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	<title>Arquivos Laura Dern - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Laura Dern - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Amores Solitários</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Oct 2024 21:03:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tem repercutido internet afora como 2024 foi o ano do intitulado romance com age gap (diferenças de idade) protagonizados por atrizes veteranas. Em Uma Ideia de Você do Prime Video, Anne Hathaway viveu a mãe de uma adolescente apaixonada pelo ídolo da filha, o integrante de uma boy band interpretado por Nicholas Galitzine. Já Tudo em Família da Netflix trouxe Nicole Kidman como uma escritora cujo caso com um astro de cinema egocêntrico interpretado por Zac Efron abala a relação com sua filha, funcionária dele. Agora, é a vez de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tem repercutido internet afora como 2024 foi o ano do intitulado romance com age gap (diferenças de idade) protagonizados por atrizes veteranas. Em Uma Ideia de Você do Prime Video, Anne Hathaway viveu a mãe de uma adolescente apaixonada pelo ídolo da filha, o integrante de uma boy band interpretado por Nicholas Galitzine. Já Tudo em Família da Netflix trouxe Nicole Kidman como uma escritora cujo caso com um astro de cinema egocêntrico interpretado por Zac Efron abala a relação com sua filha, funcionária dele. Agora, é a vez de Laura Dern ter um romance com Liam Hemsworth em <em><strong>Amores Solitários</strong></em> uma das adições de outubro do catálogo da Netflix.</p>
<p>Ambientado no Marrocos, <em><strong>Amores Solitários</strong></em> conta a história da renomada escritora Katherine Loewe vivida por Dern. Ela está em um país para viver a experiência de um retiro criativo em um hotel cheio de hóspedes escritores de diferentes gerações. No local, Katherine conhece Owen, papel de Liam Hemsworth, um consultor de finanças acompanhante da namorada no retiro. O jovem casal acaba vivendo uma crise no relacionamento durante o retiro e as brigas dão espaço para que Owen conheça um pouco mais Katherine. Aos poucos, Katherine e Owen descobrem que têm muito em comum e vivem uma experiência romântica nessa viagem.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18833" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-7.png" alt="Amores Solitários" width="751" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-7.png 751w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-7-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-7-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 751px) 100vw, 751px" /></p>
<p>Em meio a inúmeras conveniências de roteiro, <em><strong>Amores Solitários</strong></em> encontra alguma faísca em sua história através da genuína química construída por Dern e Hemsworth. O longa dirigido e roteirizado por Susannah Grant tem a grande &#8220;sacada&#8221; de não ser muito precoce na concretização da relação amorosa entre seus protagonistas. Parte da narrativa é tomada pelas cenas nas quais Katherine e Owen trocam confidências e descobrem afinidades. Como personagens deslocados em um contexto social que, por diferentes razões, lhe parece indesejável (o caso dela) ou hostil (o caso dele), os personagens criam uma conexão possível apenas porque o filme dedica muitos momentos às conversas conduzidas com muita sintonia por Dern e Hemsworth. A compreensão de Susannah Grant de que a química entre o seu casal precisa ser construída, conquistada, é o que transforma a experiência de <em>Amores Solitários</em> pontualmente singular e envolvente.</p>
<p>É uma pena que toda a originalidade estabelecida inicialmente não é mantida durante boa parte da narrativa e, como convém a um projeto comercial, <em><strong>Amores Solitários</strong></em> apela para fórmulas em seu terceiro ato. Dos diálogos bobos aos encontros e desencontros batidos no relacionamento entre seus protagonistas, sabotando boa parte da originalidade conquistada durante boa parte da sua trama. Nesse esteio, nem mesmo a sinergia entre Laura Dern e Liam Hemsworth salva o projeto de um desfecho no &#8220;piloto automático&#8221; semelhante a uma dúzia de filmes do gênero. A princípio, Grant acerta bastante ao mirar em uma espécie de Antes do Amanhecer para a geração de espectadores da Netflix, mas logo pasteuriza o seu projeto transformando o seu filme em mais um entre tantos a apostar nos mesmos clichês de sempre.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Susannah Grant</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Laura Dern, Liam Hemsworth, Diana Silvers</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wYnvZGwJ-Lw?si=q8-O-D3x-ZZlJIPk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Jurassic World &#8211; Domínio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jun 2022 18:22:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jurassic World &#8211; Domínio chega aos cinemas para deixar os fãs de dinossauros em polvorosa. Isso porque este longa consegue unir as duas franquias, Jurassic World e a saudosa Jurassic Park. Por si só, isso já seria motivo o suficiente para ficarmos bastante empolgados com a trama. Indo além, o longa nos oferece um toque de nostalgia na medida, nos fazendo envolver novamente com a história. O mundo agora convive diariamente com os dinossauros, depois que a Ilha Nublar foi [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Jurassic World &#8211; Domínio</strong> </em>chega aos cinemas para deixar os fãs de dinossauros em polvorosa. Isso porque este longa consegue unir as duas franquias, <em>Jurassic World</em> e a saudosa <em>Jurassic Park</em>. Por si só, isso já seria motivo o suficiente para ficarmos bastante empolgados com a trama. Indo além, o longa nos oferece um toque de nostalgia na medida, nos fazendo envolver novamente com a história.</p>
<p>O mundo agora convive diariamente com os dinossauros, depois que a Ilha Nublar foi destruída. É algo como andar na rua e se deparar com algum desses bichos. Ainda assim, os cientistas estudam os impactos que isso pode ter na ordem da Terra, nas cadeias alimentares e tudo mais. Enquanto isso, Claire (Bryce Dallas Howard, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rocketman/"><em>Rocketman</em></a>) e Owen (Chris Pratt, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>) lidam com a presença de Maisie (Isabella Sermon, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jurassic-world-reino-ameacado/"><em>Jurassic World: Reino Ameaçado</em></a>), a garota que foi clonada pela filha do dono do Jurassic Park e agora é perseguida por uma grande corporação.</p>
<p>Ellie Sattler (Laura Dern, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>) ressurge incrível e maravilhosa para investigar o aparecimento de insetos gigantes que estão devastando plantações inteiras e aterrorizando as pessoas. Ela pede a ajuda, então, de seu grande amigo das antigas Alan Grant (Sam Neil, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-ragnarok/"><em>Thor: Ragnarok</em></a>) já que tem uma suspeita de que uma grande corporação está fazendo uma mutação genética.</p>
<p><em><strong>Jurassic World &#8211; Domínio</strong></em> é um grande serviço aos fãs, pois toca em todos os pontos de memória afetiva que podemos ter. Eles relembram cenas e personagens a todo momento, mas de maneira sutil para não perder a personalidade do longa em questão. São animais que surgem, reencontros carinhos, personagens fisicamente parecidos com anteriores e por aí vai. Cena após cena, somos imersos mais uma vez neste universo.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15559" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/1651181019_Jurassic-World-Dominion-IMAX-Poster.jpg" alt="Jurassic World - Domínio" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/1651181019_Jurassic-World-Dominion-IMAX-Poster.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/1651181019_Jurassic-World-Dominion-IMAX-Poster-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/1651181019_Jurassic-World-Dominion-IMAX-Poster-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/1651181019_Jurassic-World-Dominion-IMAX-Poster-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>E é justamente essa imersão que faz o filme funcionar muito bem. Eu particularmente sempre critiquei <em>Jurassic World</em> por não conseguir fazer o espectador se envolver tanto quanto Jurassic Park. E esse filme corrige muito bem este problema. Não sei se apenas pela retomada de personagens principais da trilogia anterior ou pelo próprio roteiro que adota estratégias inteligentes.</p>
<p>Tratando tudo com mais objetividade, o longa não tem um grande <em>plot twist</em> ou milhares de inimigos que vão surgindo tal qual ratos do bueiro. Ele segue uma linha mais dos anos 1990 (que muito me agrada), onde não se tinha tanta pressa em contar a história, pois se criavam menos arcos narrativos. Desta forma, conseguimos nos envolver mais e comprar a ideia que está sendo vendida ali.</p>
<p>A relação de Claire e Owen tem esse adicional de ter uma filha na personagem de Maisie e como o casal se une para defender aquilo que ama e acredita. Eles não são o grande foco deste filme (e com razão), mas ainda assim seguem como protagonistas. Temos ainda a adição simpática de Kayla (DeWanda Wise, <em>Paternidade</em>) que funciona com uma ótima coadjuvante na história.</p>
<p>O grande trunfo de <em><strong>Jurassic World &#8211; Domínio</strong></em>, no entanto, é retomar a dinâmica de Ellie e Alan. E como é bom relembrar o quanto eles eram ótimos em cena. Uma parceria que deu certo lá atrás e só reforçou aqui. Os dois se reencontram depois de anos de falta de contato e a chama de uma possível relação amorosa ressurge, deixando o espectador ansioso com essa possibilidade. Mesmo sem ter muitas informações sobre a missão, Alan rapidamente topa a proposta de Ellie pois sabe que vai sair daquela fase de inércia e solidão em que se encontra.</p>
<p>Não acho que ser um serviço aos fãs seja um demérito, principalmente quando temos equilíbrio e um roteiro bem trabalho. E é justamente isso que acontece aqui em <em><strong>Jurassic World &#8211; Domínio. </strong></em>Ainda que tenham algumas falhas de ritmo no meio do caminho, o filme funciona muito bem e é um ótimo entretenimento, até mesmo para aqueles que não são fãs assíduos do parque dos dinossauros.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Colin Trevorrow</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Jeff Goldblum, Laura Dern, Sam Neil, DeWanda Wise, Mamoudou Athie, Isabella Sermon</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/kATdt-lCnU8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Especial Oscar 2020: Melhor Atriz Coadjuvante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Feb 2020 16:38:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Domingo, 09, é dia da cerimônia do Oscar 2020. Com 38 longas na lista de indicados, a premiação seleciona dez intérpretes femininas para concorrer em duas categorias: Melhor Atriz e Melhor atriz coadjuvante. O anúncio de todos os concorrentes saiu no dia 13 de janeiro e muitas surpresas apareceram ou não. A quantidade de nomes deixados de lado e a falta de representatividade foi algo apontando durante o último mês. No entanto, alguns trabalhos que aparecem na disputa merecem um [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Domingo, 09, é dia da cerimônia do Oscar 2020. Com 38 longas na lista de indicados, a premiação seleciona dez intérpretes femininas para concorrer em duas categorias: Melhor Atriz e Melhor atriz coadjuvante. O anúncio de todos os concorrentes saiu no dia 13 de janeiro e muitas surpresas apareceram ou não. A quantidade de nomes deixados de lado e a falta de representatividade foi algo apontando durante o último mês. No entanto, alguns trabalhos que aparecem na disputa merecem um pouco de atenção.</p>
<p>Pensando nisso, o <span style="color: #ba1616;"><strong>Coisa de Cinéfilo</strong></span> resolveu trazer um especial, dividido em duas partes, analisando as atuações de cada uma das artistas no páreo. A primeira publicação <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2020-melhor-atriz/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><em>está aqui</em></strong></a>! Agora, confira a segunda metade do texto!!</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12390 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/laura-dern-marriege-750x375.jpg" alt="" width="750" height="375" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/laura-dern-marriege-750x375.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/laura-dern-marriege-610x305.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/laura-dern-marriege.jpg 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Laura Dern (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>História de um Casamento</em></a>)</strong></h5>
<p>Favorita na corrida para o prêmio, Dern vive uma advogada invencível e obstinada. A sua personagem não traz nenhum elemento daqueles mais óbvios sobre uma boa atuação, é tudo bastante sutil e suas cenas não são muitas e nem longas. Talvez, esse troféu possa ser considerado como um conjunto da obra ou uma celebração por sua performance na série Big Little Lies, onde ela faz algo bem semelhante, só que durante mais tempo.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-12394" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/kathy-richard-750x313.jpg" alt="" width="750" height="313" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Kathy Bates (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-caso-richard-jewell/"><em>O Caso Richard Jewell</em></a>)</strong></h5>
<p>Aqui o publico pode ver outra interpretação sutil, porém de uma forma um tanto mais óbvia. Com firmeza em seu tom de colorido de texto, os sentimentos da personagem de Bates são claros durante toda a sessão. Os detalhes delicados, como as variações de grave e agudo são os mimos advindos de uma atriz experiente e que revela o seu domínio em cena. Kathy encarna a mãe um tanto boba e tipicamente estadunidense. As camadas, no entanto, não ficam de fora e ela mesmo sendo um tanto ingênua tem pulso e reviravoltas tonais. As chances de vencer são pequenas, mas é um belo reconhecimento por um trabalho minucioso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12414" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/little-women-2019-meryl-streep-florence-pugh-sony-pictures-entertainment-.png" alt="Especial Oscar 2020: Melhor Atriz Coadjuvante" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/little-women-2019-meryl-streep-florence-pugh-sony-pictures-entertainment-.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/little-women-2019-meryl-streep-florence-pugh-sony-pictures-entertainment--610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/little-women-2019-meryl-streep-florence-pugh-sony-pictures-entertainment--360x240.png 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></h5>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Florence Pugh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adoraveis-mulheres/"><em>Adoráveis Mulheres</em></a>)</strong></h5>
<p>Como já foi dito <strong><a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-as-protagonistas-de-adoraveis-mulheres/">aqui</a></strong> no <strong>Coisa de Cinéfilo</strong>, Florence trouxe um trabalho impecável neste filme. A sua construção é extremamente pensada. É possível enxergar a mudança de idade de sua Amy e isso não vem de maquiagem ou troca de atriz, como na versão de 1994. Pugh tem consciência vocal e corporal em seu trabalho e revela, inicialmente, um jeito infantil e mimado, passando gradualmente para a maturidade. A intérprete vai adicionando o grave ao tom da voz e criando uma postura mais retilínea. O resultado é que o público pode sair com uma sensação de que viu uma menina adolescente, no começo, uma jovem  confusa e preocupada com seu futuro, no meio da obra, e uma artista, professora e mãe, no final da projeção. A possibilidade da atriz ganhar é mínima, porém seria uma zebra aceitável. <strong>(Favorita da autora deste texto)</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12413" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/bombshell-2019-margot-robbie-certa_widexl.jpeg" alt="Especial Oscar 2020: Melhor Atriz Coadjuvante" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/bombshell-2019-margot-robbie-certa_widexl.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/bombshell-2019-margot-robbie-certa_widexl-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/bombshell-2019-margot-robbie-certa_widexl-360x240.jpeg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Margot Robbie (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-escandalo/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>O Escâdalo</em></a>)</strong></h5>
<p>Já se é sabido do potencial e talento da Margot. Em trabalhos anteriores como em <em>Eu, Tonya</em> e <em>Duas Rainhas</em>, ela demonstrou a sua versatilidade e sua consciência espacial – é incrível ver como a atriz consegue ocupar o cenário e a tela com criatividade, utilizando objetos de cena, fitando eles, colocando o ambiente a favor da contracena etc. No entanto, não é isto que acontece aqui. Por algum motivo, a sua Kayla é plana. Por mais que o roteiro pareça procurar dar certo rumo surpreendente para ela, o público muito possivelmente vai sacá-la rapidamente, todos já viram aquela representação no cinema.</p>
<p>Ela é uma menina tida como boa moça, mas possui elementos conservadores nela, ainda que detalhes mostrem que este fator não é tão forte assim. Porém, tudo isto está apenas no texto. Na atuação, a moça é ainda menos que isso. Ela está um tanto robótica, presa em si mesma e passa até a sensação de desconforto. No domingo, a estatueta não deve ficar com ela, porém a Academia gosta de uma jovem, branca e loira. Como a categoria está preenchida disto, as chances dela ganhar acabam não sendo nulas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12393 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SCARLETT-jojo-750x394.jpg" alt="" width="750" height="394" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SCARLETT-jojo-750x394.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SCARLETT-jojo-610x320.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SCARLETT-jojo.jpg 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jojo-rabbit/"><strong>Scarlett Johansson (<em>Jojo Rabbit</em>)</strong></a></p>
<p>A sátira presente em todo filme perpassa a interpretação de Scarlett. Com um sotaque acima do tom, intencionalmente, a atriz também criou alguns trejeitos que geralmente aparecem em personagens arquetípicas alemãs. Ainda que não supere seu papel em <em>História de um Casamento</em>, sua indicação é acertada e ela poderia até levar o prêmio se não houvesse uma concorrência tão forte quanto a deste ano<a href="http://www.adorocinema.com/">.</a></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2020-melhor-atriz-coadjuvante/">Especial Oscar 2020: Melhor Atriz Coadjuvante</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Especial: As Protagonistas de Adoráveis Mulheres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jan 2020 22:37:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Está em cartaz a nova versão da obra Adoráveis Mulheres. Baseado no livro homônimo de Louisa May Alcott, a direção e a adaptação da produção fica por conta de Greta Gerwig (Lady Bird &#8211; A Hora de Voar). A história original, que foi escrita no final do século 19, já obteve, anteriormente, diversas versões para o audiovisual, incluindo animações e filmes para TV e para o cinema, sendo dois mudos, em 1917 e 1918, e três falados, em 1933, 1949 [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-as-protagonistas-de-adoraveis-mulheres/">Especial: As Protagonistas de Adoráveis Mulheres</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Está em cartaz a nova versão da obra <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adoraveis-mulheres/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><em>Adoráveis Mulheres</em></strong></a>. Baseado no livro homônimo de Louisa May Alcott, a direção e a adaptação da produção fica por conta de Greta Gerwig (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-lady-bird-a-hora-de-voar/"><em>Lady Bird &#8211; A Hora de Voar</em></a>). A história original, que foi escrita no final do século 19, já obteve, anteriormente, diversas versões para o audiovisual, incluindo animações e filmes para TV e para o cinema, sendo dois mudos, em 1917 e 1918, e três falados, em 1933, 1949 e 1994.</p>
<p>Algo que segue sendo cada vez mais comum e crescente a cada revisita para a trama é a escolha de um elenco poderoso. Pensando nisto, o <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> resolveu elaborar um especial <em><strong>As Protagonistas de Adoráveis Mulheres</strong></em> que reunisse uma breve comparação das atuações das personagens principais &#8211; a mãe e as suas quatro filhas &#8211; tentando ver o que muda entre as atrizes e as mudanças das construções dos papéis de uma época para outra. Como existem vários <em>remakes</em>, não estarão listados todos os longas. O olhar sobre a protagonista, Jo March, será mais amplo, considerando as interpretações de Katherine Hepburn (1933), June Allyson (1949), Winona Ryder (1994) e Saoirse Ronan (2019).Para o restante do elenco feminino, serão relacionadas as performances de 1994 versus as de 2019, justamente por serem as refilmagens mais recentes.</p>
<p><em><strong>Confira!</strong></em></p>
<h4><strong>Jo March</strong> <img decoding="async" class="alignnone wp-image-12179 size-medium" title="As Protagonistas de Adoráveis Mulheres" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/jos-750x187.png" alt="As Protagonistas de Adoráveis Mulheres" width="750" height="187" /></h4>
<p>A principal diferença entre as interpretações de Jo está no tom dado para a mesma. A característica principal da personagem é que ela é uma mulher de espírito livre e amante da escrita. Com o passar do tempo, esta característica foi se intensificando e seu foco em ser escritora também. No entanto, o nível de doçura, ingenuidade, aspereza e assertividade se mesclaram pelas gerações.</p>
<p>Em 1933, <strong>Katherine Hepburn</strong> (<em>A Costela de Adão</em>), opta por fazer o amadurecimento em seu papel por uma via corporal, começando com um jeito mais “moleca”, de garota que sobe em árvores e pula muros, faz gestos grandes e assovia etc, até se transformar em alguém mais adulta e consciente, de postura mais centrada. Contudo, não perde em nenhum momento o olhar gentil, que permanece durante toda projeção.</p>
<p>Em 1949, <strong>June Allsyon</strong> (<em>Música e Lágrimas</em>) acrescentou uma dureza para a protagonista, que retira um tanto da empatia construída por Hepburn, por exemplo. A sua Jo é mais durona, firme e até um tanto rude. Talvez, a sua atuação peque por esquecer do laço de ternura que a personagem sempre mantém com suas irmãs, desejando a felicidades delas, ainda que esteja em profundo aborrecimento com as mesmas.</p>
<p>Em seguida,em 1994,  existe a criação de <strong>Winona Ryder</strong> <em>(Os Fantasmas se Divertem</em>), que foi uma espécie de musa nos anos 1990 e com muitas mocinhas rebeldes na filmografia. Ainda assim, aqui, ela imprime a Jo mais doce de todas! Apesar disto, ela não perde algo central no que Alcott parece desejar transmitir: o elo que une a família, o amor pela literatura e a falta de desejo em seguir as regras impostas por sua época. Ryder traz um jeito meio atrapalhado, adolescente e até tímido, revelando uma menina mais sonhadora e apaixonada – por sua escrita, claro.</p>
<p>Por fim, a versão de <strong>Saoirse Ronan</strong> (<em>Desejo e Reparação</em>) parece misturar todas as outras características criadas pelas outras atrizes. Ronan traz elementos físicos que enaltecem a personalidade forte de Jo March, principalmente no jeito como corre ou empurra e bate em seu vizinho Laurie (Timothée Chalamet). Mas, ela não esquece de empregar texturas e movimentos que lembram os trejeitos da adolescência.</p>
<p>Com isso, a intérprete demonstra, na hora de “colorir” o texto, entonações emburradas típicas desta idade. No entanto, Ronan deixa a suavidade de lado e acaba abandonando um pouco da característica presente em Jo March, que é o de ser uma aventureira que sonha, que vive imersa nos livros e por isso uma sensibilidade artística. No geral, pode-se notar facilmente que são múltiplas visões de uma mesma figura ficcional e a preferência pode acabar ficando na identificação que o público pode vir a ter.</p>
<h4><strong>Amy March</strong>  <img decoding="async" class="alignnone wp-image-12181 size-medium" title="As Protagonistas de Adoráveis Mulheres" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/amys-750x245.png" alt="As Protagonistas de Adoráveis Mulheres" width="750" height="245" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/amys-750x245.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/amys-610x199.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/amys.png 1007w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></h4>
<p>A principal distinção entre a Amy da versão de 1994 e a de 2019 encontra-se no fato do filme da década de 1990 possuir duas atrizes para interpretar a personagem: <strong>Kirsten Dunst</strong> (<em>Entrevista com Vampiro</em>) e <strong>Samantha Mathis </strong>(<em>Psicopata Americano</em>). Em 2019, a obra conta “apenas” com <strong>Florence Pugh </strong>(<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-midsommar-o-mal-nao-espera-a-noite/"><em>Midsommar: O Mal Não Espera a Noite</em></a>), que para diferenciar a passagem de idade utiliza simplesmente a sua interpretação, preenchida de transições corporais e vocais, que sinalizam o seu amadurecimento. Quando se compara o tom que Dunst dá para seu papel, é possível notar certa equivalência em suas escolhas com as de Pugh. O público pode ver uma menina um tanto birrenta e infantil, pois ela é mostrada em sua primeira fase, por assim dizer, como uma criança que deseja e precisa de atenção.</p>
<p>O que muda na produção de Greta Gerwig, e isto é um grande mérito do longa, é a transformação impressionante passado por Amy. Florence Pugh demonstra consciência completa de sua criação e do que deseja performar na tela, revelando as fragilidades, seguranças e crescimentos de Amy March. É difícil comparar este desempenho com o de Mathis, que deixa a sensação de ter buscado uma visão mais comum para o papel. O que ela traz é a procura por um tom de realeza e uma postura distanciada das coisas, o que provoca uma impressão clara de que Amy cresceu, mas não que ela está amadurecida como pessoa, deixando a visão sobre ela um tanto rasa.</p>
<h4><strong>Meg March</strong></h4>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12184 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/megs-750x374.png" alt="" width="750" height="374" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/megs-750x374.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/megs-610x304.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/megs.png 825w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong>Trini Alvarado</strong> (<em>Uma Lição de Amor</em>) entrega uma Meg mais serena e amadurecida, na versão de 1994. Ela é claramente a irmã mais velha que, apesar dos conflitos internos, tem uma tranquilidade de quem já viveu um pouco do que as irmãs. A impressão que <strong>Emma Watson</strong> (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-bela-e-a-fera/"><em>A Bela e a Fera</em></a>) passa é um tanto distinta. Ainda que a característica de ter mais idade e querer fazer parte da grande sociedade estar nas duas Meg March, a forma de externalizar isto corporalmente e verbalmente é diferente.</p>
<p>Watson emprega algo mais intenso e dramático – no sentido de engradecimento das emoções. Não que sua performance vá para algo histriônico ou qualquer coisa do tipo. Mas, é possível ver porque a jovem poderia, por exemplo, seguir a carreira de atriz, pois ela tem dentro dela uma vontade de expressar seus sentimentos para que todos sintam também. Emma revela um olhar sonhador e romântico e uma inocência que vai se transformando em maturidade e compreensão sobre a vida, o que a deixa com mais camadas, passando uma transformação de caráter e personalidade.</p>
<h4><strong>Beth March</strong></h4>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12185 size-medium" title="As Protagonistas de Adoráveis Mulheres" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/beths-750x363.png" alt="As Protagonistas de Adoráveis Mulheres" width="750" height="363" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/beths-750x363.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/beths-610x295.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/beths.png 832w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
Um traço importante sobre esta personagem é que ela precisa evocar empatia do público, devido ao desfecho que ela tem na trama. No filme de 1994, <strong>Claire Danes</strong> (<em>As Horas</em>) consegue alcançar este intento. Além de construir sua personagem num tom diferente das irmãs, que é uma característica central de Beth March, ela traz uma profundidade para o papel, ao criar gestuais contidos e olhares marejados ou menlancólicos. É como se sua Beth não pertencesse a este mundo e este é um grande feito de Danes.</p>
<p>Já <strong>Eliza Scanlen</strong> (<em>Babyteeth</em>) faz uma Beth mais reservada, menos transparente. A sua construção passa por uma espécie de doçura e melancolia, traços importantes de Beth March. No entanto, talvez na tentativa de retirar a proximidade de Beth com as irmãs, ela tenha retirando um pouco um peso que a garota possui, diminuindo certos impactos presentes na obra.</p>
<h4><strong>Marmee March</strong></h4>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12186 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/marmees-750x397.png" alt="" width="750" height="397" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/marmees-750x397.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/marmees-610x323.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/marmees.png 767w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
Nos dois longas, as atrizes escolhidas foram nomes grandes e importantes. Em 1994, <strong>Susan Sarandon </strong>(<em>Thelma e Louise</em>) faz o papel da matriarca da família. Ao contrário de <strong>Laura Dern </strong>(<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>) &#8211; a Marmee de 2019 -, a intérprete traz um tom firme e direto para a personagem. O carinho dela está mais voltado para as suas ações do que para o tom de sua fala. Dern investe no caminho de se revelar uma mulher sábia, serena e gentil, sendo esta última característica a mais visível em sua atuação.</p>
<p>As duas escolhas das atrizes acabam criando um bom contraponto com Jo, que parece sempre ser uma versão da mãe esperando para ser lapidada. Como a Jo de Winona Ryder é mais doce e atrapalhada, a Marmee de Sarandon demonstra praticidade para ajudar o próximo e coordenar a família. No filme de 2019 isto acontece exatamente de maneira oposta. Mas, em ambas projeções o laço entre a dupla é sólido<a href="http://www.adorocinema.com/">.</a></p>
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		<title>Crítica: Adoráveis Mulheres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jan 2020 01:49:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A diretora Greta Gerwig (Lady Bird &#8211; A Hora de Voar) estreia mais um longa centrado em personagens femininas fortes e histórias marcantes. Adoráveis Mulheres é mais uma adaptação cinematográfica do romance homônimo de sucesso da escritora Louisa May Alcott. O enredo narra a trajetória de quatro irmãs criadas pela mãe, já que o pai está lutando na guerra. Com personalidades completamente distintas, elas possuem sonhos diferentes, mas uma ambição em comum: serem felizes e plenamente satisfeitas. Nesta adaptação atual, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A diretora Greta Gerwig (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-lady-bird-a-hora-de-voar/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Lady Bird &#8211; A Hora de Voar</em></a>) estreia mais um longa centrado em personagens femininas fortes e histórias marcantes. <em><strong>Adoráveis Mulheres</strong></em> é mais uma adaptação cinematográfica do romance homônimo de sucesso da escritora Louisa May Alcott. O enredo narra a trajetória de quatro irmãs criadas pela mãe, já que o pai está lutando na guerra. Com personalidades completamente distintas, elas possuem sonhos diferentes, mas uma ambição em comum: serem felizes e plenamente satisfeitas.</p>
<p>Nesta adaptação atual, a protagonista Jo March é vivida por Saoirse Ronan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duas-rainhas/"><em>Duas Rainhas</em></a>), que confere a assertividade necessária para a jovem revolucionária. Em uma época em que a melhor opção de vida da mulher era o casamento, Jo decide que quer ser dona de sua própria vida e não depender de homem. Mas suas irmãs não pensam da mesma forma. A sonhadora Meg (Emma Watson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-bela-e-a-fera/"><em>A Bela e a Fera</em></a>) quer encontrar um príncipe encantado, enquanto a espevitada Amy (Florence Pugh, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-midsommar-o-mal-nao-espera-a-noite/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Midsommar: O Mal Não Espera a Noite</em></a>) quer uma oportunidade de ser um grande destaque. Para Beth (Eliza Scanlen, série <em>Sharp Objects</em>), o melhor dos mundos é viver em paz com sua música e um bom piano.</p>
<p>A narrativa nos apresenta sem pressa todas as personagens, traçando a personalidade de cada uma e seus objetivos. Além disso, a presença forte da mãe interpretada por Laura Dern (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>), funciona como uma referência para as meninas, mostrando de onde surgiu toda a força delas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12165" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/5749869.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/5749869.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/5749869.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/5749869.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A figura masculina é deixada de lado na maior parte da trama, mostrando que aquele é um palco destinado às mulheres. Mesmo o personagem de Timothée Chalamet (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-rei/"><em>O Rei</em></a>), que possui grande importância na história, não tem tanto destaque quanto as demais personagens. Greta faz isso de uma maneira muito respeitosa com a obra original, pincelando pitadas de seu perfil de direção, que procura favorecer as mulheres. Essa conduta é sensata e necessária, afinal, é do que se trata a história.</p>
<p><em><strong>Adoráveis Mulheres</strong></em> é uma obra do século XIX mas que continua sendo extremamente atual. Discussões sobre o papel da mulher na sociedade, seu poder de escolha, as possibilidades que são apresentadas, as dificuldades que enfrenta. Tudo isso é tratado de uma maneira muito leve, porém contundente. O tom escolhido por Gerwig é na dose certa para apresentar novas nuances para a história, sem perder a sua essência.</p>
<p>Outro ponto alto é a incrível escolha de elenco. A unicidade de todos, a maneira como atuam e se respeitam em cena, torna a obra ainda mais equilibrada. Existe um entusiamos em participar do projeto que é perceptível pelo espectador. Temos ainda gratas surpresas, como a breve participação de Meryl Streep (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lavanderia/"><em>A Lavanderia</em></a>) no papel da tia March ou de Chris Cooper (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-dia-lindo-na-vizinhanca/"><em>Um Lindo Dia na Vizinhança</em></a>) no papel do vizinho Sr. Laurence.</p>
<p>O quarteto principal tem uma dinâmica harmônica e verdadeiramente fraternal. É difícil definir quem é o elo mais interessante, quando todas apresentam características únicas e distintas. Ainda assim, Florence consegue roubar a cena em todos os momentos, de maneira muito natural. Seus momentos com Saoirse são os melhores do filme, definitivamente.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12166" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/5765494.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Adoráveis Mulheres" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/5765494.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/5765494.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/5765494.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O longa conta com o suporte de uma belíssima fotografia e figurino impecável, lembrando muito as produções de Joe Wright, como <em>Orgulho e Preconceito</em>. A trilha sonora, no entanto, não é o voto mais alto. Embora Alexandre Desplat seja um compositor de respeito, senti um pouco de preguiça da parte dele em inovar e apresentar algo mais memorável. Ainda assim, não é comprometedor. Apenas não se destaca, como seria o seu comum.</p>
<p>A escolha de Greta em contar a história através de <em>flashes</em> do passado intercalados com o presente é inteligente. Ao mesmo tempo em que o espectador anseia para descobrir mais sobre as personagens, fica com certa melancolia ao saber onde alguns deles vão parar ou que seus sonhos foram &#8220;frustrados&#8221;. As linhas temporais funcionam como elemento da trama, conferindo maior fluidez à narrativa.</p>
<p>A sensação que o longa passa é de acolhimento, não apenas pela história, como pelas personagens. Temos a vontade de entrar na tela e abraçar todos, vivendo aquele momento. Certamente por isso não percebemos as 2h15 de longa passar. <em><strong>Adoráveis Mulheres</strong></em> tem uma vitalidade impressionante, que conquista o espectador logo de cara. Finalizamos a sessão com grandes momentos propostos pelo filme, especialmente quando, no final, fica ainda mais exposto a exigência da sociedade pelo casamento da mulher.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Greta Gerwig<br />
<strong>Elenco:</strong> Saoirse Ronan, Emma Watson, Florence Pugh, Timothée Chalamet, Laura Dern, Louis Garrel, Chris Cooper, Eliza Scanlen, Meryl Streep, Tracy Letts, Bo Odenkirk, James Norton, Jayne Houdyshell</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/7nc1GE_hnLs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: História de um Casamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Dec 2019 01:49:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>História de um Casamento (Marriage Story) é um grande banho de água fria tanto para os românticos quanto dramáticos. O novo filme de Noah Baumbach enxerga o mundo das relações amorosas como esse grande palco para encenações. Enquanto isso, a realidade é bem mais simples se não deixarmos nossas emoções ou advogados tomarem conta ao invés da racionalidade. Charlie (Adam Driver, Infiltrado na Klan) e Nicole (Scarlett Johansson, Vingadores &#8211; Ultimato) eram casados e viviam em Nova York com um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="N-ZiCg direction-ltr align-start para-style-body"><em><strong>História de um Casamento</strong></em> (<em>Marriage Story</em>) é um grande banho de água fria tanto para os românticos quanto dramáticos. O novo filme de Noah Baumbach enxerga o mundo das relações amorosas como esse grande palco para encenações. Enquanto isso, a realidade é bem mais simples se não deixarmos nossas emoções ou advogados tomarem conta ao invés da racionalidade.</p>
<p class="N-ZiCg direction-ltr align-start para-style-body">Charlie (Adam Driver, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-infiltrado-na-klan/"><em>Infiltrado na Klan</em></a>) e Nicole (Scarlett Johansson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores &#8211; Ultimato</em></a>) eram casados e viviam em Nova York com um filho. Ele trabalha como diretor de uma companhia teatral e ela era sua atriz principal. No entanto, quando Nicole decide pedir divórcio e se muda para Los Angeles com o garoto, os dois acionam seus advogados para resolverem os trâmites burocráticos. Conforme a disputa pela guarda vai ficando intensa, eles começam tentando manter uma relação amigável, na tentativa de não traumatizar a criança.</p>
<p class="N-ZiCg direction-ltr align-start para-style-body">Como o próprio processo de divórcio é desconfortável por si só, é curioso ver como seus protagonistas tentam agir com uma certa naturalidade diante de toda essa situação incômoda. É visível que eles são essas pessoas que ainda sentem um carinho mútuo, mas passam a &#8220;encenar&#8221; uma dureza no modo de lidar um com o outro com o outro por conta desta visão da separação como uma guerra proposta pelos advogados. A própria entrega da papelada que dá início ao processo pela irmã de Nicole exige um ensaio por parte dela e sua irmã. Fica clara toda essa questão principalmente quando pensamos nos advogados do filme. A advogada interpretada por Laura Dern, por exemplo, é extremamente incisiva e ríspida durante as audiências, mas troca papo furado com o outro advogado durante uma pausa. Ou seja, nem mesmo eles acreditam nesse antagonismo, mas instruem seus clientes a não serem amigos uns dos outros.</p>
<p class="N-ZiCg direction-ltr align-justify para-style-body">A encenação é algo que está presente na natureza de ambos, por conta de suas profissões artísticas. E eles parecem entrar tanto no papel de odiar um ao outro, que, inconscientemente, acabam assumindo esses &#8220;personagens&#8221;, e a situação se inverte. A partir de um certo momento de <em>História de um Casamento</em>, os personagens genuinamente se odeiam. Assim, o que vira encenação é uma tentativa de se tratar cordialmente gradualmente, o que vai chegando a um nível onde não é mais possível fingir, tendo seu ápice na cena em que o personagem de Driver explode. E é aí que a relação se inverte completamente. A briga deixa de ser uma encenação e vira o único momento que eles estão sendo verdadeiros.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12032" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/História-de-um-Casamento1.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/História-de-um-Casamento1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/História-de-um-Casamento1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/História-de-um-Casamento1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p class="N-ZiCg direction-ltr align-justify para-style-body">De mesmo modo, <em><strong>História de um Casamento</strong> </em>começa com uma grande encenação. Somos apresentados a cada cada membro do casal separadamente, enquanto uma narra as principais qualidades. À primeira vista, parece que estamos diante de um casamento perfeito. Momentos depois,descobrimos que aquilo era uma carta que o conciliador do divórcio havia pedido que escrevessem. É interessante como o filme cria esse pequena reviravolta já logo em seu início, sendo um prenúncio de tudo que está por vir. Como já não se amam mais, a carta é mais do que uma memória, sendo como uma grande mentira que eles tentam manter viva um do outro, quando a realidade já está bem distante de tal nostalgia. Ou seja, eles encenam o passado em suas cabeças.</p>
<p class="N-ZiCg direction-ltr align-justify para-style-body">A maneira como Noah Baumbach escolhe filmar essa ruptura do casal até chega abusar um pouco dos simbolismos e uma certa teatralidade em sua <em>mise-en-scéne</em>. O filho sendo puxado pelo casal, o modo como cada um ocupa um polo distante do enquadramento, o portão que se fecha entre os dois. Acaba que isso tudo está em prol dessa grande encenação da própria separação feita pelo próprio Baumbach. Não só isso, mas ainda dentro dessa lógica, <em>Marriage Story</em> não deixa de ser um grande palco que o diretor dá para seus atores, com cenas praticamente pensadas para premiações, como o o monólogo de Johansson ou o desabafo musical de Driver. E, claro, estamos diante de dois grandes atores que se entregam totalmente no quesito emocional. Especificamente sobre Charlie, Baumbach trabalha um pouco essa noção do homem médio que se acha inocente e vitimizado, mas que, no fundo, é extremamente falho e humano.</p>
<p class="N-ZiCg direction-ltr align-justify para-style-body">Conforme vai chegando ao fim, aqueles personagens, não aguentam mais todo esse jogo de fingimentos. Não deixa de ser engraçado que o personagem de Driver, no único momento que deveria encenar — quando está diante da profissional que irá avaliar seu trabalho como pai — acaba agindo da maneira mais genuína possível. Sabemos que num dos momentos-chaves do filme, na fatídica cena em que os protagonistas explodem, existe uma genuinidade justamente porque Charlie está lavando um prato de louça enquanto briga.</p>
<p class="N-ZiCg direction-ltr align-justify para-style-body"><em><strong>História de um Casamento</strong></em> é essa grande encenação. Seus personagens, como artistas, são assim por natureza. Acabam dramatizando as coisas mais do que deveriam. O filme vai mostrando aos poucos como o divórcio não é aquele fim do mundo que o personagem de Driver acredita. No fim, o tempo cura tudo. A vida segue, mas será sempre possível voltar ao passado enquanto se lê uma carta através de uma própria encenação mental.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Noah Baumbach</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Adam Driver, Scarlett Johansson, Laura Dern, Ray Liotta, Alan Alda</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=ZzSomaJAIMc&amp;w=750&amp;h=500]</p>
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		<title>Especial Big Little Lies: Quem são as mulheres de Monterey?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jul 2019 19:28:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Atualmente em exibição na programação da HBO com sua segunda temporada, Big Little Lies propõe desde o primeiro ano um interessante exercício de percepção e julgamento. Um dos motes centrais da série roteirizada por David E. Kelley e dirigida por Jean-Marc Vallée (primeiro ano) e Andrea Arnold (segundo ano) é traçar uma análise sobre nosso comportamento em sociedade: como nos construímos para o outro, como enxergamos o outro, como eles realmente são e como essa falta de comunicação entre as percepções nos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Atualmente em exibição na programação da HBO com sua segunda temporada, <em><strong>Big Little Lies</strong> </em>propõe desde o primeiro ano um interessante exercício de percepção e julgamento. Um dos motes centrais da série roteirizada por David E. Kelley e dirigida por Jean-Marc Vallée (primeiro ano) e Andrea Arnold (segundo ano) é traçar uma análise sobre nosso comportamento em sociedade: como nos construímos para o outro, como enxergamos o outro, como eles realmente são e como essa falta de comunicação entre as percepções nos joga uns contra os outros gerando um estado de falta de empatia generalizado.</p>
<p>No caso das cinco mulheres de Monterey da série, esse ciclo é quebrado no instante em que todas se enxergam como realmente são (humanas, com seus defeitos e qualidades) e quando elas acabam compartilhando um segredo. A partir disso, propomos pensar como esse processo de construção e reconstrução de imagens (que se dá na trama da série, mas também na relação entre o espectador dela e suas personagens) se dá em cada uma das principais personagens femininas de <strong><em>Big Little Lies</em></strong>:</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10848" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/HBO_Big_Little_Lies_Promo_7-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/HBO_Big_Little_Lies_Promo_7.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/HBO_Big_Little_Lies_Promo_7-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/HBO_Big_Little_Lies_Promo_7-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Madeline Martha Mackenzie (Reese Witherspoon)</strong></p>
<p><strong>O que aparenta ser: </strong>A caçadora de problemas.</p>
<p><strong>O que ela realmente é: </strong>Madeline acaba sendo a figura central da &#8220;tese&#8221; que a série traça. Como mãe, a personagem acaba querendo interferir demais na vida das filhas não apenas por querer centralizar a gestão da educação delas, mas por receio de que no futuro elas passem pela mesma crise de identidade que ela vem passando em função de nunca ter tido uma carreira e ter se dedicado exclusivamente às garotas, percebendo que um dia não será mais &#8220;necessária&#8221; já que filhos crescem. Na relação com as demais mulheres, Madeline é contraditória. Ao mesmo tempo em que demonstra ser uma amiga leal e ter profunda empatia pelo que Celeste e Jane viveram, mostra-se implacável com quem não é tão íntima assim, como Renata Klein, Mary Louise e Bonnie, simplificando sua percepção sobre elas a partir do perfil que as pessoas de Monterey traçam de maneira preconceituosa para essas personagens.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10847" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/cq5dam.web_.1200.675-1-750x500.jpeg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/cq5dam.web_.1200.675-1.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/cq5dam.web_.1200.675-1-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/cq5dam.web_.1200.675-1-360x240.jpeg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Celeste Wright (Nicole Kidman)</strong></p>
<p><strong>O que aparenta ser: </strong>O modelo de mulher perfeita.</p>
<p><strong>O que ela realmente é: </strong>Em um episódio da primeira temporada da série, Madeline se surpreende quando Celeste lhe desabafa acidentalmente por telefone que está passando por problemas no seu casamento com Perry. Na segunda temporada, Mary Louise, a sogra da personagem, a descreve como um enigma. Por vergonha e introspecção, Celeste tem dificuldade para compartilhar seus problemas mais graves até mesmo com amigos como Madeline. Todos só souberam do relacionamento abusivo que ela vivia com Perry quando a situação chegou no limite do tolerável. Em Monterey, a personagem é colocada num pedestal e a imagem pública do seu casamento oscilava entre o modelo de comercial de margarina da &#8220;família feliz&#8221; e um tórrido romance à la Danielle Steel. A própria Celeste sempre surge alheia aos demais personagens em cena, como se nenhum daqueles problemas mundanos de Monterey pertencessem a sua realidade, quando na verdade ela está lidando com sérios problemas como estresse pós-traumático e depressão. Celeste ama seu agressor, cuja lembrança dentro da sua própria casa é mantida no invólucro ilusório do &#8220;marido e pai perfeito&#8221; pelos filhos e por sua sogra. Viver com sentimentos tão intensos e incompreendidos por terceiros pela complexidade e contradição lega à personagem algumas sequelas psicológicas bem complicadas.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10846" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/a38196e96904399639c22e869f0ba67b-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/a38196e96904399639c22e869f0ba67b.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/a38196e96904399639c22e869f0ba67b-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/a38196e96904399639c22e869f0ba67b-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Jane Chapman (Shailene Woodley)</strong></p>
<p><strong>O que aparenta ser: </strong>A irresponsável mãe solteira.</p>
<p><strong>O que ela realmente é: </strong>Assim que seu filho Ziggy foi apontado como o culpado pelos episódios de agressão a Amabella, a filha de Renata Klein, Jane imediatamente foi apontada como a principal responsável pelo suposto comportamento do menino. Na cabeça de muitos, o fato de Ziggy crescer num lar sem pai e não saber a identidade do mesmo era uma espécie de consequência lógica para a formação de um adulto problemático. A própria Jane em dado momento passa a questionar se o fato do filho ser fruto de um estupro e carregar o DNA de um homem agressor não transformaria o garoto num adulto violento. Com o tempo, a gente vai percebendo que a criação simples de Ziggy, bem distante da vida de luxo que percebemos na realidade das demais personagens, lhe proporciona um lar cheio de amor. Sozinha e com o fantasma do estupro, Jane conseguiu criar um menino carinhoso, sensível, inteligente e emocionalmente maduro, se distanciando por completo de realidades aparentemente perfeitas como a de Celeste e Perry Wright, por exemplo, que legaram aos gêmeos Josh e Max uma referência masculina bastante problemática, e de Renata Klein, que com todo o conforto que dá a Amabella não consegue dar segurança física e emocional à filha.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10844" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/bll-renata-1-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/bll-renata-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/bll-renata-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/bll-renata-1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Renata Klein (Laura Dern)</strong></p>
<p><strong>O que aparenta ser: </strong>A <em>bitch </em>do mundo corporativo.</p>
<p><strong>O que ela realmente é: </strong>Desde a primeira temporada, Renata Klein luta contra o estigma da <em>bitch workaholic </em>que lhe seria natural em qualquer outro contexto e que inevitavelmente lhe é atribuído em Monterey. Com o mundo aos seus pés, não parece, mas Klein age como a garota desengonçada do colégio tentando a todo custo conquistar a atenção da menina mais popular e seu séquito, no caso, Madeline e sua melhor amiga Celeste Wright. A realidade paralela das mães de Monterey parece fazer Renata lidar com uma realidade de rejeição bem diferente daquela que ela vivencia na sua bem-sucedida carreira no mundo corporativo. Renata quer ostentar todo o luxo que conquistou com seu suor, mas também ser reconhecida publicamente como uma mãe-modelo. O problema é que a micro sociedade das mães de Monterey parece entender que uma função anula a outra.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10845" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5cf6a4e8250000310adbeb51-750x500.jpeg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5cf6a4e8250000310adbeb51.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5cf6a4e8250000310adbeb51-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5cf6a4e8250000310adbeb51-360x240.jpeg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Bonnie Carlson (Zöe Kravitz)</strong></p>
<p><strong>O que aparenta ser</strong>: A mulher sem tabus e equilibrada.</p>
<p><strong>O que ela realmente é: </strong>Bonnie é capaz de impressionar Madeline pela capacidade com a qual administra seus problemas domésticos, lidando bem com a sua enteada e se mostrando um modelo de mãe com a &#8220;mente aberta&#8221;. A instrutora de yoga e adepta da meditação é tida como alguém desligada das picuinhas pequenas de Montereu. Por sua filosofia de vida, Bonnie também não tem muitos tabus pessoais. Na verdade, Bonnie é profundamente afetada pelos seus problemas &#8211; tanto que na segunda temporada percebemos os efeitos da morte de Perry em sua vida -, mas ela teve que aprender a utilizar recursos para sobreviver a uma realidade que gradualmente tem se revelado complicada pelo seu histórico familiar. A vida parece ter dado &#8220;boas porradas&#8221; em Bonnie e as cicatrizes a fizeram aprender a reconhecer os problemas quando eles de fato existem.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10850" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/meryl-h_2019-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/meryl-h_2019.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/meryl-h_2019-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/meryl-h_2019-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Mary Louise Wright (Meryl Streep)</strong></p>
<p><strong>O que aparenta ser: </strong>A sogra manipuladora.</p>
<p><strong>O que ela realmente é: </strong>Mary Louise ocasionalmente coloca Celeste contra a parede pelo seu comportamento, criação dos filhos e relação que estabelecia com Perry. A dinâmica entre ela e a nora traz para a série a dificuldade que algumas mulheres têm de entender que em dado momento de suas trajetórias a vida dos seus filhos não está mais sob sua responsabilidade. Deve ser duro para Mary Louise aceitar que seu próprio filho seja capaz de agredir a companheira e estuprar uma jovem, equivaleria a assumir uma culpa que socialmente ela acabaria tendo que carregar (afinal, o problema sempre acaba caindo no colo das mães.  Ao mesmo tempo em que Mary Louise é uma &#8220;pedra no sapato&#8221; na vida da nora e é capaz de tecer considerações execráveis sobre o comportamento das mulheres da série, como Celeste e Jane, que na cabeça dela provocaram de alguma maneira Perry a reagir com agressividade, é uma mãe em estado de negação com a própria realidade. A série provoca o espectador a odiá-la e a própria Mary Louise parece fazer por onde, mas numa análise mais profunda percebemos que ela é fruto de questões culturais que moldam comportamentos que vão na contramão da sororidade.</p>
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		<title>Crítica: Vingança a Sangue-Frio</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-vinganca-a-sangue-frio/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Mar 2019 14:41:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Emmy Rossum]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Hans Petter Moland]]></category>
		<category><![CDATA[Laura Dern]]></category>
		<category><![CDATA[Liam Neeson]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Bateman]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Jackson]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<category><![CDATA[Vingança a Sangue Frio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ator Liam Neeson tem ficado marcado pelo seu perfil de filmes de vingança. Desde Busca Implacável, ele vem se especializando em ter a família ameaçada e resolver acertar as coisas por conta própria. Então é com algum desânimo que o espectador pode ir assistir ao longa Vingança a Sangue-Frio, em que o próprio título torna ele menos empolgante. Nels (Liam Neeson) é um homem tranquilo e de família, que trabalha como motorista de um removedor de neve, em uma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ator Liam Neeson tem ficado marcado pelo seu perfil de filmes de vingança. Desde <em>Busca Implacável</em>, ele vem se especializando em ter a família ameaçada e resolver acertar as coisas por conta própria. Então é com algum desânimo que o espectador pode ir assistir ao longa <strong><em>Vingança a Sangue-Frio</em></strong>, em que o próprio título torna ele menos empolgante.</p>
<p>Nels (Liam Neeson) é um homem tranquilo e de família, que trabalha como motorista de um removedor de neve, em uma cidade que é completamente engolida pelo gelo. Ele é muito querido pela comunidade pelos serviços prestados e tem uma vida comum. Tudo vira de cabeça para baixo quando seu filho é sequestrado e assassinado. Ao ir reconhecer o corpo do rapaz, lhe informam que ele morreu de overdose, o que levanta a dúvida do pai. A partir daí, ele resolve se vingar daqueles que te causaram tanta dor.</p>
<p>A premissa é a mesma de muitos outros filmes que Neeson fez. O que muda é a forma como o roteiro é conduzido neste caso particular. &#8220;Sangue-frio&#8221; não é uma metáfora para nada. Efetivamente o protagonista mostra toda a sua capacidade de frieza e distanciamento ao tomar decisões que o levam a se tornar uma pessoa do mal. Sim, muito embora ele esteja &#8220;apenas&#8221; vingando a morte do filho e isso acabe criando empatia por parte do espectador, Nels se mostra alguém sem escrúpulos e sem dor na consciência de suas ações.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone wp-image-10243 size-medium" title="Vingança a Sangue-Frio" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0250315.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Vingança a Sangue-Frio" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0250315.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0250315.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0250315.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A trama vai crescendo e mostrando o quanto a violência pela violência acaba criando um clima de &#8220;pouco importa&#8221; nas pessoas e gerando ainda mais momentos de violência. Esse não é um filme em que os personagens param para refletir a morte dos outros e conversar com seus alvos. Eles simplesmente chegam lá e matam. É esse tom diferenciado, por sinal, que o torna mais atrativo do que a simples ideia da vingança.</p>
<p>Nels perde a esposa, que é deixada de lado no processo de luto, e parece não se importar com isso. O ódio o consumiu e ele agora é alguém que mata outras pessoas, enrola em uma tela de galinheiro e responde quiz da rádio enquanto transporta o corpo para desovar em um lugar deserto. Sim, tudo isso acontece na maior normalidade imposta pelo roteiro.</p>
<p>Falando em roteiro, ele tem muito furos que podem deixar alguns espectadores frustrados. O sumiço de personagens, a falta de foco do protagonista, o caminhar da história. Tudo isso pode ser pauta para questionamentos. No entanto, se <strong><em>Vingança a Sangue-Frio</em></strong> for analisado sob o olhar da violência sem propósito, esses fios soltos perdem a importância. É muito mais sobre como a sede de vingança consome a alma de alguém do que sobre uma história profunda e bem amarrada.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Hans Petter Moland<br />
<strong>Elenco:</strong> Liam Neeson, Tom Bateman, Tom Jackson, Emmy Rossum, Laura Dern</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/nVVtTVJzZ2g" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Big Little Lies &#8211; Episódio 1 &#8220;Somebody&#8217;s Dead&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Feb 2017 23:24:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Big Little Lies]]></category>
		<category><![CDATA[HBO]]></category>
		<category><![CDATA[Laura Dern]]></category>
		<category><![CDATA[Nicole Kidman]]></category>
		<category><![CDATA[Reese Whiterspoon]]></category>
		<category><![CDATA[Shailene Woodley]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Destaque no canal HBO nesse início de ano, Big Little Lies é uma minissérie baseado no livro da australiana Liane Moriarty cujos direitos foram adquiridos pelas atrizes Nicole Kidman e Reese Whiterspoon, produtoras e protagonistas da produção.  Hypada pelo seu elenco feminino, que ainda traz Laura Dern, Shailene Woodley e Zoe Kravitz, o projeto reúne elementos que já no primeiro episódio prometem manter a atenção do público pelos seus seis capítulos seguintes: um grupo de mães de classe média/alta, um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Destaque no canal HBO nesse início de ano, <i>Big Little Lies </i>é uma minissérie baseado no livro da australiana Liane Moriarty cujos direitos foram adquiridos pelas atrizes Nicole Kidman e Reese Whiterspoon, produtoras e protagonistas da produção.  <i>Hypada</i> pelo seu elenco feminino, que ainda traz Laura Dern, Shailene Woodley e Zoe Kravitz, o projeto reúne elementos que já no primeiro episódio prometem manter a atenção do público pelos seus seis capítulos seguintes: um grupo de mães de classe média/alta, um assassinato na escola dos seus filhos e muito mistério envolvendo a vida dessas mulheres.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A minissérie começa quando a novata Jane (Woodley) chega em Monterey e conhece Madeline (Whiterspoon) e sua amiga Celeste (Kidman) no trajeto para levar seus respectivos filhos para a escola Pirriwee. Quando voltam para buscar suas crianças após passarem horas conversando, as três são surpreendidas pelo relato de agressão a uma menina que segundo a mesma teve como autor o filho de Jane, Ziggy. Logo, um conflito parece estar prestes a se instaurar entre a mãe da garota, Renata (Dern), e Madeline e suas amigas. Tudo isso é contado em <i>flashback</i>, já que a minissérie entrega que toda a competição entre as mães de Monterey culminou no assassinato de um personagem não revelado ao público pelas mãos de um autor também não descoberto. Cabe ao espectador começar a encaixar as peças desse quebra-cabeça à medida que conhece a vida dessas mulheres.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Com todos os seus episódios sob a direção de Jean-Marc Vallée (<i>Clube de Compras Dallas </i>e <i>Livre</i>), <i>Big Little Lies </i>inicia sua narrativa em <i>Somebody&#8217;s Dead </i>apresentando as marcas usuais do realizador no cinema. Vallée é adepto de uma montagem fragmentada que apresenta elementos futuros mesclados em cenas presentes que soa em diversos momentos como dispersão do diretor. Em <i>Somebody&#8217;s Dead</i>, por exemplo, o público é surpreendido com imagens de Ziggy, filho de Jane, aparecendo ao lado da cama da mãe durante a noite ou com uma cena de sexo que, ao que tudo indica, parece ser protagonizada por Celeste e seu marido Perry (Alexander Skarsgaard). Como em <i>Clube de Compras Dallas</i>, mas principalmente <i>Livre</i>, ninguém sabe muito bem o que Vallée pretende fazer com seu retalho de cenas, algo que parece fazer sentido apenas para o próprio diretor e que ele insiste como sua marca autoral.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7408" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/02/BigLittleLies.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Contudo, uma das maiores qualidades do cinema de Vallée está em <i>Big Little Lies: </i>seu trabalho com os atores. E com um elenco de primeira como esse e um roteiro sedutor como o de David E. Kelley (<i>Ally McBeal)</i>, evidenciando que o formato ideal para esse material era mesmo o de uma minissérie e não um filme para o cinema, Vallée consegue exercitar o seu ponto forte em grande forma. A começar por aquela que foi a protagonista absoluta do primeiro episódio, Reese Whiterspoon. Naquele que tem tudo para ser o melhor desempenho da sua carreira, Whiterspoon nos apresenta a uma Madeline verborrágica que demonstra segurança, controle e protagonismo no seu grupo de amigas, mas que em casa deixa aflorar toda a sua insegurança como mãe, mulher e esposa. Por ser a personagem mais expansiva do trio central e aquela que aparentemente tem muito pouco a esconder, a Madeline da Whiterspoon tomou conta de  <i>Somebody&#8217;s Dead</i>, mas suas colegas não ficaram para trás e prometem render bons momentos nos próximos episódios.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Os mistérios em torno da relação de Celeste e do seu marido Perry, por exemplo, tornam a interpretação de Nicole Kidman uma das maiores incógnitas a serem desvendadas pelo público. Admirada pelas outras mães, Celeste parece viver aos olhos externos uma dinâmica familiar de &#8220;comercial de margarina&#8221;, mas os termos do seu casamento parecem justificar o seu ar artificial, distante e melancólico publicamente, há algo muito errado na maneira como Perry tem tratado a esposa e ela está começando a perceber isso. A Renata de Laura Dern, por sua vez, parece viver assolada pela cobrança da perfeição e entre as mães é àquela que tenta equilibrar uma bem-sucedida trajetória profissional com os cuidados da sua filha, mas existe algo por trás da maneira como encara o comportamento das outras mulheres, principalmente o de Madeline, que, ao que tudo indica, culminará no conflito central da minissérie. As faíscas e provocações entre Dern e Whiterspoon, por sinal, foram os momentos altos desse primeiro episódio. Shailene Woodley, por sua vez, parece ser o elemento cujo histórico é o mais previsível de se identificar. Ao que tudo indica é um daqueles casos de jovem mãe solteira, mas ela está tentando refazer a sua vida em uma outra cidade. Por qual motivo? E seu filho Ziggy? Há alguma razão para seus problemas de socialização?</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Com todas estas peças faltando, <i>Big Little Lies </i>conseguiu em seu primeiro episódio cultivar muitas dúvidas na cabeça do público e instigá-lo a retornar ao universo daquelas fascinantes mulheres interpretadas por atrizes acima de qualquer suspeita. Mais do que uma trama policial, o assassinato é oferecido ao público como o desfecho dramático de um barril de pólvora que o precedera, <i>Big Little Lies </i>parece ter uma preocupação com a <i>psiquê </i>dessas mulheres, uma abordagem cujo objetivo ainda parece incerto mas que promete acenar para o público pelos próximos episódios. Com um texto de qualidade, um elenco desse calibre e personagens com muito potencial, a minissérie<i> </i>é um acerto dos bons dos seus envolvidos.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><b>Todo domingo, às 23h, na HBO. </b></p>
</div>
<p><b>Assista ao trailer da minissérie: </b></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/IXmAfsKAZ2o" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Livre</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-livre/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2015 15:37:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Jean-Marc Vallée]]></category>
		<category><![CDATA[Laura Dern]]></category>
		<category><![CDATA[Livre]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2015]]></category>
		<category><![CDATA[Reese Whiterspoon]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Livre não é um filme ausente de percalços. Tão tortuoso quanto a própria jornada empreendida pela sua protagonista após a morte da mãe, o mais recente longa do diretor Jean-Marc Vallée sofre do mesmo problema dos seus filmes anteriores (Clube de Compras Dallas e A Jovem Rainha Vitória). A condução de Vallée não tem personalidade, em alguns momentos é confusa e dispersa, contudo existe algo na essência do projeto que, particularmente, me faz relevar esta minha relação &#8220;torta&#8221; com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2645" aria-describedby="caption-attachment-2645" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/wild-1.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2645 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/wild-1-620x341.jpg" alt="WILD" width="620" height="341" /></a><figcaption id="caption-attachment-2645" class="wp-caption-text">Topo da carreira: Whiterspoon entrega a melhor performance da sua carreira até então em &#8220;Livre&#8221;.</figcaption></figure>
<div style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p><i>Livre </i>não é um filme ausente de percalços. Tão tortuoso quanto a própria jornada empreendida pela sua protagonista após a morte da mãe, o mais recente longa do diretor Jean-Marc Vallée sofre do mesmo problema dos seus filmes anteriores (<i>Clube de Compras Dallas </i>e <i>A Jovem Rainha Vitória</i>). A condução de Vallée não tem personalidade, em alguns momentos é confusa e dispersa, contudo existe algo na essência do projeto que, particularmente, me faz relevar esta minha relação &#8220;torta&#8221; com sua filmografia e abraçar afetuosamente suas personagens centrais, Cheryl e Bobbi Strayed, vividas por Reese Whiterspoon e Laura Dern, respectivamente.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>É bem verdade que o foco de <i>Livre </i>é a trajetória de superação do luto percorrida por Cheryl, mas o filme acaba se revelando para o espectador como a história de um laço forte entre mãe e filha, rompido bruscamente por uma tragédia familiar. Apesar de pertencer a um lar centrado na figura materna, Cheryl sempre relutou em ter um destino semelhante ao de sua mãe Bobbi, uma dona de casa que, antes de abandonar o casamento e tomar as rédeas da própria vida, permaneceu durante alguns anos se submetendo às humilhações de um marido agressivo. No entanto, Cheryl não se dá conta de que sua natureza, sempre à frente das convenções do seu tempo, é fruto da vivência e da admiração que tem por sua mãe. Infelizmente, como a maioria de nós, Cheryl só se dá conta disso após a morte de Bobbi e passa por um processo brutal de luto e recomposição, superado somente no isolamento de uma viagem nada convencional.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<figure id="attachment_2647" aria-describedby="caption-attachment-2647" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/lauradern_wild_727.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2647 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/lauradern_wild_727-620x298.jpg" alt="lauradern_wild_727" width="620" height="298" /></a><figcaption id="caption-attachment-2647" class="wp-caption-text">Modelo: Laura Dern interpreta a mãe de Reese no filme.</figcaption></figure>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Por conseguir levar o espectador e sua personagem principal a esta redentora compreensão sobre o processo da perda, <i>Livre </i>foge de um desastre maior. Vallée ainda tem uma dificuldade abissal em conferir foco a sua trama, o longa não consegue fazer uma junção agradável e fluida entre os eventos passados na vida de Strayer e sua jornada como mochileira pela costa do Pacífico. Ainda assim, tem certos elementos que superam qualquer equívoco estético ou falta de traquejo na direção que o filme apresenta.  Um dos grandes responsáveis por isso é Nick Hornby, que, com seu roteiro, consegue burlar a precariedade da condução do seu diretor e pontuar em momentos certeiros do longa o verdadeiro propósito de sua história.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p> E não há como falar dos méritos de <i>Livre </i>sem mencionar o trabalho de Reese Whiterspoon no melhor momento da sua carreira.<i> </i>O filme nos apresenta uma Reese madura, que consegue encarar de frente as demandas emocionais e físicas de uma personagem como Cheryl Strayer. Além de Reese, temos Laura Dern, que, ao lado de Patricia Arquette de <i>Boyhood &#8211; Da Infância à Juventude</i>, traz um retrato materno contemporâneo e positivo como representação, o que aliás é um dos grandes méritos de <i>Livre </i>se analisarmos o atual panorama das personagens femininas no cinema. Cheryl e Bobbi são mulheres que, cada uma a seu modo, conseguem ser donas da própria vida, são críveis, de carne e osso, bem diferente das representações femininas comumente vistas em Hollywood.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<figure id="attachment_2646" aria-describedby="caption-attachment-2646" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-2646 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/wild-movie-reese-witherspoon-review-release-date-showtimes-theaters-premiere-laura-dern-oscars-buzz-predictions-best-actress-supporting-jean-marc-vallee-cheryl-strayed-620x348.jpg" alt="wild-movie-reese-witherspoon-review-release-date-showtimes-theaters-premiere-laura-dern-oscars-buzz-predictions-best-actress-supporting-jean-marc-vallee-cheryl-strayed" width="620" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-2646" class="wp-caption-text">Jornada: Personagem de Whiterspoon tenta superar o luto.</figcaption></figure>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p><i>Livre </i>pode não se impor como cinema por uma técnica bem aplicada ou por uma estética sofisticada, seu diretor ainda está longe de imprimir sua marca como realizador em um filme e continua perdido como &#8220;contador&#8221; das suas histórias, contudo existe um vetor afetivo que se impõe diante desses problemas. Claro que precisaria de muita lapidação para transformar <i>Livre </i>em mais do que uma pedra bruta com seu valor intrínseco, mas o longa consegue ser poderoso, sensível e humano em seus grandes momentos.</p>
</div>
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