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	<title>Arquivos Kevin Spacey - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Kevin Spacey - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial: 20 anos de Beleza Americana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Sep 2019 18:23:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há 20 anos, o espectador conheceu os encantos fenomenais do longa-metragem Beleza Americana. Dirigido por Sam Mendes, o filme conquistou o universo da sétima arte de maneira contundente. American Beauty (título original) é, até hoje, uma referência em criatividade, plasticidade, performances e muito mais. Com toda a sua pompa artística e força narrativa, o longa examina a jornada medíocre e infeliz do sonho americano e expõe as feridas desse padrão nacionalista de vida. A trama se estabelece através de um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Há 20 anos, o espectador conheceu os encantos fenomenais do longa-metragem <em><strong>Beleza Americana</strong></em>. Dirigido por Sam Mendes, o filme conquistou o universo da sétima arte de maneira contundente. <em>American Beauty</em> (título original) é, até hoje, uma referência em criatividade, plasticidade, performances e muito mais. Com toda a sua pompa artística e força narrativa, o longa examina a jornada medíocre e infeliz do sonho americano e expõe as feridas desse padrão nacionalista de vida.</p>
<p>A trama se estabelece através de um olhar mais próximo sobre a realidade de uma típica família americana. Lester (Kevin Spacey) é o patriarca que vive o <em>american way of life</em> – uma vida com empregos estáveis, filhos, carros e uma casa bonita no subúrbio. O que está escondido por trás dessa pseudo felicidade é a insatisfação do pai com tudo que o rodeia. Ele detesta o emprego, não ama mais sua esposa Carolyn (Annette Bening) e é completamente ausente e distante de sua filha Jane (Thora Birch). A vida pacata do senhor Burnham muda quando ele conhece a jovem Angela Hayes (Mena Suvari), amiga de Jane. A partir daí, Lester passará a viver sob um novo lema o qual levará a sua vida – e a de todos os que o cercam – à uma reviravolta inimaginável.</p>
<p>Atualmente conhecido pelos últimos trabalhos sobre o agente 007 (<em>Skyfall</em>, de 2012, e <em>Spectre</em>, de 2015), Sam Mendes teve sua carreira cinematográfica iniciada com o que viria a ser sua obra-prima. Em 1998, a <em>Dreamworks</em> decidiu contratar Mendes graças ao seu admirável trabalho como diretor teatral. Ele foi a mente que deu vida ao deslumbrante vencedor do Oscar de 2000. Sua teatralidade estética e poética para o filme exala em cada cena e fez do seu primeiro projeto algo inesquecível. <em><strong>Beleza Americana</strong></em> foi líder das maiores premiações do cinema. Mesmo tendo sido desacreditado antes dos primeiros resultados de premiações, a produção ganhou um total de cinco estatuetas do Oscar, três do Screen Actors Guild Award (SAG Award) e três do Globos de Ouro. Hoje, consagrado pelo público e crítica, o filme é uma obra fundamental para o cinema e ajudou a louvar grande parte dos seus colaboradores, a exemplo do diretor.</p>
<p>Um homem comum que não tinha nada a perder percebe que a fórmula para a felicidade enlatada não passava de uma farsa. Após a descoberta, ele decide mudar seu comportamento por completo. Resumidamente, essa foi a forma pela qual Alan Ball, ao escrever o enredo de <em>American Beauty</em>, escancarou para o mundo a farsa que há no ideal familiar suburbano dos americanos. O filme é uma clara crítica aos costumes do início ao fim. Tudo começa pelo seu título que foi genialmente escolhido para fazer com que o espectador relacione-o com um tipo de rosa de mesmo nome. O paralelo é criado a partir da flor porque ela personifica as famílias estadunidenses. As rosas <em>american beauty</em> são belíssimas por fora, porém não tem cheiro nem espinhos, tornando-as falsas e vazias. Ou seja, as famílias do subúrbio estadunidenses são belas, sorridentes e felizes por fora, mas completamente vazias e incompletas por dentro.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11428" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/beleza3-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/beleza3.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/beleza3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/beleza3-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Para compor os outros símbolos da produção, Mendes remonta perfeitamente a vida da classe média americana e seus padrões. Dessa forma, o diretor comprova a inversão problemática e vazia que o <em>american way of life</em> resulta. A esposa infeliz que perdeu a sensibilidade pelos prazeres e alegrias da vida; a filha incompreendida e revoltada; os típicos empregos estáveis que não trazem alegria alguma às vidas de Lester e Carolyn. Esses fatores são inseridos através de um trabalho de direção fotográfica espetacular que rendeu à Conrad Hall o Oscar de Melhor Fotografia (também indicado anteriormente por <em>O Dia do Gafanhoto</em>, de 1975, e <em>Conspiração Tequila</em>, de 1988). A estética cenográfica de <em><strong>Beleza Americana</strong></em> – comandada pela diretora de arte Naomi Shohan – é outro alicerce que incorpora a trama de Ball em vários momentos existencialistas do filme.</p>
<p>O elenco escolhido para encarnar o vazio existencial da <em>american beauty</em> é a peça que conclui com perfeição o quebra-cabeça desta joia da sétima arte. A dinâmica de cena entre as personagens centrais da trama mostra a qualidade técnica de todos os escolhidos para dar a essas figuras. O Coronel Frank Flitts (Chris Cooper) e seu comovente segredo; o amor psicológico entre Jane e Rick Flitts (Wes Bentley); a dualidade da personagem de Mena Suvari; as discussões intensas entre o casal vivido por Kevin Spacey e Annette Bening, etc. Cada uma dessas cenas faz do filme algo fora do comum. É admirável e evidente a qualidade artística do casal principal – fator que os fez ganhar diversos prêmios por seus personagens, incluindo a vitória de Spacey e a indicação de Annette ao Oscar.</p>
<p>O conjunto de execuções minuciosas e extraordinárias fez com que a estreia de Mendes no cinema merecesse o Oscar de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, entre outras três indicações na premiação. No total, <em><strong>Beleza Americana</strong></em> fechou seu circuito de competições com nada menos que 89 vitórias dentre as 160 indicações recebidas. Hoje, vinte anos após sua glória, o filme ainda vive no hall da fama por inaugurar uma era onde a crítica escancarada ao mito da perfeição humana passa a ser um tema amplamente comum. Além disso, o longa reforça uma cultura estética da simbologia por trás da imagem com originalidade invejável e atuações que são, até hoje, aplaudidas de pé.</p>
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		<title>Crítica: Em Ritmo de Fuga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jul 2017 21:24:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ansel Elgort]]></category>
		<category><![CDATA[Edgar Wright]]></category>
		<category><![CDATA[Em Ritmo de Fuga]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Bellbottoms&#8221; no último volume! A música embala a marcação dos atores em cena. O protagonista Baby (Ansel Elgort) tem os movimentos coreografados, enquanto os companheiros de crime Griff (Jon Bernthal), Buddy (Jon Hamm) e Darling (Eiza González) roubam um banco. É assim que se inicia o novo longa do cineasta Edgar Wright, de Chumbo Grosso, intitulado no Brasil Em Ritmo de Fuga. Durante toda a projeção, o público é contagiado pelas canções que embalam os passos da personagem principal, literalmente. Todas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Bellbottoms&#8221; no último volume! A música embala a marcação dos atores em cena. O protagonista Baby (Ansel Elgort) tem os movimentos coreografados, enquanto os companheiros de crime Griff (Jon Bernthal), Buddy (Jon Hamm) e Darling (Eiza González) roubam um banco. É assim que se inicia o novo longa do cineasta Edgar Wright, de <em>Chumbo Grosso</em>, intitulado no Brasil <em>Em Ritmo de Fuga</em>.</p>
<p>Durante toda a projeção, o público é contagiado pelas canções que embalam os passos da personagem principal, literalmente. Todas as músicas presentes no filme estão dentro da diegese e a execução desta escolha é bem realizada, pois em nenhum momento parece forçado, pelo contrário, fortalece a construção do papel de Elgort e do clima de tensão.</p>
<p>A história gira em torno de Baby e seu trabalho de piloto de fuga. Há dez anos no volante, à serviço de Doc (Kevin Spacey), o rapaz ocupa a função contra seu gosto. Ameaçado pelo atual chefe, o garoto precisa pagar uma dívida do passado. Aproximando-se de quitar o débito, o jovem foca em completar suas tarefas o mais rápido possível e sair da vida de crime. Durante a exibição fica mais do que clara a bondade e generosidade do protagonista, além de seu genuíno amor pela música.</p>
<p>A direção de Wright é competente. Com um olhar cuidadoso para as cenas de ação, o ritmo corre corretamente pois o cineasta consegue executar momentos de tensão com as cenas de alívio no momento exato para não provocar um enfarto no espectador. Alguns planos detalhe tornam o longa ainda mais especial. Seja em um pé que bate no chão, junto com a música ou as mãos no volante, os planos incrementam o longa. O público pode conseguir notar a criatividade e cuidado em cada escolha de Edgar Wright nas diversas cenas, como, por exemplo, em uma das sequências finais quando o vilão é banhado por uma cor vermelha e o mocinho pelo azul.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7951" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/07/baby-driver.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Outro ganho de <em>Em Ritmo de Fuga </em>é a montagem. A edição, principalmente das cenas de ação, casa e descasa com as músicas de forma a dar ritmo para as sequências exibidas. Nos primeiros seis minutos de projeção já é possível notar a preocupação dos editores Jonathan Amos (<em>Irmão de Espião</em>) e Paul Machliss (<em>Heróis de Ressaca</em>). Os cortes combinados com as batidas das canções criam uma atmosfera de emoção e são bem executadas pois dão ritmo e anunciam o que estar por vir.</p>
<p>São nos detalhes que a projeção ganha qualidade. Os atores estão muito bem marcados e isso fica ainda mais visível quando eles estão em grupo e performam movimentos sincronizados, tudo isso feito de forma fluida e que se encaixa com a linguagem do filme. As atuações do elenco coadjuvante são muito pontuais, corretas. Individualmente, olhando para eles, não há caricaturas entre mocinhos e vilões, o que já é um ganho. Ninguém compromete a qualidade do filme, mas também não existem interpretações memoráveis, até porque fica a sensação de que todos precisam ser comuns, mais na média, para que Baby se destaque.</p>
<p>Ansel Elgort é a estrela do longa. O que pode vir chamar mais atenção é seu trabalho corporal para cena. É como se a música vibrasse em seu corpo e virasse movimento. As mudanças de olhar e postura durante a projeção também são relevantes. O artista toma o cuidado para não exagerar na imagem de distraído de Baby e sabe a hora de demonstrar paixão, raiva e tomada de atitudes mais severas. Elgort ganha também no carisma, o que gera uma empatia positiva em quem o assiste na tela.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7952" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/07/2da43b_5d5caacdbd1646e59ea5720f95aa1631-mv2.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>No elenco, o único ator que incomoda é Kevin Spacey. Todo tempo parece que ele está tentando não ser Frank Underwood, papel que ele desempenha na série da Netflix <em>House of Cards</em>. Pode-se perceber uma busca de novos tons na fala, mas volta e meia Underwood vem para a tela. Além da dificuldade do artista, o roteiro também não ajuda na construção de Doc, que se trai no desfecho da narrativa, deixando mal explicadas as suas atitudes.</p>
<p>A questão da problemática do texto vai além do fechamento do ciclo de Doc, mas todo o último ato parece ter menos cuidado que o restante de <em>Em Ritmo de Fuga</em>, passando uma confusão sobre como finalizar a obra. As escolhas das personagens soam sem justificativas plausíveis, as tensões se esvaem e uma conclusão morna é entregue para o espectador.</p>
<p><em>Em Ritmo de Fuga </em>é um filme bem executado, com músicas bem escolhidas, elenco com boa dinâmica, mas que não traz um encerramento digno do que é mostrado anteriormente. De toda forma, vale a pena vê-lo e saboreá-lo até seu ápice.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/TJrKYWPBTrc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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