Megalópolis</strong></em>. Esses atores tentam encontrar algum sentido para para o projeto ao adotar este tom em suas atuações, saindo-se mais bem-sucedidos do que o herói shakespeariano de Adam Driver, por exemplo. Uma cena em particular protagonizada por Plaza e LaBeouf é bem curiosa, nela a jornalista manipula seu parceiro de cena culminando em uma incomum cena de sexo &#8211;  e é bem curioso perceber as intenções opostas às ações de ambos nesse momento e como os dois atores conduzem tudo isso. No mais, pouca coisa é memorável.</p>
<p>Pode ser que daqui há alguns anos a crítica resgate <em><strong>Megalópolis</strong></em> em uma revisão como um longa cuja péssima recepção não fez justiça ao que ele de fato é &#8211; isso pode acabar acontecendo sobretudo porque acredito que deva existir outro corte desse filme daqui algum tempo. O que temos no presente, no entanto, é o que pode ser julgado e, sendo assim, <em>Megalópolis</em> não é dos melhores trabalhos da  carreira de Coppola, longe disso, infelizmente, é uma das maiores decepções do seu currículo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Francis Ford Coppola</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Adam Driver, Giancarlo Esposito, Nathalie Emmanuel, Aubrey Plaza, Shia LaBeouf, Jon Voight, Laurence Fishburne</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/xDg19aLVuyA?si=4-9I5NfNEuDcpVQc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Especial: Pontos Altos e Baixo de John Wick 4: Baba Yaga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 15:11:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A saga de John Wick (Keanu Reeves) chega ao seu quarto capítulo com John Wick 4: Baba Yaga, trazendo um desfecho para uma trajetória sanguinolenta de um protagonista que se tornou icônico. Como tudo começou? Com um cachorro assassinado e um homem em luta, com sede de vingança. Todavia, a partir deste ato inicial de revanche por seu pet, uma grande bola de neve que foi se criando ao redor de John, que já não tinha mais lugar para onde [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A saga de John Wick (Keanu Reeves) chega ao seu quarto capítulo com<em> <strong><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-4-baba-yaga/">John Wick 4: Baba Yag</a>a</strong></em>, trazendo um desfecho para uma trajetória sanguinolenta de um protagonista que se tornou icônico. Como tudo começou? Com um cachorro assassinado e um homem em luta, com sede de vingança. Todavia, a partir deste ato inicial de revanche por seu pet, uma grande bola de neve que foi se criando ao redor de John, que já não tinha mais lugar para onde ir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um colapso total e sendo perseguido globalmente, não havia saída alguma para John a não ser tentar encerrar de vez estas lutas intermináveis. Para tal intento, ele se envolve em&#8230;er&#8230;mais lutas! Entre absurdos de explosões, combates e o corpo de um homem quase indestrutível, o novo longa-metragem da franquia tenta impactar, mas não consegue manter a qualidade dos filmes anteriores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, a produção garante bons momentos e elementos positivos dentro deste universo inconsequente de <em>John Wick</em>. A questão da verossimilhança já foi abandonada há muito tempo pela obra. Por isso, o espectador não pode aguardar encontrar alguma lógica sensata durante a sessão. A dinâmica aqui é muito singular, uma dinâmica “Wickiana”, que convoca um Keanu Reeves quase semi-deus, algo que o ator já é acostumado em fazer, inclusive. </span><span style="font-weight: 400;">Mas, é neste jogo de acertos e erros que o <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> traz uma lista com os pontos altos e baixos de <strong><em>John Wick 4: Baba Yaga</em></strong>. </span></p>
<p><strong>Confira!</strong></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16561" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2883339.jpg" alt="John Wick 4: Baba Yaga" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2883339.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2883339-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2883339-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2883339-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h4 style="text-align: center;"><strong>Pontos Altos</strong></h4>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção das sequências de ação:</strong> A maior parte da duração do quarto capítulo de <em>John Wick</em> contém sequências extensas de lutas. Este fator poderia criar uma atmosfera enfadonha e repetitiva, mas é na direção de Chad Stahelsk (</span><i><span style="font-weight: 400;">De Volta ao Jogo</span></i><span style="font-weight: 400;">) e na edição de Nathan Orloff que esta junção de cenas se torna uma experiência divertida. Através da mise-en-scène, dos cortes e planos bem elaborados, é possível acompanhar detalhes dos embates, que mesclam tensão e comicidade. Em termos de decupagem, um momento de destaque é a batalha no hotel de Shimazu (Hiroyuki Sanada), principalmente no embate de John e Caine (Donnie Yen). Entre luzes, tiros e corpos arremessados, a suspensão é progressiva, mas ainda dá tempo de realizar um desenvolvimento das duas personagens, mostrando a dinâmica da relação dos dois amigos que, agora, precisam tentar matar um ao outro.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>A relação entre mitificação e desmistificação do protagonista:</strong> John Wick é quase um semideus nesta franquia. Entre tiros, quedas de 220 degraus e muita porrada, há um estabelecimento de Wick como uma figura de herói (ou anti-herói), com direito até a um terno, que parece realmente um traje de super-herói. Neste quarto capítulo, o que acontece com o corpo de John é sobre-humano, como na sequência do Arco do Triunfo, na qual ele é atropelado por diversos carros ou quando ele cai do terceiro andar, em cima de uma van. Ao mesmo tempo, existe uma consciência da mortalidade da personagem e os riscos que assumidos por ele. A forma como a sobrevivência de John Wick não é garantida é um dos pontos altos da produção porque, caso este elemento não existisse, não seria possível construir tensão alguma e os espectadores teriam certeza de que Wick é indestrutível. Criar este paralelo, ainda que através de um protagonista implacável, é uma missão dura, mas bem realizada neste quarto filme.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>A utilização da geografia das cidades:</strong> A forma como o roteiro faz uma conexão entre a trajetória física e os conflitos vivenciados por John Wick é eficaz e amarrada. Existem diversos filmes de ação que inserem localidades múltiplas &#8211; como <em>Alerta Vermelho</em> ou <em>Eternos</em>, ambos de 2021. Todavia, a sensação que estas obras passam é de que a ida para vários países acontece apenas para impressionar, com grandes planos de estabelecimento e quadros de pontos turísticos. Em <em>John Wick 4</em> é bem verdade que isto acontece &#8211; inclusive, alguns <em>establishing shots</em> são exaustivos. No entanto, ao mesmo tempo que existe este desejo de aumentar a potência de grandiosidade da produção, aqui isto é feito também à serviço da narrativa. A maneira como Paris é explorada, por exemplo, fomenta a tensão com a trama, porque Wick precisa sair da Torre Eiffel e chegar na Sacré-Coeur vivo, fazendo com que cada espaço do caminho seja utilizado com eficácia. E tudo isso dentro da própria lógica cotidiana da cidade &#8211; mesmo que seja na parte turística da cidade. Então, por exemplo, o caos dos carros no Arco do Triunfo entra na ação e na pancadaria de Wick ou os 220 degraus para chegar até a Sacré-Coeur também. </span></li>
</ol>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16560" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4782908.jpg" alt="John Wick 4: Baba Yaga" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4782908.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4782908-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4782908-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4782908-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h4 style="text-align: center;"><strong>Pontos Baixos</strong></h4>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong><em>A presença mais escassa de Wick:</em></strong> Por algum motivo, o longa demora para trazer mais cenas de luta com John. Provavelmente, a maior parte da plateia sentará na sala de cinema para ver Keanu Reeves imbatível e quase imortal, na pele de John Wick. Todavia, o filme gasta tempo demais mostrando brigas sem Wick ou em relacionamentos que não vão fazer muita diferença para a trama no geral. Um exemplo é a relação de John com Shimazu e sua filha Akira (Rina Sawayama), que é abandonada no primeiro ato e gradativamente esquecida. Contudo, mesmo não sendo essencial para o enredo, o espectador acompanha, por uma duração considerável da sessão, sequências de luta de Shimazu e Akira  com outras pessoas. Incluindo, uma grande tensão que se estabelece entre Akira e Caine. Quando Wick inicia, de fato, os seus trabalhos, a obra já está em seu segundo ato. Desta maneira, já que o objetivo aqui é acompanhar pancadaria e tiros por quase 3 horas seguidas, que fossem todas elas com o tão amado Baba Yaga e não o contrário!</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>O trabalho de corpo dos atores:</strong> Apesar da produção contar com atores experientes, principalmente no que se referem aos filmes de ação (Keanu Reeves, Laurence Fishburne, Donnie Yen etc), alguns coadjuvantes e membros do elenco de apoio trazem uma composição exagerada, que foge da organicidade. Por esta razão, em diversas sequências de luta, principalmente as que ocorrem na primeira parte do longa, contam com intérpretes que parecem bonecos de um videogame &#8211; sabe quando alguém está montando um avatar para usar durante o jogo e esse avatar se move de uma maneira muito específica, enquanto as opções são trocadas? Com isso, estes corpos com movimentações artificiais acabam por interferir na fruição da obra como um todo, porque, ainda que esta seja uma produção completamente cheia de absurdos, existe o pacto com o espectador. Assim, é compreensível que Keanu Reeves vai ser arremessado de milhares de degraus e sobreviver, mas ele vai fazer isso com a corporeidade esperada. O maior equívoco de alguns artistas do longa é querer mostrar que estão performando uma luta. Quando um ator quer mostrar algo, ele irá alcançar um resultado totalmente reverso. Uma boa comparação para perceber a diferença desta construção física é entre Rina Sawayama e o próprio Reeves. O manuseio de Keanu das armas, como ele corre e usa o tônus do corpo à favor da personagem é orgâncio e crível dentro daquele contexto. Já Rina faz justamente o oposto.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Aproveitamento do plot e da personagem central:</strong> Entre sacadas de pistolas, socos e atropelamentos, falta para o roteiro olhar para o John Wick verdadeiramente. Ainda que esta seja uma produção voltada para a pancadaria, quase toda a construção da personalidade de Wick é deixada de lado. Ele é um homem cheio de contradições, desequilíbrios morais e impulsos. Mas, neste quarto capítulo são poucos os momentos em que o espectador se conecta com ele ou sabe quais são seus pensamentos e sentimentos. De uma maneira geral, John acaba se tornando um coadjuvante de sua própria história, uma figura principal e cheia de carisma, que é escanteada. E está é a razão principal para que <em><strong>John Wick 4: Baba Yaga</strong></em> desta franquia chegue tão morno e sem a qualidade dos anteriores.</li>
</ol>
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		<title>Crítica: John Wick 4: Baba Yaga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Mar 2023 22:01:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>John Wick 4: Baba Yaga finalmente chega aos cinemas para dar um desfecho na sangrenta história de seu protagonista, que lá atrás jurou vingança por causa de seu cachorro assassinado. Brincadeiras de roteiro à parte, esta é uma franquia que eu gosto muito pois se propõe à ação simplesmente pela ação, sem querer criar histórias mirabolantes por trás. Ou, pelo menos, era como costumava ser. Desde o terceiro episódio (John Wick 3: Parabellum), lançado em 2019, que a qualidade não [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-4-baba-yaga/">Crítica: John Wick 4: Baba Yaga</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>John Wick 4: Baba Yaga</strong></em> finalmente chega aos cinemas para dar um desfecho na sangrenta história de seu protagonista, que lá atrás jurou vingança por causa de seu cachorro assassinado. Brincadeiras de roteiro à parte, esta é uma franquia que eu gosto muito pois se propõe à ação simplesmente pela ação, sem querer criar histórias mirabolantes por trás. Ou, pelo menos, era como costumava ser.</p>
<p>Desde o terceiro episódio (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-3-parabellum/"><em>John Wick 3: Parabellum</em></a>), lançado em 2019, que a qualidade não é mais a mesma. Perderam completamente o propósito de ser apenas um assassino sofrido e cansado, querendo viver o luto de sua esposa. Quando começa a colocar estrangeiros de diferentes países querendo matar o mesmo cara, pode ter certeza que largaram a mão dos roteiristas.</p>
<p>No entanto, trata-se não apenas de John Wick (que eu adoro), como de Keanu Reeves (<em>Com Quem Será?</em>), um dos atores mais queridos dos cinemas, que particularmente sou fã há muito anos. Então, claro que estaria na maior expectativa, na primeira fila. Que pena que a recíproca não foi verdadeira. Definitivamente deveriam ter parado lá atrás, no segundo filme.</p>
<p>Em <em><strong>John Wick 4: Baba Yaga</strong></em>, o protagonista foge do High Table, depois de ter infringido suas regras, tornando ele um dos itens mais caros das listas de contratação dos assassinos, já que sua cabeça está valendo milhões. Enquanto ele resolve como agir diante disso, o famoso hotel Continental é fechado por ordem de um superior e explodido, deixando Winston (<em>Hellboy</em>) completamente desolado. O crime, claro, foi ter ajudado John Wick.</p>
<p>Quando os chefões da organização criminosa finalmente decidem exterminar Wick, colocando um preço altíssimo por sua cabeça, John precisa se unir aos amigos para conseguir garantir a sua saída desta vida e finalmente poder viver a sua reclusão. Mas é óbvio que isso não será simples.</p>
<p>O problema deste filme é que ele perdeu completamente o respeito por qualquer nível de veracidade nas informações. E entenda: eu adoro filme mentiroso. Mas tudo depende da forma como é feito e o limite que é dado. O roteiro aqui simplesmente coloca John como imortal, infligindo quedas bizarras em que ele bate a cabeça, enverga a coluna e sai andando. Ou quando ele é atropelado mais de 5 vezes na sequência, do corpo dar cambalhota, e ele também sai andando. Então, assim: faltou um limite absurdo neste sentido, o que acaba pesando para o espectador.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16555" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029.jpg" alt="John Wick 4: Baba Yaga" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Outro detalhe é que eles encheram o filme de lutas completamente sem sentido que não acrescentam em nada à trama. Para poupar Keanu, eles deram essa função para outros personagens. Mas, sinceramente, ninguém assiste a esse filme para ver outras pessoas lutando. O nosso objetivo ali é ver Wick matando 50 cabeças em uma única sequência. Quando isso começa a acontecer de fato, já é lá pra metade do filme e o espectador está um pouco cansado.</p>
<p>Ah, e as lutas, especialmente as iniciais, não foram das mais bem coreografadas. Temos umas tomadas de cenas em que claramente o figurante espera para receber um murro. Essa qualidade de filme e elenco não deveria combinar com esse tipo de atuação.</p>
<p>Mas enfim chegamos na parte em que Wick tem o seu momento e ele brilha! A sequência da luta final &#8211; que dura um bom tempo &#8211; é eletrizante, nos deixando na ponta da cadeira. É bem feita, divertida, cheia de violência (entendam que é para isso que o filme se propõe), momentos rápidos de comédia com Keanu 100% sério e uma finalização assertiva. Tomada de câmera, escolha de cenário, elenco. Tudo bem alinhado com o que de fato é o personagem.</p>
<p>A sensação que temos é que foi um filme com dois diretores e dois roteiristas, enquanto o primeiro que nos enfia goela abaixo uns personagens aleatórios e brigas mal feitas, enquanto o segundo é um grande conhecedor do protagonista.</p>
<p>Ah, um detalhe importante é que o vilão aqui é interpretado por ninguém menos que Bill Skarsgård (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-it-capitulo-2/"><em>It &#8211; Capítulo 2</em></a><em>),</em> o nosso querido palhaço It, o Pennywise. Definitivamente uma boa escolha da antagonista, já que o ator, calado e sem esboçar qualquer reação, já é super expressivo e com cara de psicopata. Então, casou perfeitamente com a situação.</p>
<p>Sendo assim, <em><strong>John Wick 4: Baba Yaga</strong> </em>é aquele tipo de filme que frustra os espectadores por um bom tempo, mas que finaliza de uma maneira correta, nos fazendo ter a falsa sensação de que o longa é melhor do que ele é, de fato. E precisamos aqui implorar uma coisa importante: parem de fazer filmes de ação com quase 3h de duração! Quase nenhum roteiro do gênero tem conseguido sustentar esse tempo e só faz cansar o espectador.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Chad Stahelski</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Keanu Reeves, Donnie Yen, Bill Skarsgård, Laurence Fishburne, Hiroyuki Sanada, Shamier Anderson, Lance Reddick, Rina Sawayama, Ian McShane</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Ijo1NPtwq3g" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: John Wick 3 &#8211; Parabellum</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 May 2019 00:14:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Keanu Reeves (Matrix) retorna às telonas no papel de John Wick, na franquia de ação que faz sucesso e tem características próprias. Em John Wick 3 &#8211; Parabellum, o protagonista que dá nome ao longa está sendo perseguido depois de ter infringido as regras da Alta Cúpula e matado uma pessoa dentro das imediações do hotel em Nova York. Agora sua cabeça vale ouro e ele vai precisar de todos os seus artifícios e conhecidos para conseguir salvar sua pele. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Keanu Reeves (<em>Matrix</em>) retorna às telonas no papel de John Wick, na franquia de ação que faz sucesso e tem características próprias. Em<em><strong> John Wick 3 &#8211; Parabellum</strong></em>, o protagonista que dá nome ao longa está sendo perseguido depois de ter infringido as regras da Alta Cúpula e matado uma pessoa dentro das imediações do hotel em Nova York. Agora sua cabeça vale ouro e ele vai precisar de todos os seus artifícios e conhecidos para conseguir salvar sua pele.</p>
<p><em>John Wick</em> é o tipo de filme que, desde o início da franquia, prima muito pela cenas de violência e lutas bem orquestradas. E este continua sendo o ponto alto da trama. São sequências maravilhosas de luta, em que Wick mostra todos os anos de treinamento como matador profissional e articula a queda do inimigo sem rosto. Afinal, todos querem matá-lo e conseguir embolsar alguns milhões.</p>
<p>Keanu retorna neste papel que mostra muito de seu retorno triunfal às telonas, depois de períodos de hiato e más escolhas. Há algum tempo não se via um filme de ação novo tão bom e um personagem tão envolvente. A sua causa é o que mais chama a atenção do espectador. Ele efetivamente faz de tudo para proteger os que ama, seja sua esposa ou seu cachorro.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10524" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3275454.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3275454.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3275454.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3275454.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Isso funciona como uma deixa para o senso de humor do filme, que não é exagerado, acertando na dosagem. Rimos muito mais do desespero das pessoas, do que da cara delas. E isso é que faz o filme manter o padrão de qualidade.</p>
<p>Outros personagens fortes são acrescentados no roteiro, como é o caso de Halle Berry <em>(A Última Ceia</em>). Ela faz parte de um outro núcleo da Alta Cúpula, mas tem uma promissória com John. Então precisa quebrar as regras para cumprir com sua dívida e ajudar o antigo amigo. A pena é que sua participação é mais breve do que deveria. Seria muito melhor aumentar o seu tempo em cena e diminuir o da vilã Juíza, que é pura canastrice.</p>
<p>O que peca em <em><strong>John Wick 3 &#8211; Parabellum</strong> </em>é que ele não acaba. Pensávamos que este seria o fim da trilogia de Wick e sua saga por tentar retornar à uma vida comum. Mas o fim em aberto deixa espaço claro para um novo longa e isso frusta. Este já é o mais fraco dos três filmes e o espectador se questiona se ainda existe fôlego para dar continuidade em outras produções.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Chad Stahelski<br />
<strong>Elenco:</strong> Keanu Reeves, Asia Kate Dillon, Ian McShane, Halle Berry, Anjelica Huston, Mark Dacascos, Laurence Fishburne, Jason Mantzoukas, Lance Reddick</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/qEtFvQG4gh0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Mula</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Feb 2019 22:11:37 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[A Mula]]></category>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Clint Eastwood retorna aos cinemas mais uma vez com um trabalho de direção que compõe a sua longa gama de sucessos, como Sobre Meninos e Lobos, Menina de Ouro, Gran Torino e Sniper Americano. Em A Mula, ele também atua como o protagonista da trama que fala sobre velhice e o tempo perdido. Earl (Clint Eastwood) é um homem com mais de 80 anos que vive sozinho, depois de decepcionar todo sua família com sua dedicação exclusiva ao trabalho. Ele [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Clint Eastwood retorna aos cinemas mais uma vez com um trabalho de direção que compõe a sua longa gama de sucessos, como <em>Sobre Meninos e Lobos</em>, <em>Menina de Ouro</em>, <em>Gran Torino</em> e <em>Sniper Americano</em>. Em <strong><em>A Mula</em></strong>, ele também atua como o protagonista da trama que fala sobre velhice e o tempo perdido.</p>
<p>Earl (Clint Eastwood) é um homem com mais de 80 anos que vive sozinho, depois de decepcionar todo sua família com sua dedicação exclusiva ao trabalho. Ele era um produtor de flores de sucesso, até que a internet mudou o negócio de vendas e Earl não acompanhou o processo. Falido e quase perdendo a casa, Earl vê uma oportunidade de trabalho como motorista que pode te ajudar a recuperar tudo, inclusive o contato com a família. Ele passa, então, a ser um transportador de drogas para um cartel mexicano.</p>
<p>A idade é um elemento importante da trama desde o começo. Este é o primeiro trabalho de direção e atuação de Clint desde <em>Gran Torino</em> (2008). Em pouco mais de uma década, Clint agora ocupa muito mais um lugar de idoso do que anteriormente. Então é inteligente a sua decisão de fazer um bom uso deste elemento no roteiro do longa. A velhice é um fator, mas não é limitante para Earl, que leva uma vida normal e sem ajuda. Além de morar sozinho, ele dirige, resolve os próprios problemas e tem a vida sexual ativa.</p>
<p>A medida que a trama evolui, com Earl adentrando cada vez mais no mundo de entregas do cartel, vai ficando claro o quanto ele consegue cativar as pessoas ao seu redor. Logo os traficantes já se tornam seus confidentes, o ajudam a entender melhor um <em>smartphone</em>, enquanto ele conversa e aconselha sobre a família. Ele vai criando uma sensação de pertencimento àquela nova realidade, uma vez que julga ter estragado todas as suas chances com sua família original (esposa, filha e neta).</p>
<p>É esta simpatia, por sinal, que faz a história funcionar. Earl se torna a melhor mula do cartel justamente por não despertar o interesse dos investigadores e por ter um estilo muito tranquilo de entrega da mercadoria. Ele acaba despistando com facilidade o agente Bates (Bradley Cooper), que conversa com ele enquanto segue para prender um suspeito por engano.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9943" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/2902111.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="A Mula" width="610" height="348" /></p>
<p>O drama é pontuado recorrentemente com humor, principalmente o sarcástico. Clint faz piada não apenas de sua idade, como da diferença das realidades atuais e de outrora. Esta &#8220;atualização&#8221; (por assim dizer) confere uma aproximação ainda maior ao espectador, que vai criando sentimentos sinceros pelo protagonista. Earl quer realmente mudar seu comportamento com a família e tentar recuperar qualquer conexão emocional que possa ainda existir.</p>
<p>É este espaço para autocrítica de Eastwood que faz dele um grande diretor. Ele utiliza seu estilo de direção e composição de cenas a favor da trama e dos personagens, enquanto passeia pelo humor ácido e sarcástico de alguns diálogos. O diretor efetivamente tem o respaldo criativo para conduzir a história desta forma e o faz muito bem. Além disso, nos presenteia com uma grande atuação, criando um protagonista cheio de conflitos, medos e certezas.</p>
<p>Mesmo com o foco totalmente no protagonista, temos nomes de peso no elenco, como Laurence Fishburne, Michael Peña, Dianne Wiest e Andy Garcia. Todos compõe a trama e dão embasamento para a condução do principal. A filha de Earl, inclusive, é interpretada por Alison Eastwood, filha de Clint na vida real. Destaque ainda para Bradley Cooper, que não tem lá tanta importância quanto poderia, mas o personagem vai crescendo a partir da metade do longa e ganhando força.</p>
<p><em><strong>A Mula</strong></em> é o tipo de filme que merece a apreciação do público não apenas pela história &#8211; que é bem interessante, sim &#8211; mas pela atuação e direção de Clint Eastwood, que continua forte e preciso. Não é seu melhor trabalho da carreira, mas com certeza vai agradar a todos.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/MvD6O31R32g" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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