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	<title>Arquivos Kingsley Ben-Adir - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Kingsley Ben-Adir - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Bob Marley &#8211; One Love</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Feb 2024 19:05:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Desde o sucesso comercial e a consagração no Oscar de Bohemian Rhapsody (vencedor do prêmio de melhor ator para Rami Malek, que interpretou Freddie Mercury), a cinebiografia tem sido um gênero cinematográfico responsável por gerar verdadeiros embaraços, em específico quando as figuras representadas nas telas são grandes artistas e esses títulos são produzidos pela própria família. Esses longas contam com o apreço do público pelo legado desses personagens fora da tela (sua obra musical, por exemplo) e &#8220;camuflam&#8221; narrativas capengas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o sucesso comercial e a consagração no Oscar de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bohemian-rhapsody/"><em>Bohemian Rhapsody</em></a> (vencedor do prêmio de melhor ator para Rami Malek, que interpretou Freddie Mercury), a cinebiografia tem sido um gênero cinematográfico responsável por gerar verdadeiros embaraços, em específico quando as figuras representadas nas telas são grandes artistas e esses títulos são produzidos pela própria família. Esses longas contam com o apreço do público pelo legado desses personagens fora da tela (sua obra musical, por exemplo) e &#8220;camuflam&#8221; narrativas capengas com inserções musicais. Essas produções são incapazes de desenvolver qualquer narrativa consistente, evitando, sobretudo, as polêmicas na vida dos protagonistas dessas histórias, algo essencial para transformar essas figuras em seres humanos passíveis de identificação, princípio básico a qualquer relato em qualquer mídia, mas que na interpretação dos seus produtores/familiares são traços que maculam a imagem dos cinebiografados.</p>
<p><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-i-wanna-dance-with-somebody/"><em>I Wanna Dance With Somebody: A História de Whitney Houston</em></a>, por exemplo, foi um projeto sabotado por esse tipo de condução trôpega, assim como o já citado <em>Bohemian Rhapsody</em>. Como contra-exemplo, tivemos <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-elvis/"><em>Elvis</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rocketman/"><em>Rocketman</em> </a>(sobre Elton John), que mesmo com a participação de familiares e do próprio biografado (o segundo caso) na produção, conseguiram resultados bem mais eficientes porque em ambos a narrativa cinematográfica esteve em primeiro plano e não o receio de que qualquer abordagem pudesse arranhar a imagem dessas figuras. O resultado de <strong><em>Bob Marley &#8211; One Love</em></strong> está mais próximo dos filmes sobre Freddie Mercury e Whitney Houston do que as obras que contaram a vida de Elvis Presley e Elton John.</p>
<p>O longa dirigido por Reinaldo Marcus Green (de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-king-richard-criando-campeas/"><em>King Richard: Criando Campeãs</em></a>, filme que rendeu o Oscar de Melhor Ator a Will Smith) tenta concentrar suas atenções no processo de gravação e na turnê de Exodus, álbum de maior sucesso da carreira de Bob Marley. <strong><em>Bob Marley &#8211; One Love</em></strong> inicia sua narrativa contextualizando historicamente a fase da vida do músico que o longa vai retratar: o conflito político e a divisão interna da população jamaicana acerca de dois grupos disputando o poder. O estado que beirava a guerra civil inquietava Marley. No fim das contas, nenhum desses dois tópicos (a gravação do álbum e o contexto histórico-político) são explorados a contento pelo filme.</p>
<p>A narrativa de <strong><em>Bob Marley &#8211; One Love</em></strong> não desenvolve um fio condutor sequer. A criação de Exodus é transformada em uma série de trivias espalhadas de qualquer forma na história em meio a algumas apresentações de Marley nos palcos e algumas brigas totalmente fora de contexto entre o artista e sua esposa ou divergência com sua entourage e seus produtores. No meio de tudo isso, Marley descobre um câncer e Reinaldo Marcus Green lida com flashbacks pontuais sobre a infância e a juventude do músico. Nada é &#8220;costurado&#8221; pelo roteiro no modo &#8220;causa-consequência&#8221; e os eventos apenas se sucedem demarcados pela localização geográfica em virtude da turnê do músico.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17717" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-4.png" alt="Bob Marley - One Love" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-4.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-4-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-4-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-4-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O tópico político introduzido pelo filme é esquecido e só é lembrado momentos antes dos créditos finais quando os realizadores exibem imagens de arquivo de uma apresentação de Marley na Jamaica com as duas representações políticas citadas na obra &#8211; ou seja, um dos temas mais promissores do longa é silenciado durante toda a narrativa, apesar de ter sido mencionado logo no início e sugerir uma conexão, nunca elaborada, com Exodus. Só essa discussão sobre a história política da Jamaica atravessada pela obra de Marley seria suficiente para produzir uma cinebiografia mais consistente sobre o músico, dimensionando sua personalidade de maneira mais eficiente do que esse longa aqui faz.</p>
<p>O longa também tem problemas na construção da personalidade de Bob Marley. O ator Kingsley Ben-Adir (ótimo em Uma Noite em Miami&#8230; da Regina King) tenta fazer o que pode no filme e se dedica bastante ao papel. É uma pena que o roteiro e a direção desse filme optem por transformar Marley em uma espécie de divindade, ausente de qualquer traço de humanidade e sempre disposto a soltar frases de efeito sobre a paz. O filme opta pelo tratamento do biografado como uma espécie de messias praticamente sem falhas, quando o caminho mais interessante para a obra seria abordar o personagem como um homem com ideais.</p>
<p>No fim das contas, <strong><em>Bob Marley &#8211; One Love</em></strong> perde a oportunidade de trazer para as telas uma versão do músico que pudesse se equiparar ao carisma do verdadeiro Marley. Esse esforço de pasteurizar realidades da maioria das cinebiografias de artistas famosos que têm chegado aos cinemas no lugar de beneficiar esses projetos e as imagens públicas dos seus homenageados só prejudicam ambas, resultando em narrativas que deixam o público indiferente a essas personagens e sem o menor dimensionamento do que elas representaram na história. Caso questões mais delicadas não sejam pertinentes ou desejáveis de serem abordadas, o melhor caminho foi aquele traçado pelos já citados Elvis e Rocketman que encontraram na personalidade de suas respectivas direções uma alternativa para contornar algumas dessas questões.</p>
<p>Ao final da sessão de <strong><em>Bob Marley &#8211; One Love</em></strong> fica o questionamento: Como pode uma história tão rica quanto a de Bob Marley gerar um filme tão oco e sem vida quanto este? Nem mesmo a música vibrante do artista inspira a sua cinebiografia a emular a energia da sua obra com apresentações musicais inspiradas que poderiam preencher de alguma forma os vazios narrativos dessa história. O futuro do gênero é preocupante e as cinebiografias que estão acenando para o público não aparentam contornar esse problema, pelo contrário, projetos sobre Michael Jackson e Amy Winehouse estão a caminho nos mesmos moldes desse aqui em contextos ainda mais delicados. Como alento, ainda há diretores como Pablo Larraín que seguem apostando em tratamentos mais criativos &#8211; a cinebiografia do diretor sobre Maria Callas com Angelina Jolie promete seguir a ótima trilha de Jackie e Spencer.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Reinaldo Marcus Green</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Kingsley Ben-Adir, Lashana Lynch, James Norton</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/bXLMxVMTzLk?si=3ev26riw0yfU5Bf2" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Barbie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Jul 2023 20:34:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Barbie finalmente chegou aos cinemas e eu falo com tranquilidade que é um dos filmes mais esperados dos últimos tempos. O hype em cima do longa só fez crescer as expectativas, com as marcas aproveitando o momento para fazer coleções exclusivas, cheias de rosa, com direito até a maionese de hambúrguer pink e, porque não, acarajé rosa. Toda essa euforia com o longa, claro, tinha motivo, já que o marketing foi tão bem feito que as pessoas estavam ansiosas por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Barbie</strong> </em>finalmente chegou aos cinemas e eu falo com tranquilidade que é um dos filmes mais esperados dos últimos tempos. O hype em cima do longa só fez crescer as expectativas, com as marcas aproveitando o momento para fazer coleções exclusivas, cheias de rosa, com direito até a maionese de hambúrguer pink e, porque não, acarajé rosa. Toda essa euforia com o longa, claro, tinha motivo, já que o marketing foi tão bem feito que as pessoas estavam ansiosas por algo que não sabiam nem exatamente o que esperar. Só sabíamos do roteiro de maneira mais ampla.</p>
<p>Fico profundamente feliz em dizer que <em><strong>Barbie</strong> </em>vale toda a expectativa que foi criada. O filme é simplesmente primoroso em todos os detalhes. Começamos com o mundo encantado da Barbielândia, onde todas as bonecas vivem harmoniosamente, como num conto de fadas. Lá são as mulheres que dominam, como um grande matriarcado utópico. Elas têm a certeza de que inspiraram meninas e mulheres do mundo real a serem mais fortes e lutarem por seus objetivos.</p>
<p>As coisas começam a dar errado quando a Barbie Estereotipada (Margot Robbie, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-babilonia/"><em>Babilônia</em></a>) começa a apresentar alguns defeitos. No desespero, ela recorre à Barbie Esquisita (Kate McKinnon, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-escandalo/"><em>O Escândalo</em></a>), que sugere que ela faça uma viagem para o mundo real e resolva o problema diretamente com a sua humana responsável. No meio do caminho, o Ken (Ryan Gosling, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-blade-runner-2049/"><em>Blade Runner 2049</em></a>) se esconde em seu carro e decide ir junto com ela.</p>
<p>Uma premissa muito simples que vai sendo bem trabalhada desde o início. As nuances dos detalhes mostram como a boneca funciona num mundo imaginário, não apenas porque ela toma banho em um chuveiro que não cai água ou sai flutuando de seu quarto até o carro (como acontece nas brincadeiras com a boneca na vida real), mas também porque a distopia de um mundo que não oprime as mulheres é tão surreal quanto parece.</p>
<p>O roteiro, que conta não apenas com a diretora Greta Gerwig (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adoraveis-mulheres/"><em>Adoráveis Mulheres</em></a>), como também com Noah Baumbach (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de um Casamento</em></a>) traz uma melancolia discreta sobre o quão incríveis as mulheres poderiam ser num mundo onde o patriarcado não minasse suas expectativas e possibilidades. Rimos muito ao longo de todo o filme, mas sempre ficamos na dúvida se é uma risada nervosa ou despretensiosa. O tom de acidez é na dosagem certeza, trazendo sempre aquele amargor adocicado da realidade.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16931" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5443542.jpg" alt="Barbie" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5443542.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5443542-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5443542-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5443542-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Lidar com o mundo real foi um grande choque para a Barbie, descobrindo que as mulheres não são respeitadas nem ouvidas. Isso a faz sucumbir em emoções e sentimentos que nunca vivenciou anteriormente, fazendo-se questionamentos sobre o propósito da vida e qual seria o seu papel ali. Em meio a essa crise existencial profunda, o Ken, que é apenas o acessório em Barbielândia e vive em função da sua boneca, começa a usufruir daquele patriarcado onde qualquer homem sem qualidades consegue se destacar. Ele, que é um nada, vê naquilo uma esperança.</p>
<p>O filme mostra constantemente como a vida é extremamente fácil e benevolente para os homens, enquanto as mulheres precisam se desdobrar em mil e não ter nem o espaço ou reconhecimento pelo esforço. A boneca Barbie entra como uma possibilidade que foi completamente deturpada pela empresa que a detém, a Mattel (muito criticada no longa). A criadora original Ruth fala sobre a sua intenção por trás da boneca e como as coisas não saíram como esperado, justamente por conta dos homens.</p>
<p><strong><em>Barbie</em> </strong>é um filme que se aprofunda nas sutilezas de seu tema, tocando detalhes do quanto o patriarcado é nocivo para as mulheres, de uma maneira tão íntima que apenas nós mesmas vamos perceber. Definitivamente é um longa que vai funcionar diferente para cada gênero. Ainda que o homem comum possa se compadecer de toda aquela situação, ele certamente vai perder várias alfinetadas, pelo simples fato de que aquilo não o afeta em nada.</p>
<p>Alfinetadas essas que definem a trama da personagem a todo momento, nos levando do riso ao choro, sem que a gente seja nem avisado. O roteiro é impecável, a execução é primorosa e toda a expectativa que eu tinha sobre o longa foi cumprida para mais. Poucos filmes me fazem ter a sensação de que são incríveis ainda durante a sessão. E esse foi um deles. E pensar que uma boneca tão estereotipada como a Barbie pudesse render um filme altamente feminista, não é?</p>
<p>Como um soco no estômago leve, engraçadinho e muito rosa, <strong><em>Barbie</em> </strong>transcende a expectativa de que é apenas um hype blockbuster criado para vender merchandising. Acredito inclusive, que essa foi uma jogada muito estratégica e inteligente de Greta para vender mais o filme, fazer mais pessoas assistirem e ela tentar disseminar ainda mais a sua mensagem. O mundo pode ser das mulheres, sim. Mas é preciso um longo e doloroso processo de transformação para que tudo seja mudado a ponto de termos, no mínimo, um equilíbrio.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Greta Gerwig</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Margot Robbie, Ryan Gosling, America Ferrera, Ariana Greenblatt, Simu Liu, Kingsley Ben-Adir, Issa Rae, Michael Cera, Emma Mackey, Will Ferrell, Dua Lipa, Hellen Mirren, Ncuti Gatwa, Kate McKinnon, John Cena</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/lwZTCYst6yw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-barbie/">Crítica: Barbie</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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