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	<title>Arquivos Laia Costa - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Laia Costa - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica A Maldição da Múmia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 11:22:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[A maldição da múmia]]></category>
		<category><![CDATA[Jack Reynor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para um filme que carrega o nome do diretor no título original (Lee Cronin’s The Mummy), este é um longa-metragem bastante genérico. Previsível, sem explorar as camadas de suas personagens e investindo o tempo da projeção em sustos vazios, A Maldição da Múmia é difícil de acompanhar. Desde os primeiros minutos de exibição, é possível notar a sua impessoalidade. A história não procura criar empatia com suas personagens e os saltos temporais, dos menores aos maiores, quebram ainda mais essa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">Para um filme que carrega o nome do diretor no título original (<em>Lee Cronin’s The Mummy</em>), este é um longa-metragem bastante genérico.</p>
<p style="font-weight: 400;">Previsível, sem explorar as camadas de suas personagens e investindo o tempo da projeção em sustos vazios, <em>A Maldição da Múmia</em> é difícil de acompanhar.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Desde os primeiros minutos de exibição, é possível notar a sua impessoalidade. A história não procura criar empatia com suas personagens e os saltos temporais, dos menores aos maiores, quebram ainda mais essa conexão com as figuras dramáticas. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Desta maneira, nem a família protagonista e nem a antagonista possui suas trajetórias desveladas. </span><span style="font-weight: 400;">Em termos de direção, Cronin também seleciona saídas previsíveis.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;"> É curioso observar como as escolhas de enquadramento, marcação de cena e movimento de câmera são óbvias, justamente porque focam em assustar por assustar. Inserir <em>jump scare</em> não é o problema. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A grande questão dos filmes de terror é que é preciso se importar com as personagens mostradas na tela para que esses instantes funcionem. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Assim, o que ocorre nesta produção são pistas imagéticas e verbais de cada acontecimento, um atrás do outro, o que torna a experiência cansativa, com exceção do desfecho. Ele sim é, de fato, corajoso e surpreende por apostar na vingança.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Somente neste momento é que a obra ganha contornos além do moralismo comum de títulos do gênero. Além disso, vale ressaltar o esforço do elenco em comprar aquela narrativa. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Por mais absurdo que sejam as falas e as ações, como na sequência do velório, o elenco mantém-se firme. </span><span style="font-weight: 400;">O principal fator para que essa qualidade mínima exista é a forma como eles se olham.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;"> A organicidade está presente nas miradas que os atores se dão, o que revela uma grande fé cênica. </span>Mas, ainda assim, <em>A Maldição da Múmia</em> não tem muito mais para oferecer de positivo.</p>
<p style="font-weight: 400;">Porque, para além de trazer mais uma história de menina possuída, com elementos que deixam seu corpo repulsivo (unhas podres, baba, pele que cai etc.), ainda tem muita misoginia e etarismo.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A personagem da avó Carmen (Veronica Falcón) pode gerar um desconforto. Como a senhora usa dentadura, isso vira uma espécie de piada contínua. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Carmen é latina, católica e morre violentamente, revelando a perspectiva de quem é que pode ser descartada na trama. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Essa figura feminina idosa cristã rende uma discussão maior, claro, porém esse ponto do filme precisa ser observado porque para além de todos os clichês da obra, ela ainda é ofensiva. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Por esses motivos, <em>A Maldição da Múmia</em> não é um material que vale ser consumido.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção</strong>: Lee Cronin</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Jack Reynor, Laia Costa, May Calamawy</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="MALDIÇÃO DA MÚMIA | Trailer (2026) Legendado" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/J1vWl2c4cvg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Crítica: Neve Negra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jun 2017 23:09:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Laia Costa]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Sbaraglia]]></category>
		<category><![CDATA[Neve Negra]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Darín]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neve Negra possui todos os predicados que costumam ser atribuídos às produções argentinas aqui no Brasil: o filme é marcado por uma narrativa envolvente conduzida por um roteiro que dá atenção a reviravoltas surpreendentes, mas também a construções amadurecidas dos seus personagens e, claro, é protagonizado por Ricardo Darín. Porém, definir Neve Negra e o cinema argentino através desses atributos é  simplificador. Além de amarrar uma sedutora trama de suspense, o longa de Martin Hodara (de O Sinal) nos conta uma tragédia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Neve Negra </i>possui todos os predicados que costumam ser atribuídos às produções argentinas aqui no Brasil: o filme é marcado por uma narrativa envolvente conduzida por um roteiro que dá atenção a reviravoltas surpreendentes, mas também a construções amadurecidas dos seus personagens e, claro, é protagonizado por Ricardo Darín. Porém, definir <i>Neve Negra </i>e o cinema argentino através desses atributos é  simplificador. Além de amarrar uma sedutora trama de suspense, o longa de Martin Hodara (de <i>O Sinal</i>) nos conta uma tragédia familiar, uma história de personagens guiados pelo rancor e atormentados pela culpa, mas também por um forte e impiedoso instinto de sobrevivência. É no drama humano e na predestinação de uma família a cumprir uma espécie de maldição que o longa impressiona quem está do outro lado da tela.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O filme acompanha o retorno de Marcos, personagem de Leonardo Sbaraglia (atualmente, um nome tão forte quanto o de Darín &#8211; ele esteve em <i>O Silêncio do Céu, </i>do brasileiro Marco Dutra), a sua cidade para convencer o irmão Salvador (Darín) a vender um terreno herdado por ambos. O reencontro de Marcos e Salvador traz à tona uma série de feridas não cicatrizadas na relação entre os dois. Desde que fora acusado de matar o irmão mais novo durante uma caçada com seu pai, Salvador vive isolado do mundo no chalé de propriedade da família e cabe a Marcos remexer em algumas coisas mal resolvidas do passado.</p>
</div>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7697" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/05/Nieve-negra-Cain-y-Abel-en-la-Patagonia_reference.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O longa de Hodara é fluido, centrado em uma narrativa que guarda seus mistérios e pouco a pouco os revela ao espectador. É certo que a maneira que ele encontra de desvendar algumas passagens mal resolvidas na vida dos irmãos recorre a recursos ingênuos, como a situação em que uma personagem do filme descobre um segredo muito importante da trama ao acaso, escondido em um cômodo danificado do chalé, mas ainda assim o que é descoberto nesse ato torna <i>Neve Negra </i>um suspense com ares shakespearianos e até mesmo esse acaso é orgânico à proposta do realizador.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Um dos grandes achados da obra é o seu trio central. Ricardo Darín está interessante como o amargurado Salvador e Leonardo Sbaraglia é sutil nas nuances do titubeante Marcos. Contudo, é Laia Costa quem entrega a performance mais instigante do suspense, sobretudo quando sua personagem cresce no terceiro ato. O êxito está no fato de que o trio consegue trazer mais substância a figuras que já parecem multifacetadas nos vestígios lançados pelo roteiro.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Contando uma história sombria de indivíduos desajustados e inquietos com a própria pele, <i>Neve Negra</i> deixa o público bem satisfeito. Dentro do seu gênero, o longa faz o espectador ficar atento a cada passo dos seus personagens, curioso pelo desenrolar da sua trama, e íntimo de uma realidade com a qual a gente só deseja espiar<i> </i>mesmo. Suspense dos bons, de encher a boca para elogiar.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/YzOkCNQy-gQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
</div>
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